quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pequenas dúvidas para 2016 nisto dos blogs

As que suspiram, em caixas de comentários, pelos don Juan dos blogs, continuarão a suspirar?

E quando os tipos se transformarem em Zezé Camarinhas, será que os suspiros de mantêm?

E será que os bloggers que exageram propositadamente os bonecos, no esforço hercúleo de nos levar a crer que os autores são tão, mas tão diferentes, alguma vez assumirão as suas deselegâncias, batendo no peito e confessando, a Deus Todo Poderoso e a nós blogo-irmãos, que pecaram muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões?

E será que os blogs algum dia nos matarão de tédio, por repetição de posts?

E alguma vez algum blogger acertará nas suas previsões, para o ano vindouro, relativamente a isto dos blogs, por mais esforços que faça para que elas se concretizem?

E continuará a haver quem seja ostensivamente desagradável, não se coibindo em apontar isso mesmo aos outros?

E manter-se-à aquela mistura de blogo-consciência com o faz o que eu digo, não o que eu faço, mas quando eu faço não tem importância nenhuma, é enviar mail ao género "ai que isto somos só nós a brincar, eu gosto de provocar, não leve a mal, afinal isto são só blogs, há que ter fair play"?

E manter-se-ão os gritos dos bloggers cujas visitas vão no sentido contrário ao ascendente, dentro do género:  "Aqui! Aqui! Estou Aqui! Aq...."?

Tantas dúvidas e tão pouco tempo para as esclarecer... 
Who cares? Afinal amanhã não é sexta-feira mas isto são só blogs, pois não é?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Desejos Picanteanos de Natal

Pois que venho só aqui, num pulinho, interrompendo ataques vários às guloseimas de Natal amenas e tranquilas conversas com as minhas pessoas, desejar que todos vós tenham um Santo e doce Natal.
Espero que o menino Jesus vos traga, em dobro, tudo aquilo que me desejaram, ao longo deste magnífico ano de 2015.
Sejam felizes, pessoas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Agora a sério, só aqui entre nós que ninguém nos ouve...

Alguém já comprou algum daqueles presentes de Natal inenarráveis que as Rosinhas sugerem, nas listas com que têm a bondade de nos presentear, desde Setembro?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Estava para aqui a pensar...

Que era menina capaz de destacar aqui os piores blogs de 2015, aqueles mesmo irritantes, cujos autores dão pontapés na gramática ou têm a inteligência das pedras da calçada. Mas é Natal...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Upss I did it again

Falava-se da importância das redes sociais em acções de promoção, o tipo que instruía os restantes disse algumas asneiras sobre a relevância dos blogs, lá lhe disse, muito delicadamente, que a coisa não era bem assim, meia dúzia de excepções à parte, os blogs não eram grande meio para se chegar ao público, por tudo o que implicavam, que agora também não interessa nada. O tipo acabou por concordar comigo, dizendo que sim, que ainda eram coisa incipiente. Ao querer exemplificar perguntou quem tinha facebook, instagram e afins. Quando chegou a vez dos blogs só eu levantei a mão, perguntou-me se se podia saber qual era, abri a coca e disse "A...", lembrei-me a tempo do tipo do Mercedes e acabei por salvar a coisa com um "Ahhh isso agora é que é melhor não, se dissesse teria de vos matar". Riram-se na mesma. A minha imagem ficou intacta.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Um dia...

Ainda hei-de fazer uma parceria (é assim que se diz, não é?) com um restaurante. Mas não haverá de ser um restaurante qualquer, derivado de as coisas serem como são, haverei de fazer uma parceria com um restaurante em bom, talvez o Belcanto, eventualmente o Feitoria ou o Henrique Leis, que continua a ser o meu restaurante preferido de sempre.
Eu hei-de lá ir comer sem pagar, em troca hei-de dizer a verdade, que aquilo é uma coisa como deve ser, de comer e chorar por mais, que o serviço é mesmo bom e que o escanção me soube aconselhar os vinhos perfeitos. E, se a coisa for feita como deve ser, talvez vocês também ganhem qualquer coisinha, hei-de pedir aos senhores que façam uns bonitos  patos em papel de alumínio contendo alguma iguaria. Só que viva.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

As coisas são como são

O tipo careca, baixinho e pançudo que estava na fila da frente, dois ou três lugares à minha direita, anunciou orgulhosamente, numa voz altamente fodível,  que tinha cumprido os objectivos do ano. Tinha adquirido um Mercedes, ainda lhe tinham sobrado uns trocos para um Smart.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Que estás a fazer, Picante?

Estou numa formação. O tipo, morenaço, olhos azuis, começou por me perguntar de onde é que me conhecia. Isto promete....

(resisti a falar em azul mar...)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Picante também tem uma palavra a dizer sobre aquilo dos vídeos e seu impacto sobre o casal seleccionador dos finalistas

Se eu tivesse tido de os seleccionar também teria chorado.

Picante informa que este blog vai deixar de postar regularmente

Vocês desculpem. Eu sei que isto é um enorme trauma, que já contam com o costumeiro post matinal, que vão mais satisfeitos para os vossos empregos de assistentes de chefe de secção ou lá o que diabo têm de fazer para ganhar a vida. Nem os dias se passarão com a mesma alegria, nem os serões serão os mesmos, não mais poderão comentar em família " e o post da Picante? ahahaha que graça! eheheh que finura! hihihihi que fina inteligência!)
Mas acontece, meus caros, que a vossa Picante está verdadeiramente feliz. Como felizes ficarão quando souberem desta fantástica novidade que terei a bondade de partilhar com as vossas pessoas. Deste que tomei conhecimento, por uma amiga que mora lá para os lados da Charneca, que há hipermercados que entregam as compras em casa, não tenho tempo para mais nada! Imaginem vocês que agora passo os dias inteirinhos a fazer cliques só para ter o prazer de receber as compras em casa. É super prático e tem a enorme vantagem de evitar contacto com o povo! Blhec, que horror. Agora desculpem, sim? Vou sair desta janela e fazer mais umas comprinhas. On line. Que vão ser entregues em casa. Não é tão bom?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Queridas Rosinhas que agora deram em aconselhar medicação às crianças dos outros

Se eu, Picante, com toda a experiência de blogger mãe que me torna habilitada a receitar medicação às crianças dos outros (sim, porque no que toca às minhas vou ao pediatra), me pusesse a impigir medicamentos às vossas Cês, Mês, Pês ou o raio que vos parta, vocês pensariam em mandar-me para a real puta que me pariu, pois não é? E se soubessem que o fazia a troco de dinheiro achariam que tinha a coluna vertebral de uma lesma, pois não achariam?

Fiquem a saber que eu também tenho uma medicação para vos aconselhar. Cápsulas de noção e injecções de vergonha. Estão em forte carência de ambas.

(E com o cancro é igual. Baldes de merda, Oxalá o menino Jesus vos presenteie com baldes de merda que é o que merecem. Isso e uma queixa no Infarmed)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

E tu, Picante? Também não precisas de apregoar que determinado relógio é um bom relógio?

Hum... Deixa cá ver... A questão não se põe a esse nível, sequer. Acontece que o meu sentido de ética não me deixa dizer que determinado relógio é um bom relógio, sem que apareça no canto superior esquerdo a palavra "publipost". 
Esquisitices cá minhas, não liguem.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Não cuspas para o ar, Catarina, olha que te sujas...

A Catarina Martins prefere ser operada por um cirurgião que tenha sido feliz na escola, que por um cirurgião que tenha feito exames.
No caso específico dela estou plenamente de acordo. Espero que ela seja operada por um médico feliz, de preferência um que nunca tenha feito qualquer tipo de exame, que é para nos assegurarmos de que se trata de um médico tremendamente feliz.

E, já agora, se puder levar o Galamba com ela, eu agradeço.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Os problemas dos homens

Não perceberem que a altura em que devem sair de cena é assim um bocadinho (imaginar distância mínima entre polegar e indicador) antes de iniciarem a curva descendente. Um homem passar de influente e pretendido a mais ou menos engraçadinho é simplesmente patético.

(adoro a palavra patético, ficam completamente desarmados...)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vamos lá, então, falar de educação

Só para começo de conversa devo dizer que acho o Nuno Crato um dos piores Ministros da Educação que algum dia tivemos. E acho o ensino Português, alguns privados à parte, francamente medíocre. Quanto a mim o novo Ministro da Educação tem um oceano de melhorias pela frente, as oportunidades de brilhar são imensas.

Cá por coisas da minha vida, acontece eu ter tido a oportunidade de me debruçar sobre métodos de ensino. E cá por coisas do meu feitio, acontece eu ter tido a vontade de conhecer as metas curriculares entre o 1º e 9º anos. E bradam aos céus de exigentes que são. E atenção, sou totalmente contra o facilitismo. Sou pela exigência e excelência. Acontece que qualquer idiota sabe que quando o objectivo é demasiado alto as pessoas desmoralizam e não dão o extra mile, aquilo que as leva ao desenvolvimento contínuo que, parecendo que não, é o que se pretende.

Os programas de matemática são aflitivos. Querer que crianças de sete anos tenham maturidade suficiente para perceber o conceito de número decimal é simplesmente estúpido. Aos nove têm de saber adicionar e multiplicar fracções, dividir números decimais ou apreender o conceito de volume. A gramática Portuguesa é hilariante, houve meia dúzia de iluminados que resolveram mudar todos os nomes que conhecíamos e substituí-los por autênticos palavrões, difíceis de decorar. O programa de Biologia de 9º ano, por exemplo, tem a complexidade de cadeiras de medicina do antigamente. Idem para Física. Exige-se uma profundidade de conhecimentos que ultrapassam, em muito, a cultura geral sobre as várias matérias, por ventura adequados a quem queira especializar-se na área.

A somar à extensão e complexidade de conteúdos programáticos cada vez os períodos lectivos são menores. Vai daí que os professores apenas têm tempo para debitar matéria. Quem percebe, percebe, quem não percebe tem explicações depois das aulas. Todos memorizam, que a coisa está feita para memorizar, os meninos do 2º ano decoram que somar com vírgulas ou sem é mais ou menos a mesma coisa, as décimas são uma espécie de unidades, depois da vírgula, e pronto. Ninguém ensina os miúdos a pensar, não há tempo para isso, a matéria tem de ser dada. Os que têm sorte são ajudados por pais e explicadores, os desfavorecidos fodem-se, a vida não é justa. 

Reparem que os desfavorecidos já estão lixados, ainda nem falei em exames.

Mas dizia eu que a grande lacuna da educação é formar uma geração de miúdos que memorizam para logo a seguir esquecer, sem saber pensar, muitas vezes sem entender. Eu resolvi o problema das fracções e números decimais na cozinha. Ao fim de semana fazíamos bolos, dividíamos, multiplicávamos e pesávamos. As crianças perceberam e adoraram. Quando me propus a ceder duas horas por semana à turma da minha filha, a professora quase chorou ao dizer que não podia ser, que não tinha tempo, que precisava das horas. Que queria imenso fazer projecto mas que a área de projecto consumia demasiado tempo.
A componente cultural é inexistente, a criatividade não é estimulada, a curiosidade não é incentivada.
Tudo o que faltou (e falta) na escola, os meus tiveram em casa, na medida das nossas possibilidades e conhecimentos, com um enorme esforço pessoal dos pais. Hoje em dia são crianças muito acima da média, em termos de resolução de problemas, atitude face a novas situações, pesquisa ou sentido crítico, por exemplo. E isso reflecte-se nos resultados que têm.

E os exames, Picante? Concordas com  os exames? A seu tempo. Calma que já lá chego. 

A escola, tal como está actualmente, está a fazer um excelente trabalho em segregar, desde cedo, as crianças mais desfavorecidas, com pais incapazes de lhes explicar o que não entendem ou sem posses para pagar centros de estudo, pais incapazes de lhes estimular a curiosidade e pensamento. Com ou sem exames.
Acresce a isto que ele há péssimos professores. Professores que pedagogicamente têm a sensibilidade das pedras da calçada, professores que se estão nas tintas, professores que se fartam de faltar, professores ignorantes. Professores, enfim, incapazes de ensinar.

Os exames, sejam eles de 4º, 6º ou 9º ano, mais não são que um teste. Um teste igual para toda a gente e que permite, além de aferir os conhecimentos dos alunos, assegurando que não transitam para o ciclo seguinte alunos manifestamente mal preparados (a importância da solidez no 1º ciclo está mais que comprovada), mas dizia eu que este exame permite aferir diferenças entre escolas. Identificar escolas problemáticas, escolas onde a matéria não foi dada, professores que são demasiadamente benévolos na avaliação contínua ou, pelo contrário, demasiadamente exigentes. Os exames nacionais permitem identificar diferenças e corrigi-las, funcionando por isso como factor de integração, ao invés de exclusão, conforme disse a iluminada da Mortágua.

Ah, Picante! Mas os meninos... Coitadinhos dos meninos que se enervavam, são tão novinhos, alguns vomitavam e tudo...

Não tive essa experiência em casa, muito pelo contrário. Ainda hoje o rapaz dizia que, em calhando, não haveria exames no 6º ano, que não percebia porque tinham ficado os colegas tão contentes, que aquilo era um teste e que só valia 30%, que via aquilo mais como uma oportunidade que outra coisa. Confesso que a descontracção dos meus me chegou a enervar, houve um que me chegou a dizer "ó mãe, é só mais um teste". Banalizei tanto a coisa que deu nisto.

Mas é verdade que também sei de professores que incutiram uma pressão desmedida aos alunos. Assim como muitos pais. Agora pergunto... A culpa é dos exames? Ou dos pais e professores que foram péssimos pedagogos? (só neste caso específico... não me matem já que ainda não acabei o post).

Se se poderia diminuir o folclore em torno dos exames, contribuindo para diminuir a pressão? Provavelmente sim. Era não mudar os miúdos de escola, deixar os seus professores estar presentes, ainda que acompanhados por outros vigilantes, não mexer nas turmas.

Eliminar, pura e simplesmente, qualquer instrumento de aferição da performance das escolas, deixando tudo à subjectividade dos professores, acho errado. Muito errado. Querem eliminar exames? Façam provas globais. De aferição. Qualquer coisa que permita avaliar desigualdades e detectar problemas. Assim, como foi feito, acho pura e simplesmente uma questão política. Trata-se da esquerda, uma vez mais, a nivelar por baixo, com a teoria do coitadinho que fica já para trás e isso é que não pode ser, que é injusto. Meus amigos... odeio dizer-vos isto mas os mesmos que ficam para trás aos nove anos, ficarão aos doze ou aos quinze. Às tantas teria sido melhor detectar a coisa antes de ser tarde de mais, é mais difícil recuperar-se um mau aluno sem qualquer base anterior, digo eu.

E, já agora, teria sido bastante mais profissional apresentar estudos em como os exames são errados, assim parece-me só o síndrome do novo chefe, apostado em desfazer tudo o que o anterior fez. Porque afinal o novo é que sabe tudo, o anterior não percebe nada disto.

(mas pronto... mais tarde na vida, quando já não houver exames, haverá sempre o RSI, nada a temer)