terça-feira, 26 de setembro de 2017

Picante também gostaria que determinadas mulheres pudessem usufruir de locais especiais, resguardados dos comuns dos mortais




Foi muita falta de pimenta na língua na juventude. É que só pode.

(em que autocarros andarão a Cancio e a Rita? Fica a pergunta...)

120 comentários:

  1. Essa Ritinha é um poço sem fundo. Ainda no outro dia usava da sua melhor eloquência no instagram da NIT para mandar não sei quem "cagar à mata".
    Sempre a superar-se!

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    1. Muito fina, a pequena. Tal qual o paizinho que revela igual educação.

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    2. Penso que está enganada, anónima. A NIT, num artigo sobre piqueniques, é que se referiu a um "twit" da RFR onde ela aconselhava o que aconselhava, a RFR não foi ao instagram da NIT.

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    3. https://pt-pt.facebook.com/newintownpt/photos/pb.678321125594609.-2207520000.1506381363./1508078569285523/?type=3

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  2. A sério que isto é real??? Estou chocada...

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  3. O ideal era ambas as duas embarcarem lá naquele tal cruzeiro gay e ficarem lá por uns bons tempos. Que sossego que seria!

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  4. Ontem vi alguém comentar no FB que se a Câncio fizer broches como escreve (escrita abreviada), só lambe, não chupa.

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    1. opah... opah.. ahahahahahahahah
      (então? isso lá é linguagem para aqui?...)

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    2. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

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  5. A Picante anda pelo FB do Telmo Azevedo, não anda? Olhe, também eu, quem sabe já nos cruzámos?

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  6. Eu li mesmo isto?!!!!
    Esses tweets são reais?? Não pois não??

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  7. Ahahaha, mas que país de loucos é este? Estão bem uma para a outra...
    Talvez se o Socrates lhe tivesse enchido a boca, não andaria agora a dizer tantos disparates sobre o assunto...

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    1. Enchido a boca? De bofetadas, certo? Acho mal andar a instigar à violência doméstica D Custódia, não é bonito, isso.

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  8. Eu já nao sei para onde me hei de virar: num dia é para ser casas de banho mistas, no outro para ter lugares separados nos transportes...
    Decidam-se!
    Maria

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    1. Isto é consoante o populismo. A ideia das carruagens de metro exclusivas para mulheres vem da Joana Amaral Dias, essa iluminada.

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    2. Já vi dessas carruagens no Dubai e no Japão. Não é nada de chocante!

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    3. Eu também já vi na Tunísia, não deixa de ser parvo, como diz a Picante. Ainda mais em Portugal em 2017.
      O que precisamos é de educação e formação, não enfiar as possíveis vítimas em montras tipo zoo, que é o que isso me lembra. Falam da culpabilização da vítima e desculpabilização do agressor, e isto é isso mesmo. A mensagem que passam é: "os homens são todos agressores e não têm emenda, por isso isto mantém-vos seguras." É como nas escolas americanas com o dress code, como os meninos não se controlam as meninas não podem vestir uma saia ou uma camisola de alças. Ridículo e contraproducente!
      Maria

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    4. O que é "parvo" é haver estes comportamentos por parte de alguns homens e achar que a actual forma de lidar com os mesmos está a dar resultado. E que quem sugere alternativas e promove a discussão sobre o tema merece os comentários que se fazem aqui.

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    5. Parvo é as alternativas sugeridas serem sempre condicionar-se a mulher em vez de educar o homem. Como já disse de todas as vezes que aqui comentei. Os transportes só para mulheres para estarem protegidas, o dress code para elas para que nao os "tentem" a eles. Tão promotores da igualdade e no entanto a opção é a de condicionar a mulher e remetê-la para o papel de vítima indefesa. Não compreendo.
      Se ter sugerido a educação já meia dúzia de vezes não é uma alternativa, fica aqui uma: em vez de carruagens divididas nos transportes públicos substituam parte da publicidade que lá se vê por campanhas de sensibilização.
      Maria

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    6. Quando as alternativas são parvas...
      Acha mesmo que ter carruagens de metro separadas vai fazer alguma diferença? E os autocarros? E as escolas? E as ruas? Não vê que está a segregar a mulher em vez de punir o homem?
      A solução nunca pode ser separar homens e mulheres, tem de ser educação e, se for o caso, punição ao prevaricador.

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  9. Acho piada que os comentadores (e a autora) aqui se indignam com a linguagem com que isso foi escrito, mas comentam/fazem piadas no mesmo tom!

    Polémicas à parte, não necessariamente em autocarros, mas já me cruzei na rua por 2 vezes (em 30 anos de vida, se calhar nem foi muito então) com homens a masturbarem-se. Sim, em plena rua e em plena luz do dia, a tentarem passar rapidamente perto de mulheres que iam a passar enquanto sussurravam ordinarices e mexiam repetidamente a mão direita dentro do bolso das calças. Uma vez foi em Coimbra numa paragem de autocarro tinha eu uns 22 anos e a outra vez foi este ano numa movimentada avenida de Lisboa.

    E esse tipo de comentários ordinários (não necessariamente tão explícitos, nem a meninas de 11 anos) também já os ouvi várias vezes. "Curiosamente" só se for a andar sozinha ou com um grupo de amigas, se for com o meu marido já nunca os ouço. Ando muito a pé e é comum ouvir esse tipo de bocas de homens que estão em esplanadas, na rua, a passar de carro, etc.

    Quando tinha 11 anos e fui com os meus pais ao Brasil, estava a brincar numa piscina do hotel onde também estava um miudo da mesma idade e o pai dele e, numa ocasião ou outra, calhou a bola deles ir para o meu lado e eu atirar-lhas, tendo sorrido quando me agradeceram. Quando saí da piscina, o pai virou-se para mim e disse "me dá seu telefone?". Fiquei paralisada sem perceber o que era aquilo e só depois de pensar muito sobre o assunto e de ter crescido mais um pouco percebi o que se passou. Naquele momento gelei ao ouvir aquele comentário, tive medo e toda a minha felicidade e inocência de aos 11 anos estar de férias com os meus pais e ter acabado de brincar numa piscina, esvaiu-se ali.

    Não digo que não haja um exagero na forma como algumas mulheres defendem esta causa, mas pode crer, Picante, que há um exagero das mulheres como a senhora que parecem querer negar que esta realidade existe, que é nojenta, que incomoda muitas mulheres, que são episódios que nos marcam negativamente (ao ler este post não tive qualquer dificuldade em relembrar que já passei por situações semelhantes, tal me estão marcadas na memória) e que algo tem de ser feito para impedir estas situações e que para que nós, enquanto sociedade, as censuremos veementemente e não as consideremos normais.

    Os comentários que aqui se lêem são prova disso, prontos a apontar dedos a quem denuncia estas situações e com as típicas alegações de "falta de sexo" ou "o que tu queres sei eu". Enfim, isto é o mundo real. Se tiveram a sorte de nunca se cruzarem com estas pessoas, se saem todos os dias das vossas garagens, entram na do trabalho e regressam ao final do dia sem se cruzarem com pessoas na rua, transportes, etc, tudo bem, é a vossa realidade (ou falta dela), mas só desejo que nunca passem por isso vocês ou uma filha vossa, porque aí vai-vos dar nojo da complacência que a sociedade tem para estes comportamentos enraizados em muitos homens.

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    1. Anónima das 13:27, eu tenho 40 anos e cruzei-me/cruzo com várias destas situações e o que podemos e devemos fazer perante elas é mandar os intervenientes à merda, educar as nossa filhas/filhos para os mandarem à merda, para não terem medo, para não deixarem que que se aproximem delas e pedir ajuda se necessário e aos nosso filhos educá-los para que nunca sejam assim. Este tipo de atitudes é uma questão social/educação da nossa sociedade a quem aos homens tudo era permitido e às mulheres exactamente o contrário.

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    2. O problema não é, como aqui se fez, gozar com propostas e comentários ridículos. O problema é falta de educação de ambos os lados. Recuso-me a compactuar com medidas que restrinjam a minha liberdade e a das outras mulheres. Eduquem-se os homens para não o fazer e as mulheres para se defenderem e ignorarem certos comportamentos. Denunciem-se esses comportamentos.
      Também já vivi situações dessas e a minha atitude nunca foi retrair-me e compactuar com isso, foi ignorar e seguir o meu caminho. Em último caso, a polícia existe para alguma coisa.
      Acabem com estas medidas que de soluções não têm nada e eduquem mas é a sociedade.
      Maria

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    3. Muito bem escrito.
      Está abismada com estes comentários.
      Não acredito que nunca vos tenha acontecido em transportes ou filas.
      Não acredito mesmo.

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    4. Atenção que aqui ninguém disse que isso nunca lhe tinha acontecido, ou que não é um problema existente na nossa sociedade. É. Homens porcos e sem decência há em todo o lado. Autocarros, nas ruas, no trabalho... everywhere.
      O que se questiona aqui é o tom. O modo como as coisas são ditas. Qualquer dia já ninguém vai poder ouvir ou ler a Rita - eu já não a aguento. Está em todas. De forma tão exagerada, brejeira e feminista que irá cair em descrédito. E é uma mulher com influência, que se faz ver e ouvir. Mas da forma errada. Aquela luta exacerbada feminista, e a linguagem usada naquele tweet, têm tudo para cair na piada... Como aconteceu aqui. E como tem acontecido em todos os temas que defende. Caem em piada. Gozo.

      A Fernanda, essa, desde os tweets no Prós & Contras que deixei de lhe ligar. Nunca teve tino naquela cabeça, mas tem piorado. E sim, a forma como escreve e o que diz - também como a Rita - só pode dar para brincar.

      Da Joana Amaral Dias nem vou falar.

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    5. Se a Câncio e a Rita fossem da vossa cor política, a abordagem era completamente diferente!!E não sou da cor delas!

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    6. A Câncio e a Rita são duas idiotas ordinárias. Diria exactamente o mesmo se fossem PSD ou CDS.

      E não, eu nunca pretendi negar que o assédio não existe e não é um problema real. Eu também fui assediada muitas vezes, normalmente eram apenas bocas de trolhas mas já me "acariciaram no metro". Tinha uns 12 ou 13 anos, estava rodeada de amigas, de repente senti umas festas na perna. Ao principio até pensei que fosse uma delas sem querer mas quando olhei era um tipo de uns 50 anos que ainda me sorriu. O sorriso durou-lhe pouco porque lhe dei uma canelada (e eu levava botas com aplicações de metal à frente e atrás, aquilo usava-se na altura) e desatei aos berros a chamar-lhe velho tarado. Tenho a certeza de que tão cedo não se tornou a meter com outra miúda.

      O problema existe, é real e deve ser combatido mas não com este tipo de atitudes ordinárias ou segregadoras da mulher. Daqui a pouco estão a dizer-nos que não podemos andar de saias curtas ou t-shirts mais justas, não? Como já acontece na Alemanha, para vossa informação? Onde é que isto vai parar?

      O problema resolve-se educando e informando as gerações mais jovens. Sensibilizando os rapazes, ensinando as raparigas a denunciar, punindo os infractores. O resto são fait divers de esquerda e eu não compactuo com isso.

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    7. Ah! mas também nunca vi ninguém a ejacular no metro, desculpem lá mas isso são os exageros habituais de gente que enfim...

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    8. Imagine a Picante se em vez do metro onde estava muita gente a coisa se tivesse dado num lugar despovoado? Fugia, claro.

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    9. Não sào exageros, aconteceu à minha mãe. Quando saiu do Metro e viu "isso", pegou no casaco e deitou-o no lixo... Mais nojento é ninguém ter dito nada, custa-me acreditar que ninguém tenha visto.

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    10. Talvez fugisse, sim. E qual é o mal? As pessoas têm de saber que a vida é injusta, nem sempre as pessoas são boas e que há que saber lidar com isso.
      Mas o mais provável seria aos 12 anos não andar sozinha por um lugar despovoado... É aquilo de evitar perigos e situações desagradáveis.

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    11. E a tal coisa das carruagens separadas? Numa lógica de "as pessoas têm de saber que a vida é injusta, nem sempre as pessoas são boas e que há que saber lidar com isso" e "aquilo de evitar perigos e situações desagradáveis"? Pois.

      Toda a gente sabe que o certo é educar os agressores para não o serem, mostrar às crianças desde cedo que esses comportamentos são maus, etc... mas às vezes a alternativa tem de ser simplesmente proteger as vítimas e o ónus recai sobre elas. De fugirem. De não irem por certos caminhos ou andarem sozinhas. De apanharem uma carruagem de metro separada.

      Atenção, que eu não concordo necessariamente com essa medida (nem discordo), mas percebo que a mesma tenha fundamento. E que é uma acha perfeitamenre válida para uma fogueira que já se devia ter acendido há muito tempo.

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    12. Eu acho que teria fundamento secestivessemos a falar da India, por exemplo. E ainda assim resolveria muito pouco. Por cá acho que não faz qualquer sentido.

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  10. Há gentinha que nunca andou de autocarros,só pode! Eu que só ando em transportes públicos sei bem o que são gajos a encostarem a arma engatilhada a uma pessoa. Mas em que merda de mundo vivem vocês? Por acaso é numa bolha higienicamente protegida? Não concordo com a segregação mas é bom que se fale do assunto, deste e de outros onde a supremacia masculina ainda é rainha.

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  11. Com nove anos (tenho 42 anos agora)ia de autocarro para a Escola Eugénio dos Santos, em Alvalade, e o "pica" da Carris encostou-se a mim com o seu instrumento hirto. Para uma criança, imagina o que isto é??

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  12. Por acaso a Rita Ferro Rodrigues escreveu um artigo muito assertivo.

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  13. As grandes questões são: os travecas podem ir para essas carruagens? E os hermafroditas? E os cães? Se for uma mulher com um cão? É que às vezes os cães estão assanhados e escarafuncham nas pernas das mulheres. E os "picas" dessas carruagens só podem ser mulheres? Se entrar um "pica" homem? Há um botão de alarme que as mulheres devem apertar? Se um homem desatento entrar na carruagem errada e as portas se fecharem? As mulheres podem dar-lhe pontapés nos tomates entre estações? E quando uma mulher sair da carruagem já pode ser abordada ou apalpada pelos transeuntes? Ou vão ser criadas saídas específicas para mulheres do lado oposto às dos homens? E depois no trajecto para casa? As mulheres vão passar a ser acompanhadas por polícias mulheres? Ou aí já podem ser importunadas?

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  14. tem filhas e a única coisa que lhe ocorre neste tema é pronunciar-se sobre o linguajar das duas estarolas? Tenho pena da sua suposta filha, muita.

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    1. Não tenha. Ela é uma criança muito feliz, tenha mais pena de si por não saber interpretar o que lê.

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  15. E a Picante vive em que planeta?
    Instituir segregação de género é obviamente um disparate e não resolve o problema. Mas não é menos disparatado negar que a sociedade portuguesa é sexista e que as mulheres são constantemente vítimas de comentários nojentos e de assédio na rua, nos transportes públicos... bolas, até em casa! E , não, não precisam de andar vestidas de forma dita "provocante". Aliás, nem precisam de ser mulheres já feitas.
    E não são só os trolhas que têm esses comportamentos e que cometem o tipo de abusos que foram aqui descritos por algumas comentadoras.
    Talvez um reality-check não lhe fizesse mal. Pode não gostar da Fernanda Câncio e da Rita Ferro Rodrigues (eu também não simpatizo com elas), mas também é preciso reconhecer quando mais vale estar calada.
    Quanto à linguagem que utilizam... até parece que a Picante e as comentadoras que condenam esse tipo de palavreado nunca escreveram aqui um palavrão. Menos hipocrisia, por favor.

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    1. Não estou a negar que exista assédio, atenção.

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  16. Pipocante Irrelevante Delirante26 de setembro de 2017 às 19:16

    O argumento do "já vi" ou "já me aconteceu" tem sempre o seu quê de engraçado.

    Entretanto pergunto-me se a Câncio alguma vez chamou badocha ou quatrolhos a algum rapaz.

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    1. É um argumento tão engraçado como quem "nunca viu" ou "nunca lhe aconteceu" e portanto nega que isto seja um problema. Mas atrevo-me a dizer - e a amostra de comentários aqui é exemplo disso - que para aí uns 80% das mulheres já foi vítima (ou será) de situações deste tipo ao longo da sua vida.

      Quanto ao segundo parágrafo, acha mesmo que são situações comparáveis? Acha mesmo que um insulto/injúria desses está no mesmo patamar do assédio/importunação sexual? Há muito homem a quem fazia bem ser mulher por um dia e dar uma voltinha pela cidade, de facto...

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante27 de setembro de 2017 às 11:04

      Claro que não. O agora chamado buling é selectivo. Humilhação só conta se for feita a menina. Um sonoro "nem o pões de pé" é autodefesa, não um ataque.

      Do "eu já vi que", poderia explicar-lhe que um método científico nunca se pode basear em dados soltos, ou de que se a senhorita passar por dois homens e ambos a chamarem de boazona, isso não implica que 100% dos homens o façam.
      Tb poderia trazer um testemunho pessoal sobre um caso de violência doméstica em público, que terminou com a vitima a arrear em quem interviu, porque estava a fazer mal ao seu rapaz. Daí posso induzir que mulher gosta de apanhar, e o melhor é nem meter a colher.
      Mas vou tentar sair mais, e prestar atenção aos piropos (lá está, tenho um azar do camandro).

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    3. Não concordo que o bullying seja selectivo e acho que, se assim está a ser entendido, isso também deve ser criticado. Acho até que o facto de muitos rapazes serem vítimas de bullying desde crianças (nomeadamente sendo apelidados de "paneleiros") faz com que achem que se têm de afirmar junto das mulheres e mostrar (a elas e aos amigos homens) que são machões. Também há aqueles que, por frustração, vida solitária, isolamento, descarregam tudo o que têm reprimido em mulheres por quem passam na rua.

      Eu nunca disse que 100% dos homens têm estes comportamentos e até acrescento que os homens dos ambientes em que me movo (família, amigos, colegas de trabalho) não o faz. Mas o meu círculo de pessoas próximas não é representativo da sociedade e há destes homens por aí a terem estes comportamentos em público e a importunarem mulheres. Será difícil falar com alguma mulher em idade adulta que não tenha já experienciado isso.

      O grande problema aqui é que os homens que não se comportam assim, como afirma ser o seu caso, não fazem a mínima ideia de que isto se passa. Porque são situações de segundos, que se passam discretamente em espaços públicos e que, a não ser que seja a vítima ou alguém extremamente cusco que ande na rua a olhar a toda à volta a observar o que se passa, não vai reparar. Especialmente sendo homem, porque nunca vai ser o alvo deste tipo de comportamentos. Por isso até acredito verdadeiramente que os homens decentes não façam ideia que há tanto pervertido entre os seus pares (eu própria, até ter passado por certas situações, também não imaginaria que houvesse quem se masturbasse na rua a olhar para mulheres). Mas acredite que os há e que se tem de fazer alguma coisa que não seja só recomendar às mulheres que os ignorem. Começar por haver uma censura por parte da comunidade masculina que não alinha nestes comportamentos e apoio às mulheres que os denunciam, é um bom primeiro passo. Vir dizer que se está a exagerar ou que não existe um problema real, não é.

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    4. Acontece a quase todas as mulheres ser assediada, nem que seja uma vez PID. A questão é que a atitude destas meninas apenas contribui para as descredibilizar e afastar pessoas da causa feminista. São umas idiotas.

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  17. É só aumentar o número de transportes públicos que assim ninguem precisa ir aconchegada para o trabalho ou casa. De nada.

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  18. Quando era muida estava á espera do bus , parou uma carinha que me pediu indicações , quando me aproximei para ouvir melhor o que o homem estava a dizer , bem . Lá estava ele naquela triste figura , entra entra que ela estar pronta , peguei no guarda chuva e bati na tal carrinha , dei lhe uma data de badalhoco .. já o ano passado na fila do centro de saúde , céus do centro de saúde , um “velho” também se encostou a mim , bem , disse lhe alto e bom som , se não tinha espaço ?? Se tinha de estar a tentar encostar se a mim ?? Entre
    Outras coisas . Não aguento essa gente porca , tenho uma filha com 3 anos e penso nisso muitas vezes , que em acontecendo alguma coisa dessas que a gente vê por aí .. não sei não ..

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    1. Ensine-a a denunciar, a gritar bem alto pedófilo. As pessoas ajudam, acredite que sim. Explique que o problema não é ela, que não tem de ouvir aquilo, que o mal está em haver quem seja troglodita. É isto que eu digo à minha.
      (mas revolta-nos as entranhas)

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  19. Picante, claramente é você que não anda de autocarro! Pode-se discutir a forma como se aborda o tema, mas não o conteúdo, que é infelizmente uma realidade.

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  20. Anónima das 13:27
    Quer dizer: já não pode um homem meter a mão ao bolso a ver se tem por lá umas moedas para um café que já está a masturbar-se.
    E consigo logo por seu azar é às paletes.

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    1. Ai que engraçadinho que eu sou, que piada que tudo isto tem. O "engraçado" é que as piadas sobre este tema vêm sempre de homens (que acredito não terem a mínima noção que este tipo de coisas acontecem e o quão desrespeitoso, nojento e chocante são para as mulheres) e mulheres que devem viver numa bolha ou tiveram a sorte de nunca se terem cruzado com um pervertido e parece que negam a realidade. Desculpe, mas a partir do momento em sou forçada a ver homens a masturbarem-se na rua e a chegarem-se perto de mim enquanto o fazem, não consigo fazer piadas com a situação ou achar graça a quem o faz.

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    2. Ninguém está a negar nada mas vai desculpar-me se não acredito que não esteja a exagerar. Em que ruas anda para se cruzar assim com tantos homens masturbadores?

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    3. Não são tantos, em toda a minha vida vi isso duas vezes (tenho 30 anos), como referi acima. Mas, pelos vistos, mesmo assim é um "exagero", como esse senhor (ou outro, já nem sei) respondeu. Uma delas foi este ano na Avenida da República em Lisboa, eram umas 18h, são as ruas estranhas em que ando (isto sim é de rir). E mesmo tendo sido "só" duas vezes (e até podia ter sido só uma), bastam-me para que não ache piada ao assunto e achar um nojo ter tido sequer de me cruzar com tal cenário.

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    4. É nojento, tem toda a razão. Mas diga-me uma coisa, fez alguma coisa para evitar que isso tornasse a acontecer? Chamou a polícia? Confrontou o homem? É que também nos cabe a nós denunciar este tipo de situações.

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    5. Presumo que a Picante também perguntaria a uma mulher que seja agredida em casa pelo marido porque é que não se vai embora. Fico contente por si, por ter o estofo necessário para lidar com estas situações da maneira que propõe. Mas muitas mulheres (e homens) não têm.

      Perguntar "porque é que não fez X?" ou "porque é que não reagiu da maneira Y" dá a entender, de forma completamente errada, que a vítima tem a obrigação de fazer alguma coisa de alguma forma para evitar a situação, presente ou futuramente. Isso sim, é também nojento.

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    6. Filipe,
      também acho que é nojento por palavras na minha boca. Já comparar um crime perpetuado em plena via pública, num local em que a vítima está rodeada de dezenas ou centenas de pessoas que a podem auxiliar, com a violência doméstica é simplesmente tolo.

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    7. (ou então é demagogo, em qualquer dos casos falta-me o tempo e paciência para lhe dar conversa, não leve a mal...)

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    8. Estamos a falar de situações de violência física, sexual e/ou psicológica exercidas sobre mulheres. Numa delas a Picante responde com "em que ruas anda?", "em que autocarros anca?", "confrontou o agressor?", "o que é que fez para evitar ocorrências futuras?", o que eu acho para lá de surreal. Fiz uma extrapolação para outra situação, não pus palavras na sua boca. Se a fiz mal, erro meu, peço desculpa. Mas honestamente não vejo porque é que a Picante há-de reagir de uma forma em relação a uma e de outra forma em relação a outra.

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    9. Claro que sim, Filipe, são situações em tudo idênticas, claro que são, afinal em ambos os cadis há uma vítima. Onde é que eu tinha a cabeça? Tem razão, Filipe, mas é que tem mesmo muita razão, apresentar queixa e expor os desconhecidos que nos assediam não é a maneira mais eficaz de fazer com que pensem duas vezes antes de repetir a gracinha. Suponho que sugerir que as vítimas de roubo apresentem queixa também é descabido.

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    10. Picante, leia o que escrevo antes de me responder. Perguntou ou não a uma comentadora que aqui se apresentou em que ruas andava ela? Disse ou não que achava que o que ela estava a dizer era exagero? De uma penada, diminuiu o testemunho da vítima e ainda a responsabilizou parcialmente.

      Agora pense em quantas "Picantes" andam por aí, homens e mulheres, membros das forças policiais, funcionários dos tribunais, juízes e juízas, etc. E diga-me, sinceramente, se acha que a sua atitude é correcta e se acha que isto não tem de se mudar.

      Não nego que a sua abordagem à questão funcione. Consigo funcionou, deu uma canelada a um e uma bofetada a outra. Tudo bem. Mas nem toda a gente tem essa desenvoltura. Especialmente numa sociedade em que o impulso é perguntar "em que ruas anda".

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    11. É como quiser Filipe. Sinceramente não tenho tempo para ter uma conversa infindável consigo, conversa essa que o Filipe vai desvirtuando de maneira a ter sempre razão, ou fazer-me pensar, ou algo que o valha. Dou-lhe já a razão, o Filipe fica muito satisfeito e vai cada um à sua vidinha, pode ser?
      O Filipe vence-me pelo cansaço, desisto, tem toda a razão é horrível haver pessoas como eu que culpam/responsabilizam a vítima por não fazer nada. Todas as vitimas, já agora, até mesmo as que dormem com o inimigo, podendo por isso ser mortas a qualquer momento e estando tão fragilizadas que se sentem anímicas e incapazes de mudar a sua situação. Tem razão.

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    12. Esqueci-me só de dizer que achar insólito que de repente toda a gente se cruze diariamente com homens a masturbarem-se para cima de mulheres no metro faz de mim má rês, é uma situação absolutamente corriqueira, essa de uma mulher se sentar na cadeirinha do metro e de repente, pimba, apanhar com um jactinho na bochecha.

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    13. (esguichinho, eu queria dizer esguichinho e faltou-me a palavra)

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  21. P$rra, a sério?!Ok, já vou ter de mudar tudo. Amanhã a miúda vinha pela primeira vez sozinha de autocarro.
    Já vou ter de arranjar maneira de a ir buscar. Cum caraças!

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  22. Não sou a anónima das 13.27 ó anónimo das 0.51 ( deve ser quando a sua gaja já se foi deitar) mas vá lá ler o que a pessoa escreveu, duas vezes são paletes? Mas há gente que é às paletas sim ( menos, mas meninos também) talvez porque a vulnerabilidade é mais evidente. E só tem trocos para o café? Tadinho, veja lá se pede que lhe paguem o ordenado em moedas.

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    1. É uma felizarda, anónima das 07:03, mas nem todos são ricos e se passeiam de carteira recheada.
      Eu é só mesmo uns troquitos para um café, e mesmo assim só em dias de festa ou quando o Benfica ganha.

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    2. Impute isso à mulher. Valeu?!

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  23. Não sou a anónima das 13.27 ó anónimo das 0.51 ( deve ser quando a sua gaja já se foi deitar) mas vá lá ler o que a pessoa escreveu, duas vezes são paletes? Mas há gente que é às paletas sim ( menos, mas meninos também) talvez porque a vulnerabilidade é mais evidente. E só tem trocos para o café? Tadinho, veja lá se pede que lhe paguem o ordenado em moedas.

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    1. Uma vez chegava, mas enfim; compreende-se a fúria.
      Sei muito bem o que são homens e...homens.
      Não aprovo nem aceito as piadas torpes e de índole sexual por grande parte de pervertidos que de homens nada têm, mas daí a masturbarem-se em público à passagem de tudo quanto tenha batimento cardíaco e um par de mamas é presa fodível, vai um exagero sem comparabilidade.
      Deve ser por isso, coitadas das infelizes, que tão traumatizadas ficam por essas experiências atrozes nas suas meninices, que depois de adultas são umas cordeirinhas submissas e obedientes sem voz activa perante o macho dominador.
      Não se trate não.

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    2. Portanto, nega que esse tipo de coisas se passe na rua? Acha que os relatos de bocas e piropos até lhe parecem credíveis, mas a descrição de homens a masturbarem-se na rua/transportes já são "exagero". Uma mentira, portanto.

      Pois então o que acha que estava a fazer um homem que, numa paragem de autocarro e na rua, chegava perto de mulheres que lá estavam paradas ou que passavam, enquanto murmurava ordinarices e, perante o olhar de espanto e nojo das mulheres a quem se dirigia, movia-se rapidamente noutra direção e repetia o procedimento junto de outras, enquanto lhes olhava fixamente para o peito e uma mão estava enfiada no bolso das calças/casaco e a mexia repetidamente?

      Não disse que isto acontece diariamente ou que todos os homens o façam. Disse, aliás, que em 30 anos de vida o presenciei duas vezes. Mas bastava ser só uma para já ser demais. Não sou submissa nem fiquei traumatizada, mas acho um nojo atroz que alguém seja tão frustrado a nível sexual/pessoal que ache legítimo ir para o meio da rua fazer isto e importunar mulheres que estão a passar.

      Mas, no entanto, a sua censura vai para quem relata estas situações em tom queixoso, alegando que até estão "a exagerar", em vez de reconhecer que isto acontece e censurar quem o faz. Certo. Com essa atitude acredite que não está assim tão longe dos "homens" de que acha que se distancia.

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    3. Qual fúria qual carapuça, apenas desprezo e nojo. E vá lá, acrescente também os cordeirinhos, quiçá o Corvo não sofreu também algum tipo de assédio por parte de um pervertido. Geralmente esse tipo de vitima tende a distanciar-se do fenómeno ou a repetir o comportamento do agressor. Parece-me pertencer ao primeiro caso.

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    4. Se o Corvo tiver filhas ou netas e um dia um tarado lhes fizer o mesmo, com certeza ele vai desvalorizar e dizer-lhe que estão a exagerar, que o pobre homem só estava a procurar uns trocos para o café.
      Quando é com os outros é tudo mais simples, não é Corvo?
      Depois venha cá dizer que era uma brincadeira, uma ironia, que na verdade é muito respeitador das mulheres, que condena esse tipo de comportamentos veementemente, e que nós é que não percebemos nem temos sentido de humor.

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    5. Por acaso tenho filhas e netas e tenho a dizer que se uma andorinha não faz a Primavera, um ou uma pervertido/a não faz a generalidade.
      Não vamos medir os homens por um nem uma mulher por todas.
      Porque perversões sempre existiram e até, admire-se e pasme, com maior prevalência nas mulheres.
      Mas, claro, só podia vir de uma mulher para mulheres esse sublime iluminismo de transportes selectivos entre géneros. Mais uma fúria do feminismo assolapado contra o monstro da humanidade, o homem.
      Como se as mulheres fossem todas as inocentes vítimas sacrificadas à libertinagem masculina.
      Cresçam e vivam e se pelo percurso apanharem uns apalpões não é por isso que perdem a castidade que os vossos imaculados ouvidos tanto condenam.
      E para alguém que presume perguntando-me se fui vítima de assomos sexuais, por acaso fui pela senhora minha vizinha que exactamente ao fazer os dezassete anos, me soprou ao ouvido:
      Tenho uma prenda para ti, vai logo à noite à minha casa.
      Afastou-se a sorrir para todos e eu fiquei a tentar decifrar o que quereria isso dizer enquanto no fogo que me consumia esfregava a minha orelha mordida e pela língua que nele se introduzira.
      Uma mulher.Casada e com duas filhas crianças.
      Como vê, essa não se masturbava com piropos à juventude e ia logo para os finalmentes, como diria o saudoso Odorico Paraguaçú.


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    6. Ahahahahah...como é que eu "adivinhei" ó Corvo? Aos 17 anos uma mulher casada com duas filhas devia meter-lhe medo, muito medoooooooooooo. Se quiser envio-lhe o meu cartão, não para se sentar nos meus joelhos como diria o outro também das novelas, mas para se deitar no meu divã ;)

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    7. muito bem! cresçam, vivam, sejam apalpadas e digam amén ao sábio que escreve isto. valha-me não sei o quê.

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    8. Portanto, só para ver se percebo, elas são umas idiotas ordinárias, mas o seu amigo Corvo pode usar a linguagem que bem lhe apetecer no seu blogue, que não faz mal??!!
      Tanta coerência...

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    9. Por acaso metia. Medo, muito medo.
      Aos dezassete anos, quer dizer, a sair dos dezasseis qualquer jovem se sente desamparado perante avanços de gente experiente. Quer seja rapaz ou rapariga.
      Ou pensa, porventura, que a vulnerabilidade só é condição feminina?

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    10. Por acaso, não quer ser uma simpatia e mostrar-me, e mostrar a todos onde, quando, em que momento fui malcriado ou menos correcto para si e para os leitores/as em geral.

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    11. "(...)se pelo percurso apanharem uns apalpões não é por isso que perdem a castidade que os vossos imaculados ouvidos tanto condenam."

      Que vergonha de comentário.
      As mulheres não querem ser castas, querem ser respeitadas. Poucas vezes sinto tanto nojo como quando lembro da vez em que um tipo me apalpou numa passadeira rolante do metro. É preciso ser-se mulher para compreender a sensação de vulnerabilidade que se sente num momento desses.

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    12. Nunca me senti vulnerável com gestos trogloditas. Mas compreendo que há quem sinta.

      (eu não concordo com tudo o que publico, como é bom de ver., mas continuo a não ver qualquer problema na libguagem)

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    13. Picante, ainda bem que não se sente assim, mesmo. Eu sinto. Porque ter menos de 1,60m, 47kg e não ser uma pessoa abonada em valentia coloca-me numa posição vulnerável face a um marmanjo que facilmente me causaria dano físico, se o desejasse.

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    14. A experiência diz-me que esses tipos não passam de uns cobardolas e que se acanham quando são confrontados.

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    15. "par de mamas é presa fodível", para si Picante já é perfeitamente aceitável?
      Que elegante e educado, realmente, onde é que eu tenho a minha cabeça...

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    16. Anónimo28 de setembro de 2017 às 12:38 e acha que o problema se esgota e se resolve em fazer duas passadeiras rolantes no metro, paralelas, uma para meninos e outra para meninas, de modo a que uns e outros nunca mais tenham que se cruzar?

      Anónimo28 de setembro de 2017 às 15:47, e essa sua compleição física frágil só existe dentro do autocarro/carruagem do metro e acaba a partir do momento em põe o pé fora do transporte público? Acha que é possível viver afastada do sexo oposto? Ou os homens que apalpam vivem exclusivamente dentro de transportes públicos?

      Vamos criar um mundo para homens e outro para mulheres para travar os avanços físicos dos primeiros sobre as segundas? Ou vamos lutar e insistir casa vez mais para que o Mundo seja um local onde uns e outros se respeitam e sabem viver e conviver nos mesmos espaços físicos?

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    17. Na maioria das vezes, também julgo que sim. O problema é que não sabemos com quem estamos a lidar (e, lá está, não teríamos que ter estas dúvidas existenciais se esses homens não se metessem com quem não conhecem).

      http://www.correiodoestado.com.br/cidades/gravida-e-morta-com-cinco-tiros-depois-de-reagir-a-assedio/309932/

      http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/07/mulher-morta-ao-reagir-cantada-no-rj-foi-crime-abominavel-diz-juiza.html

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    18. Anónimo das 16h58, sou ambas as pessoas a quem se dirige. Não fiz nenhum comentário sobre as propostas de segregação nos transportes públicos, que acho inúteis, despropositadas e ridículas.

      Precipitou-se aí um bocadinho.

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    19. "(eu não concordo com tudo o que publico, como é bom de ver., mas continuo a não ver qualquer problema na linguagem)" - palavras suas Picante.
      Pergunto: a frase "par de mamas é presa fodível" que o Corvo utilizou não lhe suscita ordinarice? Exatamente as palavras que usou para descrever a FC e a RFR? Ou só algumas pessoas (as que não gosta) é que são ordinárias?
      É que a mim parece-me bem mais grave usar as palavras que o Corvo utilizou do que as que a RFR escreveu...
      Digo eu, que tive educação.

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    20. Não é uma frase muito bonita, não. Concordo consigo. Acontece que o Corvo não é uma figura pública que defende a libertação feminina sob o jugo opressor masculino. Parecendo que não faz alguma diferença.

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    21. Mas disse que não via problema nenhum na linguagem...
      Não é uma frase bonita? É uma ordinarice de todo o tamanho, é o que é.

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  24. Pipocante Irrelevante Delirante27 de setembro de 2017 às 09:07

    Em *0 anos de vida nunca pedi um b#oche (ou ofereci um m#nete) a quem passava na rua.
    Tb, eu era mais metro.

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    1. anónima das 12:38.
      Ai um tipo apalpou-a numa passadeira rolante do metro.?
      Impressionante! O drama! O horror!A catástrofe! Que tragédia empírica!
      Espantoso! E o planeta não se desintegrou e continua, impávido e sereno a girar como se nada fosse?
      São estas incongruências maldosas do mundo infame, (apalpões e dramatismos do mesmo teor perpetradas sobre as desvalidas Donzelas) que por vezes me fazem quedar como um desses filósofos, alto, magro, bêbedo, doente e pálido meditando nas tristes vicissitudes da existência, encarando o mundo como se daí já nada haja a aproveitar, ou nem valha a pena.
      Olhe! Feliz é e foi a Manuela Ferreira Leite que nunca, seguramente, tal cataclismo apalpador a vitimou.

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    2. Corvo, tenha lá paciência. Enquanto não se sentir na posição de quem passa por isso, não opine.

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    3. ó corvo, noto que utiliza muito, para início de comentário, "por acaso". noto, só.

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  25. A mim já me aconteceu...e sou homem. Já perdi um emprego, aos vinte e poucos anos, por causa duma chefe que não soube distinguir o que era pessoal do profissional. É o problema das generalizações. Hoje sou pai de uma menina e tento educá-lá da melhor forma possível, de forma que se possa defender, mas de forma que também não abuse dos outros, de forma genérica e não apenas sexual. É uma questão de educação e não de instrução, apenas.

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    1. Esse " nem mais" dá vontade de rir. Isso quer dizer exatamente o quê?

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    2. Quer dizer que há mais vítimas masculinas de assédio sexual que aquilo que as imaculadas almas virtuosas feministas querem negar.
      Só com apenas uma pequena diferença. Os homens são broncos e é tudo as escâncaras, e as Virtuosas é com mais requinte e dissimulação, mas com maior proveito.

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  26. E a resposta à delirante?ah pois é...
    A Mais Picante27 de setembro de 2017 às 13:45
    ahahahahahahah

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    1. Eu sou uma pessoa com sentido de humor, rio-me quando acho piada às coisas, desculpe lá se também me rio de assédio, sim?

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  27. Ah e tal, as histéricas do BE com a sua mania do exagero e a quererem penalizar o piropo...
    https://www.cntraveler.com/story/france-may-make-catcalling-illegal?mbid=social_facebook

    Parece que em França se vai (e bem) pelo mesmo caminho :)

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  28. E nas situações em que são as lésbicas a fazer abordagens hediondas, como uma vez em que uma mulher se virou para mim e disse: Lambia-te toda? Como é mulher já não há problema...

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    1. Não! Isso é impossível!
      O que se deve ter passado é que ela lá a viu a si fazer ou dizer alguma coisa fora do parâmetros aconselhados pelo bom tom obrigatório às meninas de cabecinha no sítio, e disse: "Sabia-te tola" e a Anónima percebeu mal

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    2. Ca nojo.
      (eu já fui apalpada por uma mulher, levou uma bofetada, tal e qual fosse um homem)

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  29. Tinha eu uns 14 ou 15 anos e estava num sábado à tarde com os meus pais na charcutaria do hiper. Claro que num sábado à tarde aquilo estava cheio de gente. Bem, no meio da confusão senti um roçar estranho mas virei-me e vi muita confusão e um gajo a pedir desculpas que o tinham empurrado por isso não liguei. à 2ª quando me virei vi o mesmo gajo mas a confusão tinha desaparecido e ele pediu na mesma desculpas por o terem empurrado.Espetei-lhe uma mega cotovelada no peito e desatei a chamá-lo de porco nojento. Armei escarcéu, a minha mãe chegou mais perto e eu disse bem alto que o porco estava ali a tentar apalpar-me. Ele fugiu. passados uns minutos veio uma mãe com a fi,lha ter comigo a dizer que a filha ao ver a minha confusão lhe contou que o gajo lhe tinha feito o mesmo. Portanto acho que a solução também passa por envergonhar os porcos que gostam de fazer estas coisas. Também me lembro de numa visita de estudo um puto qualquer me ter apalpado enquanto subíamos umas escadas quaisquer para ir à FIL. Virei-me e preguei-lhe um tabefe tal que deve ter ficado zonzo. Ok, violência não é solução, whatever. Eles tocam-me sem autorização, eu faço o mesmo. E o puto ficou envergonhado e espero que lhe tenha servido de emenda.

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    1. Pois é isso mesmo. O tipo que me acariciou a perna no metro, tinha eu uns 13 anos, não deve ter voltado a acariciar uma miúda tão depressa...

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  30. Devo acrescentar que fui vítima de assédio em miúda, tinha uns 10/11 anos. Um tarado que conhecia os meus pais um dia esticou as cócegas do costume para o interior das minhas cuecas. Só tive coragem de contar depois de uns dias de reflexão a tentar perceber o que se passou. Por isso nunca mais me calei quando voltaram a tentar brincadeiras. E arrependo-me de não termos feito queixa crime mas eram outros tempos e não se sabia o que se sabe hoje. Isto para dizer que mais do que haver carruagens de metro assim ou assado deve instituir-se a cultura de denunciar o abusador, seja nos termos da lei, seja armando escarcéu na rua. Só assim todas as pessoas vítimas de uma tentativa têm coragem de lhe pôr fim.

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