segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ainda do burkini, prometo que é a última vez.

"Não, os europeus não têm qualquer obrigação de aceitar hábitos de culturas terceiras que são contrários aos seus valores mais basilares – e eu achava ingenuamente que a igualdade era um desses pilares"

O artigo completo aqui. A ler.

11 comentários:

  1. Picante, esse artigo dessa tontinha reacionária... acho-a detestável, e todo o discurso sobre direitos humanos e igualdade só funcionam para o lado que lhe dá jeito.

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  2. Pois eu j+a lhe li muita coisa muito sensata.
    E acho que ela não deixa de ter a sua razão, é aquilo que eu dizia uns posts atrás - o burkini é muito mais que uma peça de roupa, representa a opressão da mulher.

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  3. Certo, ok, concordo com o ponto de vista dela. Mas a questão que se coloca também é a de que não foi por essa razão que a França proibiu o burkini... Não foi numa tentativa de lutar pelos direitos das mulheres... Foi num clima de medo, de reacção ao terrorismo... Não foi a defender os direitos das mulheres que as pessoas que observavam batiam palmas e mandavam graciosidades como "voltem para a vossa terra"... Acho que somos um bocadinho mais liberais que isto. E continuo a achar que, por mais que a teoria esteja correcta e sim, é claramente um símbolo opressivo mesmo que elas sejam educadas e queiram e gostem de usar, não é a obrigar ninguém que promovemos a mudança... Não sei se há respostas certas ou erradas. Há caminhos melhores e piores. Não sei se o caminho da França será o melhor.

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    1. Até pode ter sido por medo, dou isso de barato. Acontece que o terrorismo combate o nosso modo de viver. Acho muito normal ter medo de quem não hesita em odiarmos só porque vivemos diferente.
      E acho mesmo que, independentemente da razão, se o resultado for nobre, então que se lixe a razão, vivo bem com isso.

      Não sei qual é o melhor caminho, tomara saber, mas acho que temos de ser mais duros, ter menos medo de ferir os sentimentos das minorias. Quase tudo vale a pena para defender o nosso modo de vida.

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  4. Entre nao poder ir à praia ou ter de ir à praia de burkini, prefiro esta última. Se de facto a mulher é obrigada a ir de burkini, entao, é duplamente punida: pelo marido/pai/tutor e por todos nós q achamos q estamos acima de qq suspeita, enfim.

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    1. Isso não é possível, o homem que a proíbe de ir à praia na Europa não a vai proibir de ir ao supermercado e afins, pelos mesmos motivos: é machista. Se nós proibirmos todas aquelas vestes eles acabam por se adaptar (não falo de véus, falo de burkas e afins)

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    2. pensava isso até ver os dados. mesmo na reportagem fala por alto mas já tem sido alvo de estudo em frança, grã bretanha e alemanha, quando a lei proíbe algum item (niqab por exemplo) as familias que antes o usavam passam a reduzir porque precisam de ir ao medico, ao supermercado ou mesmo para poderem integrar-se melhor no mercado de trabalho

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  5. tentei. confesso que tentei, com toda a parca vitalidade que me resta a esta hora, ler o artigo.

    a partir do momento em que refere o harry potter comecei a pensar que possivelmente estaria já a dormir, num daqueles curiosos sonhos lúcidos, tão ridículos quanto caricatos, que sucedem um dia preenchido.

    seguiu-se a leitura diagonal até encontrar a pérola "Os islâmicos – que andam há décadas a usar as liberdades que lhes são concedidas no Ocidente contra os ocidentais", ocasião em que fiquei convicto que estava a ter um sonho de um argumento generalista irracional com uma ex-mulher, se alguma vez tivesse tido uma, facto que aumentou a paródia.

    logo a seguir, pensei que a senhora cronista talvez tivesse sido assaltada por algum maniqueísmo saloio próprio de quem quer descrever a complexidade de forma simplista. é miasma sazonal, e terrível em clima quente.

    mas aquilo que me fez perder a concentração foi a enumeração que se seguiu, com o receituário de uma solução, ou o que quer que seja aquela coisa.

    depois reparei que tinha ido parar ao observador...


    enfim, para um agnóstico reaccionário de educação liberal como eu é fácil vilipendiar a religião organizada e em simultâneo aceitar a crença individual,
    considerar um acto de agressão doutrinar as crianças numa religião e confundir-lhes os pobres cérebros com coisas como a divina trindade, o pecado e as juventudes partidárias,
    e mandar ir tomar no cu os imbecis que pensam que devem obrigar os outros a adquirir as suas convicções acerca da orientação sexual, da higiene pessoal(!) e indumentária, da organização política, económica e social de acordo com aquilo que um bando de lunáticos esquizóides e mitómanos decidiram passar a escrito há mais de um milénio, porque mandar é agradável e quando se começa só se pensa em mandar mais, convencendo uma admirável porção de indivíduos, que nasceram no sítio errado na época errada, que se trata da vontade do Senhor e a via da rectidão. é sempre esta confusão com os profetas. podiam parar um pouco a sofreguidão milagreira e dedicar-se à escrita para evitar tamanha trapalhada do ouvir dizer.


    adicionalmente, hoje em dia, era que conta com indivíduos expostos ao método científico como nenhuma outra na história, observo pasmado como as pessoas conseguem conciliar a sua educação com a crença sem qualquer fundamento racional.

    e acredito, finalmente, observando o estado da humanidade e deste pobre planeta, que, se há alguém entre as estrelas a olhar para nós, tem necessariamente de ser extremamente benevolente, sem dúvida um supremo senhor presidente (do conselho) da galáxia dos afectos.

    (agora a sério, em boa verdade penso que está tudo perdido e não vamos sair disto vivos...)

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  6. (A crença funciona per se, ou se acredita ou não)

    Infelizmente, o seu último parágrafo diz tudo.

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  7. A propósito, viste esta: http://www.jpost.com/Middle-East/Islamic-State-ban-burka-for-fear-of-attacks-in-security-zones-467007
    Não sei se o site é fiável mas que é irónico, é.

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    1. Não tinha visto.
      A ser verdade teria a sua piada.

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