segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Podia ser na bloga

A mãe da Maria sussurra-me que a Filipa não vai longe, que é gorda. E eu a ver que não, que a Filipa de gorda não tem nada e que é provavelmente a miúda que mais longe irá, lá daquele grupo de miúdas que irão longe.
O pai da Mariana não gosta que se diga que a Marta está com uma evolução tremenda, que não, que estão todas ao mesmo nível. E eu a ver que não, que há ali grandes diferenças de nível.
A mãe da Matilde diz-me que a Inês perdeu o gás. E eu a ver que não, que o treinador principal lhe dá cada vez mais atenção.
E eu? Eu divirto-me, claro. Não é essa a ideia?

33 comentários:

  1. A certa altura é só stress' dores e ansiedade. Ninguem se diverte. As mães ainda menos, fazendo comparações que as destroem por dentro. Se se aplicar a minha teoria de que as mães estão cada dia mais osmoticas com os filho, e os filhos cada vez mais competitivos, e os treinadores cada vez mais gananciosos e 'profissionais' a ginastica de competição deve ser horrivel. Estou traumatizada. Espero que a tua menina se divirta, especialmente que se orgulhe dela e do que o corpo dela consegue fazer. É muito maravilhoso que ela consiga avançar, consolidada. É importante que seja consolidada. Tu saberás fazer isso. Eu não tive isso, e ando aqui manca da personalidade. Se falho fico arrastada, tenho pavor disso. Isso é uma herança da (minha) ginástica.

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    1. Estou estupefacta, Uva. Sério que estou. Para mim a ginástica de competição nunca teve por objectivo mais que dar auto-confiança, foco e perfeccionismo a uma miúda insegura. Os objectivos estão plenamente atingidos, por mim saía já hoje. O diabo é que a garota não quer, ama aquilo como a própria vida, está cada vez com melhores notas, à medida que vai tendo cada vez menos tempo, e até tem algum jeito para a coisa. Não tenho qualquer argumento para a tirar de lá a não ser um "transtorna toda a rotina familiar..."
      Mas os pais? Caramba, os pais! Alguns são completamente obcecados por aquilo, bem mais competitivos que os filhos. Mas eles não saberão que isto aqui não é os EUA e que as miúdas não vão viver disto? A pressão que um ou dois daqueles pais põem às miúdas até me enerva, caramba, uma delas a chorar que ia vomitar, a miúda branca que dava dó e o pai a dizer-lhe que assim não podia ser,que não ia a lado nenhures, que não fosse mariquinhas se queria ser alguém na vida. Não me aguentei e tive de meter o bedelho, caramba, aquilo estava a dar-me nervoso miudinho.
      Os treinadores puxam até ao limite, temos de ser nós a pôr travões. E têm o imenso problema de não saber gerir os pais. É tão ou mais importante gerir as expectativas dos pais como as das miúdas.

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    2. (mas a miúda anda feliz, este ano passou para a equipa das estrelinhas, cada treino aprende coisas novas, a verdade é que nem eu quase acredito no que já evoluiu nos últimos meses. Há pouco tempo disse-me que queria ir aos jogos Olímpicos, mostrei-lhe um vídeo de uma esperança americana de 11 anos e só me respondeu um "ah" meio aborrecido. Enquanto andar feliz, sem lesões e com bons resultados escolares fica. A ver... Em Deus sendo amigo pode ser que se farte)

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    3. Picante, eu tenho 40 anos. A tua menina é de outra geração, outros princípios, técnicas e conhecimentos. Eu era só a minha híper magreza, a trave e o pó de talco, mais nada. Eu tinha um dom imenso para fazer ginástica, aquilo nasceu comigo. Não precisava de muito treino porque fazia exatamente aquilo que queria do meu corpo. Depois a minha mãe não ligava nada aquilo, zero. Achava uma certa graça eu andar o verão todo a fazer flicks na praia (e onde calhava) da toalha até à água (fazia uns 20, 30 sei lá) e era só isso. Eu é que depois fiquei doidinha, com os treinadores a darem cabo de mim 4 horas por dia, todos os dias. Era uma pressão descompensada e eu não era boa aluna. E ia a maior parte das vezes a pé para o Sporting, longe como tudo. E fiquei lesionada cronicamente de várias partes do corpo, pulsos então nem se fala, tornozelos é a desgraça, e vertigens nem se fala. E fiquei pobre de espírito porque não consigo fazer nada sem a ansiedade de não ser capaz e ando permanentemente em dieta com a paranóia de ser gorda (que nunca fui). Eu acho que estamos muito melhores nisso e a tua filha é o exemplo. Eu adorava a ginástica (até hoje) mas é dureza máxima, ou fazes aquilo e mais nada, ou esquece. Acho que é um bocado assim com tudo o que é competição à séria.

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    4. Pois mas aí é que entram os pais. Eu já entrei ginásio dentro e disse "basta", quando vi a minha filha a chorar de dores (tinha uma distensão muscular na virilha) porque a treinadora insistia que ela tinha de fazer troca perna com meia. E encarrego-me de tirar a maior parte da pressão que a treinadora lhe põe. A nossa combinação é que ela está lá enquanto aquilo for divertido, mal deixe de ser sai, quando muito passa para uma competição mais light, basta que compita na base e não na elite.
      Ela treina 4 horas por dia, 6 dias por semana, técnicas e material à parte, não penses lá que é muito diferente do teu tempo. E, como tu, entre escola e ginástica, também não tem tempo para mais nada. A competição é mesmo assim, nada a fazer.

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  2. Os treinadores de bancada são muito maus. E stressam os miúdos. O meu filho mais novo praticou hóquei em patins durante 13 anos, isto é desde a pré-primária até ao 12º ano. Treinava na escola e eu ía acompanhando e, mais velho, não assistia mas ía buscá-lo às 23h (ás vezes já ía de pijama e quase adormecia no carro). Aos jogos levei-o a 90% dos jogos, os outros foi com o pai ou com a escola. Assistia na bancada às figuras dos pais. A gritarem, a insultarem, a ralharem com os miúdos. Uma vergonha! eu passei a ir para um canto para que não me juntassem aquela claque. Mas ele gostava e queria muito. Quando terminou o 12º não quis mais. Assim, de repente! e pronto, terminou. E eu felizmente deixei de ver aqueles pais e mães. Ufa que alívio que foi. Boa sorte! Ana

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    1. O maior problema dos filhos são os pais, nada a fazer.
      (vai correr bem... Obrigada!)

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  3. estive na mesma situação neste fim-de-semana, mas no futebol... uma tristeza estes treinadores de bancada, que a falar deveria ser apenas para um incentivo aos miúdos, e ao invés passam o tempo todo a ralhar, no "corram", "desmarquem-se", "vai", "assim não"... uma verdadeira vergonha! E eu fico sempre a imaginar que se isto e em público, que fará em casa, em privado!
    Efectivamente o maior problema dos miúdos são mesmo os pais... :) estes pais... :)
    Noutros dias penso também com uma réstia de esperança que estas figuras tristes são apenas fruto da excitação do momento!
    Carla

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    1. O pior é quando começam os insultos aos árbitros!! E se forem árbitros mulheres, fujam.

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    2. Eu acho que o futebol ainda é pior. Aliás acho que o futebol é o pior desporto de todos, nesse particular. Os pais entusiasmam-se, convencem-se de que têm CR7s em casa e depois é um aborrecimento.

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  4. E depois os miúdos chegam-me à consulta, com problemas de ansiedade, dormem mal, gritam com os professores, rasgam testes, são "hiperativos", têm "problemas de concentração" e os papás com cara de babados não sabem porquê.. A sério se acham que este tipo de pressão idiota sobre todas as crianças lhes vai fazer bem estão redondamente enganados.. até dá pena ver as crianças a sofrer por causa das exigências dos pais (que na verdade são uns frustrados e querem impigir os seus sonhos de infância às crianças)

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    1. Há pressão e pressão. Um bocadinho de pressão nunca fez mal a ninguém.
      (gritar com professores e rasgar testes não é pressão em demasia, é educação em minoria)

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    2. Sofia F. enquanto pessoa da área da saúde mental tenho a dizer que a ansiedade que vejo na maioria das crianças e adolescentes que me chegam às consultas são colocados por professores (idiotas ou não serão outros quinhentos), principalmente desde que foi instaurado o sistema de avaliação de professores pelos resultados dos alunos nos exames nacionais. É preciso paciência sim, principalmente quando me chegam crianças do 2º ano ou 4º ano praticamente em pânico porque os professores só lhes falam dos exames.
      Claro que esta pressão referida, em excesso, só lhes faz mal. Venha ela de onde vier mas infelizmente vejo-a a ser muito mais recorrente no sistema de ensino do que fora dele.

      Já com o rasgar de testes e as atitudes de má educação e falta de limites, lamento mas junto-me à Picante pois creio que isso é mais educação em minoria que outra coisa.

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    1. Pipocante Irrelevante Delirante15 de novembro de 2016 às 10:03

      Alta competição não é exercício, e muito menos dá saúde
      (agora podíamos falar das blogo-maratonistas e dos treinos de alta intensidade)

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    2. Estou a falar da competição saudável.

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    3. Não há competição saudável no desporto. Quando se entra no nível de competição o esforço físico já é em excesso para o corpo.

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  6. Olá pic. Esse " mundo" ás vezes é mau, a minha filhota andou até aos 20 anos, foram muitos anos de sacrifício mas ,lá está ela adorava.Por vezes foi difícil conciliar estudo/ treino.Se a tua filhota chegar a ir à campeonatos, aí sim vais ver o que de pior os pais têm. É um dia que devia de ser de alegria e orgulho mas por vezes acaba por ser um dia de merda, por culpa de muitos pais que não se sabem comportar.Mas o bichinho fica lá sempre, hoje ela está na faculdade a tirar desporto para um dia como ela diz "Voltar ao amor maior " como treinadora quem sabe? Tanto tem de bom como de mau, é deixar até ela gostar e ter prazer de lá estar.
    Xana

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    1. Ela já vai, Xana. E na verdade não tenho grandes razões de queixa, há ali uma espécie de ciúmes entre alguns dos pais mas nada de muito grave.
      Só um dos pais é que leva aquilo um bocado demasiado a sério mas na verdade quem sofre é a filha.

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  7. O maior problema dos filhos são mesmo os pais. Os pais competitivos, os pais que sonham para os filhos algo que os filhos não querem, os pais que desejam que corra algo mal aos filhos dos outros, os pais que apenas sabem ver os milhões de qualidades dos filhos, os pais que são capazes de chamar gordo, feio, mal amanhado aos filhos dos outros. Deus me livre e proteja de algum dia ficar assim! Se assim for alguém me pode mandar logo uma lambada, será um favor que farão à humanidade. Para que fique registado prefiro ficar em casa a passar camisas a ferro do que ir ver um jogo de futebol de putos e adivinhem, não é por causa da qualidade do futebol...

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    1. Ai meu Deus! Quer isso dizer que mini Picante não é a melhor, mais bonita e elegante ginasta de todos os tempos? Céus!...

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  8. Pipocante Irrelevante Delirante15 de novembro de 2016 às 10:13

    Uma coisa é falar de profissionais, adultos, outra é de crianças.
    Eu quando era puto, e via modalidades de camadas jovens, também berrava e exigia, mas com o avançar da idade passei a ver o desporto de formação como isso mesmo, formação. Para levar com seriedade, empenho, competitividade, exigência, mas acima de tudo com o intuito de formar atletas e pessoas. Alguém tem de ganhar, alguém tem de perder (odeio aquela filosofia de que todos são vencedores), aceitar isso com desportivismo e naturalidade, e acima de tudo, dar o máximo, ou como se diz, suar a camisola.

    Agora, ver pais a "analisar" miúdos de 10 anos ou menos, a pedir satisfações a treinadores porque o seu fedelho está menos evoluído do que o do treinador do lado, que acham que deviam abandonar porque não têm jeito... é mesmo deitá-los a uma piscina cheia de crocodilos e pedir para fazer os 50mt costas

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    1. Mais ou menos PID, mais ou menos. A prática de desporto de competição a determinados níveis tem de ter um plano com objectivos traçados e muito bem explicados aos pais, por trás. Caso contrário acho que não vale a pena. O transtorno da dinâmica familiar é de tal maneira grande, o sacrifício dos pais (e digo pais porque, em principio, as crianças estão lá por gosto e opção) é de tal maneira grande que tem mesmo de valer a pena.
      Caso contrário mais vale fazerem uma competição mais light. A minha filha tem objectivos traçados a prazo. Pode não conseguir alcançá-los ou pode fartar-se da vida que leva antes disso e estará tudo bem na mesma. Mas tem de ter objectivos sérios ou então não merece a pena todo o sacrifício de passar lá 4 horas por dia.

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  9. Pois eu começo a ter muitas dúvidas em relação a esta "filosofia" de vida para os miúdos.
    A minha miúda não sabe o que fazer quando tem tempo livre. Não consegue ficar entediada.
    No final de Outubro ficou com uma tarde "livre" (foi para casa das 14 às 18h -Nunca tal tinha acontecido nos últimos 6 anos - ela tem 11). E foi o horror. Porque não a deixei fazer nada relativo oom as actividades. e aquilo foi tortura para a miúda.
    É que ela está habituada a ler/ouvir musica/brincar, etc em intervalos de tempo muito curtos (nunca tem mais de 30 minutos seguidos para este tipo de coisas - seja em casa, seja entre treinos/atuações/aulas).
    Já há um mês atrás, obriguei-a, num sábado, a faltar a manhã toda aos treinos, para poder ir a uma festa de anos. Foram ver um filme e depois havia brincadeira. Depois de ver o filme aguentou 20 minutos e já estava farta de estar ali.
    Saltou, pulou, correu, fez todas as macacadas. 20 minutos e já está.
    Ela está "formatada" para 20-30 minutos de tempo livre no máximo. E não consegue mais do que isso (a não ser que a deixe treinar, treinar e treinar, e aí ficava horas - mas isso está mais do que proibido, porque acho que já tem horas de treino a mais.
    Não sei se se passa o mesmo com a sua. Como faz?
    Ana S.

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    1. Não tenho de fazer nada, Ana. Mini Picante aproveita cada minuto de tempo livre que tem para estudar. Ao fim de semana lá tem uma tarde ou manhã livre para fazer o que quiser mas tanto se entretém com as amigas, como esparramada no sofá em frente à televisão. Nunca tive esse problema de não saber o que se fazer quando não se está a treinar, nem sei que lhe diga.

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  10. Não tem nada a ver com desporto mas está relacionado com competições infantis e pais...já alguém viu um programa do TLC (esse canal fantástico lol) das meninas que vão aos concursos de "Miss"? Não me recordo agora do nome mas inclusivé teve um spin off de uma das concorrentes a Honey Boo Boo (no commments...); bem isto para dizer que se querem ver pais "assanhados" e crianças na minha opinião exploradas é ver esse programa! Desde meninas de 4//5/6 anos a submeterem-se a "body tanning", sobrancelhas a cera e próteses dentárias (pois naquele idade é normal faltar um ou outro dentito mas para o juri tudo tem de estar perfeito!)a ensaios exagerados com as crianças a cair de sono bem enfim...

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    1. Há muitos anos vi uma coisa semelhante a isso que descreve. Uma espécie de concurso de "misses" de 4 ou 5 anos. Passava-se nos States e fiquei agoniada.

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    2. Os concursos infantis é a venda de crianças no seu ex-libris.
      Já viram a campanha daquela menina que posou para a vogue? Como se fosse uma adulta?
      E aquilo é legal...a sexualização completa de uma criança mas como é "moda" e "chique" e "top" não tem problema. Dá-me uma volta ao estômago ver pais com tanta vontade de vender a imagem dos filhos. Credo.
      O que vejo nessas pessoas é uma grande falta de autoestima e frustração. Já viram bem as mães das crianças? Usualmente pessoas feias, sem qualquer estrutura familiar, sem carreira, sem objectivos, nada. Não admira que depois queiram usar os filhos como troféus, afinal é a "sua" única hipótese de serem bem sucedidos na vida.

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  11. A minha filha tem 4 anos e pediu -me para ir para a acrobática. Começou há um mês no escalão mais baixo e adequado à idade, os pacotes de açúcar, e tinha treino 1,5h por semana. Ao fim de 3 semanas de treinos a professora conversou comigo e disse -me que ela ia subir de nível. O problema foi que subiu para o quarto nível saltando o segundo é terceiro. Agora é ver a minha filha de 4 anos a ser volante de meninas maiores e a treinar 5h por semana. Eu espero que ela chore para não ir e queira desistir, mas ela todos os dias me pergunta se é dia de ginástica. Adora. E a nova professora diz que ela nasceu para aquilo. Eu ando assustada com esta subida, com esta exigência quando ela apenas tem 4 anos. A semana passada despediu-se da professora a dizer que ia jantar ao restaurante, a resposta foi: olha que não podes engordar!!! Wtf? Nem queria acreditar. O meu mais velho joga futebol e ela anda na ginástica, e eu sempre disse (santa inocência) que filhos meus não haveriam de praticar desportos de competição...

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    1. Se alguém dissesse a um filho meu de 4 anos que não pode engordar, não só nunca mais via o meu filho como eu fazia queixa à CPCJ.
      Isso não só não é normal como é tudo menos saudável. Se quer ensinar a sua filha desde os 4 anos a ter medo de engordar não se admire se na pré-adolescência começarem logo as perturbações alimentares. Essa pessoa é completamente inconsequente e é óbvio que não tem qualquer capacidade para lidar com uma criança da idade da sua, certamente não percebe patavina de desenvolvimento infantil, seja o físico ou o psicológico. E parece claramente estar-se a marimbar para a saúde da sua filha (e de todas as outras crianças idem).

      Eu fico parva! Pior só mesmo os pais que vêm isso a acontecer e não protegem os filhos! Se eu quiser empanturrar a sua filha de doces e a meter todos os dias à frente da tv deixava-me mesmo que ela adorasse? Não, pois não? (espero mesmo que a resposta seja não).

      Já falou com o pediatra sobre o facto da sua filha fazer 5h de treino por semana, dessa forma intensiva? E já conversou com uma pedopsiquiatra sobre esse tipo de comentários desde uma idade tão precoce? Se não acredita em mim, vá a esses profissionais e veja o que lhe vão dizer sobre o tipo de problemas que a sua filha pode vir a sofrer!!

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    2. Eu concordo perfeitamente com o Anónimo. Aos 4 anos podem e devem praticar desporto mas pense bem se quer esse nível com essa idade... Há um motivo para a minha ter entrado para o ballet clássico (e mega rigoroso) aos 6 anos...

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    3. Concordo com as anónimas, desculpe Daniela, não é julga-la, mas alertá-la.
      Eu tenho um menino de 3 anos e ele adora jogar futebol, mas ainda não o coloquei num clube (dos pequeninos!) porque acho demasiado cedo para o sujeitar a treinos "rigorosos" (isto é, sem ser uma mera brincadeira), eles têm tanto tempo para horários rigorosos, coisas sérias... agora é tempo de brincar. E se a sua filha gosta de ginástica acho bem que a faça, mas parece-me agressivo para essa idade 5h treinos, algo tão rigoroso, e nem falo do comentário, que se a professora disse isso à sua frente, não sei o que dirá quando não está presente. Ela sendo realmente boa em ginástica, sendo algo inato, ela será boa agora aos 4 anos, ou aos 6, 10, etc...

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    4. Pelos comentários que leio (sobre a atitude de certos pais) vejo que há pais completamente doentes (mentais)... medo!!

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