sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Das borrachas selectivas

"O primeiro passo para liquidar um povo é apagar-lhe a memória. Destruir os seus livros, a sua cultura, a sua história.
Depois, arranjar alguém que escreva novos livros, fabrique uma nova cultura, invente uma nova "história".
Em breve, a nação começará a esquecer-se daquilo que é e daquilo que foi."

Depois de a estátua de General Lee ter sido vandalizada por meia dúzia de mentecaptos, imbecis, fanáticos, ignorantes e outros mimos que tais, não me lembro de nada mais simpático com que os possa apelidar, a vossa Picante vem sugerir a destruição de uma série de outros monumentos que ofendem a sociedade por nos lembrarem tempos racistas, xenófobos, machistas, nazis ou o raio que parta esta gente que agora deu em querer apagar a história por a mesma não ser politicamente correcta e/ou ofender as sensibilidades dos borboletinhas. Estão prontos? Ora então vamos a isto:
Padrão  dos descobrimentos
Mosteiro dos Jerónimos
Castelo de Guimarães
Torre de Londres
Trafalgar Square
Todo e qualquer campo de concentração (afinal o holocausto não existiu, foi uma invenção dos israelitas, esses grandes malandros)
Kremlin (aposto que por esta não esperavam, mas como os comunistas foram os maiores assassinos de toda a história, devem concordar que se elimine toda e qualquer referencia à revolução de dezassete...)
Ponte Salazar

Continuamos?...

100 comentários:

  1. Tenho medo de falar sem saber muito sobre o assunto, mas parece-me que falamos de coisas diferentes. No caso da estátua de Lee, seria o equivalente a termos uma estátua de Hitler... não é propriamente o mesmo que de ter uma igreja em Berlim que nunca foi reconstruída depois da guerra precisamente para que as pessoas nunca se esqueçam do que aconteceu. Um coisa é para veneração, a outra sim é para recordar a história.

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    1. Anónimo (a) comparar Lee a Hitler não faz qualquer sentido em termos históricos. O anónimo (a) começou por dizer que tinha receio de falar no escuro revelando uma humildade que destoa com a arrogância de quem apoiou cegamente esta destruição. Ora acontece que Lee, embora combatendo pelo sul, até era contra o regime esclavagista, a maior parte das pessoas não saberá que ele libertou todos os seus escravos. Reduzir Lee a um assassino pró escravidão é de uma ignorância atroz alem de revelador do desconhecimento da história americana. Lee era tido como um homem de bem, profundamente respeitado quer pelos seus homens quer pelos seus adversários. Basta ler sobre o processo de rendição e a maneira como foi tratado por Grant.
      Mas isto o povo não sabe, vai na conversa de extremistas ululantes.
      Lee faz parte da história americana, ter uma estátua não é sinônimo de adoração, é sinal da sua importância à época. Vamos agora destruir todos os bustos de Nero ou dos restantes imperadores de Roma antiga?

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    2. olhe que não, olhe que não.

      https://www.theatlantic.com/politics/archive/2017/06/the-myth-of-the-kindly-general-lee/529038/

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    3. Deixe-me chagar a um computador que também tenho links para a troca.

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    4. Sou o primeiro anónimo e agradeço o esclarecimento que desconhecia. Tinha lido efetivamente que há registos de que ele seria extramamente cruel com os seus escravos, mas assumi que desde logo que podia estar errada porque já conheço a comunicação social

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    5. Os historiadores relatam que efectivamente era extramamente duro com escravos, especialmente nas punições aos que fugiam.

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    6. Quando a estátua em questão é construída em 1924, só pode ser para veneração, e de extremo mau gosto.

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    7. Não quer comparar Lee a Hitler mas pôe na lista os campos de concentração. Santa incoerência jasus! Tem que ir ver as Serviçais, não é por acaso que a Viola teve um excelente desempenho. Calce os sapatos dos outros de vez em quando, ou tem medo dos fungos? Logo vi....

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    8. Também pus o Kremlin ou o Padrão dos Descobrimentos.

      Já pensou que a estátua pode ter sido erigida pelo imenso trabalho que Lee fez depois da guerra? Os confederados estiveram a isto de verem retirados os seus direitos de voto, por exemplo.
      Robert Lee foi uma importante figura para o Sul, a estátua foi vandalizada, é isso que critico. Não compete a um grupo de terroristas retirar nada. Se são incapazes de perceber isso acho inútil continuar esta conversa.

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  2. Ah, a escravatura, esse período tão lindo e belo que deve ser comemorado com estátuas de pessoas que até foram à guerra para a defender e poder continuar a ser donos de pessoas.

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    1. Não é nada disso que se trata. A confederação não era só escravatura. E ao que sei a estátua não era objecto de culto. Ou era?

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    2. A estátua celebra um general que lutou pelo direito de pessoas poderem ser donas de outras pessoas e que é um símbolo desse movimento.

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    3. Muito bem. Então vamos destruir toda e qualquer referencia a Estaline, toda e qualquer estátua de imperadores Romanos, todas as pirâmides egípcias que homenageiam os faraos, afinal foram construídas por escravos.

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    4. Ninguém aqui falou em destruir referências ou apagar a história, falou-se em não celebrar publicamente figuras sob a forma de estátuas que representam períodos negros da história ainda recente numa sociedade ainda tão segregada e racista.

      Certamente consegue ver a diferença entre castelos/piramides/construções e estátuas de pessoas concretas da história ainda recente que simbolizam movimentos políticos e ideologias que se querem combater e que ainda encontram adeptos.

      Não se manda abaixo a ponte, mas muda-se-lhe o nome e não erigimos estátuas ao homem.

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    5. Quem vos ouve falar pensa que o homem foi algum serial killer. Não é nada disso que se trata nem tampouco a estátua era adorada.
      Robert Lee foi um cavalheiro respeitado pelos seus oponentes, aceitou comandar as tropas da confederação quando a Virgínia se separou dos estados do Norte por amor à sua terra. Tal qual como muitos dos soldados do Sul. Repito a guerra civil americana não se limitou à questão da escravatura, isso foi só a gota de água.

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    6. https://www.google.pt/amp/s/www.biography.com/.amp/people/robert-e-lee-9377163

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    7. https://books.google.pt/books?id=aA-tBQAAQBAJ&pg=PT458&lpg=PT458&dq=lee+e+a+escravatura&source=bl&ots=RYkxXacku-&sig=WOZBx7VdJ3u9qB9BQBNli17RQ5c&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwiVzISbrYTWAhXC7hoKHVEvAgsQ6AEITjAN#v=onepage&q=lee%20e%20a%20escravatura&f=false

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    8. https://www.google.pt/amp/www.infoescola.com/historia/guerra-civil-americana/amp/

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    9. De facto não foi um serial killer da forma como os vemos hoje. Foi um homem que liderou uma guerra em que uma das premissas era a manutenção da escravatura, que achava que a raça negra era inferior e que necessitava da dureza da escravatura para ser educada, etc.

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    10. Que pachora, ele há pessoas que não vale a pena são portadoras de uma cassete e não mudam de opinião e torcem os factos, Caramba haverá alguém que não aprecia Marx, tão bonitas teorias só podiam ter sido inventadas por alguém que tal como Marx fosse muito rico, como tenho que trabalhar sou liberal mas gosto muito dos escritos de Marx é assim como um conto de fadas.

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  3. Fingir que não se percebe a diferença entre manter campos de concentração ou erigir uma estátua de Hitler não só é demagogia como falta de honestidade.

    E já agora, a ponte 25 de Abril mudou de nome exactamente para não se celebrar a pessoa que personificou a nossa ditadura.

    E não, não têm de se destruir estátuas, podem é ser postas em museus e não no meio de cidades onde descendentes das suas vítimas vivem e por elas passam todos os dias.

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    1. Mas destruiu não destruiu?
      Quanto à ponte... bem ela será sempre a ponte mandada fazer por Salazar que, no meio de muita asneira, também terá feito uma ou outra coisa acertada. Reconhecer as coisas boas o que homem fez não faz de ninguém apoiante de um ditador.

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    2. Mas não o celebramos com estátuas e honras como nomes de pontes. Sim, a ponte está lá, foi ele que a mandou construir, dá muito jeito, mas isso não apaga todo o mal daquele período e por isso não celebramos o homem.

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    3. E que necessidade há de recordar o que foi bem feito pelo ditador Salazar? Já agora, isso aplica-se a Fidel, Maduro, Estaline? Hummm, logo vi que não.

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    4. É a história, ignorante. É a história!
      Se há quem não sinta necessidade de a saber, outros há que sentem. O bom e o mau. E sim, de toda a gente. É a história!

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    5. Anónimo1 de setembro de 2017 às 13:39
      "Mas não o celebramos com estátuas e honras como nomes de pontes. "
      Celebrar é uma palavra que escolheu ao acaso, certo?
      Já alguma vez foi a Santa Comba Dão? Se um dia lá passar repare bem numa das estátuas...
      Há vida para lá de Lisboa e Porto.

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    6. E o Moutinho de Albuquerque, grandioso estratégia militar, responsável pela captura do chefe tribal Gungunhana? Se calhar apagava-se o seu nome das dezenas de ruas e praças em todo o país. Afinal de contas ele é o símbolo das matanças levadas a cabo pelos brancos sobre os negros.

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    7. Hitler pintava bem e adorava cães. Foi dos primeiros a impor leis contra o abuso de cães e fez a primeira campanha anti tabagica.

      No meu entender nada disso tem relevância comparado com o mal que fez. Idem para Salazar.

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  4. Onde fica a Ponte Salazar??

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  5. Picante, temo que esta gente tão politicamente correcta, num futuro próximo seja aquilo que Orweel previu em livro. Liberdade sim mas à maneira deles. Ainda li uma entrevista daquela rapariga do Bloco onde a certa altura ela diz : " Incomoda-me quando se usa questão da liberdade de expressão e da liberdade de sociedade para tentar manter opressões. "Porque eu tenho liberdade de ser sexista" - não, não, desculpa, não tens."
    Foi gente desta que foi Charlie .

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    1. Ainda há pouco li uma entrevista da imbecil da Mortágua sobre a celeuma da Porto Editora. Mesmo reconhecendo o direito que ela tem a debitar imbecilidades deu-me vontade de lhe dar umas chapadas. Esta gente é como os porcos de Orwel: tens o direito a dizer tudo o que quiseres desde que concordes comigo, caso contrário eu tenho o direito a chamar-te todos os nomes e mais algum e a calar-te conforme possa. Estão aí varios exemplos para quem queira ver. É só não comer gelados com a testa.

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    2. Nem Orweel, nem Orwel: Orwell.

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    3. este seu comentário-resposta é um belíssimo exemplo.

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    4. Ter vontade de é muito diferente de fazer. Uma pena não saber diferenciar a coisa.

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    5. (Quanto ao imbecil, bom.. ela é mesmo imbecil, uma pessoa que defende a censura é imbecil, uma pessoa que calunia outra deturpando as suas palavras, sim estou a falar de PPC, é desonesta e imbecil)

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  6. Quando não se conhece a História, a nossa e dos outros, solta-se a ignorância anónima na sua plenitude asinina.
    Que custa? Sou anónimo toca de descascar na Picante.
    A Picante faz o que quiser. No seu caso não respondia a nada.
    Argumentar sim, mas com quem se conheça por identificação usuária e possa pedir e assumir a responsabilidade da discussão.
    Um bom fim-de-semana.

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    1. Não tenho conhecimento do assunto que chegue para o discutir produtivamente, por isso vou abster-me. Quero só dizer, a propósito do seu comentário, que assumir a responsabilidade de uma discussão, neste contexto, pouco tem a ver com identificação e anonimato. As ideias são as ideias, e têm o valor que têm independentemente de quem as avança. A responsabilidade de que fala deve estar nas justificações, nos argumentos, nas razões. Caso contrário são só bitaites. Que também se devem permitir, desde que não se confudam com opiniões sérias.

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    2. Respondo a tudo o que não seja provocação só para provocar.
      Em me apetecendo, claro...

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    3. e que valor tem o que diz o "Corvo"? mais do que o valor daquilo que diz um "Anónimo"? porquê?

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    4. Julgo que estará a falar de mim que fui a primeira pessoa a comentar. Logo de início admiti a minha ignorância sobre o assunto é a ideia com que fiquei através do (pouco) conhecimento que tinha. Não fui ofensiva, não me armei em esperta. E os meus bitaites anônimos foram muito mais respeitosos que algumas opiniões sérias registadas por nicknames (que de anónimo não têm nada?)

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    5. Na verdade este mundo não pára de me espantar.
      Olha-me este. "Anónimo1 de setembro de 2017 às 21:21
      e que valor tem o que diz o "Corvo"? mais do que o valor daquilo que diz um "Anónimo"? porquê?"
      Porquê? Será que ouvi mesmo bem, porquê?
      Está a brincar, não? É que só pode.
      Eu até nem vou responder porque isso era descer muito baixo na escala da ignorância.
      Por...porquê? Se fosse um corvo minimamente influenciável isto era trauma para me acompanhar no caixão
      ...Porquê? Apanha-se com cada um pela esquina que é de uma pessoa se arrepiar até à medula.

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    6. Há heróis nacionais impostos pelo poder vigente. E depois há os outros. A história faz -se de ambos, mas ninguém quer perpetuar os primeiros. Simples, não é?! 

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    7. Diga-me lá então, a diferença entre aparecer "anónimo" ou "corvo" nos comentários.

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    8. então "corvo-2"..., agora já quer conversa?... ná. tenha juízo.

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    9. E qual foi o poder vigente que fez de Lee um herói? É porque exactamente lhe foi erigida uma estátua?

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  7. Bom dia, Filipe Gomes.
    Como se pode argumentar com alguém que coloca no mesmo patamar de comparabilidade um Lee, pessoa de bem e herói nacional de um país e respeitado por toda a nação, com um Hitler?
    Não há argumento que resista.

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    1. .. In this enlightened age, there are few I believe, but what will acknowledge, that slavery as an institution, is a moral & political evil in any Country. It is useless to expatiate on its disadvantages. I think it however a greater evil to the white man than to the black race, & while my feelings are strongly enlisted in behalf of the latter, my sympathies are more strong for the former. The blacks are immeasurably better off here than in Africa, morally, socially & physically. The painful discipline they are undergoing, is necessary for their instruction as a race, & I hope will prepare & lead them to better things. How long their subjugation may be necessary is known & ordered by a wise Merciful Providence.

      — Robert E. Lee, to Mary Anna Lee, December 27, 1856

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    2. Um amor de pessoa. No fundo era tudo para o bem deles.

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    3. https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_E._Lee#Lee.27s_views_on_race_and_slavery

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    4. Qual é o problema da Wikipedia, Picante?

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    5. Tem também referências. Na minha área e na maioria das áreas científicas é bastante fiável. Que erros encontra na página em questão?

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    6. Vá à parte da guerra civil americana. Reduz a coisa à questão da escravatura o que é mentira. Qualquer pessoa que tenha estudado minimamente sobre o assunto sabe que a principal causa da guerra da Secessão foi a profunda clivagem entre Norte e Sul em termos de desenvolvimento industrial, cultural e financeiro. Os estados do Sul compravam os produtos do Norte a preços elevados e vendiam os seus por tuta e meia. A abolição da escravatura viria agravar ainda mais esta desigualdade, acabou por ser a gota de água, não a razão principal.

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    7. E a escravatura um pequeno detalhe... tenha vergonha!

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    8. Por exemplo o nazismo também foi um movimento político de resposta a uma crise económica, o extermínio de 6 milhões de judeus foi a gota de água, mas nao o principal.

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    9. Obrigadinha por se ter dado ao trabalho de comentar mas não tenho pachorra para desconversar. É a andar.

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  8. Imagino que a picante condene com o mesmo vigor os vândalos e mentecaptos que derrubaram estátuas de lenine e estaline nos países da ex-união soviética.

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    1. Eu acho que a história faz parte dos países, quem destrói a história e cultura são os ignorantes e arruaceiros. O resto são fait divers.

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    2. Ou seja, para a picante o derrube de estatuas do lenine é um acto de arruaceiros fanáticos e tao ignobil como este?

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    3. Só posso compreender isso num pós revolução. Se, aos dias de hoje, um grupo de extremistas decidir dar cabo de uma escultura sim, será um acto de arruaceiros.

      Nem de propósito, acabei de ler uma noticia, os Antifa são agora um grupo terrorista e ilegal, de acordo com o FBI.

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    4. Que entidade tão credível o FBI hahahahahaha.. Ó Picante tem que estudar a sério , o professor Google é demasiado multidisciplinar e a menina assim fica com a cabecinha confusa.

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    5. Ai, agora é que me arrumou, que tirada tão inteligente! Resto de bom domingo, sim?

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  9. então e as pirâmides do Egito, não foram construídas por escravos? Já li aí num sítio qualquer que o próximo alvo são os Founding Fathers no mount Rushmore.

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    1. Já ali em cima dei esse exemplo. É deixar os Antifa lá chegar...

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    2. As pirâmides não foram feitas por escravos. Isto de acordo com dados recentes.

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  10. Pipocante Irrelevante Delirante1 de setembro de 2017 às 23:51

    Acabar com símbolos da escravatura?
    Eis um: https://thumbs.dreamstime.com/z/estátua-de-vasco-da-gama-em-lisboa-30216262.jpg

    Essa malta, para além de canela e pimenta, trazia na bagageira do barco uns pretinhos para transaccionar.

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    1. Era só um ou dois, quase nem contam... Lee é que era mau, ora essa. E as pessoas a adorá-lo, era quase um dar força ao KKK, não se está logo a ver?

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    2. Quem deve estar muito triste é a Rita Lee...

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  11. Pipocante Irrelevante Delirante1 de setembro de 2017 às 23:56

    A Historia deve ser lida à sua era.
    O Afonso Henriques seria um bárbaro pelos padrões de hoje. Matava árabes indefesos para cair (e funcionou) nas boas graças do Papado.
    O Marquês de Pombal era um facínora. Liquidou inimigos políticos a eito. Pq lhe fariam igual.
    Vamos passar a borracha neles?

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    1. Pedir esse tipo de interpretação a quem comer gelados com a testa é ser muito optimista. Pois se continuam a dizer que há atentados em nome de Cristo e são como exemplo as Cruzadas e a Inquisição...

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  12. Só acho mal a Picante desconhecer que a revolução de 17 liquidou a maior corja da história...

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  13. Uma coisa é uma escultura, outra é uma estátua. Daí que destruir estas estátuas não seja equiparável a destruir um monumento histórico, como a picante quer fazer crer.

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    1. Está a brincar, não está? Se uma estátua não é uma escultura então ela é o quê? Um quadro? Um edifício? Pelo amor da Santa diga-me que está a brincar...

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    2. As estátuas são "altares" erguidos aos heróis de um povo. Uma estátua de um esclavagista não pode ter lugar numa civilização onde negros e brancos são cidadãos de igual direito. Esse homem nunca poderia ser um herói, apenas alguém que contribuiu para aumentar o tempo que se demorou a alcançar a situação atual. Eventualmente podem levar as estátuas para museus, mas nas ruas não podem ter lugar.

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    3. Sim, é verdade, como é que me fui esquecer que todos os domingos vou rezar ao Marquês de Pombal? Tem razão, mas é que tem mesmo muita razão.
      (ainda que a tivesse não cabe ao povo mas sim às autoridades retirar a estátua e pô-la num museu. Continuam portanto a ser uns arruaceiros fanáticos)

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    4. Tá a falar a sério picante? Uma estátua é erigida por ser uma obra de arte? Os simpatizantes do Ronaldo dizem que não :-S

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    5. Daqui a 200 anos será uma obra de arte. Apostamos?

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    6. Uma aposta contra o tempo é uma aposta perdida. Passo. Mas admito que possa estar na categoria das piores, se até lá não for vandalizada.

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    7. A estátua é horrorosa, concordamos. Ainda assim acharia mal que fosse vandalizada.

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  14. Ai, tanta confusão nessa cabecinha...

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  15. Subscrevo, cara Picante.
    Eu não o teria escrito de forma mais clara (também me falta a eloquência que a caracteriza) :D

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  16. Pipocante Irrelevante Delirante5 de setembro de 2017 às 20:55

    Estreassem hoje, os Três Duques seriam cancelados após o piloto...

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    1. Isso seria uma coisa boa, eu não gostava nada dessa série.

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  17. Picante, então? Eu sei que estamos em período de eleições, é altura de nos dedicarmos à política, mas caramba, a Pipoca aparece em pijama e a blogosfera não diz nada, não se manifesta?

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  18. Picante, por favor fale sobre esse tema tão importante que é "NY fashion week a decorrer", todas as bloggers fashion lá estão, a ser passeadas em carros de grandes marcas e a assistir aos melhores desfiles. As bloggers portuguesas também estão presentes! "Uau! Bravo!", diríamos..."ah, espera, colecção não sei quantas da Heidi Klum para o Lidl..."....cada um para o que nasce...

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    1. LIDL, H&M... tudo especialista em roupa fashion. Anos e anos a ir à Av da Liberdade ao engano para agora perceber isto.

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  19. Muito desconhecimento da realidade norte-americana...

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    1. Vai desculpar-me mas esse seu comentário é semelhante aos que passo a vida a censurar ao meu filho. Critica, não explica porquê e não constrói. Estou careca de lhe dizer que qualquer idiota faz isso, que é o tipo de atitude que não leva a lado nenhum na vida.

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    2. Tem toda a razao... mas estava com pressa e pouca paciencia. Moro nos EUA e nao tenho veleidades de sequer comecar a perceber as pessoas, as culturas, as dinamicas - que ainda por cima sao tao diferentes de estado para estado (e ate dentro do mesmo estado).

      A historia e demasiado recente para se fazer comparacoes com a realidade Europeia, a nao ser, por exemplo, com o nazismo ou o fascismo. E, nao por acaso, sao varias as constituicoes Europeias (incluindo a nossa) que proibem simbolos e/ou discursos Nazis ou fascistas.

      Na Alemanha, muito dos sitios de maior simbolismo Nazi estao descaracterizados ou sao fortemente controlados para nao "excitarem" grupos neo-nazis. Por exemplo, o Ninho da Aguia, refugio de montanha de Hitler, que ate fica na Austria, e um restaurante... nao ha nada la dentro que nos lembre a quem pertenceu aquela casa (quando la estive, havia uma exposicao sobre a construcao em si, porque de facto aquilo e espectacular do ponto de vista da engenharia).

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    3. Tem razão mas o que afirma não contraria nada o que eu digo, acho eu. A razão por que os EUA e a Europa Ocidental são tão lestos a reprimir qualquer manifestação da extrema direita é por terem sentido os seus efeitos na pele. De facto somos muito mais permissivos com a extrema esquerda que com a extrema direita (e ambos são terríveis).
      Se for à Europa de Leste, que sofreu com o regime comunista, acontece exactamente o oposto, reprimem imediatamente qualquer movimento de extrema esquerda e são mais tolerantes com os de extrema direita.

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