quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em verdade vos digo

A pessoa está para pôr um término ao blog por várias vezes mas por várias vezes acontecem coisas que a forçam a mudar de ideias e a pessoa continua, não completamente a contra gosto mas com menor entusiasmo, ainda assim, porque a verdade é que a pessoa tencionava fechar isto a um 28 de Maio.
A pessoa vai escrevendo, cada vez com menor entusiasmo, isto já não é o que era, sente-se a falta das pandegas que foram outrora as caixas de comentários, mas a pessoa escreve, de quando em vez ainda dá umas valentes gargalhadas, pena que sejam cada vez mais espaçadas.
A pessoa farta-se das Rosinhas, deixa de ter paciência para lhes ver as poses sensuais em feroz concorrência a qualquer coelhinha, revira os olhos ante o já habitual desfilar de trapos, conselhos de parentalidade, crianças sem privacidade e publicidade que vai desde o ar até a mães vendidas em pequenos frascos com descontos a partir do código promocional do blog. 
A pessoa dá um tempo a ver se a vontade de escrever volta e a vontade de escrever volta mesmo. Acontece que à pessoa não apetece aturar donas Joaquinas ou Rosinhas, apenas apetece comentar actualidade política.
Podem encontrar-me no twitter. Até um dia destes, pessoas, sejam felizes que isto passa a correr.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Picante pergunta

Sabiam que quando há ovos há também galinhas?

(Minha Nossa Senhora das publicidades mal feitas me valha...)

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Picante decide-se a escrever sobre Bruno de Carvalho e seus Brunettes

Alguém diga ao sempre iluminado e inteligente João Quadros que queimar o cartão da gamebox de 2010 não lhe deve de grande coisa, ele que aproveite o embalo e queime também o cartão de sócio, é sempre um desprazer uma pessoa correr o risco de se cruzar com tão sublime personagem.



terça-feira, 19 de junho de 2018

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Das Incapazes

De há uns anos a esta parte temos um certo tipo de gente, perigosa esquerdalha, naturalmente, que tem por missão de vida policiar as palavras e pensamento alheios. Enchem a boca com a palavra democracia e no entanto não fazem a mínima ideia do seu significado. Democracia, para eles, passa por agir de acordo com os seus bizarros conceitos. Ora são os livros para meninas e meninos que limitam o potencial profissional da mulher, retirem-se pois os malvados livros do mercado! Antes disso era o cartão de cidadão que (des)elevava a mulher a uma sub-categoria qualquer de não cidadã, mudem-se já os cartões! Depois é um anúncio com uma mãe a chamar princesa à filha, e é um Deus nos acuda que isto de chamar princesa às nossas meninas faz delas umas fúteis dondocas, incapazes de aspirar a uma profissão de destaque. Repare-se que, para esta gente, a mulher tem de aspirar a ser política, directora ou médica, não lhe basta ser professora, bancária ou outra coisa qualquer, mulher que é mulher tem de ter posição de destaque, pelo caminho não interessa nada que se desvalorize uma infinidade de profissões dignas. Pelo meio ainda dizem que a maneira de a mulher alcançar a igualdade passa por proibir os homens de votar, num atentado a toda e qualquer igualdade. Defendem a legalização do aborto ou eutanásia com unhas e dentes mas não os preocupa que gente abastada possa comprar filhos nos EUA ou Brasil, alugando para isso o útero de mulheres pobres, reduzindo-as a um mero objecto, tampouco os ouço falar em investir em cuidados paliativos que não estão ao alcance de mais de metade da população. Querem abrir as portas da Europa à migração massiva de pessoas oriundas de África e Médio Oriente, sem qualquer preocupação com a sua cultura ou costumes que, essa sim, menoriza e retira direitos fundamentais às mulheres. A última imbecilidade vem daquela actriz cheia de glamour que foi a Catarina Martins, escolheu o dia de Portugal para vir dizer (outra vez) que os portugueses se deviam envergonhar muito do seu passado esclavagista, que somos uns malvados, filhos de gente cruel que, enfim, os Descobrimentos são a vergonha nacional.
Eu sei que, como qualquer pessoa que discorde do que estes alarves dizem e pensam, não passo de uma fascista nazi rendida ao liberalismo conservador mas, ainda assim, atrevo-me a dizer que a Catarina é de uma ignorância atroz, ou isso ou é profundamente desonesta, até uma criança percebe a importância da História para a humanidade em geral, qualquer néscio sabe que não se podem qualificar comportamentos de há 500 anos à luz dos costumes e ética actuais. Ainda por cima a ignorante Catarina não sabe mas eu explico-lhe, a gente a quem ela quer abrir portas ao desbarato foi no passado quem mais escravizou pessoas, e inclusive continua, em pleno século XXI, a escravizar paletes de gente, já Portugal foi dos primeiros países a abolir a escravatura, há umas centenas de anos. Uma pena que para a Catarina também seja desconhecido o facto de o regime trotskista que ela defende ser responsável pela morte de mais de cem milhões de pessoas, nunca a ouvi dizer que o assassínio em massa é uma vergonha, vá-se lá saber porquê.
A pessoa vai ouvindo imbecilidade atrás de imbecilidade e vai encolhendo os ombros mas começa a ser complicado ouvir estas ditadorazecas ignorantes que para pouco mais servem que desbaratar o erário público com conferências milionárias sobre igualdade de género, enquanto elevam a mulher à categoria de desgraçadinha vítima do misógino homem e incapaz de falar / pensar por si própria, sem lhes dizer para irem policiar mas é o c. Isso mesmo.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O leitor decide

Uma vez passada a grande celeuma nas redes sociais estou para aqui a pensar que sou menina para encerrar o assunto com chave de ouro, uma coisa assim em bom.
Falo de eutanásia ou daquela bizarria das capazes?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Querido blogger

Pode saber-se por que raio deixaste de me enviar mails quando as pessoas comentam? De há uns dias a esta parte deixei de receber notificações de novos comentários, cada vez que quero saber se há comentários tenho de vir ao blog.
Dá para voltar a avisar por Mail? Já fui ver as definições e continua lá a opção de notificação activada. Pode ser? Por favor?
Agradecida.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ceias de Verão


Imagem retirada da internet
(Um dia ainda as hei-de ver a publicitar lingerie e aí é que a bloga fica mesmo, mesmo, mesmo gira...)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

É a sociedade, estúpidos!

Em tempos, conversando sobre as dificuldades e desafios de transformar pequenos monstros em adultos capazes de viver em sociedade sem confranger os demais, e queixando-me eu de não ter um pingo de paciência para as birras matinais de pequenos Picantes, diz uma das convivas que sua pequena monstrinha era tão difícil de fazer cumprir regras que andava no psicólogo, psicólogo esse que tinha sugerido pôr os próprios dos pais de castigo porque, e cito, os adultos quando não cumprem as regras também têm consequências, fim de citação. Ora, à pergunta de “mas afinal quem é que manda lá em casa” alguém responde que é o psicólogo, no meio de uma gargalhada geral. Isto a propósito da ideia peregrina de se pedir autorização aos bebés para se lhes mudar a fralda. Não vou dizer o que penso acerca deste tipo de pensamento ou de como pode ser incongruente falar de privacidade enquanto se mostra quase tudo o que há para mostrar.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Não bastava ter de levar com as bizarrias das Capazes, agora sou forçada a financiar-lhes os discursos - 73.000€? A sério?

A Comissão para a Igualdade de Género (CIG), que arvorada em polícia de consciências evocou em agosto de 2017 o radicalismo feminista da "Capazes", na cruzada ridícula contra os manuais de atividades da Porto Editora, decidiu agora atribuir 73 mil euros dos contribuintes europeus à mesma organização para preleções de doutrina canhota ministradas por Rita Ferro Rodrigues, a deputada do BE Mariana Mortágua e a deputada do PS Catarina Marcelino, a jovens de vários municípios alentejanos presididos pelo PS e um independente, escolhidas por se tratar - note-se bem -, de "pessoas com as quais as populações se identificam".
Chegamos a um ponto em que nem sequer se disfarça. É à descarada. Mesmo assim, conviria que esta Esquerda, que há tantos anos coloniza paciente, mas persistentemente, as diferentes parcelas do Estado e cria entidades a pensar só nos seus, percebesse que os parcos recursos públicos não existem para instrumentalização das escolas e para a afirmação encapotada da sua visão e agenda política, para além do mais, frequentemente radical nos termos e nos protagonistas. Já agora, que entendesse também que muitos pais deste país têm o direito de recusar que os seus filhos sejam educados por Rita Ferro Rodrigues, Mariana Mortágua, ou Catarina Marcelino, precisamente porque ao contrário da presunçosa justificação avançada, não se identificam nada, mas mesmo nada, com aquilo que significam.
Há até todo um universo parlamentar que faz política em oposição aos diferentes socialismos. São aqueles que não encontram representação na fotografia de propaganda da iniciativa. Sendo que, caso ainda não lhes tenha ocorrido, a expressão preambular que na Constituição diz "abrir caminho para a sociedade socialista", é só um anacronismo, um resquício tóxico do PREC, que não é para levar à letra.
No século XXI, uma democracia verdadeira não é compatível com uma espécie de "Nomenklatura", convencida da capacidade de distribuir arbitrariamente os parcos recursos de quem paga impostos em favor de ativistas políticos e partidários selecionados por serem do BE e do PS, transformados numa nova casta de formadores da juventude. Seria até importante avaliar como é que a CIG gasta o dinheiro, com quem, onde e com que resultados.
O que se está a passar é só mais um resquício de uma fórmula governativa exótica, que sobrepõe a ideologia ao senso comum. E a cartilha que tentam é do século XIX. Está no Manifesto de Karl Marx: "As ideias dominantes numa época nunca passaram das ideias da classe dominante"


Do sempre  enorme Nuno Melo.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fim de semana dedicado ao desporto

Eu bem que queria comentar aquilo lá do meu Sporting mas a incredulidade é tanta que nem sei que diga, o (des)nível é de tal maneira baixo que ando meio agoniada, depois de ouvir o homem dizer que aquilo foi "chato" mas que tínhamos de nos habituar à violência (lembrou-me o imbecil do Mayor de Londres quando disse que os habitantes das grandes metrópoles tinham de se habituar ao terrorismo), oiço hoje que não se demite e que vai processar Ferro Rodrigues, o nível de loucura é tal que a pessoa não consegue fazer mais nada a não ser abrir a boca de espanto, pelo meio são as escutas e a corrupção, a pessoa pensa na luta de uma série de anos contra a corrupção instalada no Benfica e pronto, torna a abrir a boca, não me sai da cabeça a imagem de um miúdo com feridas na cabeça a chorar e de um homem com idade para ser avô alvo de murros e pontapés. Alguém que corra com aquele energúmeno ao pontapé, o Sporting não merece isto, o futebol não merece isto. Já disse que estou agoniada?
Este fim de semana temos prova de fogo, num deporto que não move euros e até ver sem corrupção, essa é que é essa.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Nos blogs é igual

Sempre me diverti com aquela coisa dos porteiros das discotecas, gente que nunca na vida teve qualquer tipo de poder ou reconhecimento, por vezes gente que mal falar sabia e que, de repente, voilà, tem nas mãos a hipótese de não deixar entrar alguém só porque sim. Nos tempos remotos em que era frequentadora assídua das discotecas achava engraçado pôr-me a observar a cena, a forma como o porteiro fingia que não via as pessoas, as pessoas aos pulinhos, a pedir uma migalha de atenção, o porteiro a inchar o peito, orgulhoso da importância desmedida que tinha, as pessoas gratas quando o homem por fim lá pousava nelas o olhar sobranceiro e com ar enfadado as mandava entrar, e elas ali, a cinquenta centímetros de distância.
Só uma vez vi alguém virar-se para o porteiro e dizer-lhe claramente para se deixar de ares, que ou deixava entrar ou não, que não havia paciência para aquilo. O porteiro arregalou os olhos e pediu-lhe cinquenta contos, afinal não estava habituado a ser contrariado.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Decisions

Estou para aqui na dúvida, não sei se fale sobre a onda de ministros socráticos que andam finalmente a contas com a justiça e sobre os muitos que ainda haverão de andar, será que o povo se lembra que Costa era o número dois de Sócrates, caramba? Mas dizia eu que estou para aqui indecisa entre fazer um post muito lindo sobre corruptos aldrabões, quem se deve estar a rir é a Manuela Moura Guedes, Deus a conserve assim corajosa, que foi das poucas que ousou fazer frente ao sistema com os resultados que se viram, ou se fale sobre essa sempre interessante temática que é a correlação entre a infodibilidade e a falta de nível.
Dúvidas... é isto a minha vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

terça-feira, 8 de maio de 2018

Também li o artigo da Câncio

Fiquei com a sensação de que rameira tem agora um novo sinónimo, não me lembro de ter lido coisa tão hipócrita e nojenta quanto aquilo.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Si vis pacem, para bellum


Parece que Trump está nomeado para o Nobel da paz. Em verdade vos digo que o merece muito mais que Obama, esse comunicador charmoso que todos adoravam e só fez bodegada atrás de bodegada.

Mas o que realmente me diverte é ver que a campanha dos media contra Trump teve realmente um efeito devastador entre desinformados e ignorantes, alvo facilmente manipulável.


Tende um excelente final de semana, eu vou só ali rebolar no chão a rir, adoro as ironias do destino.

Desavergonhas

De todas as coisas que eu queria saber, a que maior curiosidade me desperta é por onde é que andava a vergonha do Galamba quando optou por avisar Sócrates de que estava a ser investigado. Ou dos ilustres do PS que o defendiam há uns anos atrás. Ou dos que muito convenientemente assobiavam para o lado enquanto o homem cometia abuso atrás de abuso. 
Suponho que este ano o Pai Natal tenha trazido vergonha a rodos, lá para os lados do Largo do Rato, antes tarde que nunca.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ainda na senda da liberdade

Recentemente fiquei na posse da informação de que um amigo iria receber mais uma criança, umas semanas antes do previsto. A palavra receber não vem a despropósito, a criança vem dos Estados Unidos, terra de liberdades e oportunidades. Estranha liberdade essa que permite a alguém com dinheiro pagar a uma mulher para que sirva de incubadora do seu filho durante nove meses. Se isto não for a suprema objectificação do corpo da mulher, além da exploração última dos pobres pelos ricos, então eu não percebo nada de exploração, em menos de nada também vai ser possível comprar um rim, um pedaço de fígado ou um olho.
Quando é que a liberdade individual do ter ou ser atingirá os limites do eticamente errado? Ou será que "ética" foi definitivamente afastada do dicionário no novo milénio?
Mas o que eu queria mesmo dizer é que acabou de estrear a segunda temporada de Handmaid's tale.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Ainda do dia de ontem

Enquanto Gaspar Macedo, um miúdo que não tem papas na língua nem embarca no politicamente correcto, foi agredido nas comemorações do dia por indivíduos de extrema esquerda (os fofos do BE, pois claro), os mesmos que acham que os cidadãos têm de ser tolerantes para com toda e qualquer ideia (as suas ideias, claro) mas que agridem todos os que pensam diferente deles, foi inaugurado o jardim do Campo Grande, lá apressaram as obras que se arrastavam há meses, de maneira a que um tipo que alegadamente envolvido num escândalo de pedofilia fosse inaugurar um espaço para crianças (ahahahahahah, a ironia da coisa mata-me) numa homenagem a um outro tipo que enriqueceu à custa do exercício de cargos públicos.
Gosto muito de Portugal, estamos alegremente a caminhar para um futuro mesmo risonho de gente compreensiva e tolerante. E democrática, claro.

Dia da liberdade

"O Estado é um grande proprietário. Acumula prédios rústicos e urbanos pelo país fora. Inúmeros estão ao abandono, degradados, devolutos. Não os recupera, não os arrenda, nem oferece. Mas quer ocupar os dos outros. O Estado foi sequestrado por uma "geringonça" que celebra o 25 de Abril com discursos sobre a liberdade, enquanto força como pode a "transição para a sociedade socialista" - e paternalista -, que sufoca e se julga no direito de impor o que se pode dizer, pensar, fazer. Tudo se decreta. É muito mais PREC do que 25 de Novembro. Encara o trabalho como servidão fiscal, a riqueza como pecado e os proprietários como arrendatários do Estado. Acha normal castigar todos, por tudo aquilo em que não dá - nunca deu - melhor exemplo. E nem sequer se questiona.
A propriedade privada é um direito constitucional fundamental. Encarna a crença dos que acreditam nas vantagens do trabalho e, através dele, esperam ascender por esforço próprio a melhores condições de vida. Não existe para rateio ideológico de quem encontra virtudes melhores na mão estendida ao benefício do Estado, tendo outras alternativas.
Ter casa ou casas é um ato de vontade, de resto, tributado abundantemente. E mantê-las vazias, uma prerrogativa de quem as pagou, ou herdou, tão legítima como a decisão de as arrendar, se for caso disso. Intolerável, por muito que o BE mande nos tempos que correm, é perceber um governo representado por quem perdeu as eleições, transformado numa espécie de "Okupa", ao serviço da agenda ideológica do "proletariado".
Numa declaração que não se estranharia em Vasco Gonçalves, o PS anunciou que os proprietários deverão "participar na prossecução do objetivo nacional de garantir a todos, para si e para as suas famílias, o direito a uma habitação condigna". Conviria que o PS começasse por entender que numa democracia verdadeira o Estado não se apropria das casas dos outros, para as entregar a quem lhe apeteça. Sendo que se realmente o quer fazer, que comece pelas suas. São garantidamente muitas.
António Costa que saia do Palácio de S. Bento e atravesse o país. Conte os edifícios que, apesar das suas obrigações, a tutela mantém vazios e decrépitos. Chame depois Catarina Martins, que com facilidade encontrará quem lhe escreva nas paredes: "aqui podia morar gente".
Em 1975, ocuparam-se terras alheias debaixo do grito "a terra a quem a trabalha". Em 2018, tenta-se "as casas a quem as ocupe". Alguns dos protagonistas são os mesmos. Era o que mais faltava."

Do enorme Nuno Melo

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Diz que temos chuva para o fim de semana

Ouvi um rebuliço qualquer sobre o ministério da administração interna querer multar os condutores de ambulâncias que circulem a mais de 50km/h, o Carlos César acha perfeitamente normal e ético ser reembolsado por viagens que não chegou a fazer, o Salgado diz que já ouviu falar do Diabo mas nunca o tinha sentido... que aquelas coincidências só podiam ser obra do Diabo, A SIC tem acesso a gravações de processos que supostamente deveriam estar em segredo de justiço e não acontece nada.
Estou capaz de não tornar a ouvir um noticiário, cada vez mais me apetece correr aquela gente toda à chapada.
Mas o que realmente me preocupa é que remarquei, pela quadragésima quarta vez, um evento ao ar livre e diz que vamos ter trovoadas e aguaceiros. Que se lixe, já disse que uns impermeáveis são capazes de ser boa ideia.
Bom fim de semana, pessoas!

(isto sou eu a querer socializar com os estimados leitores, não se esqueçam de passar aqui a desejar um bom fim de semana)





(por favor?...)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vamos andando, como Deus quer

No mesmo dia em que o meu país aprova uma lei que autoriza a mudança de género aos dezasseis anos, aquela idade extraordinariamente madura em que toda a gente é cheia de certezas sobre a vida em geral e o sexo em particular, isto sem que seja necessário um parecer médico a atestar que a pessoa não é maluquinha e que efectivamente sofre de disforia de género, tomo conhecimento de que há por aí uma onda de indignação geral a propósito de um texto que o Zé Quintela escreveu, o qual pretendia ser uma crítica sarcástica ao governo. Infelizmente parece que é demais pedir às pessoas que compreendam exactamente aquilo que lêem. Também deve ser demais pedir às pessoas que fiquem mais indignadas com a situação das crianças da área de oncologia do hospital de S. João que com uma crítica que não tem por alvo doentes oncológicos ou vítimas da guerra da Síria.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog #2

Gracinha, minha querida, que hei-de fazer consigo? A menina não percebe nada disto de se pertencer à classe A superior pois não é? Achará por acaso que basta tratar as suas ricas filhas na terceira pessoa ou vesti-las com os kits que pede compra nas lojas de Campo de Ourique? Minha santinha, tenha dó, eu sei que tem feito um esforço grande, afinal já aprendeu a diferença entre “há” e “à”, aqui  só entre nós que ninguém nos ouve foi custoso, pois não foi? E aquelas palavras que escrevia lá naquele idioma esquisito que finalmente parece ter aprendido a dominar? O Inglês, não é? Minha rica menina que se tornou uma autêntica poliglota. Quem diria?...
Mas, minha querida, ouça a sua velha tia Picante, se quer mesmo fingir que pertence à classe A superior tem de se resguardar um pouquinho mais. Nós, as verdadeiras e genuínas tias, com gerações e gerações de refeições servidas em finas porcelanas acompanhadas por vinhos antigos servidos em copos que brilham, as que estudaram literatura francesa e aprenderam a marcha turca, as que dominam o ténis, equitação ou golfe, dizia eu que nós, minha querida, jamais exibiríamos as nossas filhas de maneira a ver-se-lhes as calcinhas e pernocas rechonchudas nas internetes ou lá o que é. E aquelas fotografias inenarráveis que tirou em mood casamento? Que é lá isso, santinha? Pelo amor da Virgem, esconda isso num buraco fundo, ninguém precisa de saber que fez uma sessão fotográfica com uma bicicleta, um Porsche e uns balões a enfeitar umas cadeiras de plástico da Sumol! É tão outra banda que é bem possível que as pessoas pensem que afinal só é tia dos seus sobrinhos, caso os tenha.
Ah! E antes que me esqueça, fica-lhe muito mal dizer às suas seguidoras que recomendaria um cirurgião plástico, caso conhecesse algum apesar de eles não fazerem milagres, sabe? É que é sempre um erro ser-se indelicado para os nossos clientes, eles podem aborrecer-se e passar a frequentar um dos muitos mercaditos que por aí pululam. Além do que, só aqui entre nós que ninguém ouve, ambas sabemos que isso não é bem verdade, pois não é? Alguém fez um verdadeiro milagre com a sua carinha laroca, não fez? Como? O Dr. Iluminador? Está bem, está bem, agora vá, deixe-me sossegada, de certeza que tem centenas de kits para fotografar nas suas modelos quase profissionais, vulgo gordinhas “rechonchas”
Tenha uma Santa Páscoa, minha querida, vá com Deus.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Se a Picante fosse um hate blog

Poderia muito bem dizer que a festa seria qualquer coisa assim muito na onda de uma pijama party. Ou isso ou uma festa top e cheia de pinta ali para os lados da Av. Duque de Loulé.

Estou para aqui a pensar

Que estava decidida a esperar que o post anterior atingisse os trezentos comentários para fazer novo post.
Acontece que, derivado de situações várias, bananas e abacaxis para ser mais específica, tenho vários posts a fervilhar na cabeça, ele há tantos posts muito lindos sob o tema “se a Picante fosse um hate blog” que poderia fazer... tantos, senhores!
E agora? Escrevo ou remeto-me ao silêncio, fazendo apenas um sorriso desdenhoso e carregando ali na cruzinha do canto superior direito? Dúvidas, é isto a minha vida.

quarta-feira, 7 de março de 2018

O leitor decide

Escrevo sobre noivas que se deixam fotografar no meio de um apalpão, daqueles de mão cheia, em plena bochecha do rabo, ou sobre mães que fotografam as filhas de modo a ver-se-lhes as cuecas?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Se nos tiram os sonhos de que vivemos...

Ficam as pessoas fantásticas que nos cercam, as pessoas que Deus nos põe no caminho e que estão cá para assegurar que o sonho persiste.
Voa pequena, voa. Agora está tudo nas tuas mãos. Brindemos pois aos recomeços.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Da semana que passou

A semana passada foi profícua, para começo de conversa fui esquiar que é sempre uma coisa de valor. Depois a natureza foi simpática para com a minha pessoa, o tempo esteve bonzinho e a neve soberba. Finalmente até os Deuses se uniram a meu favor, curaram as viroses agressivas que mini Picantes contraíram quase em cima do acontecimento, já para não dizer que o meu joelho se portou bastante bem, não tive de fazer gelo uma única vez, apesar de ter feito mais tropelias que a conta.

Por cá percebi que há quem não faça a mínima ideia do que seja um hate blog e desconheça o significado de destilar ódio ou idiotices afins com que nos brindaram, enquanto se faziam de vítimas e se imbuíam do pior que o ser humano tem, quer seja fazendo um blog com suposições de quem é a pessoa por trás da Picante - feito por uma cobardolas desprezível que o faz como uma espécie de vingança, um “agora vou dizer ao mundo quem tu és”, como se eu tivesse vergonha do que escrevo, como se escrevesse alguma mentira, como se eu fosse pessoa para deixar de escrever por causa de uma chantagem de merda, feita por uma merda de uma pessoa, pardon my french.
Tão boa pessoa como a que escreveu e publicou aquele blog são todas as outras que aceitaram comentários com aquele link nos seus blogs e FB, fazendo-se de sonsas, como se aquilo não passasse de um inocente comentário - Pipoca mais Doce, Maçã de Eva, Catarina Beato e Fernanda Velez, muitos parabéns, acabaram de provar a minha teoria de que não há nada mais insuportável que uma gaja sonsa. Finalmente tivemos também direito a uma manifestação da “eu sou muita boa onda, mesmo boazinha, por isso é que toda a gente me adora, perdoando a publicidade encapotada que sempre fiz ou o despudor com que sempre ganhei views à custa dos meus filhos”, a Cocó na Fralda não publicou o link mas fez questão de escrever um post que mais parecia um jornal fazendo exactamente aquilo que me critica, post esse que retirou no dia seguinte porque “eu sou muita boa onda, mesmo boazinha, por isso é que toda a gente me adora, perdoando a publicidade encapotada que sempre fiz ou o despudor com que sempre ganhei views à custa dos meus filhos”

Quanto a mim são todas iguais: o(a) autor(a) do blog, as que publicaram os comentários, ou quem diz que não publica mas escreve sobre o assunto, falando de pessoas e não de personagens de blogs.
Minhas queridas, tenho um recado para vocês: vão à merda. Assim mesmo. Agarrem nas vossas chantagens pressões de trazer por casa e vão todas à merda. Neste blog mando eu, qualquer coisa com que não concordem é apresentar queixa na polícia, não é assim tão complicado, se qualquer idiota consegue vocês também chegam lá. A liberdade de expressão ainda existe e é consagrada na lei, não faço a menor tenção de abdicar da liberdade que me assiste em achar que os vossos escritos são tolos, ridículos ou enganadores só porque vocês, do alto da vossa arrogância, não sabem lidar com a crítica e apenas estão preparadas para ouvir os “que amoooooorrrr” das donas Joaquinas.
Se aqui efectivamente se calunia, destila ódio ou incita à violência, a solução é bastante simples, é darem corda aos sapatos e apresentarem queixa na polícia, não sei se já disse, eu cá estarei para lidar com as consequências.

Posto isto estou capaz de lançar uma rúbrica nova aqui no blog “Se a Picante fosse um hate blog...”.
Uma semana, um blog. Por quem começo?...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Que vais fazer amanhã, Picante?


(Não sou eu quem está na fotografia, ok? Afinal o título do post é "que vais fazer amanhã" e ainda é hoje. Ora se hoje ainda não é amanhã não me poderiam ter tirado uma fotografia do que vou fazer amanhã, visto que agora ainda é hoje. Certo? Certo...)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Picante também escreve sobre essa importante temática que é a efeméride das meias desirmanadas

Quando, à hora de almoço, fordes praticar o amor com um parceiro(a) que não é aquele que a sociedade legitimou, quiçá a um desses moteis que agora os blogs recomendam, tende o cuidado de calçar as vossas próprias meias, por mais que tenhais de vos vestir à pressa verificai que não correreis o risco de chegar ao vosso lar com duas meias desirmanadas, é muito desagradável essa situação de querer arrumar meias emparelhadas e as marotas não condizerem.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Mulherzinhas

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem já serviu. Principalmente se tiveres ter sido tu a dar ou mandar.
Por mais tolerante que tenhas sido para com as fragilidades alheias, essas pessoas vão olhar-te com raiva, haverão sempre de se recordar que, pelo menos em tempos, estiveram uns furos abaixo, ainda que tenham passado muitos anos.
(na verdade estou a ser simpática, elas continuam muitos furos abaixo, nunca passarão de umas mulherzinhas...)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Pode sempre ser pior

Quando penso que já vi de tudo, que o mau gosto e a deselegância não podem ir mais fundo, cruzo-me com a noticia de que a TVI achou boa ideia entrevistar o coveiro de Vila Nova de Rainha, em Tondela, onde foram sepultadas as vítimas do incêndio do passado sábado. Imediatamente a seguir a Catarina Beato informa-nos onde costuma praticar sexo com o marido. Está certo.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Picante também fala daquela bizarria de expor pequenos demónios a milhares de desconhecidos

Blog da Carlota
Caco Mãe
Dias de uma Princesa
Cocó na Fralda
A Mãe é que Sabe
My Happy Kids
Socorro sou Mãe

Ties
O Blogue da Mamã*
Stylista
A Pipoca Mais Doce
A Maçã de Eva*
As Minhas Pequenas Coisas*
...

Há muitos mais. A única diferença é que, nos blogs, as crianças são príncipes e princesas, sempre muito bem vestidos, educados e sorridentes. O programa só é pior porque mostra o lado mau de uma criança a quem apetece dar umas boas palmadas enquanto pensamos cá para connosco "Ah! Afinal os meus filhos são uns pequenos anjos..."

* os graus de exposição não são os mesmos em todos os blogs, é um facto. Há os que vendem mais os seus filhos e os que vendem menos. Todos mostram as crianças com o fim de obter algo em troca, na maioria das vezes dinheiro ou produtos, em menor grau os comentários que lhes enaltecem o ego.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Falamos pois

A Ritinha acha realmente grave que, no leque das apresentadoras escolhidas para apresentar a Eurovisão, não haja uma única mulher negra. Reparem que ela louva o facto de terem sido escolhidas somente mulheres, coisa que eu acho uma discriminação para os homens mas pronto, é a vida.
Eu tendo a concordar com a Ritinha, é extremamente grave que, de entre tantas apresentadoras não caucasianas que temos em Portugal, nenhuma mulher negra tenha sido eleita para mostrar ao mundo que nós damos oportunidades às minorias, especialmente sendo elas tão qualificadas para o lugar!.. É quase tão escandaloso como escolherem apresentadores chineses na China, ou negros em África, uma autêntica discriminação racista.
Todavia acho que a Ritinha poderia ter ido mais longe, nesta luta inglória pela igualdade das minorias! Eu proponho que no leque de apresentadores da Eurovisão sejam também incluídos um hermafrodita, um transgénero e uma ameba. Obviamente que a escolha da ameba não  trará qualquer problema, agarramos na Ritinha et voilà! Problema resolvido.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Agora a sério

Também acho que sim, que ver uns imbecis de uns miúdos, com ar de quem não toma banho, sempre aos gritos a dizer palavrões, enquanto assassinam a gramática portuguesa a cada meia frase, é uma maravilhosa expressão de liberdade. Fico especialmente extasiada quando algum dos meus filhos repete uma daquelas estúpidas expressões, maravilho-me quando me dizem que o windy ou o kindy ou lá o que é tem uma vida maravilhosa e bué de guito, que vive com amigos que nem tiveram de estudar nem nada porque a escola é uma seca e o que é preciso é ter criatividade. 
Posto isto dei toda a força do mundo ao meu filho quando ele achou muito normal querer, também ele, fazer figura de parvo num canal, dei-lhe logo um grande abraço e, por entre pulinhos de contentamento e gritinhos de excitação, disse-lhe que assim é que era, tipo começar a trabalhar e tipo editar vídeos tipo desde muito cedo, que não se esquecesse de filmar bem a nossa casa por dentro e por fora, que tipo até nos poderia filmar assim en passant tipo no duche ou a vestir ou assim, e que tinha mesmo de fazer aquelas coisas giras tipo experiências pirotécnicas e isso, enquanto incitava à rebelião familiar e dizia tipo um ou dois palavrões. Afinal o meu filho tem de dar vazão à veia criativa e expressar a sua liberdade interior, não é? 
E vocês? Não gostam quando os vossos filhos têm uns role model perfeitamente imbecis? Não os incentivam a tornarem-se num dos do grupo? Contem-me tudo!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Vestidos Pretos

Há uma distância muito curta, tão importante quanto imperceptível, entre a condenação do assédio sexual e as acusações perfeitamente extemporâneas, com objectivos de tranquilizar consciências, de comportamentos que hoje envergonham mas que não deixaram de ter um propósito perfeitamente calculado num passado remoto.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Segundo

O ano ainda agora começou e já a pessoa dá com maravilhosas pérolas de raciocínio:

"Sobre publicidade encapotada, tenham dó, não há paciência, acho que todos percebemos quando um texto é publicitário ou não."

Mas a coisa não fica por aqui, as brilhantes tiradas continuam:

"Se pensarmos no dia-a-dia de todos nós numa grande cidade:
1. Publicidade na TV? Anúncios entre programas? Vemos todos os dias.
2. Publicidade nas revistas? Página sim, página não.
3. Publicidade na rádio? Ouvimos todos os que andarmos de carro.
4. Publicidades nas ruas em outdoors? Passamos por elas todos os dias.
5. Publicidade nos transportes públicos? Check."

Gracinha, vou explicar como se a menina tivesse três anos e uma espécie de deficiência cognitiva qualquer, pode ser? A menina não pode justificar uma tentativa de engano, a publicidade apenas é encapotada porque se pretende que a coisa passe por uma recomendação genuína, pelo simples facto de a coisa ser tão mal feita que toda a gente percebe que é publicidade. Além de que é ilegal não assinalar a publicidade.
E nem lhe vou tentar explicar o poucochinho que é, tentar comparar a existência de publicidade em canais onde sempre ela existiu, alguns deles funcionam exclusivamente como meio publicitário, pelo amor da Santinha, com publicidade em blogs, quando mais de 90% deles não passam de meros diários ou forma de transmissão de opiniões pessoais.
Percebeu agora? Vá com Deus minha querida e tente não pensar muito... não vá essa sua bonita cabecinha estourar. Adeus, adeus.   

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Primeiro

Um dia ainda haverei de perceber porque é que é sempre com os católicos que esta gente procura a provocação, qual a necessidade que sentem em provocar, como é que têm a cara de pau de exigir respeito quando não respeitam nada a não ser o seu umbigo e porque lhes faltará a coragem para ridicularizar Maomet, por exemplo.