segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eu vinha aqui...

Dizer umas coisas inteligentes sobre isto de se optar por plantar eucaliptos e pinheiros ao invés de carvalhos ou sobreiros, sobre entidades estatais que não limpam matas e privados que fazem exactamente o mesmo nas suas propriedades, já para não falar daquilo dos 50m(?) de distância entre casas e matas, ainda diria duas ou três coisas sobre dinheiros que o Costa recusou da UE que nos permitiriam ter uma frota aérea de combate a fogos, sobre o recuar naquilo da Força Aérea ou os cortes na Administração Interna e de como os Soldados da Paz são enviados para o terreno com parcas condições. Iria rematar dizendo que é uma verdadeira ironia a CML taxar o que taxa para protecção civil e esta não se traduzir em equipamento e como é tão melhor para o bolso dos contribuintes ter de se recorrer a empresas privadas quando é necessário suporte aéreo (que alguém enche os bolsos não tenho qualquer dúvida).
Mas depois vi uma reportagem da Judite de Sousa, empoleirada em cima de um camião queimado, um corpo humano em plano de fundo, fiquei verdadeiramente agoniada e a pensar que ele há gente que nem com o passado aprende, de maneiras que ficamos assim.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Post prometido e muito atrasado

"Picante, não se trata de não ter ficado traumatizada, ainda bem que a Picante é uma pessoa capaz (sem qualquer ligação às capazes) tem uma mente forte, é determinada, nem todos são assim, por variados factores. Se feminista não é menosprezar os homens, não é querer ser superior, e aceitar que há desigualdades porque as há, é querer colmatar esta falha, é querer poder sair sem medos, da mesma forma que os homens saem, não querer ser assediada verbalmente, sexualmente. Não é passar por esta situação e fazer-me de coitadinha, não é passar por situações de rebaixamento e olhar para o lado, e achar que vai ter de passar, que tem que se ser forte. Claro que tenho de ser forte, tenho de ser forte para dizer, não, chega! Não tenho que ser forte para não ficar traumatizada. não tenho de ser condescendente. É isso que vai dizer para a Mini Picante? Para ela olhar para o lado quando for vítima de algum "piropo"? Quando um rapaz for mais agressivo com ela? É isso que vai dizer para o Mini Picante? Que não faz mal ser uma besta com as mulheres porque elas têm é de ser fortes, e não ficarem traumatizadas?"

Ora vamos lá por partes, se é verdade que (erradamente) associo o termo " feminismo" às Capazes desta vida, aos excessos cometidos e a uma vitimização que me irrita, puro preconceito meu, assumo, também é verdade de que tenho a perfeita noção que ainda é mais fácil ser homem, mesmo no mundo ocidental, em que as mulheres trabalham, são financeiramente independentes e pensam pela sua própria cabeça. 
É a mais pura das verdades que há muitas mulheres que, depois de um dia inteiro de trabalho, ainda têm de ir fazer jantar, assim como tratar dos filhos e da casa enquanto os seus machos beta vêem futebol no sofá. É verdade que mesmo no mundo ocidental há mulheres que recebem menos, apenas por serem mulheres, que há mulheres que apanham umas sovas dos maridos, apenas por serem mulheres.
E sim, obviamente que concordo que isto tem de mudar, que há ainda um longo caminho a percorrer, que toda a gente, independentemente do género, credo ou orientação sexual, deverá ter os mesmos direitos e ser tratada com o mesmo respeito.
Aquilo que me separa das mais acérrimas feministas é talvez a forma. Não acho que se chegue lá criminalizando o piropo, acho que só se chegará lá pela educação das novas gerações. E é isso que eu ensino a mini Picantes, a ela que tem o direito de ser tratada com tanto respeito como qualquer outra pessoa, que deve reagir se/quando assim não for. A ele que tem de respeitar, que deverá intervir caso veja uma mulher a ser desrespeitada, da mesma maneira que intervém quando vê um idoso a necessitar de ajuda (na verdade fui mais longe que isso, na sequência de um grupo de colegas lá da escola andar atrás de uma das miúdas a apalpá-la disse-lhe que se alguma vez sonhasse que ele andava a meter as mãos em cima de alguém contra a vontade desse mesmo alguém lhe enfiaria um par de bofetadas antes mesmo de ele saber de onde tinham vindo).
Mas, ao mesmo tempo que lhes digo estas coisas, também sou sensata, conheço o mundo em que vivemos, sei bem que haverá sempre quem prevarique, quem seja mal educado, quem abuse do poder ou força física que tem. Sempre foi assim ao longo dos séculos e, não sejamos ingénuos, sempre será, a verdade é que há pessoas mal formadas, pessoas prepotentes, pessoas perigosas. E vai daí que também ensino mini Picantes a defendem-se de gente mais forte e má. Digo à minha filha que quando um homem se meter com ela, não sejamos ingénuos porque vai acontecer, que não tenha vergonha nem medo, que grite bem alto pedófilo, que as pessoas a ajudarão e quem será humilhado será ele. Digo-lhe que não ande sozinha porque pode ser assaltada ou pior. Não a deixo andar em sítios duvidosos sem um adulto. Explico-lhe que se usa bikini na praia, terá de vestir mais qualquer coisa para ir ao supermercado, que não pode andar de cuecas ou de pijama no meio da rua sob pena de ser alvo de comentários, enfim ensino-lhe que há certos tipos de roupa desapropriados a determinados contextos embora sejam bem aceites noutras ocasiões. Explico-lhe que se usar roupa curta em demasia as pessoas vão olhar, algumas vão ser ordinárias mesmo não tendo esse direito e sendo isso errado. Caramba o mais provável é que isso venha a acontecer ainda que ela use jeans e camisola, mas a probabilidade de que aconteça mais quando usar roupa mais reveladora é grande. Ela terá de saber lidar com isso.
Ensino-lhes que o corpo é deles, que só o deverão dar caso o queiram fazer, que nunca se deverão sentir forçados a fazer nada e que o sexo com amor tem muito mais significado. Ensino-os a respeitarem os outros do mesmo modo que também os ensino a não admitir faltas de respeito.

Anónima, faço os possíveis para que os meus filhos venham um dia a contribuir para um mundo melhor, mais seguro e mais justo. Mas não tenho a menor dúvida de que nem toda a gente é decente, de que continuará a haver perigos, de que as mulheres, sendo fisicamente mais fracas, correrão maiores riscos (tal como as crianças ou os idosos), de que nem tudo é machismo, muitas vezes é só mesmo o mais forte a exercer poder sobre o mais fraco.

(e continuo na minha, quem não quer que se lhe olhe para as mamas talvez tenha mais sucesso se as tapar do que se usar um decote até ao umbigo, mas isso sou eu, retrógrada e antiquada...)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Selinho Blog em Bom (caramba que ninguém segue as regras)



E agora parece que tenho de escolher cinco blogs para perpetuar este tremendamente magnifico momento de fraternidade entre os habitantes da blogosfera, vai daí que decidi escolher blogs que admiro muitíssimo, na verdade admiro-os tanto que estive para aqui indecisa se não lhes haveria de atribuir o selo de "Blog em Bom" mas eu tinha de escolher um e o Xilre é o Xilre, não sei se me percebem, poderia ficar indecisa entre ele e o Outro Ente, lá isso poderia, mas a Nê facilitou-me a vida e escolheu o Outro Ente (volte, sim? faz cá falta!).

Mas dizia eu que tenho de nomear cinco blogs, de maneira a estreitar relações, fomentando a harmonia blogosférica, pelo que visitarei as suas caixas de comentários informando-os de que estão convocados para este maravilhoso momento de convívio e deixarei este fofinho comentário que, tenho a certeza, será publicado: 
"foste envolvido no movimento "selinho Blog em bom", tens agora vinte e quatro horas para escolher um blog que gostasses de ser, explicando-nos porque é que aquele blog é mesmo um blog em bom e para desafiares mais cinco bloggers para este interessante desafio que pretende promover o convívio entre todos os bloggers, ou então um panda bebé morrerá e todos sabemos que os pandas são animais fofinhos que não merecem falecer só porque alguém não responde a um desafio"
São eles*:

*eu também queria nomear a maçã de eva mas parece que o cantinho dela não aceita comentários de maneira que ficamos assim