quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Devem estar ocupadas a indignar-se sobre canções de rappers e barbearias onde mulher não entra, eventualmente à procura de "estudos", é que só pode...

"Confesso que estive a ver fotografias do vosso casamento e tudo parecia maravilhoso. Parece que o Professor Carrilho foi um homem, até ao nascimento da Carlota [a segunda filha do casal], e depois passou a ser um monstro. Ora o ser humano não muda assim"; "Causa-me alguma impressão a atitude de algumas mulheres vítimas de violência, algumas das quais acabam mortas. A senhora procuradora diz que não tem que se sentir censurada. Pois eu censuro-a! É que se tinha fundamento para se queixar, devia tê-lo feito"; "Mas nunca pensou ir ao hospital?" (Resposta de Bárbara Guimarães: "Não, tive vergonha.") "Com tanta divulgação, tanto apoio que se criou para a violência doméstica? Tenha paciência, esse argumento é fraquinho"; "Ó Bárbara, causa-me nervoso ver mulheres informadas a reagirem assim. Se tinha fundamento, devia ter feito queixa."

Estas são as palavras atribuídas a Joana Ferrer, juíza do caso de violência doméstica de Manuel Carrilho sobre Barbara Guimarães. Diz que esteve a sessão inteira a tratá-lo por senhor professor. Quanto à mulher... Pois era Bárbara para ali e para aqui, às tantas eram amigas. Isto de acordo com esta notícia que eu cá não fui à audiência.

Entretanto, há dois dias, houve uma mãe vitima de violência doméstica que se tentou matar, juntamente com as suas filhas. Parece que, no passado Novembro, tinha feito queixa do pai por abuso sexual à mais velha e a mais velha só tinha 4 anos. Diz que o processo andou da SS para a Judiciária, desta para o MP e não sei que mais. Há dois dias tentou matar-se. Com as filhas, não sei se já disse. A mais nova morreu, a mais velha está desaparecida.
A queixa data de Novembro, estamos em Fevereiro. Dois meses depois de fazer o que estava ao seu alcance para se proteger, a si e às filhas, houve uma mãe que se sentiu tão desesperada que preferiu matar-se, levando duas crianças com ela.

Os tipos responsáveis por estas coisas deveriam saber que, para uma vítima de violência doméstica, um dia pode ser uma eternidade.
A tal da juíza tinha obrigação de saber que uma vítima de violência doméstica é uma pessoa profundamente fragilizada, que sente vergonha por ser agredida, que essa vergonha é tanto maior quanto a sua instrução ou "posição social".

E eu? Eu tenho vergonha de estas situações ocorrerem num país supostamente desenvolvido, em pleno ano de 2016. E tenho vergonha das gajas que perdem tempo a protestar por causa de uma porra de uma barbearia onde nunca quiseram entrar. E das que escrevem cartas por causa de uma merda de uma canção. E das que protestam pela inexistência de mulheres numa gaita de um prémio de BD.

É que eu, a blogger mais machista do pedaço, estou pronta a ir para a rua, empunhar cartazes a dizer "vergonha" em letras bem grades e plantar-me à porta da Juíza que nunca mais na vida deveria presidir a um caso de violência doméstica. E vocês?...

102 comentários:

  1. Gosto de si picante! Isto sim, vale a pena.
    Agora musiquinhas...optar pelo caminho mais fácil, é sempre triste. Agora ir contra uma juíza...ui...isso é que não somos capazes...

    :-(

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  2. Lá está, ainda bem que não sou a única a pensar que o que é demais é exagero.
    Passa-se de feminista a parva num instante. E não me venham dizer que é por se pensar como eu que ainda acontece isto e aquilo!

    Por exemplo, a história da música, acho que imeeeeeeeeeeensa gente nem sabia qual era até andar a circular na net a tal "carta aberta". Eu não conhecia nem fui conhecer, as coisas têm a importância que se lhes dá. É mesmo não terem o que fazer / não terem com o que se preocupar.
    Próximo passo, processar o Quim Barreiros! Já viram/ouviram bem as letras?Bah...

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    1. Até estava capaz de pedir à Ritinha que desenvolvesse uma campanha contra a outra musiquinha... os maridos das outras. É que aquilo é gozar as mulheres com todas as letras, senhores!

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    2. E a "Dona Laura", aquilo é muito machismo, vamos todas ser como a mãe, "um olho na panela"....Estão a dizer que estamos "condenadas" a cozinhar?!
      Porque é que não vai ser como o pai e ficar no sofá a ver TV?Bolas...

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    3. Lua, essa aí não me parece. Embora admita que possa ter ouvido mal, pois ouço música apenas no auto-rádio e vou portanto atenta ao trânsito, a letra não será uma ironia ao tipo de garota desobediente, incorrecta na escola, que trata mal os professoras (de historia, se bem me lembro da letra), que fumam às escondidas com a mesada surripiada a alguém? e que um dia são elas mães de garotas iguais? então, mas não é muito provável que se baseie em alguém que ele conheceu? eu conheço dezenas, que vi ser assim ao longo do meu percurso escolar e lhes conheço as mães e hoje as filhas e filhos. No meu tempo não havia era CAsa dos Segredos para lhes dar fama e mamas novas, mas a geração de base é a mesma, pouco amor ao estudo e desprezo pela autoridade.
      Ana

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    4. Sim, fala de uma adolescente que faz as coisas "normais".
      Não é propriamente desobediente...
      Mas é emsmo "aproveita agora, que há-de chegar a hora...", qual hora?
      A de ser como a mãe, na cozinha à panela....
      Não como o pai no sofá. Então não é machismo dizer que o futuro de uma adolescente é ser igual à mãe? Porque não igual ao pai?

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  3. Pipocante Irrelevante Delirante17 de fevereiro de 2016 às 14:25

    Não sei se a Bárbara bateu no Carrilho ou se o Carrilho bateu na Bárbara, não estava lá, e sinceramente é caso que não sigo, pois é coisa de tribunal, e não de interesse público. Que se apurem os factos, que se puna quem tem de ser punido. Não vou presumir que ela é a vítima, somente por ser do sexo fraco.
    Assumindo que ela de facto é a vítima: faz-me impressão que uma pessoa esclarecida, e com independência económica não se revolte. Falo de fora, estando lá não sei como reagiria. Se calhar andava ainda a apanhar e de cabeça baixa e sorriso nos lábios. Mas que faz confusão, faz. Mas isto é um juízo de valores, sou livre de o fazer, e pelo contrário, um juíz não o pode fazer. A juíza não está lá para aferir se ela devia ou não ter feito queixa, mas sim se existiu crime. Estamos a falar de questões materiais, e não morais.
    O tratamento por "tu" é o reflexo da condescendência de uma classe perante outra. A Bárbara, neste caso, é a coitadinha, a tolinha. O outro é o Sr. Doutor, um tipo que sabe o que faz. Bem vistas as coisas, esta dicotomia até pode funcionar contra ele, pois ele, homem esclarecido, sabia o que fazia, e ela, pobre alma, estava para ali de cabeça à roda.

    Da outra senhora (que ainda não se sabe o que aconteceu), um ponto prévio: em casos de divórcio litigioso não é prática incomum as mulheres puxarem da carta do abuso para colocarem os maridos fora de jogo no que respeita ao poder paternal. E não menos incomum é eles partirem para o confronto físico e psicológico, pois sabem que no que se refere a menores, estão derrotados à partida. Mais uma vez, não sabemos o que aconteceu.
    Posto isto, é surreal que este tipo de situações, em que há vidas em risco (havia ameaças, reais ou não) e proximidade entre criminoso e vítima, não sejam tratadas com alta prioridade. E que haja acção preventiva, mesmo que injusta. É-nos fácil colocar um tipo na cadeia por corrupção, por medo que fuja ou apague uns ficheiros, mas pactuamos que outro que ameça vidas ande por aí à solta. Urge fazer algo, e discordo apenas no ponto "feminista", há que proteger a VÍTIMA, seja esposa, filho ou o vizinho ameaçado a caçadeira porque o cão foi mijar no muro ao lado da casa. Este tipo de denúncias têm de ser levadas a sério (caso se prove que a denúncia foi falsa, aí é carregar sobre quem a fez), e levar a acções imediatas.

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    1. "pois é coisa de tribunal, e não de interesse público.", está errado. É de interesse público, sim, uma vez que é crime público. O resto não li, porque deve ser mais coisa do mesmo.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante17 de fevereiro de 2016 às 15:25

      Crime público
      É um crime para cujo procedimento basta a sua notícia pelas autoridades judiciárias ou policiais, bem como a denúncia facultativa de qualquer pessoa.
      As entidades policiais e funcionários públicos são obrigados a denunciar os crimes de que tenham conhecimento no exercício de funções.
      Nos crimes públicos o processo corre mesmo contra a vontade do titular dos interesses ofendidos.

      Não faz dele de interesse público. Muito menos na Caras e no CM. Muito menos como está a ser acompanhado, estilo reality show.
      De interesse público são casos de corrupção com dinheiros públicos, ou que mexam com a comunidade. Não é o caso.

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    3. A mim também faz impressão que gente informada não apresente logo queixa. Mas consigo compreender o porquê da coisa.
      Até aceito que à juíza fala impressão e nervoso. O que não aceito é que emita juízos de valor, ela não está lá para admoestar a queixosa. A única coisa que se lhe pede é que diga se houve crime ou não e, em caso afirmativo, que aplique a respectiva pena ao réu.

      Quanto ao resto... é sabido que protecção policial é mas é o caracinhas. O sistema não funciona e a vitima está sempre lixada a menos que tenha uma enorme rede de familiares e amigos por trás. Não percebo como é que um suspeito de abuso sexual e agressor anda por aí à solta, sem uma porcaria de uma pulseira, ou algo semelhante. Não percebo.

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    4. A Mais Picante quem garante que a senhora não só jogou a cartada do abuso sexual e das agressões porque lhe convinha naquele momento e porque era a melhor forma de o afastar das filhas? Porque o facto de as testemunhas serem somente os familiares dela tem muito que se lhe diga (ou talvez não)... e o facto de só existir essa denuncia (logo as duas) mesmo no momento do divórcio...

      Sabe quantas "mães" o fazem? Há mulheres que plantam provas que façam com que os maridos/ex-maridos parecem abusadores sexuais só para se vingarem . A questão é que quando as crianças estão perante um bom técnico esse consegue perceber fisicamente e pelo discurso se aconteceu ou não.

      Se a juíza emitiu julgamentos precoces a Picante também o está a fazer... em relação à Barbara e a outras "Barbaras" deste país eu percebo a dependência emocional das vitimas mas também não posso dizer que o que ela lhe disse nunca me tenha passado pela cabeça... Há mulheres que vão à policia dizer-lhes para eles irem a casa dar um raspanete ao marido mas que se recusam terminantemente a acabar tudo com eles, mulheres que preferem ter €€ do que ter que recomeçar uma vida, mulheres que optam pelo conforto em vez de quererem lutar pela vida... é a escolha delas, claro, mas depois não nos podemos admirar com as noticias de mortes consecutivas.
      Acho mal é não darmos condições reais a todas as que querem sair dessa situação, casas-abrigo bem funcionais que as fizessem "desaparecer" pelo menos durante uns bons meses (p.ex. na Suiça a chamada Frauenhaus) e por outro lado, castigos e consequências bem fortes para qualquer palerma que pense sequer em bater numa mulher...
      Mas as mulheres também não podem ser vistas como incapazes, bem pelo contrário, temos de lhes dar apoio para que retomem o poder sobre a sua vida...agora aquelas que preferem ser espancadas do que sequer encarar a hipótese de viver sem um determinado homem...faz-se o quê? Obriga-se a viver sem eles? Prende-se os homens e elas até pedem direito a visitas conjugais?

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    5. Acho que no caso em questão, se Barbara apresentasse queixa devidamente documentada não teria metade dos problemas que está a ter agora, acho que é isso que a juíza lhe está a tentar dizer, se é da forma mais própria ou não sobre isso já não digo nada!
      Problemas de segurança neste caso, acho que o Carrilho não se teria nunca posto a jeito para tal acho que a Barbara estava tão segura como a Nigela quando o marido lhe apertou o nariz...
      Quanto aos outros a conversa é diferente não estão expostos a eficácia é deixada somente ás instituições e aí falha!

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    6. A Barbara ou qualquer outra mulher, no papel de agredida, não tem de ser diminuída por nenhum juiz. Ponto.

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    7. Ou qualquer cidadão da republica portuguesa ou do resto do mundo seja em que situação ou papel em que se encontre, não é que esteja contra ou a favor de um ou outro, não faço a mínima sobre aquilo que se passou! Mas isso do "papel de agredida" parece mesmo a carta aberta da mais picante! Que se apure a verdade e se faça aplicar a lei, independente de quem for culpado ou do juiz indicado para apurar os factos e já agora que durante o processo todos os implicados respeitem os direitos (ia dizer dos homens, mas é capaz de...) da humanidade.

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    8. Está no papel de agredida porque está a apresentar queixa por agressão. Parece-me razoável mas se preferir, no papel de queixosa.

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    9. Quanto ao caso da mulher que se tentou suicidar com as filhas: ALEGADO agressor, COMPROVADA infanticida.

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    10. O caso está a ser mediatizado porque a Barbara e o marido sempre gostaram de ser mediáticos. Isto da imprensa não se pode escancarar a porta num dia e no dia seguinte fechar. O aparato que foi o casamento, as capas de revista, os piropos nos globos de ouro, etc. A imprensa não funciona assim. Não se pode, de repente, dizer que agora é tudo muito privado quando se alimentou tanto aquele frenesim. É claro que eles deveriam ter direito a algum recato, mas fica dificil cortar esse cordão.

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  4. Na maioria das vezes não concordo com o que escreve mas desta vez...... era (e sou) menina para lhe dar um abração! Situações como as que foram citadas dão-me nervos e revoltam-me!

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  5. Trabalho com pessoas vítimas de violência doméstica. Na verdade, trabalho com os miúdos cujos familiares estão, muitas vezes, envolvidos em situações de violência doméstica. E discordo completamente com a postura de 'já há tantos apoios, porque não fazem nada/vão à polícia/saem de casa'. Infelizmente, não conseguimos ainda dar o apoio que seria necessário. Porque ir à polícia ou sair de casa não é de todo uma decisão exequível para alguém que se vê envolvido em situações desse género, quer seja por medo do agressor, quer seja por não ter para onde ir ou o que fazer, quer seja por ser dependente emocionalmente e/ou financeiramente (e sim, há sempre um grande componente de personalidade dependente aqui).

    No entanto, reconheço que para os profissionais (pelo menos para os profissionais de saúde, não posso falar pelos da justiça) é frustrante e revoltante estarmos meses ou anos a trabalhar naquela família e nada mudar. Munirmos as pessoas de estratégias, de planos, de opções e tudo ficar na mesma, muitas vezes com crianças a sofrer pelo meio. E não nego que às vezes penso esse género de coisas e me pergunto porque raios é que alguém não sai de uma situação assim, continua a prolongar este sofrimento, muitas vezes (demasiadas vezes!) continua a amar e a defender o agressor de uma forma cega e não protege os filhos.

    Trabalhar com estas situações não é fácil e faz-nos muitas vezes questionar tudo. Mas é o nosso trabalho como técnicos - e é o nosso dever moral como pessoas com capacidade de empatizar - perceber que a nossa frustração e o nosso julgamento só vão fazer a outra pessoa sentir-se ainda mais inútil, mais dependente e mais fraca.

    Por isso, sinceramente percebo o que a juíza quis dizer: a mim também me causa nervoso assistir a todas estas coisas. Mas dizê-lo, apontar dedos e humilhar não vai certamente ajudar em nada. Não vai certamente fazer com que a outra pessoa pense 'ah realmente devia era ter ido à polícia mais cedo!', ou mesmo que faça qual é ao certo o objectivo agora?

    Enfim, é um tema muito complexo e a opinião já vai grande. Queria só, de certa forma, explicar que do outro lado da barreira muitas vezes há pessoas que genuinamente gostariam de ajudar mais do que aquilo que lhes é permitido neste momento do ponto de vista legal, e que ao longo dos anos isso vai trazendo a sua dose de sentimentos de revolta e frustração. Mas não conheço as pessoas em questão nem o caso em questão, por isso também não posso propriamente opinar sobre este caso em particular :)

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    1. Joana, eu também percebo que uma Juíza até possa pensar assim. Mas não percebo nem aceito que o diga, não é esse o papel dela.
      (e parabéns, tenho duas amigas na sua área, o que me contam deixa-me de cabelos em pé, eu não conseguiria ter um trabalho desses)

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  6. E deixar passar para as revistas cor de rosa aquilo que alegadamente uma criança disse, ao abrigo e promessa de sigilo absoluto, em audiência judicial...

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    1. Inacreditável. Não vi as revistas, só li uma crónica sobre o assunto, um nojo.
      (a começar pelas próprias das revistas)

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  7. Às vezes gosto de si Picante.
    Também vou!

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  8. Desculpa mas a mais machista sou eu, baixa lá é a crista e vai mas é fritar croquetes.
    Eu vou onde for preciso, olha até onde foi aquela mãe, também ela vítima de violência doméstica, que decidiu fazer greve de fome até que as assistentes sociais que estavam envolvidas no processo da guarda das suas filhas, fossem substituídas.

    Continuemos a exigir a retirada de vídeos da net, há que continuar a definir prioridades.

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    1. Ora aqui está um bom exemplo e agora desculpem que tenho que ir amassar o pão!

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  9. Picante, infelizmente no nosso pais toda a gente dá a cara por estas causas, toda a gente celebra os dias da violencia domestica, do apoio à vitima, doa maus tratos infantis, etc....mas as vitimas que são vitimas não têm o apoio e a protecção que deveriam ter nem é tomada nenhuma atitude em relação a essas queixas que afaste definitivamente as vitimas dos agressores. è preciso mudar leis, ou medidas de coação mas que sejam imediatas para proteger as vitimas e é preciso que os agressores tenham penas exemplares e sejam impedidos de qualquer contacto com as vitimas. Só quando as vitimas são assassinadas ou se suicidam ou tentam é toda a gente faz e acontece!!!!!!!!!!

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    1. Infelizmente o sistema não funciona, dou-lhe toda a razão.

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  10. Já houve quem se indignasse no caso Bárbara/Carrilho! Houve um protesto da Associação Portuguesa das Mulheres Juristas (penso que o nome é este) a censurar o tratamento que a juiza deu à situação.

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    1. Eu sei, vem referido no artigo. Mas não é disso que falo.

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  11. Mas só nos podemos preocupar com um problema de cada vez, umas causas excluem outras? Não há espaço no feminismo para se lutar contra a violência doméstica e de género, mutilação genital, desigualdades salariais, desigualdades de direitos, objectificação da mulher nos media, assédio sexual, e tudo o mais?

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    1. Há espaço para lutar contra tudo o que refere, excepto talvez a objectificação da mulher.
      Não há espaço é para parvoíces.

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    2. A questão anónima é que ao querer lutar contra tudo, objectivamente, não se luta contra nada. No sentido de se fazer a diferença, obviamente.

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  12. Um horror a misoginia patente do caso da Bárbara Guimarães. Mas não entendo a necessidade de ridicularizar quem se insurge contra a tal barbearia em que as mulheres são, literalmente, abaixo de cão ou contra a música e vídeo do rapper que apela ao abuso sexual. Todas elas são manifestações do mesmo problema. Podemos e devemos lutar contra qualquer forma de machismo que nos degrade.

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    1. Discordo em absoluto do que diz Nádia. As coisas têm prioridades e graus de importância totalmente diferentes, o caso da barbearia só atenta contra os direitos de alguém na medida em que é ilegal, a lei não autoriza a discriminação em função do sexo.
      E a música? Oh por favor...

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    2. Picante, é importante combater o machismo e a misogina em todas as suas formas porque o problema é um: a forma como as mulheres são ainda percebidas na nossa sociedade ocidental. Não fará o mínimo sentido combater a violência doméstica e não combater o assédio sexual de rua ou a discriminação baseada no género, porque é à própria raiz do problema que temos que ir. Os pressupostos que compelem um homem a assediar verbalmente uma mulher são os mesmos que permitem que outro homem se ache no direito de agredir a sua companheira. São diferentes níveis de gravidade, sim, mas pertencem a um só espectro. Já fui alvo de violência no namoro e sou (como todas) alvo de assédio verbal e posso dizer-lhe que me incomodam igualmente ambas expressões de violência machista. Ambas têm o objetivo de me diminuir, ambas decorrem do mesmo esquema de pensamento.

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    3. Pipocante Irrelevante Delirante17 de fevereiro de 2016 às 16:28

      A música (que nem ouvi) deve apelar tanto ao abuso sexual como o Marilyn Manson apela à violência. Aliás, está provado que a malta lá nos states só anda aos tiros por causa do GTA e da música pesada.

      Isso da barbearia é estúpido, e mais estúpido é quem lhe dá atenção. Mas não há ginásios só para mulheres?

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    4. Nadia, eu não digo em lado nenhum que não é importante combater o assédio sexual.
      O que digo é que ajudaria bastante não perder tempo com parvoíces e focar esforços naquilo que realmente é importante e fará a diferença no futuro. A educação das nossas crianças, por exemplo. O apoio a vítimas e reformulação urgente de processos. Há tanta coisa por onde pegar... tanta...

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    5. Há, e os homens são bem-vindos a entrar. Só não podem participar em atividades físicas. Ah e não têm o cartaz à porta a dizer que são piores que cães :)

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    6. PID, são coisas diferentes. Os ginásios só para mulheres existem para que estas não se sintam desconfortáveis, que bem sabemos que há quem deixe de frequentar o ginásio para evitar ser assediada ou olhada como um naco de carne. Ainda assim, nesses ginásios um homem não é impedido de permanecer e esperar na receção. Já na tal barbearia, uma mulher não poderá aguardar enquanto o marido/amigo/pai/irmão usufrui do serviço. Li um relato de um homem que entrou com a esposa e filha bebé e estas foram convidadas a sair. É absurdo.

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    7. Nádia mas ninguém está a dizer que Portugal é o exemplo da igualdade, muito pelo contrário, o que está aqui a ser debatido (na minha óptica) é a prioridade das coisas. E torna se um pouco ofensivo considerar que uma questão de barbearia é mais ou igualmente importante que casos de violência física e psicológica que mudam a vida de uma ou mais pessoas. pelo menos para mim nem são sequer comparáveis.

      Relativamente aos casos que se tem passado, nem sei que dizer, principalmente da crueldade e falta de compreensão entre mulheres, a falta de bom senso e de respeito. Deprimente. É o espelho de uma sociedade egoísta.

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    8. Cláudia, eu percebo perfeitamente o ponto de vista. Mas é-me impossível considerar que as discussões em torno da barbearia e uma miríade de outros assuntos sejam inúteis ou ridículas. Não acho. E como disse: sofri a mais abjeta violência no namoro, mas insurjo-me com a mesma força contra o assédio sexual de rua, o barramento de mulheres num estabelecimento comercial devido ao género, e qualquer outra expressão da violência machista. A igualdade, para mim, constrói-se desconstruindo o género. É imperativo ajudar todas as mulheres vítimas de violência doméstica, mas é importante perceber, por exemplo, de onde vem a atitude daquela juíza. E a atitude daquela juíza vem do mesmíssimo sítio que o assédio sexual e a descriminação com base no género. A longo prazo, se não educarmos crianças e adultos para estas questões, as mulheres continuarão a ser agredidas e as juízas continuarão a tecer comentários machistas, porque o problema continua lá.

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  13. "E eu? Eu tenho vergonha de estas situações ocorrerem num país supostamente desenvolvido, em pleno ano de 2016. E tenho vergonha das gajas que perdem tempo a protestar por causa de uma porra de uma barbearia onde nunca quiseram entrar. E das que escrevem cartas por causa de uma merda de uma canção. E das que protestam pela inexistência de mulheres numa gaita de um prémio de BD." Mas será que não percebe que quer sejam casos grandes e horríveis como de violência doméstica, quer sejam casos pequenos como os da barbearia, eles perpetuam o machismo na nossa sociedade? Que os dois têm de ser combatidos? Eu não digo que não prioridades, claro que há. Mas lá por combatermos a discriminação de uma barbearia, não quer dizer que não haja tempo para combater violência doméstica. É o mesmo argumento do "ah vocês feministas andam aqui com coisas a lutar injustiças, mas não se queixam das mulheres que têm de andar tapadas no médio oriente". Oi? Bem, para já queixo-me e bastante. Mas o que porque é que a nossa luta aqui é menos válida?
    Para acabar com violência doméstica, para acabar com violações, ou seja para acabar com crimes que NORMALMENTE afetam mais as mulheres do que os homens tem de se mudar a percepção da mulher na sociedade. Somos tão iguais como os homens, não queremos ser discriminadas de espaços públicos por sermos mulher, queremos exercer funções tão importantes como os homens, queremos exercer funções que tenham a parte física como os homens, queremos receber tanto como os homens. Não é muito difícil de pôr isto em prática, chama-se igualdade.
    Até isto não ser posto em prática vou continuar a berrar contra casos de violência doméstica onde as vítimas são mais mal tratadas do que os homens, vou lutar contra casos de violação nos quais os polícias perguntam à mulher "mas o que é que tinha vestido" e vou lutar contra barbearias estúpidas que metem a condição de ser mulher a baixo da de um cão. Chamem-me feminazi se quiserem por terem medo do nome a sério: feminista.

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    1. Anónima, a violência afecta mais as mulheres porque elas são mais fracas, fisicamente. O homem é um animal cruel, é impossível acabar com a injustiça no mundo. É triste? É. Mas é a pura das realidades.
      A barbearia não passou de um golpe de marketing. Imbecil, mas ainda assim um golpe de marketing. Quantas mulheres sentiram necessidade de entrar naquela porcaria antes do sururu? Os protestos, o escalar da revolta, apenas contribuíram para diminuir a causa.
      Eu não quero ser igual aos homens. Sou diferente e tenho gosto nisso. Apenas quero os mesmos direitos (e deveres, já agora, são sempre esquecidos os deveres). E não quero fazer um trabalho para o qual eu não tenho força física, acho muito mais normal que o dêem a um homem, afinal também é ele que carrega os sacos do supermercado.

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    2. Por achas impossível devemos deixar de tentar? Há leis, para serem cumpridas. Se elas não estão a ser cumpridas por cabrões que continuam a bater nas mulheres, é o nosso direito revoltar-nos. Revoltar-nos contra os cobardes que recorrem à violência e revoltar-nos contra pessoas que maltratam vítimas.
      Eu não estou a falar da forma como a história da barbearia foi feita, das mulheres que lá entraram. Falo no facto de haver aquele sinal à porta. Eu tenho mais direitos do que um cão e 3 palhaços que querem discriminar por género (podia ser raça ou orientação sexual, imagine-se) num espaço comercial merecem ter aquela fechada. Não fui para lá perturbar a ordem mas fiz queixa à ASAE.
      Quando eu digo ser igual aos homens, falo em direitos. Não falo em literalmente ser um homem. Mas lá por você não querer fazer trabalho físico, significa que mais nenhuma mulher possa? Eu também não quero, mas porque raio é que uma mulher que queira ser lixeira não pode ser? Porque é que não pode trabalhar nas obras? Quando a wrestler mais forte do mundo é uma mulher, a sério que isso é desculpa? Ninguém a obriga a si (pessoa singular) a trabalhar em algo que requeira força física, mas o mundo não gira à sua volta.

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    3. Conhece aquilo do S. Tomás de Aquino?
      Ele dizia sempre "tem razão irmão, mas é que tem mesmo muita razão..."
      Eu gosto muito de S. Tomás de Aquino.

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    4. Mas a partir do momento em que estamos num país em que um filho da puta que comete violência doméstica, mata a sogra, tia e quase a mulher e filha é aplaudido como um herói, um grande macho.. Mostra bem o país em que estamos e o quão evoluídos somos.

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    5. A violência doméstica afecta mais as mulheres não apenas por serem mais fracas, mas devido aos "papéis" definidos para cada género, tendo muitas vezes carácter punitivo relativamente à desobediência ou afastamento desse papel determinado. A violência aparece como correcção de comportamento, uma forma de aprenderem a comportar-se como devem enquanto mulheres, e darem o exemplo às restante. Veja-se os crimes de honra, em que os próprios pais matam as filhas, como castigo e exemplo às outras raparigas na família; os ataques com ácido para desfigurar as desobedientes; as mutilações às que fogem de casamentos violentos; os castigos corporais às que descuram tarefas domésticas; e por aí fora. A violência não é neutra, e não deve ser tratada como tal. E só entendendo as causas se pode combatê-la.

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    6. Cá eu carrego sempre sacos de supermercado, mesmo indo às compras com um homem. E não, não escolho os mais leves :P

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    7. Lol, eu também acho fácil fugir de uma discussão séria - pelo menos foi o que se propôs a fazer com o tópico que escolheu.
      É realmente fácil meter uma piadola quando faltam argumentos ;D

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    8. Pipocante Irrelevante Delirante17 de fevereiro de 2016 às 16:31

      Picante, permita-me corrigir:

      "O Homem é um animal cruel"

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    9. PID, ahahahahahahah

      Anónimo das 16.28h, eu estou a falar do Ocidente dito civilizado. Trazer exemplos bárbaros praticados do médio oriente e àfrica não vale
      (e eu sei que em Portugal também é praticada a excisão feminina mas, lá está, é por comunidades oriundas desses locais agradáveis para as mulheres)

      Anónimo das 16.20h (e suponho que das 16.30 também), dado que está literalmente a desconversar, a tentar imputar-me ideias que nunca expressei e com as quais discordo, ficamos por aqui, ok? Não leve a mal mas não tenho paciência.

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    10. Em Portugal também há carácter punitivo na violência doméstica, ainda que em menor grau, mas que tem também a ver com o papel de mulher e o seu desempenho, seja nas tarefas domésticas, fazer o jantar, como se vestem, as horas a que chegam a casa, terem falado demais com o homem do talho ou da mercearia, sendo as que não se portam de acordo com os standards devidamente castigadas, no fundo elas as culpadas, "já viste o que me obrigas a fazer? eu não queria ter de fazer isto, mas tu não aprendes..."

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    11. Acho que isso é mais psicológico que outra coisa. A desculpa que o agressor encontra para justificar o acto perante a mulher.
      Do que tenho lido é bastante comum essas bestas dizerem que a culpa +é das vítimas, que de alguma maneira os provocaram.
      Mas percebo o que quer dizer, em muitos casos também haverá machismo à mistura. Eu tendo a ver a coisa como o mais forte agredir o mais fraco, muitos desses abusadores maltratam também os filhos, por exemplo.

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    12. Pipocante Irrelevante Delirante17 de fevereiro de 2016 às 17:36

      Mas a culpa não é sempre das vítimas? Ainda me lembro de ver pessoas a serem assaltadas porque não tinham nada de andar com o ouro à vista. E tal como no caso das mulheres vítimas, respondem que sim senhor, para a próxima vão tomar mais cuidado.

      Isto descamba sempre no mesmo: há quem ache que o problema está nos homens, há quem ache que está nos Homens.

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    13. Leio coisas que até fico abananada! AA pessoas dispersam um pouco! Não faco ideia de que musica falam,nem me interessa.E nao conheço a historia da barbearia,mas pelo que percebi estao-lhe a dar publicidade a mais,que devia ser o pretendido.
      Ha uns anos largos entrei para um corpo de bombeiros como voluntaria,na altura havia mais 1 ou 2 mulheres comigo e ai uns 100 homens.Eu alem de mulher era licenciada.Sofri discriminação ao longo dos anos,porque não se mudam mentalidades duma hora para a outra.A discrimacao foi diminuindo,eu fui conquistando o respeito deles e mantive-me bem num mundo que antes era quase só de homens. Nunca precisei de armar folclore com barbearias ou musicas! Alias se passasse pela barbearia cagava no assunto,porque isso o que merece é desprezo e nao publicidade. As coisas mudam-se nos lugares correctos, com tempo e paciência, não com histerismos e folclores,senão corremos o risco de cair no ridiculo. Mas isso é só a minha opiniao, que conquistei o meu lugar a muito custo num mundo de homens!

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    14. Deveria nascer um movimento com o seguinte nome: Todas por uma. Por cada mulher vitima de violência doméstica, deveria haver um núcleo à sua volta que a defendesse. Como diz o ditado:Com ferros mata, com ferros morre. Haveriam de ficar com medo de levantar um dedo ás mulheres, cobardolas de merda. Mas isso nunca vai acontecer porque as mulheres são umas autenticas cabras umas para as outras. Não se unem, pelo contrário, espezinham. É triste? É!!

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    15. E quantas vezes as mulheres vitimas de violência doméstica são as mesmas que batem nos filhos, batem nos pais. Há situações que, em bom português "anda tudo à porrada". E todos se defendem se for preciso. Isto não é só a coitadinha que apanha, há imensas nuances por aí. Respondendo à anónima das 18:34

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  14. Caramba Picante, aplaudo-a!
    Ou então não, porque é muito mais urgente censurar as letras de rappers e protestar porque não se pode entrar numa barbearia...

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  15. Eu não vi cartas abertas à Juíza. Tampouco vi protestos em frente ao MP por não ter protegido as três vítimas. E queria ter visto.

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    1. Parece que se descobriu só agora são pessoas! E como tal cheias de pré-conceitos que transportam para os seus tribunais. De Direito podem saber a potes, mas reconhecerem que lhes faltam valências a ouyros níveis, está quieto! Andam no CEJ a tirar cursos de informática e Inglês jurídico. Há uns anos atrás quando a juiz Conceição Oliveira se retirou de funções alegando que não tinha mais capacidade mental, que já sentia ódio por certas partes antes de as ouvir sequer, ficou mais de meia comunidade jurídica pasmada, como pode uma pessoa abdicar assim de uma carreira? Pois eu acho que fez muito bem, se assim era. Devíamos estar todos mais preocupados com as qualidades humanas, a imparcialidade, a objectividade, a saúde mental e psicológica dos nossos magistrados. Não era em Viana do CAstelo que havia um juiz que recusava todos os pedidos de adopção que lhe chegavam ao gabinete porque simplesmente era contra o instituto da adopção? e a lei, vale o quê? E como estes há muitos, o juiz que decidiu centenas de casos enquanto estava reformado compulsivamente sem que durante anos ninguém se apercebesse. And so on, and so on...

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  16. Numa curiosa coincidência, ontem o Tribunal Europeu condenou Portugal num caso onde parece que a prioridade era tirar os filhos a uma mãe que tinha poucas condições para criar muitos filhos, mas que não os maltratava. A solução mais fácil não foi ajudá-la a continuar a trata-los bem, mas tirar-lhos. Para isso já o "sistema" teve condições para actuar, agora para ajudar a mãe que ontem ficou irremediavelmente sem os seus...

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    1. Leia bem as reportagens, foram-lhe dadas várias oportunidades e a senhora e o marido optaram sempre pela negligência... Não terem maltratado as crianças não é o mesmo que não as terem negligenciado.

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    2. Essa mãe a quem foram tiradas as crianças negligênciadas de forma continuada, não trabalha, toda a alimentação vem de ajudas. O pai tem outras duas mulheres e visita esta casa 2 vezes por semana. Duas das filhas (de 13 e 16) já apareceram grávidas. Não há motivos para retirar as crianças de casa? Ora pense lá de novo.

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    3. Vamos ser objectivos: esta moça aqui em causa teve o azar de ser preta. Sim, não vamos ter medo da palavra: ela é preta, algo que não terá facilidade em alterar, coitada. E preta daquelas que vive na Amadora, não daquelas que frequenta a Av. da Liberdade. Enfim, a vida é injusta, não é?

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    4. Já cá faltava o argumento da cor da pele...

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    5. Porque uma mulher branca com 10 filhos, que não trabalhe, não tenha rendimentos e tenha um marido que não contribui fica com os filhos?
      Mas acham todos normal andarmos a manter estas pessoas que mais do que falta de dinheiro têm falta de consciência e de responsabilidade perante as necessidades dos filhos?
      A senhora, podia ser azul Às pintas brancas, que nas condições dela e afirmar (como afirmou) que não iria usar métodos contraceptivos, etc, etc eu pessoalmente também a encaro como negligente e má mãe. Ela não pensa no bem-estar dos filhos quando fez aquelas crianças todas,as meteu no mundo sem ter dinheiro para as manter e ainda queria continuar a fazer e a ter filhos.
      É miséria sim, mais do que económica, é moral e educacional.

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    6. A discriminação positiva também é discriminação!
      Se os filhos estavam mal tinham que ser retirados, seja negra ou branca, não é por ser negra que se vai facilitar, primeiro os miúdos.

      Os miúdos também são negros (pretos, vá, que negros na minha terra é de sujos!) e acharam que eles estavam mal, logo puseram-nos melhor, deveria ver antes por esta perspectiva, "olha por serem negros foram logo ajudados, ainda bem!", perspectivas, não é?!

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    7. O termo correcto é raça negra e não "pretos"!

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    8. Também não é "brancos", é caucasianos. No entanto, isso não faz impressão, pois não? Mesmo quando se houve os indivíduos luso-africanos ou africanos a chamar "branco" com tom racista isso já é aceitável, não é? Afinal o racismo só pode existir nos brancos, esses vermes ignóbeis.

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  17. Em relação à Bárbara, a juíza teve em parte razão. Sabes porquê? Porque penso que existem mulheres que dependem dos maridos para sobreviver, com pouca instrução e sem qualquer apoio, aliado ao facto de terem sido criadas em ambientes onde era prática natural o confronto físico e depois penso que existem mulheres instruídas, com uma rede de apoio gigante a todos os níveis mas que a vaidade as impede de falar para além do quintal cor-de-rosa que inventaram. Isso irrita-me. Por todas as que não têm oportunidades, irra!

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    1. A irra anónimo. Sabe o que me irrita irra? Homens que batem nas mulheres irra + pessoas que julgam as vítimas irra.

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    2. Mesmo em sentido abonatório já as está a julgar (as vitimas. Isso não a preocupa, pois não?

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  18. O texto que mais gostei até à data de hoje! Aplausos a si! Sinceros!

    Sílvia

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  19. Concordo q a situação da juíza foi nojenta, assim como são as situações de violência doméstica ou abusos.
    Alias, ainda digo mais, não há mto tempo retiraram 2 gemeos aos pais pq os mesmos fugiram de casa durante a noite enquanto o pai trabalhava fora de casa e a mãe dormia, exausta, provavelmente pq p alem daqueles gemeos de 3 anos tinha outro casal de gémeos ainda mais novo. Mas pelos vistos neste caso não foram tão diligentes a proteger as menores. Não compreendo quais são os critérios.
    Tb achei a carta aberta excessiva bem como a situação da barbearia.
    Mas por acaso n acho muito válido fazer a correlação.
    As pessoas manifestam-se por aquilo q querem e bem entendem. Não é profissao delas e eu n lhes pago o ordenado.
    Qts pessoas que aqui aplaudem já tomaram alguma posição por algum assunto de real interesse?
    Eu compreendo a sua revolta. Tb acho q se gastam algumas energias em coisas q a mim não me parecem prioritárias, mas eu tb n sei se essas mm pessoas tb n desenvolvem esforços para outras coisas. E mesmo q n desenvolvam. Cada qual escolhe as suas lutas.
    Eu tb prefiro alinhar pela sua (a q aqui fala) mas isso n implica q me envergonhe quem luta por outras causas (ainda q eu ache excessivas).

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    1. Me, eu acho que o exagero de certos protestos desvirtuam a causa, desviam a atenção de coisas realmente importantes e urgentes. Não é à toa que imensa gente revira os olhos à palavra "feminismo". Isso não é bom, o combate por direitos iguais deveria ser uma luta de toda a gente, homens e mulheres.
      Eu confesso que reviro os olhos. E se reviro é apenas porque o associo a exageros e coisas parvas, é estúpido ver misoginia em tudo, dramatizar situações no intuito de agregar pessoas, etc. Muitas vezes há outras explicações.
      Obviamente que as pessoas têm o direito de escolher as suas lutas, já eu tenho o direito de as achar parvas e de me rir com elas.

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    2. Claro q tem o direito de as achar parvas e de se rir. Eu tb o faço.
      Mas acho q tb devemos saber distinguir o trigo do joio.
      Eu n vou pensar mal das feministas por causa disto. E sabe pq? E já hoje disse isto. Pq a Ferro acha q as mulheres n deviam ser objectos e coiso e tal rebéu béu, mas ao fds anda a apresentar um programa aos saltinhos onde a maioria dos convidados musicais leva mulheres apenas para "decoração", q só lá estão a abanar-se com as bordas ao léu , mesmo em pleno Janeiro.
      E isso p mim tb diz mto das pessoas. Ou têm convicções ou não têm. Isto n é só qd dá jeito e há ordenadinho p pagar as contas.
      Mas são pontos de vista.

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    3. A Ferro é uma tolinha que teve as oportunidades que teve por causa do apelido.

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  20. Em relação a este caso mais recente, custa-me ver tanta gente a condenar o homem sem saberem dos factos, ou se os supostos factos são reais. Não querendo defender o senhor, que não sei quem é, nem sei se o que suposta fez é verdade... lá está, não sabendo não posso condenar. A única coisa certa aqui é que há 2 adultos vivos e duas crianças mortas (supostamente , porque uma ainda não apareceu e ninguém a viu a levar as duas para o mar), crianças que foram mortas pela mãe (suposta vítima) e não pelo pai (suposto agressor).
    Supostamente o caso de violência doméstica, quando ela foi ao hospital é verdade. Houve apenas esse caso, houveram mais denúncia e mais idas ao hospital? Ele perseguia-a? Não se sabe se era regular, ou se ele num acto "louco" (vamos supor que ela lhe disse que lhe nunca mais ia ver as filhas) lhe bateu. Ou que ela para o incriminar se mandou contra a parede. É que há casos desses nos tribunais, por incrível que pareça. Igualmente com as denúncias de agressão sexual às filhas, há casos de falsas denúncias. E ao que parece neste caso não ficou provado.
    Quem garante que este não é um caso de "Se eu não fico com elas, tu também não ficas"? Como há muitos.

    Eu não quero tomar partidos, mas parece-me um pouco injusto estarem já a condenar o homem sem saberem de nada. Isto porque conheço de perto um caso assim, e hoje em dia, passados mais de 5 anos as coisas estão normais e tranquilas, com guarda repartida. Mas no início foi muito complicado para ele, ela esteve disposta a tudo para que não houvesse qualquer contacto entre pai e filha. E como este caso há muitos.

    Se ele é culpado tem que ser julgado, claro. Não me parece bem é julgarem-no em praça pública sem saberem o que é verdade. E sou super defensora das mulheres.

    Infelizmente hoje em dia a situação está muito complicado, as pessoas andam desequilibradas. Antigamente os filhos eram do mundo, pais divorciados deixavam os filhos com as mães, e elas deixavam-nos estar com eles, afinal as crianças precisam de ambos. Hoje em dia as pessoas acham que os filhos são delas, tipo objecto, e usam-nos como arma de arremesso contra o outro.

    Quanto a alguém fazer algo, é muito difícil imaginar-se o que vai na cabeça dos outros, a própria mãe se calhar 10 minutos antes não tinha a certeza se deveria fazer aquilo, e 10 segundos depois de o ter feito estava arrependida. Segundo a APAV foi-lhe oferecida ajuda e ela não quis, assim fica complicado.

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    1. Do que li houve queixas na policia. E o caso estava assinalado pela SS social que o remeteu para a Judiciária com carácter urgente.

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    2. "Olha eu não subscrevo, não sei o que se passava dentro de casa, ele ainda não tinha sido julgado e considerado culpado e já estive do outro lado, onde a mãe inventou uma acusação, conseguiu convencer amigos e família da parte dela e tentou por todos os meios impedir as filhas de verem o pai e tentou colocá las contra ele. Eu como estive presente 24/24 no fim de semana onde alegadamente as agressões ocorreram e fui testemunha do pai..."

      Comentário que deixei numa "amiga" que acusava o pai de tudo e mais alguma coisa. Irei publicar também o segundo que deixei.

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    3. "Mas no caso que falo também falhou.

      A mãe levou a filha para o hospital um domingo à noite acusando o pai de agressões na filha mais velha (4 anos) e alegando desconfiar de mais. A miúda tinha uma nódoa negra minúscula numa virilha. A miúda disse a toda a gente que o pai não lhe bateu e não sabia onde tinha feito a negra. A mãe continuou a acusar o pai, sujeitou a miúda a um exame completo no hospital e mais tarde no instituto de medicina legal (penso que foi aí), o resultado nos dois sítios foi a mesma, sem vestígios de violação e uma nódoa negra de 0,5x1,3 cm. A miúda acho que falou com um psicólogo nesse dia e pronto.

      A mãe convenceu todos os amigos em comum que o pai tinha batido na miúda e familiares maternos. Sem qualquer fundamento legal, impediu o pai de ver as filhas durante 3 meses.

      O pai ficou com termo de identidade e residência, e a polícia passou - lhe várias vezes à porta. Morava na aldeia, perdeu vários trabalhos, porque se a polícia estava a ir lá era porque não era boa pessoa. Teve que pagar advogado e deslocações.

      Agora o que correu mal:

      *o processo demorou 11 meses a ir a tribunal
      *nunca a protecção de menores viu as crianças
      *nunca a protecção de menores verificou a cabeça da mãe para ver se estava boa ou não
      *nunca falaram com o pai
      *nunca o pai foi impedido, legalmente, de ver as filhas ou teve visitas controladas
      *nunca as filhas tiveram acompanhamento psicológico (para o que a mãe as fez sofrer, nem para o "pai violento que as espancava") estiveram basicamente a cagar - se

      No dia que foi a tribunal, o pai além de completamente absolvido, tinha testemunhas que nesse fim de semana esteve a trabalhar, muito, e só conseguiu estar com as filhas ao jantar, onde estavam várias outras pessoas, e a ex mulher alegou uma depressão para a acusação falsa (e não o facto de ter tentado de todas as maneiras vingar-se dum divórcio litigioso), ainda perguntou ao juiz "o senhor já viu que se eu realmente fizesse mal às minhas filhas tinha tido 11 meses para as matar?"

      Isto aconteceu há 12 anos, de lá para cá não melhorou.

      Sim acho que devia de imediato haver apoio, tanto o pai como a mãe ser avaliados psicologicamente de imediato. No entanto não vou culpar o pai. A mãe no entanto..."

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    4. E desde quando todas as queixas feitas correspondem à verdade, Picante?

      E se este for um caso típico de alienação parental por parte da mãe? A Picante não faz ideia (aliás, só quem "convive" de perto com casos de regulações de responsabilidade parental sabe) do que se inventa e de como se usam as crianças em processos de divórcio/regulação das responsabilidades, só para atacar o outro progenitor. A Picante já condenou o pai, sem saber os factos.

      Nenhuma das hipóteses é boa, em ambos os casos aquelas crianças sofreram imenso.

      V.

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    5. Acho que é mais do que óbvio Picante, que se há uma denúncia de "abuso sexual" por parte de um pai à filha, o caso tem de ser investigado, principalmente se a quem fez a queixa for uma pessoa, como se diz no mundo médico, apelativa (chorosa, com um ar muito preocupado). Não lhe passa pela cabeça quão manipuladoras algumas pessoas podem ser

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    6. Eu não condenei ninguém. Condenei o processo, é indiscutível que ele falhou. Obviamente que não conheço o caso. De todas as formas a noticia dá a entender que é um caso de violência doméstica, diz claramente que havia sinalização com caracter de urgência e que o caso andou do MP para a Judiciária. A verdade é que 2 crianças morreram porque o sistema não funcionou.

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    7. Não quer tomar partidos? Mas já está a fazer isso com esse comentário...

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  21. Ambas necessitam de ajuda psicológica. A primeira precisa de ajuda psicológica e de vida boa, que foi isso que lhe faltou. Ele o Carrilho até pode ser flor que não se cheire, mas ela também não o é, porque faltou-lhe a boa vida a que estava habituada. Da outra tenho pena e principalmente daquelas crianças as maiores vitimas. Foi uma mulher que os teve no sitio e fez queixa do marido, só que nada foi feito. Tenho vergonha do país em que vivo.

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    1. Claro, e poir isso matou as filhas e curiosamente a que foi violada provavelmente não vai aparecer. Teve-os tanto no sítio que até matou as filhas, que heroína não haja dúvidas..
      Há mulheres que são autênticas cabras que são capazes de tudo para enxovalhar os maridos e usam os filhos como armas de arremesso. Essa mania de acharem que as mulheres são sempre vítimas tem de mudar em Portugal!

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    2. Devia era ter vergonha do mundo inteiro, ora aponte lá um país que lide na perfeição com este tipo de problema?

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    3. subscrevo nina. no caso da senhora que matou os filhos (alegadamente), é um caso delicado pois nao se sabe ao certo o que pode ter acontecido, apesar de ser mais "facil/normal" ver esta senhora como uma vitima da sociedade, alguem de quem o Estado nao ajudou. não estando a querer levantar suspeitas de quem é a culpa (até pode ser igualmente de ambos os pais e restante família), é um facto que no geral o estado não responde às situações de violência doméstica da forma mais eficaz, assim como acho que esta historia foi muito mal contada. relativamente ao caso Bárbara/Carrilho, é uma palhaçada do principio ao fim: uma juíza que não se deve ter recordado que já não estava no cafezinho mas sim em Tribunal, pais negligentes que usam os filhos como arma de arremesso, advogado próprio para o filho (?), enfim... uma autêntica palhaçada.

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  22. Vamos lá ver: então a mulher é louca, leva as filhas para a morte e agora procuram-se culpados? Sabemos lá se a acusação que ela fez ao marido é verdade. Quem mata as filhas também pode imaginar violações, ou a loucura é só para algumas coisas? E não é verdade que ela não teve ajudas, que se saiba andou por duas casas de familiares.
    Existem distúrbios, patologias e infelizmente quem acaba por pagar a maior fatia é quem não tem culpa nenhuma de estar neste mundo e metida na briga entre duas pessoas adultas.

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  23. Também eu pensava que estas coisas eram fáceis de sair quando se tratava de uma mulher informada e com estatuto, até acontecer comigo. Nunca sofri violência física mas vivi quatro anos numa relação baseada em violência psicológica. A forma como eles nos manipulam para duvidarmos de nós próprias, para acreditarmos que não há qualquer tipo de violência ou que a culpa é nossa é brutal. Foi uma relação de quatro anos que toda a gente pensava ser a relação perfeita. Quando ganhei coragem para finalmente sair de casa, ninguém queria acreditar. Toda a gente se perguntava como é que uma mulher como eu, tão independente, tinha permitido que isto acontecesse. Nem eu sei sinceramente. Penso que a vergonha é uma coisa que pesa muito.

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    1. Bem, a violência psicológica quando isolada de um contexto de violência física é bem mais difícil de reconhecer. Isto por que toda a gente sabe quando é agredida fisicamente, mas interiorizar que é inferior porque o mesmo lhe é transmitido verbalmente prende-se com um quadro completamente diferente da dinâmica entre casal.

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    2. Há gente horrivelmente manipuladora a nível psicológico; homens sonsos que "para nosso bem" nos "sugerem" formas de agir e que até alimentam depressões e tristezas para que fiquemos mais dependentes ainda. Percebo perfeitamente o que quer dizer. Para mim nem foi a vergonha, foi só o facto de estar completamente perdida e sem noção do caminho a seguir e ter alguém que apoia sempre e encaminha em vez de confrontar, ajudar a resolver, ajudar a ultrapassar. Para que se fique sempre ali, no sítio pequenino, onde se é pequenino também. 4 anos depois também acabei a relação e até chantagem emocional foi feita aos meus pais (que se zangaram bastante comigo na altura). Haja força e determinação para conseguir seguir em frente e passar por cima desses homenzinhos pequeninos e mesquinhos, que temem mulheres maiores que eles.

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    3. Pegue lá um abraço Anónima, eu acho sempre que quem lá está é que sabe, não sei se é assim tão fácil fazer denúncias, gosto de pensar que sim, que é, mas não sei.

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  24. Nos dois casos a que se refere, não se sabe o que se passou ao certo. Os jornais há muito que perderam a reputação de noticiar verdades. São inúmeras as queixas falsas no âmbito de conflitos familiares.

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    1. No caso da Juíza Joana Ferrer, já li variadíssimas notícias, todas a dizer o mesmo, inclusive já saiu um parecer ou algo semelhante de gente do ramo a criticar a coisa. Cuca, posso estar errada mas a meu ver o papel do juiz é concluir se houve ou não crime e determinar uma pena, caso a conclusão seja afirmativa. Criticar o tempo em que a queixa foi apresentada pela alegada vítima não me parece lá muito correcto.

      No 2º caso houve pelo menos 2 vítimas. Duas crianças morreram porque o sistema foi moroso e não interveio atempadamente.

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