quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dúvidas, a minha vida é isto

Não sei se fale sobre aquela vez em que beijei o professor Cavaco Silva, se daquilo dos estudantes lá em Espanha ou se do comentário que tenho aqui para aprovar e ainda não sei que destino lhe dê. É tão estúpido que daria um post razoavelmente divertido, assim me apeteça escrevê-lo. É certo que também poderia falar de comentadores que acham saber o que vai na alma dos bloggers de quem gostam mas isso far-me-ia suspirar, provavelmente a vocês também. De tédio, acertam sempre ao lado,
De maneiras que é isto, estou para aqui cheia de dúvidas, talvez não escreva mesmo nada.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Acabou de acontecer

E lá estava ela, irritadíssima, feições alteradas, a gesticular, automóvel em contramão, parado na minha faixa de rodagem. E lá estava eu, sorriso nos lábios, enquanto aumentava o volume da música o suficiente para não lhe ouvir a voz, pé no travão no último instante, aquele instante que significa a diferença entre bater ou não, e lá continuou ela a gesticular, muito zangada porque eu não fazia marcha atrás para ela poder usar a minha faixa, e eu continuava a sorrir e, em verdade vos digo, não há nada que me divirta tanto quanto deixar alguém a gritar sozinho.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Isto anda tudo ligado

Estava eu a dar uma volta pelos blogs, mais especificamente por Tanganica, quando me deparo com uma recomendação, não sei o quê sobre o melhor post da manhã, ou lá o que era. Carrego no link e vou dar com a minha querida afilhada a dissertar sobre a problemática da estupidez, coisa sempre muito pertinente que infelizmente se reproduz como os coelhos, cada vez encontro mais gente parva convencida de que é a última Coca Cola do deserto. Li o post com muita atenção, sorrindo com a indignação da Nê perante o desprezo do ignorante pelo conhecimento, já deixei de me aborrecer com essas menoridades, mas dizia eu que enquanto a Nê falava sobre a importância do método, e se ela fala senhores!, de repente me veio à memória uma conversa recente que tive com um dos progenitores lá daquele ginásio que a minha filha frequenta, onde é torturada quatro horas todos os dias.
A título de preâmbulo, adianto que a senhora é uma desportista falhada, queria muito ter feito ginástica e teve de se contentar com uma espécie de ginástica. Vê na filha, uma miúda com algum jeito mas é que é mesmo só isso, algum jeito, não sei se já disse, a próxima Biles e tem objectivos muito claros para a criança. Ela.
Pois que a Matilde se lesionou, está há quase seis meses sem treinar e a coisa está longe de estar perto de se resolver. Em virtude disso (eu tenho as minhas teorias sobre o acompanhamento médico que a miúda teve mas isso agora não interessa nada), dizia eu que em virtude disso a Matilde não só não progrediu como foi ultrapassada por outras ginastas, uma das quais mini Picante que está a evoluir a uma velocidade que nunca pensei ser possível. Daqui não viria mal nenhum ao mundo não fosse a mãe da criança achar que a prática de ginástica, a este nível, só vale a pena havendo objectivos claros de integração na selecção com consequente experiência internacional. E dado que  a coisa se afigura cada vez mais improvável, digo eu que sou uma incorrigível optimista, disse-me o que já tinha dito à filha, que a ginástica para ela estava acabada, que andava ali a perder tempo e o melhor era escolher outra coisa. Assim mesmo, com a delicadeza de uma besta.
Ora eu que não tenho nada contra objectivos ambiciosos, muito pelo contrário, acho muito bem que as miúdas sonhem com as olimpíadas. Acontece que também acho avisado que elas tenham a noção da realidade e vai daí que vou doseando a coisa, é aquilo das quedas amparadas, sempre a decepção será menor. 
De maneiras que lá estava eu a dizer que não, que a ginástica podia valer muito a pena só pelo gozo da evolução, de fazer mais e melhor, de competir contra elas próprias numa óptica de "isto ainda não está perfeito, embora aí tentar mais um par de vezes". E lá me contrariava a mãe da Matilde, que não, que ou era a sério ou não valia a pena, que não entrando na selecção o melhor seria desistir já. E não adiantou de nada explicar que os objectivos têm de  ser das miúdas, que elas ficam felizes pela evolução e aperfeiçoamento, que conseguir entrar na selecção é só a cereja em cima do bolo, que isto lhes ensina persistência, resiliência, perfeccionismo, organização, foco e mais um sem número de coisas, que enfim, o resultado é o que menos importa, em causa está apenas e só o processo (vês, Nê? O processo!...).
Não serviu de nada, claro. A mãe da Matilde subitamente ficou de cenho franzido a ver o novo esquema de trave de mini Picante, olhos muito fixos na série de flics que a miúda acabava de aprender a fazer, foi até bastante mal educada.
Resumindo, o que eu queria mesmo dizer é que estou com a Nê, a matemática comanda a vida e cada vez mais me falta paciência para gente estúpida.

terça-feira, 21 de março de 2017

Porque lês blogs, Picante?

Porque, em lendo blogs, fico a saber que há quem leve isto das maratonas tão a sério que resolva ir correr com lesões no joelho.
(as boas notícias são que a Teresa do Ran Tan Plan voltou a escrever, sempre há uma ou outra novidade pela blogolândia)

quinta-feira, 16 de março de 2017

Nunca serei alguém nisto dos blogs

A vossa Picante toma duche todos os dias. No verão duas vezes ao dia, muitas vezes no inverno também, basta que vá correr, a hipótese de sair de casa sem duche é coisa para me deixar com o nervoso.

(e os dentes? será que lavarão os dentes todos os dias?...)

terça-feira, 14 de março de 2017

De todas as coisas hilariantes

A mais cómica será assistir à indignação das pessoas que escarrapacham a sua vidinha nas redes sociais e se incomodam com o facto de terem estranhos a opinar sobre aquilo que elas próprias contam a desconhecidos.
Como diria mini Picante... coisas!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Entre 1926 e 1974 as pessoas não podiam debater tudo o que queriam debater, acho que se chamava a isso censura, tinha qualquer coisa a ver com fascismo, não sei

Em pleno ano do Senhor de 2017, a perigosa esquerdalha, faz pressão sobre o reitor de uma Universidade estatal para cancelar uma conferência, por achar que o grupo que a organiza é colonialista, racista e nem sei mais o quê. A dita conferência, “Populismo ou Democracia: O Brexit, Trump e Le Pen”, seria feita por Jaime Nogueira Pinto. Seria. Já não vai ser porque em AG vários estudantes fofinhos consideraram o tema inadequado, surgiram ameaças de violência e a reitoria decidiu ceder às pressões dos estudantes fofinhos.
No meio deste escândalo todo só tenho uma dúvida - caso tivessem sido membros do PSD ou JC a fazer esta mesma pressão a perigosa esquerdalha estaria aí aos gritos a chamá-los fascistas, não estaria? A gritar que a revolução conquistou o direito à liberdade de expressão? Era isso, não era?...

Mais aqui e aqui

quarta-feira, 1 de março de 2017

Picante também fala de si na terceira pessoa ou a "gaffe" de Picante

A Picante hoje acordou maldisposta derivado das parcas horas de sono de que pôde usufruir. Aborrecida que estava a Picante de ter de fazer as coisas que tinha de fazer, que isto a vida é como é e até a Picante tem de trabalhar para poder desfrutar do que pode desfrutar, mas dizia eu que Picante estava enfadada e vai daí que Picante resolve abrir o blogger, qual não é o espanto de Picante quando se depara com um extraordinário e erudito post.
Picante ficou indecisa. Reformulo: Picante está tremendamente indecisa e não sabe do que gosta mais, se daquilo da papa cor de rosa no cérebro com toda a arrogância e pedantismo que a coisa implica, se da finura das bolinhas do motorista ou se, last but not the least, disto de falarmos de nós na terceira pessoa. Que maravilha de escrito! Picante decide fechar a lista de leitura e não ler mais nada, afinal tudo o que viesse saberia a pouco depois desta pérola de finíssima literatura. Picante está maravilhada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O drama, a tragédia, o horror

E pronto, diz que é oficial, tenho um adolescente em casa, um teenager portanto. Ajudai-me Senhor.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Picante faz um update àquilo do bolso de trás

Acabei de encomendar um novo ICoiso. O antigo continua imerso em arroz. Mudo. Ontem quando o tentei ligar tinha arroz dentro da abertura onde entra o carregador, tive de andar lá a remexer com um clipe. Não me parece que tenha salvação, paz à sua alma.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Picante pergunta

Quanto tempo é que o telemóvel tem de ficar dentro de arroz, mesmo?
Caramba... Tantos anos de telefone e nunca me tinha acontecido aquela situação do bolso de trás, acho que foi aquela praga do post anterior, estou amaldiçoada, minha Santa Teresinha, e agora?...

(podemos ao menos tirar o cartão? Ou nem isso?)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As terrible mums

Eu, caso me tivessem obrigado, em criança, a posar horas a fio, sempre vestida à domingo, qual Nancy festivaleira, também era menina para fazer umas valentes birras, atirar-me para o chão a espernear e não respeitar os "não", "está quieta" ou "agora sorri" da minha mummy mai linda. Devem ser muito divertidos, aqueles passeios em modo reportagem fotográfica, pois não devem?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Picante também partilha os desassossegos do fim de semana

A pessoa enfia-se no seu potente automóvel e a pessoa começa a ir para onde tem de ir, eis senão quando a pessoa  ouve um barulho esquisito e pensa que não, que está a imaginar. Nova paragem e ao arrancar de novo o demo do barulho, a pessoa desliga o rádio e nada de barulho. A coisa repete-se umas três vezes até a pessoa se aperceber que o tal do barulho apenas se ouve quando o automóvel arranca. É um barulho muito zen e calmante, a porra da piscina que se ouve dentro do meu potente automóvel. A pessoa telefona ao seu mecânico completamente em pânico, no livro de instruções  não há qualquer referência a piscinas ou banheiras cheias de água dentro do automóvel, estimado mecânico confirma que sim, que a pessoa tem razão, foram as folhas que entupiram não sei o quê por onde a água sai, que não tem problema nenhum, que ainda não está completamente entupido, se estivesse teria os pés debaixo de água. 
O meu automóvel vai amanhã ter com Pedro, o estimado mecânico. Espero que até lá não chova.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Exposição desnecessária

Mães que vêm para a internet dizer quão ridículos são os comportamentos dos seus filhos adolescentes.

(caramba, também cá tenho adolescentes, tanto material para posts risíveis e eu a insistir em manter os assuntos entre portas, tantas gargalhadas e ingerências que vocês poderiam fazer acerca de mini Picantes e eu aqui, com estas ideias parvas sobre privacidade...)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

De todas as coisas que não percebo

É o que levará alguém adulto a fotografar-se em cuecas para as redes sociais, prantando orgulhosamente as bonitas selfies e expondo, algo despudoradamente, aquilo que a sociedade considera dever estar tapado ao olhar estranho. Fico sempre a pensar que raio de chip é que se terá avariado, se será gente que também achará normal dar uns "amassos" em público, que tipo de ensinamentos transmitirão às gerações futuras sobre intimidade, privacidade ou resguardo. Acabo sempre por encolher os ombros e deixar escapar um sorriso condescendente enquanto penso que o único resguardo que deverão conhecer será aquele que colocam entre os lençóis e colchão, ele há coisas que nunca irei compreender.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Aos tipos da Padaria Portugesa...

...não bastava ter aqueles Pães de Deus que parecem nem sei quê, um pão de borracha e uns croissants que deviam ter outro nome de tão maus que são. Não, os tipos da Padaria Portuguesa ainda gostariam mesmo era de alterar o limite de horas de trabalho, pôr os funcionários a fazer mais horas extra e não sei quê.  Os tipos da Padaria Portuguesa ainda por cima são ignorantes, nem devem saber que já existe isso da isenção de horário, eu sempre a tive, acontece é que também sempre recebi bem por a ter. Os tipos da Padaria Portuguesa precisam urgentemente de contratar um RP, eu se fosse sócia daquilo proibia o tal do Nuno Carvalho de falar em nome da empresa. Ou isso ou haveriam de equacionar mudar o negócio para a Índia ou assim.

Era um pano encharcado nas trombas nos juízes que também é coisa pouca e não deve ser considerado violência

"Neste caso em específico trata-se de um casal que viveu em união de facto durante oito anos, iniciando-se em 2015 o relato dos abusos. Entre os factos provados, estão agressões físicas e verbais como acusações por parte do arguido à vítima de relações extraconjugais, empurrões e apertos no pescoço.
Os relatórios médicos referidos no acórdão apontam que a vítima sofreu um traumatismo abdominal e dores na região supra mamária, resultado das ofensas físicas.
O coletivo de juízes, composto por Maria Filomena Soares e João Amaro, referiu que para o crime se considerar de violência doméstica é necessário que exista um grau superior de consequências que afete a dignidade pessoal da vítima, não bastando uma série de crimes cometidos durante uma relação afetiva para que maus-tratos passem ao crime de violência doméstica."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

De quando em vez autorizo a minha dona Joaquina a convidar as suas congéneres




E depois elas ficam para ali, com aquelas conversas lá delas, que a Maria Ivone anda por demais de rabugenta, sim que ela nunca foi lá muito boa rês, que a pobre Rosalinda nunca mais foi a mesma desde que o Joaquim se encantou pela Maria das Dores, uma desavergonhada a Maria das Dores, que a Etelvina não sei quê, e continuam tremendamente animadas, entre risinhos, fazem-me sempre lembrar isto aqui dos blogs.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Picante também faz um post sobre as eleições americanas

Um pouco por todo o lado as mulheres uniram-se, indignadas, contra o machismo e políticas de Trump, aqui para nós o tipo não passa de um burgesso mal educado mas enfim. Talvez não saibam que a marcha inicial, de Washington, foi organizada por Linda Sarsour, uma fulana apologista da sharia, com ligações ao Hamas, um grupo terrorista, portanto. E esta, hum?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Porque leio blogs?

Porque, em lendo blogs, aprendo que é totalmente imperdoável dizer que a felicidade engorda, coisa mais feia e pobrezinha, fazer uma piada fácil a propósito de banhas, isso é que não! Onde já se viu? Em lendo blogs fico também a saber que prantar a fotografia de um Mula Velha tampouco é admissível, que isto aqui na blogolândia os habitantes são pessoas tremendamente educadas e sociáveis, tratam-se todos por minha querida ou minha boa amiga.
Mas, em compensação, podemos dizer asneiras em línguas estrangeiras, sempre nos dá um certo ar intelectual, afinal quem sabe línguas é porque estudou e deve saber das coisas, aqui nos blogs podemos chamar "cunt" a alguém que isso apenas nos trará uma aura levemente divertida e tremendamente sabedora.
Eu também sei uns nomes giros em estrangeiro, gilipollas, por exemplo.

De pais para filhos

Aos seis anos a vossa Picante dizia "camisola de interior". Invariavelmente a senhora minha mãe respondia que lá para os lados de Portalegre não havia camisolas específicas, que provavelmente as meninas de lá usavam uma camisola interior, parecida com a minha, semelhante... vá, que a mãe mandava vir as nossas roupas de Paris*.
Mini Picantes também diziam "camisola de interior", quando eram pequeninos. Mas depois cresceram.

*Em 3, 2,1...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Rir é o melhor remédio

Primeiro foi a Palmier, muito doentinha, que quase nos abandona e deixa entregue à nossa triste sorte de bloggers numa blogolândia pobre e triste. Depois a Nê que se pôs a relembrar velhos tempos de risota, aqueles eram os tempos em que nós quase chorávamos a rir por se dizer "merda" no canal um. E depois... Bom... depois deixo-vos com isto:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Coisas realmente importantes

E entretanto Marrocos foi o primeiro país muçulmano a proibir o uso da burqa. Dizem eles que estava por trás do aumento da criminalidade, preferiria eu que fosse por causa daquela coisa de somenos importância que são os direitos da mulher. Mas é um avanço e todos os avanços têm de ser celebrados, celebremos pois.

Um dia faria um repost ou, não torno a voltar ao assunto Filipa


Foi este o post que fiz e que tanto ofendeu a Filipa Brás. Se carregarem no link verão os comentários horríveis que deixei que fizessem a seu respeito. Tentei resolver a coisa em privado mas tal revelou-se impossível.
Filipa, podes continuar a acusar-me de deslealdade, de cinismo, de querer mudar a tua linha editorial, o que quer que seja isso de linha editorial, podes continuar a deturpar o que escrevo, insinuando que faço as pessoas crer que viajo quando me limitei a editar um post que apareceu fora do sítio, podes continuar a criticar-me por gozar a publicidade encapotada ou os babyblogs (aconselho-te memofante), podes continuar a insinuar que eu me auto-comento em modo anónimo, ou que faço posts a atirar para o ar por não ter coragem de dizer a quem se destina o que escrevo (memofante outra vez), podes continuar a chamar-me sonsa, a dizer que isto é um pardieiro, continuar, enfim,  a insultar as tuas ex-blogoamigas de uma vida, umas mais que outras. Vais ficar a fazê-lo sozinha, em verdade te digo que eu não sei, nem quero, lutar com este tipo de armas, além de não ter o menor desejo de o fazer na internet e muito menos com uma pessoa que em tempos me foi querida
E isto é tudo o que eu tenho a dizer, foi a última vez que tornei a este infeliz assunto. Afinal isto são só blogs e servem é para nos divertirmos.

Por razões óbvias este post está fechado a comentários.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Ainda dormes?

Está escuro, lá fora, levantas-te e ligas o aquecimento central enquanto pensas que por estes dias tens ligado o aquecimento central todos os dias, vais achar um desperdício quando vier a conta do gás, encolhes os ombros e pensas que está demasiado frio para te preocupares com minudências e enfias-te no duche, sabe-te bem a água bem quente a bater na pele, quando acordas o mais velho já a casa está a uns simpáticos vinte e dois graus, ele salta da cama enquanto resmunga que o deverias ter acordado mais cedo, que o despertador não tocou e mais não sei o quê, sorris e vais para a cozinha, sumo de laranja, pão quente a estalar acabado de sair do forno, papas de aveia e café fumegante acabado de moer. Sais de casa ainda escuro, seis graus, uma maravilha, páras o automóvel e ficam os dois por uns momentos, de mão dada, a ver o dia nascer, o céu começa a encher-se de tons alaranjados muito lá ao fundo, "o meu primeiro nascer do sol, mãe! Que bonito!...". Só no ponto de encontro é que te apercebes que estás meia hora adiantada, quando chega a carrinha que o deixará em Coimbra já o dia é quase dia, dás-lhe um abraço apertado e um beijo e dizes que gostarias de lá estar, o diabo do rapaz preferiu ir na carrinha, que era mais divertido, não sei quê do espírito de grupo, responde-te que vai perder, que este é só para ganhar "calo", que haverá muitos mais, está a crescer o teu rapaz. Quando voltas a casa e estacionas decides fazer um bocado de exercício, afinal saíste equipada, o joelho não te deixa correr mas podes andar num quase trote rápido, inspiras o ar gélido da manhã mas já não sentes frio, é tempo de um segundo duche e de um novo café. E tu? Ainda dormes? Bom dia!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nos blogs também

Descobri recentemente que existe uma doença denominada síndrome de Hulk. Os pacientes desta grave maleita são bastante agressivos, sem que para isso haja uma razão evidente, estão sempre irritados e transpiram raiva. Dizem os cientistas que a culpa é do cérebro que é pequeno. Nada que me surpreenda.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Note to self

Obrigar mini Picantes a levantarem-se quinze minutos mais cedo, todos os dias. E a deitarem-se quinze minutos mais cedo, também.
Perco horas de vida por começar as manhãs aos gritos, todas as manhãs é a mesma coisa, isto de eu andar aos gritos..."Despachem-se! Comam! Vão calçar-se, já! Vistam os casacos! As mochilas? Despachem-se, vão chegar atrasados! Rápido para o elevador! Os lanches? Não interessa, compram na escola. Eu disse para se despacharem, é sempre a mesma coisa, vão chegar atrasados!... dá-me cabo da pele, esta situação de todos os dias um chegar dois minutos antes do toque e outro quando está a tocar.
Teletransporte. Teletransporte é que era.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Uma mesa por dia nem sabe o bem que lhe fazia



(estou capaz de me habituar a isto, talvez faça um workshop sobre a arte de bem pôr a mesa, afinal falamos de serviços para cima de 1.000.000.000.000.000 euros...)

Desejos Picanteanos para 2017

Um blog masculino que me faça suspirar forte.
(que me faça rir, vá...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pérolas a porcos, é o que é

A pessoa vem de um dia de trabalho intenso e tremendamente produtivo, janta, manda as crianças para a cama e hesita entre abrir o computador e dar uma vista de olhos apressada aos do costume ou atirar-se para cima do sofá e ver o episódio seis da segunda temporada do Quantico, pensa que tem ali meia dúzia de comentários para aprovar mais a costumeira vintena de mails para ler, ainda tem de enviar um mail de trabalho. de maneiras que lá se resolve a pôr o portátil em cima das pernas. Quando despacha aquilo que tem de despachar passa os olhos rapidamente pelo feed, lê as duas primeiras linhas dos posts do dia e decide-se a abrir meia dúzia de blogs, este post chama-lhe a atenção, afinal a pessoa recorda-se de mesmo muitas coisas que se passaram nos blogs há mais de quarenta e oito horas, coisas tremendamente divertidas, magníficas até, qual não é o seu espanto quando, ao ler os comentários, não encontra uma única referência, eu disse única hã? atentai bem que eu disse única. mas dizia eu que não encontra uma única referência a essa epopeia gloriosa, sem dúvida o acontecimento mais bonito que algum dia a blogosfera  presenciou. Como é possível seus desnaturados? Ignorarem pérolas destas?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Já tive inícios de ano mais auspiciosos

Acabei de verificar que as minhas calças encolheram todas. Deve ser da humidade ou isso. Este tempo anda tremendamente húmido.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Acabei de decidir

Que, este ano, vou ter uma palavra do ano. "Esquecer" vai ser a minha palavra para 2017. Eu, que tenho uma memória de paquiderme, tenho um problema terrível com isto de esquecer as pessoas do passado, nomeadamente as pessoas que não quero ou não posso ter no meu presente, A verdade é que se poucas são as separações sem mágoa ou ressentimento, também é verdade que rapidamente esqueço a mágoa. E se não é má coisa isso de esquecer mágoas, o mesmo não se aplica aos actos que a causaram. Vai daí que frequentemente dou comigo a recordar momentos altos com um sorriso nos lábios, quase desejando trazer as pessoas de volta, que eram tão fantásticas, inteligentes e fofinhas, esquecendo tudo o resto. E isso é que não pode ser que as pessoas não são pretas ou  brancas, boas ou más, mas sim de uma miríade de tonalidades cinzentas.
E agora estou para aqui meio indecisa, logo eu que costumo ser de rápidas decisões, não sei se será melhor esquecer as pessoas juntamente com as mágoas, se lembrar o pacote completo. Talvez isto de ter palavras do ano não seja muito boa ideia, afinal de contas. Pelo sim pelo não talvez seja boa ideia deixar de ler cartas antigas, as tais que de volta em vez têm a capacidade de me deixar de sorriso nos lábios.