terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma semana de aulas

A professora de educação musical do rapaz chamou porco otário a um dos seus alunos. Isto promete.

64 comentários:

  1. A Amadora no seu esplendor.

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    1. claro, so se podia passar isto na Amadora!!! e o outro é que é o otario!

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    2. Também há boa gente na Amadora e arredores... :)

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    3. Já dei aulas na Amadora e na Damaia... E, pasme-se: gostei!
      Não podemos pedir respeito se nós não tivermos respeito pelos miúdos... Se é duro?! É. Se cansa?! Cansa. Desgasta, a todos os níveis... A batalha é muito maior, mas posso garantir-lhe que vale sempre a pena...

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    4. Sinceramente não sei se as zonas tidas por "bem" não chegarão a ser piores, nalguns aspectos. Os piores exemplos de má educação, vi-os em crianças com posses. daqueles a quem não falta nada.

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    5. Ahahah triste... So porque és de lá e o teu filho anda la nessa escola publica dizes que nao é assim tao mau... Selvagens

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    6. Selvagem, por aqui, só vejo o anónimo que não faz a mínima ideia de onde sou ou onde anda o meu filho. Mas está certo, divirta-se.

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    7. Selvagens?!... Não... Alguns são muito bons para as vidas que levam, para os pais que têm...
      Precisam de quem lhes dedique tempo e atenção, de quem ache que vale a pena...
      Selvagens serão as pessoas que julgam sem saber, sem conhecer, sem tentar fazer nada para mudar...


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  2. Bem.. porco otário... promete mesmo!

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    1. Lulu, até engoli em seco. Uma senhora de quase sessenta anos. Caramba...

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    2. E não são as piores? Pelo menos no meu tempo, todas as que ainda tinham leccionado na altura pré-ditatorial eram as piores, as que mais humilhavam e que ainda achavam mal não poder mandar reguadas aos alunos...afinal como se ensina um aluno se ele não tiver medo delas?

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    3. Olhe, sinceramente não sei. Sei que ontem chegou a casa e disse que a professora de Português quase não tinha conseguido dar aula, que estava quase a chorar porque não queria mandar ninguém sair. Que aquilo era indecente, que a professora era bem fixe e queria fazer uma série de projectos com eles e assim não ia ser possível.
      Já a de música mandou dois ou três para a rua e aquilo corre que é uma maravilha.
      Não concordo com o vocabulário mas não pude deixar de pensar para comigo que era uma pena que a de música não desse Português. A ver...

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    4. Esses professores são os mais finos, desculpem lá! Saí muito recentemente do secundário e posso dizer que os professores só conseguiam dar a aula completa se mandassem uns valentes berros e mostrassem mau ar logo no primeiro dia (isso, ou que se estivessem a cagar para as aulas e nós víssemos filmes). Aqueles que quase pediam licença para dar aulas bem que podiam falar para o boneco.
      Com um bocadinho de sorte, esse miúdo até era mesmo otário e porco...

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    5. A escola pode ser a mais fina de lisboa mas está visto que o dinheiro não lhes traz educação. Pois o meu filho frequenta uma escola perfeitamente banal de subúrbio, totalmente heterogénea em termos de classes sociais, 8º ano, e ainda ontem na reunião de pais não houve queixas de comportamento da turma. Tirando as confusões habituais de ter quase 30 miúdos de 13 e 14 anos numa sala, a directora de turma e restantes professores dizem que eles se portam bem.

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    6. Pois, no meu tempo (há 10 anos atrás), no secundário, a única professora pela qual ninguém tinha respeito era aquela que chamava idiota, burros aos seus alunos, que era histérica e berrava feita louca.

      Era a única aula em que ninguém estava minimamente a marimbar-se para as aulas.

      Acho que uma coisa é ter pulso firme e saber controlar a "multidão" quando alguns se esticam, outra é humilhar e gozar os alunos sempre.
      Acho que ser professor é uma arte muito delicada e nem todos os que estão a leccionar o sabem fazer bem, têm vocação ou capacidade. Mas os verdadeiramente bons muitas vezes, como se preocupam tanto e são tão bons, acabam por chegar à exaustão muito facilmente.

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    7. O dinheiro nunca trouxe educação, quando muito facilita o acesso à formação, o que é completamente diferente.
      Já o professor de música da pequena, disse que em quase quarenta anos a leccionar nunca tinha chamado um nome a um aluno, que exigia deles o mesmo respeito que tinha para com eles. Diz que é o professor mais fixe da turma (e ninguém faz farinha com ele, obviamente que é possível manter a ordem sem insultar, isso nem está em questão)

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  3. A melhor professora de história que tive chamava-nos monstrinhos horripilantes. Na cabeça da professora de música talvez porco otário seja um nome carinhoso.

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    1. Contextualizando o relato, dificilmente seria essa a intenção.

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  4. quem diz é quem é,
    lava a cara com chulé que o teu pai é jacaré.

    parece-me uma boa comeback.

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    1. Ora Cláudia, aquela professora é da velha guarda. Isso daria falta disciplinar.
      (foi logo na primeira aula, o meu filho chegou a casa um bocado para o estupefacto)

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  5. Tive uma professora de inglês, há uns 20 anos atrás, na altura ela teria uns 60 (ou mais), que nos atirava, caso estivéssemos a falar, com o apagador do quadro (daqueles quadros antigos pretos, em que o apagador dum lado é de madeira)! Se estivesse perto do aluno dava-lhe directamente com a parte de madeira na cabeça!! Mas ao menos nunca nos insultou!!

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    1. Há muitos que mereciam mil pagadores, mas primeiro tinham que ser experimentados nos pais.

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    2. Eu tive um professor na faculdade que atirava paus de giz, sempre é mais soft... :) E é uma pessoa bem conhecida, por acaso.

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    3. Ahahahah
      Eu também tive um professor que atirava giz. E tinha boa pontaria. Ahahahahah

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    4. Eu tive dois professores (faculdade), o primeiro quando o barulho se tornou demasiado, ele que tinha um tom de voz monocórdico, começou a falar cada vez mais baixo até se calar... Quando os alunos acharam que algo de estranho se estava a passar naquela sala, em que estranharam a ausência de algum "barulho" de fundo, lá repararam que o professor estava a olhar para eles e terminaram o "mau comportamento", nunca mais se repetiu. O outro, em plena aula de "dúvidas" e perante tanta confusão, depois de uma reprimenda, saiu da sala e não deu a aula, também não se voltou a repetir.

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    5. Na faculdade é diferente, digo eu. Duvido que essa técnica funcione com trinta miúdos de dez ou onze anos.
      (mas eu faço isso, cá em casa resulta, as minhas crianças até tremem quando eu baixo muito o tom de voz, normalmente é muito mau sinal)

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    6. I. professor de geologia? Jorge qualquer coisa? Única aula onde os alunos repetentes se sentavam no banco da frente?

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  6. Pipocante Irrelevante Delirante29 de setembro de 2015 às 12:30

    Tive um professor, ja no fim do liceu, que afirmava que isto de estudar não era para todos, e que a agricultura também precisava de mão-de-obra.

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    1. Ai, isso é que não que cavar dá uma trabalheira e estraga as costas.

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    2. E não é verdade? Tanto aluno que anda lá só a passear e a gastar o dinheiro aos pais, quem diz agricultura diz outras coisas perfeitamente dignas.

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    3. É totalmente verdade. Não adianta obrigar a estudar quem não quer, nunca quererá estudar.
      (O secundário hoje em dia já é obrigatório, não é? Acho uma palermice mas quando digo isto quase sou fuzilada...)

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    4. Tal e qual, Picante. Acho que as crianças devem ser incentivadas a estudar, preferencialmente a partir de casa. No entanto, pelo que fui observando, não faz sentido nenhum obrigar os miúdos a estudar até aos 18 anos, quando eles já não estão interessados nisso. Podem não saber o que fazer no futuro, mas não são empenhados na escola porque já desistiram dela antes de lhes ser permitido sair em liberdade. E, assim, ficam ali 3 anos, pelo menos, a empatar, a arrastar.se para a escola, porque tem que ser. É que entrabtudo a 100 e sai a 200.

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  7. Avaliando pela mãe, poderia ter-lhe chamado mordaz ou viperino, mas porco otário também me parece um pouco desajustado.

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    1. Sossegue os ânimos, anónimo, não foi com a minha criança. Ele sabe bem o que o esperaria se algum dia se pusesse a jeito para que um professor o descompusesse.

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    2. Chamar porco otario a alguém é descompor?

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    3. Picante, explique devagarinho ao anónimo das 13.23 e , presumo que será o mesmo, das 16.59 que ele ou ela ainda não conseguiu perceber.

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    4. Pois não é. Tem razão, é insultar. Para o caso dá no mesmo, o meu filho que se ponha a jeito. Garanto-lhe que só se põe a jeito uma vez.

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  8. Mas em que tipo de escolas tem os seus filhos?

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    1. Ah ah ah ah ah ah ah

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    2. Supostamente, numa das escolas públicas mais finas de Lisboa. Aquilo é um sarilho para se conseguir entrar.

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    3. Escola pública fina? Não conheço. Escola pública é escola pública. Sarilhos para entrar é nos colégios finos...agora nas escolas públicas entra-se com base noutros critérios. A menos que se seja aldrabão.

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    4. Ó Anónimo por favor... A sério que acredita mesmo nisso? Claro que há critérios. E claro que a escola cumpre os critérios. Entram primeiro os NEE e depois os irmãos, quando chega a vez dos moradores é o salve-se quem puder. Ou vai dizer-me que não sabe que há uma enorme percentagem de gente a delegar as funções de EE em amigos / familiares / whatever da zona? E também não sabe que os meninos que vêm do privado são bem vistos? E que as boas notas são valorizadas, funcionando como critério, embora isso não esteja escrito em lado nenhum?
      Quando as listas saem, as pessoas têm acesso a um amontoado de nomes, nalgumas escolas nem o ano a que os alunos pertencem aparece descriminado que é para evitar reclamações. A única maneira de saber se os critérios foram cumpridos é meter uma providência cautelar e vasculhar os processos. E, acredite em mim, se o fizer e ganhar não vai querer o seu filho nessa escola.
      É indecente? Pois é.

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    5. (e isso que diz das escolas públicas não serem finas não é verdade, dou-lhe já meia dúzia de exemplos de escolas do mais beto que há, onde é realmente difícil entrar)

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    6. Da mesma forma que há situações como abafar agressões (constantes e atitudes tipicas de gangs organizados) por serem familiares de professores e terem os pais dos ditos miúdos como amigos e outras tantas coisas...há de tudo.

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    7. Ou seja, deu-me razão. Há outros critérios a menos que se seja aldrabão. Isso tudo que descreve não passa de aldrabice e deveria acabar.

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    8. Não o nego. Mas a verdade é que acontece e muito.
      Há sítios onde os directores de turma pedem os mails do pais e vão logo avisando que o que querem são os mails verdadeiros, não querem saber que morada deram.

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    9. O que é uma escola "do mais beto que há?"
      Tão Inteligente esta frase.

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  9. Ahahahah!!! Essa do porco otário não conhecia.Depois admiram-se que os miudos respondam à letra.
    Eu chamo porco nojento ao meu ex mas ele m e r e c e , ok? Agora chamar isso a uma criança pode vir a ser motivo de muitas horas e euros de psi.

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    1. Chama porco nojento ao seu ex e nomeia-se vadia a si mesma? Ok, está certo.
      Picante, onde é que angaria os seus leitores?

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    2. Os anónimos não merecem resposta !

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  10. Credo Picante!!
    Calculo que todos os miúdos tenham contado o episódio em casa... não houve ainda desenvolvimento?

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    1. Se houve não sei de nada. Pela parte que me toca também não vai haver. Hoje chamou parvo e idiota a outro, suponho que mais dia menos dia, o meu pisque o olho e seja também apelidado de um qualquer nome simpático. Os lesados que se queixem que eu lá estarei para confirmar a história.

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  11. Eh pah... Não! Já lá estive como bem sabes e... Pois, não! Os miúdos têm um sentido de justiça incrível. Ninguém pode exigir respeito (nem o consegue) se não respeitar e os miúdos só respeitam se forem (e se sentirem) respeitados.
    "Porco otário"??!! Enfim...

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    1. Hoje foi parvo idiota. Sempre é melhor, digo eu.
      Também acho que não, mas vou fazer o quê? Aquilo não é comigo, os miúdos acabaram de entrar, aquilo que supostamente é uma escola fina tem uma série de vândalos. As histórias que chegam a casa dão-me vontade de os mandar de volta para o colégio de onde os tirei. A turma do rapaz, então, parece-me francamente má, alguns seis ou sete repetentes. Mas eu vi as turmas, eles mais ou menos distribuíram o mal pelas aldeias.
      Para já é aguardar, deixar vir os primeiros testes e as notas. Eles estão contentes, os professores estão a dar matéria, apesar do barulho, é esperar para ter a certeza que o banho de realidade que optei por lhes dar não é demasiado real e lhes faz mais bem que mal. Vão crescer, disso tenho a certeza.

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  12. Tinha uma professora que nos chamava abortos e calhaus com olhos:-P agora que sou mãe até a entendo... A rapaziada tira-nos do sério... porco otario é um bocadito exagerado mas "só quem está no convento sabe o que vai lá ...

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    1. Acho francamente exagerado e de um tremendo mau gosto. Quanto a mim é inadmissível. Que os mande para a rua, que marque faltas disciplinares, qualquer coisa é melhor que a agressão. Não me parece que seja esse o caminho mas enfim, pode ser que seja só para os pôr na ordem, no início.

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    2. "agora que sou mãe até a entendo.."
      uma palavra: medo.

      Faça um favor ao seu filho(a)/os e quando tiver fora do sério mande-lhes um berro, mande-os parar... mas não lhes chame nomes de forma repetida. Acho que nem imagina o mal que isso faz a uma criança e o facto de um professor o fazer, principalmente repetidamente, só comprova que é incompetente para dar aulas e estar perto de crianças.

      Imagine-se a ter o seu patrão a chamar-lhe nomes todos os dias, sem que possa trocar de trabalho ou defender-se... é óptimo para a auto-estima, motivação e vontade de trabalhar, não é?! Só que não...

      Chamar um nome a uma criança é minar-lhe o futuro, muito mais que fazendo-o a um adulto. Faz tudo menos bem e não os ajuda em nada.

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    3. Obrigada pela lição de moral queridinha, vou pensar muito nas suas palavras antes de ofender os meus filhos, nem sei como lhe agradecer..

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    4. Eu não sei o tipo de pessoa que está do outro lado. Poderia estar a brincar mas o que não faltam são pais que, pela minima coisa lhes salta a tampa e chamam nomes aos filhos.
      Eu vi e vejo isso todos os dias e o resultado desse tipo de "educação" nota-se muito bem.
      Não são lições de moral, são simples formas de não fazer mal às crianças, que por acaso são seus filhos. Se não o faz, ainda bem, se o faz... pois é pena que se tenha que ter formação para tudo menos para ser pais.

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