sexta-feira, 26 de maio de 2017

Há quanto tempo não fazia um post sobre feminismo?

Triste é a sociedade quando nos revoltamos com os marotos dos homens, os safados que nos lançam piropos e nos olham despudoradamente para as pernas quando usamos saias demasiadamente curtas, os mal educados que nos lançam olhares lascivos aos generosos decotes mais apropriados para uma saída nocturna que para um dia de trabalho, mas dizia eu que triste é a sociedade que se revolta com estas menoridades e não tece um único comentário a festas de caloiros ou queima das fitas ou lá o que é onde há barracas que oferecem shots às raparigas que acedem em mostrar as mamas ou trocar, eu ia dizer beijos na boca mas a palavra certa é linguados, com outras raparigas para gáudio de várias dezenas de anormais do género masculino. E darem-se ao respeito? Não? Ah!... Já me esquecia, as mulheres são livres, têm direito a usar as mamas de fora, a venderem beijos lascivos, reu beu beu, pardais ao ninho. 
Filha minha e levava era umas bofetadas, daquelas bem aviadas, passava-lhe imediatamente a vontade de vender mamas e beijos a troco de comas alcoólicos à borla.

46 comentários:

  1. Picante, já todos tivemos aquela idade, já todos fizemos mais ou menos algum disparate. Eu sempre fui certinha, mas devo ter apanhado uma ou duas bebedeiras na vida, antes de compreender que isso me expunha a um perigo que não queria viver. Tive sorte porque nessas duas bebedeiras estava rodeada por amigos verdadeiros, pessoas que me protegeram. Na altura não havia cá telemóveis e redes sociais, mas creio que se houvesse facilmente eu poderia passar por uma qualquer maluca que nunca fui. Caramba, nunca dei sequer um beijo a um estranho. Isto não para justificar comportamentos, mas por compreender que há excessos que se cometem que mais tarde compreendemos como erros. E nada, mas nada de nada, dá o direito de se aproveitarem de alguém que possa estar fora de si.

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    1. Já todos tivemos 20 anos, é um facto. E apostaria que já todos fizemos tolices de que nos arrependemos. Mas muitos de nós mantivemos alguns valores e princípios, isto é a total falta de amor próprio.
      E claro que NADA dá o direito de alguém abusar de outrem por mais alcoolizado que se encontre, estamos totalmente de acordo.
      (mas olhe que foi à custa de mostrar o peito e de trocar beijos que as meninas ficaram bêbadas, não começaram por embebedar-se)

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  2. Ó Picante não somos todos iguais? Eles certamente também mostraram as suas coisas...;-) o femininismo ainda tem muito que andar.

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  3. Só acrescentava que filha minha e filho meu, porque ambos os comportamentos são reprováveis. Já tive essa idade (nunca fiquei em coma alcoólico), e nunca fiz nada em que depois culpasse o facto de estar embriagada.

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    1. Eles fizeram um papel misto entre clientes e proxenetas.Nao é bonito, não.

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  4. A Picante não percebe mesmo nadinha de feminismo, coitada.

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  5. Fico ainda mais chocada com os comentários que dizem que "já todos fomos assim". Eu já tive 20 anos (e 18 e 16...), tenho agora 26 e NUNCA fiz nada desse género. Sempre fui absolutamente contra as praxes e esses rituais académicos. Nunca apanhei uma bebedeira, nunca me envolvi com alguém só pela diversão. Nunca fumei, nunca me droguei. E sim, sei que há 8 e 80, sei que toda a gente gosta de se divertir e até percebo que algumas pessoas só o consigam fazer estando bêbedas ou drogadas. Agora dizerem-me que mostrar as mamas para receber um shot é normal e "já todos fomos assim"... epa não. Desculpem lá, mas nem todos.

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    1. A maior parte de nós não fomos assim. Vender o corpo tem um nome, não me lixem.

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    2. Exacto, não somos nem nunca fomos assim,...

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  6. Diz-me uma coisa: em que ponto é que o facto de eu mostrar as MINHAS mamas ou dar linguados a um gajo/a em troca de álcool prejudica alguém? Posso prejudicar-me a mim própria? Sim, posso...se mais tarde me arrepender, será um problema meu, algo com que terei de saber lidar. "Darem-se ao respeito" é uma expressão gira. O que é dar-se ao respeito? Não usar decotes no trabalho? Não apanhar bebedeiras? Não fazer sexo com um estranho numa noite (ou mais) de loucura? Dar-se ao respeito é respeitar o outro, é não lançar piropos porcos, é não abusar nem assediar sexualmente outra pessoa, é respeitar o corpo e as escolhas dos outros mesmo que essas escolhas não sejam compatíveis com as nossas. Isso é dar-se ao respeito.

    Ana Luísa Regal

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    1. A sério? E "mostrar as mamas e dar linguados a um gajo" não é assediar alguém sexualmente? E só por acaso mostrar as mams também é crime...de atentado ao pudor.

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    2. Não, não é assediar. Desde que eu queira mostrar/beijar e a outra pessoa queira o mesmo, não é assédio. E se é atentado ao pudor, muito bem..que venha um agente da autoridade e que aja de acordo com a lei.

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    3. E portanto eu tenho de levar com as suas mamas só porque a anónima deseja andar com elas de fora, não é?
      E tenho de chegar ao trabalho e levar com saias pelo rabo ou decotes que mostram mais do que tapam, apesar do código de vestuário ser fato. É isso, não é?
      É só posso pensar "olha-me esta, deve ser muito recatada, não quer dar nada nas vistas, anda vestida de nuazinha porque está muito calor". É, não é? Se pensar que não sabe estar (para ser simpática) o problema de certeza que é meu, eu é que sou intolerante. Ora tenha paciência.

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    4. Se num local de trabalho, o código de vestuário não permite o uso de saias nem decotes, sou a primeira a concordar que uma mulher(ou homem) que não respeite as regras deva ser chamada à atenção. Se uma mulher "deseja andar com elas de fora" - tal como disseste- também concordo que não sou obrigada a levar com elas =) e por isso é que, tal como referiram, existe uma lei relativa ao atentado de pudor. Agora, focando no assunto principal, em contexto de queima das fitas ou em qualquer outra festa destinada a estudantes, é perfeitamente expectável haver excessos e uma mulher que mostre as mamas em troca de shots é um deles. Se se está a faltar ao respeito? É a tua opinião. Ela lá sabe o que faz com o seu corpo.

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    5. A Picante e a ideia de que uma saia curta é um pedido de atenção. Eu gosto de moda, pronto. Acontece inúmeras vezes no verão ir trabalhar um dia de vestido comprido e no dia seguinte de mini-saia. No primeiro dia estou púdica e quero esconder as pernas, no dia seguinte estou a exibir-me, é isso?

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    6. A Picante tem mais de 50 e anda aqui a fazer-se de nova. Que ideias tão antiquadas. A menina não reparou que o mundo sossegadinho do seu tempo já não existe??

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    7. Anónima das 18.21, mesmo que não haja dress code as pessoas deveriam de ter o bom senso de se apresentar relativamente tapadas no local de trabalho. Estão a trabalhar, não estão na esplanada. Convém que não se lhes veja as cuecas quando se sentam.

      Anónima a das 20.20h se for trabalhar com uma saia pelo rabo, a menos que tenha uma profissão tipo martini girl, sim, está.

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    8. Bem... Não concordo que se "prostitua" o corpo em troca de algo, mas defenderei o direito que o façam. Posto isto, minhas amigas vamos lá ver uma coisa, as meninas e meninos (sim, porque não é só o comportamento das meninas que se deve penalizar) não fizeram isto como forma de reivindicação de nada, fizeram porque é giro, porque é cool, porque é wannabe, o que quer que seja que vai naquelas cabeças. Não está relacionado com ideias antiquadas ou não, se acham que as criancinhas pensaram mais que dois segundos sobre a situação desenganem-se. E quem disse que é expectável existirem excessos nestas situações, espero que também seja tão condescendente quando um jovenzinho de hoje, no futuro assediar sexualmente a funcionária, porque lá está, é expectável haver excessos quando se quer uma promoção.

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    9. Ana Luisa Regal, não é um problema teu o facto de mostrares as tuas mamas...se queres fazer isso fazer dentro de tua casa, em locais públicos sejam eles quais forem não é proibido é atentado ao pudor para não lhe chamar outro coisa que é vender o corpo em troca de bebidas e só a resposta de "se é crime então venha um agente da autoridade e aja de acordo com a lei" mostra o tipo de mentalidade! Mas sabes se é assim tão normal quando fores para uma festa dessa convida o teu pai e a tua mãe para assistirem...afinal é normal esse tipo de coisas e de certeza que eels vão gostar da tua performance.

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    10. Anónimo das 10:33h AHAHAHAHHAHAAHAHHAHAHA

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  7. "Filha minha e levava era umas bofetadas, daquelas bem aviadas". Adoro frases começadas por "Filha minha..." e adoro pessoas que começam frases por "Filha minha...".
    (Concordo com o post, atenção.)

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  8. Todos temos um preço, Picante. Todos! Para muitos é um milhão de euros, para outros um bilião, para outros um valor que não conseguem quantificar porque nunca foram postos perante uma situação que os leve a vender a dignidade/valores em que acreditam.

    As pequenas (na verdadeira acepção da palavra) vendem-se por um shot de tequilla ou uma imperial.

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    1. Há aqui alguns comentários que me assustam. Há aqui mulheres que acham normal raparigas novas venderem o corpo em troca de cerveja ou vodka. Sério que fico assustada quando penso no que dirão elas às filhas.

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    2. As mulheres que acham normal raparigas novas venderem o corpo em troca de cerveja são as mesmas que acharam normal os finalistas partirem o hotel em Espanha. São as mesmas que acham normal os filhos estarem na borga podres de bebedos até altas horas da madrugada com 13 anos e por aí fora....

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    3. Mirone, está enganada, não “temos todos um preço”. Acredite que ainda há quem recuse vender a alma, posto perante a situação. Independentemente da quantia.

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    4. Anónimo das 21.08, todos, mas todos temos um preço, depende é da situação.

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    5. Anónimo (29 de maio às 21:08), temos sim. Pode ser um valor que ninguém esteja disposto a pagar, mas temos um preço. Numa situação limite, de vida ou morte, acredito piamente que todos temos um preço. E até lhe digo mais, se o que estiver em perigo for a vida daqueles que mais amamos, garanto-lhe que o preço vem por aí abaixo.
      Se hoje, 30 de maio de 2017, me perguntassem se estava disposta a vender o meu corpo a um estranho por um qualquer preço que eu definisse, dir-lhe-ia que muitos biliões de euros não seriam suficientes, não o faria, ponto final. Se me dissessem que tinham uma arma apontada à cabeça da minha filha e que a sua vida dependia de que o fizesse, não só não cobrava nada como até estaria disposta a pagar. A vida da minha filha é a minha situação limite, aquele que me levará a fazer coisas que de outra forma nunca faria, aquela que me faria abandonar os valores que, inclusive, lhe tento transmitir, aquela com que, se tudo correr bem, nunca serei confrontada. A minha dignidade tem um preço, hoje tenho uma vida confortável, os que amo estão seguros e têm saúde, digo-lhe que não sei quantificar o seu preço, mas há-de ser elevadíssimo, envolve números que nem sei contar. Amanhã, e numa situação limite, não sei.

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    6. A palavra “todos” devia ser usada com prudência.

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  9. Não vê quem condene isso? Então se calhar não anda realmente nas páginas feministas, só no "feminismo wannabe".

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    1. Vi muita desculpabiluzacao sobre o tema.
      (O resto já sou eu a provocar...)

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  10. Mas que preconceito àcerca das mamas!!! Gente vocês é que fazem o sururu, é uma parte do corpo como outra qualquer. Deus meu, o nosso corpo não é nenhum antro de pecado! Isso é coisa na cabeça de gente doente.

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    1. Não é não anónimo, por isso mesmo não é permitido andar com elas à mostra...atentado ao pudor...orgão sexual...

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    2. Mamas, orgão sexual???????????????? E ninguém anda de mamas totalmente de fora,ora. Chamem a brigada dos costumes,ou será a policia da moda?? Agora fiquei confusa...

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    3. Pde ser mesmo a PSP...experimente andar na rua com as mamas à mostra e vê se é detida ou não pelas autoridades!!! E estamos a falar de mamas à mostra sim e pior ou não leu o post?

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  11. As pessoas não querem compreender que isso foi miasma que Deus nos colocou no código genético. Ficamos enlevados com um bom par de mamas e um c.. jeitoso e não controlamos o piropo na língua, que dispara mais depressa que o pensamento.
    Cá essa falácia que é o olhar que enfeitiça. Mas é a m.... É uma questão de sobrevivência da espécie, dessa coisa em breve decrépita que é a selecção natural. Ou foi Deus? "Sei lá!" diria a Rebelo Pinto.

    F.../.. para nós, homens brancos ciclo-turistas...

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    1. Não serem atraídos pelo aroma já é uma sorte...

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  12. Sinceramente, acho que as miúdas nem param para pensar, nem atingem esse conceito de que estão a vender as mamas e que isso tem um nome. Tenho para mim que os miúdos pensam muito pouco, ao contrário dos males que consomem. Depois, vamos lá ver, as mães destas miúdas estarão, certamente, naquela faixa etária de mulheres que mostram as mamas em qualquer lugar e a troco de nada. Fazer o quê? E os meninos cresceram a achar que isso é normal, ainda que na hora de escolher a namorada, que seja a recatada. Tenho um filho a meio de uma licenciatura e não faço ideia, nem quero fazer, da quantidade de mamas que já viu e em que circunstâncias mas tenho dúvidas que metesse a boca numa miúda a troco do que quer que fosse. O trabalho de casa fui eu que o fiz, ainda assim, não ponho as mãos no fogo e refreio essa coisa do filho meu e era um par de chapadas. Não era porque os miúdos, a partir de certa altura, deixam (quase) de ser controláveis.

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    1. Só discordo da última parte. Os meus filhos, enquanto dormirem sob o meu texto e se alimentarem e vestirem à minha custa, seguem as minhas regras.
      Até as podem infringir mas aí terão de ser inteligentes o suficiente para que eu não perceba.

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    2. Querida picante, e serão inteligentes o suficiente para isso...essa ideia de que certos pais têm de que sabem tudo o que os filhos fazem é tão ilusória. E eu falo no papel de filha

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    3. Por enquanto ainda não são. Mais tarde ou mais cedo vou descobrindo os disparates que fazem.
      E quando forem mais velhinhos espero que lhes tenha incutido o amor próprio e dignidade suficientes para evitar este tipo de comportamentos.
      Mas farão os seus disparates, claro que sim.

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    4. Anónima, depende dos pais e depende dos filhos. Seria difícil a minha mãe não perceber que a estou a enganar - de qualquer das formas nunca tive comportamentos excessivos. Por outro lado, se a minha mãe fosse a minha avó, a conversa seria outra.

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    5. Eu em adolescente: aluna de 5's (e alguns 4's), com varias actividades extra curriculares desportivas e de voluntariado, muitos amigos, a fazer imensos programas com a familia (e a gostar de fazer esses programas)... misturado com saidas a noite com demasiado alcool, beijos a desconhecidos e alguns cigarros para parecer mais velha quando queria entrar numa discoteca (nunca toquei em drogas ilegais). Fiz muito disparate que gostava muito que os meus filhos nao fizessem, ate porque alguns poderiam ter consequencias chatas, mas no geral, acho que fez parte da idade.

      As minhas amigas com maes super-controladoras que achavam que sabiam de tudo o que as filhas faziam, viveram os mesmos disparates com a diferenca que continuaram a faze-los para alem da idade em que os disparates sao aceitaveis...

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    6. Sou a anónima que tem seu filhinho a meio de uma licenciatura. Tenho a certeza a absoluta que não faço ideia do que ele faz para além de não me deixar cadeiras por fazer. Vá, e deixa-me números de telefone de colegas com quem sai à noite e bate-me à porta do quarto quando chega porque, tadinha de mim, acho que com isso consigo perceber se vem alcoolizado. Enfim, só sei o que ele quer e já aceitei isso. Peço-lhe é muitas vezes que nunca faça um disparate que lhe dê cabo da vida para sempre porque assim dá cabo da minha também.

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    7. Os meus são mais novos, por enquanto ainda vou sabendo o que fazem. De todas as formas os disparates vão depender mais da cabeça deles que de outra coisa qualquer. Tudo o que podemos fazer é transmitir-lhes valores, mostrar que todas as acções têm consequências e ir aumentando a liberdade à medida que vão revelando ter responsabilidade.
      Depois temos de os deixar ir. É erguer as mãos para o céu e esperar que aquilo que lhes ensinámos chegue, que se dêem com as pessoas certas e que não apareça um idiota de um amigo para estragar tudo.

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    8. É isso mesmo :)

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