sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Cara Catarina Martins e restantes Bloquistas


Esta merda deste cartaz, em forma de provocação, quer dizer exactamente o quê? Que os senhores detestam os católicos? Que sentem prazer em ir contra as suas crenças? Que o BE é tão rasquinha e mal educado que não sabe levar uma vitória para casa com elegância?
A sério. Expliquem-me qual é o objectivo desta mensagem porque, para além de revelar, uma vez mais, a vossa profunda ignorância, eu não consigo perceber o que vai nessas ocas cabecinhas. É que sabem, seus néscios? Jesus é filho de Deus. Mas foi "adoptado" por uma família normal, Maria e José, homem e mulher. Aquele tipo de famílias que consegue gerar filhos naturalmente (qualquer dia também somos taxados  por isso, é uma discriminação os gays não conseguirem gerar filhos entre si, pensem nisso, sim?).
Para o caso de ainda não terem percebido eu repito: Jesus tinha um pai e uma mãe terrenos. Uma família tradicional. Vai daí que este cartaz é um enorme tiro no pé. Só tenho pena é que o tiro não tenha sido na testa. Mas não desanimem. Um dia chegam lá, já faltou mais.

124 comentários:

  1. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 11:37

    Que o BE é tão rasquinha e mal educado que não sabe levar uma vitória para casa com elegância?

    Sim.

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 11:50

      Provocação, é o que se faz à segunda-feira ao colega de trabalho quando o clube dele perde no fim de semana. É o que as criancinhas fazem quando recebem um chupa-chupa, e o colega não. É o que P### diz à P### quando esta engordou uns quilinhos.

      Isto é algo de sério. Devia ser tratado com seriedade. E respeito.
      Não pelos católicos, mas por quem perdeu uma luta. Honra aos vencidos.

      Eliminar
    2. O facto de ter sido usado em França contraria o que digo exactamente em quê?
      Como foi usado em França é uma coisa tremendamente inteligente? É isso?
      O Hedbo é Francês e nem por isso deixa de ser um pasquim. Just saying...

      Eliminar
    3. Para o BE não deve ser sério. Não deve passar de mais uma bandeira popularucha.
      Só isso explica este cartaz de mau gosto. Este "toma, toma, eu ganhei"

      Eliminar
    4. Ainda por cima é mesmo estúpido, estou convencida que há muitos católicos que são a favor da adopção por casais homossexuais.
      Celebrar não é isto.

      Eliminar
    5. Dizer que foi copiado, fica melhor? Copiar em mau, é uma coisa que assiste sempre aos Portugueses! E fazer algo em bom?

      Que respeito, digo eu, existe para com os católicos, tipo eu? Que até concordo com a adoção por casais homossexuais.

      Só tenho a agradecer, a falta de respeito. Continuem assim...é lamento atrás de lamento.

      Eliminar
    6. Sou católica e a favor da adopção por casais homessexuais. E não é por ser católica que o cartaz me chocou, é porque me choca tudo o que pega nas crenças dos outros e é profundamente deturpado e usado como provocação. Não havia necessidade.

      Eliminar
    7. Credo.

      Que falta de chá "não seja ignorante"!!
      Ao menos tinha dito para não seres parva de merda.

      Para não dar a viagem por perdida, sou crente com algumas restrições (coisas minhas) e não me sinto chocada nem ofendida, é só parvo e desnecessário.
      Como o comentário que aqui me trouxe: parvo e desnecessário.

      Eliminar
    8. Tremendamente ignorante, a. i., é a comparação que o Bloco quer fazer. Independentemente das convicções religiosas de cada um, até o mais ateu dos ateus sabe que não há paralelismo possível entre a situação de Jesus e a adopção por casais do mesmo sexo. Jesus era filho de Deus (e Maria, que terá concebido por obra e graça do divino Espírito Santo, um dogma que, obviamente, me vou dispensar de explicar) e foi adoptado por José, casado com Maria. Não me recordo de em tempo algum, Jesus ter sido criado por um casal do mesmo sexo. Quem aqui é ignorante?

      Eliminar
    9. Desculpem lá, Jesus era filho de Maria e de alguém (não há cá possibilidade de engravidar de outra maneira, principalmente na época a que nos referimos). Ou seja, Maria era grávida solteira. José ficou com Maria grávida e como tal aceitou a criança. Há dois pais, um biológico e um adoptivo. Mas a criança, Jesus viveu numa familia com a mãe e opai adoptivo.
      Esta situação não tem nada a ver com adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
      Trata-se de uma mulher grávida, solteira que arranjou um companheiro que a aceitou a ela e à criança.
      O cartaz é estupido. Mas também é "absurdo" nos dias que correm e coma informação e conhecimento que há, andar por aí a bradar aos 4 ventos (ou em todos os blogues) que Jesus era filho de Deus, e Maria e José os pais adoptivos...
      é que nem sei o que me deixa mais preplexa se o cartaz ou se ver escrito em todo o lado: Jesus era filho de Deus mas foi adopatdo por uma familia normal (what!?? are u serious...)

      Eliminar
    10. Anônima, por isso é que disse que não ia explicar o dogma, tratando-se de um dogma não o podemos "racionalizar". Independentemente das crenças de cada um, uns acreditam, outros não, é do conhecimento geral que para os cristãos Jesus é filho de Deus (como é do conhecimento geral que Maomé foi um profeta, não é necessário nenhum curso de teologia, trata-se de cultura gera). No mais concordo consigo. Jesus viveu com a mãe é um pai adotivo, José, e isso nada tem a ver com a adoção por casais gay.

      Eliminar
    11. Agora devia apagar o meu comentário, não era?
      Isto é tudo muito giro, o pessoal comenta a primeira merda que se lhe aflora à moleira, os outros respondem, a saga adensa-se, a profundidade aprofunda-se e depois vai-se a ver e toma, mesmo em cheio nas trombas: a causadora de salutar discussão apagou o seu comentário.
      Lá está, além de parvo era desnecessário.

      Eliminar
    12. Não sejas assim, Pipas.
      As pessoas, às vezes querem chamar nomes a outras, apesar de defenderem a moralidade e os bons costumes muy acerrimamente, esquecem-se de fazer log out e dá nisto. Deixa lá a rapariga em paz e não tenhas mau feitio...

      Eliminar
    13. Anónima, nem vou discutir isso consigo. Ou bem que se acredita que Jesus é filho de Deus, ou bem que não se acredita. Eu sou católica.
      (Na Índia adoram-se vacas, eu acho isso estupido e nem por isso me ponho a chamar estupidas às pessoas)

      Eliminar
    14. Mordo o isco propositadamente: não esqueci de fazer logout, como não esqueço agora. E a seguir apago também este comentário porque, tal como no outro, não gosto de ser mote de discussões com linguagem de baixo nível como esta. E a quem interessar e tiver subscrito os comentários, pode sempre ler o que escrevi. Mantenho que há ignorância no facto de se chocarem tanto com esta imagem, porque ela é usada globalmente a propósito da causa gay, independentemente das batalhas ganhas ou perdidas. Não foi o BE que inventou a ideia. Assim como não foram as pipoquetes cor-de-rosa que inventaram o #eusoucharlie ou o "EuSouQualquerCausaQueEstejanaModa.
      Já me tinha constando que a Picante tem cães de fila a rondarem-lhe a porta, mas nunca tinha sido alvo das suas mandíbulas. Que façam bom proveito da caçada.

      Eliminar
    15. A Picante que aprove ou não aprove o meu comentário anterior à sua mercê, pouco interessa. É dirigido a si e eu não preciso de audiências.

      Eliminar
    16. http://lmgtfy.com/?q=jesus+had+two+dads

      Eliminar
    17. Um erro repetido/mentira muitas vezes não faz dele verdade.

      Eliminar
    18. Para mim o mais parvo nisto tudo é continuar a meter-se a crendice (um direito de cada um e cada um pode acreditar no que quer: uns acreditam nas vacas outros em Jesus e outros acreditam noutra coisa qualquer)

      Agora a mim o que me espanta mesmo é somente a incapacidade de se manter o Estado laico e separado do poder religioso, assim como o facto de se dar tanta visibilidade às opiniões de padres e tanta celeuma pelo facto de se "colocar em causa" algo que ninguém sabe ao certo como foi ou era ou sequer se foi.
      As pessoas podem acreditar no que quiserem, misturar isso a politica do país é inaceitável para mim.

      Quanto ao poster em si é parvo e lamentável. Mas se as pessoas acham que não há mal o Hebdo gozar com as religiões porque raio é que por cá não se pode gozar com os católicos? muçulmanos e afins?
      Acho simplesmente mau por ser de um partido politico, se fosse como sátira feita num meio alheio à politica não me pareceria nada mal.

      Eliminar
    19. Anónimo das 21.49h
      Enquanto católica o cartaz não me diz rigorosamente nada. Não me ofende, é tão imbecil que nem a isso chega.
      Enquanto cidadã, acho ofensivo um partido político usar um cartaz deste teor. Não só porque deturpa abusiva e propositadamente a doutrina cristã (Jesus cresceu no seio de uma família tradicional e ao que sei nem Deus, nem José eram gays), como divide em vez de agregar. Há uma causa com a qual eu até concordo mas que divide os portugueses. Muitos são contra por motivos religiosos. Fazer paródia provocatória com isto não é de gente de bem, revela um péssimo ganhar, é coisa de adolescente provocador.
      Espera-se mais de um partido com a expressão do BE. Política e religião estão separadas (e bem), qual é o interesse de as agregar, ainda por cima num tema destes? Em nome do superior interessa das crianças é importante apaziguar e não acirrar ódios. O BE mostrou, uma vez mais, que não passa de um bando de arruaceiros provocadores, que se move por causas que dêem visibilidade, o resto não interessa. O problema é que interessa.

      Eliminar
    20. a.i.
      Acho fantástico. A sério que acho, a lata das pessoas não conhece limites.

      Quer dizer... entra no MEU blog, de dedo em riste, e a primeira coisa que faz é, muito educadamente, chamar-me ignorante. Pimbas. Toma lá que é para aprenderes.

      Justifica o nome que me chamou com uma lógica incoerente: pouco interessa se o cartaz é da autoria do BE ou não, a partir do momento em que é usado pelo BE, tem o seu endorsement, significa que o BE o apoia. Qualquer idiota é capaz de perceber isso.

      As pessoas respondem-lhe, dizem que não concordam consigo. E TODAS o fazem muito mais civilizada e educadamente que a A.I. Nem uma a ofendeu ou chamou nomes, ao contrário de si, não sei se já disse.

      A a.i. decide apagar o comentário, muito ao jeito dos que costumo receber anonimamente quando falo sobre estes temas, já agora por causa da linguagem de baixo nível? Baixo nível? Minha senhora, tenha juízo, a única pessoa que baixou o nível foi a senhora.

      Mais... chamar cães de fila a quem não concorda consigo e não a ofendeu é básico e poucochinho. E é um argumento que me começa a aborrecer. Suas excelências, as esquerdistas da bloga, têm liberdade para entrar nos blogs alheios e ensinar os outros, inclusive não se inibem de ser agressivas ou mal educadas. Mas quem discorda das vossas opiniões (ainda que educadamente) é bully. Não lhe parece razoável que no meu blog haja várias pessoas a partilhar do meu modo de pensar? É que a mim parece, não acho assim tãaaaoooooo estranho.

      Não consigo descortinar a lógica de escrever comentários para depois os vir a correr apagar, fazendo-se de vítima mas a A.I. não é pioneira nesse ex-libris de maturidade. Há mais quem o faça. Eu acho estúpido mas dê-me o desconto, afinal não passo de uma ignorante. E tenho uma matilha pronta a atacar, sem cabeça própria, basta eu assobiar e lá vem ela.

      Sabe que mais? Devia ter vergonha na cara. E um bocadinho de educação, já agora.

      Eliminar
    21. (Se eu lá em cima podia ter-lhe respondido para ir chamar ignorante à real pata que a pôs, descendo ao seu nível? Podia. Mas não era a mesma coisa...)

      Eliminar
    22. Isto precisa de ser copiado, antes que a sua autora se lembre de apagar este exemplo de civismo e boa argumentação. O mundo não pode ser privado destas pérolas, este manifesto devia ser lído nos bancos de escola, devia virar letra de hino nacional. Pobre a.i., vítima dos cães de fila. Não é justo que uma pessoa que expressou a sua opinião de forma tão pacífica, a antítese da agressividade, com absoluto respeito pela diversidade de opiniões, "deixe de ser ignorante", aliás, estou em crer que parafraseou Gandhi, ou terá sido o Dalai Lama?, seja atacada de forma tão vil. a.i., baluarte da doçura e pacatez, as tuas palavras pacíficas poderão ser apagadas, mas nós não deixaremos que morram, tudo faremos para as perpetuar. Estou em crer, também, que esta noite Catarina Martins, depois de publicamente ter reconhecido o erro do cartaz, nem dormiu. Passou a noite em branco, mortificada com tamanha fraqueza sua, que não soube manter até às últimas consequências uma postura tão sensata. Aposto que hoje mesmo, domingo, dia do Senhor, mandará celebrar um serviço religioso especial, por alma da Mártir a.i, pelas sevícias sofridas às mãos dos cães de fila da Picante. Depois, mais pela noite, em directo para os telejornais, apresentará um pedido de desculpas a a.i., dirá que sim, que a.i. está coberta de razão, que o seu comentário inocente, aquele em que chamava ignorante à Picante e entretanto apagou era digníssimo, que "azoutras" é que foram de baixo nível, que o cartaz era maravilhoso, maduro, sério, misturando política e religião, deturpando deliberadamente, provocando sensibilidades, fazendo pirraça, e mandará descerrar, em sua honra, duas placas comemorativas à entrada da Assembleia da República. Uma será uma réplica em ouro, cravejara de pedras preciosas do cartaz em causa, outra conterá este comentário de a.i., para que para todo o sempre seja recordado na casa da democracia portuguesa.
      <
      a.i.26 de fevereiro de 2016 às 22:57

      Mordo o isco propositadamente: não esqueci de fazer logout, como não esqueço agora. E a seguir apago também este comentário porque, tal como no outro, não gosto de ser mote de discussões com linguagem de baixo nível como esta. E a quem interessar e tiver subscrito os comentários, pode sempre ler o que escrevi. Mantenho que há ignorância no facto de se chocarem tanto com esta imagem, porque ela é usada globalmente a propósito da causa gay, independentemente das batalhas ganhas ou perdidas. Não foi o BE que inventou a ideia. Assim como não foram as pipoquetes cor-de-rosa que inventaram o #eusoucharlie ou o "EuSouQualquerCausaQueEstejanaModa.
      Já me tinha constando que a Picante tem cães de fila a rondarem-lhe a porta, mas nunca tinha sido alvo das suas mandíbulas. Que façam bom proveito da caçada.
      >

      Eliminar
    23. Aaaahhhh... A teoria da matilha e dos cães de fila... Nada me blogo-dispõe melhor. Desato logo à gargalhada.

      (E a.i., só uma palavrinha - que pode embrulhar muito bem embrulhadinha, mascar e cuspir... Se não gosta de ser mote de discussões, como diz, havia de rever a sua estratégia, porque se calhar entrar a matar a chamar ignorante a terceiros (e ainda por cima com argumentos tão, enfim, valha-me Deus) e a seguir apelidar quem lhe responde (educadamente, já agora) de "cães de fila"... Olhe que para quem não gosta de ser mote de discussão, dizia eu, não me parece uma estratégia lá muito brihante.)

      (E claro, a seguir apaga este comentário. Porque o giro, giro, é provocar para a seguir fugir sem deixar rasto. Ficam só as palavras feias - ui jasus, que gentinha baixo nível, de resposta porque uma pessoa até nem está para isto, não é? Pois. Já vi anteriormente...)

      Eliminar
    24. "cães de fila"

      Esta gaja acabou de me chamar cão de fila ou sou eu, na minha profunda e bafienta ignorância de quem desce o nível por achar que quem entra em casa alheia (sobretudo quando não é "da casa") deve, não só limpar os pés como também perguntar à anfitriã se se deve descalçar, e não entrar de rompante como se fosse a Rainha do sabá mas em cuecas, que estou a perceber tudo mal?

      Para a próxima entra com o dedo encolhido, criatura "a.i.", e opina com educação que foi o que toda a gente fez contigo. Quer dizer.. toda a gente menos eu que pelo meio do meu comentário coloquei lá um delicado "merda" porque esse tinha sido um dia bom, um dia em que estava feliz, sorridente, de bem com a vida. Tivesse sido hoje e era pessoa para te mandar para a puta que te pariu.
      Assim a Picante aprovasse o meu comentário, que às vezes dá-lhe para ser polidinha, não há quem entenda esta personagem. Alguém havia de lhe explicar que há quem não exista sem este tipo de resposta, que comentários há, que até mereciam uma minuta do género desta, só para não nos ocupar muito a cabeça com a incongruência alheia.

      Sucede-me ter quem me apoie quando existe partilha da mesma opinião. E defendo sempre e com unhas e dentes aquilo em que acredito e as pessoas que gosto, sobretudo quando estas são atacadas sem razão.
      Pracase nunca o entendi como matilha do que quer que fosse, mas isto dos blogues afinal até é capaz de ser útil para a cultura de uma ´ssoa. (ando a aprender a escrever assim, diz que está na moda. Don´t ask)

      Ah.
      Antes de ir, uma última palavra à "a.i.", aqui da cadela:

      assumir o que se afirma é bom. É de Mulher. Apagá-lo porque não se tem tomates para arcar com o que daí advém, é cobardia, é pequenino e o pior de tudo é demonstrativo de uma enorme desonestidade intelectual.

      Eliminar
    25. É também por isto que gosto de ti, Filipa. Do teu jeito duro dizes o que tens a dizer, não mandas recado. E dás o corpo às balas, não brincas ao toca e foge.

      Eliminar
    26. Eu devia estar a rezar, Mirone, a pedir perdão pelos outros, pelos que fazem cartazes ofensivos por causa de que é o correcto e toda gente sabe que o que se passa na minha cabeça é que está certo e o resto é ignorância.
      Mas não. Estou aqui a mudar a fralda a meninas.

      Eu também gosto muito de ti, minha Mironinha uinda (credo, isto vicia)

      Eliminar
  3. Não fosse eu saber a Picante tremendamente Charlie e essa do "tiro na testa" seria coisa para assustar-me...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não preciso de lhe explicar o que quis dizer com isso do tiro na testa. A Kina é muito mais inteligente que isso. Tenho a certeza.

      Eliminar
  4. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 11:52

    Depois esta escumalha surpreende-se de ser maltratada quando está na mó de baixo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gostava que houvesse um mínimo de seriedade e respeito entre os políticos. Mas estou, obviamente, a pedir demasiado.

      Eliminar
  5. Não foi o Costa que se espalhou ao comprido precisamente com cartazes? Estão bem uns para os outros...

    ResponderEliminar
  6. http://oinsurgente.org/2016/02/26/marketing-e-telhados-de-vidro/

    Tal e qual.

    ResponderEliminar
  7. Obrigadinha ó meu Portugal por andares a votar cada vez mais em gentalha desta: o resultado está à vista.

    ResponderEliminar
  8. Seriedade , política e BE na mesma frase ??!! Não dá picante , não consigo

    ResponderEliminar
  9. Ai ai Picante, tenho pena de si...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quer desenvolver? Pode estar com esse sentimento por 2 motivos, assim de repente não adivinho a qual se refere.

      Eliminar
  10. Atão, cadê o "je suis Charlie", hun?
    Pimenta no dos outros é refresco no meu, certo?
    Pois eu achei imensa piada! Não me digas que tu achas mesmo que foi o anjo Gabriel que engravidou a Maria?!? Hahahahahahah Tu não me digas isso, rapariga, que me envergonhas! De teologia sabes bem pouco, não é? Tu és mais rata de sacristia, mas só aos domingos, quando precisas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Toda a gente sabe que foi a pomba quem engravidou Maria, deixe de dizer tolices.

      (ser Charlie é eu achar este cartaz de um profundo mau gosto e ainda assim não achar que quem o fez merece um tiro nos cornos. Ser Charlie é, também eu, ter a liberdade de dizer que este cartaz é uma imbecilidade sem ter medo que a Catarina ou outro bloquista me espete com um balázio. Ser Charlie é dizer-lhe, a si Anónima das 12.35h, que não deve ser lá muito inteligente, perceber o conceito de liberdade de expressão não é assim tãaaaoooooo complicado)

      Eliminar
    2. adorei o seu comentário, picante!

      Eliminar
  11. Vergonhoso!
    Pode ser que lhes saia o tiro pela culatra!

    ResponderEliminar
  12. Que exagero. Eu sou católica e não consigo ver no cartaz nada mais que uma piada.Faz-me lembrar as ultra feministas que se sentam ofendidas por tudo e um par de botas...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O cartaz em si não me ofende que eu sou pessoa para brincar com tudo, até com a religião.
      O que realmente me aborrece é a intenção com que ele sai cá para fora. Um toma, toma, direita má e católica, que nós ganhámos. Isso é que eu considero ofensivo, a total falta de respeito por uma franja da população que perdeu uma luta, luta essa que para eles era importante. Não é a humilhar os vencidos que se constrói.
      (e ainda por cima Jesus nunca viveu com 2 pais, é estúpido)

      Eliminar
    2. Ó anónima, pense lá melhor. A sério que não ofende?

      Eliminar
    3. A mim não ofende o cartaz, ofende eles andarem a gastar o meu precioso dinheiro (afinal eles são pagos pelos contribuintes, de preferência para fazerem coisas úteis) em merdas!

      Eliminar
    4. A sério picante? A sério que acha que é essa a intenção? Eu olho para o cartaz e não vejo nada de ofensivo. Vejo um: a igreja cristã também começou por ser aberta a famílias não tradicionais, dois homens são capazes de amar uma criança (independentemente de haver ou não uma relação sexual entre eles). Se a religião cristã começou assim, porque é que não é aceitável que dois homens criem uma criança?
      Não vejo a mínima ofensa neste cartaz, sinceramente. Não vejo humilhação. Tenho pena que seja isso que retirem.

      Eliminar
    5. Não sei se percebi muito bem. A ofensa é porque "uma franja da população que perdeu uma luta" (?) se sentiu humilhada, por ver no cartaz essa derrota? Então sempre que a direita governa, a esquerda deve-se sentir ofendida pelas suas vitórias? Não me interprete mal, sou católica, e veja-se lá, de esquerda. O cartaz acho-o apenas polémico.ercebe-se, creio eu, que se trata de uma analogia irónica. Ninguém olha para ele e diz: ah pois, de facto, Jesus teve dois pais, por isso, é evidente que os casais homossexuais devem ter o direito a adoptar.Agora, achar graça à "comparação" ou não, parece-me diferente de dizer que é ofensivo. E ainda mais quando essa ofensa não passa pelos valores propriamente postos em causa, mas sim pelos sentimentos derrotistas que eventualmente gera.

      Eliminar
    6. Concordo com a anônima, Pic. O cartaz, a ser ofensivo, será para os militantes do BE que não se revejam naquela falta de rigor. Eu sou católica, não sou contra a adopção por casais gay, e não me senti minimamente beliscada nas minhas crenças. Olhei para o cartaz e achei só parvo. Aqui que ninguém nos ouve, até senti alguma satisfação, uma espécie de "olha-me estes pseudo intelectualoides a deixarem cair a máscara e a mostrarem a toda a gente que são uns grunhos que nem de história sabem". Teria a mesma reação se visse um cartaz do BE com um erro ortográfico daqueles de palmatória, sei lá, "diz sim à adossão por casais do mesmo sexo". Veria o cartaz, pensaria "ai tão burros!" E seguiria a minha vida.

      Eliminar
    7. A Igreja cristã começou por ser aberta a famílias não tradicionais?
      Quer dizer-me onde e quando?

      Eliminar
    8. A ofensa é porque isto não passa de uma provocação. Esperava mais de um partido político, a propósito de um assunto sério como este.
      É um partido político, não é um pasquim. Mas posso estar enganada.

      Eliminar
    9. O Papa diz estar aberto a essa possibilidade, obviamente que terá de passar primeiro pelo crivo do marketing e pela análise dos possíveis lucros vs perdas de rendimento que esse estatuto lhes possa dar. Ou será melhor dizer que ele vai ver se as pessoas apoiam essa opinião ou não... porque afinal os "dogmas" da igreja afinal são tão fortes como as decisões "irrevogáveis" do Portas...
      Já não falando que terá de passar pelo "crivo" daqueles homens todos importantes (e preconceituosos) da igreja, apologistas das coisas à moda antiga... aqueles mesmos homens que abafaram centenas de casos de pedofilia porque "não dava jeito" que se soubesse...

      Eliminar
    10. Mirone, não quis dizer o cartaz abalou as minhas crenças. É óbvio que não.
      Mas discordo do que dizes, eu acho que é mais que isso. O BE não resistiu a provocar. E acho péssimo usar da religião para provocar a direita. Até porque este é um assunto sério que está muito acima de esquerda / direita, católico /ateu.
      Este tipo de atitude espera-se de um pasquim. Não de um partido com a expressão do BE. Provaram que são uns arruaceiros. E isso aborrece-me.

      (mas é um facto que há muita gente inconformada com a lei por motivos religiosos, isto só acirra ódios e não ajuda a sociedade)

      Eliminar
    11. "Este tipo de atitude espera-se de um pasquim. Não de um partido com a expressão do BE."
      Pois eu deste BE já só espero isto (e pior). Há muitos anos, quando ainda andava na faculdade, havia a Política XXI, e pareceu-me bem que à esquerda surgisse uma plataforma de discussão política alternativa aos partidos de então. Depois apareceu o BE e continuei a achar que a discussão no espaço político beneficiaria bastante com um novo partido. Aliás, ainda hoje acho que é importante. Só que o BE não soube aproveitar o espaço que lhe foi dado para defender as suas bandeiras, optou por uma linha arruaceira, sedenta de poder a todo o custo, não quer abrir discussões ou reflexões, quer impôr - independentemente do mérito que as suas bandeiras possam ter- e isso vê-se, também, neste cartaz. Quanto à expressão do partido, o correio da manhã é o jornal mais vendido em portugal (e o seu canal de tv sobe todos os dias nos mapas de audiências), uma parte substancial do país anda deliciada com as grosserias de uma concorrente de um reality show. Pois.

      Eliminar
  13. Qualquer coisa lhes serve para fazer publicidade. São uns tristes coitados.

    ResponderEliminar
  14. A sério que este cartaz existe????

    ResponderEliminar
  15. É uma piada, não merece uma análise tão "profunda" como a sua, encare-o apenas como tal. Se está assim tão bem resolvida e certa das suas convicções, deveria ser capaz de se rir disto.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dificilmente as faltas de respeito me darão vontade de rir.

      Eliminar
    2. É uma piada porque se dirige à religião maioritária. Se referisse uma minoria qualquer já era um ai Jesus.

      Eliminar
    3. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 14:45

      Se agora o Antonio Costa, questionado sobre pobreza, dissesse... não podem comer pão, comam bolos.
      Ou se um banqueiro gracejasse, aguenta, aguenta...
      O pessoal não podia levar a mal, era só uma piada, há que ter sentido de humor...

      Eliminar
    4. Rir disto!?! Estamos a falar de um partido político, que nos governa (ou tenta), ou de um grupo de humoristas e palhaços.

      É diferente, não acha?

      Eliminar
    5. A sério? Não pareceu quando disse que a comitiva iraniana ia violar estátuas!
      Mas ai ui isto de ser Charlie é só para um lado. Aliás o humor só é fixe quando é contra os outros. Quando nos toca a nós é só falta de respeito :)

      Eliminar
    6. A questão que parece que alguns não entendem, e toca a todos, logo deveriam ficar chateados também, é que: ELES NÃO SÃO PAGOS COM O MEU (NOSSO) DINHEIRO PARA FAZER PIADAS!
      O tempo (e dinheiro) que perderam a pensar numa "piada" que não tinha necessidade nenhum de existir, tinham-no gasto a ver como podem diminuir a austeridade, tão simples não é?!
      Enquanto existirem totozinhos a defender mamões, calões que vivem à custa do Zé povinho e não fazem nada, não vamos a lado nenhum.

      Eliminar
    7. Antes fazem piadas com o nosso dinheiro a resgatarem mais bancos.

      Eliminar
    8. Ser Charlie é para os dois lados. Obviamente.
      Não é assim tão complicado de perceber que eu não estou a defender que o BE deve ser silenciado à força.
      Ser Charlie é eu poder indignar-me com o que os outros têm a liberdade de dizer. Não é comer e calar. A sério que é assim tão difícil de perceber o conceito de liberdade de expressão? Ou disse isso só para não estar calado?

      Eliminar
    9. Mas o nosso dinheiro não deveria ser gasto nem em piadas, nem a resgatar bancos, que parte não entende?! A seguir faço um desenho!
      Olhe, vá lá levar-lhes o ordenado para eles estarem a fazer piadas!! Que idiotice!

      Eliminar
  16. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 14:47

    O Primeiro Costa devia ter cuidado com as amizades.
    O Camarada de Sousa já lhe deu a entender que tira o tapete sempre que quiser.
    À Artista (em ambos os sentidos), mais cedo ou mais tarde vão acabar as causas.
    Aí veremos quem é amigo de quem...

    ResponderEliminar
  17. Eu sou católica, mas não me choca nada este cartaz, no sentido de ficar ofendida. Porque acho tão, mas tão estúpido que nem dá para ficar ofendida. Acho que quem deveria ficar ofendido deveriam ser os homossexuais que lutam pelo direito à adopção, porque acho que isto é cair no ridículo, é tentar usar argumentos, que não são argumentos, são só parvoíces. É, portanto, passar a discussão do patamar sério, para o patamar "Qu'é esta merda?!".

    Jesus tinha dois pais (segundo o BE), mas também tinha uma mãe. Por isso quando muito poderia ser considerado um caso de poli-amor! Isto sim é uma piada, metam os olhinhos aqui bloquistas!! Tenho que vos ensinar tudo?! É por isso que este país não vai p'á frente, é só ignorantes a decidir os destinos do país!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E ficaram. Tanto que já se demarcaram do cartaz.

      Eliminar
  18. Ó Picante, eu sei que não gosta da Maçã, mas a descrição que ela está lá a fazer dos BE's está para lá de linda. Porcos e com mau aspecto.... ah ah ah ah ah ah

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora bolas, como membro do BE estou ainda à espera de me transformar numa porca com mau aspeto. Sinto-me ludibriada.

      Eliminar
    2. Pipocante Irrelevante Delirante27 de fevereiro de 2016 às 13:54

      Essa tb só escreve m...

      Eliminar
  19. Cara Picante,

    Penso que concordaremos em que este cartaz não é dos mais felizes, fazendo uma comparação que é, no mínimo, despropositada.

    Posto isto, deixo aqui algumas observações ao seu post:

    1) "Esta merda deste cartaz, em forma de provocação, quer dizer exactamente o quê? Que os senhores detestam os católicos? Que sentem prazer em ir contra as suas crenças?"

    Não se trata aqui de detestar os católicos, até porque existem católicos favoráveis à adopção de crianças por casais constituídos por pessoas do mesmo sexo. Em relação ao "prazer em ir contra as suas crenças", isso é algo que todos deveríamos sentir, quando as crenças em questão não têm uma base ética sustentável e servem apenas de sustento a uma discriminação injusta.

    2) "Que o BE é tão rasquinha e mal educado que não sabe levar uma vitória para casa com elegância?"

    Isto não é uma vitória do Bloco de Esquerda. A aprovação desta lei deve ser encarada como uma vitória de qualquer pessoa razoável que pugne pela justiça, transcendendo a ideologia política.

    3) "Jesus é filho de Deus. Mas foi "adoptado" por uma família normal, Maria e José, homem e mulher."

    Acho este esclarecimento desnecessário. O cartaz é uma piada. Uma piada infeliz e mal conseguida, é certo. Mas o que a Picante faz com este comentário é refutar a "provocação" do Bloco de Esquerda usando um dogma sem qualquer sustentação filosófica ou histórica. Não me interprete mal, não tenciono ir contra as suas crenças. Mas sou da opinião que, se queremos manter uma discussão a um nível intelectual aceitável, não nos podemos socorrer de argumentos que pouca ou nenhuma base intelectual têm.

    4) "(qualquer dia também somos taxados por isso, é uma discriminação os gays não conseguirem gerar filhos entre si, pensem nisso, sim?)"

    Do que já li do seu blogue, consigo perceber que a Picante é suficientemente inteligente para saber que o que diz nesta frase é uma provocação que não faz sentido e que é mesmo intelectualmente desonesta, lançando uma acha desnecessária para a fogueira de um debate que já está suficientemente pejado de desinformação.

    Em suma, o cartaz pode ser mau. Digo-o e repito: é mau. Mas o seu post sobre ele não é muito melhor.

    Cumprimentos,

    Filipe Gomes.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho brilhante a sua conclusão de que a minha afirmação é uma provocação desnecessária. A sério que acho. Brilhante. Aceite os meus parabéns.
      Uau. Brilhante.

      Eliminar
    2. Acho interessante que tenha sido apenas isso que tenha escolhido salientar no meu comentário.

      Eliminar
    3. Pipocante Irrelevante Delirante26 de fevereiro de 2016 às 23:41

      Oh Filipe, sabe quem se ofendeu? Os católicos favoráveis à causa, que é uma causa social e não religiosa, e que dão de trombas com esta GOZAÇÃO.
      Este cartaz, ao puxar da argumentação do "inimigo" só serve para rebaixar, e mostra a pobreza de espírito de quem parece mais interessado em ganhar do que outra coisa.
      Como disseram atrás, esta é (devia ser) uma causa humanista, conseguiram voltar a torna-la numa cruzada anti-religiào. Nada de novo, pois esta pandilha vive do confronto, e nada mais.
      São pequeninos, sempre serão, por mais votos que tenham ou alianças que façam.

      Eliminar
    4. Cara P.I.D.,

      Concordo consigo quando diz que é uma causa social ou humanista. Também concordo que o cartaz acrescenta pouco à discussão, sendo meramente uma provocação intelectualmente pobre e com mais intenção humorística do que outra qualquer.

      No entanto, não podemos ser ingénuos ao ponto de pensar que a religião nada tem a ver com este assunto, ainda que haja católicos favoráveis à causa. Enquanto a posição predominante de uma religião seja a de oposição insustentada a causas sociais e humanistas, a defesa dessas causas contém necessariamente uma componente de "cruzada anti-religião".

      Eliminar
    5. Filipe,
      não vou discutir consigo, quando o Filipe usa argumentos do género "dogma sem sustentação filosófica ou histórica".
      Lamento mas não vou. Chama-se Cristianismo e há milhões de crentes por esse mundo fora.
      Quanto ao resto... bom, eu até acho que um casal homossexual é capaz de dar amor e educação a uma criança, e sou católica e tudo. Mas respeito opiniões contrárias, percebo os porquês de muitas das hesitações, e discordo das justificações que me apresenta. Neste caso não é a discriminação ou não que interessa, o importante é o superior interesse da criança. Assentar a coisa em discriminação parece-me profundamente errado.

      Eliminar
    6. Cara Picante,

      Quando utilizo a expressão "dogma sem qualquer sustentação filosófica ou histórica", não o faço depreciativamente ou com a intenção de rebaixar sistemas de crenças. Digo-o com a maior neutralidade possível. O sistema de crenças do Cristianismo, bem como de qualquer outra religião, é constituído por dogmas que não têm base filosófica. Isto não é o mesmo que dizer que esses sistemas de crenças não têm importância para algumas pessoas. Usei esta expressão apenas para dizer que, num debate que se queira racional e intelectualmente honesto, não nos podemos socorrer de argumentos que tenham por base este tipo de dogmas.

      Acho, no entanto, reveladora, a sua resistência a encarar este tipo de observação. Responder ao que eu disse com "não vou discutir isso" é um exemplo de um fenómeno chamado "fecho doxástico", que consiste essencialmente na resistência que as pessoas crentes apresentam à revisão das suas crenças. É um fenómeno comum que tolda inevitavelmente o pensamento crítico e impede uma avaliação objectiva de alguns factos.

      Para além disso, dizer que o Cristianismo tem "milhões de crentes" tem pouco valor argumentativo. Como imagina, posso dar-lhe vários exemplos de crenças ou valores com muitos defensores que são obviamente questionáveis do ponto de vista ético.

      Em relação ao resto, concordo consigo quando diz que, no que à adopção diz respeito, o essencial é o superior interesse da criança. Tem toda a razão. Isso não é incompatível, no entanto, com haver discriminação. Repare, se se provasse inquestionavelmente que uma criança criada por um casal de pessoas do mesmo sexo tem problemas de desenvolvimento, ou que tal circunstância prejudica a criança seja de que forma for, então o superior interesse da criança dita que devemos evitar que as crianças sejam adoptadas por esses casais. Haveria uma discriminação, no sentido objectivo da palavra, mas seria uma discriminação justa e razoável.

      No entanto, tal prova não está feita, muito pelo contrário. Estudos vários, psicólogos vários, pediatras vários, a maioria da comunidade científica relevante para o caso está de acordo em que não é prejudicial para a criança o facto de ter dois pais ou duas mães. Nesta circunstância, em que o superior interesse da criança não é posto em causa, constitui uma discriminação injusta e não fundamentada impedir casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo de ter as mesmas oportunidades que os casais constituídos por pessoas de sexos diferentes. O debate em torno desta questão não assentou exclusivamente na questão da discriminação. Isso sim, seria errado. Assentou na salvaguarda do superior interesse da criança (assegurado cientificamente) e na questão da discriminação. As duas coisas não são incompatíveis.

      É uma atitude saudável respeitar opiniões contrárias, como a Picante diz fazer. Mas é importante ter em mente que respeitar uma opinião não é a mesma coisa que lhe dar peso igual às opiniões alternativas. Uma opinião tem peso na exacta medida da sua sustentação racional. As que carecem dessa sustentação não deixam de ser opiniões, mas são opiniões que devem perder algum do nosso respeito.

      Filipe Gomes.

      Eliminar
    7. Filipe

      Concordo em absoluto com os seus 3 primeiros parágrafos. E a argumentação de que há milhões de cristãos e que acredita sabe que é assim... Nem parece que estamos a ler o blog da Picante.
      Já agora, Picante, também foi Deus que criou a Terra e o homem? segundo o cristianismo foi...

      Eliminar
    8. Filipe, eu não pretendo encetar aqui uma discussão sobre a existência (ou não)Divina. E obviamente que não tenho uma explicação científica para confirmar a existência de Deus. É uma questão de fé, ou se acredita ou não.

      Não interpretei as suas palavras como sendo depreciativas mas como é que quer discutir fé com base em argumentos científicos? Eu não consigo, assumo a minha incapacidade. E não me apetece, lamento mas não tenho tempo, não leve a mal.

      Quanto à adopção, continuo a pensar que a maneira de pôr o problema não deveria ser "não é prejudicial", tem de ser "tão bom como". Mas pode ser uma questão de semântica, como já lhe disse eu não duvido da capacidade de educar e amar crianças, por parte de casais homossexuais.

      Eliminar
    9. Anónima, quer pôr a existência de Deus em causa, faça favor. Não conte é comigo para alimentar a discussão.
      (e sim, eu acredito que foi, acredito que o começo de tudo tem mão Divina)

      Eliminar
    10. Cara Picante,

      Não utilizei uma única vez nos meus comentários a expressão "argumentos científicos". Não acredito sequer que a Ciência possa decidir satisfatoriamente o problema da existência de Deus, está fora do âmbito científico. Não quero, nem poderia querer, discutir fé com base em argumentos científicos. Também não tenho formação específica para tal.

      Não precisamos, no entanto, de ser cientistas para perceber que há contradições sérias com os fundamentos das religiões. Não me refiro à implausibilidade de dilúvios universais, concepções imaculadas e ressureições, que deverão ser encaradas como metáforas ficcionais por qualquer pessoa informada. Refiro-me a problemas filosóficos legítimos, que não vou aqui esmiuçar. Fica para outro dia.

      O que quis dizer foi simplesmente que argumentos de origem teológica ou espiritual são inerentemente inaceitáveis num debate racional (racional, não necessariamente científico).

      Quanto à adopção, é uma questão semântica, mas exprimi-me mal. Os estudos científicos sobre o assunto (aqui, sim, a Ciência importa) formulam o problema como "Há diferença substancial entre o desenvolvimento emocional ou social de uma criança dependendo de se os pais têm ou não o mesmo sexo?". Cientificamente, não, de acordo com a maioria das fontes. Neste caso, não ser prejudicial significa de facto "tão bom como".

      Filipe Gomes.

      Eliminar
    11. Não ponho em causa as contradições e muito menos a necessidade de interpretação. De todo. Mas acho complicado discutir fé sem usar argumentos teológicos, apesar de perceber o que quer dizer.
      Há uns tempos li um livro muito interessante, se tiver paciência aconselho é "Deus existe?" do Padre Carreira das Neves, uma abordagem sobre as várias religiões. E para se ir lendo mas gostei bastante, aprendi imenso.
      Fique bem!

      Eliminar
    12. Picante,

      Obrigado pela recomendação. Deixo-lhe também uma, porventura mais imparcial: "Introdução à Filosofia da Religião", de William Rowe. Aoesae de ser um texto mais académico, está escrito de uma forma muito acessível, não exigindo formação filosófica especial ao leitor. Suscita questões muito interessantes.

      Filipe Gomes.

      Eliminar
    13. Obrigada, Filipe. Hei-de procurar.
      (O "Deus existe?" procura explicar as várias religiões, conclui que sim, que existe, outra coisa não seria de esperar, mas o seu interesse está na explicação dos vários fundamentos e história das diferentes fés, nesse aspecto é muito imparcial)

      Eliminar
  20. Por acaso o cartaz está certo. Jesus era filho de deus e também de São José.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas nenhum era gay e foi criado por José e Maria. Ou não?

      Eliminar
  21. Para mim, que sempre me interessei por religião, consigo perceber que os factos narrados correspondem a uma interpretação condicionada pelos valores da época em que foram escritos.
    Não consigo perceber qual o problema em aceitar que José era de facto o pai de Jesus, concebido ainda antes da cerimónia do casamento. Por se ter tornado um cidadão especial, houve necessidade de reinventar alguns factos anteriores. Não esquecer que tudo foi escrito muito depois dos acontecimentos relatados.
    Mesmo aceitando a intervenção do Divino na vida de cada um de nós, não acho nada de extraordinário na extrapolação de factos. De resto concordo com o post e acho que foi dos melhores aqui lidos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Onde é que viu isso? Que José era de facto o pai de Jesus? É a primeira vez que ouço tal coisa.

      Eliminar
    2. Picante não sou o anterior anónimo e sempre na catequese me disseram isso dessa forma.

      Apesar de tudo, o que estudei entretanto e tudo aquilo que se sabe sobre o que a igreja é e o que já fez para mim a igreja também é politica e nada mais. Respeito quem acredita, eu própria acredito em Deus, simplesmente deixei de acreditar na igreja católica. Também não acredito num livro que foi escrito à mais de 2000 anos, sujeito a diversas traduções e adaptações consoante foi dando jeito (da mesma forma que o Papa actual o quer mudar também para ajustar à modernidade - aceitar homossexuais e o casamento de padres, aceitar o divórcio, etc). E jamais aceitarei como reais os escritos religiosos que promovem o maltratar, a violência e violação das mulheres (coisas como "uma mulher é propriedade do pai até casar e do marido até morrer" e outras como o facto de um homem poder bater na mulher à vontade desde que não a mate).

      Eu não tenho nada contra as alterações dos dogmas preconceituosos e baseados na cultura e conhecimento dos homens de à 2000 anos atrás, até as acho muito humanas e acertadas, simplesmente acho que revelam que os dogmas realmente foram feitos consoante lhes deu jeito (à igreja) e que continua a ser dessa forma. Uma espécie de lavagem cerebral em grande escala e que dura há centenas de anos.

      Eliminar
    3. A Bíblia tem de ser contextualuzada e interpretada, não pode ser levado ã letra.E a Igreja é formada por homens, com tudo o que isso implica.

      Eliminar
  22. Keep Calm e riam-se, que faz bem: http://www.dn.pt/galerias/fotos/portugal/interior/memes-multiplicam-se-a-gozar-com-cartaz-do-be-5050261.html

    ResponderEliminar
  23. E o pai biológico?

    Está o circo montado!

    ResponderEliminar
  24. A Picante realmente é o espelho de muitas católicas que andam por aí.. tem um blogue para dizer mal e porcamente das outras mas depois ai de alguém que goze com o que acredite.. tanta hipocrisia..

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A Sofia F realmente é o espelho de muitos portugueses que andam por aí... vem a um blogue para dizer mal e ainda nem percebeu o conceito de liberdade de expressão... tanta estupidez...

      Eliminar
    2. Eu tenho liberdade para lhe chamar hipócrita, você tem liberdade para me chamar estúpida e o BE tem liberdade para fazer o cartaz. Este é o conceito de liberdade de expressão :) se calhar é você que não o percebe ;)

      Eliminar
    3. Por essa ordem de ideias eu a seguir mandava-a à merda, não? Liberdade de expressão não é liberdade para chamar nomes às pessoas, Sofia, veja lá isso.
      Eu limitei-me a dizer que o cartaz é imbecil. Não ofendi ninguém. Ao contrário de si.
      Tenha um bom fim‑de‑semana.

      Eliminar
    4. Nunca afirmei que o BE nao tiem liberdade de publicar aquela porcaria.

      Eliminar
    5. Eu não sou BE, sou católica e o cartaz não me ofende em rigorosamente nada, nem tão pouco acho que o BE não tem liberdade para o ter publicado. Não vejo sinceramente mal algum no cartaz! De facto a biblia diz-nos que Jesus teve um pai espiritual e um pai terreno que o aceitou sem reservas. À luz da época de cristo, José foi de facto um Homem com tomates no sitio, impediu que Maria fosse apedrejada até à morte e amou o filho dela sem reservas. Ora diga- me lá se isto não é um excelente exemplo para TODA E QUALQUER CRIANÇA tenha o direito de ser adoptada POR TODA E QUALQUER PESSOA QUE A QUEIRA AMAR, independente da sua raça, estado civil ou orientação sexual?

      Eliminar
    6. Não vejo a menor relação, Lita. Desculpe mas não vejo.

      Eliminar
    7. Por acaso acho que a Lita tem muita razão.
      Para a Picante será difícil de entender pois foi Deus que colocou o embrião na barriga de Maria e José foi o pai adoptivo na terra (que por sua vez também foi criada por Deus em 7 dias - e depois criou Adão e por fim Eva)

      Eliminar
  25. Burro é quem aprovou aquele cartaz. Deviam pensar nos votos dos católicos no futuro. um voto não se desperdiça, além de que existem muitos católicos a favor da adopção gay. Eu, pelo contrário, não sendo católica, não acredito que se deva negar a uma criança a possibilidade de ter um pai e uma mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Até a própria Catarina já reconheceu o erro...

      Eliminar
  26. Por falar em tiros... Ao ler o teu post, Jesus, o "Filho de Deus" e também apelidado de "Filho do homem", nunca, jamais em tempo algum, escreveria um post assim. Ou seja, lendo isto que escreveste não vejo o Senhor Jesus. Tu vês?
    Lembras-te do que Ele disse e fez, quando Simão Pedro feriu, cortando uma orelha a Malco que O queria levar preso? Pois. Ele não teria escrito um post deste, muito menos a ameaçar com um tiro que fosse. Tu, sim, deste um tiro no pé.
    O que poderias ter feito, e que talvez Jesus Cristo tivesse feito no teu lugar, era apontar o facto de que o BE aceita Jesus como Filho de Deus!!! Isto, sim, é de considerar! Afinal de contas, nem todas as religiões aceitam este Jesus como Filho de Deus. Ora, o BE dizer que sim... É motivo para regozijo! A salvação está mais perto, não concordas? ;)
    Não sejas mais "papista que o papa". Se Deus dá livre arbítrio à coroa da Sua Criação, quem és tu para te insurgires assim, na livre expressão dos outros? Há coisas tão mais importantes que isto...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uau. Agora sim. Uma boa resposta. Concordo inteiramente. Jesus és tu?

      Eliminar
    2. Aleluia irmã!

      (O Senhor Jesus não faria um post assim? Oh!... Estou desolada, arrasada... Oh!)

      Eliminar
  27. ja vi gente virar terrorista por menos. bom fim de semana pic

    ResponderEliminar
  28. A indignação aqui (neste blog) não tem nada de religioso. É só contra o bloco de esquerda. São só preconceitos. Cheira-me a retornados.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quer explicar? A sua lógica é tremendamente fascinante. Queira desenvolver, por quem é.
      (pelo BE, de certeza)

      Eliminar
    2. Está bem enganado. Nunca votei nem votarei BE.
      Posto isto, quem não sabe interpretar um cartaz (certamente por ter o cérebro nublado de preconceitos políticos e não só)também não perceberá nada de lógica, pelo que não vou perder o meu tempo a explicar.

      Eliminar
    3. Eu indigno-me muito contra o BE (as ideologias vá) e não sou retornada, just saying!

      Eliminar
  29. Este cartaz quer apenas dizer que Jesus teve dois pais. Um pai divino e um pai "terreno". Tão só isto... Mas lá está, cada um interpreta o que quer interpretar...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito bem. Então explique-me lá que raio tem isso a ver com os gays e em que medida é que os pais de Jesus coexistiam como casal.

      Eliminar
    2. Blá, blá, blá... pardais ao milho...
      Vejo como uma metáfora, mas lá está... cada um vê como quer e dá-lhe a importância que bem entender.

      Eliminar
  30. Eu vejo como perda de tempo e dinheiro público... eles (os políticos do BE) que estivessem a fazer algo de realmente útil em vez de merdas!

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.