quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Sempre me decidi, afinal eu sou Charlie

Fico abismada com a quantidade de amebas, amoebas em preferindo, que tresleu completamente as últimas caricaturas do Charlie e não entendeu que aquilo não passa de uma crítica de mau gosto à atitude da Europa face aos refugiados. Entretive-me a ler os comentários às notícias Portuguesas e fico para aqui meia indecisa, se aquilo é mesmo estupidez, ou se é daquela estirpe que são feitos os anónimos maus, gostam mesmo é de dizer que uma pessoa é imbecil, nem se preocupam em tentar perceber o que uma pessoa diz.

(e é claro que nos aguentamos, nós por aqui aguentamos praticamente tudo, afinal também aguentamos que os blogs da defunta Clix não se tenham perdido para sempre, nas trevas do ciber espaço, não é verdade?)

(mas lá que é uma pena...)

E que não haja dúvida nenhuma,  não é lá porque aquilo é um pasquim de mau gosto que os tipos merecem ser calados à força, com um tiro na cabeça, também não as "estão a pedir", se assim fosse como é que as pessoas poderiam escrever as alarvidades que escrevem por essa internet fora?

38 comentários:

  1. À primeira vista as imagens não são esclarecedoras e tb me chocaram mas depois... pensa, pensa, pensa e AHHHH basta pensar um bocado e ficar calada ajuda a não dizer merda.
    O problema é que as pessoas não pensam e como os desenhos são para pessoas que não pensam deviam ser mais... mais... desenhos???

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    1. Sinceramente? Choca-ma mais ver uma fotografia real, a qual, convenhamos, foi usada com intenção de chocar e de fazer as pessoas reagirem, que um cartoon. Se a primeira pode ser usada, porque não a segunda?

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  2. Não figa isso do clix, porque perder-se-ia o melhor blogue português de moda (e o único que vale a pena), que é o stylista.

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    1. Não sigo blogs de moda mas concedo, dentro do género é bom.

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    2. O clix foi a vida mas o Stylista ja tinha migrado ha dias :)

      http://mariaguedes.blogs.sapo.pt/

      Se eh Charlie deixe la passar o comentario Picante :)

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  3. Já me pronunciei sobre isto no blog da Uva Passa e quando disse que isto ia acontecer alguém me chamou à atenção de que não era assim tão difícil de interpretar...
    ...mas como eu já vi pessoas entrarem num piso de um edificio, olharem para a placa que identifica o piso e que diz claramente (X piso - em que o X é o número do piso, evidentemente) e depois se voltam para mim e perguntam "Este é o piso X, não é?" não me surpreende que uma vez que a imagem não é literal e chapada pelos olhos adentro as pessoas não alcancem o significado!

    Mas, caso o queiras fazer, passa por lá e vê o que disse...
    (até porque é chato repetir-me)

    :)

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    1. Fui ver. É isso, é. Quem quer indignar-se indignar-se-à por um simples bom dia, nada a fazer.

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    2. :) chamaram?
      Mas a minha questão é essa. Quem quer ver maldade vai ver sp em tudo. N creio é q seja assim tão dificil interpretar esta msg do cartoon. Se n o querem fazer, isso é outra coisa....mas esses arranjaram sp um motivo p se indignarem. Acho eu...

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    3. Não vamos agora subestimar a estupidez alheia, não?

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    4. Não, de forma alguma. E há mta, bem sei. Mas como sou uma sonhadora, acredito q (ainda) n esteja em maioria.

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  4. Pipocante Irrelevante Delirante16 de setembro de 2015 às 11:11

    Eu também tenho dificuldade em explicar à mulher que os livros do Quino não são bonecos para putos, mas sim literatura para mentes evoluídas.
    Adiante
    Aquilo é de um mau gosto atroz. Não tem graça. Eu até suporto algum humor negro, mas o Hebdo de humor tem pouco. Mas faz pensar... ou devia fazer.
    O problema é que esta sociedade do Face e Insta não pensa. Isso requer tempo... aquelas épocas em que os gregos se sentavam debaixo do chaparro a meditar e a criar filosofia acabou. Agora é velocidade... debitar informação. Só que nós somos uns seres básicos, e não temos capacidade de absorver e processar toda a informação que recebemos. Por isso, o que ficam são dados... desorganizados. Imagens, frases, coisas soltas. Mas não por muito tempo, pois têm de sair para dar espaço a nova informação. E no fim, nada fica.
    Faz sentido?
    Claro que sim (mais que aquela coisa dos bloggers na sic, porra)

    Daqui a umas semanas ninguém se lembra da criança.

    Nem destes cartoons.

    Não há pachorra.

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    1. Aquilo sempre foi de mau gosto. Mas também o CM o é. Ou a Casa dos Segredos.

      (nem falo daquilo da sic, é mau em demasia)

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante16 de setembro de 2015 às 15:26

      Aquilo da Sic não é mau. É apenas vazio.

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    3. "O problema é que esta sociedade do Face e Insta não pensa. Isso requer tempo... aquelas épocas em que os gregos se sentavam debaixo do chaparro a meditar e a criar filosofia acabou. Agora é velocidade... debitar informação. Só que nós somos uns seres básicos, e não temos capacidade de absorver e processar toda a informação que recebemos. Por isso, o que ficam são dados... desorganizados. Imagens, frases, coisas soltas. Mas não por muito tempo, pois têm de sair para dar espaço a nova informação. E no fim, nada fica."
      @PID muito bem escrito, completamente de acordo, dos melhores comentários que já li.

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  5. Eu não consigo ser Charlie. Sabe, não o vejo apenas como um humor de carácter duvidoso, mas com uma crítica que fere transversalmente povos e religiões.
    Sou cristã e não acho que só os cristãos possam ter acesso a oportunidades. Despedaça-me a alma ver milhões gastos em arame farpado em vez de se tentar rentabilizar recursos para AJUDAR.
    Fiquei igualmente triste ao ver muçulmanos meus amigos magoados com a ida representação de um Deus mau, mutilante, incitador à violência.
    Tenho as minhas reservas em relação a que tudo seja susceptível de sátira. Para Charlie Hebbo é, e de uma maneira que atinge colateralmente a humanidade como uma bomba lançada do ar atinge civis.

    Atenção que repudio integralmente o atentado de que foi alvo. Por muitos insultos, sátiras, gozo gratuito não "estavam a pedi-las", nem sou das que dizem " depois não se admirem que lhes caiu uma bomba em cima".
    Sou a favor da liberdade de expressão, mas não sou Charlie. Porque sei que um povo e uma religião não se definem por uns poucos - ou muitos - que decidem fazer o mal.
    E porque sinto que essa sátira é maldosamente generalista e não me revejo moralmente nela.

    Pergunto-me como estará o pai daquela criança, se terá visto todas as imagens e alegorias que foram feitas com a fotografia do filho. Pergunto-me em quantos pedaços estará despedaçado aquele coração.

    É apenas uma opinião. Mas não fui Charlie há uns meses. Hoje não sou também.

    Martha

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    1. Por acaso eu até acho que a Martha é Charlie. Di-lo aqui muito bem.
      Eu também não gosto daquilo, achei os cartoons de péssimo gosto, completamente evitáveis. Mas só o achar que eles não devem ser calados à força, apesar de detestar o que dizem, faz de si muito mais Charlie que os que se apregoam como tal.

      Eu, no lugar do pai daquelas crianças, estaria mais preocupada com a minha atitude. Eles estavam em segurança na Turquia, viviam num apartamento. Querer arriscar tudo e infringir a lei a maior parte das vezes não compensa. Acho que não me conseguiria perdoar.

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    2. Picante, o que se passa nessa cabeça? É que só tem dito asneira. Anda com vontade de criar confusão ou está carente de visitas?

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    3. Vá... Eu tenho tempo... Que precisa que lhe explique?

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  6. Eu acho que os psicólogos vão desaparecer porque as pessoas já não têm necessidade de desabafar as angustias e os ódios nas suas cadeiras clínicas.
    Têm a internet. E isso basta-lhes para destilar o veneno que lhes provoca a neurose e a psicose.

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    1. Isso de os psicólogos desaparecerem não é necessariamente mau...

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  7. Ainda que tenha alguma razão por vezes será melhor aprender com aquilo que já aconteceu acho em nome da estabilidade!

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  8. Caramba, até eu, que não sou Charlie, percebi os cartoons. E chego a pensar que todos os perceberam. Talvez por isso, por serem os europeus os alvos de crítica, houve tanta gente indignada com a falta de bom senso do jornal. Ninguém gosta de se ver numa foto onde não ficou bem.
    (A representação do menino que morreu afogado foi só um pretexto).

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    1. Vi muita acusação de racismo e xenofobia. Gente convencida que aquilo era a gozar os muçulmanos.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante16 de setembro de 2015 às 15:28

      Se eu fizesse cartoons, pintava um com pessoal a tirar selfies com paus, ao lado do menino.
      Tinha a sua graça.
      melhor... não tinha graça alguma, mas era mordaz qb não?

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    3. Para muita gente seria de péssimo gosto, inadmissível, retratava uma criança morta (a parte de ser uma crítica a quem só se preocupa em ficar bem no retrato passaria ao lado).

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    4. Exacto mirone, eu acho é q mta gente percebeu bem o cartoon mas como sao ocidentais e n gostam q lhes mordam os calcanhares (seja ou n aquilo de mau gosto, not the point) decidiram "play dumb"e apregoarem aos 4 ventos q aquilo é xenófobo e mais n sei o q...chama-se a isso virar o bico ao prego.

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  9. Sou SEMPRE a favor da liberdade de expressão, mas não sou Charlie, não consigo entender esse tipo de humor!

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    1. Ser Charlie não é entender ou gostar daquele tipo de humor. É simplesmente ter direito a fazê-lo.

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  10. Oh Picante!!
    Com tanta merda que desaparece, então não se podia ter perdido para sempre, nas tais trevas do ciber espaço, uns quantos blogs que me vem à ideia... e não serão só do antigo Clix!!

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  11. Se as pessoas não conseguem nem perceber o conceito de ser Charlie, como é que vão entender "bonecada". Ser Charlie não é concordar com o que é dito, é concordar com a possibilidade de se expressar livremente e sem represálias. Eu até fazia um desenho mas pelos vistos os que precisam não iam entender.

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    1. Eu pensei que fosse fácil de perceber. Afinal não.

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  12. Não percebo o discurso de "onde está o limite da liberdade de expressão?". Está na lei!! Já foi estudado milhares de vezes!! Tolera tudo menos a intolerância : podes gozar, acusar, whatever, desde que não haja difamações ou apelo à violência! Quando se está no limite, há tribunais, o resto é ruído.

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