sexta-feira, 11 de março de 2016

Ontem

Abracei uma menina de doze anos, ela fez-se adulta e agradeceu-me o apoio. Não sei o que doeu mais, se os agradecimentos daquela menina que cresceu à força antes do tempo, se ter visto os seus melhores amigos a consolá-la e abraçá-la. Ontem não foi um bom dia.

18 comentários:

  1. Os meus sentimentos.
    Um beijinho
    Maria

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  2. Isso é muito triste!
    Lembro-me de uma grande amiga, que morreu de cancro há 6 anos atrás... a filha tinha 13 anos. Na altura, doeu-me tanto a morte como o desamparo, o desespero e a tristeza estampadas da cara daquela miúda!

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    1. É horrível ver crianças a passar por este sofrimento. Não consigo tirar da cabeça o olhar triste daquela miúda ou o abraço que o meu filho lhe deu.

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  3. Os dias em que os meninos são obrigados a crescer antes do tempo são sempre maus dias.

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    1. Os meninos deviam ser poupados a estes maus dias, Mi. Não consigo imaginar a angústia de uma mãe que sabe que vai morrer e deixa crianças por criar.

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  4. Ontem o meu filho chegou a casa incomodado, porque percebeu que tinha morrido a mãe de uma menina da escola. Fiquei de coração partido, pela menina e pela mãe. Acontece todos os dias, mas quando é perto de nós torna-se mais real. Deus proteja quem vai e quem fica.

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    1. Filha da puta de doença que leva a mãe a três crianças, a mais velha ainda é quase um bebé, só têm é tamanho.
      Deus os ajude e nos dê sabedoria para os confortar.

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  5. Sinto muito, a minha filha (8 anos)também chegou ontem a casa e disse, assim do nada, a seco, com a inocência que ainda tem "Mãe, morreu a mãe do.... a mana mais nova estava muito triste, a mais velha não sei" o choque para mim foi tal que pareceu que levei um murro no estômago, por breves segundos não respirei, depois recompus-me e perguntei-lhe o que ela tinha dito ao amigo, ao que ela disse "perguntei-lhe se precisava de alguma coisa e ele disse que não, que queria ir brincar" e a vida continua, desculpa picante mas esta é uma puta de uma doença.

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    1. Oh Carla, pela sua descrição quase juraria que falamos do mesmo, o mundo é muito pequeno. Puta de doença, mesmo.

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  6. Há uns anos morreu-nos uma amiga querida, também com três filhos pequeninos, um deles um bebé de ano e pouco. De cada vez que estamos com ele, fico condoída por todos, mas acima de tudo revoltada, por eu ainda me conseguir lembrar do sorriso da minha amiga e ele não ter tido sequer a oportunidade de o poder recordar. Nunca se esquece. Iluminava uma sala. Chamava-se Joana, como eu e tenho muitas, muitas saudades dela.

    Abraço,

    Joana

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  7. Choro muito por tudo isso. Ficam-me as lágrimas desamparadas. Perder uma mãe em tenra idade é coisa para modificar uma criança para sempre. Sei de uma caso muito muito próximo, de uma mãe muito querida que se foi da mesma doença quando a rapariga tinha 34 anos (vê bem que 34 anos já não é a tenra idade) e que essa filha ficou tão perdida de desgosto, tão afetada, que nunca mais foi à praia, nem sequer a lado algum, mudou da noite para dia, uma tristeza insuportável, falando todos os dias da mãe, até hoje, com a idade de 64 anos.

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    1. Eu vi uma menina de 7 anos a chorar convulsivamente pela mãe e a ser consolada por uma outra menina de 12. Não consigo lembrar-me de alguma vez ter presenciado algo tão triste e comovente. E olha que já fui a funerais de gente jovem.

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  8. Não há palavras. Gostava que fosse impossível.

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    1. Também eu. Sabemos que isto acontece todos os dias, mas quando vemos acontecer a quem gostamos é que realmente nos apercebemos do tamanho do sofrimento.

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  9. gosto muito mais quando falamos "a brincar" aqui nos blogs! na vida real as mães nunca deviam morrer e aqui nos blogs nunca falaríamos sem ser "a brincar"!

    [os meus filhos nunca conseguiram ver filmes ou bonecos em que as mães morrem... nem imagino um pesadelo destes!]

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    1. É o bom dos blogs. Podermos brincar tudo o que nos apetece.

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