segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Chegaram os primeiros refugiados a Portugal

E trouxeram uma ninja. 
Gostei muito de ver aquilo, o meu sonho é viver num país onde a maioria das mulheres use niqab, pelo menos poupam-me a vista a alças de soutien, calças que mostrem regos e afins.

72 comentários:

  1. Vês, nem tudo é mau.
    Vi a primeira burca, toda preta e sem se ver os olhos a nu, há mais de 20 anos. Vais ver que te habituas, não temias.

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    1. Nuncs me habituarei a ver uma mulher privada dos seus direitos mais básicos. E ainda bem.

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    2. Nem eu.Acho abominável que alguém se habitue

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    3. Onde eu moro há algumas à uns anos. Até agora são pessoas pacificas.
      Mas também me faz imensa confusão ver uma mulher toda tapada em obediência seja a religião seja ao que for.

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  2. Na minha ingenuidade achei que seriam acolhidos apenas sírios. E deparo-me com eritreus e sudaneses.
    Não entendo

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    1. E vindos do Egipto. Ele há acordos muitos estranhos.

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    2. No Sudão também há guerra.
      Mas no meio dos refugiados de guerra também há muito quem fuja apenas à pobreza.

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    3. Ainda bem que estes acordos foram feitos no tempo e com o aval do Coelho, se não ainda era o Costa o culpado!!!

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    4. Ou será que foram feitos com o aval do Sócrates ou do seu antecessor? Não são os primeiros refugiados em Portugal.

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    5. Acho muito bem que se acolham pessoas que correr perigo de vida nos seus próprios países. Todos os partidos estão de acordo nisto, acho eu, é uma questão de humanidade.
      A questão é a maneira como o processo é feito.

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  3. A maioria?... É só uma Picante.
    Bem sei que se fossemos ao país de onde ela fugiu como nos vestimos do dia-a-dia éramos apedrejadas até à morte... Mas felizmente para ela, por cá somos diferentes.
    A mim pessoalmente não me incomoda. Estranho, mas não me comicha.
    Espero o mesmo da parte de quem chega em relação a mim, às minhas crenças e à minha forma de vestir :)
    Vamos ver como isto se desenrola.

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    1. Ainda que seja só uma, será uma a mais. A mim incomoda profundamente por tudo o que significa, fico com uma vontade irracional de lhes arrancar aquilo e descompor os homens. Incomoda muito.

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    2. Descompor os homens? Os homens são criados pelas mulheres. Elas são as maiores machistas nestes casos. Incutem estes valores nos filhos, diferenciam o tratamento entre filhas e filhos. Só se acaba com isto no nosso território à bruta, ou seja: com proibição de andar em locais públicos sem identificação. Não mostra a cara, não circula.

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    3. Seria uma alternativa.
      A mim faz-me confusão o discurso delas... Sofrem mesmo sem aquela merda, acreditem. Podem não acreditar na comparação, mas uma disse-me "eu ser obrigada a andar sem aquilo é como tu seres obrigada a andar sem camisola, com as mamas à mostra". Uma moça de 25 anos, na Europa há 4 ou 5, a ir ao seu país uma vez ao ano.
      Isto em Praga, no meu Erasmus, onde estudam muitos muçulmanos. Elas diziam "Estou ansiosa por voltar para poder voltar a andar tapada, sinto-me super mal assim, blá blá blá" (na Universidade não podiam andar de cara tapada, usavam apenas os lenços nos cabelos. E diziam mal das muçulmanas que disseram "fuck this shit" e andavam normais, mini-saia, ombros à mostra (uhuh, que ousadas).
      Para elas, priva-las das suas vestes é priva-las de um direito. Acho triste... Mas respeito.
      Mas como em Roma sê Romano, e indo nós a um país muçulmano respeitarmos as regras deles, não vejo motivo para aqui não existirem regras tambem. Até porque em termos de segurança e afins, a gente sabe lá o que está por baixo.

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    4. Fazer como em França onde foram proibidas de usar aquilo nas escolas. Acho muito bem.
      E, sim, as matriarcas são as piores.

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    5. Imaginem serem educadas numa sociedade onde a mulher vale menos que um automóvel ou um cavalo. Onde o destino da mulher é decidido primeiro pelo pai, depois pelo marido.
      Percebo perfeitamente que haja muita matriarca profundamente machista. A mudança tem de ser gradual e fomentada, nem que seja passivamente, pelos homens, afinal são eles que educam as filhas e filhos.

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    6. Esqueci-me de dizer uma coisa: apesar de eu ser sempre favorável à tolerância religiosa, à liberdade de uma mulher ou seja quem for se vestir como quer, a verdade é que temos regras. Não posso ir nua à padaria, não vou trabalhar em cuecas, etc.
      Será difícil estabelecer um limite. Talvez estejamos a colidir com a liberdade destas mulheres ao proibi-las de se cobrirem, sei lá.
      Mas teremos que marcar limites. Da mesma forma que a mutilação genital feminina é proibida. Não será a proibição de mostrar o rosto, ainda que "auto-imposta" uma forma de mutilação?

      Sinto alguma dualidade em relação a este tema, apesar de tudo.

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    7. Caraças Picante antes de se poder mudar alguma coisa a nível de tratamento das mulheres é necessário que deixem de ser profundamente extremistas.

      Mesmo os "moderados" são contra as ideias europeias... e quem não os conhece que os compre...
      Espero sinceramente que as coisas venham a mudar e que nós não venhamos a retroceder em termos de sociedade por permitirmos que venham para cá exigir que aqui a malta siga os exemplos dos seus países de origem (e que pelo exemplo, aquilo é tão bom tão bom que ninguém lá quer viver... mas ainda assim eles ainda acham que têm que reproduzir a sociedade cá).

      É ler noticiarios internacionais, nomeadamente da Suécia e Alemanha e a mim dá-me arrepios. Esperemos que, se eles não aprenderem a bem, alguém os obrigue a aprenderem à força ou a regressarem ao sitio de onde saíram.

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    8. Quanto a mim proibiam burqas, abayas e niqabs, é que nem havia discussão possível sobre isso.
      Tudo o resto acho aceitável, não gosto mas acho aceitável.

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    9. Eu também sou contra qualquer tipo de uso e costume. Mas se uma pessoa sempre viveu assim, para elas tudo é estranho o que não é igual. Sofrem? Sim, mas foram habituadas naquilo. Se até os próprios pais e familia fazem o que fazem em prol da "honra" (sem comentários)...

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    10. Era isso que eu queria dizer, que uma mudança de dentro para fora não me parece provável.
      Só com uma proibição desse género.
      Acho que da mesma forma que se nós formos ao Dubai, por exemplo, também tapamos ombros e cabelos, ao serem cá acolhidos terão que respeitar as nossas "regras" e cultura.

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  4. A picantes tem razão. A mudança teria que ser (idealmente) de dentro para fora. De dentro de casa para a sociedade. De um homem tolerante para a mulher que se aceita e se afirma, com a ajuda do marido rompe preconceitos e educam os filhos nesse sentido. É muito difícil mudar estas mentalidades profundamente enraizadas desde o berço.
    Mas não acredito que isto resulte. Só com algum tipo de imposição de fora para dentro.
    Uma muçulmana "a sério" (muitas aspas naquele a sério) chama putas mentalmente a toda e qualquer mulher com o cabelo à mostra.
    "É mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo..."

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    1. Espero que resulte. Por nós, europeus e por todas as muçulmanas.

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  5. Dos 17 que chegaram devia ser 22, mas 5 desistiram. Lá perceberam que Portugal não tinha as condições que pretendiam (e revela que muitos não são simples refugiando-se de guerra mas que a questão econômica também pesa. Pelo menos ao ponto de recusarem viver num país com baixa criminalidade, elevada tolerância religiosa/étnica, clima agradável. Sabem que seria difícil estarem autônomos daqui a uns meses (condição necessária para poderem continuar a permanecer). Do que tenho visto, muitos migrantes económicos tentam entrar na Europa através de portugal, que tem leis de imigração relativamente brandas. Uma vez obtida a residência acabam por ir para outros países da Europa, onde trabalham clandestinos, porque sabem que se forem "apanhados" são devolvidos a Portugal (o país da residência) e não ao país de origem. Não me espantarei se daqui a dois anos as famílias que agora chegaram já não estejam cá. Onde estão as famílias brasileiras que há uns anos foram recebidas em Vila de Rei? Do ponto de vista económico portugal é dos últimos da lista de "preferências" dos refugiados. E não os condeno (se me dessem a escolher entre fugir da guerra para um país rico ou para um país remediado, se calhar fugiria para um país rico).

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    1. A questão a meu ver é que quem recusasse ser recebido por um país remediado, só por não ser rico, deveria unicamente ser deportado para o local de onde fugiu. Isso não é fugir da morte, nem procurar a paz... mas aproveitar-se da desgraça alheia para conseguir viver às custas dos Estados.

      Por algum motivo não se vê estes motins para a Suiça... é que lá quem usufrui, no final se quiser lá ficar como emigrante paga a estadia anterior a peso de ouro. Quem quiser regressar ao país de origem vai de graça e não paga nada... assim é dificil para todos os imigrantes ilegais que pretendem ser refugiados e vêm pelo meio de quem realmente precisa de asilo.

      Mas sim, em breve, provavelmente nenhuma daquelas famílias estará cá. Falta é saber se serão boas pessoas ou daqueles que vão deixar todas as comodidades cedidas completamente destruídas (como tem vindo a acontecer).

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    2. Acredito que a maioria são boas pessoas é que irão para onde lhes proporcionarem melhores condições (o que os faz querer ir para a Suécia ou Alemanha senão isso?).

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    3. Mirone, também acredito que a maioria são boas pessoas. Isso de escolher destinos sob a firma de exigência é que já não me convence.

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    4. Convencer, também não me convence, eu disse que compreendia. Tenho falado com migrantes económicos que dizem com frontalidade que só tratam da sua legalização em portugal porque as leis são mais brandas e que, mal obtenham título de residência tentam a sua sorte noutros países europeus, mesmo que clandestinamente. Acredito que os 5 refugiados que se arrependeram pensaram que noutro país teriam melhores ordenados (porque o objectivo é que entretanto se tornem independentes, os estados não os recebem para os sustentar para sempre...)

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  6. http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/cinco_refugiados_sirios_desistem_de_portugal.html
    (Esqueci-me do link)

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  7. Pois eu fui ao super-mercado .Feliz da vida andava perdida entre prateleiras a cantarolar para dentro (sim que eu näo sou de incomodar outros) nisto tenho uma colisäo com uma dessas senhoras ,ou sei lá o que era ...e Deus me perdoe ,mas soltei um "ai"e tremi como uma gelatina . Apanhei cá um "cagaco" que nem imaginam !!! Isto passou-se há dias em Viena _Austria

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  8. Num país onde os motociclistas, cidadãos normais que optam por um meio de transporte diferente, são obrigados, repito, obrigados a tirar o capacete nas bombas de gasolina para poder abastecer (se não efectuarem pré-pagamento) e mesmo assim, se optarem por se dirigir ao posto, mais uma vez têm de ter a cara descoberta para eventual identificação - o que é altamente controverso, já que a matrícula da mota é um factor identificador -; num país onde as únicas caras cobertas que vemos no espaço público são de inspectores da PJ ou da PSP a cumprir a lei ou a fazer cumprir a lei; num país onde qualquer pessoa que entre de capuz em qualquer estabelecimento bancário ou comercial tem imediatamente toda a atenção dos seguranças (e não me venham com merdas politicamente correctas, que todos sabem que isto acontece); neste país temos de tolerar mulheres opressoras e oprimidas a fazer afirmações no espaço público? Se eu for nua para a rua não me mandam parar? Se eu entrar de máscara de ski em qualquer lugar onde não se faça ski, não chamam imediatamente a polícia? Só se pode admitir a existência dessa anormalidade da cara tapada se as mulheres não circularem na via pública. Como se identifica o condutor num acidente? Num atropelamento? Se uma delas puder ser chamada a ser testemunha, como se identifica?
    Eu estava convencidíssima que havia uma lei a proibir a cara coberta em espaços públicos, mas não consigo encontrar referências online e não podia estar mais longe do mundo do Direito, por isso gostava mesmo que alguém me esclarecesse.

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    1. Se não existe lei para tal, deveria passar a existir. Pelo menos a cara estar destapada, isso deveria ser obrigatório.

      Quer dizer, senão o marido até pode assassinar a mulher, rapta outra ou vai lá buscar outra, troca-a e nunca ninguém fica a saber. Não é?

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  9. se por algum motivo houvesse guerra cá em Portugal e os Sírios estivessem aptos para me receber... Seria visto com bom tom chegar lá de calções e tshirt ao aeroporto?

    Faço esta comparação devido à senhora que se apresentou toda tapada. Será que não lhe ocorreu deixar um pouco essa coisa da burka de lado? Não lhe ocorreu que isso provavelmente poderia ser interpretado como uma afronta a um país que a recebe de braços abertos? Um país maioritariamente cristão?

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    1. Eles sentem-se tratados como reis, tiverem um previlégio enorme no meio de tantos. Como se lembrará a senhora de ser cordial para com quem a recebe?

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    2. realmente... eu e a minha humildade.

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    3. Não lhe ocorre a si que isso possa ser impensável na cultura dela? Que nunca o fez sem ser em privado? Que trairia todo o seu próprio código de valores se o fizesse? Que não tem de ter vergonha por ser islâmica? Que nem todas as mulheres do islão usam nicab por serem obrigadas e muitas o fazem por opção? Que vestir-se como sempre se vestiu é um direito dela? Que talvez já tenha perdido demasiadas coisas para ainda esperarem de abdique de um para o outro da sua identidade cultural só por ter sido recebida num pais que se esquece que nos anos cinquenta, nas aldeias, quase todas as mulheres ainda usavam lenço na cabeça?

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    4. Cuca, devolvo-lhe a pergunta. Se a Europa entrar em guerra e tivermos de fugir para um país muçulmano, eles aceitarão a nossa cultura ou teremos nós de nos afaptar à deles? É que a mim também me ofende profundamente ter de usar um niqab. É uma traição dos meus valores e convicções.

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    5. Talvez devêssemos ir a correr arrancar os lenços às velhinhas todas... Haveriam de se sentir muito libertas e agradecidas.
      Naturalmente que os países islâmicos com o mínimo de valores democráticos não a obrigam a usar véu, muito menos nicab, quando lá vai!
      O que é que estavam à espera? Que as muçulmanas viessem de mini saia e saltos agulha? Que os refugiados de que se fala fossem californianas chefes de claque?

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    6. E então esperem que nos comportemos da forma que se põem que se comportariam? Devemos ser intolerantes porque achamos que na situação inversa seriam intolerantes connosco?

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    7. Cuca, acho o seu raciocínio um pouco redutor. lá porque acredito numa coisa com muita força, não implica automaticamente que esteja correcta. lá porque uma sociedade segue esse tipo de "tradição" não quer dizer que a justifique.
      acha correcto uma mulher não ser livre? sente se à vontade em compactuar com esse tipo de "tradições"? tudo bem que não conhecem outra realidade, compreendo isso... mas não quer dizer que tenhamos que nos abster, principalmente no nosso país, de as fazer ver as possibilidades. por muito a favor ou contra estejam sobre o uso desses panos todos.

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    8. Cuca, na maioria dis países islâmicos será conveniente usar pelo menos um véu (vamos põr de lado o Dubai e afins).
      De todas as formas eu não me lembro de ter falado em lenços. Falei em burqas e niqabs.
      Por essa ordem de ideias, para muitos muçulmanos a excisão é uma questão cultural, profundamente enraizada. Os casamentos antes dos 16 anos também. A poligamia idem. Vamos permiti-los?

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    9. Preocupa-me muito mais a excisão, os casamentos antes dos 16, a poligamia e outras formas de desrespeito por direitos humanos básicos do que as burqas. A burqa é um mal menor.

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    10. Está a desconversar. Um nicab não é uma ofensa à integridade física como o é a excisão. E aquilo de que estou a falar é do espanto provinciano por uma muçulmana ter aparecido de nicab. Obviamente, não defendo a criação de madrassas, banhos públicos, piscinas públicas para muçulmanas ou a aplicação em Portugal de quaisquer leis que não sejam as nossas. Coisa diferente é criticar-se uma muçulmana por ter aparecido de nicab.
      Aproveito para dizer a quem não sabe que há muitas mulheres muçulmanas que usam véu e nicab por opção e não porque alguém as obriga. Exatamente como essas avozinhas do campo!

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    11. (E já agora, informo que, apesar de ser crime, há casos de excisao em Portugal mesmo sem os refugiados. É comum entre alguns povos africanos. Nunca ninguém deixou de os receber em Portugal, apesar dessa prática horrível)

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    12. A Cláudia pensa que as mulheres do islão são todas atrasadas mentais e ignorantes e por isso não conhecem outra realidade e que quando virem os nossos lindos vestidos Carolina Herrera vão todas perceber como o mundo pode ser maravilhoso e querer usá-las. A Cláudia não sabe que há muitas mulheres do islão educadas em colégios finos europeus que decidem voluntariamente usar nicabs feios e viver de acordo com a sua cultura. Também não deve saber que no Egipto, por exemplo, não se usava lenço nos anos 50 e nas últimas décadas, as mulheres o passaram a usar voluntariamente. Isto de se achar que quem pensar de forma diferente da nossa é tonto tem muito que se lhe diga ...

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    13. Cuca, se a Cuca tivesse tido o azar de ser educada numa sociedafe machista onde o seu destino poderia depender da vontade de um homem, provavelmente também usaria niqab e acharia as ocidentais umas prostitutas. Pior... Até poderia educar os seus filhos nestes termos.
      Eu não manifestei espanto por ver uma muçulmana toda coberta. Manifestei tepugnância por tudo o que o nicab representa. E é mesmo isso que sinto: repugnância e dó por todos os nicabs. Por aquilo submeter as mulheres a um estatuto de inferioridade perante o homem. Ainda que elas próprias o defendam.
      E nunca disse, em momento algum, que não deveríamos receber refugiados, qualquer que seja a sua fé.

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    14. Eu sei que há casos de excisão em Portugal, infelizmente.
      Está a dar o exemplo do Egipto... No Irão, na década de 60, as mulheres usavam vestidos curtos. E guiavam. E trabalhavam. Na Arábia Saudita usavam veus em vez de abayas. E guivam. Isto para lhe dizer que também houve muitas regressoes, para desespero de milhares de mulheres.

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    15. N acho a comparação da Cláudia mto correcta. Se calhasse sermos acolhidos por um país em que andassem de roupa interior tb n nos iríamos apresentar de cuecas.
      Atenção, o niqab tb me faz mta confusão, mas devemos tentar respeitar. Mas a mim tb me causa mta espécie.

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    16. Cuca, vamos la ver uma coisa, não são os outfits que me chateiam mas sim o que representam. não as acho atrasadas mentais, acho as cegas, que é diferente e talvez pior. achar que estar toda tapada é sinal de respeito, pureza e essas tretas todas, para mim, não faz sentido e é opressivo. e dizer que não há problema em ver mulheres asim, para mim, é compactuar com essas tretas opressivas. e acho novamente redutor tentar explicar toda uma cultura opressora com o exemplo da velhinha de lenço na cabeça.

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    17. Se a Cuca tivesse tido uma lavagem cerebral tal como elas, não importaria com certeza o local onde estudou mas sim os valores e ideologias transmitidas pela familia.

      O facto de dizer que elas "escolhem" revela bem quem é a provinciana... Se elas fossem educadas numa sociedade onde tivessem os mesmos valores e direitos que os homens, onde o seu futuro dependesse inteiramente delas, eu gostaria de ver quantas se subjugariam a determinadas coisas.

      Eu acho ofensivo virem para a Europa e não destaparem a cara. E acho que deveria ser ilegal por vários motivos: primeiro elas têm direito a uma identidade e essa só existe se mostrarem a cara, segundo por questões de segurança (delas e nossa).

      Ou a Cuca ainda não percebeu que se andar sempre tapada até a podem trocar por outra sem que ninguém dê por isso? Ou a Cuca não saberá que nos países de origem delas, os maridos até as podem assassinar sem que sejam sequer punidos por isso?

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    18. Acho que este é aquele tipo de assunto em que existem opiniões diferentes e todos conseguem ter razão.
      Percebo o que diz a Cuca. Não foi assim há tanto tempo que em Portugal muitas senhoras que ficavam viúvas, por exemplo, vestiam de preto dos pés à cabeça e andavam de meias pretas até ao fim dos seus dias, mesmo com calor de quarenta graus, de lenço e de carrapito, cortar o cabelo também estava fora de questão. Não foi assim há tanto tempo que muitas senhoras nunca vestiram um par de calças na vida por não ser próprio. Mais, ainda existem por cá, muito menos é verdade, mas ainda existem, algumas destas senhoras, e é assim que se sentem bem, para elas aquilo não é opressão, falta de liberdade, atraso, nada disso, é a forma de estar com a qual se identificam, o mesmo acontecerá com muitas das senhoras que usam o niqab, obrigá-las, a umas e a outras, a vestir de uma outra forma seria uma violência brutal.
      Outras já sonham com outras formas de estar, já sonham com o mundo ao lado de uma liberdade para elas ainda impraticável, e normalmente as mudanças advém daqui, dos que aspiram a outra coisa, mas isso não implica violentar os que só sabem e conseguem e querem viver com o que conhecem e que lhes é incutido desde que nascem, arrancando-lhes os trapos só porque agora estão a chegar ao outro lado do mundo.
      Por outro lado, percebo o incómodo de muita gente ao ver alguém de niqab. A conquista da liberdade que agora temos, nós as mulheres deste lado, deu muito trabalho, foram muitos anos de jugo, há muita ferida que ainda lateja, ainda há muita mulher a apanhar do marido e a achar que é assim mesmo, e outras a dizer deixa lá porque ele depois é bom homem e não deixa que te falte nada. A nossa liberdade enquanto mulheres ainda tem alguns tons muito cinzentos, em muitos casos, e a visão de um niqab talvez despolete incómodo por tudo o que representa, adquire o simbolismo de tudo o que temos lutado até aqui para nos livrar, talvez produza assim um efeito parecido com um murro no estômago. E por isso acho que talvez não seja labreguice, nem falta de conhecimentos, talvez seja medo, mesmo que inconsciente. Medo que ainda seja apenas cuspo o que está a colar certos dados adquiridos.Talvez seja isso, medo.

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    19. Não acho que seja propriamente medo, Claudinha. Eu sinto revolta quando vejo aquilo. Antes do medo do futuro sinto que estão a objectificar a mulher, que a estão a privar dos seus direitos mais básicos de livre escolha. E fico triste. E muito zangada.

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    20. Para mim a questão põe-se desta forma: Se eu for ao Irão e à à Arábia Saudita, para dar um exemplo, NÃO posso andar sem lenço na cabeça. É a cultura deles e que remédio tenho eu senão aceitar. Mas como isso para mim é um desrespeito e não tenho vocação de mártir, NÃO vou a nenhum desses países nem a nenhum onde seja OBRIGADA a usar lenço.

      Mas tal como eu tenho de aceitar a cultura deles, mesmo discordando, também eles, neste caso elas têm de aceitar que em Portugal NÃO andam de cara tapada. E já estou a ser muito tolerante, porque me ofende e aborrece profundamente ver uma mulher de cabeça tapada, mas aceito que para elas isso seja muito importante. É pena que nos países deles/as a tolerância para com os nossos costumes não seja idêntica...
      E não me venham com comentários idiotas sobre as velhinhas que usam ainda lenços em Portugal. Nunca me constou que fossem apedrejadas no dia em que resolvessem tirar o lenço...
      E já agora, aproveito para informar que, no Dubai NÃO é obrigatório para uma ocidental cobrir a cabeça. Estive lá e andei vestida como em Portugal, fui à praia e usei bikini.

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  10. Pipocante Irrelevante Delirante9 de novembro de 2015 às 18:35

    Dizem que vai ser o must havê da season 2016.
    Venham a mim as marcas.
    Burka powered by zara

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    1. Não vá sem resposta. Penso que foi a H&M (não tenho a certeza, mas sei que é uma marca dessas muito populares a acessíveis a qualquer bolsa) que lançou na última colecção uma linha com lenços e e mangas compridas (etc), numa piscadela de olho assumida às compradoras muçulmanas.

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    2. A Mirone adiantou-se. Vinha cá dizer isso mesmo.

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    3. Lembrei-me disto lol:
      https://www.youtube.com/watch?v=W0NosW_DgkM

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    4. A Primark está cheia de piscadelas de olho à comunidade chunga (não só masculina, mas principalmente). É vê-los a rondar os expositores de alguns trapinhos e ficar a saber que tipo de pessoa usa aquilo.

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  11. Nisto, concordo totalmente com.a Picante. Aquilo é uma aberração, estou pouco me lixando se é uma merda qualquer religiosa.

    Temos tanta obrigação de respeitar aquele ataque aos direitos das mulheres como de respeitar o partido nazi.

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  12. Assumindo que não faz topless, seria o mesmo que uma mulher de uma tribo Africana achar que a Picante está a ser oprimida por usar parte de cima do bikini.

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    1. A questão, Anónima, é que há mesmo muita muçulmana oprimida. Ou querem negar isso?

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    2. Claro que há muita mulher muçulmana oprimida. Isso é indesmentível. Claro que há muitos muçulmanos que são radicais e é também claro que a cultura islâmica é muito diferente da nossa. O outfit das senhoras é o menor dos problemas.

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    3. E se eu for misturar-me com uma tribo africana, viver do que eles produzem, têm todo o direito em exigir que eu faça topless, se isso é o seu costume tribal. Se eu não quiser fazer topless, não vou viver para o meio deles. Simples assim.

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    4. É claro que há. Tal como há mulheres ocidentais oprimidas. Não acho é que a forma como se vestem deva ser o foco da atenção de quem se preocupa com essa opressão.

      Conheço uma Egípcia que anda com o cabelo sempre totalmente coberto. Para ela, mostrar o cabelo em público seria o equivalente para mim a mostrar as maminhas. Porque é que é que nós podemos andar de cabelo à mostra, mas não de camisa aberta com maminhas de fora? Quem é que define o que é a quantidade apropriada de pele que se pode mostrar?

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  13. A mim o que me encanita mais é este tipo de atitudes:
    http://news.yahoo.com/disappointed-migrants-too-frightened-live-swedish-woods-222031742.html

    ""We don't like to stay in the woods, it's not our way," says Waez."

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  14. Ninguém sabe se quando chegar o verão a mulher já não se sente à vontade para se pôr em pelota no Meco, há que dar tempo ao tempo, ninguém muda dum minuto para o outro, muito menos culturas!

    O que me preocupa mais é isto: http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-11-09-Como-Costa-vai-mudar-a-nossa-vida#_swa_cname=sapo_fb&_swa_csource=facebook&_swa_cmedium=Web

    Isto sim é deveras preocupante! Que eu estou farta de sustentar chulices!

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    1. Acho que agora será portanto uma boa hora de me ir ali atolar em dívidas e deixar de pagar o que devo. Depois todos os portugueses podem pagar a minha rica casinha. E se tiverem menos do que eu? Palermas! Se vos tivesses endividado também poderiam usufruir sem pagar nada.

      E aquilo do Novo Banco? Tenho mesmo pena de não andar a investir todas as minhas poupanças, feita maluca e ignorante, num só capital, sem ler (ou fingir que não li) as entrelinhas e depois aquilo afinal dá para o torto mas vem o Costa e salva a malta...
      Pode ser que os empresários todos do país que fizeram investimentos consigam agora que o Estado lhes pague o que perderam. Afinal quem faz negócio não tem que assumir os riscos, não é?!

      Poderia continuar mas vou ali trabalhar porque, ao contrário da função publica, se eu não fizer o meu trabalho bem feito, posso muito bem ser despedida.

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    2. Completamente de acordo, anónimo! Cambada de chulos!

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  15. Concordo plenamente com a picante. Não percebo porque razão querem vir para a europa quando têm outros paises mais ricos, e onde são maioritariamente muçulmanos.

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