segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nas férias acompanhei o mundo via facebook

Normalmente desligo, podia acabar o mundo e eu sem saber, mas desta vez havia demasiadas coisas a acontecer, ele eram os incêndios, ele foi o roubo de Tancos, os gémeos que o nosso menino d'ouro comprou, as férias do Costa, depois foi o vilipendiar em praça pública de Gentil Martins, o outro tipo lá do Canadá ou lá o que era que insistiu em que o seu filho não tivesse género definido, enfim... Mas o que eu queria mesmo dizer é que enquanto ia acompanhando os desenvolvimentos via facebook, volta e meia não resistia a espreitar os comentários. Da porcaria toda que li retenho, além da dúvida típica "mas de que buraco é que saiu esta gente" a nítida sensação de que se os mortos de Pedrogão fossem gays passados dois ou três dias já se saberia o número certo de vítimas, com as ajudas distribuídas e indemnizações dadas às famílias.

(e os tipos que violaram aquela miúda de 15 anos em Birmingham, hum? primeiro um e depois o outro a quem ela pediu ajuda? parece que eram daquela religião da paz, amor e igualdade mas de certeza que isso não teve nada a ver, possivelmente sofreriam de distúrbios mentais, é assim que se diz agora, não é?...)

103 comentários:

  1. Sempre certeira, Picante. Gostei particularmente da parte dos gémeos. Coisas do século XXI, ter muito dinheiro e comprar catraios. Cá para mim, o menino d'ouro pôs a Georgina a render...

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    1. Pois eu cá estou convencida de que aquilo foi um descuido. Eu percebo que ele não queira correr riscos de ter mulheres a afastá-lo dos filhos ou a sugar-lhe a fortuna.
      Mas isto de recorrer a barrigas de aluguer acho totalmente imoral. A completa exploração do corpo humano.

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    2. Concordo, Picante. Além de que dá um péssimo exemplo, sendo ele idolatrado por tanta gente. A quem seja mais "ingénuo" fica a ideia de que o dinheiro compra tudo. Até filhos.

      E aquela "boca" que mandou quando foi ouvido, em tribunal, em Espanha? Qualquer coisa acerca do brilho dele e inveja. Duma arrogância sem precedentes, quando está a ser investigado pelo fisco espanhol.

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    3. Se uma mulher decidir ser mãe solteira (porque sim) pode recorrer a um banco de esperma e realizar inseminação artificial, certo? Se um homem quiser ser pai solteiro, penso que deve ter a mesma oportunidade. É justo.

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    4. Não, não é justo porque isso envolve coisas tão amorais como alugar um útero e dizer a uma mulher como é que ela deve viver durante 9 meses, com todas as implicações de saúde que derivam de uma gravidez.
      Acho fabuloso como é que as feministas, tão preocupadas com a objectificação do corpo da mulher que fazem um escândalo por causa de um grande plano de uma mama, acham normal que alguém alugue o corpo. Acho isto ainda pior que a prostituição (que também passa por um tipo com dinheiro alugar o corpo de alguém que precisa de dinheiro), daqui a nada estamos a dizer que o corpo é nosso, que também podemos vender rins. Eticamente é a mesma coisa.

      E já para não falar do facto de todas as crianças terem o direito a saber de onde vêm e a crescer dentro de uma família normal com um pai e uma mãe.
      Isto são os direitos egoístas do adulto a sobreporem-se aos direitos básicos de uma criança.

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    5. Ele há pessoas cegas, há quem seja surdo, há quem não tenha um pé ou uma mão. E também há quem não possa ter filhos. É justo? Provavelmente não. Mas é assim a vida, aceitar as nossas limitações faz parte de viver. Abro aqui uma excepção para os casais inférteis, já que esses apenas estão a usar espermatozóides ou ovócitos e não o corpo de outra pessoa. Mais ou menos como uma doação de cabelo, mal comparado.

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    6. "todas as crianças terem o direito a saber de onde vêm e a crescer dentro de uma família normal com um pai e uma mãe" normal? O que é uma família normal? O que importa é a felicidade da criança. Desde que tenha uma boa estrutura -estrutura esta que não tem necessariamente que ser construída por uma mãe e por um pai-a criança é feliz. E já agora, não fiquei absolutamente nada incomodada com a história da mama. Sou a favor das barrigas de aluguer e sou a favor da legalização da prostituição.

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    7. Como é que tu te arrogas ao direito de querer falar pelos outros, pelas outras mulheres? Como é que a tua moral é melhor, ou mais importante, ou mais certa? Descendes de alguma linhagem divina? Os "outros" têm o direito de pensar por eles, de tomar as suas próprias decisões, não?

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    8. Uma família normal é aquela que obedece à norma. Pensei que a coisa estivesse perceptível.

      Anónima das 15.36h, deve ter um problema grave de leitura. Eu arrogo-me ao direito de falar por mim. Não estou a tentar formatar ninguém, não estou a intimidar ninguém, não estou a tentar calar ninguém pela força, não estou sequer, ao contrário de si, a ser agressiva.
      Acha que posso pensar por mim e dizer que acho amoral o aluguer de uma barriga? Apesar de a anónima não concordar comigo?...

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    9. Portanto, um casal gay não obedece à norma, logo não deverá poder adoptar é isso? (não sou a anónima acima, só estou a tentar perceber o seu raciocínio.)

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    10. Não, não foi isso que eu disse, eu estou a referir-me ao acto de procriar. As crianças adoptadas têm, na maior parte das vezes, referências biológicas.
      Indo directamente de encontro ao que me pergunta não acho que um casal homossexual não seja capaz de proporcionar um lar estável a uma criança e sim, acho preferível as crianças serem adoptadas por um casal homossexual que passarem a vida em instituições.
      De todas as formas, essa é uma não questão, a que muita gente se agarrou, por uma razão muito simples: a grande maioria das crianças que estão institucionalizadas não são adoptáveis, ou porque já passaram da idade, ou porque os pais biológicos o impedem, indo visitá-las a cada seis meses.

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    11. (Mas idealmente as crianças deveriam estar com os seus pais e mães biológicos, isso seria sem dúvida o melhor. Acontece que por vezes tal é impossível)

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    12. Sou a anónima das 14:38 e das 15:31. Uma família normal obedece à norma, ok certo. Mas já pensaste em tanta coisa positiva do passado até à atualidade que se foi desviando da tal norma? Por ex, há uns anos era impensável na nossa sociedade (e noutras) um casal gay poder casar-se oficialmente, poder adoptar crianças e agora também isto faz cada vez mais parte da norma (ok, para ti isto certamente não terá nada de positivo mas avancemos).O que quero tentar dizer é que a definição de normal é mutável, altera e evolui...e só as pessoas com uma mente fechada é que acham que tudo o que sai fora da sua definição de normal é anormal. Se assim fosse, tudo estagnava.

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    13. A minha filha nasceu numa família normal e um dia o pai desertou e nunca mais quis saber. A propósito do Ronaldo, o rapaz nem diz nada sobre o assunto. O filho parece- me mais adotado..

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    14. Cara Picante, discordo de si em praticamente tudo o que disse nesta sequência de comentários. Mas não vou argumentar consigo, não acho que isso seja um exercício produtivo.

      Quero apenas deixar-lhe uma questão, não para que me responda, mas para que reflicta nela de forma introspectiva. Em mais que uma frase, a Picante usou a palavra "imoral" ou a palavra "amoral" (que têm, como decerto saberá, significados muito distintos). Ora, estes adjectivos, referindo-se a questões éticas, devem ser aplicados de modo racional, isto é, com razões.

      É claro que a Picante não tem de dar as suas razões aqui, era o que faltava não poder escrever (e não escrever) o que bem entender no seu blogue. Mas -- e é aqui que está a pergunta que lhe queria deixar -- a Picante tem essas razões? Dito de outro modo, as suas opiniões sobre o feminismo, sobre a gestação de substituição, enfim, sobre todos os temas a que aludiu no que escreveu, são baseadas em razões, em argumentos, em evidências? Ou são ideias que formou por outros processos e nunca examinou racionalmente como devia?

      Como disse, não espero que me responda; não tenho nada a ver com o seu processo de formação de opiniões. Deixo-lhe a questão porque a considero uma pessoa inteligente e capaz de fazer esta introspecção, desde que os seus enviesamentos e preconceitos (que todos temos, não pretendo insultá-la) lho permitam.

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    15. Anónima 19.07 talvez eu devesse ter usado a palavra maioria. O contrário na normal não é, neste caso, anormal do tipo censurável. De todas as formas a homossexualidade continua a sair da norma e ainda bem, caso contrário a humanidade estaria condenada a prazo. O facto de haver (e sempre ter havido) homossexuais não obsta a que continuem a sair da norma, a única coisa que mudou (e bem) foi a forma como a sociedade os encara, com os mesmos direitos dos demais.
      Mal comparando a pedofilia também sai da norma, apesar de sempre ter existido. Neste sentido ambas são anormais, a diferença é que a pedofilia é totalmente imoral.
      A mudança, ou pelo menos o pôr em causa o status quo, é boa. Querer fazer o papel da natureza não é. Há uma série de questões éticas que põe em causa as barrigas de aluguer e que ultrapassam em muito o direito a um par de homossexuais terem um filho biológico.

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    16. Anónima 22.47, o pai da sua filha não deveria ter tido filhos. Há muitas pessoas nessa situação independentemente na sua orientação sexual. O que diz apenas leva a crer que ele é má pessoa.

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    17. Filipe, respondo-lhe em tendo tempo, agora não posso. De todas as formas sempre lhe vou adiantando que as minhas convicções sobre estes assuntos são fruto de reflexões e conversas ao longo de vários anos, também elas já sofreram mutações.
      (e o que eu queria ter dito era amoral, o imoral surgiu ali por engano)

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    18. No seguimento da minha questão, e aproveitando uma pequena coisa que escreveu atrás, acrescento uma questão. Escreveu: "A mudança, ou pelo menos o pôr em causa o status quo, é boa. Querer fazer o papel da natureza não é." Porque não?

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    19. Acho que a Picante pretende apenas corrigir os erros, não da natureza, a criação não errou nem erra, mas os dos anormais que teimam em modificá-la.
      A natureza não criou a paneleiragem.

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    20. Picante, como é que deixa passar o comentário do "Corvo"? O que é que este comentário profundamente errado e ofensivo acrescenta à discussão?

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    21. Ora, Filipe... o Corvo não quer acrescentar nada à discussão, ele gosta de ver a casa pegar fogo, está meramente a provocar. É não dar muita importância...

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    22. Olhe, Filipe: o mais certo é você nem na sua casa mandar e tem a veleidade de querer mandar na casa da Picante e nos meus comentários.
      Força Picante! As pessoas bem-formadas estão consigo.

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    23. Parece-me apenas incoerente que a Picante critique, em comentários mais abaixo, o nível de educação dos comentários que vai encontrando pelo Facebook e aprove um comentário que, na melhor das hipóteses, é deselegante, ofensivo e mal educado.

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    24. Saiba o... delicado senhor que há duas qualidades de coerência: a nossa e a dos outros.
      Sendo que a nossa está sempre certa e não permite a mínima probabilidade de contestação, e a dos outros o mais evidente tratado de estupidez.
      Daí compreender-se melhor a incongruência que corrói este desgraçado mundo. Por que sou só eu a ver a luz?
      E deselegância e má-educação também há duas qualidades.
      Para si fui deselegante, ofensivo e mal-educado: para mim foi você nos seus iluminados juízos de valores com que me catalogou ou, pelo menos, de carente formação educacional.

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    25. Filipe, vamos lá cortar isto às postas.

      O que eu critico nos comentários do FB é acima de tudo a ignorância e falta de pensamento que revelam. Na maior parte das vezes as pessoas são chamadas de fascistas, entre outros mimos, mal se atrevem a contestar a geringonça. Isto revela não só falta de educação como também um enorme inabilidade em gerir pontos de vista diferentes: "não concordas comigo? És uma besta". É isto que critico, o FB poderia servir para trocar ideias, em vez disso mostra bem o nível do português médio.

      O Corvo veio provocar, ele não resiste a dar-me umas alfinetadas de vez em quando. Eu não ligo muito à coisa e ficamos por isso mesmo, já nos conhecemos há uns tempos largos. Não me parece que caiba a si vir censurar a aprovação de um comentário que não é ofensivo para ninguém em particular e qualquer um vê que apenas pretende provocar.

      Não sei exactamente em quê que discorda comigo nas ideias que exprimi sobre o feminismo visto eu praticamente não ter dito nada sobre o assunto. É o facto de ter chamado histéricas às pessoas que se puseram aos berros por ter visto um grande plano de uma mama? São mesmo histéricas, são as mesmas pessoas que não reclamam com o anúncio do surf que mostra um tipo todo jeitoso em tronco nu. O feminismo para mim resume-se a direitos e oportunidades iguais independentemente do sexo, não vejo em que possa isto ser motivo de discórdia.
      Por último, as barrigas de aluguer... quanto a mim são o grau maximo de exploração do rico pelo pobre. Alguém com dinheiro aluga o corpo de outra pessoa, fá-la correr riscos de saúde, diz-lhe exactamente como ela vai viver durante 9 meses e paga-lhe para isso. É a total objectificacao do corpo humano e, não me venham com histórias, exceptuando os casos em que uma mãe ou uma irmã o faça, todas as outras situações são pagas é bem pagas. Acho amoral, do mesmo modo que acho amoral alguém vender um rim, exactamente por se perder o respeito pelo ser humano que passa a ser tratado como uma coisa que é útil a alguém.
      O Homem não é Deus, uma coisa é ajudar casais inferteis a ter filhos outra, completamente diferente, é tratar a reprodução humana como se de amimais se tratasse.
      E claro que tenho razões, tenho uma série de razões éticas que me fazem ser contra a gestação de substituição.
      Sabe que há casos de pais que se recusam a aceitar o filho biológico por este vir com uma mal formação, por exemplo?

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    26. Picante, obrigado pela resposta.

      Em relação ao comentário do Corvo: é claro que a Picante tem o direito de aprovar e rejeitar comentários de acordo com os critérios que entender. Peço desculpa se fiz uma má comparação com o seu comentário mais abaixo sobre o Facebook, provavelmente não fiz uma boa interpretação. De qualquer modo, a frase "A natureza não criou a paneleiragem." é ofensiva (para além de falsa, quando levada à letra), talvez não para uma pessoa em especial, mas para um grupo delas. Sugeri apenas que isso talvez fosse razão suficiente para o rejeitar, não querendo, evidentemente, dizer-lhe como proceder. Como disse acima, respeito o seu direito a gerir o seu blogue como quiser.

      Em relação ao feminismo, peguei apenas num exemplo de um assunto que de vez em quando comenta e que pode ser esmiuçado eticamente. Não pretendi dizer que o tinha mencionado neste post em particular. Peço desculpa pela falta de clareza.

      Em relação à gestação de substituição, concordo que existem questões éticas que devem ser bem ponderadas. Deixe-me acrescentar que, em Portugal, esta prática é feita sem qualquer remuneração envolvida. De facto, é proibido pagar para que uma mulher faça a gestação de uma criança. O caso do Ronaldo é diferente, tendo envolvido legislação de outros países, e, do ponto de vista ético, deve ser analisado à parte.

      Em relação ao argumento "o Homem não é Deus": é aqui que encontro a maior falha na sua argumentação. Isto não é um argumento. Repare, também podemos considerar a medicina moderna ou alguma tecnologia como o Homem a fazer o papel de Deus ou da natureza. Mas estas coisas não são consideradas por si, calculo, inaceitáveis. Isso significa que o argumento de o Homem não ser Deus não chega, por si só, para condenar uma prática. É preciso um qualquer outro critério ético que sustente a sua posição. Nomeadamente as tais razões éticas a que alude.

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    27. Filipe, vamos concordar que o comentário é pouco delicado. Não que tenha de me justificar mas dado que a maior alfinetada até era para mim decidi publicar. Adiante.

      Eu sei bem que em Portugal é proibido remunerar a gestação de substituição. Mas aqui ente nós... diga-me lá quantas pessoas, na verdade até chega uma, estarão dispostas a passar por uma gravidez só por generosidade? A troco de nada? Exclua, as mães e irmãs, conforme eu referi lá em cima. Acha possível? Ou acha que haverá pagamentos por baixo da mesa?
      Há um sem número de questões éticas à volta deste assunto, só assim de repente lembro-me de: objectificacao do corpo humano, exploração humana pelos mais ricos, possível aparecimento de redes de tráfego (à semelhança da prostituição), perigo de saúde para a mãe de aluguer, depressão pós parto, impacto nos filhos biológicos da gestante, possível rejeição do bebé em caso de má-formação ou complicações ou ainda divórcio dos pais biológicos, possível recusa de entrega de bebé ou depressoes associadas à separação forçada, falta de herança biológica das crianças em casos semelhantes a Ronaldo, possibilidade de relacionamento entre meios irmãos via esperma e/ovocitos doados... é preciso continuar? E isto foi assim de repente.

      Quanto à sua última questão, é claro que eu sou pela ciência. Mas acho que o homem tem de impor limites às coisas que, apesar de poder fazer, não deve fazer por razões éticas. Eu percebo que para si o argumento de o homem não ser Deus possa ser simplista, mas eu sou católica, há crenças que tenho, influenciada pela religião. Acredito que a vida começa no momento da concepção, por exemplo, assim como sou contra a pena de morte independentemente do crime cometido, acho que nenhum homem tem o direito de tirar a vida a outro. E também acho que Deus é a origem da vida. A Fé, ou se tem ou não se tem. E quando se tem é-se condicionado por ela.

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    28. Por acaso não. Nenhuma alfinetada para si.
      Era mais para os grandiosos crânios do iluminismo Universal que tão abnegadamente derramam a generosidade do esclarecimento ao mundo, pela ignorância, embrutecido.
      E continua, pelos vistos. Como se houvesse almoços grátis.
      Ah, pois, paneleiragem não! Engrandeçamos os níveis educacionais e civilizacionais Pátrio, infelizmente tão carecente, e digamos os Gays fofinhos, cutchi cutchi.

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    29. Serio? Quase que garantiria ter visto ali uma ironiazinha. Mas se diz que não...
      Bom feriado

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    30. garantidamente!
      E para lhe provar que zelo pelo seu bem, se for à praia não passe o dia a tirar fotos aos pézinhos, :) e de vez em quando sugiro-lhe que olhe para cima.
      Obrigado. Para si igualmente

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    31. Já caiu uma, diz a lei das probabilidades que não cairá segunda.

      (Ali em cima é tráfico, tráfico, senhores)

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    32. gostava de perceber exactamente a que feministas se refere a picante, que tanto as invoca, quando afirma que não se opõem a anúncios do surf (?!), ou, pior ainda, afirma que não se opõem à objectificação do corpo humano como mero instrumento para a gestação por "aluguer". é que o feminismo não é uma doutrina com uma única linha de pensamento, e há várias opiniões divergentes e debate sobre certas questões que não são lineares e que têm implicações nos direitos fundamentais das mulheres, especialmente as mais desfavorecidas.
      gostava mesmo que me dissesse que feministas é que viu defender a total liberalização da gravidez de substituição, inclusive aceitando pagamento, para eu me inteirar dessa ala do feminismo que me é desconhecida.

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    33. Caro anónimo das 13:19
      Antes de mais as minhas desculpas pois embora pareça, afianço-lhe que não pretendo meter catana em lavra alheia.
      Posto isto, e sem saber se a Picante o esclarece ou não, digo-lhe que às questões que levanta sobre a problemática do que é ou deixa de ser o feminismo, nomeadamente as interrogações que exprime, eu posso perfeitamente responder de uma maneira clara e transparente de molde a deixá-lo mais esclarecido do que o Steua deixou ontem o Jorge Jesus, mas não vou fazê-lo?
      E porquê, uma vez que te metes no assunto? Perguntará o atónito anónimo.
      Porque sabendo eu a fúria demolidora dos fervorosos/as vingadores/as de cada vez que a Picante traz o assunto à baila, e porque o fórum para este post anda assim para o fracote, vou esperar uma próxima oportunidade para o esclarecer, e de caminho mais uns quantos e quantas, - mais quantas, sobre o que é, foi e certamente será o feminismo.

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    34. Picante, para concluir esta nossa conversa, deixe-me só fazer uma clarificação. Quando disse que o argumento "o Homem não é Deus" é fraco, isso não tem nada a ver com fé ou religião. Teria feito exactamente a mesma objecção caso a Picante tivesse usado, em vez de "Deus", a palavra "natureza", "evolução", enfim, o que quisesse.

      A Picante até chega precisamente ao meu ponto quando diz que a acção do Homem deve ter limites impostos por razões éticas. A expressão chave aqui é "razões éticas".

      O que quis dizer foi simplesmente: se agora decidíssemos que a humanidade não pode fazer aquilo que cabe a Deus ou à natureza, então, por exemplo, não podíamos recorrer à agricultura (porque se trata de interferência na geração de espécies), à medicina (porque se trata de interferência nos naturais mecanismos biológicos do Homem, que incluem a doença), bem como a um rol de outras coisas igualmente absurdas.

      Não é por o Homem se estar a pôr no lugar de Deus ou da natureza que a gestação de substituição não é sempre aceitável; é porque há razões éticas, racionalmente averiguáveis e debatíveis, que apontam nesse sentido.

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    35. Filipe Gomes de uma vez por todas dois homens ou duas mulheres nunca se vão reproduzir, é tão simples quanto isso por isso não inventem merdas. Para se formar um novo ser vai ser SEMPRE preciso um óvulo (mulher) e um espermatozoide (homem), ponto final. Isto é a natureza a trabalhar e é assim que funciona e vai sempre funcionar.

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    36. Ah e não barrigas de aluguer como o caso do Cristiano Ronaldo não deviam existir, nem esse nem nenhuma gestação em que não se sabe quem é o pai ou a mãe. Com a brincadeira dos bancos de óvulos e de esperma um dia destes vamos ter relações amorosas entre pais e filhos e irmãos que nem sonham que o são. E a picante tem muita razão quando diz que nem todos podemos ter aquilo que queremos, se optamos por nos relacionar com pessoas do mesmo sexo temos que aceitar que dai não resulta reprodução e ponto final, não vamos ter filhos porque a natureza dos nossos corpos não o permite e mais nada. Andamos anos a lutar que que não houvesse filhos de pais incógnitos e que todas as pessoas tinham que saber quem é a mãe e o pai e agora andamos com esta brincadeira? Agora se por exemplo existem homens dispostos a ceder espermatozoides a uma mulher para esta ter um filhos sozinha muito bem vão a uma clinica e fazem uma inseminação mas o nome do pai que conste no registo da criança como dador para que esta saiba a sua origem biológica.

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    37. anónimo das 09:09: olhe que não, olhe que não. (deve ter falhado o memo da dolly)

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    38. Filipe Gomes: lamento mas "clarifica" muito mal, que é assim a modos de como quem diz; não há limites para a obtusidade humana, felizmente circunscrita a um ou dois iluminados com que a NET permite deslumbrar-nos.
      Diz o caro Filipe Gomes referindo a Picante" Quando disse que o argumento "o Homem não é Deus" é fraco, isso não tem nada a ver com fé ou religião. Teria feito exactamente a mesma objecção caso a Picante tivesse usado, em vez de "Deus", a palavra "natureza", "evolução", enfim, o que quisesse."
      E alicerça a sua argumentação no seguinte.
      "se agora decidíssemos que a humanidade não pode fazer aquilo que cabe a Deus ou à natureza, então, por exemplo, não podíamos recorrer à agricultura (porque se trata de interferência na geração de espécies), à medicina (porque se trata de interferência nos naturais mecanismos biológicos do Homem, que incluem a doença), bem como a um rol de outras coisas igualmente absurdas."
      Impossível não me quedar petrificado por tão brilhante omnisciência clarificadora.
      Mas pensando melhor talvez nem me mereça tanta admiração a sua primorosa clarificação, tudo porque existe um pequenino senão, que é o singelo facto de a tal Natureza, Criação, Deus ou o que lhe quiserem chamar nos ter dotado a nós, humanos, de uma quase insignificante vantagem sobre os demais, que é a inteligência.
      Não a pedimos, podíamos perfeitamente continuar a comer as bagas que as árvores da floresta nos davam, ou a pastar o capim como os outros fazem, mas a verdade é que nos foi concedida e para que nos pode ela (inteligência) servir se não para dela tirar-mos proveito? Quer seja a semear as couvinhas ou a visitar o médico, ou a tirar deliciosas fotos aos pezinhos na areia, ou ainda a amostragem de uma maminha que, inadvertidamente, por certo, escapou ao cuidadoso desvelo aprisionador do sexy e dulcíssimo soutien da Bela.
      Tudo inteligência, portanto. Ou, se quiser, plenitude de aproveitamento aos recursos do planeta, (anatómicos incluídos.) Delas, que deles dispensa-se bem.
      Não! Decididamente! Acho que tem de rever os seus conceitos clarificativos.

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    39. Caro Corvo: não percebi. Acho que não percebeu o que quis dizer, mas talvez seja erro meu. De qualquer modo, posso clarificar a clarificação, se acha que clarifiquei mal em primeiro lugar.

      Disse simplesmente que há coisas que a humanidade faz pela natureza (ou por Deus, se preferir) que são boas (como a generalidade da medicina moderna). E há coisas que a humanidade faz pela natureza (ou por Deus, se preferir) que são, no mínimo questionáveis. Por isso, dizer que nos estamos a colocar no lugar da natureza (ou de Deus) não implica, por si só, um juízo ético negativo. É preciso justificar adicionalmente qualquer coisa.

      Se quiser colocar uma objecção bem construída ao que escrevi, tenho todo o gosto em ler e responder.

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    40. Mas isso é inquestionável e não tenho nada a opor, e muito ao invés concordo absolutamente.
      Desde os primórdios à actualidade a obra mais perfeita do homem, - e digo perfeita porque se há alguma coisa que o homem faça com perfeição é a destruição.
      Contudo, não obsta que não nos sirvamos do que a Natureza nos dá. Podíamos e deveríamos ser mais moderados, mas, paralelamente à inteligência que chegava a ganância e a falsidade acompanhavam-na.
      A primeira coisa que o macaco fez quando a inteligência começava a despontar, foi pegar numa ossada e desfazer o crânio do vizinho descuidado para lhe roubar as nozes.
      A Criação foi perfeita, não tem culpa que tenhamos degenerado.
      Criou o macho e fêmea e permitiu que se multiplicassem
      Não tenho conhecimento que criasse macho e macho, fêmea e fêmea.
      Por isso digo que a homossexualidade é uma aberração. Podemos destruir a obra da Criação pela ganância e pelo poder, mas não podemos modificá-la.

      Quem és tu, estranha criatura
      que semeias tamanha devastação
      serás tu, porventura
      O Anjo da aniquilação?

      Dobra o teu orgulho, meu filho
      Por cima de ti está Ela
      Nunca terminarás teu trilho
      A mesma Foice pelos outros te nivela.

      Mas vá lá a gente esfalfar-se para que compreendam a simplicidade da existência.

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    41. Dado que a picante convenientemente não respondeu à minha questão, deixo-lhe um artigo que espelha a opinião da maioria das feministas que conheço, e por quem a picante gosta tanto de falar, embora saiba pouquíssimo sobre.

      "For most of surrogacy’s cross-border clients, such reservations probably mean they are asking a poorer woman to do something that is not just physically impossible for them, but also, in principle, an action they would never contemplate. Poverty or desperation are surely the only reasons that most surrogates submit to the risks, indignities, grief and stigma of carrying a foreign buyer’s child. The comparison with prostitution may be inexact but, ethically, both occupations are the province of poor women with the barest alternatives, require the commodification of women’s bodies and involve dehumanising deals the buyers would be unlikely to attempt with their peers.

      As with prostitution, one answer is to legalise and normalise commercial surrogacy, to agree international guidelines on womb leasing. Another, to ask if there are some things no stranger should be expected to do, not even for money."

      https://www.theguardian.com/commentisfree/2015/may/10/surrogate-mothers-rich-westerners-poverty-dehumanising?CMP=share_btn_fb

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    42. Caro Corvo, parece que concordamos em várias coisas. Quanto àquilo em que não concordamos, não vou entrar num debate consigo sobre a perfeição da criação ou mesmo a criação em si. Vou só responder a isto que escreveu:

      "Não tenho conhecimento que criasse macho e macho, fêmea e fêmea.
      Por isso digo que a homossexualidade é uma aberração. Podemos destruir a obra da Criação pela ganância e pelo poder, mas não podemos modificá-la."

      Deixe-me então contribuir para o seu conhecimento dizendo-lhe que foram identificadas centenas de espécies no reino animal que exibem uma enorme diversidade de comportamentos sexuais, incluindo o comportamento homossexual. Nas referências bibliográficas da página da Wikipedia sobre o assunto (https://en.wikipedia.org/wiki/Homosexual_behavior_in_animals) encontra muita informação sobre isso. Se admitirmos que Deus é responsável pela criação de todas as espécies animais, temos de admitir que Deus também é responsável pela existência de sexo homossexual no reino animal. O que inclui, naturalmente, a espécie humana.

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    43. Já venho, ou só amanhã desmontar isso tudo.
      Estou a ver futebol que nem só de frivolidades blogueiras vive o homem. :)

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    44. Anónimo a Dolly era uma cópia não era uma reprodução, o ADN era o mesmo da ovelha original, foi uma clonagem e viu-se o resultado do mesmo e as suas consequencias.

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    45. Filipe Gomes o que é que comportamentos homossexuais nos animais tem a ver com reprodução? No máximo pode dizer que existem animais hermafroditas e que estes se reproduzem a eles mesmos, ou em simultâneo ou entre eles variando de espécie para espécie.

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    46. Filipe, ninguém discorda de que há animais que têm comportamentos homossexuais. O que convenientemente se esquecem de dizer é que esses comportamentos são a excepção, não correspondem a nenhuma maioria e, em muitos casos, resultam de submissão do outro macho. Mal comparando, o mesmo acontece nas prisões entre homens heterossexuais., que têm relações homossexuais.
      Por mais que eu concorde que os casais homossexuais devem ter os mesmos direitos que os demais, tenho a mais profunda convicção de que a procriação lhes deveria estar vedada.
      E também não tenho qualquer dúvida de que, ao contrário do que o politicamente correcto afirma, o comportamento homossexual é um desvio. O normal não é as pessoas serem gays, se assim fosse a existência da espécie estaria comprometida.

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    47. Anónima 16.08, o que eu disse é que não ouvi qualquer protesto. A gestação de substituição foi proposta pelo BE e eu não ouvi as do costume reclamar. Aliás as do costume até costumam ser do BE.
      E também nunca ouvi ninguém reclamar com anúncios de homens semi nus. Nunca ninguém diz que aquilo é a objectificacao do corpo do homem mas quando é uma mulher é um Nosso Senhor nos acuda. Aliás na Alemanha houve vários anúncios retirados por essa razão. E está a cair-se no ridículo de aconselhar as mulheres a taparem-se para evitar essa mesma objectificação.

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    48. Caro Filipe Gomes, boa tarde.
      Se invoca a "ciência" como argumento, tenho a dizer-lhe que a respeito dela quando refere comportamento animal, em mais de noventa por cento contradito-a em toda a linha.
      Ninguém pode provar uma coerência absoluta ou uma linha de comportamento animal que siga fielmente as regras estabelecidas, simplesmente porque não as há. Nem nós, seres inteligentes as seguimos. O que fazemos agora numa certa situação não é o mesmo que fazemos noutra e a nossa linha de pensamento está sempre a mudar, quanto mais seres que vivem por instinto.
      Posto isto, passo a expor a minha argumentação.
      Todos os animais, sobretudo os machos, se encavalitam uns sobre os outros, quando crias e até nas suas adolescências. Sabe o que significa?
      Quando crias treino educacional ditado pelo instinto, e quando adolescentes treino sexual para levar a melhor sobre a concorrência. Depois de adultos todos se esfarrapam e matam para ficarem com a fêmea, ou fêmeas.
      A ciência que me mostre, onde, quando, em que situação, em que momento se viu machos gladiarem-se até à morte para disputarem outros machos.
      A ciência que me mostre também, quando com toda a certeza que só a idiotice revela, afirma que o encalavitarem-se é sinónimo de homossexualidade, onde está documentado a introdução.
      Mas mesmo que, hipoteticamente aceitando que no encavalitar enquanto crias haja laivos de comportamento homossexual, é absolutamente normal porque em mais de 90% todos tivemos brincadeiras homossexuais quando crianças. Depois passa.
      No meu caso aconteceu aos onze anos. Brincadeiras sexuais com outros miúdos da minha idade. Cinco minutos, ou nem isso chegaram, e sabe para que me serviu? Descobri as delícias da masturbação e a partir daí comecei a reparar melhor nas meninas e a salivar por elas. E, paralelamente, passei a repudiar o contacto masculino.
      Ora como acredito que não sou caso único, reitero que a homossexualidade é uma aberração.
      Ou então a maneira de como a masculinidade actual, - felizmente não toda, - encontrou para disputarem com a feminilidade aquilo que só à feminilidade concerne, como por exemplo: depilação, maquilhagem, cremes, amaciadores, esfoliantes, vernizes, batons e tudo que por graça Divina, emoldura aos nossos olhos de homem a obra mais bela da natureza.

      Resto de uma excelente tarde.



      A tendência da humanidade
      Dos primórdios à actualidade
      Primou sempre pela destruição
      Da obra perfeita da Criação.

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    49. Picante, deixe-me então separar alguns assuntos que aqui estão muito misturados.

      Mencionei o comportamento homossexual animal porque o Corvo tinha dito que não tinha conhecimento de que a natureza tivesse criado "macho/macho" ou "fêmea/fêmea". Não misturei a reprodução com esse assunto.

      Já que fala em reprodução, posso também falar sobre isso. Ponhamos a gestação de substituição de parte por momentos para não confundir os assuntos. Falemos de adopção por casais constituídos por pessoas do mesmo género, ou de um homem/mulher que tem já um filho e inicia uma relação com outro homem/mulher. Não podemos pronunciar esta situação como inaceitável sem nos apoiarmos em alguma coisa. E aquilo que temos em que nos apoiar é um vasto conjunto de estudos e revisões sistemáticas que nos dizem que as crianças criadas por duas pessoas do mesmo género não apresentam mais problemas de desenvolvimento psicológico, cognitivo, emocional ou social que as crianças criadas por um casal heterossexual. É nesta evidência que temos que nos basear.

      Quanto à gestação de substituição, já concordei que esta apresenta subtilezas éticas que devem ser esmiuçadas. Mas uma coisa é certa: não podemos ter gestação de substituição acessível a uns e não a outros, com base na orientação sexual ou noutras formas de discriminação injusta. Ou é aceitável e há para todos ou não é e não há para ninguém. É uma discriminação que a mais recente lei vem corrigir. A aprovação da gestação de substituição em alguns casos já foi feita há anos.

      Finalmente, caro Corvo, se acha que pode reduzir a nada dezenas de estudos científicos com meia dúzia de palavras, então não tenho mais nada a discutir consigo. Assuntos destes devem ser discutidos com rigor.

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    50. Estudos científicos no que concerne a comportamento animal, valem o que valem, ou seja, nada.
      Cientificamente está provado que dois átomos de hidrogénio por um de oxigénio resulta água
      De resto nem eu esperava outra resposta sua.
      Para finalizar. Só faltava mesmo que um qualquer Filipe deste mundo me viesse ensinar o que é vida animal.

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    51. Filipe... não deixe aqui mais pérolas. Eles não as querem.

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    52. Filipe, eu que raramente concordo consigo venho dar-lhe os parabéns pelo ponto final que colocou na discussão com o Corvo. Efetivamente estes assuntos merecem ser discutidos com rigor. Sob a falsa capa de querer desestabilizar ou fazer o papel de advogado do diabo o Corvo acaba por deixar patente a falta de argumentos que todo o tempo lhe foi latente. Não consegue mais e por isso finge que é só um provocador e usa esse argumento como desculpa quando se sente encurralado. Muito revelador!

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    53. Filipe, eu sou capaz de me ter expressado mal. Eu sou contra a gestação de substituição, qualquer que seja a composição do casal. Totalmente contra.

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    54. Anónimo das 8:51
      Eh eh, encantadora amiguinha. :)

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    55. 08 e 51, muito bem.
      autora do blog: então agora publicou-me?
      critérios?

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    56. usando as suas palavras: tem noção que foi propositado, não tem?
      meaning: essa sua resposta está inteiramente de acordo com o expectável.

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    57. Ainda bem. Sempre disse que surpresas só planeadas.

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    58. Quando numa discussão os argumentos contrários te confundem e para eles não encontrares como os refutar, nunca desistas, amigo, porque tens sempre a tábua salvadora, que é desculpares a retirada invocando a falta de nível.
      Mais ou menos como as touradas quando as pessoas bem-formadas as criticam, as bestas apoiantes argumentam com as tradições pátrias.
      Recebem como resposta que tradições também era servir refeições de menu humano vivo aos leões no circo, e respondem exactamente o mesmo que o iluminado Filipe me respondeu.
      "se acha que pode reduzir a nada centenas de anos de tradições com meia dúzia de palavras, então não tenho mais nada a discutir consigo. Assuntos destes devem ser discutidos com rigor."

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    59. Caro Corvo, não gosto de ver as minhas posições e argumentos mal representados ou distorcidos, por isso vou responder-lhe.

      A ciência tem um método, tem um modo de funcionamento, que se distingue do senso comum e da mera emissão de opinião por ser sistemático e rigoroso. Quando se fala de comportamento homossexual no reino animal, temos forçosamente de nos reportar aos que os biólogos e zoólogos têm a dizer sobre isso.

      Não fiz nenhuma extrapolação que que se passa no reino animal para o que se passa no caso particular do ser humano. Limitei-me a contradizer, com referências, a sua afirmação de que na natureza não havia lugar ao que chamou de "macho/macho" ou "fêmea/fêmea". É claro que pode contradizer estudos científicos, é assim que a ciência avança. Mas tem de o fazer dentro das regras do jogo. Onde está o seu método, a sua evidência, as suas referências? O que tem a dizer sobre isto que contradiga "90% da ciência" sobre o assunto?

      Isto não é uma discussão sobre touradas. Isto foi um desvio que fiz do assunto principal para um assunto científico. A razão pela qual não tenho nada a discutir consigo sobre isto é simples: o Corvo não quer argumentar pelas regras do jogo. A sua opinião, baseada, imagino, na experiência de ver animais encavalitarem-se, não tem o valor que tem a ciência do comportamento animal feita sobre o assunto. Não vou confrontar ciência com opiniões pessoais e gerar uma controvérsia onde esta não existe.

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    60. Mas eu não distorci os seus argumentos e pelo contrário compreendi-os perfeitamente.
      O Filipa invoca a ciência para argumentar sobre o comportamento animal na natureza, e eu contradigo por inaceitáveis.
      A ciência que eu aceito sobre a vida em geral, é sim a biológica, a composição dessa estrutura com vida, mas não a comportamental. Nenhum comportamento animal obedece a um padrão específico nem se rege por paradigma.
      A ciência diz-me que o corpo humano possui sete octilhões de átomos, 7.000.000.000.000.000.000.000.000.000, e eu acredito porque se toda a matéria é composta por átomos, o planeta incluído, não vejo por que não deva acreditar, - embora não deixe de me espantar a paciência que alguém teve para os contar, mas, enfim.
      Mas se a ciência me diz que tendo eu esse número inenarrável de átomos e o Filipe tem igual número, ( mais átomo menos átomo), obrigatoriamente o nosso procedimento deva ser igual, Isso mais facilmente o inferno se transforma num ringue de patinagem sobre o gelo que eu acreditar.
      A única coisa que a ciência pode garantir com certeza absoluta sobre comportamento animal, é o instinto de sobrevivência, extensivo a todas as espécies, nós incluídos como o aviador que aterrou sobres as pessoas tendo o mar ao lado, mais do que veio comprovar.
      Mar ou pessoas? Vou pelas pessoas que sempre é mais macio e tenho melhores hipótese de sobreviver.
      Mas ainda lhe mostro mais sobre a ciência, ou a pretensa ciência sobre comportamento animal. Escolho o leão, pela sua grandeza e poderio, mas o mesmo se passa com outros.

      Segue imediatamente a seguir.

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    61. Iniciou-se um reinado que dura aproximadamente dez anos, tempo médio do bicho na sua plenitude soberana. Tem o seu harém e delas tem as suas crias, mas está sempre vigiado pela concorrência e depois desse tempo, vizinhança indesejável faz a sua apresentação. As levianas olham-no vivamente interessadas naquela irresistível juba sedosa e o paxá começa a ficar seriamente enervado.
      Primeiro como quem não quer a coisa e passou ali por acaso, depois mais afoito assim a modos de quem apalpa avaliando para ver no que é que isto dá, e subitamente o confronto. Violento, selvagem e sangrento porque a intenção é matar e não ameaçar
      Nesse confronto acontecem várias coisa, ou só uma, mas nunca nenhuma.
      Ou o abusador julgava-se mais forte do que realmente era e levou uma carga de porrada e fugiu para não mais voltar, ou pagou com a vida a veleidade. - O que não resolve nada porque por esse que lerpou dez outros virão, -  ou realmente o dono do harém já entrara em decrepitude e com a fuga ou a vida, perdeu os doces deleites para o vencedor. De qualquer maneira para os dois, os treinos de se encavalitarem nas suas juventude, aí foram postos em prática.
      Isto é o que se passa na realidade, mas não para a ciência.
      Para a ciência o leão usurpador nunca pensou em dar as suas quecas, nunca os sentidos sexuais prevaleceram ao ponto de por eles colocar a sua vida em jogo, nunca os deleitosos orgasmos foram equacionados, - tudo isto, obviamente, não pensado assim racionalmente mas sim dentro do contexto que o instinto animal torna clarividente. - Enfim, nunca o sexo esteve em causa.
      Para a ciência o que verdadeiramente motivou o conquistador foi disseminar os seus genes e assegurar a sua descendência. Ora aí está. Tão simples quanto isso. ..Assegurar a descendência
      Algum animal quando procura a fêmea, quando morre ou mata por ela, quando os sentidos sexuais o enlouquecem e nada mais vê do que a periquita, apetitosa de morrer, está a pensar saltar-lhe para cima e nunca mais de cima dela sair, ou está a pensar na descendência?
      Não pensa uma coisa nem outra porque simplesmente não tem capacidade racional para isso.
      Mas mesmo hipoteticamente supondo que fosse possível uma abertura de racionabilidade inteligente para uma compreensão do paralelismo entre sexo e descendência, ia, então não ia, esfarrapar-se por uma prole que dentro de uns meses nem sabe quem é o pai.
      Nem nós, seres inteligentes quando nos apaixonamos verdadeiramente por alguém, quando ela vê ali o homem da sua vida e ele a mulher da sua, estão a salivar ao doce desfrute futuro ou estão a pensar na descendência?
      Tudo isto para lhe dizer que não! Decididamente! Ciência sobre comportamento animal, que seja para quem quiser mas para mim não!
      Se para si isto não são as regras do jogo, paciência, são as minhas e as que tenho por verdadeiras.
      De certeza, a mesma certeza que me manda a ciência dar uma volta, não as vou modificar só para lhe ser agradável.

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    62. O "Filipa" em cima foi gralha, pela qual peço desculpa.

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    63. Caro Corvo, acho que o problema reside na sua confusão entre comportamento e intencionalidade. Falei em comportamento homossexual animal, não em homossexualidade animal, e isso faz toda a diferença.

      A ciência pode descrever comportamentos e pode tentar explicar a razão de ser da existência desses comportamentos e sua transmissão à descendência, à luz da teoria da evolução, entre outras coisas. É nisto que consiste a biologia do comportamento animal; não se trata aqui de psicologia animal, que seria algo totalmente diferente que não chamei para a discussão.

      Deste ponto de vista, se tem literatura científica que lhe diz que existem casos documentados de relacões sexuais entre dois pinguins machos (um exemplo que me veio agora à cabeça, não sei se existem ou não), então tem de aceitar que esse comportamento ocorre na natureza. Ninguém está aqui a falar em atracção sexual homossexual nos pinguins ou daquilo em que o pinguim está a pensar ou sentir quando vê o outro pinguim do mesmo sexo; apenas de acções, comportamentos, fenómenos observáveis e documentáveis.

      Ora, seria um feito de monta o Corvo negar a evidência presente nos estudos que documentam tais comportamentos.

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    64. Se me mostrarem, devidamente documentado a introdução de um macho pinguim noutro macho pinguim, então aceito.
      Parece, acho que sim mas não me vou documentar, que pinguins acasalam para a vida. Pois que me mostrem um acasalamento desse entre dois machos.
      De outro modo tudo não passa de instinto sexual entre animais que, não tendo ainda atingido a maturidade, brincam assim.
      Ciência, a omnisciente ciência e ainda hoje não sabe o que se passa no fundo dos oceanos.

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  2. Respostas
    1. Há quem não possa ter filhos e há que aceitar essa situação??? Meu deus, mas a senhora é da era vitoriana? Ou da era em que os dinossauros andavam por cá? Uma pista...in vítreo, inseminação artificial...;-) afinal foram duas ahahah e normalizadas são as maçãs do Continente. B-)

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    2. Acho tremendamente elucidativo que se tenha limitado a transpor parte do que eu disse, retirando a coisa de contexto. A isso chama-se desonestidade intelectual e sinceramente não tenho tempo nem paciência para debater o que quer que seja com quem não está interessado em debater nada.

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    3. A Picante é da época real, em que para fazer in vitreo ou inseminação artificial é preciso um homem e uma mulher, simples, e deve existir para ajudar casais com problemas de saúde que precisam de ajuda médica para engravidar, não é para servir de chocadeira a crianças que nunca vão saber quem é o pai ou a mãe.

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  3. Oh, e eu a pensar que tinha visto no Facebook o vergonhoso aproveitamento político que o Passos Coelho tinha feito dos incêndios, inventando até suicídios que nunca aconteceram. Passou-lhe ao lado ou foi a sua parcial escolha dos conteúdos facebookianos a visualizar que a traiu?
    As férias começam e terminam, mas há coisas que nunca mudam. Refiro-me à minha tendência para a ingenuidade, é claro.

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    1. Sabe o quê que eu acho vergonhoso? É a desonestidade intelectual em dizer que o homem inventou suicídios quando ele veio prontamente pedir desculpas e dizer que tinha sido mal informado. No máximo foi ingénuo em ter veiculado uma informação que lhe tinha sido transmitida sem a ter mandado verificar.

      E se quer falar em aproveitamento político vamos lá então falar dos desaparecidos. Onde estão eles? Eram mais de 150 e nunca mais ninguém ouviu falar deles. Apareceram todos? Sabe? é que eu cá não sei e gostaria de saber.

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    2. Ele não inventou suicídios nenhuns! Houve, de facto, suicídios. Ele próprio suicidou-se, do ponto de vista político, com essa história. Enquanto o Passos Coelho estiver como esta, nunca mais o PSD será governo.

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    3. Até aí estaria capaz de concordar consigo. Não pelas razões que afirma mas a conclusão será a mesma.

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    4. Este Lápis Roído é mais um desses espécimes contratados pelo PS para andar por aí em blogues e caixas de comentários do FB a vigiar quem escreve e a plantar veneno, não é? Credo, que saco sem alça!

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    5. Concordo inteiramente com o Anónimo8 de agosto de 2017 às 17:08. É claro que no blogue da Picante manda a Picante, mas olhe que devia mesmo considerar a hipótese de não dar voz a estes vendidos do Largo do Rato. Mesmo que não sejam mal-educados e ofensivos(e este Lápis não é), o princípio que os traz aqui repugna-me, sempre às ordens e ao mando do "chefe".

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  4. só lamentável, essa parte final sobre a tragédia de Pedrógão.

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    1. Lamentável é esta sociedade do politicamente correcto em prol dos direitos das alegadas minorias. Isso é que é lamentável.
      A última celeuma tem a ver com o grande plano de uma mama na transmissão de um jogo de futebol. Já estão as feministas todas aos gritos. Caramba, não tenho pachorra. Histéricas, pah.

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    2. continue... vá lá... agora que me sentei aqui depois de dar seguimento ao seu rastilho... siga!

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    3. Ahahahahahah
      (Tem a noção de que é propositado, não tem? Era eu que estava para aqui a pensar se em Agosto a coisa também funcionaria)

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    4. E também censuro este. Diz a boa educação que deve tirar os sapatos antes de entrar em casa alheia, se é que me percebe. Assim sendo vá lá insultar a maezinha que eu não estou para a aturar.

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  5. Muito acontece, muitos falam, pouco muda.

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  6. God, a Picante defende a Criação. E diga lá,o que querem dizer aquelas letrinhas pequeninas?
    Nada. Não é?!

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    1. Querem dizer exactamente o que lá está escrito.

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  7. Os violadores eram daquela religião da paz e do amor? Qual? O cristianismo? Quem costuma violar crianças e adolescentes são os padres católicos certo?

    A.

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    1. É isso é. Os padres são conhecidos exactamente por isso. Aliás é uma coisa que fazemos entre o Pai Nosso e a comunhão, enquanto o senhor Padre não vai biscar as hóstias divertimo-nos a violar três ou quatro criancinhas.

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    2. Não diga que é daquelas devotas que se recusam a acreditar na várias notícias que tem saído sobre o assunto?
      Ou não gostou da generalização?
      Mas é isso que a Picante faz sempre que fala dessa outra religião, generaliza e transforma-os a todos em monstros. Só é válido quando é para a religião dos outros?

      (eu não sou muçulmana, nem católica, nem coisa nenhuma no que diz respeito a crendices)

      A.

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    3. Eu leio imenso sobre o assunto. Leio sobre o pandemónio em que se está a transformar a Suécia, 1 em cada 5 mulheres serão violadas, adivinhe lá quem é responsável por cerca de 90% das violações? Leio sobre bairros em Inglaterra ou na Bélgica onde a polícia já não entra. Leio sobre a aculturação que o ocidente está a fazer a si próprio em nome da democracia ou do respeito pela religião que só se aplica à religião do islao. Leio sobre o retrocesso a que franca ou suica já estão a fazer, proibindo burkas e abayas. Leio sobre festivais cancelados na Suécia por terem havido dezenas de queixas sobre assédio. Eu leio sobre imensa coisa...
      Acontece que a maioria dos muçulmanos não são moderados, os muçulmanos moderados são tidos como infieis ou maus muçulmanos, se preferir, pelos que seguem o Corão. Ao contrário da Bíblia, o Corão não está sujeito a interpretações e não se foi adaptando aos tempos modernos.
      Deixe-me chegar ao computador que já lhe ponho aqui vários links sobre estudos.

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    4. Cá em Portugal também existem bairros onde a policia não entra, e não é por viverem lá muçulmanos. Não se leu em lado nenhum que o assédio e violações no tal festival cancelado tenham partido de muçulmanos (os muçulmanos não vão a festivais...) e em resposta propos-se um festival sem homens, e não sem muçulmanos. E eu não acredito que é com intolerância que se combate intolerância.

      A.

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    5. Está enganada. O assédio partiu de emigrantes de origem africana. Assim como o que aconteceu em colônia na passagem de ano tinha por agressores gente oriunda de países islâmicos. Li isso em várias fontes.

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    6. E não é com intolerância que se combate à intolerância. Mas também não é com agachamentos. O ocidente tem de fazer respeitar as suas leis, ainda que as mesmas colidam com costumes externos. Daqui eu não arredo pé um mm

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  8. Pipocante Irrelevante Delirante8 de agosto de 2017 às 12:02

    E o André ventura, carago?

    Bem sei que Loures não é Lapa, mas merece menção

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    1. Ora... esse não conta, disse aquilo que muita gente pensa, foi até muito defendido nas redes sociais.

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  9. Só para dizer que estou farta de ver as figuras públicas a fazerem publicidade nas suas redes sociais às mesmas coisas e no mesmo dia. Já não há pachorra! É uma tendência tão forçada e invasiva que já ninguém a suporta.

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  10. Já eu optei por não abrir o FB nos últimos dias, ou passar muito tempo em frente ao televisor, fiquei-me pela leitura de meia dúzia de blogs e jornais. Fiquei sem saber o que disse o pai da menina que morreu nem os nomes que lhe chamaram (soube apenas, pelos blogs, que foram feitos julgamentos injustos). Soube também que as feministas se indignaram com um plano apertado da maminha de uma adepta do Benfica (ao menos era perfeitinha? Palpita-me que é mais uma gritaria estéril, daqui a dois dias vamos continuar a ver imagens de maminhas em todo o lado e ninguém se lembra, se sobreviver uma imagem bonita já não se perde tudo).

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    1. A maminha era muito bonita e os comentários do FB são uma ode à estupidez. E acho que é isto.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante11 de agosto de 2017 às 16:38

      Quando "ouvi" isso pela 1ª vez pensei tratar-se de uma Nereida.
      Tanto escândalo...

      Único motivo de insulto é mesmo estar tapado por aquele trapo.

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  11. Pipocante Irrelevante Delirante10 de agosto de 2017 às 11:16

    Ando tao a leste que só tarde me apercebi do mamagate (ou será seiogate?).
    As redes sociais/blogs em Portugal são mesmo um vazio... ainda mais fiquei disso consciente quando passei a privar com gente que bebe disso como quem come quinoa (literalmente). Vazio, para gente vazia.

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    1. Os comentários são de bradar aos céus, deve haver quem viva apenas para comentar no FB. O nível de insultos, senhores, a falta de noção... é tudo tão mau que até impressiona.

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