sexta-feira, 15 de julho de 2016

Do horror. Outra vez.

Agora foi Nice. Um camião TIR que entra por uma multidão adentro. Vejo nas noticias gente a correr, crianças pela mão, falam em dezenas de corpos espalhados pelo chão, para já são setenta mortos, diz que há reféns e um motorista abatido muito depois da hora devida.
Egoisticamente não consigo deixar de pensar que, ainda esta semana, estive no Festival ao Largo com as crianças, penso no que terror que teria sentido se a coisa se tivesse passado ali.
Eu não sei como é que isto se resolve. Mas acho que era capaz de ser boa ideia não receber indiscriminadamente todos os que cá querem entrar. Era isso e ser implacável com aqueles que, já cá estando, se recusam a tolerar, atenção que eu disse tolerar, não disse adoptar, o modo de vida ocidental. Farta desta merda, caramba, a democracia tem de ter limites à própria da democracia.

Paz às suas almas, rezo a Deus para que os que ficaram mais pobres encontrem forças para lidar com isto.

43 comentários:

  1. Concordo e sempre disse isso. Mais uma vez era um gajo referenciado... e nada fizeram.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não sei o que se pode fazer nestes casos, a não ser dar cabo dos locais onde eles sabem que se encontram os extremistas. Também não se pode prender as pessoas por acharmos que são suspeitas. Não sei. Sei que sou a favor da restrição das liberdades individuais se isso significar maior segurança.

      Eliminar
    2. Acha mesmo que restringir as liberdades vai impedir algo? Basta um miúdo de 20 anos ter algum contacto (pela internet, por meios muitooo difusos) com alguém do ISIS para acontecer algo. Basta pegar num carro como se viu.

      Eliminar
    3. Não concordo. Restrição de liberdades individuais não vai resolver coisa nenhuma. Muitos querem fazer isso em nome da segurança... e isso é meio caminho andando para uma coisa que não se chama democracia mas sim outra coisa... :)

      Eliminar
    4. Acho que se deve começar pela Internet. Remover toda e qualquer propaganda extremista, sem dó nem piedade.
      E eu prefiro ter menos liberdade e estar viva. Escutem-me as chamadas á vontade, não quero nem saber. Vejam-me as contas bancárias, no big deal. Não tenho nada a temer.

      Eliminar
  2. "não receber indiscriminadamente todos os que cá querem entrar." Mas ele era francês, não era? E não, não era um "gajo referenciado" por ligações a grupos terroristas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu ouvi nas noticias que sim, que estava referenciado por ligações a extremismo.
      E tem razão, era de segunda geração e tinha nacionalidade francesa o que torna tudo mais complicado. Mas aí chegamos à 2ª parte do que eu disse "ser implacável com aqueles que, já cá estando, se recusam a tolerar, atenção que eu disse tolerar, não disse adoptar, o modo de vida ocidental"

      Não mudo uma vírgula.

      Eliminar
    2. Ele estava referenciado por pequena criminalidade (furtos, roubos) e não por ligações a extremismo. Concordo que se deve "ser implacável com aqueles que, já cá estando, se recusam a tolerar, atenção que eu disse tolerar, não disse adoptar, o modo de vida ocidental", mas como se faz isso na prática? Aqueles casos de mesquitas na Europa onde os líderes religiosos difundem mensagens de ódio e incitam à violência, é um exemplo disso e aí pode-se agir. Mas estas pessoas que, a título individual e na privacidade de suas casas, seguem uma ideologia extremista e, se calhar sem grande organização e contactos, só porque um tipo qualquer do ISIS na Síria incita a que se façam ataques no mundo ocidental, decide pegar num camião e atravessá-lo pelo meio de pessoas, como se previne isso? Até podia ser alguém aparentemente integrado, sem histórico de violência, sem que a polícia soubesse que andava revoltado. É a mesma coisa com aqueles da discoteca de Orlando, também fizeram o ataque em resposta aos incentivos que a ISIS mandou da Síria. Acho que estes casos são muito difíceis, se não mesmo impossíveis, de parar (e as polícias param uma série destes atentados todos os meses, nós é que nem sabemos, aqueles que eles conseguiram perceber que estavam a ser planeados).

      Eliminar
    3. Não sei exactamente como, se fosse tão fácil assim...
      Mas começaria por fechar todas essas mesquitas, por proibir abayas, burkas e afins, por acabar com guethos facilitando deste modo a integração. Por eliminar todas as excepções concedidas a muçulmanos em prol da democracia.
      Mas tem razão, ele há atentados impossíveis de evitar, se eu resolver atirar com o meu automóvel para cima das pessoas, ninguém o poderá prever.
      Acho só é que está na altura de tomar algumas medidas para minorar o nº de bombas relógio existentes por essa Europa fora.

      Eliminar
    4. Ele tinha nascido na Tunísia.

      Eliminar
    5. Anónimo das 12h01, não é isso que diz o Público:

      "Os media franceses já tinham avançado que se tratava de um francês nascido de origem tunisina – as autoridades já identificaram formalmente o homem que conduziu o camião por entre os festejos do 14 de Julho na capital da Riviera Francesa. Trata-se de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, franco-tunisino nascido em Nice que trabalhava como motorista de uma empresa de entregas."

      Eliminar
    6. Tunisino com permissão de residência em França.

      Eliminar
    7. Não era francês, era um tunisino. Ponto.

      Eliminar
    8. Anónimo das 19:30: se tinha nacionalidade francesa, era francês. Isto é um facto, não está sujeito a interpretação.

      Eliminar
    9. Quer acabar com as burkas? Então quer ensinar às mulheres como se vestirem? Sinceramente, os animais que fazem estes atentados não me assustam. Sei que vão morrer, sei que se vão foder eventualmente. Não vou ter medo de sair à rua nunca. Assustam-me fundamentalismos vindos de pessoas tão ditas inteligentes e tolerantes na Europa. "Eles" não querem acabar com o nosso modo de vida da maneira que pensam. "Eles" querem que a extrema direita suba ao poder e que todos os muçulmanos (e toda a gente, sejamos sinceros) se fodam. Quando esses partidos ascenderem, aí tenho medo. Sou a primeira a fugir, e felizmente tenho essa possibilidade. Não quero assistir a um genocídio por estes lados, nope.

      Eliminar
    10. Quero. Eu não posso abastecer gasolina com o capacete da mota na cabeça. Portanto não percebo por que razão elas podem andar tapadas dos pés à cabeça, até podem ser homens e ninguém dá por isso. Lamento mas defendo a total separação entre poder político e religião, qualquer que seja o credo.

      Eliminar
    11. Portanto imaginemos aqueles "portugueses" nacionalizados que na realidade vivem em Portugal somente há 6 anos e que entretanto conseguiram a dupla nacionalidade. São portugueses? Para mim não são. Ponto.

      Ele nasceu, cresceu e viveu inúmeros anos na Tunísia. Já lá foi? Mete medo o raio do país.
      Vá de férias para lá e experimente andar somente com os tornozelos à mostra e vai ver as faltas de respeito para consigo, mesmo que esteja com o seu marido ao lado. Experiência na primeira pessoa (e não só). Uma prima minha passou lá férias e descreveu precisamente o que senti enquanto lá estive "somos violadas com o olhar" e ouvimos sem dúvida o que não queremos. Fazem dos nossos construtores civis mais badalhocos os maiores cavalheiros em comparação.

      Em relação à burka tenho de concordar. É a lei. Não é uma questão de ensinar às mulheres o que vestir, é a obrigação legal de todas as pessoas da Europa têm de estar reconhecíveis, exceptuando dessa gente que consegue fazer tudo e mais alguma coisa e passar impune. Imaginemos uma rede de tráfico de seres humanos: conseguem facilmente raptar miúdas a partir dos seus 13/14 anos metê-las em burkas (até podem estar lá debaixo com a boca selada) e ninguém saberá. Podem amarrar bombas à cintura e serem bombistas suicidas - como já o fazem em vários países - e ninguém consegue perceber atempadamente porque as "madames" podem andar tapadas.
      É ilegal na Europa não se mostrar a face. Ponto. Ai não gostam da lei? Porta da rua é serventia da casa, podem ir para o médio oriente tapar-se de cima abaixo. Aqui as nossas leis é que mandam não o oposto. Sou contra os extremismos, seja para a teoria do "quero-os todos daqui para fora" como a teoria parva de que temos de aceitar tudo.

      Vá ver o que tem acontecido aos países que têm aceite tudo. Vá ver as taxas de violações e de violência o quanto aumentaram. Em vez de ver/ler somente os media portugueses, leia os internacionais e os europeus... é engraçado como por cá muito se fala nos pobres e coitados mas ninguém ouve falar da quantidade de zonas e locais na Europa que tiveram de proibir o acesso aos "pobres refugiados" porque eles reincidiram diversas vezes em tentativas de violação. A última que li foi uma piscina na Alemanha onde foram proibidos de usarem as piscinas públicas e respectivos balneários porque foram apanhados às dezenas a tentar violar crianças : rapazes e raparigas.
      Isto passa na nossa tv? Não! Porquê?
      Também não mostram centenas de "refugiados" (eu coloco entre aspas pois não acredito que estas pessoas sejam refugiados, uma minoria será, os outros são oportunistas), mas adiante, ninguém mostra no nosso portugalinho as centenas de "pobres refugiados" que compram bilhetes de avião para regressarem para o seu país pois para viver na "miséria" oferecida pela Alemanha (posso dizer que a muitos portugueses dava tudo para ter a "miséria" que lhes é dada, de graça lá) mais valia regressarem ao país deles. Ou seja, estavam a pagar, com o dinheiro que a Alemanha lhes deu, bilhetes para voltarem para aquele lugar que abandonaram por ser "muito perigoso" para viverem... Haja paciência para aturar certas pessoas que vêm lá pelo meio! Haja que isto são refugiados que fugiram da guerra? Eu não.

      Eliminar
    12. Aconteceu-me isso em Martocos. Marrocos, porra. Nunca na minha vida me senti tão despida com um olhar. Foi nojento e fiquei furiosa. Ia de saia comprida e larga, t-shirt XL, estava um trambolho, na verdade. Mil vezes os trolhas de cá. Violada com o olhar é a expressão correcta.

      Eliminar
    13. Sim, anónimo, já fui à Tunísia. E até vi mulheres tunisinas com cabelo descoberto. Aos 14 anos andei de mini-saia e ninguém me disse nada. A minha mãe andou de saia pelos joelhos, ninguém a olhou de lado. E não, não nos limitámos ao hotel: andámos de taxi, andámos pelas ruas, tanto de dia quanto de noite. Foi antes da primavera árabe, mas vale o que vale. Sinto-me mais comida com o olhar em Lisboa do que me senti em Hammamet.

      Eliminar
    14. "Foi antes da primavera árabe" e provavelmente isto diz tudo.

      Eu (e todas as mulheres que conheço que lá foram) sentiram pura insegurança e completamente desrespeitadas enquanto mulheres. E eu nunca saí do hotel com saias acima do tornozelos e sempre com t-shirts larguíssimas e sem decotes. Mas mesmo no hotel o desrespeito dos homens era imenso.
      Nunca me senti assim em lugar nenhum, em país nenhum. Depois dessa experiência eu seria incapaz de ir para um país árabe sozinha (até porque já ouvi relatos bem "cabeludos" de quem viajou para outros países árabes e a única coisa que as safou foi serem casadas, estarem com os respectivos maridos, ou seja, como já tinham dono e andavam acompanhadas não tiveram grandes problemas).

      Da minha parte é um país ao qual eu jamais irei querer regressar e é um local que nunca recomendaria a uma mulher sozinha ir de viagem. Jamais. E mesmo com os respectivos maridos... acho dinheiro muito mal gasto: paga-se para se ser desrespeitada e para ser tratada como um mero objecto sexual.
      Foi o único país que eu detestei mesmo visitar, arrependi-me de cada cêntimo gasto naquela viagem. E eu adoro viajar.

      Eliminar
    15. Sendo assim, fico mesmo triste. Eu gostei verdadeiramente da Tunísia, tanto que foi o meu destino preferido até agora. Como disse, senti-me bem lá, e eu sou uma pessoa muito alerta para estas coisas e sinto-me objetificada até em Lisboa. Lembro-me que no hotel os funcionários eram muito simpáticos - um bocadinho gozões, mas eram assim independentemente do género das pessoas, e senti-me bem recebida. Mas acredito no seu relato e na sua experiência, e pode até ser que a minha idade na altura não me permitisse analisar totalmente a situação.

      Eliminar
  3. Sabe-se agora que foi interceptado várias vezes e alegou que levava gelados no camião. Não revistaram a mercadoria. Parece-me que houve aqui alguma falha de segurança.
    Eu até entendo que os franceses lidam diariamente com indivíduos originários do médio oriente, mas um homem com ar de muçulmano a conduzir um camião daquele tamanho para entregar gelados devia levantar suspeitas.
    Percebo que é fácil agora tirar conclusões, mas quando mais vigilância significa menos mortes, prefiro desconfiar em vão do que deixar livres os que pretendem fazer mal aos outros.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E levantar suspeitas porquê? O meu marido é camionista em Paris, e uma parte dos colegas dele têm esse ar "árabe" e são franceses, outra parte é "negro" e são franceses, e a maior parte dos "brancos" são portugueses ou brasileiros.

      E tanto os "árabes" como os "negros" têm na maior parte nomes "muçulmanos". Assim como os filhos dos "brancos" têm nomes portugueses...

      Agora as "gaiolas" dos sociais é que deviam se pensadas. Sao autênticos guetos.

      Eliminar
    2. Estava uma noite de calor e havia festa nas ruas. A entrega de gelados era bem pensado. Falha de segurança? Não me parece.

      Eliminar
    3. Também gostava de saber como define o "ar de muçulmano". Há milhares de muçulmanos pelo mundo, há muçulmanos no norte de África, loiros e brancos, há cristãos nos países muçulmanos. Nem todos os muçulmanos teem esse "ar de muçulmano" que descreve. Rótulos.

      Eliminar
    4. Anónimo das 14:12: Morreram dezenas de pessoas às mãos de um "Mustafá". E não é a 1ª nem a 2ª vez. Não acha que esse discurso pacifista e desculpabilizante já deixou de ser ridículo e começa a tornar-se perigoso?
      mundoameuspés: não há notícias de que levaria gelados. Uma revista e talvez se evitasse esta desgraça.

      Eliminar
    5. Independentemente do condutor, não era suposto o camião estar ali. vai daí que, para entrar, haveria de ter mostrado papeis e a carga. Parece-me que houve uma falha na segurança...

      Eliminar
  4. A vigilância em França é completamente ineficaz (triste mas real) aquando dos atentados ao Charlie Hebdo e em Bruxelas disseminou-se por aí a ideia que as fronteiras estariam fechadas e extremamente controladas. A mais pura das mentiras e qualquer pessoa que tenha passado por lá comprovará isso mesmo: meter meia-dúzia de soldados a olhar para as cancelas abertas não é ter "as fronteiras fechadas" e muito menos "controladas".
    É praticamente como o espantalho num campo de milho... haverá sempre um pássaro a tentar a sorte e ele não fará nada porque não se mexe.
    É completamente impossível controlar todos os carros que passam pelas fronteiras, pelo menos com o sistema actual. Teríamos de ter sistemas de alarmes capazes de identificar armas automaticamente como se identifica o chip para pagarmos as portagens.

    Eu não sou nenhum génio para chegar ao ponto fulcral da questão mas a meu ver passará certamente pela educação e pela abolição total dos costumes religiosos que atentem à nossa democracia e às nossas liberdades.

    Ainda estes dias tive uma pessoa (homem, muçulmano) que me chamou ignorante por eu afirmar ser contra a venda de crianças para casamentos (prática comum na Índia...eles chamam-lhe dar o dote e procurar o companheiro pelos filhos -aka o mais rico - eu chamo tráfico de menores por interesses monetários dos pais). Mas a pessoa em questão achava completamente natural que a mulher se casasse, tivesse relações sexuais com quem nunca viu na vida, fosse obrigada a ter filhos e é óbvio que também não faz sentido nenhum - para aquele ser - que a mulher possa ir à policia apresentar queixa por violação conjugal ou por ser vitima de violência doméstica. "É a nossa cultura" dizia eu... e eu a dizer-lhe que isso não é uma questão de cultura.
    E os indianos são considerados dos muçulmanos menos extremistas. Este exemplar de homem considera-se muito à frente, por exemplo, apesar de dizer "respeitar completamente essa tradição e que eles eram livres de fazer o que quiserem". Portanto a liberdade dos pais dos miúdos passa por os poderem vender a troco de dinheiro. Porque liberdade dos filhos, principalmente das filhas meninas? Não sei onde. Perdeu-se pelo caminho.
    E ficou extremamente ofendido por eu afirmar que eles objetificam a mulher como uma coisa e não lhe dão qualquer hipótese de decidir o que quer ou não para a sua vida.

    Depois fui chamada de ignorante por não "querer perceber" o ponto de vista dele, quando simplesmente lhe tentei fazer ver que eu o percebia perfeitamente. Simplesmente não poderia discordar mais dele. Aí afirmou que eu considerava que toda a sua cultura é baseada no desrespeito do ser humano... como se eu tivesse dito isso. Não é toda mas esta parte sim é. A meu ver é.
    Mas ainda me hão-de dizer onde está o respeito pelos filhos, pela vida humana e por todos os direitos fundamentais do homem nos pais que vendem filhas de 4 e 5 anos para casarem com velhos de 60 anos?! São vendidas pelos pais e abusadas pelos maridos, na maioria até morrerem ou até não aguentarem mais e matarem-se.

    Isto tudo para dizer que: ainda estou para conhecer um único muçulmano ou muçulmana que tenha o mínimo de noção do que é liberdade e respeito pelas outras pessoas. A noção deles de cultura, de respeito, de autoridade, de direito legal vs. religião não poderia ser mais oposto do que qualquer pessoa no mundo ocidental. Eu tenho medo deles e da sua noção distorcida do mundo e das pessoas, principalmente das pessoas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Há muitos anos conheci a viver em Portugal um muçulmano casado, (a mulher até vestia como as ocidentais) que defendia que a cultura deles permitia e muito bem, que os homens tivessem várias esposas para as proteger. Dizia ele que era bondade do homem para, em tempos de guerra, as viúvas não ficarem desamparadas. E dizia que ao menos eram honestos, pois os portugueses também tinham várias mulheres, mas "às escondidas". Por aqui se pode ver a mentalidade deles. Mesmo jovens, pacíficos e aparentemente integrados...

      Eliminar
    2. A questão da religião muçulmana estar num estádio de "desenvolvimento" completamente medieval, é verdade. E o grande problema é que, nesses países, há uma ligação total entre Estado e religião, logo, todo o comportamento das pessoas se rege em função desses valores.

      Eu sou agnóstica e para mim todas as religiões têm algo de completamente surreal, retrógrado, conservador e pouco desenvolvido. A questão é que os Estados europeus são Estados laicos e, por isso, é-me indiferente que a religião maioritária em Portugal seja a católica, porque isso não afecta a organização da sociedade onde eu vivo (vá, na maioria das coisas, há muitas em que ainda influencia) e quem é católico adopta comportamentos que afectam a sua vida pessoal e familiar, mas que não prejudicam ou influenciam a vida em sociedade.

      O problema da religião muçulmana é que, tirando algumas excepções, não está nesse nível de desenvolvimento e de desconexão com a vida em sociedade e o Estado. Por isso parece impôr-se muito mais no nosso quotidiano. E mantém práticas que a nós nos parecem bárbaras, mas que no fundo pouco divergem do que era Portugal há 700 anos e o peso que a religião católica tinha na altura, os comportamentos que fazia adoptar, etc. Mas nós evoluímos, eles não.

      Aí é que eu penso que a Europa pode legitimamente agir. Porque nos países árabes onde a religião muçulmana predomina e onde não há um Estado laico, eles podem tolerar e impôr as regras que quiserem e nós temos de as aceitar. Na Europa não. Temos um conjunto de valores, nos quais se inclui a liberdade religiosa, claro, mas muitos outros, que chocam com essa liberdade religiosa muçulmana e que não deveriam ser tolerados. Tal como se permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, se despenalizou a interrupção da gravidez, se divulga o uso de métodos anticoncepcionais, etc... coisas que vão contra a religião católica mas que são reconhecidas como válidas num Estado de direito plural, democrático e heterogéneo. Aqui também deveríamos ter a coragem de proibir certas coisas da religião muçulmana e aceitar que há comportamentos que a Europa não tolera.

      Eliminar
    3. Anónimo das 16:58: Há cada vez mais pessoas em relações poliamorosas. Não é para mim, mas é como o seu amigo diz, pelo menos não se engana ninguém,e a verdade é que uma boa percentagem das relações monogâmicas não o são. A diferença fundamental é que o poliamor não é machista e a poligamia do Islão é.

      Eliminar
    4. Quanto a mim, a diferença fundamental é que o Islão não sujeita a nenhuma interpretação, o que está no Corão é a palavra do profeta e pronto. Tal não acontece em mais nenhuma religião. Se formos a ver o AT também é muito violento. Acontece que as pessoas o interpretam e a Igreja Católica sofreu sucessivas reformas, adaptando-se à realidade dos nossos dias. O islão continua a ser primitivo. Não é possível argumentar com Muçulmanos que o seguem a sério.

      Eliminar
  5. Acho que França devia adoptar um paradigma totalmente laico, proibir qualquer símbolo religioso nas ruas, de qualquer religião, incluindo burkas, véus etc. Não sei bem se sao símbolos religiosos, mas claramente estão associados ao islao. Da mesma forma proibir cruzes cristãs etc. Há também que tomar algumas medidas no que diz respeito a internet, redes sociais et. EU já saí do Facebook e Youtube precisamente por isso, acho que a inércia destas redes sociais face ao terrorismo resultou na promoção de grupos terroristas e na exploração da decadência humana. E por fim, há que ir pensando em fechar as fronteiras, fazer uma reforma profunda nas estruturas policiais que claramente não estão preparadas para lidar com este tipo de ameaça. Há uns tempos condenei países como a Hungria, pelas atitudes xenófobas, mas não sei se não havemos todos de ir lá pedir asilo quando os mourso nos dominarem...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. França é laica, como Portugal. O Estado é laico. Isso não significa que não ceda e muito a burkas, niqabs, cruzes etc.
      A sociedade é que permite isto. As redes sociais impingem isto. Aos coitados que nada têm devemos-lhe permitir o culto.Seja casamentos de crianças, a analfabetização e muito mais.
      Esta mentalidade não cede, nem daqui a 50 anos.
      Há 1 indiano que cresceu em Portugal, com mulher e filhos que me dizia querer para mulher. 20 anos + velho que eu. A mulher era 1 vulto, completamente tapada. Enquanto ele andava em lupanares e a embriagar-se todos os dias até de madrugada a mulher ficava com os filhos em casa. Como boa "esposa". Não eram extremistas, mas a mentalidade cultural não desaparece.
      Basta ir a Loondres para ver o que são as mulheres de burka, para além de ser 1 perigo, é anti constitucional. Mas abrem-se estas excepções porque sim. E andando em certas ruas. Aparecem anormais a falar na Sharia, que não se pode beijar, andar de mão dada, beber em público...
      Os politícos é que se marimbam para nós, tendo em conta o bolso de cada um. Nós somos literalmente carne para canhão.

      Eliminar
    2. Concordo em parte. Não acho que a proibição total de simbolos religiosos seja razoável, não temos todos de pagar por meia dúzia de prevaricadores.
      Mas havia de se fazer uma limpeza grande á internet. Sem dúvida.

      Eliminar
  6. http://observador.pt/opiniao/esta-europa-pode-acabar-em-nice/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já tinha lido. Parece-me um bocadinho exagerado mas que a Europa terá de mudar, se quiser sobreviver, isso parece-me óbvio.

      Eliminar
  7. https://www.youtube.com/watch?v=D8tFH5yIvsQ
    https://www.youtube.com/watch?v=g7TAAw3oQvg

    Videos muito interessantes e que qualquer pessoa devia ver... a verdade é que mesmo que muitos não façam mal, muitos desses vão achar que existem actos de terrorismo que são justificaveis... não podemos ter gente assim, tão perto de nós.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É o que eu dizia lá em cima. Eles não interpretam o Corão, seguem-no à risca. Isto passou-se na Noruega, salvo erro. para que se veja...

      Eliminar
  8. PS- não esquecer que já existem terras (p.ex no Reino Unido) onde já está instituida a Sharia. (Ao que parece, promoveram um muçulmano a presidente da "junta" ou do "municipio" (não sei bem))

    Não metam limites que isto vai ficar cada vez + bonito...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Isso, quanto a mim, é completamente inadmissível, devia acabar ontem, custe o que custar.

      Eliminar
  9. Ainda no outro dia dizia que toda a vida humana estava acima de qualquer animal...... Diga isso agora se for capaz.... Pessoas diabólicas como estas não tem qq respeito pela vida do próximo, logo não merecem qualquer respeito pela sua própria vida, por mim eram todos colocados numa câmara de gás que não faziam falta alguma e não não tenho qq problema na consciência por dizer isto e sim considero me uma pessoa correcta na medida do razoável, mil vezes o cão da vizinha que até passa o dia a ladrar!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Percebo o que diz e porque o diz. Mas contínuo a dizer que não cabe a mim, Picante, julgar isso. Estes monstros têm de ser julgados em tribunais, ser considerados culpados e castigados de acordo. Não posso ser eu a tomar essa decisão de uma vida valer mais que outra.

      Eliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.