segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Daquilo da Mortágua não ter vergonha de ir buscar dinheiro a quem o acumula - 2ª parte

Um professor de economia de uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Esta classe em particular insistiu que o socialismo realmente funcionava: com um governo intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista. Ao invés de dinheiro, usaremos as notas das provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam justas. Todos receberiam as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém seria reprovado, assim como também ninguém receberia um A.
Depois de calculada a média da primeira prova todos receberam B. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – esperavam tirar boa nota, de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do sistema. Como resultado, a segunda média das provas foi D. Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um F. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por justiça tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e sentido de injustiça, que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.
O professor explicou que o socialismo tinha falhado porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas de uns para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém vai tentar dar o seu melhor. Tão simples quanto isso.

Concluindo:
1. Não se pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade ao mais rico
2. Por cada um que recebe sem ter de trabalhar, há uma pessoa que trabalha sem receber
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem o tirar a outra pessoa
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la
5. Quando metade da população entende de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Retirado do Facebook

76 comentários:

  1. Concordo. Grande professor. Muitas pessoas deviam ler este texto porque é mesmo isso, o que não falta neste pais é gente a reclamar da riqueza dos outros mas não vêm que também é preciso trabalhar não se pode viver na esperança que façam por nós. Parabéns pelo post

    ResponderEliminar
  2. É mesmo isto. Parabéns Picante, sei que não o escreveu mas o texto ilustra maravilhosamente a realidade.

    ResponderEliminar

  3. ("retirado do facebook" faz-me lembrar aquela do "Bibliografia: Google")

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não quero estar a pôr aqui o nome da pessoa. Até porque não tem o menor interesse para o caso.

      Eliminar
  4. E eu não quero, com este post, dizer que o Estado não deve cuidar dos mais fracos, os que por qualquer razão não estão aptos para trabalhar. Só não pode é ser paizinho de cada um. É diferente.

    ResponderEliminar
  5. Sabes o que eu te digo?
    Blá, blá, blá, blá, blá.
    Quando os ricos começarem a gastar o seu dinheiro só em Portugal e quando estes começarem a pagar os seus impostos, sem fugir deles, talvez valha a pena dar-te algum crédito, até lá, as teorias capitalistas de que tanto gostas, não têm qualquer fundamento.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Porque é que os ricos hão-de gastar o seu dinheiro só em Portugal? Por serem ricos os outros podem obrigá-los a gastar o dinheiro onde esses outros querem?! Por serem ricos perdem liberdade de escolha?! Olha que raio de lógica!
      E quem lhe diz que só os ricos fogem aos impostos? Penso que haverá, nos ricos, como nos outros quem pague e quem fuja! Mas adiante!

      Eliminar
    2. Fabuloso. O Anónimo quer decidir onde é que cada um pode gastar o seu próprio dinheiro. Fabuloso.
      (só faltou chamar-me Salazarista para que a ironia fosse completa...)

      Eliminar
  6. Portanto, a Picante acha mesmo que a maioria da população portuguesa, que trabalha por 500€/mês ou que não trabalha, é porque não quer trabalhar ou não se esforça para subir na vida? Que merece ficar para sempre numa vida de "dinheiro contado", sem qualquer tipo de "extra" ou "alegria", porque simplesmente não estão para isso?

    É muito fácil ser-se uma Benedita ou um Bernardo, nunca ter tido dificuldades de dinheiro, nunca ter tido de trabalhar, estudar em colégios, ir para a Faculdade, viajar, aprender línguas, ir a concertos, cinema, museus, etc, ter livros e brinquedos, tudo bancado pelos pais e depois arranjar um qualquer emprego numa empresa, num banco, numa sociedade de advogados, numa consultora a ganhar mil e tal euros e dizer mal do povo.

    Experimente lá ser a Tatiana ou o Ruben, nascer num bairro social, estar rodeado de exemplos de pessoas que deixaram a escola cedo e que até se dedicam a pequenos delitos, ter um pai preso e uma mãe que trabalha em 2 sítios, não poder sair do sítio onde vive porque não há dinheiro para férias, para ir comer fora, para ir ao cinema, não poder ir para a Universidade porque não há dinheiro, ou ter de trabalhar enquanto frequenta o curso pelos mesmos motivos, não ter 12940 apelidos sonantes e ter de enviar CVs e não ter respostas e acabar por arranjar um emprego num supermercado a ganhar 500€/mês a fazer horas extras não pagas, a descobrir que o patrão não desconta para a SS, a ter contratos precários de 6 meses e a ser mandado embora do final das renovações possíveis, etc.

    Realmente, que esforço e que louvor para o empenho e dedicação que a Benedita e o Bernardo tiveram e os levaram a subir na vida. E que desprezo pela falta de ambição e de trabalho da Tatiana e do Ruben, que os fazem não sair da cepa torta.

    Aquilo que têm de perceber é que o capitalismo cria muitas desigualdades e que essas desigualdades vão influenciar as oportunidades da vida de cada um e que se o socialismo pode trazer em si uma ideia romântica e utópica de que as pessoas irão trabalhar para o bem comum, também o capitalismo traz a ideia romântica e utópica de que é pelo trabalho que as pessoas poderão ficar bem na vida. E não é. É pelo trabalho de muitas Tatianas e Rubens que as Beneditas e os Bernardos estão bem na vida, isso sim. E isso é exploração. É normalizar-se o patrão andar num carro que custa uma vida de salários de um dos seus trabalhadores. Que são pessoas que todos os dias se levantam cedo para gastar 2h em transportes públicos para passarem 8h a fazer uma qualquer tarefa repetitiva e aborrecida e gastar mais 2h em transportes públicos, cuidarem dos filhos e da casa e irem dormir 20€ mais "ricos" (que é o que ganham num dia de trabalho).

    Não sei como é que alguém pode olhar para a realidade do nosso país, para os milhares de pessoas que trabalham horas e horas todos os dias em condições bem mais árduas que os CEOs das empresas, os nossos trabalhadores do lixo, empregados de lojas, pedreiros, calceteiros, motoristas de transportes públicos, empregadas da limpeza, funcionários de hotéis e restaurantes, etc e achar que aquilo que merecem no final do mês são 500€. Mas que "nós" merecemos mais e merecemos poder viajar, comer fora, ir ao cinema, ter filhos nos colégios e a aprender línguas, pagar-lhes universidade, etc e eles não. Porque nós trabalhámos e fizemos por isso e eles não.

    Não consigo perceber essa falta de empatia e de solidariedade para com o próximo. E, para mim, o socialismo é isso. É a tentativa de que todos os que aqui estamos (seres humanos) sejamos felizes e tentemos ter uma boa vida (vida essa que não é só trabalho e que também tem prazeres que todos temos direito de experienciar).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eles têm imensa empatia e solidariedade...nas alturas da campanha do Banco Alimentar da execrável Jonet, e até recolhem brinquedos para dar aos pobrezinhos na festa de Natal do colégio geralmente Católico e que custa mais de 500 eur por mês por cada rebento. Conceito de Justiça e Mobilidade Social é um horror!!! 24 de Abril, sempre!

      Eliminar
    2. Bravo bravo bravo bravo!

      Eliminar
    3. A realidade do nosso país é que ele não está assim pelo capitalismo, mas por viver acima das possibilidades. E por viver acima das possibilidades refiro-me à função pública, onde incluo os nossos deputados e restante corja de câmaras e afins.
      Num país minúsculo com câmaras lotadas de FP (e não me refiro aos lixeiros que levam o ordenado mínimo, por exemplo. Pessoa inteligentes sabem a quem me refiro, não vou nomear. Nem sequer vou falar de cargos criados para amigos e familiares, com cursos públicos fictícios). Num país onde você vai a uma repartição pertença do Estado resolver um assunto e perde lá um dia, onde os funcionários demoram uma vida para o atender e muita das vezes sai de lá sem o problema resolvido, e ainda a parecer que lhe estão a fazer um frete. Ultimamente isso tem mudado, porque o lugar já não está tão garantido como antigamente, FELIZMENTE.
      Não vou entrar pela questão dos nossos políticos, carros de luxo, cargos de luxo, salários e reformas de luxo, que nem vale a pena.
      Vou-lhe dar um exemplo muito simples, como eu conheço alguns, um FP que ganhe 1500 euros/mês, se o casal trabalhar na FP a ganhar mais ou menos o mesmo (como disse conheço alguns casos, e não são poucos, agora não que o ordenado baixou, coitados!), entra por mês cerca de 3000 euros (pagos por mim, e não só), nas alturas de subsídios entrava (porque agora é em duodécimos)cerca de 6000 euros/mês. Acha pouco? Parece-lhe sustentável para este micro país, que não tem capacidade de autossustentação?
      Então esses em vez de ganharem 1500 euros, já que estão tão aflitos com todos receberem o mesmo, dão 500 euros a quem só ganha 500, e sobrevivem ambos com 1000. No caso do casal com 2000 euros/mês. E se formos a colocar na equação os salários dos deputados, assessores, secretários e afins, nem se fala!
      Acha mesmo que a culpa é do capitalismo?! A gastar como gastam nunca, mas NUNCA, pagaremos a dívida, ou a manteremos (já dizia o outro "As dívidas não são para pagar... gerem-se"). Não me venham cá com tretas de capitalismo ou do raio. Eu sabia muito bem onde cortar na despesa e consequente baixar impostos, melhorando o nível de vida dos outros (que não FP). Ide trabalhar para as obras!

      Eliminar
    4. Não podia estar mais de acordo.

      Eliminar
    5. O essencial é não esquecer que não há só Tatianas e Rubens nem Beneditas e Bernardos.
      Há quem ganhe os tais 500€ mas nem sequer os mereça.
      Há quem prefira não arranjar emprego sequer.
      Há muita coisa.

      Há muita gente a ganhar subsídios sem os merecer e muita gente a precisar sem ter.
      As coisas estão mal distribuídas.

      Eliminar
    6. A Picante quer, ou queria que eu não acredito nesta corja, um governo que cuide dos mais fracos sem que dê sinais aos preguiçosos de que não há necessidade de irem trabalhar. Um governo que limpe as gorduras de Estado, a começar por subvenções vitalícias, tios, primos e sobrinhos. Um governo que cruze sinais exteriores de riqueza com rendimentos declarados. Um governo que não afugente o investimento estrangeiro e que perceba que as empresas têm de ser cuidadas.
      Se depois disto tudo houver necessidade de redistribuir ou pôr os ricos a pagar mais impostos, vamos a isso.

      Eliminar
    7. Bravo anónimo das 15:36, sem falar que a maioris desses "ricos" o são porque não fazem descontos para a segurança social dos empregados, não fazem seguros de acidentes de trabalho, não pagam subsidios de natl e férias, não pagam horas extra, não pagam férias não gozadas, etc...esta é a realidade do nosso pais e das empresas do nosso pais em que os patrões ricos roubam os empregados para meter ao bolso deles. Querem ser ricos sejam mas não a roubar os outros

      Eliminar
    8. Este seu comentário revela tanta ignorância que nem sei que diga.
      Olhe... Vá em paz.

      Eliminar
    9. Anónimo das 16:57... Mais um que acha que os FP são os culpados de tudo. Há de facto muitos que não se esforçam e não têm o brio de fazer o seu trabalho bem feito uma vez que lhe pagam para isso. Mas... para espanto geral, os FP não são todos uma corja de mantanas que quer direitos e não fazer nenhum. Há quem trabalhe, e muito. Há quem faça muito e muito bem com muito poucas condições de trabalho. Se é preciso uma mudança na FP, claro que sim, mas não é para cortar a direito como se valessem todos os mesmo, até porque não valem. Se houvesse progressões por mérito, se as avaliações e os objetivos de cada um fossem públicos, muita coisa mudava. Os FP que deveriam saber o que a vida custa são os que são assessores, primos, amigos e convidados e os demais que vão deslizando à custa de culambismo.
      E já agora, para um FP levar para casa 1500€ sabe quanto é que paga em descontos?
      O problema geral está no facto de quem ganha mais quer ganhar cada vez mais e mais e não é justo para quem trabalha para si, pois se pode pagar o ordenado mínimo e lhe fazem o trabalho, porque há-de pagar mais? É esta postura que tem que ser revista.
      E em relação ao RSI, faz falta que exista, mas o que vejo é muita gente a precisar que não tem, e muita gente que não precisa e recebe...

      Eliminar
    10. Eu sei que nem sempre é fácil sair da "cepa torta", mas consegue-se não me digam que não, porque eu e a minha irmã somos o exemplo que sim é possível mudar.
      Cresci numa família em que às vezes, e não poucas, mal havia dinheiro para o pão com manteiga, no entanto cá estamos hoje, não ricas mas com cursos superiores a trabalhar e a pagar impostos.
      Note-se que tivemos que trabalhar e estudar ao mesmo tempo, fácil não foi, mas não estivemos à espera que o "paizinho" Estado nos desse o que quer que fosse.
      Mas lá está para este senhor também devo ser capitalista.

      Eliminar
    11. Anónimo das 13h38, escreveu o que eu ia escrever, sem tirar nem por. Somos capitalistas, só pode. Onde já se viu, trabalhar para poder estudar. É muito mais fácil dizer que não se teve dinheiro para ir para a faculdade. Assim também não houve necessidade de se esforçar.

      Eliminar
  7. Portanto, a Picante acha mesmo que a maioria da população portuguesa, que trabalha por 500€/mês ou que não trabalha, é porque não quer trabalhar ou não se esforça para subir na vida? Que merece ficar para sempre numa vida de "dinheiro contado", sem qualquer tipo de "extra" ou "alegria", porque simplesmente não estão para isso?

    É muito fácil ser-se uma Benedita ou um Bernardo, nunca ter tido dificuldades de dinheiro, nunca ter tido de trabalhar, estudar em colégios, ir para a Faculdade, viajar, aprender línguas, ir a concertos, cinema, museus, etc, ter livros e brinquedos, tudo bancado pelos pais e depois arranjar um qualquer emprego numa empresa, num banco, numa sociedade de advogados, numa consultora a ganhar mil e tal euros e dizer mal do povo.

    Experimente lá ser a Tatiana ou o Ruben, nascer num bairro social, estar rodeado de exemplos de pessoas que deixaram a escola cedo e que até se dedicam a pequenos delitos, ter um pai preso e uma mãe que trabalha em 2 sítios, não poder sair do sítio onde vive porque não há dinheiro para férias, para ir comer fora, para ir ao cinema, não poder ir para a Universidade porque não há dinheiro, ou ter de trabalhar enquanto frequenta o curso pelos mesmos motivos, não ter 12940 apelidos sonantes e ter de enviar CVs e não ter respostas e acabar por arranjar um emprego num supermercado a ganhar 500€/mês a fazer horas extras não pagas, a descobrir que o patrão não desconta para a SS, a ter contratos precários de 6 meses e a ser mandado embora do final das renovações possíveis, etc.

    Realmente, que esforço e que louvor para o empenho e dedicação que a Benedita e o Bernardo tiveram e os levaram a subir na vida. E que desprezo pela falta de ambição e de trabalho da Tatiana e do Ruben, que os fazem não sair da cepa torta.

    Aquilo que têm de perceber é que o capitalismo cria muitas desigualdades e que essas desigualdades vão influenciar as oportunidades da vida de cada um e que se o socialismo pode trazer em si uma ideia romântica e utópica de que as pessoas irão trabalhar para o bem comum, também o capitalismo traz a ideia romântica e utópica de que é pelo trabalho que as pessoas poderão ficar bem na vida. E não é. É pelo trabalho de muitas Tatianas e Rubens que as Beneditas e os Bernardos estão bem na vida, isso sim. E isso é exploração. É normalizar-se o patrão andar num carro que custa uma vida de salários de um dos seus trabalhadores. Que são pessoas que todos os dias se levantam cedo para gastar 2h em transportes públicos para passarem 8h a fazer uma qualquer tarefa repetitiva e aborrecida e gastar mais 2h em transportes públicos, cuidarem dos filhos e da casa e irem dormir 20€ mais "ricos" (que é o que ganham num dia de trabalho).

    Não sei como é que alguém pode olhar para a realidade do nosso país, para os milhares de pessoas que trabalham horas e horas todos os dias em condições bem mais árduas que os CEOs das empresas, os nossos trabalhadores do lixo, empregados de lojas, pedreiros, calceteiros, motoristas de transportes públicos, empregadas da limpeza, funcionários de hotéis e restaurantes, etc e achar que aquilo que merecem no final do mês são 500€. Mas que "nós" merecemos mais e merecemos poder viajar, comer fora, ir ao cinema, ter filhos nos colégios e a aprender línguas, pagar-lhes universidade, etc e eles não. Porque nós trabalhámos e fizemos por isso e eles não.

    Não consigo perceber essa falta de empatia e de solidariedade para com o próximo. E, para mim, o socialismo é isso. É a tentativa de que todos os que aqui estamos (seres humanos) sejamos felizes e tentemos ter uma boa vida (vida essa que não é só trabalho e que também tem prazeres que todos temos direito de experienciar).

    ResponderEliminar
  8. Pipocante Irrelevante Delirante19 de setembro de 2016 às 15:42

    Esta é velha, diria mesmo antes-FB.

    o problema em Portugal, não é a elevada carga fiscal, mas sim a flutuante carga fiscal.
    O tuga pode não ter essa percepção, pois o planeamento financeiro que faz em Janeiro é a apenas a pensar na Páscoa seguinte na Neve, mas diz que há empresas que gostam de estabilidade, e que planeiam os seus gastos, impostos incluídos, a longo prazo.
    É complicado eu investir num imóvel a pensar que gasto X e tiro rendimento de Y, para na semana seguinte já estar a gastar 2X e a pagar 50% do Y ao invés dos 30% previstos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É as duas. Ambas as duas. Isso e a justiça que é conhecida pela sua celeridade.

      Eliminar
  9. Picante, gostava só de fazer um pequeno reparo ao título do seu post: não é questão de a Mortágua não ter vergonha, isso nós sabemos que ela não tem. Ela vir dizer que nós é que temos que perder a vergonha de tirar dinheiro a quem o tem, isso sim, é todo um outro requinte.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu nem quis ir por aí.
      (e o PS a aplaudir?... Credo)

      Eliminar
    2. Pipocante Irrelevante Delirante19 de setembro de 2016 às 18:07

      O PS aplaude pq...

      É a mesma coisa que quando aquela louraça que um gajo quer pirafar, conta uma piada sem graça alguma... ha que rir.

      Eliminar
  10. Anónimo das 15:36, essa é como aquela do "coitadinhos dos atletas portugueses que não têm apoios e por isso não ganham". Sim, até porque os da Etiópia que ganham maratonas nadam em patrocínios!
    Achei este texto da Picante brilhante e acho exatamente o mesmo!
    Sou Alentejana criada numa família modesta e se fosse pela cabeça do meu pai, hoje estaria a trabalhar num qualquer supermercado a GANHAR 500€. Quer que lhe diga quanta gente lá da terra se ficou, agarrado a pouco? Contentado com o medíocre?
    Tenho 30 anos, trabalho faz 7, e já passei por 5 trabalhos e nunca me vou contentar com pouco ou com o medíocre, nem vou ser a coitadinha que "não consegue" arranjar trabalho! Atualmente posso dizer que ganho o dobro do ordenado mínimo, ou seja, o dobro do que ganhava à 7 anos atrás e mesmo assim não me agrada e se tiver de sair do País eu saio, pedinte não vou ser, muito menos uma pobre coitadinha agarrada a uma desculpa de merda!
    LUTEM! Façam-se à vida... Farta de coitadinhos e gente agarrada a desculpas constantemente! Não é por o Bernardo ser filho de pais ricos que eu não vou ser tão ou mais bem sucedida que ele.
    Há muito rico gatuno, há muita corrupção, há muita fuga aos impostos mas e as pessoas que sempre foram honestas? Há muita gente com dinheiro porque lutou por isso! Porque razão tenho eu de bancar subsídios de inserção de gente que nunca quis trabalhar? Já soube de um Big dealer ali para os lados da Amadora que recebia 200€ de subsídio de inserção por ter estado preso e continua o seu negócio de milhares... Se isto não é de uma pessoa cortar os pulsos então não sei o que será!
    Garra, é o que muita gente precisa e menos subsídios, é o que mais me chateia nisto tudo, tenho sido incansável pela busca do melhor para mim e depois vêm estes gajos com todas as regalias e eu a levar com talhadas gigantes no ordenado só porque procurei mais e melhor! .|.
    Desculpem o testamento e a misturada de assuntos mas enervei-me!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para quê uma pessoa esforçar-se se o Estado toma conta?...

      Eliminar
    2. Mais uma "pobrezinha" que acha que a culpa de estarmos neste lamaçal é o RSI e não os milhões que demos e damos aos coitaditos dos ricos que estoiraram com os bancos.....
      Continue a revoltar-se quando aos que não têm nada, pode ser que um dia fique sem o seu espetacular emprego e que para dar de comer aos seus filhos tenha que recorrer ao RSI, (porque os beneficiários do RSI não são todos vendedores de droga e ciganos), depois logo vê se não acha justo a existência do RSI.

      Eliminar
    3. Adoro estas pessoas que acham que Portugal está como está por causa dos beneficiários de prestações sociais. Sim, porque estas são enormes e quem as tem vive uma vida de luxos! É de Porsche e Prada para cima. Ah espera, isso são os board members das empresas e bancos que o Estado acaba a resgatar, são os CEOs das empresas que são tão empreendedoras e trabalhadoras, mas a quem dá muito jeito usar os subsídios do Estado, os incentivos ao empreendedorismo, os programas de apoio às empresas, os estágios profissionais, etc. Só lhes convém dizer mal do Estado numas coisas, não é?

      Eliminar
    4. Anonima alentejana, 200€?! Vou já largar o meu emprego e ficar sem fazer nada ou tornar-me um dealer, dado existir essa opção tão apetecível! Posso viver à grande com... errr... 200€... e sem trabalhar? Que vidaça. O socialismo está-me a corromper.

      Eliminar
    5. Eu não costumo ser pró-coitadinhos mas a teoria que em Portugal qualquer um consegue subir na vida não é só parva como utópica.
      Há pessoas que por 1001 motivos válidos não conseguem e essas pessoas precisam por vezes de uma pequena ajuda. Existem pessoas extremamente envergonhadas por recorrerem ao RSI, muitas pessoas que trabalharam a vida toda (muitos roubados pelos patrões que nunca descontaram por eles), muitos desfazem-se para conseguirem um trabalho.

      Ganhar 1000€ com 7 anos de trabalho, num país com o nosso custo de vida não é motivo de orgulho, é motivo de vergonha. Pelo país, pela falta de condições de ganhar mais.
      Que se deixe escapar talento pelas pontas das mãos e quando se oferece 500€ para técnicos superiores em horários de 12h não é motivo de orgulho. É motivo de vergonha!
      Que se ofereçam 300€ por 6h de trabalho a pessoas com mestrado porque é um "part-time" não é motivo de orgulho, é motivo de vergonha.

      Os verdadeiros motivados e com vontade de crescer estão a fugir de Portugal por falta de condições, falta de estabilidade, falta de dinheiro.


      Vejam o site "ganhem vergonha" e vão ver o quanto muitas pessoas estão a ser exploradas, completamente escravizadas. Pessoas que não conseguem o mínimo de estabilidade.

      Isto faz-me sempre lembrar um senhor que ganhava 1000€ numa empresa como o "faz tudo" e quando um senhor de uma empresa vizinha lhe ofereceu 3000€/mês (e o senhor nem sequer queria aceitar mas a familia pressionou-o) portanto chegado ao patrão disse-lhe que se teria de mudar pois o outro oferecera-lhe os 3000€ mensais, aos quais o patrão lhe disse "mas se o problema era esse podia ter dito logo que eu dou-lhos".
      E isto revela o quê? A vontade de explorar as pessoas até ao tutano. A história é veridica, de um senhor que toda a vida trabalhou de nem um mouro...mas enquanto o patrão conseguiu não lhe aumentar ia "poupando" uns trocos.
      Reconhecer o esforço e o sacrifio? Diga-me onde é que isso acontece em Portugal. EU pessoalmente posso dizer-lhe que ainda só conheci 2 patrões até ao dia de hoje que o fazem. E um deles foi o que ofereceu 3000€ a este senhor.

      Eu pessoalmente acho que o texto da Picante revela muito bem a ignorância dos americanos que se pelam de cada vez que ouvem falar num SNS. O suposto país mais desenvolvido no mundo onde existem quase tantas pessoas a morrer por falta de apoio médico como em qualquer país de 3º mundo (ou "em desenvolvimento" que agora é top dizer desenvolvimento não vá eles saberem que são um país sem condições humanas mínimas).
      Um país como os USA onde o umbiguismo impera, onde se alguém adoecer com cancro, por exemplo, em vez de ter acesso a um médico deixa de o ter assim que tem de abandonar o posto de trabalho...o que leva a que muitos vão trabalhar mesmo que estejam literalmente a cair e a morrer em pé. Pois se deixarem de trabalhar morrem por falta de apoio médico.

      Isso é exemplo para alguém?!

      Nós temos na Europa modelos baseados entre o socialismo e o capitalismo que funcionam centenas de vezes melhor do que o modelo dos USA que é dos piores do mundo, criticado internacionalmente precisamente pela bosta que é. Mas não...fale-se só do que nos interessa, demonize-se tudo o que seja socialista e, de preferência, privatize-se as escolas e a saúde como os USA...lá funciona tão bem (só que não)

      Eliminar
    6. Ps: Cara alentejana na minha conta entram actualmente 5 OMN's nacionais, sim, suados como tudo. Em 6 anos passei de um ordenado de 600€ para isto. Os meus pais não contribuiram nem sequer 1 cêntimo para a minha formação, para nada.
      Claro que foi suado. Mas ainda assim não tenho o nariz empinado ao ponto de considerar que só não ganha isto quem não quer ou não se esforça.
      Acima de tudo há uma coisa que se esquece de referir: sorte. Sorte e irem com a nossa cara. E não me refiro a obter as coisas na horizontal mas sim o facto de, princiapalmente sem cunhas, como era o meu caso, é necessário ter uma sorte tremenda.
      É preciso trabalhar-se muito mas sem sorte? Nada feito. Conheço várias pessoas motivadas, trabalhadoras a quem adorava poder ajudar pois sei o quanto se esforçam e esses simplesmente não conseguem. Depois há pessoas como eu que têm alguma/muita sorte e outras pessoas que assim que vão a uma primeira entrevista ficam logo e a ganhar muito bem sem terem feito nada de mais na vida.
      Já vi de tudo. E também vejo muito boa gente a receber muito sem mexer 1 palha. E esses, por norma, acham sempre que fizeram muito e todos os outros só não estão tão bem de vida porque não querem e não trabalham.

      Eliminar
    7. Concordo totalmente com o Anónimo das 23h02. A mim, com 6 anos de trabalho ininterrupto, nunca me caíram na conta menos de mil euros limpos. O mesmo ao meu namorado. Por isso somos um agregado familiar acima da média. Não é por isso que acho que nós trabalhamos muito e que tudo o resto anda a chupar o Estado. Somos trabalhadores, somos espertos, sabemos ir atrás das oportunidades, planeamos com antecedência, pensamos as coisas, mas também tivemos muita sorte. Estudámos a nível superior e temos profissões na área e isso torna-nos mais merecedores de uma boa vida do que quem trabalha as mesmas ou mais horas num trabalho intelectualmente mais chato e até às vezes perigoso? Toda a gente merece ser feliz. E isso não se atinge só pelo trabalho. E para uns serem felizes com múltiplas casas, carros, jóias, malas, etc... outros não têm nada. E é triste que quem tem um bocadinho mais se revolte contra quem nada tem, em vez de se revoltar contra quem tem tudo é simplesmente beneficiou do sistema (esses sim, os verdadeiros chulos, não é quem recebe o RSI).

      Eliminar
    8. Qual foi exatamente a parte em que eu disse que a culpa de estarmos enterrados em merda era do RSI? Ah, certo... Desvirtuar com o mesmo argumento de sempre.
      Acho um cansaço estas discuções em que as pessoas vão arranjar argumentos onde "acham" que os outros pensam o contrário mas nem sequer fazem ideia!
      Mas sou uma pessoa cheia de paciência e muito espetacular, sim, porque aqui a "pobrezinha" "cheia de mania" que às tantas até "se colocou na horizontal" para ganhar esse balúrdio até tem um bom coração!
      1º - A GRANDE maioria dos beneficiários dos mais variados subsídios são pessoas que nunca trabalharam ou não querem trabalhar, podem espernear o que vocês quiserem, migos!
      2º Há pessoas que efetivamente precisam e onde é justo existir esse RSI, uma pequena minoria, ainda assim.
      3º Acho nojento e completamente desumano a quantidade de milhões gastos em recuperações financeiras, em reformas políticas de qualquer tipo, em frotas automóveis do estado, em faqueiros, em mobílias que se renovam todos os anos dos gabinetes dos meninos, nas centenas de deputados que estão neste parlamento português a jogar farmville no facebook, nos milhares que foram gastos diariamente nos seguranças que estavam a proteger a porta do xôtor Ricardo Salgado... Isto é uma lista sem fim, migos!
      4º Deixa-me completamente frustrada ver idosos a ganhar 200€ por mês de reforma, com uma lista de 199€ de medicamentos, ver famílias completamente destruídas porque têm filhos doentes completamente dependentes sem qualquer ajuda financeira, seres humanos mentalmente incapacitados nas ruas à espera de morrer porque hospitais psiquiatricos não são prioridade nem nunca hão-de ser... Mais outra lista interminável.
      E vocês vêm praqui dizer que pessoas com dois bracinhos e duas perninhas, plenos das suas capacidades, cheios de saúde são coitadinhos porque têm 1001 razões para não arranjar trabalho? Pó caralho!
      Falo que sei e do que VEJO, há muita gente que não quer trabalhar, há muita gente que não se quer deslocar da casa dos papás, há muita gente que acha que trabalhar 14 horas por dia é um atentado à integridade humana, eu também acho mas e então? Deixem de ser hipócritas armados em bons samaritanos. Este mundo não vai mudar nunca, os muito ricos vão ser sempre muito ricos e os pobre vão ser sempre cada vez mais pobres e tudo nesta vida é uma questão de seleção natural, ou te atiras à selva com tudo, ou vais ter que te contentar com o nada que decides ser!
      Agora esta Marianinha, coitada, é mais uma "Bernarda", nascida em berço de ouro que "trabalha" em "investigação" e ganha uns bons 1000€ à custa do nosso bolso e sem qualquer tipo de desconto e depois vem dizer que temos de tirar aos ricos maus para dar aos pobres bons... Coerência <3
      E é mesmo aqui que bate o ponto mais importante, a completa incoerência deste governo, continuam a roubar como os outros mas pensam que atiram areia aos olhos de toda a gente e o povinho a aplaudir!
      Uma última nota: Não tenho partido político, nunca tive.

      Eliminar
    9. "chei este texto da Picante brilhante e acho exatamente o mesmo!
      Sou Alentejana criada numa família modesta e se fosse pela cabeça do meu pai, hoje estaria a trabalhar num qualquer supermercado a GANHAR 500€. Quer que lhe diga quanta gente lá da terra se ficou, agarrado a pouco? Contentado com o medíocre?
      Tenho 30 anos, trabalho faz 7, e já passei por 5 trabalhos e nunca me vou contentar com pouco ou com o medíocre, nem vou ser a coitadinha que "não consegue" arranjar trabalho! Atualmente posso dizer que ganho o dobro do ordenado mínimo, ou seja, o dobro do que ganhava à 7 anos atrás e mesmo assim não me agrada e se tiver de sair do País eu saio, pedinte não vou ser, muito menos uma pobre coitadinha agarrada a uma desculpa de merda!
      LUTEM! Façam-se à vida... Farta de coitadinhos e gente agarrada a desculpas constantemente! Não é por o Bernardo ser filho de pais ricos que eu não vou ser tão ou mais bem sucedida que ele."

      Eu refiro-me a isto Joana. A este desmerecer de pessoas que trabalham e muitas batalham imenso e não conseguem.
      O que consideras ficarem agarrados a trabalhos mediocres, o que eu vejo ao meu redor, são pessoas batalhadoras que se agarram a qualquer emprego, mesmo que seja uma caixa de supermercado, porque precisam de comer e de viver. Pessoas que no periodo de "lazer" procuram trabalho e oportunidades. Muitos não conseguem, outros só conseguem no exterior no país (e vão, às centenas).

      Tenho vários amigos que lutam e que se calhar até seriam melhores trabalhadores do que eu mas não tiveram sorte. Não estiveram no sitio certo à hora certa.
      Mas isso não faz deles menos trabalhadores ou piores, faz deles pessoas que não nasceram com o "c* virado para a Lua". Sim, é um facto, eu só tenho este trabalho por pura sorte. Conheço quem tenha saído no ano passado de uma faculdade e já tenha contrato a ganhar 900€ num curso onde não há saídas... mas foi sorte.
      (e não falo de cunhas pois quem tem cunhas tem outro tipo de sorte)

      O que dizes é a meu ver de um pedantismo atroz, de alguém que nunca viveu nada e de quem tem o rei na barriga. Não gosto de pessoas assim. Nós nunca sabemos se amanhã o azar não nos bate à porta, temos de lutar todos os dias, sim, mas acreditar que o mal dos outros se deve somente por não se esforçarem? Pelo amor de deus...cresce e vê à tua volta. Achas que os tais idosos que recebem 200€ merecem mais, certo? Eu também. Mas ainda assim muitos deles trabalharam se calhar menos que muitas pessoas que hoje trabalham imenso para ganhar o mesmo (vai perguntar aos que andam a vender porta-a-porta porque não encontram mais trabalho nenhum, quanto é que levam ao final do mês para casa...e pergunta-lhes quantas horas por dia trabalham). Ficarias surpreendida pela quantidade de pessoas que em Portugal trabalha mais de 12h/dia para trazer em média 200€. E é tudo "legal" pois as leis estão feitas para que os patroes desses não tenham problemas.

      E vai "pó caralho" tu se nunca conheceste ninguém que passe imensas dificuldades e se desdobra para conseguir um trabalho honesto a ganhar o OMN e a única coisa que encontra é trabalhos onde tem de pagar para trabalhar. Alias, em vez de ires "pó caralho", vai para a rua e abre os olhinhos pois se calhar és tu uma dessas pessoas que sempre teve tudo e nunca se esforçou para nada...soas como eles: como se tudo na vida fosse fácil e bastasse vontade. Se a vontade e dedicação bastassem eu conheço uns quantos que deveriam estar muito bem de vida e, na realidade, estão perto da miséria.

      Eliminar

    10. "não quererem sair da casa dos pais" - é muito fácil sair da casa dos pais quando se ganha mais do que o OMN Joana... eu saí de casa dos meus aos 17 anos, por exemplo, trabalhei e paguei o meu curso sozinha... mas sabes quantas pessoas no inicio dos 20s, que trabalham imenso conseguem fazê-lo? Sabes quanto custa manter uma casa, não sabes? Consegues sequer alugar um quarto se tiveres a ganhar 200€ ou pouco mais? E pagar transporte para ires para mais longe e arranjares um trabalho melhor, consegues? Pois... é bonito falar.

      Concordo contigo com o ponto 3 e 4 mas acho que estás muito alheada da realidade se pensas que é fácil para qualquer um no mercado de trabalho actual conseguir encontrar um trabalho onde lhe paguem sequer o mínimo obrigatório por lei.

      Eliminar
    11. Ai, essa tentativa de menosprezar o "trabalho" em "investigação". Sabe que, não tendo descontos, também não temos direito a subsídio de desemprego, certo? Sabe que somos precários? Sabe que alguém tem que trabalhar para o conhecimento, quanto mais não seja para desconstruir retóricas idiotas como a do empreendedorismo? Quem a ouvir falar fica com a ideia de que os investigadores são uma elite (mil euros? Toda uma fortuna) de parasitas.

      Eliminar
    12. Vamos por partes:
      Lamento se generalizei, sei que há pessoas que não conseguem efetivamente arranjar trabalho, pessoas com idades mais avançadas, ponto!
      "o que eu vejo ao meu redor, são pessoas batalhadoras que se agarram a qualquer emprego, mesmo que seja uma caixa de supermercado, porque precisam de comer e de viver", é isto que eu não percebo, pessoas que se agarram a qualquer emprego porque precisam de comer, não são pessoas batalhadoras anónimo, são pessoas que se resumem a pouco!
      Lamento, mais uma vez, se a forma como digo as coisas possa não ser a mais correta mas em certos assuntos não encontro necessidade de filtro.
      Posso dizer-lhe, sou um livro aberto, já dei por mim a ter um trabalho das 8 da manhã às 2 da tarde a ganhar 400€, podia achar que era uma coitada, mas durante essas tardes sabe o que fazia? Eu digo-lhe! Ia para a papelaria da minha esquina a imprimir currículos, chegava a entregar em papel cerca de 20 por dia, em todo o lado, lojas, perfumarias, receções de escritórios, colégios, clínicas, hospitais... Era tudo o que tivesse uma porta aberta, nem me interessava a vaga!
      Depois de entregar os currículos, tinha 3 sites preferidos, NetEmpregos, ExpressoEmpregos e Sapoempregos, mais uma vez, nem utilizava filtros, era aos 50 currículos por dia, qualquer área, qualquer vaga! Acha que ninguém me chamou? Chama-lhe sorte?
      Durante esse tempo ainda me chamaram para um Call Center da MEO... Acha que recusei? Fui em frente fazer formação, no final das duas semanas sabe o que me disseram? "NÃO SERVE", tudo porque as cunhas falam sempre mais alto, DUAS SEMANAS e nem um tostão, acha que me melindraram ou desmotivaram? Fizeram de mim um rastilho!
      Não faz ideia do que já passei nesta vida, uma coisa é certa, o que de mau me acontece só me motiva ainda mais e não há nada que eu ache mais desprezível do que a pena ou as desculpas!
      Os senhores que andam a vender porta a porta, NOS, MEO, Vodafones... Sabe quanto ganham esses meninos à comissão??? O melhor é informar-se, porque no fim ainda vai querer vender porta-a-porta, mas atenção não é nenhum emprego, é um TRABALHO!
      O azar já me bateu à porta muitas vezes, infelizmente mas nunca, em momento algum, deixei de ir eu depois bater à porta dele! Portanto essa do "nunca sabes o que te pode acontecer" ou "havias de ficar desempregada para veres o custa" não serve!
      Não entendo como se esforçam tanto e batalham tanto e recebem o OMN, isto não me entra na cabeça de maneira nenhuma!
      Tenho uma licenciatura e nunca me limitei a querer trabalhar na minha área, não sei se o problema será esse mas voltamos ao mesmo!
      Nádia... Não quis de forma nenhuma desprezar o trabalho dos investigadores, os quais merecem o meu maior respeito, falei da Mariana que é uma incoerente pelos motivos que já expliquei! Não invente palavras que eu não escrevi, as ideias com que os outros ficam, é um problema dos outros!
      Por aqui me fico! Cumprimentos a todos

      Eliminar
    13. Anónima eu sei bem o quanto ganham porque eu já trabalhei (e vendia bem) digo-lhe que não trazia sequer 200€ para casa. A "comissão" é boa se não tiver de andar com o seu próprio carro, a pagar os seus próprios seguros e a passar recibos verdes.

      ""o que eu vejo ao meu redor, são pessoas batalhadoras que se agarram a qualquer emprego, mesmo que seja uma caixa de supermercado, porque precisam de comer e de viver", é isto que eu não percebo, pessoas que se agarram a qualquer emprego porque precisam de comer, não são pessoas batalhadoras anónimo, são pessoas que se resumem a pouco!"
      Não são não, são pessoas que se agarram com unhas e dentes ao que aparece e não deixam de procurar. Confundiu as minhas palavras.

      "Não entendo como se esforçam tanto e batalham tanto e recebem o OMN, isto não me entra na cabeça de maneira nenhuma!"
      Porque não conheces a realidade deste país. Eu posso dar-te só da minha lista telefónica 10 pessoas com mestrado que estão a receber o OMN. E muitos deles nem na área estão. Achas que o problema é só o trabalho na área ou fora dele?! Quanto mais falas e escreves mais me parece que não conheces absolutamente nada da realidade que te rodeia neste país.

      Eliminar
    14. "Não entendo como se esforçam tanto e batalham tanto e recebem o OMN, isto não me entra na cabeça de maneira nenhuma!"

      ???????
      Esta amiga não pode estar bem. Ganho isso, gasto mais do que 1/4 do que ganho em transportes públicos, perco mais de 5 horas diárias no percurso casa-trabalho e guess what? Sou licenciada. Para tirar o curso tive gastos parecidos, com umas 3 horas diárias gastas de percurso universidade-casa. Vontade de andar a passear, portanto.

      Ganhava bem mais fora da minha área (em termos monetários, psicológicos, físicos), a trabalhar numa qualquer caixa de supermercado, perto de casa, a part time. Mas sou teimosa e tento algo na minha área de formação.

      Já tive respostas a currículos irreais, como "gostamos muito mas não podemos pagar... mas pode vir na mesma", o que acontece tanto na empresa da esquina como em empresas líderes de mercado. Essas orgulham-se também de angariar "estagiários curriculares, licenciados, com experiência" enquanto ganham milhões. Caso não saiba, eu digo-lhe: "estágio curricular" significa não remunerado. E também significa que tem de ser realizado no âmbito de um plano curricular de um curso. Concluindo: nos termos que o pedem é ilegal. Mas parece que isso não interessa nada.

      Existem outras situações que se calhar não conhece mas eu conto-lhe: pessoas desesperadas que aceitam trabalhar nessas empresas, na esperança de uma futura contratação, ou de um currículo melhor, a custo zero. Por um mês ou dois? Não. Conheço situações de 6 meses a 2 anos. Prejudicam-se a eles e a todo o mercado de trabalho. Mas é um efeito de pescadinha de rabo da boca. Você reclama que quer receber pelo seu trabalho? "Há quem faça à borla".

      E agora? O que faço? Subo na vida na horizontal? Arranjo dois apelidos? Ou então faço-me à vida e arrisco fora da área... e aceito um "emprego medíocre" numa caixa de supermercado? Por favor, elucide-me.

      Ah e acorde para a vida.

      Eliminar
    15. "Retóricas estúpidas como a do empreendorismo"?? Aqui mostra toda a sua pobreza de espírito.

      Eliminar
  11. Adorei!
    Vou partilhar, posso?

    Luciana

    ResponderEliminar
  12. Picante, o que tens a dizer sobre os blogs do ano?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pipocante Irrelevante Delirante19 de setembro de 2016 às 18:56

      Ha lá coisa boa, então...

      Eliminar
    2. Rita Pereira como jurada...
      Aahhahahahahahahahah

      Eliminar
  13. Num registo diferente, gostaria apenas de dizer que o empréstimozinho que o tio DDT fez ao Zeinal deve dar para pagar muitas pensões, sub de desemprego e RMG, por alguns anos inclusive.
    Como estão ambos? Quem é que vai (continuar) a pagar estas brincadeiras...pois...mas ainda bem que estes senhores suam em bica a trabalhar (e outros tantos como eles)

    ResponderEliminar
  14. Nem de propósito acabo de ler: https://www.noticiasaominuto.com/pais/655598/a-resposta-de-acumuladora-de-dinheiro-a-mortagua-que-se-tornou-viral

    ResponderEliminar
  15. A equidade fiscal
    Era uma vez dez amigos que se reuniam todos os dias numa cervejaria para beber e a factura era sempre de 100 euros. Solidários, e aplicando a teoria da equidade fiscal, resolveram o seguinte:
    • os quatro amigos mais pobres não pagariam nada, o quinto pagaria 1 euro, o sexto pagaria 3, o sétimo pagaria 7; o oitavo pagaria 12; o nono pagaria 18 e o décimo, o mais rico, pagaria 59 euros.
    Satisfeitos, continuaram a juntar-se e a beber, até ao dia em que o dono da cervejaria, atendendo à fidelidade dos clientes, resolveu fazer-lhes um desconto de 20 euros, reduzindo assim a factura para 80 euros.
    Como dividir os 20 euros por todos? Decidiram então continuar com a teoria da equidade fiscal, dividindo os 20 euros igualmente pelos 6 que pagavam, cabendo 3,33 euros a cada um. Depressa verificaram que o quinto e sexto amigos ainda receberiam para beber.
    Gerada alguma discussão, o dono da cervejaria propôs a seguinte modalidade que começou por ser aceite:
    • os cinco amigos mais pobres não pagariam nada;
    . o sexto pagaria 2 euros, em vez de 3, poupança de 33%; o sétimo pagaria 5, em vez de 7, poupança de 28%; o oitavo pagaria 9, em vez de 12, poupança de 25%; o nono pagaria 15 euros, em vez de 18.
    • o décimo, o mais rico, pagaria 49 euros, em vez de 59 euros, poupança de 16%. Cada um dos seis ficava melhor do que antes e continuaram a beber. No entanto, à saída da cervejaria, começaram a comparar as poupanças.
    -Eu apenas poupei 1 euro, disse o sexto amigo, enquanto tu, apontando para o décimo, poupaste 10!... Não é justo que tenhas poupado 10 vezes mais…
    - E eu apenas poupei 2 euros, disse o sétimo amigo, enquanto tu, apontando para o décimo, poupaste 10!...Não é justo que tenhas poupado 5 vezes mais!…
    E os 9 em uníssono gritaram que praticamente nada pouparam com o desconto do dono da cervejaria. “Deixámo-nos explorar pelo sistema e o sistema explora os pobres”, disseram. E rodearam o amigo rico e maltrataram-no por os explorar.
    No dia seguinte, o ex-amigo rico emigrou para outra cervejaria e não compareceu, deixando os nove amigos a beber a dose do costume.
    Mas quando chegou a altura do pagamento, verificaram que só tinham 31 euros, que não dava sequer para pagar metade da factura!...
    Aí está o sistema de impostos e a equidade fiscal.
    Os que pagam taxas mais elevadas fartam-se e vão começar a beber noutra cervejaria, noutro país, onde a atmosfera seja mais amigável!...
    David R. Kamerschen, Ph.D. -Professor of Economics, University of Georgia (tradução livre de A. Pinho Cardão)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por acaso acho que isso é um excedente exemplo de encarar a coisa como um direito adquirido, ao inves de como uma ajuda temporária, o tal empurrão de que muita gente necessita pontualmente para se pôr de pé.

      Eliminar
    2. Caro anónimo das 19:19, espero que não se importe mas fiz um copy+paste desta história. Excelente exemplo. Obrigada.


      Eliminar
  16. Só que notas de provas e dinheiro são coisas muito diferentes. Isso é chamado uma falsa analogia, porque as consequências, os intervenientes e a matéria em si são demasiado diferentes.
    Não sou socialista, não sou nada aliás, vou concordando com ideais de esquerda e de direita, votando em partidos (e pessoas) distintos. Mas há alicerces socialistas na nossa sociedade com os quais vou sempre concordar: educação gratuita, saúde gratuita e subsídios necessários (ainda que temporários). Nada disto existe nos EUA, exemplo que deu, e por esse motivo nunca consideraria morar lá.
    Mas há vários ideais de direita com os quais concordo, como por exemplo reconhecer o esforço individual. Não concordo com impostos, sobre impostos, sobre impostos para os ricos, embora ache que eles devam contribuir mais que os outros.
    Acho que no meio está a virtude - deve-se combater o capitalismo desregulado e socialismo extremo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bravo! Haja alguém sensato!

      Eliminar
    2. Mas eu não defendo a "desocialização" do Estado. Também acredito em educação e saúde gratuitas, em segurança social...
      Detesto é este ódio mesquinho a quem tem dinheiro. A esquerda é invejosa, ao invés de querer melhorar parece que só está bem quando os ricos o deixarem de ser.

      Como é que alguém que chumba uma lei que permite cruzar sinais de riqueza com rendimentos tem o desplante de dizer uma coisa destas?

      Eliminar
    3. O ódio a quem tem dinheiro existe em Portugal por haver muita pobreza, ponto final. A classe média é inexistente, a norma é pessoas (com ou sem licenciatura/mestrado) terem empregos cujos rendimentos não ultrapassam os 700 euros e as ajudas que existem (alguém lá em cima estava a reclamar com o RSI e eu ri-me, porque a sério, quem é que vive bem com 200 euros) não chegam para uma vida digna. Entretanto vemos o nosso país (em particular Lisboa e Porto) na moda, os preços das casas, da comida, do próprio cafezinho a subir e os salários na mesma.
      Se a culpa disto é dos ricos? Nem por isso. Mas num país onde existe uma diferente imensa entre classes, é só natural que este ódio exista.
      Claro que nunca vou concordar que um partido alimente este ódio e eu sei que é isso que basicamente está a dizer. Mas não me admiro nada que o nosso povo o tenha.

      Eliminar
    4. Havia classe média. Até há bem pouco tempo havia. Estão a matá-la com impostos até ao tutano e para quê? Ainda se aplicassem bem o dinheiro. Mas não, dali só saem medidas populistas e que cada vez enterram mais a economia. Que tristeza, ver o meu país completamente à deriva.

      Eliminar
    5. Pois havia Picante, havia classe cmédia até o Passos Coelho ser primeiro-ministro, porque com todos os cortes e reduções que sofreram e o desemprego a classe média passou a pobre....

      Eliminar
    6. Desculpe anónimo mas eu acho que quem matou a classe média foi o Socrates. O Passos pegou no país na miséria e estava a ajudá-lo a subir....agora vem o Costa e vai tudo por água abaixo outra vez (e, não, não sou pelo PSD e contra o PS). Mas sou contra pessoas alheadas da realidade e isso parece ser um mal do anterior líder do PS e do actual líder do mesmo.

      Eliminar
    7. ahahahahah anónimo das 13:26, não me faça rir. O passos Coelho estava a ajudar o pais a subir? a sério? A subir para onde? para a beira do precipício para depois se atirar? só se for.

      O principio do fim começou muito antes disso, ou já ninguém se lembra do Cavaquismo?

      Eliminar
    8. O PPC (de quem eu nem gosto) fez o que tinha de fazer. Entregaram-lhe um país à beira da falência, já com a Troika cá metida. Que mais poderia o homem fazer a não ser aplicar medidas de austeridade.
      E não nos vamos esquecer que ele tentou cortar a despesa, tentou reduzir os gastos com a FP. Acontece que não o deixaram.

      Eliminar
    9. Picante, enquanto continuarmos a insistir que o problena do nosso pais é a despesa excessiva dos funcionários publicos e continuarmos a fechar os olhos à evasão fiscal das empresas privadas não vamos a lado nenhum. As empresas privadas essa sim são a fuga de dinheiro não pago por direito ao estado, essa sim roubam os funcionários e roubam o estado em milhoes de euros.

      Eliminar
    10. As empresas públicas que dão prejuízo aos milhares, o excesso de FP na área administrativa (temos o dobro da Alemanha e somos um país muito mais pequeno) e ninguém sabe o que andam a fazer, as PPP e outras deveriam ser todas investigadas a fundo pois todas nos levam à falência.
      O Estado gasta demais: a troika disse-o, os economistas mundiais dizem-no, os economistas nacionais também, e por aí fora. Mas estruturar? Está quieto!

      E, sim, Lady_m lamento mesmo pela sua opinião pois só revela o quão incultos e quanta memória curta os portugueses têm. Quando o Passos assumiu a liderança já estávamos no fundo do posso, não havia margem de manobra nenhuma. Não aplicar as medidas de austeridade não era possível e só quem vive na lua ou à base de haxixe é que acredita nisso.
      Além do que fez, procurou fazer ainda mais e melhor mas não o deixaram. Claro que ia mexer no que não interessa a ninguém e arranjaram forma de o travar. Agora quando o Costa acabar o serviço dele vamos a ver que tipo de país nos deixam novamente. Mas como o povo português gosta é deste tipo de homens, manipuladores, mediáticos e populistas, quando ele se afastar com os bolsos dos amigos e dos lobbys cheios mas com o povo outra vez na miséria, vamos culpar os que virão depois dele que terão de tentar remediar novamente a m*** que ele anda a fazer.
      Eu nunca vi um PM tão inconsciente como este mas sim Lady_m apoie-o, daqui a uns anos quando não tiver reforma relembre-se dele. E daqui a uns anos quando tiver novamente que ser fustigada com juros altíssimos, desemprego, precariedade e mais austeridade...culpe os outros. É disto que o povinho gosta.

      Eliminar
  17. Pipocante Irrelevante Delirante19 de setembro de 2016 às 23:55

    Tanta confusão que para aqui anda. A dona da casa que ponha ordem na chafarica.
    Antes de mais, essa coisa dos salários e mérito e tal... eu falo de alto, tive a sorte dos papás me pagarem educação superior (claro que eles penaram para isso, trabalharam e não iam à neve na Páscoa) que me permitiu aceder a uma profissão, digamos que paga acima da média. Não vou ficar rico ao fim de meia dúzia de anos de trabalho, mas sempre ganhei acima de salário médio nacional.
    Mas nem todos têm essa sorte, há quem se tenha de resignar (salvo seja) com empregos de baixa formação, e portanto mal pagos. Não é por serem preguiçosos, ou não perseguirem as oportunidades, simplesmente não é possível.
    E claro, há aquela coisa da oferta e da procura... e sim, há quem se aproveite de diversos factores para explorar. A primeira entrevista que fiz de recrutamento, o futuro empregado pensou (a ´serio!!) que estava a gozar com ele porque lhe ofereci 1000 euros de salário. A melhor oferta que tinha recebido, de uma empresa grandinha, era a rondar os 600. Licenciado, formação superior.
    E sim, eu era A excepção.
    Claro que o rapaz foi avançando na carreira, e ao fim de uns anos, com sorte, já comia na casa dos 1500/2000, mas custa a lá chegar.

    Voltando à Mariana
    Nunca percebi isso de "taxar" o património. Eu tenho uma casa, pago IMI, pago impostos, tirando os que paguei quando a adquiri, por que raio tenho de pagar ainda mais??? Se tirar daí rendimentos, tipo rendas, tudo bem, agora apenas e só por existir... zero sentido.
    Depois surpreendem-se das pessoas desleixarem casas e terrenos no campo... porra, só dão despesa, o melhor é deixar arder. Ou então oferecer ao Estado. Que não toma conta, e deixa arder.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não tenho tempo, já vai para aqui demasiada confusão.
      A Mariana é uma imbecil, não tenho mais nada a dizer sobre ela.

      Eliminar
  18. não é da blogo, obviamente. a blogo é pura paródia.

    mas fico assustado quando vamos colectiva e alegremente a caminho de um abismo tão profundo que não lhe vemos o fundo e os títeres que se têm como grandes jornalistas cá do burgo continuam a apresentar

    as declarações de uma menina mimada logo socorrida por um imbecil que se julga primeiro ministro, berrando para conferir validade a um argumento condignamente lunático

    o livro de um tolo Arquitecto que há muito está a ficar senil

    as aventuras inanes de um senhor Presidente maratonista que caiu pelo buraco do país das maravilhas, e que não pára enquanto não conseguir abraçá-las todas

    os clubes de futebol, que, além de não terem qualquer impacto na realidade objectiva que sufoca as pessoas, jogam mal como a merda.


    estamos metidos num autêntico manicómio, e acordar vai dar uma daquelas ressacas que vão durar anos
    .

    ResponderEliminar
  19. ... e a cara Picante queira desculpar mas o senhor professor citado é mais um idiota. estou aqui a pensar num jogo semelhante para equiparar os méritos do capitalismo desregulado aos do plágio e da loucura das apostas no bar da faculdade, que eventualmente terá sido o modelo seguido quando aprovava toda a gente ...

    qualquer sociedade humana com recursos limitados para o seu modo de vida é inerentemente instável. infelizmente os reguladores existem mas estão maculados por outra característica humana, a corrupção e todos os aspectos pelos quais se manifesta.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sei sequer se isto é verdade. Duvido que algum professor aprove toda a gente por sistema. Mas não deixa de ter um fundo de verdade. É impensável, uma sociedade que promove o facilitismo e o nivelamento por baixo, progredir. E o meu caro sabe-o bem, estou certa disso.

      Eliminar
    2. é verdade.

      mas a realidade é demasiado complexa para ser resumida em modelos simples.

      Eliminar
  20. Comparação mais parva...Quem tem patrimonio avaliado em milhoes deve sim ser tributado com taxas mais altas e pagar sim mais impostos!!!

    ResponderEliminar
  21. pois é picante, so invejosos.... afinal estes tambem tem direito a benesses.

    http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/visto_por_dentro/elisabete_miranda/detalhe/as_1000_familias_que_mandam_nisto_tudo_e_nao_pagam_impostos.html

    ResponderEliminar
  22. "Faz ou não faz sentido, perante os valores da social-democracia, que aqueles que têm rendimentos mais elevados tenham de ter em cima de todos os impostos que já pagam, nomeadamente no IRS, uma taxa de solidariedade adicional?", defendia na altura Passos Coelho, que chegou a concretizar em um milhão de euros o valor acima do qual o património deveria ser alvo desta taxa adicional de imposto.
    by Passos Coelho, 2014

    http://ionline.sapo.pt/524563


    Nem se trata de discordar de alguns aspectos que a Picante mencionou nos posts dedicados à Mortágua, é apenas porque bastava trocar os nomes para o conteúdo ser o mesmo, ou seja, à direita ou à esquerda, a ideia de taxar a riqueza é partilhada.

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.