quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Soltas

Não me têm apetecido blogs. Em compensação revi a primeira temporada do 24.

2016 vai ser um ano em crescendo. Tendo em conta os acontecimentos da primeira quinzena do mês recuso-me a acreditar que seja de outra maneira.

Gostava que alguém me explicasse, mas mesmo sem se rir, qual é a porra da lógica de os funcionários públicos terem menos horas de trabalho que os do privado. E não serem despedidos, mesmo estando o Estado falido.

A minha filha perguntou-me, com ar indignado, se as pessoas que mandam lá na (des)educação estão a gozar com os miúdos do 5º ano. Respondi-lhe que não, que estão mesmo a gozar com todos os alunos. E com os pais. E com os professores.

O tipo que me destruiu o automóvel tem 92 anos. Distraí-me, disse-me ele, não reparei que estava parada. Tem a carta válida por mais dois anos. Gostaria de saber quem são os médicos que revalidam a carta a gente desta idade que era para lhes dar umas porradas nas trombas.

Falta-me a paciência para a conversa da maior parte das feministas. Pelo menos para as feministas de esquerda. Na verdade falta-me a paciência para a conversa das gentes de esquerda, talvez o problema seja esse, quererem impor-nos a sua verdade como a única verdade possível e lógica. E repetirem-na até à exaustão, pensando que nós ainda não compreendemos. Nós compreendemos à primeira. Mas não concordamos. Dão licença?

Se me aparecesse o génio da lâmpada e me concedesse um único desejo, eu desejaria que um preto grande, mas daqueles mesmo muito grandes, sodomizasse todos os tipos lá da 5 de Outubro. À bruta que é para ver se o asno do Tiago Brandão percebe que não se mudam calendários, programas e avaliações a meio do ano escolar, lançando tudo e todos no caos.

No outro dia gostei de um "hoje deu-me para isto" da Ana Garcia Martins. Acho que foi a primeira vez.

Não sei por onde andam as feministas, tão prontas a armar um banzé dos diabos por causa daquilo da BD, que não se mostram nem um nadinha preocupadas com os ataques que as mulheres sofreram no dia 31 de Dezembro, em Colónia e mais umas poucas de cidades. Eu, que acho que uma boca ordinária não passa disso mesmo, que nunca mudei a maneira de vestir ou atravessei a rua para evitar um bando de gente mal educada, estou perfeitamente indignada e enojada com esta situação. E virem dizer-me que os atacantes não são refugiados, que era gente do Norte de África que já lá estava, só aumenta a minha indignação. Não expliquem a esta gente que tem de respeitar os valores europeus ou que a porta da rua é a serventia da casa, que não é preciso.

Os juros da dívida pública já estão a subir. Só não rio à gargalhada com as medidas "porreiristas" do Costa porque em breve tenho uma puta de uma factura para pagar. Acho que quem a deveria pagar eram os tipos de esquerda. Ou então os funcionários públicos que agora trabalham (ainda) menos e ganham mais. E têm empregos para a vida, não sei se já disse.

No outro dia fui a um blog e vi a sua autora numa pose sexy, em baby doll ou lá o que era, na cama. Aposto que se espreitasse com atenção lhe teria visto as cuecas. Achei normal. Pois se mostra as cuecas da filha por que razão não mostraria as suas?

Não consigo gozar com a loucura. Aquilo apenas me dá dó.

Até eu, pessoa que gosta realmente de Bowie, já estou farta de o ouvir. Por outro lado estou para aqui a pensar que esta é capaz de ser uma boa altura para vender alguns dos meus vinis.

A minha menina enche-me de orgulho, voa cada vez mais alto. O que me enche de orgulho nem são os voos altos, é mesmo todo o esforço que eu sei que foi posto por trás de cada voo. Já o rapaz vai dar-me problemas.

Há que admirar a das nove horas. Estar anos a fio a alimentar posts só com mantras da felicidade, nunca escrevendo nada, é coisa de valor, revela persistência e muita criatividade.

O rapaz contou-me, orgulhoso que só ele, como tinha agarrado na carteira que o cigano roubou à senhora de idade. Foi fácil mãe, ele ia a correr, a alça da carteira na mão, só tive de puxar a carteira com força, não estava à espera e caiu no chão. Devolvi a carteira à senhora mas entretanto ele tentou empurrar-me e tive de lhe dar um pontapé no joelho, ouvi crac e ele tornou a cair, veio de lá do fundo o amigo mas quando tentou saltar por cima dele, tropeçou e caiu também. O rapaz vai dar-me problemas, não sei se já disse, no entretanto não pode andar sozinho lá onde andava sozinho.

Recebi umas calças 38 pelo Natal. Estão-me largas. É o ângulo positivo de estar doente.

Descobri que os meus soutiens têm o número errado. Teria tido alguns efeitos, na minha auto-estima, ter sabido do aumento da letra há vinte anos atrás. Agora significa apenas que tenho de gastar uma fortuna em soutiens.

Quando não me apetecem blogs é esperar que passe. Passa sempre. Escrever também ajuda.

89 comentários:

  1. Visto por mim em directo e texto tirado do Jornal i (da política mais à esquerda que conheço...enfim):
    Manuela Ferreira Leite defende que o estatuto que impedia os funcionários públicos de serem despedidos não era um privilégio, mas antes o garante da isenção da administração pública face ao poder político.
    “O não despedimento na função pública não era um privilégio. O motivo para isso tinha a ver com a tarefa de interesse público, o que não tem nada a ver com o trabalhador do sector privado que está a defender o interesse do seu patrão. Os funcionários públicos deviam agir com independência e isenção, por isso não eram despedidos. Só assim se pode ter isenção do poder político”, afirmou a ex-ministra das Finanças no seu comentário semanal na TVI24.
    Por isso considerou ser "um bocadinho ligeiro” falar-se em privilégio, sublinhando que o não despedimento na administração pública era uma “característica ajustada à função que é pedida.”

    Quanto às 35 horas, e podia enumerar muitas justificações, onde é que está a justiça quando aumentam o n.º de horas de trabalho e mantêm a remuneração, ou seja, baixam automaticamente o valor hora? Possivelmente os funcionários do Estado até nem se importariam tanto com o facto de terem que trabalhar mais 5 horas por semana...agora, ser gozado, achincalhado, tratado com o maior desprezo que pode haver, ninguém gosta!

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    1. Bem, só para dizer que essa desculpa para o não despedimento na função pública é a maior anedota e a mais desadequada desculpa que já li. Então o Estado não somos todos nós? Se houver interesse de TODOS NÓS, ou porque existem mecanismos que tornam mais céleres os procedimentos ou porque determinadas funções deixaram mesmo de ser efectuadas não será de todo o interesse reduzir essa despesa com o funcionário?

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    2. Quanto à segunda questão. Mas o salário em Portugal, nomeadamente na função pública, é calculado com base num valor/hora? Ainda não li em lado nenhum que o cálculo seja esse. E já que se pode, pelos vistos, calcular como se quiser, deixe-me propor que o mesmo se faça tendo por base a produtividade alcançada. Aí era ver o salário de muito boa gente a decrescer rapidamente.

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    3. Já que gosta de anedotas tente ir trabalhar num qualquer organismo do Estado (ofereça-se nem que seja para fazer um estágio), veja como é que a coisa funciona, assim por dentro, está a ver, e depois reformule a sua opinião (típica de quem não faz a menor ideia do que está a falar). Ah, já agora, parece-me que Manuela Ferreira Leite não usou este argumento como desculpa. É um argumento de quem sabe o que é a causa pública. Há alguns estudos sobre o significado de "funcionário público" publicados aí por essa net fora...é só procurar.

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    4. Pipocante Irrelevante Delirante20 de janeiro de 2016 às 12:14

      Como alguem que, não sendo FP, trabalhou dentro da FP algum tempo.

      É uma boa vida. Para quem lá está dentro... entrar, é outra coisa. Os estratagemas que o Estado usa para pôr gente a fazer trabalho lá dentro são de arrepiar.
      A verdade é que o FP não podem ficar sujeitos aos humores do patrão, e por patrão refiro-me a governo. Era saírem 500 rosas e entrarem 500 laranjas, ou vice-versa. Mas isto poderia ser atenuado se as chefias não fossem de esolha política, mas sim de carreira. Porque um chefe que quer ficar bem não vai despedir bons funcionários porque sim. Mas lá está, teria de haver avaliação séria (outra comédia), progressão na carreira séria, etc...

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    5. Curioso como parte de uma premissa errada. Como é que pode afirmar que eu não sei como a coisa funciona por dentro? Sabe da minha vida? Pois por eu saber como é que funciona é que me sinto à vontade para dizer o que digo. E agora? O seu principal argumento foi-se. É o que acontece quando se fala antecipando conclusões.

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    6. Eu estagio num hospital público. Metade das pessoas merecia uma promoção, a outra metade o olho da rua.

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    7. eu concorri a uma oferta publica, e passado meses responderam que a oferta não ia para a frente porque não havia dinheiro.
      Por isso julgo que muitos organismos são sérios se não há não avançam.
      no entanto, no privado só se vê estágios, estágios esses financiados pelo estado. E quantos estagiários ficam depois de acabar o mesmo?

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    8. Isso é uma falsa desculpa, porque onde deveria haver continuidade, isenção da cor política há sempre alterações... diretores de finanças locais, da segurança social, do iefp, tantos organismos públicos em que o diretor muda conforme a cor política...

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    9. E quanto ao valor hora, outra falsa questão... no privado à tabelas salariais bem menores e com horas de trabalho bem maiores.

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    10. Seria tudo óptimo, se o estado não estivesse falido. Acontece que está. Nas empresas privadas, os trabalhadores vão para o olho da rua quando estas vão à falência. Muitas vezes com salários em atraso que nunca mais vêm. Justiça do caraças. É injusto aumentar horas de trabalho, reduzir vencimentos? Sim, posso considerar injusto. Mas se calhar é necessário. Aquilo que foi possível oferecer um dia, hoje não é. Porquê? Porque o nosso estado é gordo, gasta onde não deve e onde não é preciso, faltando dinheiro para o essencial. A reforma do estado é urgente. Nunca será feita. E infelizmente os impostos de privados e públicos não vão poder manter estas mordomias. Isto vai dar m...rda outra vez. E, uma vez mais, serão os funcionário do privado a ir para o olho da rua e a emigrar. Para que os funcionário públicos possam manter-se na sua redoma.

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    11. Clap Clap Clap.

      Faço uma vénia ao SN. Infelizmente é isso mesmo e só mesmo quem é FP é que não (quer) perceber isso.

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    12. Claro que como trabalhador do Estado a recibos verdes não sei em que lado me coloco... mas de certeza que também gostaria de ver uns quantos iluminados aqui do casoto a referirem-se a ordenados milionários em empresas privadas quando outros dessas mesmas empresas auferem apenas o salário (dito) mínimo. Quanto a desigualdades... nesse mesmo privado, há empresas que adoptaram o "casual friday" ou até têm benesses de sair as 15.45 numa sexta-feira, alargando para isso o horário laboral dos outros dias da semana... Não me importo com isso. De facto, o horário de FP que entra as 9 e sai as 17h não se aplica a todos os sectores do Estado. Digo-o eu porque conheço realidades de entrar as 10h e sair às 19h... Contingências da vida! Quanto às 7 ou 8h de jornada todos se agridem. Os do privado por não quererem ser vistos como cidadãos de segunda, os do público porque reiteram a ideia do contrato de trabalho assinado há calendas! Verdade, verdadinha... é que há empresas privadas óptimas e há sectores do público onde se está bem...

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    13. Sou FP há 16 anos, nunca ninguem no meu departamento (e somos bastantes)trabalhou menos de 7h...sem privilégios,agradecimentos ou qualquer tipo de retribuição. Trabalhamos contrariados,sabendo que temos vida para além do trabalho,mas sabemos que só todas estas horas trabalhadas para além do nosso horário (horas não pagas...nem compensadas com dias de férias...) nos permitem ultrapassar os enredos burocráticos,fantasiosos mas sempre legais (!) dos sucessivos governos... e no final do mês um valor que não ultrapassa os 700€! Acreditam mesmo que na FP ninguem trabalha e que se recebem salários fabulosos??? Acham mesmo que trabalhamos menos que no privado??? Era entrar minhas meninas...era entrar...só para ver...só para sentir e perceber.

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    14. Desconhecido: funcionário público a recibos verdes não existe. Presta serviços ao estado. Como o Estado não é pessoa de bem, tem destas coisas. Quanto às mordomias do privado: não me aquece nem me arrefece desde que a coisa se mantenha dentro da esfera do privado e que lhes sejam cobrados os impostos devidos.
      Anónimo: eu não acho que toooodos os FP trabalham pouco e ganham muito. Vejo muita competência pelos serviços por onde passo. Mas acho que para a maioria o ritmo de trabalho é baixo e que, se calhar os benefícios compensam o baixo salário que possam ter. Eu adorava ter ADSE ou coisa parecida. Juro que gostava. E depois. Queixam-se muito. Individualmente e em grupo. A sério. Parecem uns meninos mimados que, dentro do azar que têm, têm imensa sorte comparativamente com a maioria da população. E tudo estaria bem se não estivesse uma população inteira a manter os privilégios de alguns.

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    15. Eu adoraria responder aos vários pontos que aqui levantaram mas não consigo, por falta de tempo, as minhas desculpas.
      Respondendo ao primeiro comentador, tenho a dizer-lhe que esse argumento apenas poderá fazer sentido para as chefias de topo.

      Quanto à questão de se trabalhar mais (40h) pelo mesmo salário, não é justo, claro que não. Acontece que o Estado está falido e tem FP a mais (nomeadamente uma série de institutos que não acrescentam nada), tem FP que não fazem ponta de corno e que não podem ser despedidos e claro que terá serviços onde falta gente que trabalhe.

      As empresas privadas faliram, reestruturam-se, tornaram-se eficientes. Não podendo despedir pessoas e havendo trabalho para fazer parece-me que a única solução é cortar nos salários.
      (além de que não é justa a desigualdade de horas)

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    16. Caro/a SN: eu não disse funcionário público a recibos verdes, mas sim trabalhador do Estado a recibos verdes (o que em questões de semântica não são exactamente a mesma coisa). Já ouviu falar dos "falsos recibos verdes"? Pois... é o lugar em que me encontro... Um limbo (mas este já não foi abolido?).
      2º Se as mordomias do privado não a afectam (desde que lhes sejam cobrados os impostos devidos, como referiu - o que nem sempre acontece!!! Mas claro, nisso estamos todos de acordo), a mim posso-lhe dizer que me afecta e muito. Porque gostaria de trabalhar em certos sítios assim tão bem remunerados e... sabe uma coisa? Também já só entram por cunha ou por relações familiares! Claro, as boas empresas! As outras que só pagam o salário mínimo estão-se nas tintas. Querem é trabalho escravo. Mas mesmo assim afecta-me porque têm advogados para lá de supimpas que as livram de problemas, têm benefícios quanto a impostos e ainda conseguem ter lucro e mais lucro e continuam todos os anos a actualizar preços (falo por exemplo das energias). Os funcionários têm bons ordenados, assistência médica, imensas férias, lucram com o lucro da empresa e não trabalham assim tanto que justifique esses prémios!
      Concordo que o Estado precisava de ajustar funções (e conheço sítios onde precisavam de mais gente ou pelo menos gente especializada), mas atirar postas de pescada fazendo-se sofredor/a por pertencer ao privado... Enfim...
      Bem vistas as coisas, é bom estar como eu: só recebo 12 meses (felizmente dão-me férias (sem me descontar esses dias). Trabalho as tais 8h... e não posso tugir nem mugir porque senão também vou para o olho da rua! É tão bom trabalhar para o Estado... :)

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    17. Desconhecido, eu não faço parte do privado. Eu faço parte de uma empresa falida e que, por esse motivo, teve de emigrar. Felicidades.

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  2. Confesso que me assusta o que vai resultar desta fantochada do vamosbrincaraosgovernos que a esquerda anda a fazer. Fizeram de tudo para chegar ao poder, agora estão reféns de todos.
    E confesso também que as gajas de esquerda conseguem envergonhar-me enquanto mulher, tanto querem ser feministas e práfrentex que se tornam parvas. Depois choram porque as tratam por histéricas.
    Se fizessem valer os nossos direitos de forma assertiva e sem histerias era bem melhor. Andam a discutir taxas para a IVG quando deveriam era envergonhar-se de haver quem recorra a uma IVG por medo de ficar sem trabalho! Em vez de irem ao foco da questão, direitos da mulher no mercado do trabalho (salários iguais aos dos homens, segurança e estabilidade durante a licença de maternidade, etc) andam a berrar porque acham mal pagar-se por uma intervenção médica e ter que se justificar. Gasta recursos públicos? Gasta! Se gasta, paga! Ninguém pede para ir parar ao hospital, quando chegar a conta da cirurgia que fiz há uns tempos vou enviá-la à assembleia. Ter que justificar é uma humilhação para a mulher? Se não tem nada a esconder diz, ninguém a pode julgar (no julgamento moral de outra pessoa é que pode estar a humilhação), mas podem perguntar, até porque 4 acidentes seguidos é do caraças!

    Enfim...Falei de uma coisinha e já fiquei mal disposta, se me punha a falar de tudo então entrava em depressão.

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    1. Oh fofa, Lua fofa... Ser feminista é também defender o que você defende. É lutar pelos mesmo direitos, por salários iguais, etc. É também lutar que as nós, mulheres, tenhamos o direito de fazermos o que quisermos com o nosso corpo SEM dar justificações - a sério que haja que por eu recorrer à IVG tenho de ser obrigada a ter uma consulta com um psicólogo e ter um médico objetor de consciência a chatear-me o juízo? Então se for fazer uma plástica tenho a mesma coisa? Acho que não.
      Já em relação às taxas concordo consigo. Está a ver? As feministas não têm de concordar em tudo!!!
      Agora não seja totó, o assunto do IVG tem tanta prioridade como o resto.

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    2. Pode fazer o que quiser com o seu corpo cara, desde que não apareça num hospital público a gastar recursos as vezes que lhe apetecer só porque não está para se proteger! Se quer um direito tem que cumprir certos deveres. Mas a esquerda é assim no geral. Fazer o que se quiser, como se quiser, não interessa como nem a que preço futuro, não é?
      Cada um é totó à sua maneira, eu cá tenho bom senso e sou totó, você não sei que tipo de totó é...Vendo que comparou uma IVG a uma cirurgia estética , um puro capricho, que não se faz com dinheiro público, a menos que seja estritamente necessária e bem justificada (como a estética reconstrutiva), imagino...

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    3. Acho bem que haja um psicólogo que acompanhe na questão, como deveria haver também na questão das cirurgias plásticas, como devia haver na introdução de bandas gástricas ou redução de estômago e em muitas outras situações.

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    4. Ah, e totós que não têm o discernimento de saber o que é prioridade na defesa do sexo feminino são feministas perigosas.
      São daquelas que berram por tudo e por nada, caindo no descrédito e passando por histéricas.
      Eu cá gosto mais de ser feminista totó com discernimento. Mas isso sou eu.
      Lutar por tudo, mas sabendo que há assuntos mais urgentes e importantes.Repito, conheço quem tenha feito uma IVG para não ser despedida, não vê uma prioridade aqui?

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    5. "como devia haver na introdução de bandas gástricas ou redução de estômago e em muitas outras situações."


      E existe.
      Assim como existe para quem tem abortos espontâneos ou em processo de infertilidade.
      Simplesmente desses não vale a pena falar porque senão os argumentos caem por terra.

      E tenho a dizer que conheço uma equipa de um hospital privado que é exatamente a mesma num hospital público, entre psicólogos e psiquiatras, e são exatamente os mesmos que estão responsáveis por essas questões.
      Assim como também tenho a dizer que no hospital público, central, onde estou existem por ano umas 2 IVG, se tanto. Já casais em processos de infertilidade há às centenas e muitos porque protelaram a gravidez até depois dos 35 anos. Devemos banir o acesso porque custam dinheiro, muito dinheiro, ao Estado?

      Que vendam aqueles faqueiros de 200.000€ que já há dinheiro para muitos tratamentos, que tirem as subvenções aos senhores todos que não falta dinheiro.

      Ainda gostaria de saber qual o problema de falar com um psicólogo se está tudo bem...aliás percebo mais a ideia de falar com um psicólogo do que andar a assinar ecografias e a obrigar as pessoas a sofrimento desnecessário.

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    6. Concordo a 100% com a Lua e com o anónimo das 16:56.

      Picante, é tão bom que esteja de volta! Já tinha saudades da discussão saudável destes temas da actualidade.

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    7. Olhe lá mas onde é que eu disse que deviam abolir taxas moderadoras da IVG? Em lado nenhum, aliás concordei consigo. Não concordo que as mulheres sejam obrigadas a falar com um psicólogo para a fazer. As mulheres são seres conscientes e se precisarem de falar com um psicólogo é ótimo que estejam lá. Mas que seja uma escolha da mulheres fazê-lo. Tal como deve ser para uma cirurgia estética (e sim, há mais cirurgias estéticas do que pôr silicone nas mamas. Não me referia a essas, obviamente). Se vamos por prioridades então acho que devíamos esquecer os problemas das mulheres do Ocidente e ir lutar para que as mulheres em países de 3º mundo não tenham de casar aos 12 anos, não tenham de fazer cirurgias em que lhes removam o clitóris, não tenham de levar porrada dos maridos. Ah e a conversa, "mas isso não é cá"... Mas são seres humanos também não é? Há sempre assuntos mais urgentes, não significa que não se lute pelos "menos" urgentes também.
      Já agora é ilegal aos patrões exigirem às mulheres que não engravidem. Se isso acontece deve-se resolver com uma queixa e prisão para o patrão.

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    8. Não precisamos esquecer problemas para dar prioridade a outros. Este post falou de política, eu falei de uma medida em concreto. Ninguém aqui está a considerar umas cidadãs de primeira e com vidas mais válidas que outras. Não seja novamente tão radical. Não foi isso que se disse e/ou insinuou. Não se disperse.

      E outra vez a cirurgia, qualquer uma que seja estética e não necessária é capricho, e nem pensei no implante mamário por acaso. Pare lá de comparar cirurgias estéticas feitas em clínicas privadas com cirurgias necessárias e IVGs nos hospitais públicos, chiça! E já agora, olhe que mesmo em clínicas privadas, em que você paga e o médico "só tem que fazer", há quem tente demover as pessoas de fazerem coisas parvas.

      As mulheres são conscientes e blá blá blá, mas já viu quantas andam para aí inconscientes convencidas da sua consciência? Às vezes, muitas vezes, as pessoas estão inconscientes de que precisam de ajuda.
      Porque é que se fala como se o psicólogo fosse um bicho papão que só vai estar lá para julgar e humilhar? Por que é que se parte logo desse princípio? Mulheres seguras de si e sem nada a esconder não se vão sentir humilhadas, envergonhadas perante um psicólogo, nem se vai descobrir nada escabroso.
      E se há algo de errado é bom que se descubra. Ajudar a mulher não é só fazer o serviço e pronto.

      Eu sei que é crime exigir-se que uma funcionária aborte, e por isso acho que é prioridade, as mulheres não podem ter medo de ter um filho. A pessoa de quem falei não foi obrigada a abortar, um patrão nunca faz as coisas tão à descarada não é?

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    9. Lua, concordo inteiramente consigo. Eu sou por direitos e ordenados iguais, mas quando vejo coisas como o protesto daquilo dos prémios da BD fico maluca. Acho do mais ridículo quererem quotas para mulheres receberem prémios. Caramba, eu recusaria um prémio que me fosse atribuído só por ser mulher, independentemente no mérito.
      E nunca me vi em desvantagem em nada na minha vida por ser mulher.
      (não nego que exista discriminação, claro que existe e muita, mas acho que estes protestos apenas hostilizam e desvirtuam a causa)

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  3. "Há que admirar a das nove horas. Estar anos a fio a alimentar posts só com mantras da felicidade, nunca escrevendo nada, é coisa de valor, revela persistência e muita criatividade."

    Também gostava de saber qual é a marca da marijuana que a moça fuma :D

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    1. somos duas
      o meu só com fotos e sem texto não sobrevive, mal respira

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    2. É ela e o Gustavo Santos. Que praga!

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  4. Pegando num ponto: conduzir aos 92 anos deveria ser proibido. Nunca conheci ninguém com essa idade que estivesse na posse das faculdades o suficiente para poder ter uma máquina do calibre de um automóvel nas mãos. Verdade que muita gente aos 72 também não tem as faculdades todas, isso é de analisar caso a caso. Mas aos 92 não tem, definitivamente.

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    1. Os reflexos não são os mesmos, é impossível.
      (o senhor estava impecável, parecia ter uns 80 mas caramba...)

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  5. Cara Picante, belo post que aqui tens hoje. Espero que te ponhas boa depressa.

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    1. Nada de grave, já estou melhorzinha, obrigada.

      Hoje fui ao teu blog e deixei lá um comentário enorme que deu erro e não foi submetido. Era sobre educação, ainda te estou a dever um post...

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  6. Pipocante Irrelevante Delirante20 de janeiro de 2016 às 12:00

    welcome back

    Este ano ainda não andei "pelos blogs", pois somente lá ia pelas suas referências.
    Por esse motivo, agradeço e amaldiçoo-a!!

    É muito assunto, o da educação começa a ser-me querido. O cientista louco começa bem. É triste como alguém que supostamente devia usar uma certa lógica e planeamento utiliza o método da tentativa e erro, ou o partir tudo a ver o que dá.

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    1. É o síndrome no novo brand manager. Mudar tudo o que o outro fez.
      A sério, isto deixa-me maluca. Estão a gozar com toda a gente. 15 alterações em 16 anos. É inadmissível, qualquer idiota vê isso, aqueles asnos nem a idiotas conseguem chegar.

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  7. Fooooda-se és pouco reaccionária. Venham as bloggers "normais", sempre há menos hate speach.
    Ia dizer que essa do Bowie foi baixa, mas tudo neste texto é baixo. Bye bye.

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  8. E custava muito publicar um parágrafo por dia, para ir entretendo as hostes, custava? Aí aí aí, que não se repita.

    Rápidas melhoras!

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    1. Mas assim tudo junto não é tão mais bonito, Mirone?

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  9. Só um apontamemto (e não, não sou funcionária publica). Eles n vao trabalhar menos por mais dinheiro, pelo contrário.
    Os funcionários publicos assinaram contratos que diziam 35 horas semanais, como os da maioria do privado dizem 40. Se era justo na altura, n sei, n interessa, n é esse o ponto aqui.
    Tem um contrato assinado com 35 horas, Do nada passaram para 40 e não tiveram qualquer aumento! Desculpe picante, mas se n vê aqui mal nenhum...
    Ah e já agora, será q o privado tb tinha gostado de ficar sem subsídios, assim do nada.
    Reitero, n sou funcionária pública e até tenho bastantes questões com eles, mas por favor, n confundam a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras, sim!

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    1. Se não sabe, eu explico: muitas e muitas empresas privadas deixaram de pagar os subsídios aos funcionários. Pior, como é ilegal, continuavam a emitir os recibos. Conheço casos distintos, em empresas que nada têm a ver entre si. Por é que os funcionários aceitaram? Por que tinham que pôr o pão na mesa, por que tinham contas para pagar e por que lhes foi dito que é enquanto a crise existir, que "as coisas melhorando, logo se vê" e que "ou isto ou o despedimento".

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    2. essa questão de se passarem a trabalhar mais horas, já se passou nos privados, estava na hora de se igualar a questão... E pior, onde a desigualdade mais se nota é com os contratados da função pública que não são FP. Ou só o são FP para os deveres, mas não o são para os direitos. Recebem o mesmo salário que os da FP, mas trabalham mais horas por semana, não tem ADSE, não têm 25 dias de férias, mas tiverem cortes nos subsídios, taxas e sobretaxas, etc.

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    3. Podemos resolver a questão e dissolver os contratos, ou renová-los...ah pois não se pode porque os FP não podem ser despedidos (mesmo não sendo competentes, presentes, ou sequer necessários).

      E enquanto isso está muita gente desempregada para sustentar um país que tem mais FP em relação ao racio de população comparando com países com serviços públicos muito superiores... porque será?! Nisso não imitam a UE...

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    4. Reitero o q disse no comentário inicial, n misturem temas.
      Se o seu banco lhe alterar o spread q contratou (como aqui há alguns tempos andaram alguns a tentar fazer) o anónimo vai pegar e chegar ao banco para discutir. Porquê? Pq tem um contrato assinado.
      Não compreendo a comparação q faz com os privados q n pagavam sub. Do q li, vejo algo ilegal. Pelo q será algo que podem fazer queixa.
      Estou a falar de um ponto objectivo. Lei. Contratos.
      Opinião pessoal é outra coisa bem diferente.

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    5. "Ah e já agora, será q o privado tb tinha gostado de ficar sem subsídios, assim do nada"
      "Opinião pessoal é outra coisa bem diferente."
      No seu lugar lia bem o que escreveu. Em duas textos curtos é fácil rever e não cair assim em contradição.
      Ass.: anónima das 14:42

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    6. Coitadinhos dos funcionários públicos e dos contratados da função pública, esses mártires, praticamente reduzidos à condição de escravos. Queixam-se muito, choram, dizem que estão em piores condições do que os privados, mas quantos deles estão dispostos a mudarem para o privado? I rest my case.

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    7. Me, My shit and I se não pagar ao banco ele poderá penhorar a sua casa ou retirar-lha. Os FP se não trabalharem...pois, continuam lá como se nada fosse. Portanto, não se pode alterar contratos, não se pode despedir... os privados que paguem... como disse uma FP numa entrevista "se continuarem a cortar, um dia destes SÓ temos os mesmos direitos que os privados" - e eu pergunto-me qual seria o mal disso?!

      Equidade, constitucionalidade só serve para os FP... porque os outros portugueses são os de 2ª categoria com certeza.

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    8. Por pontos, n compreendo onde há contradição. Querem 35h, mas tb queririam os cortes dos sub., q n fosse o tribunal e continuavam sem os ver. Em q po to é q isso colide com eu dizer q opinião pessoal é outra coisa?? Quer desenvolver?
      Eu tenho mtas opiniões dobre os FP. So what? Não quer dizer q n consiga ser objectiva relativamente a um ponto bem claro. Reposição de algo q foi tirado ilegalmente, tal como os subsídios...daí a comparação.
      Se o anónimo acha q eles deveriam trabalhar 40h, é uma opinião. Mas n confunda a sua opinião com um dado objectivo contratual.

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    9. Ninguém me ouviu falar da impossibilidade de despedimento, pois não??
      Lá está. Não misturem temas.
      Eu comentei pq a picante escreveu "vão trabalhar (ainda) menos e ganhar mais" apenas lembrei o q se passou. Qq interpretação adicional, n posso responder por coisas q n disse.
      E já agora, sabiam q os bancários trabalham 35h? Não se importam com isso? Afinal, ultimamente, acho q vai mais dinheiro p os bancos dos meus impostos do q para os FP...

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    10. Me, My Shit and I é uma questão de justiça. Não faz qualquer sentido que haja uma desigualdade entre as horas de trabalho de público e privado. Tal como não fazia sentido os FP reformarem-se 10 anos antes dos do privado.
      Acresce que o Estado está falido e não podendo despedir (nem contratar porque está falido) é a única maneira de resolver a coisa. Pôr as pessoas a trabalhar mais.
      Eu percebo o seu ponto. Quando ingressaram na função pública as regras eram outras, não é justo mudá-las a meio. Mas os tempos são outros, toda a gente fez sacrifícios.

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    11. E se acharem que as alterações são demasiado más, podiam sempre despedir-se (que é a única opção dada aos funcionários do privado).

      É injusto, sim, muito.

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    12. Picante, n digo q seja justo. Eu acho q deveriam ser as 35h para todos. Em sendo passadas, efectivamente, a trabalhar, chegam e sobram.Eu sp trabalhei no privado e por acaso tenho um contrato de 35h.
      N olho p as alterações como justo ou não. Olho como legal ou não.

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  10. As melhoras! E escreva! Escreva que eu gosto de a ler :)

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  11. picante,não é que este post está mesmo muito bom e eu concordo com 90% do que diz?mesmo que não publique,ou nem responda,tens razões para isso,será que alguém saberá o que aconteceu à blogger A Garota de Ipanema?parece que evaporou,ó diabo....

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    1. Tornou-se privado. A miúda era um bocado deslumbrada com isto de viver na Europa e deve ter lido das boas...

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    2. Lúcia, abrimos o champagne? A Lúcia a concordar comigo? Céus!

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    3. às vezes posso ser parva mas não sou maluca,picante.Champagne?não gosto,vou antes beber um copito de água,chega bem.E já agora,é verdade?o blog da miúda ficou privado?huuummmm,cá pra mim....

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  12. Querida Mais Picante,
    Antes de mais, desejo-lhe saúde. Depois, digo-lhe que gosto desse seu rapaz. Só lamento aquela coisa do piano. Mas ele faz-se, vai ver como se faz bom. No mais, gosto de abraçar a causa feminista, embaraça-me a reação oficial aos ataques em Colónia, aquela Henrieta é feia de meter medo ao susto e acho que 35 horas de trabalho empenhado e competente chegam e sobram. Para todos.
    Um beijo,
    Outro Ente.

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    1. Querido Este Ente,
      Eu sou saudável, não tenho razões de queixa para além de uns estupores de umas alergias. Eu também gosto deste meu rapaz. E também lamento aquilo do piano. E também abraço a causa feminista apesar de não gostar de quotas e detestar prémios em função do sexo e não do mérito. No resto também concordo consigo, só não sei quem é a Henrieta.
      Um beijo

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  13. Oh lamento saber destas tuas situações. Espero que te corra tudo bem depressa, tu mereces :)


    www.pensamentoseepalavras.blogspot.pt

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    1. Tudo corre bem, Helder, são só uns contratempos, obrigada.

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  14. Não lhe apetece mas devia, ali o post "Eufórica" é um bijoux!

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  15. É uma pena não andar inspirada picante. Há um blog que está em cacos. Ao rubro de tanta estupidez.

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  16. Podia-me dizer qual foi o look da mais doce que gostou Picante? Obrigada

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    1. Era um look muito simples. Jeans, uma camisola lisa, botas tipo Timberland e a Vuitton, acho. Normalmente há sempre um pormenor ou conjugação que não gosto. Desta vez só achei que as calças podiam estar menos rasgadas.

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  17. Nunca fiz aqui nenhum comentário, mas gosto de ler os posts e respectivos comentários.

    Hoje não resisto a comentar:
    "Há que admirar a das nove horas. Estar anos a fio a alimentar posts só com mantras da felicidade, nunca escrevendo nada, é coisa de valor, revela persistência e muita criatividade."
    Sou fotógrafa; acho "fantástico" que esses posts vivem de fotos de outras pessoas e não da própria - mesmo creditando os autores das fotos como se justifica viver de um blog para o qual não se produz nada - nem textos, nem fotos, nem as receitas que gosta de publicar, ... ?

    Está a usar o trabalho de outros e a receber por isso, via publicidade no blog e convites/ofertas das marcas, e os autores dos conteúdos (fotos, receitas, por exemplo) não recebem nada.

    Vivemos numa sociedade de parasitas, ...

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  18. Então e já recebeu o seu Colgate Max White? Um sucesso na blogosfera portuguesa :D

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  19. Às nove, só que com muita mais piada
    https://www.instagram.com/satiregram/?ref=badge

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  20. Quem é que andou de babydoll??? Tell me!

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  21. As melhoras e, se não for pedir muito,escreva, porque isto não tem a mesma piada sem as suas análises acutilantes.
    Ah não sou só eu a achar a das 9:00 assim uma coisa para lá do aborrecido... quem é que aguenta uma coisa daquelas?! Mantras e mais mantras da treta...

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  22. As pessoas do setor público conquistaram as 35 horas. Fizeram greves com o dinheirinho a menos ao fim do mês, aturaram os olhares de soslaio das colegas lambe botas e os maus modos dos chefes, foram para a rua lutar pelos seus direitos, já que os ordenados na generalidade são baixos ( eu não conheço na FP (exceto os professores) e trabalho para a mesma há 33 anos, quem ganhe mais de 1000 €, sentaram-se à mesa e negociaram: menos dinheiro menos horas. E todos apertaram as mãos, até um não cavalheiro voltar com a palavra atrás. Capisce?
    Sabes aquela do "estudasses"? Pois eu digo - LUTASSES!!!! (Sim, sou desse partido e?)

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    1. Quando o Estado falir eu quero ver onde vão parar as suas conquistas.
      Já eu, que estudei e nunca lutei a não ser por alcançar os objectivos que me eram pedidos, agarro nos meus tarecos e mudo-me para Inglaterra levando minis Picantes.

      (mas não se preocupe, virei cá gastar dinheiro no Verão...)

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    2. Teve o que merecia, e volta sim. Voltam todos. E os pequenos picantes serão filhos, não das malas de cartão mas das de vitton. Embalagens na mesma.

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    3. "lutasses" - a maioria dos trabalhadores do privado se "lutarem" por algo são mandados para o olho da rua.

      O problema da função pública é unicamente o facto de serem premiados pela falta de vontade de trabalhar e falta de trabalho efectivo.
      Um dia destes volta a troika e voltamos à estaca zero: os funcionários públicos com trabalho, a receber o mesmo e os privados a serem despedidos em massa e a terem de sacrificar tudo e mais alguma coisa para manter os luxos e mordomias dos funcionários públicos.

      Justiça? Não sei onde.

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    4. Querida, são mandados para o olho da rua porque os patrões sabem que não há luta. De que luxos fala??? Deve ser dos da elite da fp e esses nunca lutaram;-)
      Não percebo nada deste povo....afinal está contra a luta e a favor de quem não pode lutar?...é por essas e outras é que a riqueza está na mão de meia dúzia. E agora chame-me comunista a ver se eu me importo:-D:-D:-D

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    5. Sim, camarada! Às armas! Vamos lutar até que os maquinistas, trabalho super diferenciado ganhem o mesmo que gestores intermédios! Oh, wait...

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    6. Sim, sim, muita luta, muita greve porque têm as costas quentes com o facto de não poderem ser despedidos

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    7. O luxo da ADSE, o luxo de trabalho fixo, o luxo de ordenados com aumentos proporcionais ao tempo de trabalho e não à produção. O luxo de se manterem no mesmo posto de trabalhando mesmo sendo incompetentes, o luxo de contratos sem término, etc etc etc...

      Tudo o que são os supostos "direitos garantidos" são luxos. E as empresas não despedem centenas por falta de luta, despedem porque estão aterrados em impostos, pagos ao estado, para que ele tenha dinheiro para manter empregados e funcionários públicos a mais que fazem de menos.
      Temos dos piores sistemas públicos com um dos maiores rácios de funcionários publicos per capita na UE... e é a bela porcaria que se vê. Se os postos de trabalho não fossem garantidos vocês funcionários publicos eram obrigados a ser competentes... assim é indiferente. Se trabalharem ou não, não interessa... o tacho continua aí.

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    8. O luxo da ADSE??? Eu ganho 819,00€ desconto os 11% para a A CGA e ainda 35€ mensais para a ADSE, que é o que que qualquer seguro de saúde privado cobra, opah vão-se catar. Falam daquilo que não sabem. As pessoas que falam mal dos funcionários públicos são os mesmo que se queixam de que não há enfermeiros para lhe lavar o traseiro, que não há auxiliares de educação para lhes tomarem conta dos filhos, etc, etc. A propaganda é uma arma poderosa, já dizia Hitler. É tão fácil atirar pedras ao quintal do vizinho, basta um outro vizinho acirrar a contenda. Simplório e elementar minhas caras.

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