segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Temo verdadeiramente pelo futuro desta geração

E lá estava ela, indignação da voz, enquanto defendia o seu rico filho questionando as medidas e regras da escola, que aquilo não servia para nada, que era contra-producente, uma vergonha, completamente anti-pedagógico, onde já se viu? Um professor a fazer chantagem com os alunos, a ameaçá-los de falta disciplinar caso não se calassem e não seguissem a aula em silêncio, que o seu pobre filho tinha sido muito injustiçado, pois que tinha sido mandado para a rua ainda nem a aula se tinha verdadeiramente iniciado.
E lá estava eu, a virar-me para trás, olhos arregalados, ao ouvi-la dizer que não podia ser, que o pobre do Martim já contava seis ou sete faltas disciplinares, ainda nem um mês de aulas se tinha ultrapassado. Revirei os olhos quando uma mãe se queixou que era frequente a filha não perceber exactamente que trabalhos de casa passava uma das docentes e arfei quase audivelmente quando reparei que vários dos pais passavam as datas dos testes e horários de aulas de dúvidas. 
E lá voltei eu, a levantar-me apressadamente, no segundo em que a directora dava a reunião por encerrada, sou sempre a primeira a sair, continuo em modo "tirem-me deste filme", gosto muito de reuniões de pais, não sei se perceberam.

(O Martim? Oh!... pobre do Martim, estou para aqui capaz de dizer umas coisas sobre o Martinzinho, desculpabilizado pela sua mãezinha, mas pensando melhor acho que isto é coisa para merecer um postezinho inteirinho de maneiras que fica para amanhã)

51 comentários:

  1. E quantas mais faltas terá no futuro o belo do Martim, se a mãe tem pena e acha que a culpa não é dele? Ai no meu tempo - expressão que detesto, mas nenhuma outra reflecte o que quero - se tivesse uma falta, uma que fosse, havia de ser bonito em casa. Ficava logo de castigo.

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    1. O meu filho teve uma, o ano passado. Por uma coisa de pouca importância, inclusive a própria da professora me disse, mais tarde, que naquele dia estava irritada e eles estavam especialmente conversadores, que ele acabou por ter um castigo excessivo.
      Independentemente do excesso de rigor que houve por parte da professora, nós nos encarregámos de lhe fazer perceber que regras são regras e ele tem mais é que alinhar pela direita. É que era mais o que faltava!

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  2. Picante, aqui no blog faz e acontece e não tem medo de nada. Na vidinha real amocha e limita-se a arregalar os olhos e sai com o rabo entre a pernas? Vá-se lá perceber isto.

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    1. É. Ando sempre com o rabo entre as pernas e olhos arregalados, eu. Sabe lá, é um desassossego este meu péssimo hábito de não me virar para uma desconhecida, no meio de uma reunião com outros desconhecidos, só para lhe dizer que talvez seja melhor estar calada e não dizer barbaridades ou que está a educar mal o seu filho. É isso e não repreender os outros pais por tomarem nota das datas de testes dos seus filhos. Realmente... Onde já se viu? Não há perdão para mim.

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    2. Era suposto a picante ter feito o quê? Espancado a mulher?!

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    3. Chama=se educacao Anonimo

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    4. Existem muitas formas educadas de dar uma opinião. Se uma pessoa acha que é seu direito opinar sobre um assunto, por que não fazê-lo perante os visados? Se, por outro lado, acha que esse assunto não é da sua conta, porquê fazê-lo nas costas deles?

      Chama-se carácter, KIM.

      (não sou a Anónima das 09h29)

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    5. Mas uma pessoa pode opiniar sobre tudo, sem se achar no direito de opinar directamente com os visados, a não ser que eles peçam opinião.
      Tanta, mas tanta coisa na minha vida que eu opino (sou uma opinadora, fazer o quê?!) em que não falo directamente com as pessoas, a não ser que me perguntem. Porque, não é da minha conta (a não ser que me perguntem), mas eu gosto de dar opinião, não me parece que seja falta de carácter, fiquei agora a saber que era, vou ter de rever todos os meus conceitos e princípios... só que não!

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    6. Aliás, tenho uma opinião (lá está, sou muito opinadora!) sobre esse comentário (09:45), mas não a vou dar... por educação! Mas pode-lhe chamar falta de carácter, ou o que quiser!

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    7. Oh, mas eu dei a minha opinião que eu também gosto de dizer coisas cá do que eu penso. Disse que independentemente de eu achar que a aplicação da regra deveria ser feita com bom senso, as regras eram feitas para se cumprir e eles tinham mais é que alinhar pela direita.
      Abstive-me foi de censurar os pais que copiavam cuidadosamente as datas de testes, dizendo-lhes que os meninos já eram crescidinhos o suficiente ou de dizer àquela mãe que deveria era dar um valente apertão ao menino em vez de o desculpar porque, lá está... não era da minha conta.

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    8. Nao disse que toda a gente tem que dar a sua opiniao sobre tudo em todas as situaçoes... Mal seria! Disse que tenho a minha opiniao (que tambem eu sou muito opinativa...) sobre quem cala na frente e fala nas costas. E nao lhe chamo "boa educaçao". Mas concordo consigo, chamar falta de caracter talvez seja forte demais...

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  3. Ohhhh Pê, é nítido que não percebe nada disto! A culpa (será anti pedagógico dizer isto? Toda a carga emocional que esta palavra tem...) não é do Martim, a culpa é do sistema! Porque o sistema... coiso! Esta condescendência para com os Martins da vida, os paizinhos a defenderem o que não tem defesa, só porque acham que o seus filhinhos queridos do coração, não são capazes de determinadas atitudes (são tão injustiçados coitadinhos), é que estão a produzir temas (futuramente) fracturantes. Rica criancinha que estão a educar, nitidamente preparada para a vida.

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    1. A mãe até tinha razão numa coisa. A regra está a ser aplicada sem bom senso, é estúpido mandar um aluno para a rua com falta disciplinar por pedir uma borracha ao colega do lado. Se fazem isso nesta situação, que farão quando há situações de indisciplina evidente?
      Mas ela também tem a obrigação de saber que desculpabilizar meninos é o pior que se pode fazer. Se eles passarem o tempo a pedir borrachas não se consegue dar aula. E desde que saibam as regras têm mais é que as cumprir. Pela conversa que apresentou na reunião estou capaz de acreditar que ainda disse ao filho que ele tinha muita razão e que os professores é que eram demasiado rígidos.

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    2. Não creio que um professor mande um aluno para a rua por "pedir uma borracha ao aluno do lado", pode fazer isso depois de avisar 500 mil vezes a classe para estar calada e eles continuarem a falar, vai chegar uma altura em que alguém vai pagar por todos e por vezes pode não ser a situação mais justa. Mas é a vida! Já no meu tempo existiram situações dessas, alguém pagar pelos outros todos, porque a professora já estava tão farta de avisar, que chegou a um ponto e foi aí que apanhou aquele.

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    3. Acho que eles estão a entrar um bocado a matar para impor respeito. Ao que me conta um meu filho a coisa tem sido um bocado exagerada, principalmente em duas disciplinas.
      As regras da escola são essas mesmo, quem fala na aula vai para a rua com falta disciplinar, há quem leve aquilo mesmo à letra.
      Só para que veja o meu levou uma advertência escrita por estar encostado à parede, em vez de sentado direito na cadeira. Mas se são as regras eles têm mais é que as cumprir.

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  4. F***** fico pasma com alguns pais e quanto a reuniões do meu filho ainda agora começou. As reuniões são surreais, os pais parece que querem bater aos professores tal a agressividade com que falam. O ano passado, por esta altura, já alguns pais tinham tentado colocar os professor fora, porque não andava com os meninos ao colo! Temo muito pelo futuro destes meninos enquanto os pais além de lhe fazerem a papinha toda ainda os desculpam quando não cumprem as regras. Não me espanta no entanto quando os pais, ao levarem os filhos à escola, estacionam no lugar para deficientes! Onde está o cumprimento das regras???

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    1. Ui, os condutores, tanto que haveria a dizer sobre os condutores...

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  5. Já presenciei vários "encarregados de educação" desse género.

    Entre uma que achava uma injustiça o professor ter dado uma má nota num trabalho onde, segundo o professor, não foi feito o que foi pedido (o trabalho tinha 0 de conteúdo, mas tinha muitos desenhos, para a mãe bastava isso para ter direito a nota máxima).
    Outra que achava uma falta de respeito para com os pais, o miúdo ter levado 30 exercícios para fazer em casa num fim-de-semana, e o professor a explicar que aquilo era o trabalho de 15 dias de férias, se todos fizeram menos ele, ele teria que levar algum castigo. E a mãezinha, que não, coitadinho do menino passar tanto tempo a estudar.
    Outro que tinha um filho bully assumido, o miúdo nem disfarçava as maldades que gostava de fazer, e o pai a dizer que não, era tudo mentira, os outros 28 miúdos é que estavam a mentir.
    E isto eram tudo famílias de bem, filhos de professores advogados e empresários de sucesso, onde supostamente há educação.

    Susana

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    1. Eu tenho dois modos de estar em reuniões de pais: o modo "tirem-me deste filme" e o modo "hum? não ouvi, estava a li ocupada a responder a uns mails".
      Não tenho a menor paciência, aquilo é pura perda de tempo.

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  6. Pipocante Irrelevante Delirante10 de outubro de 2016 às 13:00

    Tirando da equação casos extremos, que sempre houve e sempre haverá (aqueles em que os pais se descartam da educação dos filhos, ou defendem as suas acções imbecis, pelas mais diversas razões)

    A diferença entre hoje e o "meu tempo", é que quando um tipo era apanhado a fazer uma qualquer borrada na escola (e não só), era castigado. Hoje, é desculpado. Apenas isso.
    Ou como diz o ditado, vergonha não é roubar, é roubar e ser apanhado. Hoje é-se apanhado, mas nem assim se cria vergonha.

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    1. Claro PID, toda a gente sabe que os professores são pessoas más e sádicas que torturam as criancinhas.
      (pobres professores, a sério que os admiro)

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  7. Deixem lá as mães e os filhos dos outros! A vossa vida não vos basta?
    Que se critique as coisas que as pessoas põem online, até sou capaz de entender, mas colocar aqui um assunto que aconteceu numa área privada? Não me parece de bom tom. Se a Picante tinha alguma coisa a dizer, era lá, não aqui, onde toda a gente pode ler e apenas sabe a sua versão. Não me parece nada justo ou razoável.
    Eu também não gosto nada de reuniões de pais e nem acho muito proveitoso falar-se dos alunos em conjunto, defendo que devia ser em privado, para quem quisesse ou precisasse. Por que não gosto? Para não haver julgamentos como a Picante acabou de fazer.

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    1. Área privada? Sua versão?...
      Qual é exactamente a diferença entre criticar algo que uma pessoa escreve ou que uma pessoa diz? Explica-me?

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  8. Oh Picante... Mas os meninos nunca têm culpa de nada. O ano passado tive um que mordia constantemente o meu do meio (numa idade em que já não se resolvem as coisas à estalada, quanto mais à mordidela). A mãe, muito shanti, só dizia coitadinho do menino (se ele era castigado no colégio, ela depois não o podia castigar em casa e blá-blá-blá). Eu tentei todas as vias e, um dia, armei tal escandaleira com a directora do colégio que, no final, na reunião ficou assim: Se o X não se adapta ao colégio, este colégio não é para ele. Ameaçado com expulsão, milagrosamente, passou a adaptar-se e acabaram as mordidelas.

    Farta de mães shanti e dos seus filhinhos.

    Beijo,

    Joana

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    1. Não tenho a menor paciência. A minha filha teve um menino da turma dela que batia em toda a gente, baixava as calças e simulava o acto sexual. E a idiota da mãe a dizer que ele era mais velho, que estava a descobrir a sua sexualidade, que tínhamos de ter paciência.
      Sorri para ele e disse-lhe, na minha voz mais doce, que no dia em que o menino resolvesse descobrir a sua sexualidade às custas da minha filha iria sentir todo o peso da minha mãe, que lhe passaria imediatamente todo e qualquer desejo. Foi remédio santo, nunca a minha filha foi incomodada por aquela peste.

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  9. Como professora posso-lhe dizer que já apanhei miúdos malcriados que baste (embora verdade seja dita, tenho sorte e só tenho cerca de 10% de miúdos rudes e muitos deles é rudeza causada por preguiça em trabalhar). Mas pelo que vejo existe um motivo para as mães de Martim. Enquanto existem miúdos que falam torto para nós e também o fazem aos pais, existem miúdos completamente sonsos e dissimulados que vivem em regime autoritário em casa e fora desta são o "terror". As mães dos primeiros conhecem as peças que têm em casa, dão-nos razão e não se importam que se dê castigos, até agradecem. Já as dos segundos dá asneirada da grossa, pois os meninos são umas jóias. Nós é que não os sabemos controlar, os outros meninos é que se afastam deles porque são maus, etc, etc, etc. No fundo, a culpa é de toda a gente menos da criança em questão.
    No meu caso (não falo pelos outros), as mães que mais fazem estas coisas sofrem da doença do "novo-riquismo" em que elas e suas crias são gente de bem e chique, mas qualquer contrariedade foge-lhes logo o pé ao chinelo.

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    1. Os meus filhos já tiveram verdadeiras pestes nas turmas por que passaram. Na grande maioria dos casos os pais eram pessoas completamente normais.
      (mas isso que diz dos sonsos é completamente verdade, o meu próprio filho ficava escandalizado com a mudança de comportamento de um dos colegas à frente dos pais...)

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    2. Já eu sou envergonhada ao contrário, o meu filho que era o terror em casa (aos 3 anos, melhorou imenso quando começou a entender os castigos, agora é um miúdo normal) e na escola tinha as profs sempre a dizer bem dele.
      A primeira reunião da pré no natal estive feita Parva a olhar para a prof e no fim perguntei se tinha a certeza que estava a falar do meu filho e se não estava confundida.

      Já trabalhos de casa nas férias que não seja dar uma vista de olhos ou ler um livro, já sou totalmente contra

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    3. Aos 3 compreende-se. No segundo ciclo nem por isso. Quanto aos tpc acho que devia ser reduzido a no máximo 3 exercícios (ou menos, dependendo das alíneas), até porque defendo que a matéria deve ser dada em aula e que os jovens também precisam de momentos de lazer. Nas férias, só acho que deve-se pegar na matéria uns dias antes para refrescar a memória e anotar o que já foi esquecido, para recuperar. (Nota: estou no tablet e por vezes não comento na caixa certa, desculpem eventual confusão).

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    4. Eu era mesmo contra os tpc's (coisas de mãe com formação pedagógica recente), no entanto, consigo compreender a motivação da professora até porque ela se justificou muito bem com os motivos para os trabalhos de casa, tem bom senso, envia só em dias alternativos e envia poucos.
      Nas férias de verão, como ia ser a mesma, também enviou, deu para fazer uma ficha muito de vez em quando, manter a matéria na memória e ter tempo para brincar.

      Mas existe uma professora na escola do meu filho que manda a miúdos da primária 3 a 4 fichas diariamente e para ser sincera, se ela fosse professora do meu filho eu já lhe teria apresentado os meus motivos (com evidência cientifica pedagógica) do porquê de não querer que ele fizesse os TPC's e ele não faria, nem que eu tivesse de fazer queixa dela.
      Sinceramente acho-a uma péssima profissional, precisamente o contrário da professora do meu filho.

      Num outro caso, numa escola primária também, sei de um caso de uma professora que está agora com o 1º ano, com depressão grave, a 1 ano de ser reformada e é horrível para os alunos. Todos os dias grita com eles que nem uma descompensada, se os miúdos olham para o lado já estão a levar cartões vermelhos (de comportamento), os miúdos começam a ter pavor das aulas e a detestar a escola enquanto os responsáveis dizem para "terem paciência" porque a senhora para o ano já não está a dar aulas... mas e os miúdos? E o futuro destas crianças? E o facto de toda a turma detestar a escola? Eu sinceramente acho os pais muitos brandos nessa situação, acho inadmissível colocar-se em causa o bem-estar emocional das crianças porque não se querer afastar um professor incompetente. E isso também acontece muito no nosso país mas "não dá jeito" falar desses casos.

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    5. "nem que eu tivesse de fazer queixa dela."
      Isto diz tudo, não diz? Os professores têm que andar com o rabinho entre as pernas, além de tooooodo o trabalho que têm que fazer.
      Ai, como adorava ver alguns paizinhos a:
      1- assistir ao comportamento de seus fofinhos dentro de uma sala de aula
      2- tentarem dar uma aula a uma turma, mas daquelas potentes, não daquelas de elite.
      Depois disto, gostaria de ouvir as suas opiniões e se ainda "tivesse de fazer queixa dela."

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    6. Eu exijo profissionalismo de un professor, tal como exijo do meu filho respeito pela professora.
      Nunca entrarei a matar com um professor mas o lugar dos incompetentes é na rua. É quem é bom profissional nao tem nada a temer.

      Lá está: ai de quem disser que há peofessores incompetentes.
      E realmente essa atitude diz muito. De si. Se nao percebe de desenvolvimiento infantil e pedagogía e nao percebe o quao mal faz aquilo que relatei entao tenho pena de todos os seus alunos.

      E farei queixa de qualquer um que seja incompetente mas nao lhe vou berrar ou gritar. Nao peecisa de ter medo... A menos que seja incompetente.

      (Peço desculpa por eventuais erros mas estou com un tlm)

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    7. Porque está dentro da sala de aula, 5 horas por dia, e sabe de tudo o que lá se passa, não é?
      Sabe quantas vezes a professora manda calar, estar quieto, virar para a frente, sentar direito... antes de conseguir fazer algo com a turma e até mesmo durante, não sabe?
      Sabe bem quais são os alunos que trabalham na aula e os que simplesmente estão lá a ver a banda, não sabe?
      É sempre bom apelidar de incompetente quando estamos do lado de fora, onde tudo é perfeito e um mar de rosas. E onde quando um aluno se recusa a ter o comportamento adequado a uma sala de aula e a trabalhar a culpa é, sem qualquer sombra de dúvida, do incompetente do professor que lhes calhou.
      Não sei se sabe, mas bons e maus profissionais há em todas as áreas, mas quando apelida alguém de incompetente convém que o faça na posse de TODOS os elementos e não apenas por aquilo que se ouve.

      P.s. escrever no telemóvel não desculpabiliza os erros.

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    8. Concordo que os professores têm uma profissão muito difícil, e que não é suficientemente valorizada pela sociedade. Por isso mesmo me custa ver comentários de uma professora escritos com tanto azedume e ressentimento. E com tanto preconceito (a parte da «doença do novo riquismo»...). Percebo completamente a necessidade de desabafar, mas acho que há desabafos que ficariam melhor dentro da sala de professores, ou de outros contextos do género... É que, quando são feitos em público, não fazem nada pela imagem da sua profissão.

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    9. A professora do comentário original sou eu e só fiz esse e o dos poucos tpc/3 exercícios. O outro anónimo não sou eu e concordo que seja um pouco agressivo, embora entenda. Quanto ao preconceito do meu comentário original, lamento se fui ofensiva, mas note-se que falei "no meu caso", ou seja, os pais que são mais problemáticos no meu local de trabalho correspondem a esse estereótipo. Claro que há gente assim em todas as classes sociais, mas comigo ainda não houve "variedade". Aproveito e afirmo que entendo a postura de quem criticou os professores que dão excesso de trabalho. Aliás, não ė por ser professora que vou defender toda a minha classe profissional, pois existem sim maus professores (tive vários e a mentalidade de que não se pode criticar irrita-me).

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    10. Pois, realmente pensei que era a mesma professora em todos os comentários... Quanto à questão da defesa da classe profissional, não acho de todo que não se possa criticar. Até acho que se deve fazê-lo, de forma a dizer que, enquanto classe, não nos revemos em determinadas coisas. O que queria dizer é que, quando falamos como membros de uma classe profissional, é importante ter cuidado com a forma como o fazemos, porque o que dizemos contribui para credibilizar (ou descredibilizar) essa profissão.

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    11. Acho que os erros do telemóvel, quando se tem um que corrige para o espanhol automaticamente, se deve dar algum desconto mas pronto. Eu não tenho vida para rever o texto 1001 só para lhe fazer o jeito. Se achar mal, o problema é seu.

      Em relação às atitudes mal criadas de uma criança acho que é preciso evidenciar que sou totalmente a favor dos castigos e das repreensões. O que é muito pouco natural é saber-se que uma pessoa tem zero capacidade para estar com crianças, está com uma valente depressão mas permitem que ela aterrorize toda uma sala de crianças com 6 anos. Ora, quando 28 crianças estão mal e relatam todos os mesmos problemas, têm pavor da escola, detestam a professora e os responsáveis pela escola anuem que o problema existe...hum...de certeza absoluta que o problema é das crianças, certo? Nunca dos professores. Esses é que são sempre um poço de virtudes e de capacidades pedagógicas e de profissionais exemplares, não é? Nunca ninguém terá visto um professor incompetente na vida. Mas mesmo sendo incompetente não se pode chamar incompetente, não é?! Já me esquecia...

      Quando à outra professora que passa imensos TPC's mas nem os corrige, que manda TPC's sem sequer ter dado a matéria e por aí vai ... ela também é um poço de virtudes e de profissionalismo. Não sei muito bem foi onde ela aprendeu sobre pedagogia e ensino. Em Portugal não foi de certeza, só se tiver sido há 50 anos atrás...

      Quando ao meu filho felizmente ele tem uma professora excelente (no ensino público, pasme-se) que é extremamente profissional. E terá todo o meu apoio nos castigos que aplicar ao meu filho e tem todo o meu apoio em tudo o que faz. É uma excelente profissional como imensas outras que existem no país, aliás existindo tantos e tão bons professores em Portugal no desemprego eu fico é pasma com as possibilidades que se dão a professores com doenças do foro psicológico, com professores com uma grande falha no que concerne medidas pedagógicas e educacionais.
      Se eu fosse professora, eu tinha vergonha de ser dada a oportunidade de leccionar a maus professores enquanto outros profissionais óptimos se encontram no desemprego.

      Mas eu já me esquecia que estamos em Portugal. Aqui não interessa pensar ou agir para melhorar o ensino. Aqui o ideal é estarmos todos caladinhos e dizer "amém" ao professor, nem que este nos diga que 2+2=5.

      Por isso, lamento, mas eu depreendo que alguém é um mau professor quando este tem medo de ter uma queixa por más práticas pedagógicas por berrar ou gritar constantemente numa sala de aula, por não ter paciência com as crianças, por não ensinar as crianças, por lhes dar uma carga excessiva de trabalho e por não se esforçar minimamente por auxiliar os seus alunos.
      Se é dificil ser professor? Claro que sim mas quando foram para essa profissão já aceitaram à partida as condições que o trabalho implica, nomeadamente trabalhar com crianças. E trabalhar com crianças é sempre desgastante.
      Quem não quer trabalhar com crianças, com a sua humanidade e com o seu desenvolvimento, tem bom remédio: muda de área, de preferência para trabalhar com adultos ou com máquinas. Aí, sim, podem exigir que se comportem como máquinas.

      E, mesmo assim, muitos comportamentos que professores têm com os seus alunos, seriam consideradas agressões e assédio verbal se forem realizados em contexto laboral entre superiores hierarquicos.

      Mas não digam que há professores incompetentes. Não. Nunca. Protejam-nos, deixem-nos ter acesso à vontade às crianças. E depois admirem-se que os alunos em Portugal detestem a escola e os professores. Admirem-se que tenhamos uma das maiores taxas de desistência escolar na Europa.

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    12. Sim, claro, que uma das maiores taxas de desistência escolar da Europa é mesmo dos professores...
      E quem lhe disse que os alunos em Portugal detestam a escola e os professores?
      Ó santinha, porque não tira o curso e não vai lecionar, se é assim tão boa?

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  10. Sim, tirando os sonsos, os pais das outras pestes também parecem ser pessoas normais e educadas.

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  11. O Martim já tem 7 faltas disciplinares??? E a mãe ainda acha que a culpa é dos outros?!
    No meu tempo não se passava nada disto, se um colega (eu era bem comportada!) tivesse falta disciplinar (jamais vi alguém, nem o aluno com o pior comportamento do meu tempo, ter 7 faltas com 1 mês de aulas!) tentava ao máximo escondê-lo dos pais, senão sabia que ainda levava nas trombas!!

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    1. A turma já tem uma catrefada delas. É agora ao início, espero.

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  12. Eu já vi (no meu tempo de aluna) uma professora que detestava um aluno da minha turma simplesmente a dar-lhe faltas disciplinares (ou a tentar dar-lhe) por tudo e por nada. Principalmente por nada, até porque ela inventava coisas.
    Chegou a um ponto que o nosso Director de Turma vinha falar connosco para saber a nossa versão (da turma) pois ela chegava ao cúmulo de distorcer ou inventar coisas para poder fazer queixa dele.

    E a senhora parecia maluca: mandava-o calar estando ele calado, mandava-o sentar-se estando ele sentado, implicava com tudo o que ele trazia, com tudo o que vestia e com tudo o que fazia. Um dia ele veio do intervalo com uma fita na cabeça por causa do suor de ter jogado futebol e ela obrigou-o a tirar a fita do cabelo porque ele "parecia um mariconço" e estava a fazer aquilo para a "provocar", o rapaz usava o cabelo cortado em "tigela" e por vezes trazia um elástico no pulso para o prender (mesmo que fosse por ser homossexual ainda gostaria de saber o que é que ela tinha a ver com isso) e no dia em que ela se apercebeu do elástico fez um chinfrim do género, expulsou-o da sala e tentou fazer outra queixa disciplinar dele.
    Não sei a história que ela contou ao nosso DT da altura mas deve-lhe ter parecido muito descabida pois ele veio-nos perguntar porque é que ele tinha sido expulso... (e foi a partir daí que éramos sempre todos questionados de cada vez que ela se lembrava de tentar fazer mais uma queixa disciplinar dele).

    Por isso, apesar de eu ser totalmente contra a má educação gratuita com um professor também sei que há situações destas onde os alunos têm mesmo razão. E não acho que se deva "deixar ficar".

    O cúmulo desta senhora foi ter-lhe dado um valente estaladão do nada. Mas literalmente do nada. E a estalada foi tão forte que mais pareceu um murro. Do nada. Unicamente porque achou que ele estava outra vez na lua (ele estava a olhar para ela, calado). O rapaz, que já tinha começado a ir para as aulas de fato e gravata (e se alguém me estiver a ler que tenha andado comigo na escola já sabe de quem falo). Ele apresentava-se de forma irrepreensível na sala dela e comportava-se de forma irrepreensível (cá fora obviamente que dizia cobras e lagartos dela e convenhamos que tinha toda a razão). Dentro da sala ele fazia uma espécie de protesto silencioso contra ela.

    Foi o dia em que o rapaz, calmo que só ele, lhe disse que se ela lhe tornasse a fazer tal coisa lhe metia um processo em tribunal por tudo o que fizera até ao momento e que ia procurar um advogado com os pais para fazer queixa à direcção regional de educação.

    E eu, hoje, sendo muito sincera, se tivesse uma professora que fizesse ao meu filho o que aquela fez ao meu colega de turma, eu não sei se teria tão sangue frio para não lhe espetar um valente estaladão quando a apanhasse à frente. E iria até onde me fosse possível para que ela nunca mais na vida pudesse leccionar uma criança.
    E que me desculpem os defensores de todos os professores, mesmo dos péssimos, mas para mim um péssimo professor merece o olho da rua, merece ser expulso das listas de espera. Quem é como aquela senhora não merece o direito de estar como docente perante crianças ou adolescentes, aliás deveria ser obrigada a manter-se longe deles.

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    1. Tem toda a razão mas não é nada disso que se passa ali. Há apenas um rigor algo excessivo que suponho ser apenas para marcar uma posição inicial. A maioria dos professores têm bom senso...

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    2. E não há profissionais doutras profissões desequilibrados? Porque é que os professores tinham de ser todos bons?

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  13. A partir de certa altura resolvi a questão das reuniões de pais deixando de ir. Passei a aproveitar a hora do encarregado de educação que marcava com antecedência com os directoras de turma. Ia lá, blá blá sobre o que realmente me interessava, assinava os papéis que era preciso assinar, meia hora, assunto resolvido e a minha cabeça no sítio. Muitos paizinhos juntos, muitos egos, muito disparate.

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    1. Ah! Mas eu faço questão de ir sempre à primeira, acho importante observar os pais, daí tiro sempre algumas deduções sobre os filhos.

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  14. Eu fiquei escandalizada quando um pai de um aluno universitário (!!!) veio falar comigo para desculpar as notas baixas do filho e se por favor o podíamos passar de ano que as propinas são caras, mas isto ajuda-me a entender de onde vem toda esta nova geração. Ah! Esperam-me anos dourados no ensino dito superior.

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    1. Por favor, diga-me que isso não é verdade, que o pai estava a brincar...

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    2. Não, não estava. Não é a primeira vez que apanhamos pais (ou os pais nos apanham a nós) que querem saber se os filhos realmente estão a tirar as notas que dizem tirar, se podemos dar uma ajudinha, se os podemos motivar. A melhor para mim foi mesmo uma mãe que apanhou um avião para vir ralhar com um colega meu (e ralhou mesmo) porque a filha fez uma péssima tese de mestrado e o professor, pasme-se, esteve fora uma semana -ou algo do género- antes da entrega.

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