terça-feira, 2 de maio de 2017

E o fim de semana prolongado, Picante?

Funções, equações, áreas de papagaios, losangos e trapézios, lal, lll e ala, números racionais, operações com potencias. Isto tudo e muitos gritos. Uma alegria, portanto. Salvaram-se as douradas, os secretos e o vinho alentejano, felizmente a adolescência ainda não tem qualquer efeito nefasto nas nossas refeições.

26 comentários:

  1. Pois eu acho que este período escolar vai dar cabo de mim. Foram as férias da Páscoa, o 25 de abril, o 1 de maio, será a tolerância de ponto e os feriados de Junho. Ocorro habitua-se a descanso e petiscos, quando der por mim estarei a Googlar praias desertas onde possa passear o corpo de sereia (metade mulher, metade baleia) sem complexos.

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    1. Descanso? Que é isso de descanso?
      Uma pessoa aqui muito atarefada com as.coisas que atarefam uma pessoa e vêm falar-me de descanso. Por isso é que o país não anda para a frente, está tudo a descansar.

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  2. Aí picante por aqui parecido, muito parecido!
    Coragem, beijinho

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  3. Caramba! Que é ano? (não é o 6º pois não.. é que se for a minha está bem tramada...)

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    1. 7º. Não desespere que lá chegará.
      (mas algumas das coisas já são dadas no 6º, lembro-me de esclarecer dúvidas o ano passado sobre igualdade triangular).

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  4. Serei só eu que acha que é mais importante deixar as crianças e adolescentes ganharem os seus próprios hábitos de estudo de forma independente e responsabilizarem-se na escola em vez de serem os pais a assumirem esse papel? Por outro lado, estas crianças e adolescentes gostam e querem essa ajuda ou é-lhes auto-imposta? Pelo menos eu, nas raras ocasiões em que a minha mãe (que até é professora) tentou ajudar-me, dizia logo que não era cá preciso ajudas nenhumas. Na minha altura toda a ajuda (incluindo explicações) era mal vista, era sinal que o aluno não conseguia aprender de forma independente. Esta moda das ajudas dos pais aos seus filhinhos na escola serve que propósito? Alimentar o ego dos pais? Prolongar oa infantilidade e preguicite dos filhos que não querem dar-se ao trabalho de estudar e perceber as coisas sozinhos? Compreendo que existem crianças que precisam mesmo de ajuda, mas o que mais vejo hoje em dia são crianças normais cujos pais pura e simplesmente não lhes dão espaço para aprender a estudar, cometer os seus erros, pensar por si próprias...

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    1. Concordo anónimo, a maior parte das não sabe estudar sozinha porque os pais não os deixam ganhar essa responsabilidade. Uma coisa é explicar dúvidas, ou matéria em que estejam com dificuldade outra é estudar com eles

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    2. Anónimo das 19h31 disse tudo! Nada a acrescentar!!! E para os que já estão prontos a criticar, aviso já que tenho dois filhos por isso tenho conhecimento do assunto. Quando eu estudei não tinha ajudas nenhumas, até porque os meus pais simplesmente não tinham habilitações para tal. Mas atualmente os TPC,testes e trabalhos de grupo fazem parte dos planos dos pais e não dos filhos....

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    3. Eu também sou pela independência e autonomia. Nunca ninguém precisou de andar atras de mim e a única vez que precisei de ajuda foi por o docente de matemática não ter acabado o programa é eu ter exames de admissão à universidade.
      Acontece que cada caso é um caso. E não acredito que nenhum pai consciente deixe um filho coxo na matéria, em prol da tal autonomia.
      Se a um filho eu vou dando cada vez mais autonomia ao ponto de já nem perguntar quando são os testes, ao outro tive de a retirar. A coisa correu mal e estava a ameaçar derrapar forte.
      Quanto a estudar pelos filhos só lhe digo que eu não sei fazer perguntas ou esclarecer dúvidas se eu própria não souber a matéria. E como os meus tempos de estudante já vão longe tenho de ler os manuais. Matem-me.

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    4. Sou a Anonima das 19:31. Compreendo perfeitamente, um pai ou mãe que tem um filho que precisa de ajuda na escola, deve prestar a devida ajuda. Nada tenho nada contra isso. O que me deixa algo surpresa é ver alunos que eu diria normais, sem qualquer problema de aprendizagem, a estudar em conjunto com os pais fins de semana atrás de fins de semana. Parece-me que antes (refiro-me aos tempos em que era estduante de ciclo e liceu, finais dos anos 90 inícios de 2000) quando se trazia uma má nota (e aqui o conceito de má nota é livre, eu se tivesse menos de 85% estava em problemas) para casa, os pais aplicavam o castigo (não ver TV uma semana ou não ir à festa de anos) para que da próxima vez o filho ou filha se responsabilizasse e estudasse mais e pelo ccontrário os pais de hoje em dia parecem preferir fazer eles os trabalhos e os resumos e etc para não ter de disciplinar as crianças. Posso estar a ler mal a situação, mas é o que me parece.

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    5. Até pode ter razão. Eu também acho que há quem caia no exagero. O que lhe posso afiançar é que o meu filho não precisa de ajuda, precisa de vontade. Se tiver de estudar para poder saber se as respostas às perguntas que lhe faço estão certas então estudarei. Já engoli muitas das minhas certezas, das poucas que mantenho é que há poucas coisas que não faço por um filho, estudar não será concerteza uma delas.
      (Podia ser pior, não trabalho por eles, há muito quem o faça, pode sempre ser pior,,,)

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    6. Acrescento que a minha criança poderia facilmente ter notas de excelência. Bastaria trabalhar para isso. Mas a adolescência é tramada, às vezes por mais regalias e conversas que se tenham os resultados não mudam. Dado que não lhe posso dar mais castigos sob pena de o mandar descalço para a escola resta-me obrigá-lo a cumprir as suas funções. Para isso preciso de "perder" tempo com ele. E perco de bom agrado. Como lhe disse cada caso é um caso é só que está dentro saberá a maneira mais correcta de lidar com a situação.

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    7. Eu que devo ser mais ou menos do tempo da anónima lembro-me de coisas diferentes, nomeadamente alunos cujos pais já pagavam explicações e também me lembro que quem tinha pais com conhecimentos habitualmente estava sempre melhor preparado do que quem não tinha...porque seria? Lembro-me de colegas que estudavam com os pais (com cartões e afins), com irmãos mais velhos ou até mesmo com os vizinhos mais velhos que davam umas explicações...isto desde a primária.

      De facto, a grande mudança que eu pessoalmente noto é que actualmente há mais centros de estudos, onde se pagam as explicações a professores que lá trabalham.
      Mas no meu tempo também haviam e se haviam na minha cidade pequena certamente estavam espalhados por Portugal inteiro.

      Não me recordo dessa autonomia dada a qualquer aluno, sendo que eu por acaso também a tive que com 2 pais com baixa escolaridade era um "ou estudas e tens boas notas ou vais trabalhar" mas também cheguei a pagar explicações porque o professor não queria responder a perguntas (só tive foi de andar a trabalhar para ter dinheiro para as mesmas).

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    8. O comentário da Picante das 23:47 é brilhante...parece-me que estou na mesma situação! O meu ainda só vai no 5 ano e ainda tenho margem de manobra para castigos...mas antevejo que em chegando ao sétimo os castigos estarão esgotados e só mesmo indo descalço para a escola! 😊 e custa-me tanto...um miúdo que podia ser tão bom aluno e ficará, a manter-se assim, sempre na média! Enfim!
      Carla

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    9. Eles acabam por ganhar maturidade, Carla. Quero muito acreditar nisso!

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    10. Concordo plenamente com a Picante. Tenho um desses e casa... ainda no 4º ano mas limita-se ao mínimo possível para não ter chatices (os castigos ainda têm algum efeito).
      Queria só dizer que apesar de nos meus tempos de estudante (secundário e Faculdade) nunca ter dado por isso, olhando para a blogoesfera parece que toda gente n, ou quem este país é super inteligente e bom aluno.
      O que não falta pela blog é gente e mais gente que nunca tirava menos que 85%, ou quem nunca teve ajuda dos pais (que não tinham escolaridade) mas fez tudo de forma brilhante.
      Mas onde é que andava esta gente toda quando eu andava na escola (anos 90) e na Universidade (inicio de 2000)? Onde andaria esta gente toda?
      Ou será que só agora em 2017 é que perceberam que na altura em que andavam na escola eram alunos de 85%...

      Ana Rita

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    11. Ana Rita não sei se a incomodou o facto de os meus pais não me terem ajudado e exigirem boas notas mas olhe o problema é seu e naquele tempo era meu.

      Claro que o "notas boas" é relativo. Por exemplo para os meus pais tirar um 3 a disciplinas como EVT, música ou ed. fisica já era bom porque menosprezavam essas disciplinas. Mas ai de mim se tivesse notas abaixo de 4 a disciplinas como fisico-quimica, matemática, ciencias naturais, etc...
      Mesmo no secundário e contando para a média era para o lado que dormiam melhor... em educação física ter 14 ou 15 estava bom para eles mas ter menos de 17/18 a biologia ou quimica era o fim-do-mundo.

      Em relação à universidade se calhar é melhor nem dizer que os meus pais não me deram 1 cêntimo durante os anos que lá andei, que não só a fiz como tenho um diploma de mérito cá em casa por ter sido a melhor aluna do curso.
      Mas se lhe explicar que isto tudo foi conseguido só por muito sacrifício e que antes de ir para a universidade tive de trabalhar, abandonar os estudos por falta de condições financeiras, ver os meus amigos irem todos para lá e perguntarem porque é que eu não continuava a estudar, ter familiares a dizer que eu nunca iria conseguir regressar aos estudos, que tive de trabalhar turnos duplos para conseguir poupar o dinheiro e só entrei na universidade 2 anos depois de todos os meus colegas (mesmo aqueles com médias medíocres) se calhar a história já não parece tão fixe ou fantástica. Eu preferia ter pais que tivessem tido disponibilidade financeira para me pagar tudo e para eu poder andar a passear os livros sem mais preocupações nenhumas a não ser os exames.

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    12. Anónimo

      A mim nada me incomodou.
      Apenas fico surpresa por verificar constantemente que os comentadores de blogs são todos excelentes alunos, quadro de mérito e por aí a fora.
      Depreendo então que nos idos anos 90 (e inícios de 2000)tínhamos uma geração brilhante (só não sei é onde é que esta andava, porque nas escolas e Universidades não era de certeza).
      No que a mim me diz respeito posso dizer que fui uma aluna média. Havia muitos 13, 14 e 15 mas de vez em quando também havia uns 18 e 19 ( mas apenas a matemática, físico-química e biologia, porque no restante era uma miséria).
      Quanto à parte de ter de trabalhar para tirar o curso... Também há muito a dizer. Nem sequer percebo que seja preciso trabalhar 2 anos para poder ir tirar o curso.
      Também paguei o curso. Paguei dentro do que foi necessário, pois tive a "sorte" de ter tido isenção de propinas nos 2 primeiros anos -(o meu pai ficou desempregado aos 43 anos, tinha eu 16 anos, e em simultâneo a minha mãe adoeceu com uma situação oncológica, pelo que quando entrei na Universidade pude pedir isenção de propinas).
      Lá em casa éramos 4 miúdos, eu a mais velha, e todos tirámos curso superior. Dois engenheiros do Técnico, uma médica da FMUL e um arquitecto da FA da UL.
      E pasme-se não éramos grandes alunos. Nenhum foi o melhor da turma, muito menos da escola, da cidade ou do país. Nunca houve diplomas de mérito lá por casa.
      No que a mim me diz respeito posso dizer que tirei Engenharia Biológica no Técnico. Demorei 7 anos a fazer o curso (por isso perdi a isenção de propinas ao fim de 2 anos - não fiz o número de cadeiras necessário para tal). Trabalhei desde os 17 e sempre paguei as minhas despesas. Eu dava explicações - matemática, físico-química e por vezes biologia.
      Eu trabalhava por conta própria, ia a casa dos miúdos e tinha muitos alunos.
      E pasme-se não havia Facebook, net (como hoje), nada. Punha-se um anuncio nos placards do Pingo-Doce, em escolas e em lojas. E bastava fazer isso no primeiro ano. Depois passava de boca em boca.
      A procura era tanta que o meu irmão começou também a dar porque eu já não tinha horários disponíveis. E fazíamos pelo menos 100-150 contos por mês (na altura, finais anos 90 ainda tínhamos o escudo). E sim passávamos recibos.
      Com o 3ª ano do curso concluído podíamos dar aulas (na altura ainda existiam as habilitações suficientes), pelo que durante 4 anos dei aulas de físico-química (8º-11º ano).
      Nunca fui uma aluna brilhante, não tinha as notas fabulosas que toda a gente parece ter tido, mas consegui trabalhar e fazer o curso sem problemas
      (os 2 anos que perdi estiveram relacionados com problemas pessoais e familiares, e nada relativos a conciliar curso e trabalho).
      Não entendo mesmo essa complicação de ter de ir trabalhar para poder tirar o curso. Ainda por cima alunos excepcionais e tão brilhantes.
      Eu e os meus irmãos alunos médios fizemo-lo sem apoio dos pais e muito facilmente (e a minha irmã mais nova tirou medicina. Conciliar turnos, aulas, laboratórios com explicações e ensino não foi nenhum bicho de sete cabeças...).

      Bom, isto só para dizer que ou há muita imaginação ou as pessoas dificultam muito as coisas. Pois haja saúde (e sim, nós tivemos a enorme sorte de os 4 não termos nenhuma doença complicada)e um tecto (sim também tivemos a enorme sorte de os nossos pais terem uma casa) e o resto faz-se (mesmo com uma mãe a morrer e um pai desempregado).

      Ana Rita P.

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  5. é uma insanidade. as crianças estão na escola a fazer o quê para ainda trazerem trabalho para casa?

    enfim, devo ser eu que só comecei a estudar no 10.o naquela era da má vida.

    (os Pais, por muito bem intencionados que sejam, só atrapalham. rapidamente a criança fica a saber muito mais que eles dos temas em estudo. afecto, incentivo, comida na mesa e roupa lavada é mais que suficiente)

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    1. Pois eu comecei a estudar mais cedo. Muito gostaria de saber como é que se consegue obter boas notas sem estudar ciências, ou história, por exemplo. É que há coisas que têm de ser mesmo decoradas, as aulas não bastam por melhor que seja a memória e maior que seja a atenção.


      (os pais, normalmente, conhecem as particularidades dos filhos e sabem exactamente o que fazer em situações específicas. E, em sendo inteligentes, nas situações em que não sabem o que fazer pedem ajuda a quem saiba)

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    2. as aulas deveriam bastar, é essa a questão. actualmente uma criança passa quantas horas na escola? e ainda tem de chegar a casa e passar outras tantas a estudar?
      bem, sempre é melhor que ir para o facebook. reconheço com felicidade que ainda tive a oportunidade de brincar "na rua" com dezenas de colegas durante muitos anos. sim, já existiam videojogos.

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    3. Eu também brinquei na rua. E ainda assim estudava em casa quando tinha de ser, normalmente na véspera dos testes.
      Os meus filhos passam cinco horas por dia na escola. E fazem desporto de competição. E estudam. E ainda arranjam tempo para brincar, pouco, é certo, que isto o tempo não estica e a quem treina quatro horas por dia não sobra muito tempo, mas isso foi uma decisão deles.

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    4. Isto tudo para dizer que acho normal que um aluno do 2º ou 3º ciclo tenha de estudar em casa.

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