quinta-feira, 12 de maio de 2016

Do último ponto de honra da esquerda bloquista

Barrigas de aluguer? Ou, como gostam de lhes chamar, gestação de substituição? Caramba, é um rotundo não.
E não me venham com merdas, não acredito, nem por um bocadinho, que uma mulher tenha um filho, nove meses na barriga, e consiga não se sentir mãe da criança. A maior parte das mulheres, vá... que também há aquelas que matam ou maltratam os filhos.

136 comentários:

  1. Se for um embrião crio-preservado, com óvulos da mãe (que não a barriga de aluguer) e esperma do pai, o filho, biologicamente não é dela e pode ser uma forma de ajudar muitos casais que, de outra forma, não conseguem ter filhos. Tudo depende da perspectiva e do ponto onde se encontra - se não pudesse ter filhos e se esta fosse a única forma, talvez a opinião fosse outra.

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    1. Por acaso acho que não. Isto é uma questão de princípios ou de convicções éticas. Ou se concorda ou não se concorda, independentemente da nossa própria situação relativamente à maternidade.
      Mais ou menos como o aborto. Conheço várias pessoas que tiveram filhos não planeados e não desejados (na altura) e não abortaram porque, efectivamente, achavam que estavam a matar uma vida.

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    2. Eu acho que é daquelas coisas que só passando pela situação. Sou a anónima de cima e não posso efectivamente ter filhos. Ainda assim, não me imagino a recorrer a uma barriga de aluguer e já avancei com processo de adopção, porque a minha escolha é ser mãe e para tal, não é preciso sê-lo biologicamente, quando se é no coração. Mas compreendo que para muitas pessoas seja a forma de cumprir um sonho, porque nem toda a gente quer adoptare quem não quer, certamente não deve tentar.

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    3. Boa sorte. Desejo~lhe do fundo do coração que seja um processo rápido e muito feliz!

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    4. Eu sou mãe, passei pela gravidez, pelos 9 longos meses, muito longos porque foram passados quase exclusivamente deitada numa cama. Depois de ter engravidado sem querer, numa altura da vida em que não me dava jeito nenhum. Tive todos os cuidados alimentares que tinha de ter, nunca ultrapassei 1 único limite imposto pela GO.

      Apesar do meu filho não ser planeado nem desejado na altura foi amado desde o primeiro momento em que soube que ele estava dentro de mim. Era o meu filho e para mim (que sou a favor da escolha dos outros) mas para mim era impensável tirá-lo dali.

      Talvez por ter passado por isso tudo (ou talvez não) mas facto é que já antes de ter engravidado sem querer, sempre fui a favor que se pudesse optar pelo aborto quando as gravidas sabem que não vão amar e nunca vão bem-tratar a criança. Acima de tudo pelo bem estar dessas mesmas crianças. Essa ideia mantenho-a até hoje.
      Relativamente à barriga de aluguer, mais uma vez, acho que se deve dar hipótese de escolha sem nunca permitir que se torne num negócio. Para mim, enquanto pessoa, eu seria incapaz de estar 9 meses com um bebé a crescer dentro de mim, a senti-lo, a cuidar dele, a esforçar-me por ele, a preocupar-me com ele sem criar um vínculo de mãe-filho e garanto que a parte biológica é o menos importante. Para mim pelo menos, seria. Mas eu também nunca seria capaz de aceitar ser barriga de aluguer e até compreendo que, por exemplo, uma irmã aceite ser para a outra irmã (ou pessoas próximas), até porque para muitas pessoas uma gravidez e até uma criança não lhes diz nada. Quantas mães não dizem que não sentiram sequer amor quando os bebés nasceram e que foi algo conquistado e aprendido? A minha experiência é outra e sei que se me tivessem tirado o meu filho no momento do nascimento seria como se arrancassem uma parte de mim.

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    5. É tão assim, (anónima das 21:42). Faz-me imensa confusão como é que se gera uma criança para depois a entregar. Uma pessoa vive com medo, mas entusiasmada. Fala com o bebé, cuida de si para que nada falta ao ser em desenvolvimento, sente-se plena de amor. Gera-se uma sinergia boa, um laço tão importante e único. Horrível pensar que alguém transporte em si um ser pelo dinheiro que irá auferir depois.

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  2. "Fui mãe aos 18 anos ,solteira e totalmente dependente dos meus pais, Quando meu filho nasceu, recordo que olhava para ele no berço e não acreditava que era meu filho! era um sentimento muito estranho, que com o tempo foi se esvaindo. No meu caso ficou claro que eu era muito imatura para ter um filho"

    "Antes de ficar grávida nunca tive o sentimento maternal que a maioria das mulheres sente.Decidi ter um filho porque amo o meu marido, mas desde que o meu filho nasceu sinto-me presa, como se vivesse contrariada. Tento ser uma boa mãe, o melhor que consigo, mas sei que não sou muito maternal."

    "Minha mãe até entendia o quanto eu estava sofrendo com aquilo, mas dizia que quando eu visse o rostinho dos meus filhos eu esqueceria tudo e iria sentir o maior amor do mundo. O problema é que meus filhos têm 3 anos e até hoje eu não me encantei com nenhum rostinho e nenhum sorriso. Eu os amo, mas minha vida seria muito melhor sem eles."

    “Uma amiga disse-me para escrever no google ‘odeio ser mãe’ e ver o que de lá saía. Alertou-me para o fato de haver blogs de Mães que odeiam ser mães. Calculei que as houvesse, mas nunca me passou pela cabeça que poderiam ser tantas. (…) Talvez por isso seja cada vez mais imperativo desconstruir a maternidade romântica em que a sociedade nos quer fazer acreditar. Deixarmo-nos de falinhas mansas quando o assunto é sério. Mostrar a realidade. Nem sempre é bom ser Mãe.”

    Sou totalmente a favor da gestação de substituição. Mas é que totalmente.

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    1. Acho que estás a misturar temas Uva. Que raio tem a ver uma mulher não querer ser mãe com o desenvolvimento de laços afectivos que todas elas dizem ter?
      Além do mais a questão vai muito para além do desenvolvimento de laços entre a mulher portadora e o bebé. Há todo um conjunto de questões éticas que se levantam, eu limitei-me a avançar com uma razão muito simplicista, há uma série de outras bem mais complicadas.
      Totalmente contra.

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    2. Sem ofensa, mas a Uva fala sempre pela boca dos outros, sempre com copy paste. Não sei a razão, mas na maioria das vezes são tiros ao lado.

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    3. Uva, e que tipo de mulher se sujeita a uma gravidez a troco de dinheiro? Não terá um perfil idêntico aos que descreveste?
      Estas mulheres são sujeitas a tratamentos hormonais, procedimentos médicos invasivos, durante 9 meses lidam com todas as transformações/consequências físicas duma gravidez... E está tudo bem. Passa para cá os euros, toma lá o produto. Não haverá limites para o meu desejo de ser mãe?

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    4. Embora reconheça que nalguns casos possa vir a ser proveitoso, acho que não se devia legalizar pela enorme quantidade de confusões legais que se têm dado nos EUA, país em que a RMA está legalizada.

      Talvez o caso mais mediático de todos seja o da Sheri Shepherd.

      Marido e mulher decidem ter um filho com a ajuda de uma barriga de aluguer, divorciam-se durante a gestação e já nenhum dos dois quer a criança. O bebé nasce e fica registado como sendo filho da barriga de aluguer. A barriga de aluguer diz que aquele não é filho dela, que não quer ter mais filhos, que não tem condições económicas para o sustentar, aliás, só concordou em ser barriga de aluguer por precisar do dinheiro... enfim! Uma confusão! Há vários outris casos de disputas em tribunal, e no meio disto tudo quem sofre são as crianças!!!

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    5. Pic, quando disseste que 'não acredito, nem por um bocadinho, que uma mulher tenha um filho, nove meses na barriga, e consiga não se sentir mãe da criança' eu fui buscar ali três exemplos de mães que já tinham dado à luz, portanto já com os filhos nos braços, e que não se sentem nem um bocadinho mães. Esta situação acontece amiúde com a depressão pós parto mais agressiva e também com mulheres ditas normais. Não gosto nada de meter na mesa casos pessoais para justificar a minha tendência de resposta, mas conheço muitas mulheres que nunca tiveram sentimentos maternais durante a gestação. Zero.
      No caso de doação de órgãos e de transfusões de sangue, há também um elevado número de questões que se levantam, nomeadamente éticas, em certas comunidades. Eu cá não tenho nenhuma e acho-as a todas sinistras. O facto de haver mulheres que vendem os filhos, já sabes a minha opinião. Por mim tanto me faz que os vendam em bebés, na barriga ou em blogs, são todas a mesma corja. A coisa em outros moldes, nomeadamente de salvar uma mulher que não pode ser mãe, sim sim sim, aceito e estou de acordo.
      Respeito no entanto quem está em desacordo, e consigo entender porquê.

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    6. SN, é uma doação. Pode ser negócio, mas pode também ser altruísmo. Há mães que aceitam ser barrigas de aluguer dos filhos das próprias filhas.

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    7. Eu fui mãe aos 19 anos, estava a preparar a minha vida de forma a poder trabalhar uns anos e posteriormente ingressar na faculdade, na qual não tinha ingressado por falta de condições monetárias. Tínhamos planos para o futuro, entre os quais uma gravidez, até porque ter filhos sempre foi um dos meus maiores desejos e nunca teria aceite um namorado que não tivesse como prioridade tê-los no futuro... nos nossos planos, seriamos pais quando quando eu tivesse os meus 30 anos. Era na realidade uma frustração para mim estar a planear filhos tão tarde, eu sempre quisera filhos antes dos 30 mas era incapaz de os planear sem ter a estabilidade financeira que eu queria.
      Vivia junta com o meu namorado, num apartamento emprestado pelos familiares. A iniciar uma vida em comum, trabalho em comum... nem sequer tínhamos um grande pé-de-meia, só mesmo o suficiente para uns meses.

      Eu engravidei e caiu-me o mundo aos pés. Eu sempre fui tão certinha em tudo, com tudo planeado, após ter sofrido uma enorme decepção por não poder ir para a universidade, apesar de ter notas para tal...
      Vi todos os meus planos e sonhos a ir pelo ralo abaixo, ainda na casa-de-banho com o positivo na mão e o meu namorado do outro lado eu pensei na pior hipótese de todas: e se ele não fica comigo, e se os meus pais não me aceitam e se eu ficasse sozinha no mundo como iria alimentar aquela criança, o que poderia fazer...? E em todos os planos que fiz, o meu maior medo não era que o meu namorado me deixasse, de ser repudiada pelos meus pais (a minha mãe é uma religiosa "extremista", pessoa que me disse que eu era o maior desgosto da vida dela por ter engravidado sem estar casada). O meu maior medo e preocupação era o facto de eu considerar não ter boas condições para criar aquela criança e por lhe querer dar acesso a uma boa educação, a bons cuidados de saúde e a estabilidade.

      O meu mundo ruiu com a noticia, todos os planos para o futuro também (pelo menos no momento pois eu vi aquilo tudo com muito drama). Facto é que além de ter perdido a hipótese de um trabalho a ganhar muito bem, além de ter ficado desempregada, além de me ter sujeitado a uma gravidez de alto risco que me obrigou a ficar desde o primeiro momento de cama (era tão fácil provocar um aborto) e consequentemente me impedia de ter um trabalho e, portanto, fiquei depende do meu marido muito tempo.
      Apesar disso tudo, facto é que eu levei a gravidez até às 40 semanas, o meu namorado ficou comigo, não foi fácil, obrigou-nos a separar-nos fisicamente por motivos laborais (os planos era irmos trabalhar os 2 juntos para longe, era impossível economicamente ele não ir mas eu não podia ir pela gravidez de risco).
      Mas passado isso tudo, o meu filho nasceu lindo e perfeito. Quando nasceu senti um amor incomensurável, faria tudo, morreria por ele se fosse necessário e dei o melhor de mim, sozinha, aos 19 anos, cuidei de um bebé, fiz o luto dos meus planos de vida. No final, não foi assim um drama tão grande, foi só uma fase de adaptação, trabalhamos muito, ingressei na faculdade, tive que entrar numa privada para estudar em pós-laboral, tive acesso a bolsa de mérito (tive portanto todas as despesas pagas pela própria universidade) e tirei a minha formação superior.

      Hoje tenho um filho crescido, lindo de morrer, eu e o meu namorado (hoje marido) estamos juntos. Somos felizes, com dias bons e outros menos como todos os casais mas sem dúvida que a maior parte dos dias são bons dias. E eu não trocava nada deste mundo pela familia que tenho. Nada.

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    8. Há pessoas que nunca deveriam ser mães,isso é um facto. Não interessa se engravidam aos 18 ou aos 40 anos. Há pessoas com uma ideia romântica do que é a gravidez ou a maternidade - talvez a minha sorte tenha sido o caso de eu nunca ter tido essa ideia? Talvez fosse por me lembrar das noites em que a minha mãe passou em branco - e eu também- por causa do meu irmão mais novo? Talvez fosse por eu ter dividido em grande parte as tarefas relacionadas com os cuidados do meu irmão e por isso saber mais ou menos o que acarretava os cuidados de um bebé? Não sei. Facto é que eu sabia trocar fraldas, sabia cuidar, sabia limpar, cozinhar, etc e isso claro que me ajudou pois senão talvez não fosse capaz de lidar com as mudanças todas ao mesmo tempo. Talvez fosse pelo apoio do meu namorado (hoje marido) que apesar de longe fisicamente esteve sempre disponivel emocionalmente para me apoiar? Não sei.

      Não foi fácil não. Houve dias maravilhosos e dias maus. Houve meses maus, possa! O meu filho foi daqueles que chorou noite e dia nos primeiros 3 meses de vida com cólicas. Ele chorava noite e dia e eu passava noite e dia sozinha com ele em casa. E tinha de funcionar e eu tinha de o alimentar, de me alimentar, de cuidar, de o trocar, e de lhe dar afecto e carinho. E caía literalmente para o lado para dormir sempre que o meu namorado chegava a casa. E ele tomava conta do meu filho e acordava-me somente para lhe dar de mamar. E foi assim que sobrevivemos no inicio, a 3, sem ajuda de ninguém. E ainda assim, nunca houve 1 único segundo da existência do meu filho em que eu pensasse que não o queria ter ou que desejava que ele não estivesse ali.
      Desejei muitas vezes ter uma solução para as cólicas, porque o via a sofrer. Mas nunca me passou pela cabeça que desejaria não o ter tido.

      Portanto Uva, agradecia que não colocasse palavras na minha boca nem que falasse por todas as mulheres, novas ou mais velhas que passaram por gravidezes, sejam as mesmas planeadas ou não. Quem não quer ser mãe tem a hipótese de abortar ou de dar para a adopção - isso a meu ver em nada se coaduna com as barrigas de aluguer.

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    9. Lamento a extensão mas não gostei da conjugação de comentários seleccionados a dedo pela Uva.
      Não faltam inúmeros relatos de mulheres que adoram ou que detestam ser mães. E isso a meu ver nada tem a ver com o acto de ser mãe ou não mas sim com cada mulher.
      Para mim é simplesmente estupido e imaturo alguém ter filhos só porque o marido deseja muito, se não houver vontade de ser mãe, ceder em ter um filho não é como ceder a ver um filme no cinema que não se gosta muito ou nem se imagina a gostar... é ter um bebé, uma criança inocente que merece uma mãe e um pai que dê o melhor de si e esteja disposto e disponível. Um filho não é um brinquedo nem um presente para o marido.

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    10. Eu venho só aqui agradecer a vossa partilha.

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    11. A sério que a senhora 'Uva' fez esta comparação "vendam em bebés, na barriga ou em blogs, são todas a mesma corja"? Das coisas mais absurdas que já li.

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    12. Anónimo 12 de Maio 22h21m: o que tem a sua história de felicidade, a ver com a existência de barrigas de aluguer? Ah, queria simplesmente partilhá-la, ok...

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    13. Não barcelence. A minha história veio para contrapor a teoria da Uva: "Uva Passa 12 de maio de 2016 às 10:22". Leia o comentário dela.

      Há pessoas que são péssimas mães, seja a idade que for. Não me parece que isso em nada tenha a ver com as barrigas de aluguer, compreende? Qual foi a lógica do comentário da Uva? Vir dizer que é porque há mulheres que têm filhos pelos maridos ou que são mães cedo (eu conheço mães que o foram aos 40, são melhores? Piores mães?) que a barriga de aluguer é algo totalmente compreensível e aceite? Estaria ela a querer insinuar que todas as mulheres se arrependem de ser mães ou que só devem sê-lo o mais tarde possível quando biologicamente não conseguem sê-lo? Ou que as mulheres que alugam as barrigas de outras mulheres são as melhores mães?

      Acho que é incomparável e foi somente para dar um testemunho de vida aquilo que não me fez sentido nenhum no que a Uva falou.

      Por cada historia de vida postada a lamentar-se dos maleficios de ser mãe haverá uma outra, de outra mulher, a falar da sua própria experiência que é boa. Simples.

      [E para mim, não, isto não tem nada a ver com o tópico das barrigas de aluguer, que foi exatamente o que quis provar à Uva que veio por algum motivo falar de mães que não gostam de o ser ou não o queriam ser]

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  3. Não sei em que moldes a coisa está a ser pensada, mas em (e por) princípio concordo com a legalização.

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    1. Faço minhas as palavras da NM

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  4. Aqui não estamos de acordo.
    Eu tenho uma filha e acho - assim pensando de repente só - que conseguia ser barriga de aluguer.
    E não mato nem maltrato a minha.
    Também acredito que quem é barriga de aluguer deveria ter acompanhamento psicológico para evitar que no fim da gravidez não consiga lidar com a situação.

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    1. Eu seria incapaz. Acredito que haja quem conseguirá lidar com a situação mas não deixa de ser um risco, mesmo com acompanhamento psicológico.
      E este ponto é apenas a ponta do iceberg, há a questão do pagamento, da elegibilidade, da disponibilização do corpo, enfim...

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    2. Como eu adorei estar grávida, acho que conseguia.
      Mas depois, efectivamente, não sei como iria reagir.
      Claro que isto é só conversa, depois perante o caso, logo se via.

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    3. mas não pode ser, pois não? É um assunto demasiado sério para depois logo se ver, acho eu.

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    4. É exactamente por isso que deve ser legislado.

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    5. Fá-lo-ia sem hesitar por algum familiar ou amigo muito querido, não a troco de dinheiro.
      Sempre disse que doaria óvulos ou mesmo embriões se isso fosse possível (o meu marido está de acordo).
      Infelizmente, quis o destino que nem os nossos conseguíssemos gerar... a vida às vezes é muito injusta!

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    6. Pode ser egoísmo mas jamais gostaria uma criança que não fosse minha ou para ser minha filha. Sou demasiado sentimental e envolvo-me demasiado para no fim conseguir "largar". E muito menos a troco de dinheiro... Afinal quem determina quanto custa uma vida

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  5. Completamente contra as barrigas de aluguer. Acho medonho uma mulher gerar uma criança a troco de um pagamento. Quem quer um filho pode sempre adoptar, também não consigo perceber que alguém pague para outra pessoa procriar.

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    1. Informe-se...nao ha pagamento envolvido.

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    2. Anónimo, sim, e esperar anos por uma adopção e passar por todo um desgaste emocional e físico.

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    3. Anónimo, a maior parte das vezes há pagamento sim. O não poder haver legalmente não implica que não haja pagamento efectivo. Ou acha que uma desconhecida vai ceder o corpo a alguém a troco de nada? Não estamos bem a falar de doar sangue...
      (esses casos de mãe e filha, muito bonitos e comovedores, são uma ínfima parte da coisa)

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    4. Oh S, então se se quer muito não vale a pena esperar, arranja-se alguém que alugue o seu próprio corpo a troco de dinheiro e avança-se, que bom!!! (a sério?)

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    5. Ou seja, quem não consegue ter filhos por qualquer meio, regozija porque existe sempre uma reserva de crianças abandonadas. Ao menos a barriga de aluguer, o que faz é tão só devolver aos pais, o bebé. As mães dos 'adotandos' abandonaram um bebé que era delas. Não vejo saldo positivo em proibir a barriga de aluguer.

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  6. http://cupofjo.com/2016/05/surrogate-story-for-best-friend/

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    1. São histórias muito românticas e bonitas. Mas não. Lamento mas não.

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    2. Portanto a Picante quer impor aos outros a sua visão e sentimentos pessoais sobre o tema, independentemente das circunstâncias, porque a si lhe faz impressão? Ok.

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    3. Não. Porque há limites éticos intransponíveis. A meu ver, claro.

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  7. A questão do afecto e vinculação não estará na base da discussão, penso. O filho que a "gestante substituta" traz na barriga não é seu, é de terceiros.
    Parece-me que o que importa é discutir a "coisificação/objectificação" da mulher que se propõe ter um filho de outros a crescer dentro de si.
    Depois temos as questões ligadas a uma eventual compensação monetária. A have lugar a um pagamento, quem define o seu valor, quem o paga - o estado ou os progenitores do bebé gerado? Imagine que de repente começamos a ter gestantes a soldo (umas por desespero e absoluta necessidade, outras por pura 'ganância').
    Partindo da premissa que cabe a cada mulher dispôr do seu corpo livremente, até que ponto a disponibilização temporária do seu útero é verdadeiramente livre?
    Haverá um controlo da conduta da gestante de substituição? Quem o fará? É legítimo, por exemplo, proibi-la de ingerir drogas e álcool, ter comportamentos que ponham em causa a saúde do criança, quando nas outras grávidas não existe esse rigor (passa sobretudo pela consciência de cada uma). E se tiver esses comportamentos de risco? Tira-se -lhe o bebé, interrompe-se a gestação? Aplica-se-lhe uma coima? A reverter a favor de quem? Do bebé, dos pais, do estado?
    E quando é que é legítimo recorrer a uma gestante de substituição? Haverá diferentes graus de legitimidade, por exemplo entre um casal infértil e um casal em que a carreira profissional da mulher "desaconselha" uma gravidez (imagine-se uma manequim, uma atriz, ou simplesmente alguém que precisa de se dedicar só trabalho sem limitações). E se o motivo for um que muitos consideram fútil e comodismo, se não me apetecer deformar o corpo, ou ter de passar por enjoos?
    Neste momento não consigo ter uma opinião suficientemente sólida.

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    1. Mirone, há um sem número de questões que se levantam, entre as quais a possível vinculação a um filho de terceiros.
      Acho que é um terreno demasiado pantanoso e eticamente muito discutível.
      Eu acho medonho alguém alugar o seu útero a troco de um pagamento. Medonho.

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    2. Se a questão é o pagamento, que se proíba qualquer retribuição, difícil será estabelecer um mecanismo de fiscalização eficaz. E se eu quiser oferecer à mulher que traz o meu filho no útero um bom carro, para que se desloque confortavelmente, lhe assegure uma boa casa, se fizer questão que coma os melhores produtos biológicos, que vista e calce boas roupas e sapatos? Vão proibir-me? Ou se no final da gestação lhe quiser oferecer um presente?
      Tendo dúvidas, nao me choca que alguém que não possa engravidar e queira muito ter um filho com a sua carga genética recorra a uma gestante de substituição. Eu penso que não me importaria de trazer dentro de mim o filho de uma irmã ou amiga. Mas, não podendo levar uma gravidez a bom termo não sei até que ponto estaria disposta a pedir a alguém que o fizesse por mim, talvez me conformasse com essa impossibilidade ou, fazendo muita questão de ser mãe, tentasse a adoção... Este é o meu sentimento, que não trocando a maternidade por nada, amando até às últimas forças a minha filha, acredito que conseguiria procurar a felicidade noutro lugar (quem sabe focando-me no trabalho, num hobby, Na família). Mas se para outros a felicidade depender mesmo de um filho biológico...
      O que mais me preocupa, do ponto de vista ético, é a objectificação da mulher, que se alugue um útero como quem aluga um carro ou uma casa de férias...
      Tenho dúvidas, muitas dúvidas, mas não consigo ser tão peremptória, seja pelo sim, seja pelo não.

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    3. Sejamos honestos. A maior parte das pessoas que o fazem, não o fazem por bondade e sem segundos interesses. Isso devem ser uma meia dúzia de casos. A maior parte das vezes falamos de mulheres necessitadas que o fazem por dinheiro.
      E sim, concordo. Tanta conversa sobre a mulher objecto em anúncios mas agora já não faz mal?

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    4. Por isso é que no primeiro comentário perguntei até que ponto a disposição do próprio corpo/útero será verdadeiramente livre? Não haverá depois quem o faça apenas por motivos económicos? Li ontem ou anteontem uma notícia sobre três irmãs que, na falta de outros recursos económicos, eram "barrigas de aluguer" para sobreviverem. Parece-me uma situação extrema de contornos complexos e que, do ponto de vista ético, precisa de ser ponderada.

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    5. E se a criança gerada na barriga da "transportadora" tiver um problema desenvolvimental, uma trissomia ou qualquer outra coisa e os pais "biologicos" quiserem abortar? E se a gestante se recusar a passar por 1 aborto por, por exemplo, ser contra ou achar abusivo ou por achar demasiado arriscado para o seu "forno" por poder estragar para a próxima fornada?

      Podem os pais biologicos obrigar a gestante a abortar?
      Se ela não abortar os pais biologicos podem rejeitar a criança?
      Se nenhum quiser a criança, ela vai parar a uma instituição? Como se evitam estas situações em termos legais?
      Se as malformações do bebé vierem de problemas ou comportamentos da gestante? Os ditos consumos já referidos ou até questões como mau desenvolvimento do cordão umbilical, da nidação, problemas da placenta, etc?
      E em caso de aborto espontâneo? A gestante tem de pagar indemnizações pelo mau serviço? Os pais biológicos terão de indemnizar a gestante por ter de passar por um aborto?

      E se no final a gestante se tiver apegado emocionalmente à criança como se faz? E com as questões do olfacto e da voz que se sabe que os bebés desenvolvem um vínculo durante a gestação e se sabe que o cheiro e a voz da gestante é reconfortante e reconhecido pelo bebé?

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    6. Sao tantas as questões sur se levantam, anónimo.
      Se a gestante se ligou emocionalmente a um filho que era seu, foi um risco que correu conscientemente. Parece-me que lhe restará sofrer e esperar que passe (passa?).
      Em teoria, se a gestante é mera gestante de substituição, não tem de se opor ao sborto se essa for a vontade dos pais. Ela disponibilizou temporariamente o útero, o casal determinará quando essa utilização deve terminar. Talvez fosse conveniente acompanhar os contratos de gestação de substituição com um seguro.
      Quanto ao vínculo do bdbé em relação à voz e cheiro da gestante, acredito que a wuebra desse vínculo não deixe grandes sequelas, assim saibam A mãe e pai biológicos proporcionar-lhe carinho e contacto físico...

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    7. Isso não é assim tão simples Mirone. A gestante pode ser contra o aborto por achar que um feto é uma vida, com tanto valor quanto qualquer outra. E agora? Como é? Obriga-se alguém a conscientemente matar outrem? (na visão da gestante)

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    8. Claro que nao é simples, Picante, é por ser uma questão extremamente complexa que não conigo ser peremptória (ainda que o princípio nao me choque). Repare, se uma mulher se propõe disponibilizar o seu útero temporariamente para gerar o filho de terceiros, tem de ter consciência de que é disso mesmo que se trata, de uma disponibilização temporária para obtenção de um fim determinado por terceiros. Compete-lhe acolher a criança nos moldes em que a mãe biológica o faria, ser gestante em sua substituição, apenas isso, gestante, uma "incubadora" (daí as minhas reservas e receios relativamente a uma possível objectificação da mulher). Se a mãe biológica entende que o bebé não deve viver, a gestante tem de acatar essa decisão. Ela precisa de ter consciência de que aquela criança nao é sua, que nao lhe compete decidir o seu futuro. Uma mulher que possa ter esse tipo de dúvidas ou que se vincule ao bebé nunca deverá, a meu ver, propor-se à função de gestante de substituição.

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    9. Eu vou um bocadinho mais longe e acho que ninguém se deveria propor a ser gestante de substituição.
      Nem todos podemos ter tudo, por mais injusto que pareça ser, é a vida.

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    10. O aluguer do útero é tão absurdo como todo o esquema que o envolve. Anónimo das 22:36 pelo menos nos Estados Unidos fazem-se contratos escritos. A mulher que aluga assina em como fará todos os testes de despiste de doença, aceitará submeter-se a aborto se os pais assim quiserem perante os resultados dos testes, assim como uma série de itens. É um contrato formal, nada mais do que um negócio. Repugnante.

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    11. "e a mãe biológica entende que o bebé não deve viver, a gestante tem de acatar essa decisão. "

      A questão Mirone é que ninguém pode forçar uma mulher a um aborto, é ilegal. Não interessa de quem é o filho biologicamente pois facto é que o aborto ocorre no corpo e é a pessoa que o tem que vai sofrer as dores.
      Não será que entramos na linha distinta entre o que é o direito à vida da gestante e do livre arbítrio? Se nem os médicos podem obrigar uma mulher a abortar mesmo existindo indicios graves, aliás mesmo existindo risco de vida para a mulher grávida, ela só aborta se aceitar pois nada pode ser feito no nosso corpo sem a nossa aceitação. Entra nos nossos direitos fundamentais. Pode um contrato simplesmente fazer "vista grossa" a isso?!


      Terão de existir contratos obviamente (já que foi legalizado) que coloquem todas estas questões em cheque. Mas mesmo assim podem existir questões que ultrapassam o entendimento inicial.
      Por exemplo, ambas as partes poderão até aceitar o facto da gestante não aceitar abortar mas depois com o conhecimento médico ao longo da gravidez virem a descobrir de malformações importantes e o casal "biologico" até considerar que não quer a criança. E se não pudermos obrigar a gestante a abortar (por ser ilegal) e os pais biologicos recusarem a mesma vai-se responsabilizar quem? E se, por algum motivo a gestante até assina o contrato a dizer que aborta no momento de assinar o contrato mas depois se recusar - que é um direito dela, uma vez que nenhum médico pode legalmente tocar em qualquer paciente que se recuse mesmo que ele tenha assinado os termos de responsabilidade? E depois? O que se faz à criança?

      E se a gestante fica com uma gravidez de risco e tem de abandonar o local de trabalho por isso? Será indemnizada pelo casal?

      Eu acho que é uma medida populista que foi mal estudada e acho que a lei (como aparenta que vá ser feita) vai dar sérios problemas e vai trazer muitas questões éticas para muita gente. Quando correr bem vai ser lindo, quando correr mal..." prevejo" muito trabalho para os advogados e "prevejo" que isto pode dar para o torto para muitas crianças

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    12. Anonimo, desde o início que refio a questão da objectificacão da mulher e trnho consciência de que o "ter de acatar" a decisao dos outros traduz essa objectificacão que reprovo. Também é por isso que digo que tenho dúvidas e nao encontro uma resposta peremptoria para a questão da GS.
      Se se tratar de um negócio a minha resposta à gestação de substituição é claramente não. Mas, proibindo-se o pagamento, haverá, como referi acima, como proibir "presentes" ou que se proporcione à grávida conforto material durante a gravidez?
      Por outro lado, o princípio da gestação de substituição em si não me choca, se encararmos a GS como um ato gratuito e altruista. Se digo que nao me importava de o fazer por uma irmã ou amiga muito próxima, de forma completamente gratuita e altruista, também dou comigo a pensar se não serão esses os casos em que se corre o risco de haver uma vinculação maior entre a gestante e bebé que crie problemas na hora de "entregar o bebé aos pais". Nesse caso será melhor recorrer a uma pessoa completamente estranha e proibir a GS entre familiares ou pessoas em condicões análogas, quando afinal de contas os exemplos de mães e irmãs/amigas que foram gestantes de substituição até são os que mais empatia geram?
      Concordo consigo, é preciso regulamentar muito bem a lei, estabelecer regras apertadas para os contratos que originam (contratos que não objetifiquem a gestante, mas que ofereçam a certeza e segurança jurídica que um negócio jurídico desta importância exige, que se preveja a existência de um seguro para assistência da gestante em caso de gravidez de risco ou doença, etc), e sim, vão levantar-se sempre muitas questões éticas. Por isso digo que a mulher que tiver dúvidas não deverá, de forma alguma, ser gestante de substituição.

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  8. "Joana Freire tem 29 anos e apesar de ter ovários nasceu sem útero. É um caso de uma mulher à espera da nova lei. Se a mudança for aprovada pelos deputados, e quando tomar a decisão de ser mãe, Joana já sabe que será a irmã a 'carregar' o seu futuro filho durante 9 meses.

    Maternidade de substituição ou mesmo barriga de aluguer são muitas vezes vistos como sinónimos de gestação de substituição, mas Joana Freire sublinha que as primeiras expressões "assustam" as pessoas e não está em causa um pagamento, pelo que não faz sentido falar em aluguer.

    A legislação proposta pelo BE é aliás clara ao proibir qualquer forma de remuneração. A presidente da APF, Cláudia Vieira, explica que será preciso assinar um contrato que garanta quem vai ter o poder maternal. E a mulher que 'ofereça' a barriga terá de ter todas as despesas relacionadas com a gravidez pagas, mas, além disso, está vedada qualquer forma de pagamento.

    A especialista acrescenta que esta lei é necessária e pretende mesmo acabar com negócios clandestinos que desvirtuam a gestação de substituição, protegendo as famílias e as crianças."

    http://www.tsf.pt/politica/interior/parlamento-vota-gestacao-de-substituicao-para-mulheres-que-nao-podem-engravidar-4905053.html

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    1. Ok. Vamos então legalizar a prostituição e as drogas. Acabamos com uma série de negócios clandestinos.

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    2. E depois ainda acabávamos como a Holanda, era o horror.

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    3. Acabou mesmo de comparar uma proposta de legislação que visa regular a gestação de substituição com a legalização das drogas e prostituição?

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    4. Essas são as histórias comoventes para nos "vender" a bondade desta lei. Mas ter filhos não pode ser um direito da mulher. E é por esse caminho que estamos a enveredar. A mulher quer ter filhos? Então vale tudo. Mas será?
      Acresce que essas histórias comoventes seriam a minoria no negócio das barrigas.

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    5. As drogas leves já deviam estar legalizadas há muito tempo.

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    6. Também sou de acordo que se legalize a prostituição e as drogas.

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    7. Acabei de rebater o argumento de "vamos autorizar porque assim acabamos com os negócios clandestinos"
      Nem acabamos, nem sequer é argumento.
      E sim, vejo alguma comparação entre a prostituição e as barrigas de aluguer, ambas passam por objectificar e alugar o corpo da mulher, para servir os interesses de outrem.

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    8. É claro que não vale tudo para que uma mulher possa ter filhos, ninguém quer obrigar ninguém a carregar filhos alheios na barriga contra sua vontade. O que a proposta quer é poder dar essa escolha a quem a ela queira recorrer e a quem o quiser fazer de forma voluntária, sendo que deve ser bem regulada.

      Eu, por exemplo, seria incapaz de ser gestante de susbtituição, mas não me choca nada que haja quem o faça de livre vontade. S há uma mulher que não pode ter filhos porque nasceu sem útero e cuja irmã aceita fazê-lo por ela, como um acto de amor, teremos mesmo o direito de o impedir só porque a nós nos faz espécie?

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    9. Hum... Ora, eu sou de direita e católica, só para dizer que acho que não tem nada a ver com política ou religião, mas com bom senso (o que pode ser para mim, pode não ser para os outros).

      Em relação às drogas não tenho uma opinião completamente formada, mas vejamos a Holanda, que embora as drogas sejam proibidas (é ilegal produzir, possuir, vender, importar e exportar drogas), há uma política que tolera o uso de cannabis. Não me parece que a Holanda seja um mau exemplo, portanto talvez se pudesse seguir, ou não.

      Em relação à prostituição, antes de mais, sempre existiu (não é à toa que se chama a mais velha profissão do mundo), e sempre existirá, não é por ser proibida que desaparece. Tem noção do que se passa na realidade? Pergunto a sério, porque há pessoa que não fazem ideia. Trabalho na área de saúde e já vi coisas que não lembram a ninguém.
      Sabe a quantidade de miúdas (menores de idade) que andam nisso? O que as pessoas (chulos/proxenetas) que as metem nisso lhes fazem? Têm noção das doenças?
      Portanto a legalização permitiria um maior controlo, permitiria que as prostitutas fossem seguidas medicamente e estivessem mais seguras, logo os tipos que as procuram estariam mais seguros, logo as esposas desses tipos também. Já para não falar de impostos para o Estado desses estabelecimentos. Acho que elas (concordando ou não com a opção, cada um sabe das que faz) não deveriam estar na rua.

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    10. Não se acabam os negócios clandestinos, mas controlam-se melhor.

      E as barrigas de aluguer que não são pagas, tipo familiares?

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    11. São uma minoria, essas barrigas de aluguer. Não são representativas de nada.

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  9. Passamos a vida a ensinar os filhos que não se pode ter tudo o que se deseja mas, em adultos, praticamos o contrário.
    Será que não há felicidade possível quando não se consegue ter filhos? Para cumprirmos o desejo de maternidade vale tudo? Será que tudo é legítimo, só para cumprir um desejo?
    É muito difícil estabelecer fronteiras razoáveis quando se avança por determinados caminhos.
    Para mim há limites para cumprir o desejo de ter um filho. Há que saber aceitar. Aprender a aceitar.

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    1. É por aí, é.
      Recentemente uma mulher foi mãe aos 72 anos, na India. É uma aberração, muito provavelmente a criança irá crescer orfã. Onde é que se pára?

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    2. Em casos como este para-se quando os médicos deixarem de competir para ver qual o que consegue ultrapassar a fronteira do desconhecido e inscrever o seu nome nos anais da medicina. Ou alguém acredita que a equipa que preparou tudo aquilo está apenas a servir o casal? Querem é estabelecer recordes, distinguir-se.

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    3. Quem tem filhos, não teve qualquer problema em engravidar, não passou por tratamentos infrutíferos e perdas gestacionais umas atrás das outras não pode opinar sobre este assunto. Quem não imagina sequer o que é não poder ter filhos não pode opinar sobre este assunto.

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    4. Anónimo, pode opinar, pode. Eu não tenho de pedir desculpa a ninguém por conseguir ter filhos nem, por esse facto, ser incapaz de sentir empatia por quem não consegue ter filhos. Mais, demasiadas vezes os casais inférteis estão de tal modo fragilizados que não conseguem ver o quadro no seu todo.

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    5. Obviamente que pode opinar. Chama-se liberdade de expressão.
      E há uma coisa chamada empatia, não sei se conhece, basicamente significa que não é necessário passar por um processo para se poder imaginar o que sente quem o vive.

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    6. Podemos sempre "imaginar" o que o outro sente e 5 minutos depois,voltamos à nossa vida. Empatia, no dicionário, é uma palavra muito bonita. Por mais sensíveis e empáticos que sejamos, a "imaginação" do que o outro sente está sempre muito longe da real vivência da pessoa. Gostaria de saber quantos destes mais de 80 comentários são de pessoas que não podem ter filhos. Quantos destes comentários são de sociólogos, psicólogos ou médicos que estudaram o assunto e, esses sim, podem opinar com propriedade.

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    7. Por esta ordem de razões, não sendo gay, não posso ter opinião sobre o casamento entre gays ou a adopção. Não sendo mulher, não posso opinar sobre o aborto. Não tendo casa própria não posso opinar sobre a taxação dos património imobiliário, não sendo fumador, não posso opinar sobre a proibição do consumo de tabaco em espaços fechados...
      Então sobre o que podemos opinar, anónimo?

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    8. Calhando, esse anónimo quando vai votar nem sequer conhece exaustivamente os programas propostos pelos candidatos mas vem para aqui armado em objectivamente-entendido-na-matéria.

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    9. Pois, quando penso em limites, é só em relação à criança. E se os pais se divorciam; e se, por uma qualquer maleita se decidem pelo aborto, e a 'barriga' discorda, etc. Mas se o critério for puramente o da 'dignidade do útero ' acho que é bem digno, disponibilizá-lo para uma gestação e, como não há trabalho escravo, porque não autorizar a remuneração?

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    10. Tive agora uma iamgem nada bonita de frangos no aviário.
      E porque não autorizar a venda de órgãos? Se eu quisesse vender um rim, também deveria poder, afinal é para um bem digno...

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    11. A mim a questão de vender o útero faz-me lembrar aquilo das cadelas parideiras... aquilo que os defensores dos direitos dos animais querem exterminar.

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    12. Anónimos inférteis, empatia não é uma palavra bonita. Empatia é a palavra que usamos para definir um sentimento. Os férteis não sabem o que é viver a infertilidade. É certo. Mas cada casal infertil vive essa realidade de forma diferente.

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    13. Ainda não foram definidos os contornos deste tema. Ainda está só no início. Ainda não se falou, legalmente, em vender, em fazer negócio e já tanta tontice anda por aqui. Esperemos para ver, antes de mostrarmos que sim, temos opinião sobre tudo, mesmo quando não sabemos de quase nada sobre o tema...

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    14. Em Portugal não está definido, portanto todas as hipóteses ainda o são. Logo, podemos ir buscar os exemplos de outros países que sempre são mais realistas que as teorias da vida cor-de-rosa e flores que muitos querem ver. Ignorar os potenciais problemas também demonstra muita tontice. Provavelmente saberá ainda menos do tema do que os outros todos.

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  10. No estrangeiro as barrigas de aluguer são muitas vezes mulheres com poucas condições económicas que vêm nisto uma solução de obter dinheiro rápido para sustentar as suas famílias. Pessoalmente é-me difícil ver isto se não como uma forma de exploração humana principalmente devido a todas as complicações que podem ocorrer numa gravidez e num parto. Não posso ter filhos, mas se um dia quiser ser mesmo mãe posso perfeitamente tentar adotar, pois consigo dar amor a uma criança que não é geneticamente minha.
    Se calhar sou um pouco radical neste assunto, mas também respeito se alguém infértil que queira mesmo uma criança com os seus genes o faça.Preocupa-me é as condições de vida que levam mulheres a darem o seu corpo para ter filhos que não vão ser os delas.

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    1. Obviamente que é exploração. Tão grave quanto a prostituição ou, num caso mais extremo, o tráfico de órgãos.

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  11. Pipocante Irrelevante Delirante12 de maio de 2016 às 13:43

    Quem sou eu impor limites éticos.
    Mas não deixa de ser interessante que se aceite que uma mulher disponibilize o corpo para gerar uma criança a troco de dinheiro, não obstante o desgaste psicológico (que existe sempre), mas se condene ou tenha pena de quem dá o pito a troco de pagamento.
    E sim, em ambos os casos há quem faça por necessidade ou por mera opção.

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    1. Os limites éticos têm de ser impostos por todos nós, em sociedade. Não consigo ver a coisa de outra maneira.
      Quanto ao resto, totalmente de acordo.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante12 de maio de 2016 às 18:41

      Distingo ética social de individual. As minhas decisões individuais, desde que não influenciem terceiros, apenas a mim dizem respeito. Se uma mulher assume conscientemente a concepção de um ser que posteriormente vai entregar... siga.

      Um exemplo oposto, a vacinação já não é um direito individual, pois tem a ver com saúde pública.

      E antes que pergunte, por mim, as drogas seriam tao legais quanto o álcool.

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    3. Picante,

      Mal estaríamos se os limites éticos fossem impostos pela sociedade. Então e as sociedades nas quais a escravatura é aceitável? E aquelas onde a homossexualidade é crime?

      "Ah, mas não é a mesma coisa!" Não? São exemplos de situações em que os critérios morais não podem vir, de todo, da sociedade.

      Os critérios éticos são sancionados, fundamentalmente, pela razão. Não pela sociedade. Os limites éticos não são "impostos". São debatidos, sustentados por razões, pensados e repensados.

      Sou um total defensor do direito de opinião. A Picante tem direito à sua opinião, como eu tenho direito à minha. Mas as opiniões não são todas iguais, e só se distinguem pelo que as sustenta.

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    4. Desacordamos, PID. Não é por uma coisa má não afectar terceiros que ela deixa de ser má. Se eu decidir passar o resto da vida bêbeda, assumindo que não roubo ninguém, não conduzo, etc, não é por a minha bebedeira não afectar terceiros que a coisa deixa de ser reprovável, em última análise é um desperdício dessa dádiva que é a vida.
      A grande diferença entre as drogas e o álcool é que as primeiras criam uma rápida dependência, a menos que estejamos a falar de erva e afins. A sua legalização implica riscos, acho eu. Quanto mais não seja o passar uma mensagem de ser socialmente tolerável.

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    5. Filipe, a sociedade é constituída por pessoas. Antes de a escravatura ser inaceitável era aceite. Foram pessoas, sociedades, que a questionaram, acabando por a considerar inaceitável.
      Obviamente que somos nós, homens e mulheres, que definimos os nossos próprios limites éticos.
      E as opiniões, sendo todas diferentes, têm todas o mesmo valor. O que as distingue (ou torna mais eficazes, se quiser) é a capacidade de comunicação e persuasão das pessoas. Olhe o caso de Hitler, por exemplo.

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  12. Consigo imaginar-me a fazê-lo pela minha irmã ou por uma grande amiga. Pessoalmente faz-me muito mais confusão a doação de óvulos. O mais importante é as pessoas estarem informadas das implicações psicológicas e físicas e serem devidamente acompanhadas.

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    1. penso de igual forma. sendo uma questão complexa, com sérias possibilidades de se tornar num pântano (roubo-lhe a palavra, Picante, porque me parece bastante adequado ao assunto) ético/legal (é importante que a lei não nasça dúbia), a aceitar esta possibilidade, que não seja um acto pago, mas antes um acto de altruísmo, como é a dádiva de sangue (não estou a comparar a complexidade dos dois actos, mas apenas a sua génese).

      não tenho filhos e a pôr uma hipótese será sempre a adopção. mas aceito que outras mulheres não pensem assim.

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    2. Oh, mas eu também aceito que as outras pessoas não pensem assim. Acho demasiado perigoso tornar a coisa legal mas percebo que haja quem só considere um filho verdadeiramente seu a partir do ADN.
      Eu acho que mãe é quem cuida.

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  13. Aqui não concordo consigo. Sendo o embrião "feito" com óvulo da mãe biológica e esperma do pai, portanto, não tendo qualquer ADN da mãe que empresta o útero não vejo qualquer problema. Assim como na realidade não vejo se fosse um óvulo da barriga de aluguer, afinal também há quem doe óvulos (e esperma), portanto, andam com filhos espalhados por aí, aliás isso parece-me mais "grave", por questões eventuais de consanguinidade mais tarde.

    Não digo que o fizesse para tentar ter um filho, não sei se o faria. Mas acho que não me importaria de ser barriga de aluguer gratuitamente (como aqui há uns tempos foi uma mãe para a sua filha, serviu de barriga de aluguer para o neto). Acho que isso vai das convicções de cada um, o querer uma barriga de aluguer, o ser uma, o receber ou não dinheiro. Não me incomoda nada, não fazem mal a ninguém.

    Acho (para mim, claro) que é comparável aquelas mães que não têm leite e deixam que outras amamentem as suas crias, acontecia muito há uns anos e ainda acontece em certos sítios do planeta.

    Já o ser-se mãe aos 70 anos parece-me parvo, só porque pensaram apenas e só neles e esqueceram-se que vai ser uma criança que cresce sem pais (mais dia menos!), portanto não pensaram no bebé, mas sim no que queriam. Ah e tal uma mãe jovem também pode morrer, mas a probabilidade ali é maior, acho que nem é necessário refutar esse argumento, que também é só parvo!

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    1. Ninguém discute que biologicamente o filho é dos doadores do embrião.
      Mas isso não invalida que quem o gera se possa sentir mãe e crie laços. E muito menos invalida a objectificação do corpo.
      Eu acho que doar esperma é completamente diferente, não se sabe sequer se chega a ser usado, nunca se terá qualquer tipo de contacto com o resultado da fecundação. Mas percebo o que diz, só doaria um óvulo a uma irmã ou grande amiga, seria incapaz de viver na incerteza de poder haver um filho meu por aí, sabe-se lá a viver de que maneira.

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  14. Sou totalmente a favor da barriga de aluguer.
    Acho que não conseguiria sê-lo, mas se há quem consiga (e há), força!

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  15. Já que a Picante quer falar de ética eu pergunto-lhe: se temos a tecnologia à nossa disposição, se há uma mulher voluntária (que já foi mãe) a oferecer a sua barriga para uma amiga que sempre quis ter filhos, mas que não pode, porquê que vamos negar essa oportunidade a esses pais? Será isso ético?
    Qual é o problema se se tornar legal? Vão obriga-la a ser barriga de aluguer? Não!
    Tudo isto Faz-me lembrar a história do aborto, do casamento gay, da adopção gay, etc.. lá porque é permitido, não significa que eu vou abortar e etc. São escolhas que as pessoas fazem, que são da conta delas. Se há mulheres dispostas a alguar o seu útero (Que eu também acho medonho e eu provavelmente nunca faria), se isso é a escolha delas, quem sou eu para negar? Não me estão a magoar, não me estão a fazer mal.
    Quanto às drogas, é totalmente permitido em Portugal ter quantidades para consumo próprio, seja canabis ou cocaína. Isso significa que vou ali para a esquina me drogar? Não. Se calhar se legalizassem conseguia-se saquar impostos aí. E antes que me venham com o argumento de que isso iria tornar a droga mais acessível, eu digo-vos desde já que é muito fácil comprar droga em Portugal, principalmente perto de escolas. Há sempre um amigo que conhece um amigo.
    A prostituição a mesma coisa. Não há nenhum impedimento legal uma mulher chegar ao pé de um homem e dizer "se me pagares 100€, levo-te para a cama".
    Agora redes de exploração/escravidão de mulheres é um assunto completamente diferente.

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    1. Sofia F.: Se dois irmão adultos se quiserem casar, porque há-de ser proibido? Ou um pai e uma filha adulta? Pois que tudo pode e deve ser permitido, não é, incomodarmo-nos para quê? (dei um exemplo propositadamente chocante para tentar fazer entender que os limites éticos existem)

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    2. Está certo Sofia, desde que não me obriguem a fazê-lo não posso ser contra. É isso que diz, não é?
      Vocês arranjam cada argumento que valha-me Deus.

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    3. Lembrei-me agora. E pedofilia? Pode? Desde que não seja com os meus filhos, em calhando também pode, afinal não tenho nada a ver com isso...

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    4. Se é consentido, repito consentido e não obrigado, feito por gente mentalmente capaz, choca-me mas não me a mim cabe proibir.
      Mas já agora: pedofilia é diferente de violação. Se um gajo de 22 anos namorar com uma rapariga de 15 isso é pedofilia. Se for consentido qual é o problema? Criancinhas pequenas que ainda não têm a percepção das coisas nem maturidade intelectual para perceberem o que é, aí é crime. Perceberam a fronteira entre o consentido e obrigação?

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    5. Comparar pedofilia (uma violação de uma criança que não tem capacidade para escolher participar num ato sexual com um adulto completamente capaz) com barriga de aluguer... é qualquer coisa. A questão é que a barriga de aluguer, o aborto, o casamento gay não interfere nas nossas vidas, não faz mal a ninguém, quanto muito há certas escolhas aí que podem custar à própria pessoa, mas isso é com ela. A pedofilia interfere com a liberdade de terceiros. Está a ver a diferença?

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    6. Não seja desonesta! Pedofilia não pode, porque uma criança não pode dar consentimento. Ponto. É a diferença entre ter sexo e ser-se violado.
      Aqui discute-se a liberdade de escolha entre adultos.

      Quanto ao anónimo do incesto: as razões pelas quais irmãos/pais não se podem casar, além de todas as implicações morais e religiosas, prendem-se com preocupações de saúde pública, uma vez que a possível descendência terá uma muito maior probabilidade de nascer com graves deficiências e doenças genéticas devido à consanguinidade.

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    7. O problema, Sofia, é que não é ético. Se um tipo de 30 anos namorar uma garota de 15 haverá uma relação de desigualdade. ainda que a mesma seja querida e consentida por ambos. Não é ético, percebe?

      e eu não estou a comparar pedofilia ao que quer que seja. Estou a dizer que o argumento de "se não te afectar, não tens nada a ver com isso" é um argumento de merda.

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    8. A pedofilia afeta crianças violadas e as suas famílias. Logo é uma escolha que um adulto que faz que afeta a liberdade de terceiros. As barrigas de aluguer é uma escolha que não afeta ninguém sem ser as pessoas que tomam essa escolha. Não é um argumento de merda e não provou o contrário com esse da pedofilia, por simplesmente não ter nada a ver.

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    9. Tinha a certeza que alguém viria com esse argumento, tanto que deixei por dizer, para poder rebater agora: E se for entre parentes que não possam procriar, por velhice ou outra situação qualquer? Voltamos ao mesmo. Nem todas as situações podem ser deixadas em livre escolha apenas porque não é nada connosco e os envolvidos são adultos. Simples assim!!!

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    10. "por velhice ou outra situação qualquer?"´

      Como aqueles senhor da índia? Egoistas que aos 70 anos foram agora pais para provavelmente deixarem uma criança inocente a crescer sem pais só porque, devido ao umbiguismo, foram incapazes de compreender o que isso pode significar para a criança?

      Sim, sim...permita-se a todos os casais encararem os filhos como uma coisa que até acham piada mas vão adiando até quase ao fim da vida. Até à velhice... faz mesmo todo o sentido, só que não.
      Há uns tempos diziam que nós vamos dar cabo da raça humana e não me espanta: estamos a enfraquecer o nosso ADN, a nossa genética e a permitir que indivíduos não aptos biologicamente procriem... alguém daqui conhece as leis de Darwin? Pois que a longo prazo não me admirará que nós venhamos a perder a aptidão da sobrevivência e da adaptação genética natural.

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    11. Só para esclarecer: respondi à Sofia à 1:53 e ao anónimo das 12:55 às 17:02. Isto porque aparecem conversas pelo meio e achei que fazia sentido esta indicação. Obrigada

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    12. Oh anónimo, agora deixou-me curiosa... Faça-me lá o favor de aprofundar essa sua questão das leis de Darwin e disso de estarmos a "enfraquecer o nosso ADN" e de permitir que "indivíduos não aptos biologicamente procriem"... Estou certa que terá uma teoria maravilhosa...

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    13. Anónimo 13 Maio 17h02m Essa liberdade total,quanto à idade e parentesco entre os "pais" não existe nem para a adopção, por isso naturalmente será limitada também no que respeita à possibilidade da barriga de aluguer.

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    14. NM eu referia-me a um artigo cientifico recente que refere o facto de nós, enquanto espécie, parecermos estagnados, sem grandes evoluções. Neste momento não sobrevive o mais forte nem o mais apto e arranjamos formas de os menos aptos geneticamente serem capazes de reproduzir.


      Não quer dizer que acredite nisto mas a mim mete-me uma grande confusão que em vez de estabelecerem medidas para tornar a parentalidade possível mais cedo, se continue a arranjar subterfúgios para a adiar ad eternum, apesar de sabermos que quanto mais tempo passa mais riscos de problemas graves existem (precisamente por biologicamente já termos ultrapassado a idade ideal). Claro que depois temos toda a evolução sociológica...

      A questão de serem pais tão tarde (aos 50, 60, 70 anos,etc) para mim é simplesmente egoismo puro e falta de amor aos possíveis futuros filhos. Ninguém sabe o futuro e podemos morrer hoje ou amanhã mas é bem mais provável que uma pessoa que é mãe aos 30 anos esteja cá para ver o filho crescer do que uma que seja mãe aos 60 anos.

      Além disso, conhecendo relatos de mães que afirmam que não querem estragar o corpo com uma gravidez... eu cá acho que não seriam boas mães, apesar de serem os que mais rapidamente procuram as barrigas de aluguer.

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    15. Anónima (13:35), a técnica que permite a análise completa do DNA só tem dez anos, sendo que ainda hoje os custos são proibitivos para análise massiva e em grande escala. É por isso, e portanto, impossível aferir se como espécie estamos a evoluir ou não. A escala temporal (ainda) não o permite. (Se conseguisse encontrar o tal estudo eu agradecia. Antecipo e apostaria desde já que deve ser uma valente bosta.) De resto, a proposta de lei apresentada só permite o recurso a barrigas de aluguer a mulheres com comprovados problemas clinicos que lhe impedem a reprodução.

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    16. E quanto a isso de "arranjarmos formas de os menos aptos geneticamente ser capazes de se reproduzir"... É menos apta para reprodução uma mulher com endometriose ou uma mulher com psicopatia ou uma mulher com longo historial de cancro hereditário na família? Não são os que têm problemas no sistema reprodutor os menos aptos para a sobrevivência...

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  16. Eu concordo em absoluto com as barrigas de aluguer. Apesar de tudo, é uma forma mais "biológica" de ter um filho que seja, em parte, sangue do nosso sangue, se usarmos o esperma do marido, por exemplo, coisa que é impossível se recorrermos à adopção. Claro que seria sempre um último recurso, nenhum casal deve apreciar esta solução, mas a mim não me faz confusão.

    E acredito que uma mulher, se se mentalizar de que este é "um trabalho", consiga não sentir aquele amor que deveria sentir pelo bebé que carrega no seu ventre.

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    1. Tão bom, uma criança gerada como um "trabalho". É com cada disparate!!!

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    2. Um trabalho? Daqueles remunerados e tudo? Mas então não era só amor fraternal e isso? Já não percebo nada.

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    3. Ai S* tanta novela nessa cabecinha!...

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    4. A expressão "sangue do nosso sangue" é das mais hediondas que conheço. Tanto amor pelos animais, tanto mimimi e depois vai-se a ver, o amor dirigido a alguém dependerá da carga genética que ela contém. Ai senhores!

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    5. Anónimo das 01h48 e Picante, se o fazem por dinheiro, é trabalho, nunca amor. Não vamos fingir que não sabemos que é negócio. Acredito que para uma reduzida parte das mulheres que o faz, seja um altruísmo bonito, mas acredito que boa parte seja negócio, sim. Mas, para mim, o foco está NO CASAL que quer ser pai e não consegue. Para estes, é uma forma especial de ter um filho.

      Lita, porquê, já agora?

      Anónimo das 13h05, não diga disparates nem confunda os animais com o resto. Acho que se um casal quer ter um filho biológico e não o consegue, esta pode ser uma forma de ser "meio" biológico. Pode parecer cruel, mas a verdade é que assim é.

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    6. A rapariga não pode dizer uma palavra que aparecem logo os trolls do costume a ofendê-la.

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    7. anónimo das 13:05, é claro que o amor que dedicamos a alguém depende da sua carga genética e da relação dela connosco. Ou vai-me dizer que gosta tanto de desconhecidos como gosta da sua família?

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    8. Anónimo das 04.22h eu tenho na familia uma pessoa adoptada e sim, amo-a tanto ou até mais que a muitos outros familiares.

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    9. Anónimo das 04:22, mas eu nem quero discutir isso - eu gosto mais de alguns amigos do que de algumas pessoas da minha família. Considero apenas que se uma pessoa quer fazer esta doação e que se um casal a quer receber, está no seu direito. É uma escolha muito pessoal.

      Anónimo das 04:17, já estou habituada. :)

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    10. Ninguém ofendeu a S. Discordar é muito diferente de ofender, é uma pena não perceber a diferença, anónimo.

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    11. Só quem nunca carregou um filho no ventre pode chamar isso de trabalho. S cresce e aparece.

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  17. http://ascoisasdomundo.blogs.sapo.pt/159513.html

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    1. Pois...

      Tudo isto é, a meu ver, muito pouco ético.

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  18. http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/583221-casal-portugues-recorreu-a-barriga-de-aluguer-e-pagou-50-mil-euros-pelos-fil

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  19. http://sol.sapo.pt/noticia/111713/casal-que-recorre-a-barriga-de-aluguer-abandona-filho-deficiente

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  20. Eu até percebo que não concorde, cada um tem direito à sua opinião. Daí a achar mal que isto não se legalize... isso não percebo. Em que é que uma barriga de aluguer vai interferir na sua vida? Como é que a sua liberdade está mais limitada por isto? É que eu também não concordo com muita coisa, mas daí a achar que estas sejam ilegais vai um graaande passo...

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    1. No meu caso pessoalmente sou contra todas as situações remuneradas. E a questão não tem a ver com a minha liberdade mas com o superior interesse da criança, em vez de nos focarmos no superior desespero/umbiguismo de algumas pessoas.

      E o anónimo antes de si já demonstrou o porquê: passa a ser basicamente tráfico de menores, passam a encarar a vida e as crianças como objectos, abandonando-os quando a mercadoria sai danificada.
      Se quem quer ser "pai" não consegue ver além do que quer e não consegue pensar no bem-estar da criança, a meu ver já está a falhar como pai/mãe ainda sequer antes de o ser.

      Mas sou a favor em casos de aluguer muito específicos, como de mãe para filha, irmã para irmã, etc, sendo que só em casos onde estaria comprado o acto voluntário e não motivado por carências economicas, assim como também com contractos onde estaria estipulado tudo o que se faria em caso de problemas de gestação, riscos na gravidez, etc.

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    2. Nesses casos muito específicos, em que não existe qualquer pagamento, nem que seja pela porta das traseiras, talvez. Ainda assim tenho dúvidas, mas não existindo qualquer hipótese de remuneração a coisa é diferente.

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  21. Muito pessoal não quer ASSUMIR a realidade:
    - Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    - No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!... De facto, analisando o Tabu-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver o blog «Origem Tabu-Sexo» [http://tabusexo.blogspot.com/].
    .
    Com o fim do tabu-sexo:
    - por um lado, muitas mulheres das sociedades tradicionalmente monogâmicas vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas: nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos;
    - por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais 'dóceis'] oriundas de outras sociedades... ora, todavia, no entanto, recusar este caminho... deve ser um legítimo Direito ao qual os machos devem ter acesso!
    .
    .
    E mais:
    - Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    - Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    -» Concluindo: é uma riqueza que as sociedades/regiões não podem deixar de aproveitar - a existência de pessoas (homossexuais ou heterossexuais) COM DISPONIBILIDADE para criar/educar crianças.
    ---» Já há mais de dez anos (comecei nos fóruns clix e sapo) que venho divulgando algo que, embora seja politicamente incorrecto, é, no entanto, óbvio:
    - Promover a Monoparentalidade - sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS...
    {ver blogs http://tabusexo.blogspot.com/ e http://existeestedireito.blogspot.pt/}

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  22. Se me pagassem uma boa quantidade até era capaz de ser barriga de aluguer. Duvido que não conseguisse separar as águas , só queria que corresse bem e que fosse uma quantia bem alta

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  23. Pipocante Irrelevante Delirante15 de maio de 2016 às 15:33

    Ou seja, desde que a mulher aceite, por amizade ou necessidade financeira, pode alugar o útero a terceiros.
    Só para memória futura.

    Entretanto, já limpei o sebo a umas moscas, pisei uma aranha, e apanhei uns caracóis para o lanche. Espero que a PJ não me apareça cá em casa (vá pick, não se faça rogada, venha de lá esse texto)

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    1. Eu acho que não pode. Mas isso sou eu, que sempre ataquei com unhas e dentes a objectificação da mulher.
      (que falta de coerência, caramba)

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  24. O grande problemas destas leis polémicas que têm sido aprovadas ultimamente é que visam proteger essencialmente umas das partes envolvidas, desmerecendo a outra. Veja-se por exemplo a adopção por casais do mesmo sexo: tinha em vista o conforto das crianças que são poucas para o número de casais héteros que esperam anualmente ou a concretização de planos dos casais gays envolvidos? Esta lei do aluguer do útero: parece haver um interesse em proteger quem quer ter um filho por portas-travessas nem se importando com isso em objectificar o corpo de alguém, reduzindo-a à simples condição de parideira. É nisto que devemos pensar: que problemas estão previstos ficarem resolvidos com a aplicação da lei? Mas isto, para muitos é pensar mais longe do que o fim da sua rua.

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