sexta-feira, 29 de abril de 2016

Daquilo dos taxistas lixarem meia Lisboa

Acabei de instalar a aplicação da Uber. 

Há quanto tempo não fazia um post destes?

Gracinha, minha querida, chegue aqui, aproxime-se da velha Tia Picante que tenho duas ou três coisas para lhe dizer. Sente-se aí nessa banqueta. Quer um chá? Dona Joaquina, Earl Grey para mim e Lipton para a Gracinha, se faz o favor. Onde ia eu? Esta minha cabeça já não é o que era, são muitos anos a explicar que as coisas são como são. Ah, já me lembro, ia dizer-lhe que tem muito bom gosto no que toca aos vestidinhos das crianças, as touquinhas, os lacinhos, os folhinhos, tudo muito bonito, que ninguém pode negar. As suas meninas também  são muito lindas e é tudo muito bonito que é. Mas sabe, minha querida? Aquilo do princípio de Peter é uma grande verdade, a menina haveria de ter cuidado e evitava pôr-se a dar conselhos sobre os trapos de adultos, principalmente se falarmos de cerimónias. Então a menina diz que num baptizado o que conta é o bom senso, que os vestidos demasiado curtos são de evitar, no que tem muita razão, e depois vai aconselhar um vestido em que fica com as mamas de fora? A sério, querida? Tenha lá juízo que aquilo é tão apropriado para uma Igreja como o outro branquinho que tapa o braço e mostra tanto de perna que apostaria não se poder sentar convenientemente. Olhe que um baptizado não tem nada a ver com festas cheias de pinta e tops que a menina é capaz de frequentar... Aquilo pede recato, por Deus! Agora vá, deixe-me sossegada, escusa de agradecer, vá lá trocar as sugestões e não agradeça, afinal eu existo para espalhar o bem.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ainda se fosse a Polo Norte...

Os senhores do Blogs Portugal enviaram-me um convite. Querem eles que eu vá ao Porto, ao VIP Lounge não sei quê, ouvir duas das bloggers mais conhecidas de Portugal falar sobre o blogger enquanto profissão. Os senhores do Blogs Portugal acham que eu quero fazer disto profissão. Pior, muito pior, acham que estou disposta a gastar o meu tempo a ouvir a Mia não sei quê, de quem nunca tinha ouvido falar, e a melhor amiga da Barbie, ambas a darem conselhos sobre rentabilização de blogs. Nem sei que diga disto.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Short Story

Era uma vez uma menina que passava a vida a gritar que era da paz, enquanto atirava pedras à janela dos vizinhos. Na verdade as pedras não passavam de pequenos bocados de gravilha, os vizinhos limitaram-se a fechar as portadas que davam para o quintal da menina e esta lá continuou sozinha, com o seu cão e gato rafeiros, a gritar que era da paz, enquanto atirava pequenos bocados de gravilha.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cara Rita Ferro Rodrigues

Li o seu artigo, será que lhe posso chamar artigo? Provavelmente não. Recomeço. Li o seu desabafo, o seu grito de revolta, ou qualquer outra coisa que lhe queira chamar, com muita atenção. Bom... com a atenção que merece, vá...
E tenho apenas a dizer-lhe que aquele #Tchauquerida não é para mim. De todo. E sabe porquê, Rita? Não sabe mas também não faz mal que eu explico. Ora tente lá afastar da sua cabecinha todos os preconceitos com que se debate há anos e que a fazem ver, em todo e qualquer acto, uma discriminação à mulher.
Preparada? Então aqui vai: não fui eu quem ofereceu um cargo a um amigo, apenas para parar um processo judicial por corrupção. Não cometi uma série de falcatruas para beneficiar certos e determinados lobbies. O meu dinheiro está aqui em Portugal, depois de ter pago todos os impostos que tinha de pagar. 
A Dilma está a ser corrida porque há sérias probabilidades de ser uma grande vigarista. Não por ser mulher. A Rita, caso tenha um mínimo de honestidade intelectual reconhecerá que as palavras"tchau querida" referem-se a uma conversa entre Lula e Dilma. É um "tchau vigarista". Não tem nada a ver com misoginia ou machismo.
Mas a Rita não é capaz de ver para além disso, pois não? Em tudo vê ataques às mulheres. Diga-me, Rita... Quem é que lhe fez mal? Ou será que quer apenas dar nas vistas? Fica a questão.
Sabe, Rita? São essas reclamações claramente exageradas e sem racionalidade que fazem com que tanta gente revire os olhos quando ouve falar em feminismo, que fazem com que tanta gente associe à palavra feminista as palavras histérica ou esganiçada. E é uma pena, Rita. Eu acho mesmo que vale a pena lutar por direitos iguais.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Picante concorda com a Maçã de Eva

Também acredito que um dos principais males do planeta são as pessoas estúpidas. E cheias de si próprias. E que dizem a outras pessoas que elas são como as lêndeas, existem mas não servem para nada a não ser causar incómodos. E que, isto já sou eu a gerar valor, acham que chamar estúpido a alguém não é ofensa porque "isto é mesmo o que eu penso". E que, continuando a gerar valor, têm a capacidade argumentativa de uma batata.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tremendamente preocupada com o machismo latente na língua Portuguesa, Picante sugere

Substituir os determinantes artigos masculinos e femininos por um determinante artigo impessoal.
Passaríamos então a dizer coisas como:
i cartão
i Verão
i mesa
i pano encharcado nis trombas dis tipis di BE

É uma bonita ideia, pois não é?...

AH AH AH AH AH AH AH

Acabei de tomar conhecimento de que o Bloco de Esquerda, esse ex libris da defesa dos direitos da mulher, arranjou uma nova preocupação tremendamente relevante. Pois que o que preocupa agora aquelas cabecinhas é a nomenclatura do cartão de cidadão, a qual não respeita a identidade de género. Deveria passar a chamar-se cartão de cidadania.
E depois admiram-se quando lhes chamam esganiçadas...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

E então Picante? Porque andas tão calada?

Podia dizer que é do excesso de trabalho, que também é. Mas acontece que fui ali ao Facebook e vi um post da Maria João Bastos. Parece que a sua cadela arraçada de rata (não gosto de cães pequenos, fazer o quê?) morreu, depois de uma intervenção no veterinário. Eu percebo que a Maria João esteja tristíssima, a sério que percebo, também já me morreu uma cadela nos braços e chorei que me fartei. 
 O que já não percebo assim tão bem é a leviandade com que a Maria João vem para as redes sociais acusar profissionais de negligência, antes de saber efectivamente que a morte da cadela foi resultante de negligência. 
E ainda percebo menos que milhares de pessoas tenham resolvido queimar a desgraçada da veterinária numa fogueira, exigindo a sua punição e despedimento.
E nem vou comentar o facto de esta trampa ser notícia de jornal, como se isto fosse notícia de interesse público..
Lamento a dor da Maria João e a morte da cadela. Assim como lamento a cretinice dos milhares de comentadores que vieram exigir justiça. Mas ainda lamento mais situação da desgraçada da veterinária, que já foi desancada e alvo de ameaças físicas. 
Eu já disse que ainda ninguém sabe do que morreu a cadela? Que pode ter sido uma simples complicação decorrente da anestesia? Ou outra coisa qualquer?...
Ainda estou meio estupefacta com o que vi, é o que é.

terça-feira, 12 de abril de 2016

E então? Já é seguro sair?


Já pararam as hostilidades? Não há por aí limões e ovos podres e isso? Posso mesmo sair? É que ali em baixo não tenho rede, caramba...

domingo, 10 de abril de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Aleluia irmãs!

Depois do professor de blogues, o que quer que seja isso de professor de blogues, essa fabulosa empresa formadora na área da comunicação que é a Palavras Ditas apresenta-nos a sua mais recente, e ouso dizer tremendamente brilhante, iniciativa:
O primeiro curso de feminismo do universo. Txaraaaaaannn!

Eu bem digo que esta gente está apostada em deixar-me sem palavras mas, antes que fique afónica de  vez, sempre vou dizendo que espero que a Ritinha não tenha esquecido os módulos "esganiçanco de voz I, II e III".


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Fui ali à minha bola de cristal e...

Vem aí uma marca nova de croquetes. Ou velha. Tanto faz. Mas de certeza que vem aí. E naturalmente serão os melhores croquetes de Lisboa, melhores ainda que os da Versailles, Tico Tico ou Jockey. Naturalmente.

João, só aqui entre nós que ninguém nos ouve

Eu percebo perfeitamente que queiras distribuir umas bofetadas, João. A sério que percebo. É que sabes, João? Eu cá também gostava de te dar uns pontapés e umas cotoveladas, eventualmente uma cabeçada. A ti e ao Costa que resolveu convidar um ordinarão para Ministro da Cultura. E ao Tiago Brandão que pouco percebe de educação. E...

Picante pergunta

E aquelas sandálias, hum?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A Picante traduz

Cl (coeficiente de localização) = valor da vossa rua

Não sei o que dizer disto, começa a tornar-se um hábito isto de me deixarem sem palavras, o que, parecendo que não, é uma maçada, eu sou uma pessoa que gosta de palavras.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Dúvidas, ando sempre apoquentada com dúvidas

Os filhos das Rosinhas, que já foram fotografados de roupa de Verão, em plena praia, independentemente do frio de rachar que teima em se fazer sentir, não adoecem? Elas também os obrigarão a vestir casacos, tal como eu faço aos meus? Ou será que apenas vestem os casacos no final do Verão, altura em que é necessário fotografar as colecções de Inverno?
Ando numa apoquentação que nem imaginais, nem consigo dormir convenientemente, com todas estas interrogações.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Acabei de ler (mentira, o post é agendado)

Uma blogger a fazer publicidade a um automóvel qualquer, descrevendo os seus tremendamente maravilhosos atributos com as seguintes palavras:
"vrummmm, vrummmm!"

Caramba, nem sei que diga disto.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Os problemas dos homens

Tanto tempo depois, continuarem a pensar que um "não" poderá ter qualquer outro significado que "não".

Aqui está uma das razões porque eu admiro e gosto tanto do BE e congéneres. Ou várias.

"Liberdade é assim: os opositores políticos do Bloco podem ser insultados, mas, se as meninas frágeis do BE são gozadas, há que usar meios governamentais e judiciais para punir quem teve a ousadia.
Ainda bem que vivemos na livre Europa, carregadinhos de liberdades individuais suportadas pelo capítulo dos direitos, liberdades e garantias da nossa constituição e das suas primas europeias. Um conjunto de liberdades tão arreigadas que resistem ainda e sempre ao invasor, não é?
Pois: não é. A liberdade de expressão, por exemplo, anda pelo menos engripada. Na versão de gripe masculina, em que a falta de estrogénio leva os valorosos membros do clube masculino, no mínimo, à experiência de morte clínica e de atracão pela famosa luz branca. Vejamos exemplos.

Um veio de Inglaterra, terra de gente temporariamente desorientada com o Brexit, onde um pobre homem foi preso – mesmo: polícia, grades, tudo o que a experiência dá direito – por tuitar que pediu satisfações (tanto quanto se sabe, pacificamente) a uma mulher muçulmana, que encontrou nas ruas britânicas, pelos atentados de Bruxelas. Perante isto, houve quem se portasse com juízo: a senhora muçulmana mandou o pobre homem passear e o twitter ridicularizou o tuite e o autor. Mas a justiça de sua majestade – aquela que preferiu ignorar durante anos que incontáveis raparigas eram sexualmente abusadas por um grupo de paquistaneses a afrontar os ditos rebentos do antigo Raj – esteve felizmente à altura do desafio colocado por tão virulento tuite. O autor foi preso e acusado de incitar ao ódio racial nas redes sociais.
Presumo, com toda a boa-fé, que não vai haver dualidade de critérios no que toca à liberdade de expressão de jovenzinhos excitáveis muçulmanos que morem na Grã-Bretanha quando se regozijarem por atentados ou defenderem que uma mulher que não se tape e que se maquilhe merece sopapos ou o que for necessário para defender a ‘honra’ da família assim tão ofendida. Dada a gravidade relativa dos vários incitamentos, fico a aguardar pelo menos espancamentos públicos para estes últimos casos.

Já em Espanha as luminárias do Podemos exigem o fim das procissões da semana santa, que regridem a sociedade e ofendem (havia lá de faltar) os muçulmanos (que não têm culpa nenhuma do Podemos, diga-se). Donde: para a agremiação de lunáticos financiados pela Venezuela, nas ruas espanholas os gays podem (e bem, digo eu) expressar o seu orgulho, as mulheres podem (outra vez bem) expressar o repúdio pela violência doméstica, mas os católicos não podem expressar nada, que fiquem em casa a aprender a dar a outra face.

Outro exemplo é caseiro, com as deputadas do BE a pactuarem com a Comissão de Cidadania e Igualdade de Género na queixa que fez ao DIAP do Porto por Pedro Arroja ter chamado ‘esganiçadas’ às políticas do BE, desconfiando-se de um ato ignóbil de ‘discriminação sexual’.
Temos, então, um instituto governamental – a CCIG – a gastar o dinheiro dos contribuintes patrulhando os comentadores televisivos e apresentando queixas a propósito de comentários (serem imbecis ou não é aqui indiferente) que escarneçam as senhoras que mandam num dos partidos que apoiam o atual governo. Se isto não é abuso de meios governamentais para proteção dos amigos políticos, não sei o que é.

E temos as senhoras do BE alegremente a apoiarem este abuso da CCIG e a calarem uma voz crítica. É certo que o BE nunca se apoquentou com o domínio exercido por Sócrates na comunicação social. Mas quando um cidadão foi condenado por ter efetivamente insultado o Presidente da República Cavaco Silva, o site do BE esquerda.net noticiou a condenação escandalizado pelo evidente excesso. Percebe-se: os opositores políticos do BE podem ser insultados, mas, se as meninas frágeis do BE são gozadas, há que usar meios governamentais e judiciais para punir quem teve a ousadia.
Se as senhoras do BE são esganiçadas ou não, cada um decide. É matéria de consciência e de gosto. E o comentador cobriu-se de ridículo ao supor que é uma bitola política relevante para alguém (com neurónios) uma mulher ser ou não apelativa para uma relação afetiva ou sexual com Pedro Arroja. Mas sei que as meninas frágeis do Bloco são umas tiranetes que usam os recursos públicos para perseguir vozes politicamente críticas. E isso é pior que ser esganiçada.

Bom, se calhar sou injusta para as meninas do BE. Afinal é bem possível que estejam a exercer a autocensura e a contenção da liberdade de expressão própria que perseguem nos que as criticam. Não as vislumbrei gargalhando com a ridícula cerimónia a que a restituição dos feriados teve direito, como se uma libertação de séculos de obscurantismo se tratasse, e que desconfio ter comovido com lágrimas grossas e grandiloquentes o magnífico PM. E, de facto, também não dei por exigências tonitruantes ao governo PS e ao ministro Santos Silva – que afirma confiar na justiça angolana – à volta da condenação de Luaty Beirão e dos restantes ativistas por ‘atos de rebelião’. É comparar o tom reivindicativo para com o governo PSD-CDS, mais a sua reação ‘vergonhosa’, da petição subscrita por Catarina Martins com o da notícia da condenação no esquerda.net.

Há alguma coerência. Em boa verdade o BE não pode apoiar um governo cujo primeiro-ministro age como agente de negócios de Isabel dos Santos junto da banca portuguesa, preferindo o dinheiro angolano ao espanhol, e depois vir pedir que esse governo reclame, sem ser em falsete, das falhas do regime do papá da parceira de negócios."