sexta-feira, 27 de maio de 2016

Estou para aqui meio dividida, não sei de pule de contentamento ou se deite as mãos à cabeça de preocupação

As férias estão prestes a começar, mais duas semanas de aulas e eu posso largar os livros de História, Ciências, Português e Matemática. Eu até gosto bastante de História, até achei engraçado relembrar acontecimentos passados, havia datas que já se me haviam varrido, a Matemática também é muito engraçada, já não me lembrava como é que se calculavam ângulos, mas Ciências, senhores!... Em verdade vos digo que não percebo como é que gostava daquela porcaria, estou fartinha de filos, chaves dicotómicas, exoesqueletos e o raio que os parta a todos.
E se por um lado é tremendamente entusiasmante, a ideia de poder estar três abençoados meses sem estudar, por outro fico para aqui a pensar que raio vou eu fazer aos miúdos durante três meses, uma pessoa precisa de trabalhar não faço ideia que hei-de fazer aos emplastros meus ricos filhos durante três longos e enormes meses.
Alguém que avise o ministério de educação que as férias dos adultos só duram um mês, por gentileza.

58 comentários:

  1. Ora Picante, agarra nos piquenos e na D. Joaquina, e manda tudo para a Quinta de família. Se tiver uma avó, também serve.

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    1. Por deus, Xaxia, eu não tenho Quinta de Família, apenas uns primos afastados com um monte no Alentejo. E agora?
      (já só têm uma avó, não lhes consegue aguentar o ritmo mais que uns três dias seguidos...)

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  2. Obrigada por postar às sete. É uma querida!

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    1. Toda a gente me diz isso, Xaxia, só as donas Joaquinas é que teimam em não reconhecer o meu bom coração...

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  3. Fácil, metes os putos num campo de férias, documentas tudo para ver se recebes qualquer coisita grátis e pode ser também que saques uns dias em Marrocos, nunca se sabe.

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    1. Olha que excelente ideia, como é que não pensei nisso? Para o ano até pode ser que me ofereçam a colónia das crianças...

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    2. Picante, tem mesmo de pensar nisso. A Sónia Cocó descobriu a galinha dos ovos de ouro - a publicidade. Agora não faz e não quer outra coisa.

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  4. Não te percebo... Então, agora achas que é o Estado que tem de tomar conta dos teus filhos?

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    1. Não. Acho que o Estado deveria ter em linha de conta que os pais só têm um mês de férias. Ainda que tirem férias separados (coisa que muita gente faz por falta de sítios onde deixar as crianças), apenas cobrem metade das férias dos filhos.
      A partir do 5ºano deixa de haver CAF. Diga-me lá se uma criança de 10 ou 11 anos pode ficar o dia todo sozinha em casa.
      Mais... Os meus filhos vão fazer 4 semanas de colónia de férias, vou gastar a módica quantia de quatrocentos e oitenta euros com cada um. Quantas pessoas é que podem fazer isso? E ainda ficam a sobrar dois meses...
      Obviamente que o estado deveria pensar nisso, não me parece uma coisa assim tão descabida.

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    2. Tem toda a razão Picante.

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    3. O que eu acho é que não havendo suporte familiar, que eu ainda tenho mas não sei se terei quando o meu filho não tiver CAF, terão que haver alternativas. Sendo que para mim deixar um miúdo 2 meses em casa, não é alternativa.

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    4. ...particularmente quando, aparentemente, o calendário escolar não chega para a quantidade de matéria que querem empinar aos miúdos (concordando com a Picante). Se alargassem o período letivo, encurtavam as férias, podiam os professores fazer um trabalho mais dedicado e os garotos não trazerem ridicularias de tpc para o ambiente familiar onde, o que se devia privilegiar, devia ser o tempo lúdico, em família, livre (mais ou menos, dependendo da idade) de obrigações escolares.

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    5. Eu não concordo com o corte total de férias. Facto é que os pais também têm de pensar nessas coisas quando os decidem ter (eu conheço boa gente que saem de casa às 5h da manhã, chegam às 20h mas acham normal quererem ter filhos nessa situação e os miúdos? Que se adaptem!). O discurso de várias pessoas é completamente desfasado da realidade e sem qualquer preocupação com as necessidades do bebé/criança.
      Para mim também é falta de responsabilidade e de noção.

      Quem quer ter filhos de uma forma ou de outra tem de se adaptar à realidade que tem actualmente e perceber que com 1 filho muda tudo. Ou estão dispostos (e têm condições) ou as tentam criar ou não os tenham.

      Claro que o ideal será batalharmos por um país mais justo mas vamos mesmo meter crianças aqui com as circunstâncias actuais e esperar que depois tudo se resolva? Eu acho que há coisas que têm de ser minimamente precavidas.

      Por outro lado, também discordo dos 3 meses de férias. Acho que seria muito mais produtivo mais férias como se vê em alguns países onde têm 1 semana no outono e outra na primavera (muito reconhecida como as férias do esqui por servirem maioritariamente para isso). Ou seja, diminuir sim mas também distribuir pois os miúdos passam fases exaustivas, stressantes, etc só para no final terem 3 meses seguidos, muitos sem fazerem nada de estimulante e a esquecerem-se da maioria das aprendizagens.
      E ainda por outro lado, acho que deveria haver associações estaduais que contemplassem actividades gratuitas principalmente para os mais desfavorecidos não serem deixados "ao Deus dará" durante os meses todos.
      Muitas coisas se poderiam fazer na escola, até no formato de comunidade aberta, planear com os pais atividades, promover as visitas a locais de trabalho e à prática de 1 profissão por 1 dia (com número limite de alunos).
      Isto faz-se muito em vários países e serve também como orientação vocacional pois por cá a maioria dos miúdos "sonha" com profissões sem saber minimamente no que consiste a prática da mesma.

      E acho que o investimento nesse caso, assim como o investimento estadual em garantir creches (de preferência torná-las públicas) para que as pessoas não tenham medo de ter filhos por não terem várias centenas de € por mês...isso sim.
      É que pagar 400€ num campo de férias, basta uma poupança de uns 35€/mês ao longo de todo o ano. Mas e quem paga 200€/300€/400€ mensais para terem os bebés em creches por falta de oferta pública?
      Aí sim faz sentido um investimento. Podem investir nessas coisas o dinheiro que ia para os colégios privados. Pagarei alegremente e nem tenho filhos nessa idade.

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    6. Se não estou em erro, o ordenado médio em Portugal é de 700€.
      Tente lá poupar viver com 700€ e poupar 35€ todos os meses que eu dou-lhe um doce. Não se esqueça de poupar outros 35€ para os livros e material escolar que também são baratinhos.

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    7. Picante mas eu não discordo na totalidade. A questão é que pagar isso 1 vez por ano é muito mais fácil do que pagar creche.

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    8. Isso sem dúvida. Essa situação é completamente vergonhosa, há muitos pais que só aos 5 anos conseguem põr os filhos numa escola pública.

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  5. Cada um sabe de si, evidentemente, mas não os podes deixar onde os deixaste quando foste para a neve da última vez, se não me engano?

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  6. Não me parece. É que eles foram comigo.
    Não que interesse muito mas quando vou só com adultos vou só por três ou quatro dias. É um bocadinho diferente.

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  7. Pessoalmente, sempre achei as férias grandes demasiado extensas. Não por achar que os miúdos precisem de mais aulas (somos dos países europeus com mais horas de aulas e os resultados são dos mais fracos) mas sim porque acredito que uma pausa tão longa é apenas boa para se esquecer o que se aprendeu o ano inteiro. Seria bastante mais produtivo se pegassem num dos meses das férias grandes e o dividissem pelo período do Natal e da Páscoa. Assim, não se veria as diferenças ridículas que há entre períodos (estas semanas não só são loucas para os miúdos como também muitos só têm um teste não permitindo recuperar notas), os miúdos não chegavam ao final do ano com os miolos todos picados e a divisão de férias entre familiares para os putos mais pequenos não ficarem sozinhos em casa seria mais fácil, além de que as pessoas sem alternativas teriam que pagar menos tempo de atl/centro de estudos/etc ou pelo menos dividiam os tombos que isso custa em vez de os gastarem todos no verão.

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    1. Picsnte

      Eu não tenho familia com quem os deixar pelo que vão para ATLs. Desde os 10 anos da mais velha que é assim. E há ATLs até 15 de Setembro (pelo menos). Os meus já estão inscritos. Começam dia 14 de Junho e até 29 de Julho vão para 3 ALTs e de 22 de agosto até 16 de Setembro vão novamente para ATL.
      É muito caro, mas para já é a única opção (que felizmente posso). A mais velha ainda já tem 13 mas ainda não me sinto confiante para ficar todo o dia em casa sozinha (porque saímos às 8 e so regressamos pelas 19h).

      Quem não pode pagar ATL tem de ver as possibilidades das Juntas de freguesia ( eu já o fiz esta ano e vão 3 semanas no ATL da junta - sempre é mais barato).
      Eu planeio isto o mais cedo possível. (Assim que começam as inscrições para ATL). O calendário lectivo é conhecido logo em Setembro, pelo que temos vários meses para arranjar soluções.

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    2. Eu tenho um problema com os horários dos ATL da Junta, saem cedíssimo para a praia. Acresce que têm de estar despachados bastante cedo por causa das actividades desportivas, que só acabam no final de Julho.
      A questão é que eles próprios se fartam dos ATL's, ao fim de 2 semanas já resmungam que aquilo é tudo igual.

      Dividir um pouco mais as férias também ajudaria, claro que sim.

      Mas sinceramente não percebo, as aulas cada vez acabam mais cedo e começam mais tarde. Enquanto isso os professores queixam-se que não têm tempo para dar o programa. E, em tendo tempo, haveria imensa actividade com uma componente mais prática que poderia ser feita.

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  8. A escola não é armazem de ricos filhos de cada um; quando os pais não sabem o que lhes fazer, porque raio o ME tem que saber?

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  9. Talvez seja da idade do meu filho mas eu não me imagino a estudar desalmadamente ao lado do meu filho... Uma coisa é auxiliar aqui ou ali, tentar ajudá-lo a criar hábitos de estudo mas sinceramente não me estou a imaginar ao lado dele a estudar.
    Aliás eu nunca gostei de ter ninguém comigo quando estudava, só me distraiam.
    Parece que estamos a criar uma geração incapaz de ser auto-suficiente e independente, de errar e de aprender com os erros.

    Quer a desvinculação total, quer a presença constante e excessiva mete-me muita confusão.

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    1. Eu não estudo ao lado deles. Aliás, um deles é de tal maneira autónomo que muitas vezes nem sei quando tem os testes.
      O outro ainda precisa que lhe faça perguntas e que eu ajude na coordenação do tempo dedicado a cada disciplina. Não acho assim tão estranho dado que tem dez anos e uma carga desportiva de cerca de 18 horas semanais.
      E para lhe fazer perguntas ou esclarecer dúvidas eu tenho de ler os livros, não há mesmo outra solução.

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  10. Essa questão não é nova.Já a minha mãe se queixava do mesmo. Eu ficava 3 meses enfiada em casa a ver televisão. Ora tendo eu para cima de 40, imaginem lá o que tinha para ver na altura....

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  11. É o que dá porem-se a fazer filhos que depois não dá jeito nenhum criar. Taditas. Das crianças, claro.

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    1. Pardon my french mas isso é um comentário de merda.

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  12. O meu filho tem 8 anos e ainda tem atl, felizmente por aqui as férias são bem repartidas que é para não irmos à falência duma vez.
    Férias de todos os santos, 2 semanas Outubro
    Férias de Natal, 2 semanas Dezembro
    Férias de Inverno, 2 semanas Fevereiro
    Férias de Primavera,2 semanas Abril
    Férias de Verão, quase quase dois meses (nunca chegam aos dois meses) Julho e Agosto

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    1. E imagino que essas pausas signifiquem que não acabam o ano esgotados.
      Suponho que a concentração nos meses de Verão, se deva ao clima e possibilidade de aproveitar a praia.

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    2. Bem, moro em França. E realmente o atl aqui até é bem bom (moro numa localidade muito cara, perto de Paris, prefiro morar numa casa da treta e estar numa localidade onde as escolas são óptimas e os "sociais" são poucos, eu estou no escalão de irs mais baixo, ali mesmo no limite para não receber apoios, mas que não paga demasiado de atl, fica me em aproximadamente 120€/2 semanas. Aliás isto aqui é tão bom em relação aos arredores que tenho uma cliente de fora que começou a colocar cá a neta no atl. Aqui não há praia, no entanto as saídas durante o ano inteiro compreendem: piscina, zoos e parques animais, bowling, patinagem/gelo, floresta, lares de idosos (vão ler), ...

      Só para situar como a localidade é mais cara, morei alguns meses numa localidade vizinha, de almoço pagava 1,30€, mudei para aqui a meio do ano escolar, mantive o escalão e comecei a pagar mais de 3€ por almoço

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    3. Boa tarde! Como é que as escolas fazem em relação aos exames? Têm exames nacionais nos vários anos de escolaridade, com duas fases (no final do ano letivo), ou o sistema de avaliação é diferente? Digo isto porque, em Portugal, os exames começam no início de junho (nacionais e a nível de escola) e todo o processo só está concluído a vinte e tal de agosto. Entretanto, há que fazer matrículas, turmas, horários e alguma manutenção nas escolas. E, mesmo assim, chega-se a setembro com muitas "pontas soltas".

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    4. Não faço a mínima ideia, como não tenho muitos conhecidos por aqui, e os que tenho têm filhos na idade do meu.

      Só sei que em material escolar com 40/60 euros faço a festa. Os livros, emprestados, é raro virem a casa, aliás este ano, CE2 (3 ano de 5 da primária) só vi o livro de francês uma vez e foi quando o trouxe para encapar. Os trabalhos de casa é só estudar, verbos, palavras, poemas, teatro. Nas férias os TPC é um livro para ir lendo.
      Até agora, após os dois primeiros anos a ensina lo a estudar e a perceber e explicar o melhor modo do fazer, este ano estudou sozinho, e fora algumas distracções e uma letra horrível, correu muito bem.

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    5. sandra eu vivi na Suiça e é em muito similar ao que a R relata.
      A questão é que os anos lectivos estão planeados com 2 anos de antecedência. O que acontecia (há 20 anos atrás e agora ainda está melhor) é que os meus pais querendo vir a Portugal chegavam ao meu professor e perguntavam-lhe se nas datas X estaria mesmo de férias ou em tempo de exames e o senhor ia buscar a sua agenda e dizia-lhes logo quando estavam marcados os testes e exames.

      Haviam exames, menos horas de aula, muitas mais actividades. E como deve saber, ainda é um dos melhores ensinos da Europa.
      Se calhar nem interessa saber se têm ou não em França exames. Mas antes perceber o que é que a grande maioria dos países de toda a Europa faz diferente de nós para que nós, com mais horas de aulas, menos férias repartidas, etc tenhamos resultados tão fracos... é que dar a volta ao sistema não devia ser assim tão má ideia e planear com tempo também não (e já agora, promover professores pela competência e não pelo tempo de trabalho também era uma coisa gira de se importar dos nossos vizinhos europeus). De preferência, em vez de mandar-mos um politico aprender o funcionamento do sistema alemão (melhor que o nosso mas ainda assim muito muito abaixo dos melhores) se calhar era melhor ideia mandá-los para a Finlândia, Holanda, Suiça, etc...

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    6. Na Suiça não se paga nem livros, nem material escolar.
      A única coisa que os pais compram é a mochila, os fatos de treino e fatos de banho.

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  13. Esse é um problema antigo. Mas para isso existem os ATL. São contas que se têm que fazer quando se pensa em ter filhos pois não somos pais só em período de aulas.

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    1. Acho fantástico. A sério que acho. É que sabe? Eu, a capitalista cristã e de direita, aquela que até pode pagar ATL's durante dois meses sem cortar nos bifes ou nos livros, sou a única pessoa aqui preocupada com o facto de haver muitíssima gente que não tem condições financeiras para o fazer. Gente que tem de ir trabalhar e não sabe onde há-de deixar os miúdos.
      Onde é que anda o pessoal de esquerda que passa a vida a buzinar-me os ouvidos?
      E poupe-me ao comentário de quem não pode pagar ATL's não devia ter filhos, é demasiadamente cretino.

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    2. De repente pareceu-me que estavas a tomar as dores dos outros, mas deve ter sido só impressão.

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    3. Por acaso estava a pensar nisso mesmo...
      ("Os pobres?! Olha agora.. Que não procriem, querem lá ver o disparate, armados em finórios..." Oh well...)

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    4. (O meu comentário foi para ti Pic, este do anónimo ainda não estava.)

      (Anonimo 02:47, Isso de tomar as dores dos outros é que é mesmo muito estúpido... Pró umbiguinho... Para o próprio umbiguinho é que temos de olhar, não é? É pois...)

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    5. (Eu percebi, Nê, esta gente gosta de ser do contra, é a única explicação... Ou então são parvos)

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    6. Usei uma expressão utilizada anteriormente pela Picante. Ela percebeu com certeza, não precisa de advogados de defesa, já é crescidinha.

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    7. (Como assim já é crescidinha?! A minha Pic?! Oh... sabe lá anónima... Uma bebé de sua Nê esta querida...)

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  14. Ahahahah, essa está boa. Então o ME é que tem que saber? E antigamente, sem ATL e com férias, como faziam? Menos Picante, muito menos. Até parece que esta situação é nova.

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    1. Simples. Antigamente havia muitas mães que não trabalhavam fora de casa.
      As nossas empregadas nas férias levavam os filhos lá para casa.
      E havia, aliás ainda há, os que ficam sozinhos o dia inteiro. Completamente entregues a si próprios. Acontece que por vezes dá mau resultado deixar uma criança ou um adolescente demasiado tempo entregue a si próprio. Não sabia?

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    2. O que eu sei é que a questão não é nova, por isso não entendo tanta indignação. E sim, os pais quando têm filhos já sabem que contam com 3 meses de férias. Isto é um não assunto, isso sim.

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    3. O facto de não ser uma situação nova não a torna inexistente, nem quer dizer que não seja um problema para milhares de pais.
      E eu não me indignei, limitei-me a dizer que estou aqui sem saber como ocupar os miúdos durante tanto tempo. Acha que posso? No meu blog?
      Veja lá bem, se incomodar eu retiro o post, claro que retiro.

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  15. Eu sempre pude ficar com os meus avós, já há 37 anos atrás... Levavam-me à praia e aos parques (mas também sequei muitíssimo frente à TV). Mas sendo mais velha, ia 2 semanas para campos de férias, é que 3 meses era mesmo muito tempo, até fartava. Acho que podiam estender o calendário "escolar" e até distribuir pelos restantes períodos de férias, mas em vez de só dar matéria, ocupá-los com desporto, idas aos parques, actividades lúdicas, mas isso implica investimento em pessoal e professores e em Portugal, só vêm como um gasto e não um investimento. Tenho pena das famílias aí, quem pode pode, quem não pode...

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    1. Pois...
      (Também me lembro de estar farta das férias, que parva era...)

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    2. Concordo. E acrescento que seria boa ideia também valorizar novamente as sociedades recreativas, que durante décadas foram o motor cultural de grande parte do país e que são constituídas por elementos da vizinhança,e os pequenos grupos de desporto. Nem era preciso tanto dinheiro assim, bastava alguma flexibilidade...

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  16. Está a queixar se pq? Essas questões são para pensar antes de terem filhos! Não acha? Agora queixar-se? Arranje soluções pq os o estado não é seu pai!

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    1. Não. O Estado é só pai de alguns, principalmente dos abastados que têm tudo de topo, os últimos modelos e modas, é pai para pagar tratamentos nos privados a alguns, não a todos; e é pai para pagar os colégios a alguns, não a todos.

      Claro que quem tem filhos tem de pensar nisso antes. Temos é de lutar todos para que Portugal se torne um país em condições - que não é.

      Aí no alto da sua prepotência, aposto que quando chegar à velhice há-de querer que alguém trabalhe para ter direito a reforma (ou é daqueles que acredita que o dinheiro que está a pagar agora está a ser guardado para si?). Para ter reforma é preciso haver adultos, para haver adultos é preciso que agora existam crianças, jovens e adolescentes a crescer. Ora se não existirem condições as pessoas ou não os têm ou emigram.

      Sabe o que significa Estado Social? Se não gosta emigre para os USA...

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  17. E não fica triste que a dos S(*)outiens tenha removido o seu blog da lista lateral dos que gosta de ler? A minha dava-me jeito porque ao menos via se a Picante tinha algum post novo!

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    1. É vir aqui directamente Filipa, a menos que os afazeres diários impeçam, eu publico matinal e diariamente.
      O que cada um faz com a sua barra lateral diz respeito a cada um.

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  18. Para estas "gentes" que vêm aqui meter comentários de merda estilo: que se deve pensar antes de ter filhos, que o estado não tem que tomar conta dos nossos filhos, que não somos só pais em períodos de aulas, etc. algumas considerações.
    Existem pessoas que até não tendo ordenados por aí além até têm uma estrutura familiar que suporta os tais 3 meses de férias, exemplo os avós, calha essa estrutura falhar o que fazer aos filhos?.
    Existem pessoas que quando têm filhos até têm um bom emprego mas a vida (essa puta) dá muitas voltas e de repente até perdem o emprego e de repente até perdem os dois, ou até arranjam outro a ganhar muito menos, o que fazer aos filhos?
    Existem casais que ganham os dois o salário mínimo, que o dinheiro para chegar ao final do mês é uma luta constante, que não dá para atl´s quanto mais para poupar, devem esses casais pura e simplesmente ser-lhes negados a ideia de ter filhos?
    E por fim dizem que o Estado não deve assegurar acompanhamento das crianças nas férias. Entre eu e o meu marido descontamos todos os meses bem mais de um salário mínimo, não deveria esse dinheiro ser usado também em prol de todos os nossos filhos? Não há pessoal para acompanhar as crianças nas férias? Expliquem-me que até hoje não consegui perceber o que fazem os professores durante estes 3 meses de ferias, é que caso eu saiba não deixam de receber o ordenado. Portanto para estas pessoas que lhes saem estas pérolas da boca, espero sinceramente que um dia se tiverem filhos que os cuspo vos caia bem no meio da testa.

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    1. Concordo com quase tudo a 100%, menos esta parte "que o dinheiro para chegar ao final do mês é uma luta constante" - se o dinheiro não chega ao final do mês desculpa mas eu realmente acho puro egoismo ser pai nessas circunstâncias.
      Uma coisa é ficar doente, desempregado, etc depois. Aí lida-se com a situação e tentasse fazer o melhor com a mesma.
      Outra é saber que não se tem as condições de vida mínimas dignas para dar segurança, educação e acesso à saúde básica (mesmo pelo Estado nada disto é 100% gratuito). Ora, alguém que ande a penar para que o dinheiro chegue ao final acho que é puro egoismo pensar ter filhos.

      Não acho que os ricos sejam melhores pais (de todo) mas acho que há coisas materiais essenciais e essas custam dinheiro.
      Para o meu filho, a estudar numa escola pública, só em CAF e senhas vão mais de 50€/mês. E se eu não o tivesse?
      O meu filho já passou fases em que precisou só em medicação mais de 200€/mês. E a medicação não é gratuita para ninguém. E se eu não o tivesse?
      Há vacinas importantes fora do PNV, isso não é importante? Se não houver dinheiro para chegar ao final do mês como vão pagar?
      Se a mãe não tiver leite como vai pagar as latas de leite nos primeiros meses (que pode ir de uns 50€ a uns 200€/mês dependendo se a criança tiver de beber leites específicos).

      As pessoas também têm de ter os pés assentes na terra. Claro que é preciso o Estado fazer mais: mais pelas crianças todas, creches gratuitas ou quase, soluções para estes 3 meses.
      Mas eu, pessoalmente, acho que qualquer pai que se veja aflito com as contas e não consiga fazer uma poupança mínima mensal é mau pai ainda antes de o ser se planear ter um filho nessas circunstâncias: uma criança precisa (no minimo) de roupa e sapatos, comida, livros, etc. Há-de precisar de alguma medicação na vida também. E isto é só o mínimo dos mínimos.

      Para mim ter acesso a algumas actividades (o CAF por acaso é óptimo nesse aspecto para os mais desfavorecidos), assim como à cultura e à educação. Eu não colocaria um filho no mundo se achasse não poder dar-lhe acesso às coisas que eu considero básicas. Para mim é irresponsabilidade, imaturidade e egoísmo puro.

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    2. Os professores só têm 22 dias de férias. Têm matriculas, turmas para fazer. exames para vigiar e corrigir, formação para fazer, etc. Os professores não são baby sitters.

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