quinta-feira, 12 de maio de 2016

Uma no cravo...

O PSD deve estar a alucinar, sabe Deus que eu estou a pontos de achar as amebas com mais sentido lógico que o geniozinho que puseram lá na (des)educação, mas algum dos sociais democratas me haveria de explicar, muito bem explicadinho, por que razão é que faz sentido manter protocolos com colégios privados quando as escolas públicas limítrofes têm capacidade excedentária. A sério. Expliquem-me como se eu tivesse 5 anos. Por favor?

92 comentários:

  1. Para os pais poderem escolher.
    Eu sempre andei em escolas públicas (tenho 33 anos), e sempre estive bem, a minha irmã (cerca de 10 anos mais nova), isto para localizar a época, quando saiu do 9º ano eu disse à minha mãe para fazer o sacrifício de a meter numa escola privada (boa, não uma igual a uma pública), porque a escola de onde ela tinha saído (e onde eu também tinha andado) estava uma valente merda, os miúdos mostravam drogas na sala aos professores, pais a entrarem na escola a bater na directora, os miúdos peidavam-se nas salas de aula, entre outras coisas. A miúda que sempre foi boa aluna dizia que não aguentava aquilo. É uma escola de aldeia, não quero nem imaginar como seria no secundário na cidade perto de bairros. É triste, é preconceituoso o que digo aqui, mas é a realidade. E claro que a culpa não é dos professores, mas a realidade é essa.
    E acho que a minha mãe tinha o direito de escolher onde a queria colocar e tinha o direito de receber o que o Estado pagaria pela educação dela no público, nem mais, nem menos, afinal ela é tão contribuinte como os outros, mas o mesmo. Acho muito simples.

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    1. Desculpe, não sei se percebi. O Estado tem de pagar para a sua irmã andar numa escola privada? Suponho que essa escola, seja uma escola com um contrato de associação, certo? Então é todas as outras escolas privadas mas sem contratos de associação, o Estado também não deveria pagar? Esses pais não pagam impostos também?
      Claro que tem o direito de escolher, mas se não quer andar na escola pública, tem de pagar a escola privada, como a maioria dos pais que têm filhos em escolas privadas sem contrato de associação. Juro que não consigo perceber.


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    2. Portanto alguns Portugueses podem escolher. Os restantes, em querendo escolher, pagam impostos e mensalidades de colégios. É isto, não é?

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    3. Sim, claro que o estado deveria pagar o mesmo valor a todos os alunos, seja no público, privado com contrato ou não. Qual é a dúvida?
      Convém referir que há colégios que não têm contrato de associação por opção, conheço o dono de um que não quer para não ter de seguir as regras que o Estado impõe aos que têm.

      Mas ainda assim acho que haveria de existir a opção dum pai dizer: "quero o meu filho na escola tal (privada), o dinheiro que o meu filho não gasta no público servirá para pagar parte da mensalidade. Isto é, não sendo o dinheiro dado directamente à escola como contrato de associação, se é que me faço entender. Não sei se me consegui explicar. Como bolsa de estudo digamos.
      Ninguém tem culpa que o ensino esteja como esteja no público, eu cuido dos meus, ate poderia preferir tê-los numa escola pública (se estas fossem como no meu tempo), mas se cuidar implicar mudá-los, mudo. Isso não invalida que eu acho que tenho o direito de receber o mesmo valor que o Estado gasta com um aluno no público.

      Não picante,TODOS os portugueses podem escolher, alguns depois terão possibilidades de completar o dinheiro necessário para andar num privado, outros não. Mas a vida é mesmo assim. Por exemplo eu gostava de ir de férias 2 vezes no ano para o México, mas preferia ter o meu filho no privado, são opções. Assim, como ou tenho dinheiro para a renda, ou para fumar, lá está, opções. Mas isso já são outras questões.

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    4. Já agora, para continuar a discussão aqui, já que sou a mesma pessoa, em relação a este seu comentário: "Eu até acho que os pais deveriam poder escolher. I.é, quem quer os filhos no privado haveria de receber o custo que o publico tem com uma criança e pagar somente o remanescente. Mas fazer acordos com o privado com escolas vazias ao lado não faz o menor sentido."...
      Picante, muitas (algumas vá) das escolas públicas já foram construídas depois das privadas lá estarem, é o caso do Colégio de Lamas, por exemplo. E poderia citar mais alguns aqui no Porto, mas adiante.
      Talvez as escolas públicas não devessem ter sido lá construídas quando já havia uma parceria bem integrada. Será que alguém lucrou com a construção? Pois...

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    5. Não sei se é a anónima das 17:06, eu sou a das 23:48, e pelo seu comentário deu a entender, ou pelo menos, eu entendi que deveria ser o Estado a pagar a escola privada, e isso eu não concordo.
      Já concordo quando diz, que o Estado, deveria sim, pagar por cada aluno o valor que custaria se frequentasse uma escola pública o mesmo a quem decidisse colocar o filho no privado, e no caso de não chegar pagaria a diferença, daí achar que o cheque ensino seria uma excelente opção e daria a possibilidade de escolha. O que se fala neste momento, não é liberdade de escolha, é quererem alunos em escolas privadas, com públicas ao lado, a custo zero e isso é que é inadmissível.

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    6. Totalmente a favor do cheque ensino e opção de escolha desde que o Estado não gaste nem mais um cêntimo por a opção ser o privado.

      Anónima 11.15h, os contratos de associação fazem-se quando e enquanto são necessários. Se agora já não são, então acaba-se com eles. Simples assim.

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    7. Anónima das 17:06 - Eu queria andar de Uber todos os dias em vez de andar de Metro. Aquilo cheira mal, e encontra-se ali todo o tipo de gente. Até pobres! Devo ter direito a escolher, não? Então e o zé manel ciga*o, em vez de ir para o bairro social, não deve poder ir para a Quinta do Lago? O Estado não lhe dá margem de escolha? Na escola, a minha irmã não gosta da comida da cantina. Acho que devia haver uma opção do Chefe Avillez para além da sopa juliana e do bacalhau cozido. Ah, odeio a RTP1 e a RTP2. Pago os meus impostos, porque raio tenho de pagar tv por cabo para ver alguma coisa de jeito? Então e a piscina municipal? Bem, se lhe contasse o que vejo lá aos cantos de cada vez que mergulho...

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    8. O problema...
      Os problemas que aponta não são da escola pública... Ou acha que os colégios não têm problemas de comportamento e/ou educação?... A maioria não sai da surdina... E, quando o privado não consegue resolver o "problema", reencaminham-no para a escola pública...

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    9. "Totalmente a favor do cheque ensino e opção de escolha desde que o Estado não gaste nem mais um cêntimo por a opção ser o privado."

      Eu só concordo com isto em caso de as outras opções serem muito longe. Eu conheço miúdos que andam 2h ou mais de autocarro e ninguém se preocupa com eles.

      A quem tem escolas por perto não acho que deveria ser pago nem 1 cêntimo para andar em privadas. E quem quer "escolhas" que as pague.
      Todo o dinheiro investido no ensino privado é retirado do ensino público, todo o investimento que poderia ser feito para melhoria das condições, para a actualização, etc ...não, está a ser desviado para dar trabalho e tachinhos a uns.

      Pois se a irmã não se dá bem na pública: ou pagam ou dêem-lhe educação. É injusto. Principalmente para todos os que fazem das tripas coração e dão o seu melhor e ainda assim têm de andar horas e horas para a escola e ainda assim andam numa escola secundária com péssimas condições.

      O Estado é de todos nós, as escolas públicas também. Se eu quiser um Mercedes topo de gama pago-o do meu bolso, quem quer luxos paga-os. Andar em privadas é um luxo e quem os quer, que os pague, do próprio bolso. Vamos andar todos a pagar para uns terem direito a equitação, natação, hipismo, esgrima, etc e tal e os outros mal têm um tecto? Sou contra.
      Acho a maior injustiça e estupidez de sempre.

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    10. Mas não pagamos todos impostos? Se eu quero por no privado, é uma opção minha, e os meus filhos não custam um tostão ao Estado, mas eu desconto todos os meses e acho que o Estado devia reembolsar-me com a mesma quantia que gastaria se os meus filhos andassem no público e não ter um tecto miserável de 600 euros para despesas de Educação. Sabe que o cheque ensino, já existe em países evoluídos???

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    11. A questão é que Portugal é um país com uma politica social, logo não pode ir buscar as ideias e formas de agir a outros. Antes de devolver o dinheiro a quem desconta terá de ser possível ter a escola gratuita (como constitucionalmente afirmado) ou seja, não pagar sequer livros ou material escolar.

      Quanto ao que diz de ter o custo devolvido: a questão é que para o devolver o governo vai ter muito mais dinheiro a dar e vai ter muitos mais gastos. Pode usufruir do que o governo lhe dá ou pode simplesmente escolher outra coisa. Ao escolher paga. Se o tecto é miserável e nos outros países é melhor, emigre. Não me parece que retirar dinheiro da escola pública para financiar os luxos de meia-dúzia seja a solução. Se não gosta das medidas politicas? Eu também não gosto que o golfe (desporto) seja taxado somente a 6% quando muitos materiais escolares são a 23%, também não gosto de pagar IVA a 23% e também não gosto de pagar os ordenados luxuosos de muitos administrativos que ninguém sabe o que fazem... isso dá-me o direito de pedir o meu dinheiro de volta?
      Se assim for, como eu não uso o SNS podem-me devolver todo o dinheiro que desconto para lá, certo? Porque com certeza a despesa é a mesma, certo?

      Das 2, 1 senhor anónimo das 17.51h ou está a gozar ou é mesmo burro e não percebe nada de finanças. Os alunos não custam ao Estado X. A média dos custos por aluno/ano é uma conta bruta e média pois a grande despesa tem a ver com contratação, manutenção, despesas correntes, etc.

      Sabe o que é gestão?
      https://www.google.pt/search?q=management+for+dummies&espv=2&biw=1366&bih=599&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjd0r7SvtzMAhUHXhoKHUZjCicQ_AUIBigB
      https://www.google.pt/search?q=management+for+dummies&espv=2&biw=1366&bih=599&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjd0r7SvtzMAhUHXhoKHUZjCicQ_AUIBigB#tbm=isch&q=economics+for+dummies

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  2. Ora aqui está um pensamento igual ao meu.

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  3. Tu é que nos devias explicar isso. Não és tu que votas neles? 8|

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  4. Não dá para explicar...não faz sentido absolutamente nenhum. Quanto ao Ministro da Educação, permita-me discordar, acho que finalmente meteram alguém de jeito na pasta da Educação! Até agora acho que as medidadas adoptadas têm sido muito certeiras.

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    1. Este ano não teremos exames nem provas de aferição. Vamos ter novas mudanças de programas. Escolas a leccionar conteúdos à escolha. Por favor, tenham dó.

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    2. Picante,

      "Este ano não teremos exames nem provas de aferição."

      Não teremos? Eu estava convencido de que teríamos ambos, dependendo da escola. O que não me parece o mesmo que não ter nem um nem outro (seria esse um cenário assim tão mau?).

      "Vamos ter novas mudanças de programas."

      Vamos? Cite lá as suas fontes.

      "Escolas a leccionar conteúdos à escolha."

      Este ponto ainda é o que se aproxima mais da realidade. Para benefício da transparência, o que irá acontecer é que as escolas poderão pegar numa parte do tempo lectivo e atribuir-lhe o assunto que entender. Ou seja, se uma escola decidir que os alunos beneficiam com mais inglês, ou mais matemática, ou mais história, poderão fazê-lo. Faz sentido que assim seja, porque quem sabe o que se passa nas escolas são as escolas, mais do que o Estado. Isto é muito diferente de "leccionar conteúdos à escolha".

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    3. Está mal convencido, então. Não teremos exames de 4º ou 6º ano e ficou ao critério de cada agrupamento fazer os testes de aferição. Muitas escolas não os farão. Resulta daqui que vamos ficar sem ter um elemento de comparabilidade entre as escolas, que era, a meu ver, o grande mérito dos exames.
      As minhas fontes são o próprio do Min de Educação, que já anunciou querer reformular as metas curriculares.
      As escolas também poderão dar mais teatro, ou latim, ou música. Vão ter horas só delas, em que serão leccionados conteúdos por elas escolhidos. Independentemente de acreditar no bom senso dos coordenadores de departamento das escolas, acharia bom que os programas fossem homogéneos, durante os anos de ensino obrigatório. Não sei se sabe, mas já existem tempos dedicados a quem precisa de ter mais Português, Matemática, Inglês ou História. Chama-se Apoio ao estudo.

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    4. (a ver se me lembro de passar a fazer comentários muito explicadinhos e detalhadinhos, que é para os meus comentadores deixarem de tentar passar atestados de estupidez)

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    5. Picante,

      Peço desculpa pela minha primeira observação, nesse caso. Falou-se na possibilidade, não tenho a certeza se entretanto efectiva ou não, de as escolas realizarem provas de aferição nos anos em que previamente existiam os exames (4.° e 6.°), se assim desejassem. Fiz confusão com a situação dos exames.

      Em relação ao segundo ponto, mantenho algum cepticismo, face a declarações recentes do ME, frisando que não desejam proceder a reformas curriculares. Não questiono o que me diz, mas saliento que uma reformulação das metas não corresponde necessariamente a uma alteracão profunda nos conteúdos curiculares.

      Em relação ao terceiro ponto, não acho que a proposta do ME ponha em causa a homogeneidade dos programas. Os conteúdos serão os mesmos em todas as escolas, mudando o tempo de leccionação. Corrija-me se estiver enganado neste ponto.

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    6. Sei que algumas escolas fazem provas de aferição no 4º e 6º ano para substituir os antigos exames. Mas sinceramente acho isto uma enorme salganhada em que cada escola faz o que quer: umas com provas de aferição no 3º e 5º, outras no 4º e 6º e outras em nada. Caramba qual é a comparabilidade que temos?
      Quanto aos programas e metas curriculares, eu até veria com bom olhos uma mudança desde que fosse uma coisa acordada, pelo menos, pelos 2 maiores partidos e com objectivos de estabilidade. A cada governo temos mudança de programas, de acordo com a vontade do Sr Ministro. Não sei se os conhece, Filipe, mas são estupidamente difíceis e pouco ou nada incentivam o "pensar". Os miúdos decoram o que conseguirem e pronto. A matéria é tão extensa e complicada que os professores não têm tempo para nada a não ser debitar matéria.
      E não se mudam as regras a meio do ano escolar, induzindo professores, alunos e pais no caos, que foi o que este ministro fez.
      Quanto ao último ponto, posso estar mal informada, a ver... (espero que sim, que seja o Filipe que tem razão)

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    7. Um acordo desse tipo no que diz respeito ao currículo seria realmente a melhor solução possível. Tenho dúvidas de que venha a acontecer, mas posso estar a ser pessimista.

      Conheço a fundo os novos programas de matemática e superficialmente os restantes. Quanto ao de matemática, é realmente demasiado extenso em alguns anos, e mais exigente. Não acho que o nível de exigência seja completamente despropositado em geral, no entanto.

      O que acho em relação às metas curiculares é que estas têm sido mal interpretadas pelos professores. Até aqui os programas de matemática (e outros) eram um pouco vagos nos conteúdos, mas dedicavam dezenas de páginas a questões de "como ensinar", que seria preferível deixar ao critério dos professores. As metas curriculares, no entanto, são extremamente específicas nos conteúdos e não têm uma única linha a dizer ao professor como ensiná-las.

      Ora, parece-me que oa professores estão a olhar para a as metas e a achar que aquilo que ali está é para ser transmitido "ipsis verbis" aos alunos, o que é absurdo em alguns casos e conduz precisamente a essa ideia de que é só memorização e de que as coisas são complicadas. As metas exigem, parece-me, algum trabalho da parte dos professores a digeri-las para as transmitirem depois.

      Reitero, no entanto, que os novos programas são mesmo demasiado extensos em alguns anos, o que é altamente prejudicial.

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    8. Filipe, até a linguagem dos livros é excessivamente complicada e desadequada a determinadas faixas etárias. Estou aqui a lembrar-me de uma explicação sobre ângulos, matemática de 5º ano, que eu tive de ler porque já não me lembrava de como se calculavam.

      Pôr miúdos de 7 anos a fazer contas com números decimais e fracções não é ser exigente. É ser parvo. Eles não têm ainda um nível de abstracção necessário para perceber o conceito de número decimal. Eu resolvi o problema da minha filha na cozinha, foi a partir da divisão de receitas que lhe expliquei a divisão, conceitos decimais, medidas e o diabo a quatro. Cheguei a propor à professora doar duas horas por semana e organizar um atelier em sala de aula. Ela adorou a ideia mas não havia tempo porque tinha imensa matéria para dar.
      Sinceramente, acho que os programas não estimulam o raciocínio. E os desgraçados dos professores não têm culpa nenhuma, não podem inovar e fazer diferente porque depois falta-lhes tempo para despejar matéria.
      Eu conheço bastante bem os programas de Matemática, Português, História ou Ciências. Os miúdos dão coisas no 3º ano que antigamente se davam no 6º, por exemplo. mas vá lá perguntar quantos deles sabem a tabuada de cor e têm o cálculo mental desenvolvido.
      O programa de Português de 3º ciclo é uma aberração. Inventaram uma série de palavrões novos para (re)nomear todos os conceitos que conhecíamos. Aquilo é um horror só para nos lembrarmos da nomenclatura. Mas e escrever? Quantos aprendem a escrever?
      Estou muito céptica e desiludida e nada a ver com partidos, o Crato era tão mau quanto este.

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  5. Acho que anda aí muita falta de controlo nessas coisas. Também não entendo. Mas gostava.

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  6. Coisas que também não percebo. A não ser interesses monetários entre os envolvidos. Pois que sou pela máxima: quem quer ensino privado que o pague do seu bolso.

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    1. Eu até acho que os pais deveriam poder escolher. I.é, quem quer os filhos no privado haveria de receber o custo que o publico tem com uma criança e pagar somente o remanescente. Mas fazer acordos com o privado com escolas vazias ao lado não faz o menor sentido.

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    2. Mas, na verdade, quanto custa ao estado um aluno? E não falo de pegar no valor total dos custos e dividir pelas crianças, falo EFECTIVAMENTE. Há mais despesa considerável se numa turma estiverem 25 em vez de 24 alunos?Quantificar é fácil se olharmos para uma tabela excel...

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    3. Sabe-se os custos por escola. Sabe-se o custo de ter mais uma turma e também se sabe o custo de ter 30 alunos por turma em vez de 20. Isso são dados básicos que o Min de Educação tem de ter.

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    4. Tal e qual, não percebo porque é tão difícil de entender. Quem quer ir para o privado paga. E no fim devia ter o benefício de não custar nada ao Estado. Mas claro que só devia ser compensado pelo valor que cada aluno custa numa escola pública.

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    5. Picante, a pergunta é: porque é que essas escolas ao lado estão vazias? Consegue responder-me a isso?

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    6. Talvez porque existam contratos com os privados. Porque a determinada altura o público não conseguia garantir todas as vagas necessárias. Acontece que agora consegue.

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    7. Ou será porque essas escolas públicas são tão más que as familias fogem delas a sete pés? Não terão as familias a legitima aspiração a colocar os seus filhos em escolas minimamente aceitáveis, quando a opção que têm ao lado é uma escola péssima, sem condições, onde reina a rebaldaria, com professores desmotivados quando não desleixados, meros fantoches do Sr. Mário Nogueira e das suas tão amadas greves?

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    8. Anóniomo, por favor... Não diabolize a escola pública. Se há escolas problemáticas, também as há muito boas. Assim como há colégios que são uma grande trampa.
      Os contratos foram feitos porque não havia oferta pública suficiente. A partir do momento em que há não faz sentido existirem. Se os paizinhos querem os meninos no privado têm mais é que o pagar, que é o que eu fiz durante muito tempo.

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  7. http://365forte.blogs.sapo.pt/contratos-de-confissao-429760

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  8. Pipocante Irrelevante Delirante13 de maio de 2016 às 15:29

    Expliquem-me onde os pais perdem o direito à escolha? Não podem continuar a colocar os meninos no colégio privado? Aquilo vai fechar portas?

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    1. Diz que têm de pagar e isso é que não pode ser.

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  9. https://3.bp.blogspot.com/-oopX0zpW1Ew/VzWkdnOyXXI/AAAAAAAAIpk/NjZ7y-URdtEOPWRXLPaeeKxBQsZaBSyTQCLcB/s1600/13231238_591232924374489_1549045480_n.jpg

    Picante, o que tem a dizer desta foto tão mal conseguida? O ângulo das pernas está o máximo... se se tratasse de uma unidade de mutilados :O

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    1. Se fosse com outra marca, era motivo para a maçã a postar e discorrer em tom crítico sobre o assunto... não sei como cai numa amadorice destas. E quem diz essa foto, diz todas as outras que foram mostradas e as modelos contratadas para o efeito. Parece uma produção de vão de escada!

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  10. este assunto mais do que uma discussão sobre dinheiros mal ou bem empregues, está a tornar-se uma guerra de pais-que-têm-filhos-num-colégio-privado vs pais-que-têm-filhos-num-colégio-privado-e-consideram-isso-um-luxo. Já alguém parou para avaliar os números?
    Dados de 2012 referem que cada aluno do ensino secundário publico custa ao estado em média 4900 eur por ano. A minha filha frequenta um colégio privado com contrato de associação para o ensino secundário. A minha filha nunca esteve numa escola do estado, primeiro porque não havia vagas, na primária porque a vaga estava dependente dos meninos que vinham do JI do agrupamento, e depois porque foi ficando, por ser de toda a oferta , a melhor opção em termos de horários e de forma de trabalhar. A minha filha nunca esteve um dia sem aulas, o professor falta e tem um professor substituto. As salas estão equipadas com material de trabalho atual, são climatizadas, têm jardins para brincar e um parque infantil, fazem visitas de estudo, têm um leque de atividades oferecidas pelo colégio( o Espanhol no 7º ano por exemplo)e sobretudo as pessoas que la trabalham inspiram-me confiança porque a conhecem desde sempre. Reforço que em 10 anos (6 se formos muito rigorosos e só contarmos os anos em que ela teria a possibilidade de frequentar o ensino publico e não o fez), o investimento na educação foi todo meu, em média 3.300 eur por ano para 11 meses de escola ( dizem os dados que o primeiro ciclo custa ao estado 2770 eur para 10 meses de aulas). No ensino secundário,o único no qual a minha filha beneficiaria do contrato de associação, o estado gasta 4900 eur por aluno em 10 meses de aulas, o colégio da minha filha ficará em 3500 eur por 10 meses de aulas . É isto que me parece que há muito quem não quer ver com a cegueira do "os pais ricos que paguem os luxos de um colégio privado". Não é um luxo, é um direito querer que os seus filhos tenham o melhor ensino possível dentro da oferta diferenciada que existe e que é financeiramente válida para o estado,como mostram os números. Essa oferta não está fechada aos "ricos", as vagas são naturalmente limitadas comparando com um agrupamento de escolas, mas elas existem e estão abertas a alunos que não fizeram todo o percurso no colégio ( aliás, pelo experiência que tenho, no colégio da minha filha muitos dos alunos que fizeram todo o percurso escolar no Colégio saem no fim do 9º ano para escolas públicas, porque são claramente menos exigentes em comparação com o colégio, e com a bagagem que levam tiram notas boas e vão para o ensino superior com boas médias, e também porque se tornam mais autónomos e preferem estar perto de casa e gerirem o seu tempo sem estarem enfiados no colégio todo o dia). Da mesma forma, muitos dos alunos do secundário vêem de fora do colégio porque é um ultimo recurso que os pais têm para os filhos tenham um ensino exigente e recuperem muitos deles, de anos de maus professores, más condições e usufruam de um ensino de excelência no seu todo.

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    1. "Não é um luxo, é um direito querer que os seus filhos tenham o melhor ensino possível dentro da oferta diferenciada que existe e que é financeiramente válida para o estado,como mostram os números"

      Não é direito. É um luxo que acha que tem direito o que é diferente. A senhora paga 3500€ mas o estado, desculpe-me a expressão, "incha" muito mais. Além disso, a opção é sua, e não, a maioria dos alunos nos colégios privados até tira boas notas e é preparado para os exames, mas depois na faculdade são os que por norma não tiram boas notas e se vão perdendo precisamente por não serem preparados para a realidade. Vá ver qualquer artigo cientifico ou qualquer entrevista com professores catedráticos e eles vão-lhe explicar isso muito bem.

      Já agora, o meu filho tem um percurso numa escola pública muito idêntico ao que refere. Logo, se acha que a sua filha está melhor aí, pague-a. Simples. Eu até tenho esse dinheiro disponível mas nunca me pareceu necessário precisamente por pretender dar ao meu filho acesso a uma boa educação e a uma vida que o prepare para o futuro, como o encontrei no público escolhi o público, se tivesse encontrado no privado, ele iria para lá. Mas a mim parece-me justo que estas escolhas sejam pagas.

      Até porque a partir do momento em que não estão disponíveis para todos, vai contra os direitos fundamentais de todas as outras crianças portuguesas. E a própria afirma que não há vagas no privado para todos. Pois não. E isso é ilegal e inconstitucional. A menos que nos estejamos a referir a uma criança que tem de andar mais de 20km por dia para ir para a escola...aí acho que é obrigação do Estado garantir. Mas não é só aqueles que interessam: os do interior do país que passam por isso também merecem, mais não seja uma escola construída só para eles em locais estratégicos.


      Em relação ao Estado, se o dinheiro investido nos privados fosse todo investido nas públicas provavelmente teriamos a nível nacional escolas melhores para todos e não para meia-dúzia. Ou acha justo que só alguns possam ter acesso? Eu não. Se o dinheiro fosse investido as condições físicas seriam outras, assim como as materiais e até se poderiam reduzir o numero de alunos por turma.

      Portanto, no meu entender, a sua forma de pensar é uma falácia em si mesma pois só considera o dinheiro que investiu e não aquele que o Estado investiu, não consegue compreender que o dinheiro investido numa instituição não vale somente pelo valor bruto pago mas por toda a possibilidade de investimento a longo prazo.

      Mas por mim podem referendar o assunto, assim ficaríamos a saber qual a opinião da maioria da população portuguesa. E, sim, para mim é um luxo que a maioria considera um direito. Mas se tivesse de pagar o triplo (ou mais) dos impostos para todos os meninos terem acesso à escola privada aí certamente já não considerava que era um direito...aliás pelo seu discurso, a senhora acha que é um direito da sua filha mas não de todas as outras crianças portuguesas, afinal "as vagas são naturalmente limitadas comparando com um agrupamento de escolas". Porque isto é que é justiça e equidade, não é? Tire as palas dos olhos sff.

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    2. tenho imensa curiosidade em saber que colégio é este onde se pagam estes valores... poderei estar errada (certamente estou uma vez que andei sempre no público, e n conheço o maravilhoso mundo privado), mas tenho ideia que sítio onde se pague menos de 500 euros é coisa assim para duvidar! Ou então, os funcionários (docentes e auxiliares) são pagos a preço abaixo de cão! mas, enfim... as pessoas também adoram o hospital da luz e afins, onde os enfermeiros são pagos a 800 euros, recibos verdes e sem direito a mês de férias pagas... por isso, já estou por tudo!

      Carla

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    3. Carla ela paga 3500€/ano porque o restante é assumido pelo Estado, numa dessas parcerias público-privadas "muito boas" e, segundo a autora "um direito" que tem.

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  11. Ei, isso já são vocês a fazerem-se de, não quero insultar ninguém, vou dizer despercebidas.

    O que está em causa, para mim pelo menos, é os meninos terem direito à mesma comparticipação que um menino do público, os pais descontam igual (dependendo do ordenado de cada, óbvio).
    Os colégios sem esse dinheiro possivelmente irão aumentar a mensalidade o que levará a que alguns que lá têm os filhos e fazem alguns sacrifícios para os terem, possivelmente deixem de poder. Não há só ricos no privado. Se calhar é isso que se pretender, elitizar ainda mais os colégios.

    Outro exemplo, cheque dentista, só são dados a meninos que estudem no público. Acho estúpido, 1º descontam todos, no privado não andam só ricos, também andam remediados. O direito à saúde é universal, mas isso já seriam outras questões.

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    1. A questão da saúde eu compreendo e considero injusto. A questão do dinheiro discordo porque só diz isso quem não percebe nada de gestão.
      O preço médio de um aluno custa ao estado não à unidade mas pelo custo total da manutenção de uma escola, portanto é impossível fazer isso sem o Estado perder dinheiro importante para a manutenção das escolas públicas.

      Quem não tem dinheiro para pagar não tem lá os filhos, simples. Se são elitistas? E qual é o problema? São melhores por isso? Preparam melhor os alunos por isso? Eu acho que não. Aliás basta ver o rendimento na faculdade de alunos vindos dos privados para perceberem por A+B que eles não estão nada bem preparados.

      Se um determinado instituto privado é ou não só para ricos, depende de quanto ele custa e não de quanto o Estado dá a alguns pais. Se formos por aí todos os pais podem colocar os filhos no privado, logo as escolas públicas vão ficar vazias, com custo de manutenção semelhante. Compreende? Ou bem que vamos todos pagar muito mais impostos para haver essa possibilidade ou quem os quer ter no privado, paga-o. Sai-nos a todos os portugueses, também aos mais pobres, muito mais barato, que quem ter ir para o privado que o pague. Aliás tal como o nome indica "privado" - senão podem também pagar-me uma casa, t5 com 5 hectares, piscina e mordomo.

      Ir para uma privada é um luxo, sim. E quem o quer, que o pague.

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    2. Só para escarecer... Nem todos os colégios cobram 500 eur de mensalidade.nem todos os colégios estão nos centros das cidades, nem todos os colégios se negam a ter alunos com necessidades especiais ou alunos com dificuldades de aprendizagem... E devo acrescentar que esse argumento de alunos que saem do privado sao menos bem sucedidos na faculdade...acreditam mm nisso? Que exista uma relaçao direta entre uma coisa e outra? É o mal de se meter tudo no mesmo saco... Sabem que as escolas profissionais são escolas de gestão privada com contrato de associação? E que curiosamente é nessas escolas que estão muitos dos alunos que tiveram maus resultados no ensino normal nas escolas publicas"? Também se acaba com esses? Afinal também é uma escolha... E nas salas onde há 25, pode muito bem haver 30...ou 35 alunos.

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  12. Embora com 5 anos talvez seja possivel a pipoca entender o que é uma comunidade educativa. Depois disso, dirija-se ás crianças que fizeram o seu percurso escolar durante 6 ou 7 anos na mesma escola e diga-lhe que tem de mudar porque o josé Sócrates quis dar dinheiro ao amigo construtor e decidiu construir uma escola ao lado da escola dessa criança.

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    1. Oh por favor. Agora está a dizer-me que é mau construir escolas? Porque já existem contratos e os meninos têm de passar para o público? Que é onde sempre deveriam ter estado? Está certo.

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    2. Coitadinhos dos meninos que não podem passar por uma mudança. E fazemos assim, quando a escolaridade dessa escola acabar (no 9º ou no 12º) tirem os meninos da escola e não os deixem seguir para mais lado nenhum. Já viram que vão agora todos ficar muito traumatizados...A sério que este é o argumento das pessoas?! Pelo amor de Deus! Os miúdos devem saber adaptar-se a novos contextos, se os seus filhos são incapazes disso reveja o seu papel como pai/mãe porque está a falhar redondamente.

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    3. Ainda bem que construíram uma escola pública, e assim o Estado não tem de pagar para os meninos andarem na escola privada. O problema é que esses paizinhos querem os filhos a estudar no privado e querem continuar a não pagar nada, que grande lata. Eu pago a escola dos meus filhos, é uma opção minha, podia por na pública e não quero, mas pago do meu bolso e não recebo nada do Estado. É assim tão difícil perceber?!

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    4. Ainda bem que construíram uma escola pública e assim o Grupo Lena encaixou mais uns milhões e o sr. Sócrates pôde fazer a sua vidinha milionária...

      (no meu concelho, só para dar um exemplo, foi no reinado desse senhor que todas as creches e escolas primárias das aldeias do concelho foram encerradas, cujos edifícios estão agora devolutos, para se construírem três ou quatro escolas gigantes em alguns pontos do concelho, para onde agora se anda diariamente a gastar dinheiros públicos para transportar as crianças, para além do desperdício que representou a construção dessas escolas, que apenas beneficiou o bolso de meia dúzia de tubarões. Agora junta-se a isso o dinheiro de transportar os miúdos, outro negócio. Ou como é que acha que senhores como o do Barraqueiro têm dinheiro para comprar companhias de aviação?)

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    5. Estupidez a minha. Para quê insistir em nivelar por cima. Os filhos não são meus. Haverá sempre quem insista em nivelar por baixo. Já que não pode, os filhos dos outros também não podem. Capite censi.

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  13. E agora o que realmente interessa... eu estou a alucinar mas é com os novos biquinis da maça!

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  14. Para as escolas privadas o governo pagava o preço por aluno na escola publica e os pais pagavam o resto. Simples e eficaz. Alias, eu sempre pensei que funcionava assim. Alias eu nem sabia que havia a oportunidade de ir para uma privada de borla. Eu sempre estive em privadas até à universidade (porque a alternativa da publica era má e porque o horario da secundária era muito melhor e não, não foi paa inflacionar notas)
    E que eu saiba na lei está escrito que os alunos vão poder acabar o ciclo de estudos na privada e que caso nao haja opçoes de escola pulica vao poder continuar a ficar no privado.

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    1. Isso funciona em teoria, na pratica não é bem assim. Se se dá essa opção, pode haver uma deslocação massiva para o privado o que resulta em escolas públicas vazias e com custos unitários muito mais elevados.
      Estou a fazer-me compreender?

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    2. Sim, isso de facto podria acontecer. Mas nem todas as escolas privadas aceitam qualquer aluno. Numa das que eu andei, que era um colégio católico, era preciso ter cunha para entrar porque eles nao aceitavam qualquer aluno. E para o povo normalhavia lista de espera, porque eles só querem a malta in, filho de gente importante e rica e não ze povinho

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    3. Completamente de acordo com a Sofia: "Para as escolas privadas o governo pagava o preço por aluno na escola publica e os pais pagavam o resto".
      "eu nem sabia que havia a oportunidade de ir para uma privada de borla", eu para ser sincera também desconheço isso, os colégios que conheço com contratos de associação, os alunos pagam na mesma uma mensalidade, que suponho que seja mais baixa do que se não houvesse contrato.

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    4. Essa oportunidade só existe nos casos em que o Estado não tem oferta. Normalmente em localidades mais pequenas, onde sai mais barato pagar ao privado para receber os alunos que construir uma escola.

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  15. *Esqueci-me de acabar o comentario. Os meus pais sempre pagaram (e não pouco) para eu estudar na privada. Nestes acordos os alunos nao pagam?

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    1. Pagam sim. Possivelmente não tanto como se não houvesse "ajuda" do Estado à escola. Mas pagam na mesma uma mensalidade.

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    2. Pois mas deviam pagar na totalidade. E o dinheiro investido nessas instituições deveria ir para a escola pública. Que permite o acesso a todos e não selecciona a dedo os alunos aceites.

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    3. Tinham que pagar tudo.São contra o público na maioria dos casos, então desembolsem tudinho, deixem de mamar no estado.

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    4. Não, não pagam, pois não têm culpa que não haja oferta pública, onde também não pagariam.

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    5. Ó querida não baralhe as coisas, a minha colega do lado teve os filhos no Diocesano e os meus filhos 100 m mais acima. Está a entender ou ainda não?

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    6. Anónimo15 de maio de 2016 às 23:01...estamos aqui a debater quando não há oferta publica....obviamente...está um pouco desorientado da questão...

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    7. Existe muitas vezes oferta pública, eles agora habituaram-se foi mal e não querem pagar.
      Querem que todos os portugueses paguem os seus luxos.

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    8. Anónimo das 22:45: "São contra o público na maioria dos casos, então desembolsem tudinho, deixem de mamar no estado."... Sim, completamente contra tudo o que seja público, que suga completamente o trabalhador privado. Por mim era tudo privatizado. E quem anda a mamar no Estado com toda a certeza não sou eu, eu ando a sustentar os mamões do Estado, também tenho direito a ir buscar algum e se for para ter crianças no privado será!

      (e ainda nem tenho filhos na escola)

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  16. Pois eu sou a favor da igualdade. Se eles têm direito às escolas privadas de graça então os meus, os da vizinha e os dos bairros sociais também deviam ter.

    Ai não há dinheiro para manter todos? Pois não. Por isso mesmo: escolas públicas=dinheiro público, escolas privadas= escolas privadas.
    Ai não há escolas por perto? Mudem de casa, pensem nisso antes de ter filhos. Façam o vosso dever enquanto cidadãos e pressionem para ser construídas escolas.

    Ali em cima queixam-se que a escola pública só foi construída depois. E então?! Não havia, agora há!! Simples! Preferem o privado?! Paguem-no!

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    1. Mais ou menos. Há casos em que os contratos de associação se justificam. Ninguém deveria ter de fazer 50kms para ir à escola. Havendo poucas crianças e tornando inviável a construção de uma escola, faz todo o sentido haver acordos com o privado.

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    2. Mas aí entra-se na excepção Picante. Não por 8km como estava dito. Os meninos podem muito bem ir de autocarro e aí sim, se não houver, o Estado tem o dever e a obrigação de providenciar.

      Eu conheço vários miúdos que andam mais de 20km e não havendo escolas privadas mais perto, há uma publica. E ninguém se mexe para lhes construir uma escola nova só para eles (e ficando situada no caminho entre as 2 escolas, retirava provavelmente metade dos cerca de 5000 alunos que frequentam essa mesma escola).

      Eu quando comprei a minha casa também já tive em consideração as escolas e a distância às mesmas. E sinceramente a mim não me parece que estejam a lutar pela melhoria de condições de alunos que têm as escolas longe mas sim por terem acesso a actividades e a condições que no público não teriam. A questão é que com o dinheiro a ser desviado da escola pública nunca ninguém irá ter. Portanto, a meu ver quem quer esses luxos todos que os pague do próprio bolso e que se invista o dinheiro que está a ir para os privados para melhorar a rede nacional de escolas públicas, reduzirem o nº de alunos por turma, etc.

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  17. Na minha modesta opinião, esta será sempre uma questão ideológica. Como se pode ver pelos comentários aqui publicados há pessoas que acham que as liberdades individuais são de privilegiar e que todos têm direito a escolher. Ora, isso traz o problema enunciado (e muito bem exemplificado) pela Susana A. 13/5, 11:49... se nos desse agora vontade de escolher tudo e mais alguma coisa... o problema aqui é mesmo não termos dinheiro suficiente para tudo o que gostamos! E não se pode financiar o sistema privado com o dinheiro que pertence ao sistema público. Claro que se perdem algumas liberdades individuais, em nome do bem comum (lá está, ideologia).
    O alarido só se faz porque nos últimos 20 anos os colégios provados brotaram que nem cogumelos devido às mudanças sociais que se foram operando pós 25/abril e que levou muitas mulheres (mães) para o mercado de trabalho, tirando-lhes a disponibilidade para tomar conta dos seus filhos. O sistema público leva sempre mais tempo a adaptar-se, e o sistema privado conseguiu fazê-lo mais rapidamente (regras mais flexíveis a todos os níveis), e por isso implantou-se no mercado. Ora, já houve um rombo com a abertura em massa do pré-escolar (que ocorreu quando? pois, PS), irá haver no futuro com a rede de cuidados continuados (que iniciou quando? pois, PS), e começa agora com estes contratos de associação. A ajudar a isto não é alheio o facto de a natalidade ter diminuído e nós termos cada vez menos alunos nas escolas...portanto, a clientela começa a ser escassa e o Estado começa a ser suficiente para as suas necessidades. Por isso termina os seus contratos porque não pode andar a gastar dinheiro a financiar entidades privadas, que terão de se orientar sozinhas!!!!
    Não faz de todo sentido financiar algo privado quando se consegue dar essa oferta no público. Porque o público é de todos e para todos! Não exclui alunos com NEE (que são uma chatice horrível...faz-nos falta um hitler...), não exclui a malta do bairro que muitas vezes nem pais tem em casa a falar português (outra chatice...), não exclui o aluno mediano que não tem 4 e 5 e estraga o lugar no ranking. É de todos e para todos, e isso é um valor fundamental, lamento informar! Tal como a saúde e a justiça...
    Mas isto é obviamente ideológico... e contra isso, batatas!

    E já agora, relativamente aos exames, que também aqui foi falado pela Picante, eu também gosto que eles existam. O problema até agora tem sido o que se faz com os seus resultados. Escolas com resultados mais fracos ficam sem apoios/orçamento para horas de estudo. Ou seja, novamente a ideologia! O objectivo 2011-2015 foi aumentar as desigualdades sociais, encapotada por um aumento da exigência e tal e coiso... como já uma vez disse nesta caixa de comentários (que muito gosto), não há problema porque as Jonet's desta vida estarão cá para ajudar estes alunos com a sua humana caridade. Mais uma vez, é uma questão ideológica! O caminho não passa por aumentar as desigualdade, por afundar os que já estão no fundo, mas sim ajudá-los a subir! Esperemos que durante estes 4 anos (se forem) que o caminho se inverta um pouco! (eu pelo menos assim o espero)

    Carla

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    1. Eu gostaria de ver um ensino exigente e capaz, independente de ideologias, Carla.
      Se há coisa que me deixa insatisfeita, independentemente do governo, é a educação.

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    2. Estamos sempre a experimentar! Acho q a nossa democracia ainda não está suficientemente amadurecida para se conseguir gerar consensos em torno das questões fundamentais.
      Isso, e uma queda inata para a trafulhice que estraga tudo...

      Carla

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  18. Todos os que dizem que no privado os alunos saem mais baratos deviam saber que isso (como diz a Carla) só é possível essencialmente porque o público não pode (nem deve!) fazer uma triagem aos alunos. O custo por aluno é, obviamente, uma média. Nem todos custam o mesmo à escola. Na escola onde estou a estagiar (pública), existe um gabinete para acompanhar alunos com necessidades educativas especiais. Temos meninos autistas, meninos portadores de deficiência motora e intelectual, etc. Para isto são necessárias salas e técnicos especializados. Por outro lado, temos também meninos com percursos de vida complicados, que acumulam reprovações, desmotivação e revolta para com a vida. Estamos lá para eles, mas isto obviamente tem custos. E este custo é que se paga por tentar evitar marginalidade, desemprego, exclusão social, e outras consequências que seriam BRUTALMENTE mais onerosas para o estado e restantes cidadãos no futuro.

    Temos alunos tão bons como qualquer privada. Educados, trabalhadores, responsáveis, inteligentes e solidários. Mas, lá está, trabalhamos com médias. Se estamos no topo dos rankings nacionais? Nem de perto. Mas aqueles que no privado seriam alunos de excelência, no público também o são.

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    1. As médias dos privados também são coisas engraçadas. Eu lembro-me de um ex-namorado meu que dizia que podia entregar o teste em branco que nunca teria nota abaixo de 8 pois no colégio onde andava eles não davam essas notas. O 8 era para um teste horrível e o 9 para uma negativa melhor. Ou seja, seriam negativas mais fáceis de elevar do que se levassem com os 3 ou 4 (de 0 a 20).

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    2. Isso depende da escola (privada ou pública) e deve ser verificado/fiscalizado pelo ministério. Há privados que sobem as notas, assim como há aqueles que não o fazem, conheço ambos.
      Assim como acontece o mesmo nas públicas, ainda há bem pouco tempo de falou duma ou duas escolas do interior do país que colocavam uma quantidade anormal de alunos em medicina, e porquê? Os testes são feitos para boas notas, e claro os alunos serão melhor preparados do que em escolas lotadas do litoral. Conheço uma escola básica em que havia uma turma com os filhos dos professores de lá, a preparação dada era completamente diferente das restantes turmas, eram só alunos bem comportados, óbvio que a turma tinha melhores notas. Por isso, há de tudo, em todo o lado.

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  19. Tem de comentar o mais recente enterranço da mais doce! Rita Pereira a responder-lhe no insta e comentários de apoio de Silvia rizzo, Cristina Ferreira, Teresa Guilherme, Jessica Athayde, Diana Chaves, mia relógio... que lol.

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    1. Onde está isso? Não vejo lá nada.

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    2. No instagram da Rita Pereira, um print screen que ela fez de notícias internacionais a elogiarem o vestido dela.

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    3. No Insta, a Rita Pereira (Hyndia) fez um post com uma publicação de uma revista que a enaltece e no texto do post mandava uma boca (disfarçada) à Pipoca. A maioria das pessoas que logo acorreram a dar palmadinhas nas costas nem percebeu que era um post-retaliação (vê-se perfeitamente), embora haja umas quantas que fazem a conversa do costume ("não ligues a essas invejosas", etc). Nomeadamente no caso das figuras públicas, tenho quase a certeza que os comentários-apoio se referem a reforçar a matéria da revista, não tem nada a ver com a Pipoca.

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    4. Tirando a Diana Chaves, que essa, sim, em vez de enaltecer a Rita, ataca a Mais Doce.

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    5. Já vi, andava à procura no da Mais Doce.

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  20. Acho piada a esta polémica das escolas, onde se fala dos tais "colégios privados" como se estivessemos a falar de financiar o S. João de Brito, o Valsassina, etc. A escolas decentes de gestão privada, que deveriam ser a bitola mínima das públicas, passou a dar-se o nome pomposo de "colégios privados", como se de colégios de elite se tratassem e como se fosse essas que o contribuinte andasse a pagar.

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  21. Os que agora andam por aí a insurgir-se contra as escolas com contrato de associação por contraponto das escolas públicas são os mesmos que há duas semanas diziam que a culpa de haver Uber é dos taxistas que prestam um mau serviço, que são maus profissionais, que não se actualizaram, etc., e que a cada um de nós assiste o direito de escolher o serviço que melhor nos serve.
    Ora o Sr. Mário Nogueira antes de atacar os contratos de associação bem podia olhar para o estado da escola pública e perceber que neste momento não passa do presidente da Antral da Educação. Quer ser o Uber? Comece por profissionalizar os taxist... err... os professores públicos, em vez de promover greves de cada vez que o diabo esfrega um olho.

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    1. Uma coisa não tem rigorosamente nada a ver com a outra.
      (e graças aos céus não é esse imbecil que faz as escolas públicas)

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    2. Eu não desconto para os taxistas e também não desconto para os outros andarem de taxi (salvo raras excepções). O dinheiro que uma pessoa decide gastar num táxi ou a andar num Uber tanto me dá como me fez.

      Tirarem os meus impostos para pagar luxos a uns, enquanto os outros alunos não têm acesso exactamente às mesmas condições é não só roubarem-me, como é ilegal e inconstitucional. Se for para ter acesso aos privados que se façam leis que obriguem os colégios a aceitarem todo o tipo de alunos e a abrirem vagas para todos os alunos. Isso sim é igualdade e equidade.

      Que se mantenham excepcionalmente os acordos com aqueles que têm as escolas muito longe, sim, os que têm escolas com vagas por perto devem todos ser obrigados a frequentar. E quem quiser andar no privado, paga-o. Como todos os restantes portugueses.

      Ou então vamos privatizar o ensino todo e ou se triplicam ou quadriplicam os impostos ou deixa de haver escola pública e descontos para a mesma, passando todos os pais a pagarem tudo dos seus filhos.

      Agora uns com uma coisa e outros com outros direitos... é ilegal e inconstitucional.

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    3. Caro Anónimo16 de maio de 2016 às 13:48,
      "Agora uns com uma coisa e outros com outros direitos... é ilegal e inconstitucional." Se fossemos por aí... tanta, mas tanta gritaria, tanta petição, tanta manifestação se faria por esse país fora. Mas não, esta coisa das injustiças e desigualdades é gerida à vontade da agenda de meia dúzia de iluminados, pois não é? É pois. Pois se há anos que existem esses contratos de associação e só agora é que o pais inteiro se lembrou de começar a berrar sobre eles... E no ano passado, não eram uma injustiça? Uma inconstitucionalidade? E no anterior? Pois, mas o Sr. Mário Nogueira ainda não mandava no Ministério, pois não é? Vai daí, o país acordou agora. Depois se lhes chamarmos carneirada, não gostam.

      Bom, mas isto tudo para dizer que eu sabia que havia de vir o argumento de pagar luxos. Já ali mais acima ficou dito que não estamos a discutir ser o contribuinte a pagar o São João de Brito ou outros colégios de elite. Não são luxos, trata-se de um ensino de qualidade. E isso era o mínimo que nós, enquanto sociedade, devíamos exigir para os miúdos deste país. Note, eu (já) nem tenho filhos na escola, não ando aqui a puxar a brasa à minha sardinha. O meu filho andou em escolas do mais público que existe e eu, no meu tempo, assim as frequentei. Mas sempre lhe digo que, enquanto contribuinte, prefiro mil vezes pagar impostos que garantam que os miúdos de agora têm acesso a um ensino em condições (e não estou só a falar de conteúdos programáticos) do que saber que desconto para ajudar a formar meliantes. Isso, sim, é dinheiro mal empregue. Isso, sim, é desperdiçar recursos e dinheiros públicos. E isso, sim, devia preocupar a malta que agora se agiganta.

      E poupem-me ao discurso da diabolização da escola pública. Não estou a generalizar, como é óbvio. Mas, olhando para a floresta e não para a árvore, que me contam dos casos que conhecem pessoalmente? Garanto-vos que, nos que conheço, a diferença vê-se e nota-se.

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    4. "Não são luxos, trata-se de um ensino de qualidade. E isso era o mínimo que nós, enquanto sociedade, devíamos exigir para os miúdos deste país."

      São luxos, sim.
      Todos nós devemos lutar pela melhoria da escola pública para TODOS e não só para uns seleccionados a dedo.
      Eu também não me importo de pagar mais impostos para dar acesso a uma escola melhor para TODOS mas recuso-me a pagar seja o que for para só dar acesso a ALGUNS.

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    5. Ps: obviamente que nos casos onde os miúdos tenham de andar 20km por dia a história é outra. Ilegal e inconstitucional seria não lhes dar esse acesso.

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  22. Eu andei numa privada.... a borla. Porque não havia soluções públicas e portanto, a comunidade criou uma escola. O estado percebeu essa necessidade e financiou (ja depois da escola estar toda construída como é óbvio). A escola publica mais próxima é a 20km. Nao se escolhe alunos. Gestão privada mas funciona como público. E aí não sou contra. Nunca chamámos "colégio" à nossa escola porque de facto não o é. É uma escola pública. Não se construiu uma escola pública porque na altura o estado achava que nao havia assim tantos alunos... na verdade a minha escola tornou-se na escola com mais alunos da zona. As freguesias ao lado tambem iam para a cidade do concelho. Deixaram de ir pois a nova escola ficava bem mais perto. E assim se fez uma escola pública. Graças à comunidade se ter juntado e ter mostrado que de facto fazia sentido uma escola ali. Mas não esqueçamos os exemplos e as vergonhas que existem por ex nas Caldas da Rainha com os colégios privados. Matrafias atras de matrafias. Ai sim devia acabar-se com os protocolos. É so pesquisar um bocadinho e perceber a dimensão do """"""negócio""""""

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