segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Coisas realmente importantes

E entretanto Marrocos foi o primeiro país muçulmano a proibir o uso da burqa. Dizem eles que estava por trás do aumento da criminalidade, preferiria eu que fosse por causa daquela coisa de somenos importância que são os direitos da mulher. Mas é um avanço e todos os avanços têm de ser celebrados, celebremos pois.

33 comentários:

  1. Mas nao proibiram o Niqab. Que tapa tudo menos os olhinhos.

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    1. Não, não proibiram o que é uma pena. Mas estão com medo que isso aconteça.
      Baby steps.

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    2. Num país como aquele, onde mostrar os calcanhares é praticamente encarado como prostituição parece-me que é um bom passo.

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    3. Anónimo das 21h41, nada disso. Já estive em Marrocos, tenho uma amiga marroquina, convivi com a família e amigos da mesma e tanto há mulheres que optam pelo lenço, pela burqa, pelo que quiserem (ou pelo que está instituído em cada família, vá, como mulheres que se vestem como qualquer uma de nós ocidentais. A minha amiga e as suas amigas foram à praia de biquini, sem qualquer tipo de restrições, comentários ou acusações. Não estará a confundir com outro país?

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    4. A menos que o avião tenha aterrado noutro país, acho que não me estou a enganar.

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    5. Pois parece-me que não é bem assim.
      http://observador.pt/especiais/zineb-dois-anos-depois-do-massacre-do-charlie-hebdo-nao-tenho-o-direito-de-calar-a-boca/
      Aproveite e procure a sua TED talk. A informação nunca fez mal a ninguém.

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    6. Eu já estive em Marrocos. E se nos roteiros turísticos as pessoas andam à vontade e vemos as locais vestidas das mais variadas maneiras, algumas muito ocidentalizadas, o mesmo não é verdade no interior.
      Inclusive foi lá que tive a pior experiência de sempre, muito pior que qualquer piropo ou boca ordinária. Deitaram-me um olhar de tal maneira lascivo que me fizeram sentir quase violada, nunca um homem me tratou tão grosseiramente sem falar, sem sequer se mexer. E olhe que eu estava de saia comprida e t-shirt XL.
      Mas nos locais turísticos não senti qualquer receio embora nunca andasse sem companhia masculina nas medinas.

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    7. Obrigada pela partilha 07:05. muito interessante essa entrevista!

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    8. Não deve ser por acaso que vários dos terroristas apanhados em atentados são marroquinos. Suponho que a aparente abertura se prenda com a importância do turismo para a economia.

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    9. Senti olhar semelhante no sul da Tunísia. E mais que olhar, foi na mesma viagem, eu, que estava bem rechonchuda, de mangas cavas, sentir uma roçadela ao de leve nos braços, olhar e para trás e um adolescente atrevido, sorrir e nova roçadela com o ombro dele no meu. Gostam de chicha. ANa

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    10. Não acredito que nenhum país que não seja laico e não retire a religião do poder, principalmente quando a religião é tão intrinsecamente machista e desrespeitadora das mulheres possa existir liberdade para uma mulher.

      O relato que a anónima de 17 de janeiro de 2017 às 09:49 não podia contrastar mais com a minha experiência em Marrocos. E nunca na minha vida acreditaria que essa experiência aconteceu verdadeiramente no seio deles e não numa instância turística.
      Nem na zona turística, apesar de estar com o meu marido, me senti respeitada pelos homens que lá trabalhavam. Não por quem nos servia directamente mas por quem trabalhava mais nos bastidores...

      É mesmo como a Picante refere: é sentir-mo-nos rebaixadas e humilhadas com o desdém do olhar, o nojo, aversão. E tendo em conta que ao visitar um país desses já escolhemos roupas longas, largas e afins precisamente para evitar provocá-los... (já o contrário nunca se vê, pois não? Nunca vêm passear para a Europa e tiram as burcas, niqabs e afins para se inserirem, pois não?).

      Seria um país onde eu teria medo de deixar uma filha minha ir passear sozinha e seria um país onde eu jamais estaria sem um homem da minha família. Acho que deve ser aterrorizante nascer mulher num país desses. Não há liberdade e sem liberdade, a meu ver, não há vida.

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    11. Sou a anónima de 17 de janeiro de 2017 às 09:49. Não tenho porque mentir sobre a minha experiência, nem tão pouco necessidade de sentir que tenha que a provar. Foi a minha experiência, há uns anos, é certo. E estive em mais do que uma casa de famílias marroquinas, onde fomos super bem recebidos, tratados e respeitados. Não estive em nenhuma estância turística. Foi há uns anos é certo e acredito até que as coisas possam ter mudado (fui em 2005 e foi das melhores experiências que vivi exactamente pela possibilidade de viver no seio deles durante sete dias). Fui com roupas normais e reforço, a minha amiga marroquina, veste-se como eu, quer cá, quer lá. Já eu, tive experiências complicadas em cidades ocidentais: desde ser assaltada em Londres, onde fui também olhada de cima a baixo de forma nojenta num bar, por um homem que me tocou, o meu marido foi vítima de racismo na Alemanha, só por ser moreno...enfim, isso não faz com que eu avalie todo um país e o seu povo.

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    12. Sou ainda a anónima de 17 de janeiro de 2017 às 09:49. Talves tenha tb a ver com as cidades em si. Eu estive sobretudo em El-Jadida (super tranquila) e menos tempo em Marraquexe e Agadir (aqui sim, com muitos turistas, mas só estive dois dias). Fomos de carro e de carro viajámos pelo país, sem problemas.

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    13. Anónima das 9.49h a minha forma de escrever não foi feliz. Não estava a querer colocar em questão a sua experiência mas sim o facto de para mim ser inacreditável que tal se passasse numa familia quando a minha experiência numa realidade "protegida" foi o que foi.

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  2. Devagar se vai ao longe.
    Começa pela razão errada mas pode ser que acabe pela certa.

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    1. Ahahahahahah!!! Diaba é bom. Como isso também me acontece bastante, não vou tomar como insulto à minha pessoa. :)

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    2. ahahahahahahah Raios partam os meus olhos, que vejo cada vez pior, cada vez que escrevo no tm é isto...
      Não era insulto, não, é cegueira mesmo.

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  3. p.s.: Não te estou a conseguir seguir, a aplicação não está a funcionar

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  4. Agradeço aos caros anónimos que vão depositar esses comentários no blog da própria, esse assunto ficou definitivamente encerrado, conforme expliquei em post anterior. Não levem a mal.

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  5. Correndo o risco de ser "apredrejada virtualmente", digo isto. Muito gostamos nós de criticar outras culturas e paises.
    Vivi no interior do nosso país e ouvi de gente com 30/40 anos que a violencia era normal. Sim, é verdade! Gostamos de apontar os dedos a outras culturas, para não olharmos para o nosso umbigo. Se me dissessem que isto existia no meu país, diria que não. Mas existe, existe num país onde ter um marido alcoolico é normal. Desculpem mas é verdade.
    Estou inserida na comunidade muçulmana, das conservadoras, (o meu filho de 3 anos é muçulmano) e posso falar por mim. Nunca olharam para mim como um pedaço de carne, nem nunca me tocaram. Tratam-me e defendem-me como irmã deles. Quando digo isto, não estou de todo a exagerar. Aprendi muito sobre a religião (e não tendo nenhuma), e não é de todo aquilo que vemos/ouvimos na tv. Se me perguntarem, "mas achas normal elas andarem tapadas??", eu respondo "não, não gosto! mas não sou eu que tenho que criticar e mostrar que eles estão errados".
    Aceito que não gostem das roupas, e aceito até que se critique muito a ala mais conservadora desta religião, concordo até em muito esta visão critica. Não concordo é irmos para países fechados e depois acharmos estranho eles terem comportamentos não aceites na nossa sociedade.
    Quando vou a casa desta familia (20 elementos) vou sempre tapada (sem lenço nem Jubô), sem decotes e nada de roupa apertada, um sinal de respeito. Quando vão eles à minha casa (e acreditem que vão), estou com a minha roupa normal. E nem um se atreve a dizer nada, porquê, tolerancia!!
    Estive na tunisia, andei pelas aldeias de mota de mini saia e nunca vi nada, nem um piropo tive direito....são azares. é como passar num predio com trolhas, há dias em que ouvimos algo, há dias que não!
    (desculpe o texto enorme)

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    1. O que se esquece é que enquanto por cá existam algumas mentes retrógadas, a lei está do lado da vitima. Nos países muçulmanos isso não se vê e não existe. A mulher não passa de nada, até porque na própria religião a mulher é inferior.
      Por lá a lei está do lado de quem? A Tunisia foi outro país onde nem de saia até aos pés evitava olhares lascívos... de mini-saia lá?!

      E não é ver pela TV, é viver com eles como quase "vizinhos", por exemplo, na Suiça, onde acreditam piamente que deviam ter direitos especiais e que as leis não se deveriam aplicar a eles. Estes dias uns muçulmanos decidiram levar a Suiça ao tribunal internacional porque as filhas não deveriam ter aulas de natação com a restantes turma. A sério?! É uma disciplina obrigatória. Quem não quer tem bom remédio: faz as malas e volta para casa. Agora tratamento especial? Por quererem reprimir duas crianças, que nem 10 anos têm, de irem para uma piscina? Podiam levar o fato de banho que lhes apetecesse...mas não. Porque os miúdos com menos de 10 anos iam ver o corpo delas...ó santa paciência!!

      E diz que não tem religião...e se fosse católica será que a respeitavam?
      Eu conheci uns quantos que diziam que nós iamos todos parar ao inferno, todos somos infieis, uns porque não tem religião, outros porque não temos a religião certa.

      E vá ver aquele protesto "pacifico" onde dizem "uk go to hell, police go to hell" - muito boas pessoas mesmo. Com uma vontade de integração e de respeito pela cultura imensa.
      E aquela entrevista onde está uma jornalista totalmente tapada (estava frio) e lhe dizem que ela parece uma prostituta e a tratam muito mal?! Homens tão bons, muito melhores que essa gente do interior de Portugal que legalmente não pode fazer mal a uma mulher.
      Um colega de trabalho do meu pai (muçulmano) disse que não queria as filhas dele a crescer no país de origem porque se o marido se fartasse delas as poderia assassinar ou fazer o que quisesse que nada lhes aconteceria. Muito boa gente, não é? Uma religião tão pacífica e Estado de direito super justo e nada misógino.

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    2. Eu gostava era de ver a sua opinião se em vez de um filho tivesse uma filhA.
      Eu enquanto mãe jamais deixaria uma filha minha crescer num sitio desses.

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    3. As minhas africanices:
      Por muito que haja em Portugal situações horríveis, como a violência doméstica, por muito que ainda haja quem a aceite como normal, a lei não faz tal e pune os infractores. Além do mais a maioria da sociedade condena o acto. Parecendo que não isto faz toda a diferença do mundo para os países muçulmanos mais conservadores, onde a vida da mulher tem o valor que os elementos masculinos da sua família lhe atribuírem.

      Mas eu nem critiquei os costumes muçulmanos (embora deteste grande parte deles), limitei-me a saudar uma boa notícia.

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  6. Cara anónima,
    Aquilo que eu vejo, na familia onde estou, é de facto, mulheres muito submissas. Quando digo submissa, não digo que náo tenham opinião, que na minha familia (volto a dizer) elas têm. Se gosto do facto de estarem tapadas, estudarem pouco e afins. Não. Mas, por exemplo, uma das filhas com 18 anos quis deixar de estudar, e espera pelo marido. Não foi exigencia da familia, ela assim o quis.
    Quando me diz, se tivesse uma filha em vez de um filho....digo-lhe que vejo ali muito amor. Não vejo maus tratos, muito menos o que vemos na tv. Apesar de conservadores não são de todo extremistas. E só tenho a dizer que já me deram mais provas de amor a nós que a minha familia toda junta (sem contar com pais, irmão e sobrinhas), por isso não tenho nada a dizer sobre a comunidade muçulmana. Há de facto muitos aspectos a mudar, assim como a nossa sociedade. e eu não sou ninguém para apontar o dedo. E eu aqui sou considerada feminista, termo que me assusta, e de todo o serei.
    Vivo num país não muçulmano e onde as mulheres não são respeitadas, e não vejo em lado nenhum as pessoas irem contra. É só ler os rituais de casamento, que há pr aqui e até levanta as mãos. Lá está, o que se vê na tv é o que interessa. Uma mulher aqui, apesar de camuflado, não tem os mesmos direitos que o homem, e é sempre submissa, e também tem de andar tapada. Ainda este ano entrou na lei que as alunas de secundário têm que tapar as pernas porque estão a dar intenções aos professores, e por vezes são violadas por culpa delas....sim isto aqui existe, e não vi ninguém a reclamar no mundo ocidental. Estarei errada?

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    1. Porque é que o mundo ocidental tem de lutar as lutas por essas mulheres? O facto da miúda querer deixar de estudar para esperar pelo marido é o reflexo da educação e dos valores que lhes são passados. Sabe tão bem como eu que se uma mulher decidir ir contra a vontade dos pais, apesar de não serem sempre obrigadas fisicamente, são excluídas e tratadas de forma diferente senão pela familia, pela sociedade.

      O termo feminista assusta-a? Mas quer que no ocidente as feministas façam ondas sobre os problemas do seu país...interessante. O termo feminista é para mim um muito importante, é graças às feministas que hoje posso vestir o que quero, posso sair à rua, dar a minha opinião, estudar, ter praticamente igualdade perante os homens. Isso não se consegue de bico calado a dizer "amém" a um governo misógino, a homens das cavernas, a politicas machistas e a uma religião que descreve a mulher como um objecto.

      Não me interprete mal porque eu li a Biblia e sei que a diferença de tratamento da mulher na Biblia e no Corão não são muito diferentes. A diferença está nas pessoas e na importância que damos às palavras que lá estão escritas.
      É que nem em Portugal, um país maioritariamente católico, se aceita social e legalmente o facto da mulher ser propriedade do pai até casar e do marido até morrer. Nem cá.

      Ps: provavelmente vê muito pouco sobre as lutas que são travadas no ocidente, como diz, pela liberdade das mulheres dos países muçulmanos. Tem certamente entidades mediáticas muito pouco abertas a isso. Mas realmente não se fazem manifestações diárias contra.
      E aí? O que fazem as mulheres para mudarem o que quer que seja? É dizer que a vida é assim porque Alá o quer?? E que tal em vez de ter medo do termo feminista fazer algo com o termo e ajudar as mulheres daí a terem mais direitos? Custa, não custa?
      Aqui no ocidente também muitas morreram, foram espancadas, enclausuradas para termos a liberdade que temos. Odiar ou não gostar do termo "feminista" é ofender todas essas mulheres. Eu agradeço-lhes imenso o que fizeram, sem elas ser mulher no ocidente seria um horror. Tal como, a meu ver, o é em qualquer país muçulmano. Se as mulheres daí fossem um pouco mais instruídas e não sofressem uma lavagem cerebral desde o dia em que nascem para considerar isso tudo normal, provavelmente também pensavam de outra forma. O problema é que maioritariamente são as próprias mulheres aquelas que mais depressa julgam as raparigas que querem estudar, ser independentes. Afinal para que é que elas precisam de ter conhecimento se o seu lugar na vida é parir filhos e cuidar do marido (sem nunca discordar dele).

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    2. Já agora, tudo aquilo que eu referi não apareceu no nosso telejornal em Portugal, por exemplo.
      Isto porque a nossa TV está demasiado interessada em vender a imagem de "coitadinhos".
      Também não mostraram que aquela familia onde morreu a mãe e 2 crianças, uma delas o bebé que apareceu na praia e ninguém explicou que só morreram todos por culpa do pai. Porque o pai queria ir viver para o Canadá e como teve o visto rejeitado porque estavam a viver muito bem na Turquia, o senhor, egoista como tudo e só pensando nele (queria fazer um tratamento estético aos dentes) decidiu que era boa ideia colocar a familia toda em risco pelo bem estar dele. Ninguém por cá disse que ele tinha um apartamento pago, luz, água, comida, etc tudo mantido pela irmã que vivia no Canadá...se dissessem se calhar em vez de pena as pessoas teriam ódio ao homem. Eu tenho. Egoísta e egocêntrico é o único culpado pela morte dos filhos mas depois é mostrado como o pobre coitado?!

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    3. cara anonima,
      não vivo num país muçulmano. Vivo em Moçambique. e como disse, não vejo ninguém a defender estas daqui. veja lá que até temos um dia especial para a mulher moçambicana, para ver se surge resultado.
      As feministas de hoje em dia, desculpe dizer, não são as feministas do antigamente. Sendo a minha mãe uma delas, que me ensinou, e muito bem o que se deve lutar. E não, não me ensinou a criticar os outros, mas sim a lutar. É lindo, e maravilhoso, chegarmos e criticarmos a religião muçulmana, e dizer que a católica não faz nada disso. O que é mentira, alias, há partes na biblia (desculpe escrever sem ser letra maiuscula, mas não sinto o dogma), em que diz que a mulher tem de ser submissa ao seu marido. Diz!! Também diz no alcorão que a mulher tem de ser respeitada, e nunca, mas nunca ser inferiorizada. O que temos de diferença, é que a religião muçulmana está a sofrer o mesmo que os católicos sofreram antes da tradução da biblia. Ou seja, versões do que está lá escrito, uma vez que a grande maioria não domina o alcorão e a sua escrita, e por isso aprendem versões e ensinamentos errados. Estive com mulanas (os padres deles) e nem um me disse que a mulher era inferior ao homem. Diz sim que não devemos expor, que podemos trabalhar e estudar. Mas nunca expor, nem nunca ir contra os mais velhos. Seja homem ou mulher.
      Sobre as feministas de hoje em dia, desculpe, mas não me identifico, vejo o movimento, e vejo simplesmente um tacho para ganharem nome. Assusta-me as pessoas acharem que sou feminista por achar que uma mulher deve ter o mesmo salário de um homem, e que ninguém faz nada. Assusta-me estar num país onde as mulheres são espancadas, e me chamam feminista quando digo para denunciarem.
      Assusta-me ser de um país onde há tanta violência,onde as mulheres não chegam a cargos politicos e a poucos de poder e as feministas do meu próprio país dão-se ao trabalho de criticar um video clip.
      Se me falar de feminismos, falemos de movimentos sérios, não desses que temos agora.
      A religião muçulmana é muito mais do que as mulheres. Não querendo eu, diminuir toda esta situação. Atenção que não defendo o modo de vestir e como em grande parte são educadas. Apesar de os adorar, tenho a minha veia critica em relação à religiao/educação. Apenas não tento mudar a religião deles. Respeito e mostro o meu modo de viver, e quem quer aprende, quem não quer paciencia. Chama-se a isso tolerância

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    4. Quanto à história do menino na praia. De facto não sabia a história. Mas isso é só vermos outras histórias. Por exemplo, conheci muita gente que se agarrou a crianças na guiné, para ter direito a ir para Portugal, como filhos e chegaram e abandoram. Grande parte homens!! Vamos agora atirar as culpas para todos os homens deste mundo? Uma má atitude de um homem, fez com que a familia fosse arrastada para a miséria e perdesse o filho daquela maneira. Não poderei quantificar o sofrimento daquela familia em todos os sentidos. Mas quero acreditar que o homem sentirá bem na pele o seu acto. Se não sentir, acredito que o mundo dar-lhe-á o seu castigo.
      Um acto de uma pessoa, ou de várias não pode tirar a importancia do que se está a passar nessa parte do mundo.

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    5. Eu venho só aqui dizer que não acho justa a comparação da Bíblia ao Corão. Se é verdade que a 1ª também é muito violenta, principalmente o antigo Testamento, também é verdade que ela é interpretada aos olhos da sociedade actual, se falar com qualquer teólogo ele dir-lhe-á que é metafórica e carece de interpretação. É a palavra de Deus, escrita pelos apóstolos muito depois da morte de Jesus. Já o Corão foi escrito directamente pelo Profeta e é textualmente tido como bom, é aquilo que Alá transmitiu ao Profeta, ipsis verbis, não podendo ser interpretado. E isto faz uma enorme diferença.
      Quase nenhum Padre lhe dirá que a mulher deve estar em casa a cuidar do marido e filhos. Já o mesmo não se passa em relação aos imãs.
      O Cristianismo evoluiu, ao contrário do Islão, que tem um atraso de 500 anos.
      Por outro lado as sociedades ocidentais têm uma clara separação de poderes entre Estado e Igreja, já nos países Muçulmanos não há separação de poderes, o que leva a que se cometam toda a espécie de atrocidades em nome da fé.
      Não pretendo generalizar, claro que há cristãos retrógados, claro que se cometem crimes no ocidente. Mas é um facto que a lei os pune e que a mensagem transmitida pela maioria dos Padres cristãos é de amor e tolerância. Já a maioria dos muçulmanos, embora se considerem moderados vêem com bons olhos a submissão da mulher aos elementos masculinos da família, incluindo os crimes de honra. Se isto acontece com muçulmanos residentes em países como Bélgica, França ou Inglaterra, que recusam a integração e ocidentalização, imagine-se no Iemen e afins.
      O problema é que o Islão acoberta muitas más atitudes de muitos homens, estes não são a excepção, a religião em si é violenta. E como é lei...

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