terça-feira, 27 de outubro de 2015

Isto dos blogs anda tão aborrecido, não anda?

Estive a ver as quatro prioridades apresentadas pelo PS, são elas: (1) o retirar as taxas moderadoras às mulheres que querem abortar e abolir a porra da consulta de psicologia, nunca cheguei a perceber por que razão é essa consulta uma afronta tão grande, por que motivo será assim tão mau um médico assegurar-se que a mulher tem 100% de certeza antes de inviabilizar uma vida, mas de certeza que o problema é meu; (2) a reposição dos quatro feriados abolidos; (3) a adopção de crianças por casais homossexuais em pé de igualdade com casais ditos tradicionais; (4) a pma para toda a gente. A par disto querem repor os cortes salariais e pensões e devolver a sobretaxa antes do tempo, nem que para isso seja necessário renegociar as metas de défice.
Acho lindo, a sério que acho lindo, o país na situação em que está e estes ordinários a chamar pela Troika, mais preocupados com abortos que com a economia. 
Ainda por cima dizem que a carne processada é cancerígena. E a vermelha também. Porra. Ide gozar com o preto, mas é.

122 comentários:

  1. Mau.
    Estás a chamar preto a quem?
    Ao macaco da Quinta?

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  2. E sim, respondendo à tua questão, isto dos blogues anda aborrecido. Olha!, vou criar um hate blog, pronts.
    E o problema é teu sim: achas que uma mulher precisa que alguém lhe pergunte -médico ou não- se ela tem a certeza do que vai fazer?
    Tu precisavas?

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    1. Acho. Conheço mulheres que usam o aborto enquanto contraceptivo, conheço mulheres que são pouco esclarecidas, que acham que não têm mais opções, conheço mulheres que não estavam preparadas para o trauma que sentiram. Portanto, acho.
      (eu sou uma pessoa esclarecida Filipa, infelizmente o Português médio não tem o meu grau de esclarecimento)

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    2. Hmn... com essa do "sou uma pessoa esclarecida" é que me tramaste, não estava nada à espera disso.
      Como é que me vou safar dessa?.. ah!, já sei:
      Para pessoa esclarecida, dás-te com pessoas estúpidas que nem portas. A essas, as que fazem da ivg método contraceptivo devia ser cobrada toooooda a despesa e não só a taxa moderadora.

      E o que é isso do "português médio", hmn? O que é que um médico -tendencioso, deixemo-nos de quimeras- acrescenta que uma mulher não calcule que vai passar? Para uns vai perder um filho, para outros um embrião, quem decide se tem ou não tem, se pode ou não pode é a mulher, qual médico qual quê, pá.

      Já me enervaste.

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    3. Pronto... É desta que se zangam!!!

      (Não tinha sido muito mais bonito se tivésseis esperado pelo Natal?... Não fazeis nada às direitas, é o que é...)

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    4. Não podes julgar as pessoas por ti. Eu não disse que a mulher não decidia, disse que não via qualquer problema em ter uma conversa séria sobre o assunto com alguém capaz de a fazer ver todas as opções.
      (não me dou com pessoas estúpidas que nem portas, para além dos anónimos maus e de uma ou duas bloggers, acontece que escolhi gastar algum do meu tempo a lidar com algumas dessas pessoas, são mais do que se pensa)

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    5. Mas tu queres que nós nos zanguemos no Natal? Logo nessa época de paz e harmonia?...

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    6. Sim. No Natal tinha mais impacto.

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    7. Estou a julgar tanto as pessoas por mim como tu estás por ti, não sei se já reparaste.
      O "dás-te com pessoas estúpidas" referia-se ao te "conheço mulheres que usam o aborto enquanto método contraceptivo". Ora, como considero que este tipo de assunto não se tenha com o manel da mercearia, assumi que te desses com esse tipo de gente. Talvez tenha errado na assumpção, peço desculpa se foi o que aconteceu.
      Uma conversa séria, já a mulher teve com o parceiro ou até mesmo com ela própria antes de lhe entregarem os comprimidos e a mandarem embora. Já acompanhaste algum processo? Sabes como as pessoas são tratadas e "apontadas"? Achas que o médico, no meio de tanta gente que se está cagando para aquela mulher que está a sofrer (vamos por de parte as que curtem fazer a cena só porque sim) com a tal conversa séria vai explicar-lhe porque é que aquela gravidez vai fazer sentido?

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    8. Pela minha experiência a mulher não sabe ao que vai. Não sabe como funciona a intervenção, não sabe o que vai sentir, não sabe quais são os efeitos secundários, não sabe tomar a pílula, não sabe quando é o seu período fértil, etc e tal. Uma vez passou-me pelo serviço uma miúda com cara de criança, cabelo ruivo, pele clara, sardas, com 16 anos. Sozinha, sem os pais. Ia na QUARTA ivg desse ano. Uma consulta de Psicologia obrigatória neste caso teria sido essencial.

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    9. Uma pessoa larga umas larachas é burra, é a Filipa dos cremes ou das asneiras ou do caralh* (há que ter algum cuidado que madame picante só aceita asneiredo de alguns. É a sua propria democracia, enfim), se uma pessoa debate assunto mais assertiva e convictamente é logo esta merd*.
      Olha, ide mas é.
      Fode* para aí e depois vinde reclamar das taxas e dos psicólogos que eu tenho aqui um dedo do meio jeitoso para vos acenar.
      Estúpidas.

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    10. Mas porque é que as pessoas partem do princípio que os médicos serão tendenciosos? Querem viver na república das bananas e pegam em coisas sem sentido para desconversar.

      Picante, concordo com tudo. E tudo já me cansa tanto, que a minha vontade nem é emigrar, mas hibernar...

      Filipa

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    11. A culpa será da Filipa ou das amigas da Filipa. Saudades de festas de aniversário un/dis-aborrecidas...

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    12. Anónimo das 15:50, eu pela minha, a mulher sabe ao que vai, psicologicamente falando, que é o que aqui está na mesa. Se fisicamente não sabe (que não!) então arranjem é umas consultas para quem atende estas mulheres que mais parece que estão a aviar vacas. Aliás, já vi veterinários com mais consideração por vacas do que médicos por pessoas.

      Ah!, 16 anos e ser mulher, é coisa que não cabe no mesmo sao, se é que me entende. Nesse caso, a mãe da miúda é que devia ser chamada à responsabilidade se é que sabe o significado de tal palavra.

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    13. Qual Filipa, Outro Ente? Pior!, quais "amigas"?...

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    14. Eu acho a consulta de psicologia faz falta, sim. Não só por tudo o que já foi referido: como acharem que não têm outra opção, serem pressionadas a fazer quando não querem mas também porque um aborto não é propriamente comprar pão ali na esquina ou pedir ao médico para passar um paracetamol... Muitas acham que sabem ao que vão mas depois de já lá estarem ou de o terem feito arrependem-se. Por vezes a consulta de psicologia é a diferença entre alguém as tentar guiar nesse momento ou caírem num abismo.

      Mas ninguém decide por elas. E nenhum bom psicólogo irá julgar uma mulher que opte pela IVG.

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    15. Pois que nunca comentei, comento hoje. A Filipa (Brás) está coberta de razão. Está cada uma a julgar tendo como medida a si próprio. E a picante está a ser condescendente, como aliás é o seu registo. Cobram aos diabéticos descontrolados o preço da consulta de pé diabético, as amputações, as cirurgias oculares? Abuso haverá sempre. Quem pagará a maior factura de Ivg como medida de contracepção é a mulher que as faz. Consulta de psicologia obrigatória é contra o código deontológico. É abuso de poder, é muita mais e nada do que é, é positivo.

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    16. Epá, eu acho que a entrada dos 41 me deixaram a modos que lerda.
      Que "outras opções" existem para uma mulher que engravide mas que não queira o filho, que não a ivg?
      E a consulta não é após a ivg, que a existir, deveria ser nessa altura, mas aí o estado já não a acha necessário. Tão giro, não é? A consulta é antes, por isso não há cá lugar para desabafos nem receios dos pós.

      (editei porque nem eu própria percebi o que tinha escrito)

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    17. Não acho mesmo que esteja a ser condescendente. Se há mulheres que sim, têm a certeza do que querem, ou do que não querem, também há as que não têm parceiro para conversar, as que são influenciadas pela família a abortar, as que não são esclarecidas. É o mundo em que vivemos. Acho a consulta útil, sim.
      (e obviamente que estou a falar de uma consulta ética e profissional, não de uma lavagem cerebral...)

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    18. Então a essas, as indecisas, as influenciáveis, as não esclarecidas, que peçam as tais consultas com os tais Drs imparcias. A questão é que a consulta é obrigatória para todas quando deveria ser opcional e é com isso que discordo.
      Deviam focar mas era toda esta atenção para consultas psicológicas pós ivg para todas, isso é que era.

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    19. A Filipa tirou-me todas as palavras da boca. A consulta obrigatória de psicologia ou psiquiatria a um indivíduo saudável e nas plenas posses de faculdade é imoral, e contra os códigos deontológicos. É tão importante a decisão de ter como a de não ter. Mas alguém obriga a uma consulta de psicologia a quem decide ser mãe. A ver se tem competências para? Então quem decidiu que não tem, não quer, não é o momento, não tem necessidade de uma confirmação de nada. Assumir que há outras opções é assumir que o motivo do aborto são condições econômicas. E continuo a achar que é condescendência. Anônima das 19:30.

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    20. Pois eu acho que deveria haver pré para todas, para se assegurarem de que não havia dúvidas, pós para quem quisesse.
      Cara Anónima, por favor não compare a IVG à decisão de ser mãe. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O natural é as pessoas engravidarem e terem os filhos. A IVG é contrariar o curso normal das coisas. Não pode nem deve ser encarada como uma coisa natural. Não é. Deverá sempre ser um acto psicologicamente doloroso (e quando não o é, é mau sinal)

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    21. Concordo em absoluto com a Filipa. Consultas opcionais mto bem, obrigatórias n acho correcto.
      Sei de locais de ensino público q necesitavam de bons psicólogos, mas pelos visto n há verbas. Mas p custear estes já há. Ah espera, estes devem ser custeados pelo pagamento da taxa moderadora introduzida (q como efeito dissuasor é q n foi criada seguramente).

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    22. Desculpem meter me na conversa, mas se quem quer ter um filho e tem que ser por inseminação tem sim consulta de psicologia obrigatória antes de iniciar o procedimento. Ora se quem faz IVG "a torto e a direito", são mais que as outras mulheres que querem ter um filho.
      Já tiveram a opção de tomar medidas para não engravidar e não as tomaram (eu sei que estou a generalizar, não é tudo igual)

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    23. Picante a gravidez é natural? Certo, entao nao toma nem nunca tomou anticoncepcionais? Vamos lá retirar crenças pessoais e religiosas da equação. Se conseguir claro. Está pejada de preconceitos, toda a ivg é causada por descuido e por falta de informação. Como a sua dás causas da inferilidade. Uma coisa é ouvir médicos, outra é ser médico. E ainda dentro disto há os maus e bons profissionais. Não tem mesmo razao aqui, como a Filipa tem feito o favor de explanar, embora a picante reduza logo para situações refractarias.

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    24. A consulta pré IVG permite à pessoa exprimir-se sem medo de ser julgada pela familia ou amigos. Muitas pessoas optam pela IVG não por ser algo que querem (ou motivos financeiros) mas inclusive motivos religiosos, familiares, etc. Nenhum profissional as pode condenar por isso mas o que poderá ajudar é a perceber que, se estão a tomar essa decisão por pressões externas, que há outras alternativas.

      Por vezes, há mulheres que preferem não ir à IVG mas dar para adopção, o que também é uma possibilidade.

      E a consulta pré- IVG serve também para criar um vínculo e um elo. Qualquer bom profissional deixa aberta a possbilidade de terem mais consultas pós-IVG caso a pessoa assim o decida.

      E como já foi dito, quem recorre ao auxilio médico para engravidar também precisa de passar pela consulta de psicologia.

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    25. A Mulher tem como opção a adoção? Tem, pois. Essa mesma mulher tem que estar os 9 meses grávida apesar de todos os potenciais problemas emocionais, físicos, e religiosos? Tem,pois! Pimenta no recto/ ânus alheio para mim, é refresco!

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    26. Lamento que não tenha entendido. Para ALGUMAS mulheres é preferível adoptar do que abortar. A decisão é de cada uma.

      Lamento cara anónima mas não é a senhora que decide por elas. A cada uma é apresentada as diversas opções e é lhes dada a oportunidade de dizerem o que querem realmente fazer [para muitas é a única altura em que o conseguem fazer]. E a decisão é delas.

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    27. Lamento o mesmo homônima. Quem é contra o aborto tem todo o direito de não o fazer. Todo. Ninguém precisa duma consulta obrigatória para fazer algo que ja esta determinada a fazer. Dar para adopção ou fazer ivg. Vou explicar mais devagarinho, eu não faria uma ivg, eu sofri dois abortos espontâneos e quero ter um filho. Eu so pro vida. Eu sou a favor da ivg, sem taxas e sem consulta.

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    28. A sua experiência de vida dá-lhe a pensar que todas as mulheres têm a mesma oportunidade ou que todas as vontades de todas as mulheres são respeitadas, não são.
      E não precisa de explicar devagarinho pois não sou eu que não consegue entender que a vida não é igual para todos.

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    29. A consulta deveria chamar-se avaliação psicológica e - SIM - deveria ser obrigatória antes do aborto, imediatamente aliás. O objectivo não é convencer a pessoa a não abortar mas sim compreender os seus motivos e ajudá-la a enfrentar esse processo. Se uma pessoa aparenta estar decidida e relativamente bem resolvida com a sua decisão provavelmente não necessitará de novas consultas. Noutros casos poderá fazer todo o sentido um acompanhamento pós-aborto.
      Não me choca que a avaliação psicológica seja obrigatória, é um pressuposto essencial, tão importante como análises sanguíneas por exemplo. Faz parte do processo, parece-me natural e a única forma de garantir que quem precisa desse apoio não irá passar ao lado...
      Sabem que se faz o mesmo numa consulta para colocação de banda gástrica, por exemplo?
      A avaliação com nutricionista e psicólogo é obrigatória, em que é que difere??

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    30. Por a minha experiência de vida, tenacidade e acesso à informação não serem regra é que tenho esta opinião. Metam na cabeça que o objectivo da consulta nem sempre é a realidade da consulta, que quem vai para uma consulta pode estar fragilizada e que bons profissionais completamente isentos e que não permeiam ou até imprimem as opiniões, e crenças no que fazem não são todos. Nao faltam aqui exemplos desses, basta ler. Nao faltam exemplos aqui neste post, médicos que nao prescrevem pílula, entre muitas coisas. Tenho uma conhecida que era basicamente maltratada pela médica porque nao era casada e tinha uma filha, mudou inclusive de médica. Não é a consulta no psicólogo obrigatória que ajuda a mulher, quando requer a ivg tem espaço para colocar dúvidas e exprimir a vontade real. Da mesma forma que a minha experiência de vida nao é regra, nao é a sua, nem da picante, nem seja de quem for. Não faltam mitos e desinformação, desde que é depenalizada o número global tem vindo a descer e aa ivg múltiplas são residuais. O sistema estava a funcionar, deixem-no em paz.

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    31. Caríssimos, a ver se nos entendemos. Obviamente que a gravidez é uma coisa natural e a sua interrupção forçada não é. Nem sei qual é a dúvida. Uma IVG é tão natural quanto umas mamas postiças.
      Não tentem pôr palavras na minha boca. Eu aformar que a gravidez é natural, não faz de mim Opus, não me lembro de ter defendido o sexo apenas para reprodução.
      E, obviamente que quando defendo a necessidade de uma consulta de avaliação psicológica, parto do princípio que a mesma é feita eticamente e por profissionais cujo único objectivo é assegurar que a mulher está consciente de todas as opções e certa do que quer fazer. Dizer que há maus profissionais não pode servir de argumento contra. É fazer queixa deles à ordem, maus profissionais há em toda e qualquer profissão.

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    32. Mas então as pessoas fragilizadas precisam de consulta? Essas mesmas pessoas fragilizadas vâo à consulta e depois fazem queixa? Estão fragilizadas e são mais fracas e influenciáveis só para umas coisas?
      Tanta falta de apoio à saúde mental e agora há milhões para gastar por causa da IVG? Já eu acho que a avaliação psicológica deve ser para quem decide ter filhos, porque os casos de negligência, maus tratos, isso sim, não são residuais e tem efeito muito mais perversos e acabam por custar muito mais ao estado.

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    33. Ok, Anónima. Com essa calou-me. Não consigo rebater esses seus argumentos de avaliação psicológica a quem quer ter filhos e abortos ao desbarato que isso sim, será a coisa mais normal do mundo.

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    34. Nao me coloque palavras na boca, tal como a Picante, não sou fã. Em nenhum caso fiz propaganda ao aborto nem disse que seria ou deveria ser ao desbarato.

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  3. Eu tenho uma 5ª medida a propor - acabar com os blogs da treta onde quem os escreve é anónimo e pode escrever o que quiser.....

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    1. Olhe... forme governo.
      (mas antes disso talvez acabem os anónimos maus)

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  4. Não sejas ingénua, garota. Os médicos que estão escalados para falar com a mulher que quer abortar são os mesmos que condenam o aborto. Querem-se profissionais isentos, não que façam a cabeça às mulheres com a porra da religião que professam aos domingos de manhã!
    As taxas, concordo que paguem aquelas (ou aqueles) que têm dinheiro e condições para o fazer, mas para isso, também têm de pagar pela mesma bitola, aquelas que vão ás consultas Planeamento Familiar. Ou comem todos ou no como ninguém! PMA para todos, claro.
    De facto, "o país na situação em que está", em que continua a haver casais desempregados, famílias a ficarem sem casa, fome nos infantários, nas escolas e esta a votar neles. Come carne de aves, pode ser que os neurónios comecem a funcionar, ligeiramente, melhorzito se bem que já não haja grande esperança.

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    1. Uma pessoa que tenha certezas jamais deixará que alguém lhe faça a cabeça, neste particular. E ouvi falar muito disso, de os médicos serem objectores de consciência, mas só ouvi os políticos a falar do assunto, não tenho conhecimento de quaisquer queixas de utentes.
      O planeamento familiar tem como função evitar o aborto, não me parece que o que diz faça qualquer sentido. Lamento mas não acho que a PMA seja uma prioridade, não enquanto as pessoas esperarem quase um ano por exames e consultas que podem significar a diferença entre viver mais uns anos ou não.
      Um dia, se tiver paciência, há-de explicar onde é que está a árvore das patacas. Diz que a esquerda a encontrou, eu achava que era um mito mas afinal não.

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    2. Basta ir a um post que a Mais Doce fez há uns tempos sobre o assunto e são vários os comentários de pessoas a referirem-se aos tais médicos. E nem é preciso ir tão longe como contactar com esses médicos numa situação de IVG. Até nas consultas de planeamento familiar eles existem, até numa normal consulta de rotina no centro de saúde, em que uma adulta (eu, na altura, há 8 anos) de 19 anos sugere começar a tomar a pílula e leva uma rabecada da médica de família - que, vim depois a saber, é toda CDS - que pergunta se estou numa relação estável e, estando, porque é que "não deixo acontecer". A partir do momento em que uma pessoa é adulta e toma uma decisão legalmente admissível, não tem de ser obrigada a consulta nenhuma (até nem sei se isso seria deontologiamente aceitável, conversar-se com um psicólogo à força). Que elas existam e sejam facultativas, tudo bem, agora, obrigatórias?! Isso cabe na cabeça de alguém?

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    3. Com 19 anos disseram-lhe para "deixar acontecer"? Quando essa médica tiver uma filha de 19 anos vai lhe dizer o mesmo? E quando essa filha tiver 30 anos e 6 filhos?
      Bolas, isso é ridículo demais.

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    4. É legal obrigar-se a falar com um psicólogo. Acho que no caso em questão é até algo muito aconselhável.
      Acho que ficaria surpreendido(a) pela quantidade de pessoas que não sabem que existem outras opções que não a IVG ou que chegam a uma consulta e querem fazer a IVG meramente por pressão familiar. Muitas vezes é com os psicólogos que tem a oportunidade de dizer "eu quero ter este bebé", outras têm somente aí a oportunidade de desabafar. Pois, mesmo querendo fazer o aborto, nem todas se sentem bem após o ocorrido e muitas não contam a mais ninguém sendo que recorrem aos psicólogos para ultrapassar as mágoas, receios, etc.

      Por isso, acho bem que seja obrigatória pois só dessa forma muitas irão ter a oportunidade de dizer o que realmente querem/pretendem.
      Quanto aos comentários sobre a vida pessoal, é fazer queixa às instâncias competentes. Da última vez que consultei o Código ainda era ilegal fazer qualquer juízo acerca de qualquer comportamento de qualquer cliente.

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    6. Anónimo27 de outubro de 2015 às 17:33, eu já nem digo nada... esta semana tive uma consulta de ginecologia onde disse à médica que estava a planear engravidar para o ano e ela diz-me "ah, a minha filha com a sua idade já tinha 2 filhos!" (tenho 27) e eu pensar "mas porque raio ela me está a contar isto?" e digo "pois, mas acho que eu ainda vou bem a tempo!". E ela acrescenta "a minha filha tem 37 e o meu neto mais velho já tem 17 e ela tem 3 filhos ao todo!" e depois sorriu. Não foi num tom de pressão, ou crítico, mas acho despropositado estes comentários e comparações, acho que um médico devia abster-se de os fazer.

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    7. Picante, se infertilidade é doença, se há tantos casais a sofrer por não conseguirem ter filhos, se os nossos dados da natalidade são o que são, porque raio a PMA não deve estar acessível para todos?

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    8. Deverá, sim. Depois de resolvidos problemas bem mais graves com os quais nos debatemos.
      A maior causa de infertilidade é a idade com que as pessoas decidem ter filhos. Pode não parecer justo mas se as pessoas não esperarem pelos trintas e muitos para engravidar, o problema diminui significativamente. Portanto, muitas vezes não é uma doença, é uma escolha.

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    9. Curiosamente sei de 4 casos próximos, nenhum depois dos 32. Eu aos 35 foi tiro certeiro.
      Acho q esses estudos são mto discutíveis. Qq dia vimos a saber q tem a ver com o consumo das tais carnes vermelhas e enchidos...

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    10. Olá!!!!
      Cá estou eu, a Filipa. De novo, Madame Picantchi,

      Então a maior causa de infertilidade é a idade com que as pessoas decidem ter filhos?
      Só tu para me pores a gargalhar pela fresca, mulher!!

      De facto, é uma escolha, a pessoa ter filhos após os trinta, mas não é uma escolha assim bem uma escolha. Tipo escolho ter porque sim, ou escolho ter porque não. Não!
      O pessoal opta ter filhos mais tarde por causa da merda em que este país se tornou, por salários de merda, por contratos de trabalho precários, por incertezas relativamente ao futuro, na minha opinião, essa "escolha" -vamos metê-la entre aspas- é até bastante sensata, ter filhos sai caro e não são os 505 euros de salário mínimo que paga o que quer que seja. Por exemplo. Ou pela independência que cada vez tarda mais.
      Eu cá acho que há várias causas para a infertilidade que passam muito por doenças nos aparelhos reprodutores. O avançar da idade dificulta o processo, não o impede. Mas isto sou eu, que sou praticamente cabeleireira, não sei do que falo.

      Fui mãe aos 39 anos.

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    11. Pipas, não me lixes. Pergunta a qualquer médico qual é a melhor idade para ter filhos. Há centenas de artigos e estudos sobre o assunto. A partir dos 33, salvo erro, aumenta a dificuldade em engravidar. A partir dos 35 aumenta o risco de má formação do feto.
      Também há quem seja mãe aos 50. Mas o corpo humano não está programado para isso. As pessoas escolhem ter filhos cada vez mais tarde, sim, mas isso até é mais propenso em meios mais abastados. Quem vive de RSI muitas vezes não se inibe, tem muitos mais filhos do que deveria, cada filho é uma pensão.
      Estás com vontade de desconversar, pois estás?...

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    12. A partir dos 35 aumenta a má formação do feto?
      Pá, desisto. Não tenho essas fontes de saber que tu tens.
      As tuas armas são melhores do que as minhas.

      Estou com vontade de desconversar porque te estou a expor, com a maior da educação, o meu ponto de vista?

      Vou ali pensar na resposta e já volto.

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    13. O risco de....

      Não. Porque te estás a basear na tua experiência pessoal. A tua experiência é específica, não é representativa da generalidade da população. É por isso.

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    14. Eu percebi o risco, só não escrevi pensando que o ias subentender.

      Escrevo-te a minha experiência pessoal como outras pessoas aqui também o fizeram. É a que me está mais próxima, mas não me é exclusiva, não vivo fechada numa caverna, convivo, converso, acompanho, amadrinho.
      Tal e qual tu não podes generalizar porque não conheces a generalidade dos factos nem da população.
      Ficávamos aqui o dia inteiro para chegarmos à conclusão que nunca estaremos de acordo neste assunto (e eventualmente noutros) e que os meus argumentos são tão válidos quantos os teus.
      Ou quantos os outros que aqui li.
      São simplesmente os meus.
      Muito obrigada por este bocadinho tão simpático.

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    15. Picante, a melhor idade para ter filhos é aos 18. É a altura em que o aparelho reprodutor da mulher está no seu auge de bom funcionamento, pondo as coisas de uma forma simplista. Será de se incentivar ou plausível de esperar que as mulheres tenham filhos com essa idade? As causas de infertilidade são muitas, a idade é uma delas, mas o uso continuado de medicamentos anticoncepcionais é outro, a quantidade de porcaria que ingerimos via comida e ar hoje em dia é outro, questões genéticas, etc. Não é propriamente uma escolha, como não é uma escolha ter-se cancro de uma série de órgãos quando sempre se fez uma alimentação saudável, exercício, análises, etc... é um azar.

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    16. Picante desculpe mas estou com a filipa nesta luta (e eu n conheço, nem me baseio na experiência dela).
      Uma amiga minha engravidou com 36 foi seguida pelo Dr. Pina Pereira, q lida com gravidezes de alto risco (por opção dela) e ele foi o primeiro a desaconselhar q ela fizesse a amniocentese, q o risco dela era o de uma jovem de 25 anos. N tem necessariamente a ver com a idade. Pessoalmente acho q isso é um mito do passado. Terá seguramente algum impacto,claro q sim, tal como outros hábitos da futura mãe.
      E sim, tb n acho q seja necessariamente opção ter filhos mais tarde (embora no meu caso por acaso tenha sido, ainda q aliado a outros factores), infelizmente a epoca áurea dos anos 90 em q a malta saia das licenciaturas com trabalho e salarios de 4 digitos ou aproximados, e q ao fim de 1/2 efectivavam, já n existem. Mas pronto, nem quero entrar nessa conversa.

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    17. Picante, faça um favor a si mesma: não se ponha a discutir assuntos que não domina. É, como diz, confrangedor. A infertilidade é doença. Existem milhares de casais que não conseguem engravidar durante anos, começam em tratamentos bem antes dos 30 anos, e, por razões várias, medicamente documentadas não conseguem engravidar. Aconselho-a pesquisar um bocadinho sobre as causas da infertilidade antes de falar e não baseie a sua opinião apenas do que conhece no seu pequeno mundo. Informe-se. Documente-se.

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    18. Adoro idiotas que não fazem ideia do que falam. Milhões de mulheres inférteis antes dos 30 anos, é pior que a gripe, essa praga da infertilidade, diz que o pico é aos 18.

      http://www.ivi-fertilidade.com/pt/pacientes/perguntas-frequentes/causas-da-infertilidade/

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    19. Pipas, eu percebi. A única coisa que digo é que as leis têm de ser feitas tendo em conta a maioria, o geral e não casos específicos (que haverá sempre). E por vezes são muito injustas para esses casos específicos.

      Me, My Shit and I, eu desculpo, claro que desculpo, nem por sombras pretendi insinuar que a idade é a única causa da infertilidade. Digo apenas que o ter filhos cada vez mais tarde é uma das causas de. Isso é um facto, está mais que documentado.

      Anónima das 11.00h, é um problema das sociedades desenvolvidas e não vejo como fugir dele. Quer por não haver condições financeiras, quer por privilegiar carreiras, quer por mera opção de vida, é um facto que cada vez mais se tem filhos mais tarde.

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    20. Por a "idiota" saber exactamente do que fala é que a aconselho a documentar-se e informar-se. A infertilidade não é exclusivo da idade, é um factor que agrava a possibilidade de engravidar, mas não é (infelizmente) a única causa, como entretanto lá acabou por referir. No link que indicou, e que eu tive a amabilidade de ir confirmar, refere (e bem) todo um conjunto de situações que conduzem à infertilidade. Espero (sem ponta de ironia porque não desejo a ninguém a vivência desse inferno) que ninguém dos seus seja confrontado com essa doença. Porque pode acontecer a qualquer um/a. Era esta a mensagem que a "idiota" aqui queria passar. Eu também adoro idiotas que não sabem do que falam. É por isso que a leio.

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    21. Picante
      Não são só as mulheres que são inferteis, as causas de infertilidade são muitas e vem dos dos dois lados. Não são as mulheres que não podem ter filhos, é o casal que não pode ter filhos.
      A PMA só aparece depois de analisadas as outras opções de tratamento.
      E nós cá, se quisemos ter filhos, e muitos anos antes dos 35, tivemos de pagar.

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    22. Ainda bem que não são médicas. O que a Picante disse em relação à idade da mãe está correcto. Ide ler as revistas cientificas e não as cor-de-rosa. Aliás a maioria dos médicos chama a gravidezes pós 35 anos, de "gravidezes idosas" ou "gravidez geriátrica" - não porque a mulher esteja na terceira idade mas porque geneticamente nós não evoluimos tão rapidamente como as condições de vida e a idade reprodutiva está no seu limite.

      Em relação às escolhas claro que é uma escolha. Mas como em tudo há coisas boas e más e as consequências são o que são. Ter filhos com 18 anos pode ser facílimo, no entanto, dar-lhe um lar estável emocionalmente e economicamente deve ser pouco viável, ser mãe aos 40 aumenta o risco de mal formações, de nascimento prematuro, de baixo peso ao nascimento, etc.

      São dados médicos. Nisso, lamento mas não há volta a dar (nao quando falamos de estudos bem executados). Lá porque conhecem vários casos onde correu tudo bem - e ainda bem - não quer dizer que isso comprove algo medicamente.

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    23. A infertilidade existe em casais mais jovens mas, desculpem, aumenta exponencialmente com a idade.
      Nisso tem toda a razão picante.
      Mas toda a gente paga os mesmos impostos e tem direito a ver as suas doenças tratadas de forma "tendencialmente gratuita" pelo SNS. Bem sei que isso a si lhe diz muito pouco, bem como ao seu querido governo de direita que, deixe-me que lhe diga... contribui muito para que muitos casais só possam começar a tentar engravidar depois dos 35...

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    24. A senhora Diana faz comparações despropositadas e tem estatística de bolso. Infertilidade é doença como foi dito. Dificuldade em engravidar é outra coisa distinta. Que pode só ser descoberta mais tarde porque só se tenta mais tarde. Mas sempre existiu. Como ovários poliquisticos, entre outras situações.

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    25. A ver se me faço entender. Isto está complicado, adoro quando agarram numa parte do que eu digo e lhe dão outro sentido.
      Eu apenas disse que a partir dos 35 há mais dificuldade em engravidar e que o risco de má formação de fetos é maior. Isto é a mais pura das verdades, perguntem a qualquer obstetra.
      Não disse que a idade é a única causa de se ter de recorrer a tratamentos de fertilização. Tampouco disse que a infertilidade é única e exclusivamente um problema feminino. Apenas disse que o facto de as pessoas optarem por ter filhos cada vez mais tarde leva a que haja cada vez mais casais a ter de recorrer a tratamentos. E é verdade, não mudo nem uma vírgula.

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    26. Ok, então concordas que a PMA possa estar acessível no SNS a todos os casais com menos de 33 anos? ufa, ainda vou a tempo do 3ª, e desta vez no público. Vá lá, estou a brincar, mas de qualquer modo lembrem-se que a infertilidade é muito mais, em muitos mais casos, muito mais próximos, e com consequências maiores do que aquilo que aparenta ser.

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    27. Concordo que num mundo justo estaria acessível a toda a gente, independentemente da idade.
      Mas nem o mundo é justo, nem sei se Portugal está em condições de o fazer, financeiramente.
      Não acho que seja uma doença proritária, por mais duro que isto possa parecer.

      Mas o que eu quis dizer com isto da PMA, foi que penso que as prioridades do PS estão todas trocadas. Nesta altura do campeonato eu queria ouvi-los falar de segurança social, de impostos, de financiamento do país, de dinamização da economia ou de atracção de investimento estrangeiro. Nesta altura específica, acho que a PMA ou o aborto são as últimas das prioridades. Infelizmente para eles parecem ser as primeiras.

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    28. Picante eu estive dos 30 anos aos 35 a tentar engravidar...Aos 30 após os exames pré concepcionais impecáveis foi dada luz verde para engravidar mas passado um ano nada tinha acontecido...nessa altura após novos exames de marido e mulher foi-me detectado um quisto de endometriose ( que pode provocar infertilidade) no ovário esquerdo que após realizar uma histossalpingografia e ecografias a verificar a ovulação verificou-se que não existia nenhum impeditivo para uma gravidez. Continuei a não conseguir engravidar.....Aos 35 anos e como não havia nenhum impedimento fisico de ambas as partes a médica propos que fizessemos uma IUU(Inseminação Intra Uterina) sem estimulação uma vez que eu ovulava muito bem.....Assim fizemos....No dia próximos da ovulação a médica verificou a ovulação natural , receitou-me a injecção que faria com o óvulo fosse libertado em 36 horas, e nesse dia foi feita a introdução dos espermozoides perto do ovário/ovulo.
      Devo dezer que fiquei logo grávida e tudo isto foi feito num hospital público pela minha médica de ginecologia/obstetricia que sempre me acompanhou e sem um único custo para mim além de 2 ou 3 € que paguei pela injecção que comprei na farmácia...........

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    29. Ah e durante a gravidez com 35 anos numca tive o minimo problema e todas as médicas que me viram inclusive no pós parto na maternidade diziam que 35 anos ainda era muito cedo para ter filhos.....e nem pensar em fazer amniocentese só pela idade.....

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  5. Coma um bife em sangue que isso passa, aquilo das carnes vermelhas é só potencialmente e ainda não tem relatório final.

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    1. Sim, aproveita o potencial, picante. Depois logo se vê.

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    2. Eu continuo a comer os bifes em sangue. Com batatas fritas e esparregado.
      (mas hoje enviei ovo mexido às crianças, em vez de fiambre, amanhã logo volto ao normal...)

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  6. Retirar as taxas moderadoras às mulheres que pretendem abortar sou absolutamente contra. Não faz qq sentido. Já as consultas de psicologia, tanto me faz, mas não vejo utilidade em fazer uma mulher ter uma criança que à partida não queria. Sinceramente, acho mais útil uma pessoa que faz sucessivas IVGs ser esterilizada. No caso do aborto, todos os custos hospitalares deveriam ser cobrados. Assim como assim, se fossem à clandestinidade tb pagavam, não? (isto é para aqueles que vêm dizer que, coitadinhas, são pobrezinhas).

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    1. "mas não vejo utilidade em fazer uma mulher ter uma criança que à partida não queria. "

      Um psicólogo e a consulta de psicologia não serve para fazer com que a pessoa tenha um filho que não quer. Serve somente para mostrar as diversas opções e para apoiar psicologicamente a pessoa que decide abortar. Mesmo sendo uma opção consciente e muito bem ponderada (usualmente é) nem todas as pessoas reagem da mesma forma após o acto e não são assim tão poucas aquelas que precisam de acompanhamento psicológico depois de o fazerem.

      Achar que vão para consulta de psicologia para serem convencidas de fazerem o oposto é mentira. Ou se for verdade, a pessoa que pratica essas consulta está a ser um péssimo profissional.

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    2. Não acha bem que se retirem as taxas? Pior, diz que "todos os custos hospitalares deveriam ser cobrados". Faz alguma ideia de quais seriam os valores cobrados nesse caso? Eu, com 25 e sem rendimentos, não poderia abortar caso todos os custos hospitalares fosse cobrados. Fixe, ficaria encalhada com uma criança que não queria.

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    3. A quem faz vários abortos? Lamento mas concordo absolutamente, todos os custos deveriam ser cobrados.
      Acho lamentável que se encare o aborto como uma coisa normal, um tomo uns comprimidos, faço uma eco e já está. Quem não quer engravidar tem imensas opções. Imensas. Até a porcaria da pílula do dia seguinte.

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    4. Lá está esta gaja a generalizar, parece-me que tiraste o dia para me enervares. Sucede que sou comós cães raivosos: não largo o osso enquanto não estiver satisfeita. TOTALMENTE satisfeita.
      E hoje tenho tempo, o senhor dos computadores está a ver dos vírus do pc do trabalho, olha, temos coisa para um ror de dias.
      "Quem não quer engravidar tem imensas opções. Imensas. Até a porcaria da pílula do dia seguinte."
      Adoro citar-te, já viste? É que a menina tem imeeeeensa piada.
      Olha eu, logo eu, com tanta opção, não é que mesmo tomando a opção a horas, todos os dias, engravidei?
      Ah!
      Já apanhaste o queixo do chão?
      E não é que tomei a porcaria da pílula do dia seguinte?
      Ah!
      Vai lá busca-lo outra vez.
      E não é que só não fiz um aborto porque vai contra o que acredito? E porque tinha estrutura familiar, financeira, emocional e tudo e tudo para ter um filho?

      Mulher, sem estarmos dentro da coisa, sem a vivermos, não dá para falarmos assim, com essas certezas todas, e com esse mundo todo a sair-nos pela boca.

      Vamos mas é falar de castanhas, pode ser?

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    5. Meu anjo, não tentes especificar. Haverá sempre excepções, sempre. Não é pelas excepções que se fazem a lei. A lei tem de ser pensada tendo em conta a generalidade. E a generalidade, a grande maioria das mulheres que engravidam sem querer, fazem-no porque, no calor do momento pensaram " que se lixe, era preciso ter muito azar". E também há as que tomaram mal a pílula. Como há as que tiveram realmente azar e engravidaram apesar de usarem DIU.
      Falamos do que quiseres...

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    6. A minha mãe engravidou com DIU e abortou, engravidou com a pilula (meu irmão)... depois de um historial desses eu tinha medo de tudo o que não fosse o preservativo, o "santo graal" dos contraceptivos...Preservativos comprados na farmácia, guardados numa gaveta em casa, num ambiente considerado ideal... e eu engravidei.

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    7. Se deixou os preservativos na gaveta... pois é natural que tenha engravidado.

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    8. Caiu-lhe o dentinho com a gracinha, não?

      Caso não se tenha apercebido, os preservativos foram comprados e guardados no ambiente ideal. Usados nas condições ideais também.
      Passados 6 anos nunca mais engravidei mas desde então uso sempre preservativo e pilula.
      Não há nenhum contraceptivo 100% eficaz.

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    9. Pois talvez pudesse ter-se informado melhor porque o preservativo tem maior taxa de insucesso do que a pílula ou o DIU...

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    10. Leia melhor diana. Engravidou com DIU. E com pilula. E com preservativo. Duas mulheres, três situações.

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    11. O DIU não é assim tão seguro, basta perceber o seu motor de acção. Quanto à pilula, muitas mulheres pensam que é só tomar um comprimido e já está. Esquecem-se é que determinados medicamentos interferem, tais como antibióticos mas não só. Também um simples vómito nas horas a seguir à toma da pílula contraceptiva pode fazer com que a mesma seja eliminada, assim como um episódio de diarreia que poderá impedir a absorção do principio activo da pílula. O que se verifica é que a maioria das mulheres que toma a pílula não está totalmente esclarecida acerca dos seus mecanismos de actuação no organismo.

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  7. Pipocante Irrelevante Delirante27 de outubro de 2015 às 20:34

    Porque raio um aborto, ou IVG, que é mais higiénico, não pode ser cobrado? Não é um acto médico?
    Ah, mas e tal não há alternativa e é um caso de saúde... porra, e eu vou ao hospital em turismo? Tenho culpa de ter uma infecção e ser obrigado a tomar antibióticos? Pró carvalho, pa!!

    Acabei de ver que um aluno que dormia na sala de aula agrediu a professora que o acordou. Vaca estúpida, interromper assim o descanso do rapazinho. Espero que o Costa ponha esta malta na ordem.

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    1. Ai o Costa... O que vou gostar de ver a queda do abutre. Só me aborrece que, para ele cair, o país inteiro vai pagar, eu inclusa.

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  8. Pipocante Irrelevante Delirante27 de outubro de 2015 às 20:36

    quais metas? Metas é nas corridas. Isto é para ir andando..

    Essa dos feriados... quer dizer, achar que isso era a solução para a produtividade.. ahahah... melhor só o coelho a viajar em turística e deixar a gravata em casa à sexta para poupar no A/C

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    1. O problema nem eram os feriados, suponho que o drama fossem mesmo as pontes. E tem impacto, obviamente que também tem impacto.

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    2. Pois, este Domingo é feriado em Espanha, guess what?Passou para segunda-feira!País atrasado e pouco produtivo, né?E vá lá ver a quantidade de carrinhos de bebés a passear nas ruas...

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    3. Filha essa das pontes é mesmo irritante!!!
      Quem goza ponte gasta um dia de férias sim?

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    4. Oh Diana... E acha que quando metade, às vezes mais, das pessoas de uma empresa estão de férias, tudo ao mesmo tempo.. Acha que a empresa não para e não tem uma quebra de produtividade? Sério?

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    5. Mas a empresa é que tem que decidir se permite ou não ao trabalhador colocar um dia de férias. Muitas empresas optam por ajustamentos: umas vezes tiram uns, outras tiram outros. É como nas férias nuns anos uns têm direito a marcar primeiro, e assim sucessivamente. Uma boa gestão permite conjugar todos os interesses.

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  9. Eu cá vou deixar de comer carnes vermelhas e fiambre às carradas. Acho que posso optar por isso. É um direito meu, comer ou não comer. Agora se houver um iluminado que me ponha em consultas de psicologia para me fazer ver que afinal não, que afinal comer carnes vermelhas é bom e que há outras opções para o fiambre, eu havia de abrir muito os olhos e dar-lhe com uma morcela nos dentes. E tem outra, que vos conto. Há uma turma aí nos centros de saúde, julgo que devem ser primos dos Jeovas, a ver pelos ideais que professam, que atrasam ao máximo a consulta de planeamento familiar, aventando não haver vagas e nem médicos, para fazer passar o tempo da possibilidade do IVG. Deviam era colocar psicólogos nas escolas em vez de os armar cavaleiros com fez a Filipa de Lencastre aos filhos e manda-los com a batina para os hopitais. Eu não tenho muita paciência para heróis. Se quiser interromper a gravidez quando menos pessoas encontrar à frente melhor. E pagar o quê? Então ando a pagar metadona e os dentes novos aos agarrados, ando a pagar casas e benesses à comunidade que corta os clitóris às filhas, e não me pagam a IVG? Era o que mais faltava.

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    1. Obviamente que as taxas moderadoras devem ser pagas. Também as pagas se tiveres uma pneumonia, ou não? E, a pneumonia não a podes evitar. Já a gravidez...
      (imbecis há em todo o lado, em todas as profissões, dizer que se conhece uma médica pouco ética ou atrasada mental traz pouco valor à discussão)

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    2. Picante desculpe mas n creio q seja apenas uma ou 2 médicas...
      Ja soube de diversas situações q n creio q as pessoas frequentem todas os mesmos centros.

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    3. Picantex, não pagas nada enquanto grávida, amyga, vamos lá a ser imparciais. Ou só porque consideras que ter filhos é natural e fazer uma ivg não, o pessoal deve pagar por isso? É que sendo assim temos muito que falar neste post.
      Olha, começamos pelos doentes oncológicos.
      Cancro do pulmão em ex-fumadores.
      Deviam pagar as taxas ou não?

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    4. Eu vejo a isenção das taxas moderadoras das grávidas à luz de duas razões:
      1. Incentivar a natalidade num país envelhecido
      2. Incentivar as grávidas a irem a todas as consultas e fazerem todos os exames, os quais são mesmo importantes para o bem estar do bebé. É quase um não haver desculpa para não fazer o controlo de natalidade.

      Mas a bem dizer, não percebo porque umas doenças pagam taxas moderadoras e outras não. Acho injusto, a maneira mais justa de fazer a coisa seria com base em rendimentos e grau de invalidez, quando o há.
      Não me choca que as grávidas sejam excepção, mas também não me chocaria que não fossem. Já a IVG ser excepção choca e muito.

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    5. Por mim, apenas faço estas perguntas: Gravidez é doença? Não, pois não? Então por que raio deve ser tratada como tal? Para quê isenções e patrocínios estatais?
      Cada um que se responsabilize monetariamente pelos seus descuidos.

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    6. Claro que me refiro apenas a situações de IVG.
      Ass.: anónima das 11:04 ( Joana)

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    7. Uva passa, 100% de acordo.

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    8. "Gravidez é doença? Não, pois não?"

      Vá dizer isso ao meu filho que me obrigou a ser hospitalizada (quando nunca o tinha sido) e a passar 5 meses de cama, repouso absoluto, a tomar mais medicamentos do que em toda a minha vida e a levar multiplas injecções (para maturação de pulmões).

      Ps: Eu não desejo o que passei a ninguém mas há pessoas que mereciam mesmo um balde de água fria para acordarem para a vida.
      Espero que tenha uma santa gravidez mas, caso não tenha, lembre-se do que disse.

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    9. Leu por acaso o que eu escrevi às 13:35? Parece que não!
      ass: Joana

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    10. Mas porque é que eu deve pagar um aborto a alguem ?

      Isso é absurdo. Querem faze-lo façam-no, mas paguem as taxas moderadoras, reparem ninguem esta a dizer para pagar o valor real da intervençao, esse valor real é pago pelos contribuintos, pelo menos no minimo paguem taxas moderados dos vossos abortos, no minimo.

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  10. Eu concordo com a isenção das taxas nas grávidas. Vejo como incentivo à natalidade.
    Agora vou dar um exemplo que não tem nada a ver com IVG.
    O meu marido é diabético. Antes, tinha isenção para tudo. TUDO! Quer tivesse a ver com a diabetes quer não.
    Agora cortaram as isenções todas e só está isento para a doença diabetes.
    Eu acho muito bem. Se é diabético e tem isenção para essa doença, porque raio também tem de ter em tudo o resto?
    Ele ia a uma consulta normal no centro de saúde porque tinha gripe e não pagava. Por ser diabético.
    Acho muito bem terem acabado com isso.
    Mas pelo que vi lá no programa do Gato Fedorento das eleições a senhora de cor de rosa acha isto mal.
    E se calhar ela e mais não seio quantos.

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    1. Olhe mas deixe estar que com este governo qualquer dia ele perde a isenção também pela diabetes (tipo II).
      Um dia destes descobrem que os diabéticos têm culpa de estarem doentes... e muita gente irá aplaudir!

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  11. Resisti até não poder mais, mas tive mesmo de voltar.
    Por dois motivos, qual deles o mais premente:
    (a ordem não é relevante)
    - No ponto dois ainda concedo. Pagar cinco euros por consulta durante sete meses (a partir daí, normalmente é-se seguido na maternidade/hospital) pode não estar efectivamente ao alcance de todas. Não faço ideia de quanto custará uma ecografia no público, nem análises nem o resto dos exames. Maneiras que considero esse teu argumento muito pertinente até, sobretudo vindo de quem veio.
    -Agora o ponto um é o argumento cacete, que é aquele que só apetece dar com ele na mona de alguém até nem dar para fazer dele, uma sande de queijo.
    Incentivar a natalidade? Com os incentivos que o estado dá durante a gravidez/nascimento/crescimento da criança???
    AH AH AH Picante, tu és um pagode: fazes-me rir pela freca, fazes-me rir na pausa para café, fazes-me rir enquanto retoco o lipstick, és um prato cheio, uma autêntica feijoada.
    Belo incentivo à natalidade, a isenção das taxas moderadoras, sim sAnhores.
    Não, não estou a implicar nem sequer estou a falar no meu caso próprio. Estou mesmo a falar na generalidade, tal como querias. Panorama global.

    Por último, um orgulho ter tanta gente a concordar comigo. Épico. Acho que vou imprimir isto tudo e guardar bem guardadinho na minha caixa das recordações perfeitas.

    Cá beijinho.

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    1. Filipa

      Concordo inteiramente consigo, em todas as suas intervenções neste post.
      Não conseguiria dizer melhor.
      Picante, acorde. O mundo real pouco tem a ver com a redoma em que ainda vive a "pequena burguesia".

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    2. Filipa, esta é para si e espero que a dona da casa não se importe. Aceite lá este beijinho repenicado que neste campo estou em perfeita sintonia consigo, subscrevo integralmente todas as suas intervenções. E fique sabendo que, mesmo quando não concordo consigo (na sua casa ou em casa alheia) sou incapaz de lhe chamar parva de merd* porque gosto à brava de si (o * é só para Madame Spicy não me bloquear o comentário). Já perdi a conta aos anos que a leio. Beijinhos ao maricas do seu marido, ao Guedes, ao Zé, à Alice e ao Vieira e à cobra. E, claro, ao João e à Luisinha.

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    3. Ohhhhh.
      Cá beijinho que até me emocionei.

      "Ao maricas do seu marido" ahahhahahahhah até lhe vou mostrar isto para que ele saiba que não sou a única a achá-lo ;)

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    4. Filipa não concordo com muito daquilo que disse porque acho que está desinformada em relação a alguns aspectos e "mandou para o ar" uma opiniões aleatórias... que não correspondem à realidade daquilo que se passa com a nossa população...
      Mas essa do incentivo à natalidade também me deixou parva realmente!!! Eu a comentar a dizer que a consulta / avaliação psicológica não serve para convencer as mulheres a não abortar (achando que estava a dar razão à picante) e ela sai-se com essa !?)

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    5. Não concorda exactamente com o quê? E que opiniões aleatórias mandei para o ar?
      Sem especificar não posso justificar que tudo, mas TUDO o que disse tem óbvia razão de ser e são totalmente realistas.

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    6. A Filipa nao esta desinformada. A Filipa contou experiência pessoal e colocou várias questões pertinentes, e desconstruiu argumentos falaciosos. A Diana sabe o que se passa com a nossa população? Conte lá, por obséquio. Mas cite fontes, claro.

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    7. Pipas, começas a lembrar-me uma pessoa que não vou dizer o nome mas é de esquerda. Tu vê lá isso.
      Isso do incentivo à natalidade é a única maneira que encontro para justificar a ausência de taxas de moderação no caso das grávidas. Viste-me em algum lado dizer que em Portugal os incentivos à natalidade são fixes? Ou que aquilo é um incentivo que valha a pena? Não viste, pois não? Mas a verdade é que aquilo é um benefício que as grávidas têm. Um benefício de trampa mas, ainda assim, um beneficio.

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    8. Não senhora, Picante. A ausência de taxas justifica-se por saúde pública. Pela redução brutal de mortalidade infantil que se associa a essa medida. Informem-se. Anónima das 21h58 e lá de cima dos primeiros comentários.

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    9. Picante, picante, o que hei-de eu fazer contigo?

      Sinceramente estou bastante espantada com a tua falta de leitura do que está implícito nos meus comentários. Porém, não me importo nada de os esforricar, sabes bem.

      Portanto, entendes a ausência das taxas moderadoras durante a gravidez (e se não estou em erro um ano -ACHO, mas pode ser menos- após o parto) como uma forma de incentivar a natalidade e venho eu, toda lampeira, como é aliás meu apanágio, estendo-te o meu indicador direito e digo-te, com o braço esquerdo na cintura enquanto bato com o pezinho no chão:

      -Pá, ó Pics, então e o incentivo é só enquanto tens o filho na barriga e o parires? então e depois? Como é que é?

      O que eu quis dizer, minha amiga, é que não se pode -na minha singela e pequena percepção- entender a ausência das taxas moderadoras durante a gravidez como um incentivo à natalidade, porque não faz sentido existir um incentivo desta dimensão com uma duração pré definida, ou, se quiseres, um incentivo desmotivador.

      Só isto.

      É um beneficio, nisso estamos de acordo, uma merda de beneficio, porém, não pode ser considerado -por ninguém, acho que não estou a ser tendenciosa- como um incentivo. Tal como os abonos não podem ser considerados incentivos, nem apoio nenhum que esta merda deste estado dá, pode ser considerado merda nenhuma.

      Não vi de facto nada disso que me perguntas, mas também, em lado nenhum foi isso que afirmei.
      Sinto-me triste por já não me entenderes como antigamente.
      Felizmente que os teus leitores compreendem-me cada vez melhor e gostam cada vez mais de mim do que de ti.
      Isso de ter de escrever exactamente o que se quer dizer, é para os homens. Nós, as mulheres, lemos nas entrelinhas, pois é?

      Cá, jokinha.

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    10. Pipas, eu dou isso de barato. Até porque me deitei a adivinhar o que poderia estar a passar pela cabeça do legislador.
      Mas o abono é entendido como um incentivo. Assim como a diminuição de IRS por cada filho. Uma trampa de incentivo mas um incentivo, ainda assim.
      Abracinho também para ti.
      (as donas Marias devem estar a brincar aos fantasmas, por isso é que tens aqui gente a dar-te razão...)

      Anónima, isso vai bater no ponto 2 do que eu disse. Apontei dois possíveis motivos para a ausência de taxas moderadoras nas gravidezes. Mas se a única razão tem a ver com o controlo de mortalidade, detecção de problemas no bebé, etc. Então não há qualquer razão que justifique que quem quer fazer uma IVG não pague taxas moderadoras.

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  12. Preocupadinhos com o aborto sim... se não houver bebés quem é que vai pagar os impostos no futuro... eu da minha parte ja tratei de sair desse país que um dia também foi meu.. para nunca mais voltar... ou melhor .. talvez um dia para ver se recebo alguma coisa na reforma...

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  13. A infertilidade é uma doença.
    A dificuldade para engravidar não é o mesmo que infertilidade.
    A infertilidade tem vários factores, femininos e masculinos.
    A infertilidade não surge em mulheres que decidem ter o primeiro filho a partir dos 35. Infelizmente, faço parte desse mundo e entrei nele aos 27 (bem longe dos 35)....
    Até posso aceitar que acho que não é uma doença prioritária e que por isso não defende a PMA gratuita e acessível a todos os casais. Mas não aceito a mensagem se que a infertilidade é escolha das mulheres que cada vez mais decidem ser mães tarde.

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    1. Não ocorre só a partir dos 35, nomeadamente, por factores genéticos até pode surgir antes.
      Ocorre na maioria dos casos a partir dos 35 anos e principalmente pelo facto de se ter adiado a gravidez para esse tempo. A mulher tem uma idade limite na fertilidade, o homem não.
      Vários factores interferem com tudo, algumas pessoas até nascem inférteis, a maioria deixa de o ser após uma certa idade. A menopausa precoce, por exemplo, poderá levar a que mulheres com 30 anos já se encontrem numa fase em que são inférteis.

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    2. Dificuldade em engravidar num casal sexualmente activo por mais de 12 meses é infertilidade, independentemente da causa. A idade superior a 35 anos é em si só uma das causas. A maioria das outras em nada estão relacionadas com a idade.
      Não fará sentido que o estado proporcione gratuitamente a PMA gratuitamente a todo e qualquer casal que o deseje mas a lei tem que ser revista com urgência e alargados os prazos etários face à realidade do nosso país, embora com coerência e alguma razoabilidade...

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