sexta-feira, 24 de junho de 2016

Do Brexit

Uma pessoa deita-se convencida de que o não vai ganhar, é o que dizem as sondagens, já de madrugada recebe uma mensagem, que não, que afinal os camponeses estão em massa a votar sim, uma pessoa pensa que é um mau sonho mas quando acorda verifica que afinal é verdade e que o Brexit ganhou.
Uma pessoa fica indecisa, entre pensar se isto será o princípio do fim da UE ou do RU e sente alguma apreensão mas depois encolhe os ombros, não há mesmo nada que uma pessoa possa fazer e vai à sua vida, enquanto pensa que aquilo de Gibraltar vai ser um caso bicudo e que Cameron deveria ter pedido ajuda a António Costa, estou para aqui muito confiante de que ele conseguiria transformar o Brexit em Bremain. Mas é que nas boas, como dizem pequenos Picantes.

28 comentários:

  1. ponham uma rolha na mulher, ou atem as mãos... os mil exemplos exit, são um exagero...mas quer ser a primeira a dizer e tudo de uma vez!!?!?
    Já foi registar a patente???

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    1. Ir às imagens do Google e sacar o que puder para chapar no blog não faz dela uma blogger mais actualizada. Mostra é um desespero em bicos de pés.

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    2. Mas quem é que está a fazer posts sem fim sobre o brexit? Já corri os blogs todos, só nos de política e economia é que se fala recorrentemente sobre a coisa.

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    3. Não é posts sem fim, Picante. É um post com várias "gracinhas". Quando não há muito a dizer mas se quer largar a sua posta lança-se mão ao Stº Google e vai disto.

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    4. O post da Sónia? Eu achei giro...

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    5. Ora.. Podia ter-me dito que era no FB. Aquilo é mais do mesmo, é muito triste uma pessoa ter a mania que é engraçada e não ter gracinha nenhuma.

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    6. Eu (20:03) referia-me mesmo a Sónia. Tão activa que não tarda faz parte das Capazes.

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  2. Estou um bocado apreensiva. Tenho familiares (bastante chegados) a trabalhar no Reino Unido, são licenciados, alguns fizeram pós- graduações lá. Não sei quais serão as repercussões para os portugueses.
    Um beijo enorme e um bom fim-de-semana querida Picante da

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    1. Se Deus ajudar não há-de ser nada de grave, estou na mesma situação.
      Um óptimo fim‑de‑semana, querida Pê.

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    2. Eu tenho sérias duvidas que enviem embora portugueses (nascidos em Portugal), com cursos superiores e a trabalhar lá.
      Se foi o próprio UK a vir buscar centenas para trabalhar nos hospitais públicos de lá, vão agora mandar embora? E mesmo depois de muitas empresas inglesas terem vindo a público afirmar que precisam da mão-de-obra (principalmente a qualificada) para conseguirem manter a produtividade e a qualidade dos serviços)? Não creio.
      No entanto, se a Libra descer a pique e não houver sinais de melhoria será que não irá verter o fluxo migratório para outros países mas por livre opção de quem lá vive agora?

      Se enviam ou não para Portugal (ou simplesmente expulsam) todos os que nasceram no Brasil ou outras ex-colónias e conseguiram o passaporte e nacionalidade portuguesa com facilidade? Não sei.
      Aparentemente um dos objectivos do Brexit é precisamente conseguirem controlar um a um quem permitem ou não que viva lá, independentemente do passaporte que tenha.

      Se enviam os que estão somente a usufruir de benesses sociais e não contribuem (ou nunca trabalharam sequer) e se expulsam todos os que tenham cometido algum tipo de crime? Estes tenho quase a certeza que serão aqueles a quem vão ser retirados os direitos de permanência.

      Não me parece que a Inglaterra consiga ficar totalmente sem imigrantes, no entanto, parece que querem simplesmente ter o poder de escola.
      No entanto, pelo "andamento" das coisas ainda temos de ver se continuará a ser o UK a decidir tudo ou se o UK passará a ser unicamente constituído por Inglaterra. É que vários países do UK estão a demonstrar a vontade de permanecer na UE e já foi dito publicamente por um deles que os elementos de todos os Estados-Membros continuam a ser bem-vindos.

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    3. Não acredito que aconteça seja o que for a quem lá trabalha dignamente. Até porque fazem falta, ao contrário dos subsidiodependentes...

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    4. Quem tem contratos continuará como até aqui. Tem apenas de obter um visto, coisa pouco complicada.
      Quem não tem... Bom dependerá de fazer aquilo que os ingleses não querem fazer ou não.
      Mas isto foi um falso pretexto, parece-me.

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  3. Pipocante Irrelevante Delirante25 de junho de 2016 às 00:58

    Especulações.
    Na realidade ninguém sabe o que e quando vai acontecer

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    1. Mas imagina-se não é? E nenhum dos cenários nos faz mais fortes em conjunto. Além do mais a nossa economia é demasiado débil, não me parece que aguente novo choque.

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    2. É a salvação do Costa que Agr já tem desculpa... God save us...

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    3. Pipocante Irrelevante Delirante25 de junho de 2016 às 19:05

      Há tantos cenários... acordos comerciais (que incluam livre circulação de pessoas), tratados, estatutos especiais...
      A saída da UE nunca foi pensada, não se sabem as consequências. Podem ser catastróficas. Podem ter repercussões imediatas, a longo prazo... hoje, só podemos especular.
      Que é preocupante, sim...

      Até porque houve nações a votar pela manutenção... daquelas com instintos independentistas.

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  4. Muitos ingleses estão em pânico porque votaram de forma desinformada. Alguns assumem que votaram a saída, mas não queriam sair... Na verdade emigração foi utilizada como o grande problema e abafaram todas as consequências sócio-económicas. Lá está, em vez de uma solução equilibrada que respondesse aos abusos de direito (que os há em todo o mundo!), preferiram procurar uma solução arrogante. Olhando para as faixas etárias e respectivo voto, percebe-se que se fosse em Portugal aconteceria algo semelhante. Não digo que foram os mais incultos a votar, mas foram os mais "terra-a-terra", aqueles que ou ainda são inexperientes para compreender o alcance das consequências da saída - como os mais jovens - ou estão num momento da vida em que sentem falta da hegemonia britânica, que ficou muito lá atras na História e que é agora romanceada, como sempre acontece depois da memória ficar curta. Esperemos que tudo corra pelo melhor... isto toca-me de muito perto.

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    1. Mas que tipo de imbecil é que vota Sim, querendo Não? Eu vi uma ou duas entrevistas desses tipos e fiquei atónita.
      Ele há decisões demasiado importantes para serem deixados na mão de ignorantes, infelizmente o povo é ignorante.
      Foram os mais velhos e de meios rurais que votaram sim. É muito triste.
      (aquele aldrabao do Nigel tira-me do sério...)

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    2. Os mais jovens preferiram a UE, em grande maioria.

      Eu vi uma rapariga a dizer que pensou que viesse a ter nova oportunidade para votar (ela e a familia - mãe, pai e irmã - votaram todos na saída e ela já se tinha arrependido), outro de um senhor a dizer que nunca pensou que o voto dele contasse.
      Eu sinceramente tinha a inteligência deles em melhor conta (aparentemente estes relatos são às centenas).

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    3. Eis as questões mais procuradas no Google, no Reino Unido, após os resultados do referendo:

      1. "O que significa deixar a UE?"
      2. "O que é a UE?" (Esta é de gritos.)
      3. "Que países estão na UE?"
      4. "O que vai acontecer agora que deixámos a UE?"

      Estas questões estão a ser feitas depois dos resultados apurados. É inacreditável.

      (Faz lembrar um outro país onde as pessoas só perceberam que estavam a votar para eleger deputados e não um primeiro-ministro depois das eleições, quando o partido mais votado não formou governo.)

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    4. Nós temos a inteligência geral do povo dos outros países sempre em muito boa conta e depois de pérolas destas é que nos vamos apercebendo de como o conhecimento realmente é.

      Tudo o que tenho lido a favor é o discurso de "nós damos muito dinheiro à UE e não recebiamos nada" ou o " agora que vamos ter milhões estes têm de ser investidos no UK". Isto por vezes associados às contas (sempre mal feitas) de entrada e saída de dinheiro mas assumindo que não vão ter mais custos para as transferências, de controlo de fronteiras, etc, etc.

      França parece que veio afirmar que vai extinguir a fronteira de Calais onde eles gastam imensos recursos humanos e financeiros para evitar a passagem de refugiados para o UK.

      Supostamente vários países estão a afirmar que não aceitam que o UK venha a ter tantas regalias como, p.ex. a Suiça nos acordos que terão de ser estabelecidos.

      Ou seja, eles que tinham uma posição dominante na toma de decisões da UE decidiram sair e agora acabam por ter de "levar com" as decisões da UE, ser afetados por eles, etc sem poderem imiscuir-se verdadeiramente em todas as tomadas de decisão.

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    5. Pode ser que isto venha a ter um efeito positivo da Europa, pode ser o abanão que precisávamos...
      Mas deixa-me triste.

      Filipe, acho isto mais grave que a questão dos deputados. Mesmo.

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    6. Também eu, Picante, também eu. Era apenas uma comparação entre situações de falta de informação (e desinformação) de quem tem a responsabilidade de votar.

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  5. Achei piada usarem a autonomia e economia como desculpa, quando na realidade focaram-se imenso na emigração. E não se enganem a pensar que é por causa dos refugiados (embora o medo destes também seja um motivo). Garanto-vos que até ao momento em que os emigrantes de vários países iam para lá para os trabalhos que ninguém quer não havia estes problemas. Porém, o resto do mundo começou a produzir mão de obra bastante qualificada e isso sim é problema. Estes países (e no fundo também um pouco um nosso) não tem problemas quando vamos para lá trabalhar na lavagem dos tachos ou como trolhas, mas quando começam a contratar estrangeiros para médicos e afins é que se lembram do "mas estão a roubar-nos os empregos" (ouvi e li bastante vezes este argumento).

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    1. É muito uma questão social, parece-me. Londres (ou os subúrbios) está irreconhecível, com autênticos guethos. A extrema direita aproveita-se disso em todo o lado.
      Quer queiramos, quer não, a questão dos refugiados é um problema e foi muito mal endereçada pela Europa que reagiu a quente em vez de a antecipar.

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  6. O mais engraçado é que a Picante, e outros como ela, pensavam que era a esquerda que queria sair e afinal, é a direita que sai. Assim como, não são os pobres que saem, mas sim um dos países mais ricos que acaba por ser o primeiríssimo a sair. Não é irónico?? É, pois!
    Vou ali comparar libras que estão baratinhas, e já volto.

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    1. Quem votou leave foram os idosos e os rurais. Muitos por estarem mal informados ou terem sido ludibriados.
      Mas sim, é verdade que os extremos (esquerda e direita) são pela saída.

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    2. "Um dos mais ricos" que por acaso estava muito mal economicamente quando se juntou à CEE. Tudo no mundo é ciclico, não me parece que eles saiam da situação sem nenhum arranhão. A menos que a UE queira que se sigam mais meia-duzia de países.

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