sexta-feira, 30 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog #2

Gracinha, minha querida, que hei-de fazer consigo? A menina não percebe nada disto de se pertencer à classe A superior pois não é? Achará por acaso que basta tratar as suas ricas filhas na terceira pessoa ou vesti-las com os kits que pede compra nas lojas de Campo de Ourique? Minha santinha, tenha dó, eu sei que tem feito um esforço grande, afinal já aprendeu a diferença entre “há” e “à”, aqui  só entre nós que ninguém nos ouve foi custoso, pois não foi? E aquelas palavras que escrevia lá naquele idioma esquisito que finalmente parece ter aprendido a dominar? O Inglês, não é? Minha rica menina que se tornou uma autêntica poliglota. Quem diria?...
Mas, minha querida, ouça a sua velha tia Picante, se quer mesmo fingir que pertence à classe A superior tem de se resguardar um pouquinho mais. Nós, as verdadeiras e genuínas tias, com gerações e gerações de refeições servidas em finas porcelanas acompanhadas por vinhos antigos servidos em copos que brilham, as que estudaram literatura francesa e aprenderam a marcha turca, as que dominam o ténis, equitação ou golfe, dizia eu que nós, minha querida, jamais exibiríamos as nossas filhas de maneira a ver-se-lhes as calcinhas e pernocas rechonchudas nas internetes ou lá o que é. E aquelas fotografias inenarráveis que tirou em mood casamento? Que é lá isso, santinha? Pelo amor da Virgem, esconda isso num buraco fundo, ninguém precisa de saber que fez uma sessão fotográfica com uma bicicleta, um Porsche e uns balões a enfeitar umas cadeiras de plástico da Sumol! É tão outra banda que é bem possível que as pessoas pensem que afinal só é tia dos seus sobrinhos, caso os tenha.
Ah! E antes que me esqueça, fica-lhe muito mal dizer às suas seguidoras que recomendaria um cirurgião plástico, caso conhecesse algum apesar de eles não fazerem milagres, sabe? É que é sempre um erro ser-se indelicado para os nossos clientes, eles podem aborrecer-se e passar a frequentar um dos muitos mercaditos que por aí pululam. Além do que, só aqui entre nós que ninguém ouve, ambas sabemos que isso não é bem verdade, pois não é? Alguém fez um verdadeiro milagre com a sua carinha laroca, não fez? Como? O Dr. Iluminador? Está bem, está bem, agora vá, deixe-me sossegada, de certeza que tem centenas de kits para fotografar nas suas modelos quase profissionais, vulgo gordinhas “rechonchas”
Tenha uma Santa Páscoa, minha querida, vá com Deus.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog

Poderia muito bem dizer que a festa seria qualquer coisa assim muito na onda de uma pijama party. Ou isso ou uma festa top e cheia de pinta ali para os lados da Av. Duque de Loulé.

Estou para aqui a pensar

Que estava decidida a esperar que o post anterior atingisse os trezentos comentários para fazer novo post.
Acontece que, derivado de situações várias, bananas e abacaxis para ser mais específica, tenho vários posts a fervilhar na cabeça, ele há tantos posts muito lindos sob o tema “se a Picante fosse um hate blog” que poderia fazer... tantos, senhores!
E agora? Escrevo ou remeto-me ao silêncio, fazendo apenas um sorriso desdenhoso e carregando ali na cruzinha do canto superior direito? Dúvidas, é isto a minha vida.

quarta-feira, 7 de março de 2018

O leitor decide

Escrevo sobre noivas que se deixam fotografar no meio de um apalpão, daqueles de mão cheia, em plena bochecha do rabo, ou sobre mães que fotografam as filhas de modo a ver-se-lhes as cuecas?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Se nos tiram os sonhos de que vivemos...

Ficam as pessoas fantásticas que nos cercam, as pessoas que Deus nos põe no caminho e que estão cá para assegurar que o sonho persiste.
Voa pequena, voa. Agora está tudo nas tuas mãos. Brindemos pois aos recomeços.