segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pessoas que me deixam verdadeiramente fodida

Energúmenos que acham boa ideia fazer obras na Gago Coutinho e na Estados Unidos da América. Ao mesmo tempo. E que se lembram de iniciar as ditas obras em Setembro, ah e tal em Agosto não dá que está muito calor e queremos ir de férias, vai daí que iniciamos as obras em Setembro, é o nosso contributo para o regresso às aulas. A puta da obra não foi planeada, pois não? Era uma coisa mesmo urgente, pois era? Vai daí que os idiotas a quem eu pago o salário, resolvem que é boa ideia fazer uma obra destas em Setembro, apenas a um turno, que isto trabalhar depois das quatro é que não, que encarece a obra e os tempos não estão para loucuras. Ai está um trânsito do caraças em Entrecampos? E nos Anjos? Não se consegue chegar ao Aeroporto? Alvalade e Av.de Roma entupidas? Que é lá isso, ora não sejam impacientes, assim até têm mais tempo para responder a mails ou ver blogs, afinal um percurso que demorava quinze minutos faz-se agora em sessenta. 
Ah! E não posso esquecer de agradecer aos anormais que acharam boa ideia autorizar os idiotas do Técnico a cortar Alameda e Almirante Reis por causa dessa merda dessa instituição que é a praxe. Obrigadinha sim? 

É isto e moralistas de merda, que têm mais telhados de vidro que a Noite de Cristal, mas que, do alto da sua arrogância e falta de educação, se acham no direito de vir dizer aos outros como é que eles hão-de se comportar, de quem hão-de ser amigos ou como deverão interagir em sociedade. Bom, pensando melhor estes últimos não me deixam fodida, fazem-me apenas revirar os olhos, não há qualquer paciência para porta-chaves convencidos de que são porta-malas. Haveriam era de ir bater punhetas a grilos, entretinham-se na mesma e sempre poupariam terceiros às suas pseudo lições de moral, olha logo quem, até me admira como esta gente não passa a vida enfiada na sacristia, são piores que as alcoviteiras da Igreja.

(além de que revela uma enorme estupidez despender energia quando o resultado está à partida condenado...)

82 comentários:

  1. As praxes... ai as praxes... Ainda na sexta-feira falei sobre isso e até fico irritada só de pensar. Lá estão eles a chatear mais gente com essa estupidez anormal. Raios partam as praxes. Era fazer um referendo.

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    1. Isto do Técnico foi 5ª feira, acho. Até espumei, Alameda e Almirante Reis cortadas por causa de uma turba de imbecis aos urros.
      Estou-me nas tintas para as praxes, desde que sejam feitas com respeito. Mas cortar ruas? Caramba...

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    2. O Técnico, que durante muitos anos teve um comportamento controlado com as praxes e até tinha cursos assumidamente anti-praxe; anos-luz à frente das luminárias nacionais, teve, há dois anos, entrada de um bando de alunos atrasados mentais com sérios problemas de auto-estima e integração que exigiu, repito, EXIGIU, ser praxado. Agora cortam ruas? Que tristeza para uma instituição que tinha tudo para ser uma referência de civilidade e evolução.
      (Quanto à palhaçada das obras nas ruas, não vamos falar dos milhões que são entregues à protecção civil e que, ainda assim, deixam Lisboa inteira parada porque um camião se despista às 6.30 da manhã na segunda circular e, às 10, ainda está tudo na mesma. Vergonha da organização pública da cidade, muita vergonha.)

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  2. Adoro praxes.
    Adoro trânsito.
    Adoro porta-chaves.
    Adoro fufas.
    Adoro normativas bloguísticas.
    Adoro tudo, hoje estou para amar.
    Lailailai.

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    1. E engates.
      Também adoro engates.
      Um dia destes falo deles no meu blog.
      Dos blogoesféricos, claro.
      É que os adoro mesmo.
      E gajos-gajas essa espécie agora tão em voga, tão piores do que as bichas, uma vez que têm o pior dos dois mundos.
      Olha, nem sei o que faça com tanto amor.

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    2. Vai buscar a Pipinha. Que lhe fizeste tu? Quem é esta criatura adorável que usa o nick da Pipinha?

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    3. Tás tão zen Filipa!!!
      Aulas de self control ou andaste a fumar umas cenas???
      Ahahahahahahahahah

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    4. É o amorrrrrr, a felicidade, hoje estou felizzzzz, amo tudo. Amo o céu, amo a terra, amo o mar, amo a Picante, amo os anónimos, os gatos, as osgas e os cães, já vos disse que amo poodles? Mas assim de caixão à cova?
      Ahhhhhh, nem me cabe no peito, isto tudo.

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    5. Porque raio me puseste ali entre as osgas e os poodles? Com amigas destas...

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    6. Oh Filipa, conta lá que droga estás a meter :)

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    7. Olha. Calhou. Mas a natureza é linda, tu és linda, o amor é lindo.

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    8. Só porque gosto de osgas?...
      Pelo amor da santa, deixem-me amar!

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  3. Só agora deu por isso das obras? Veja lá que sorte...já ando a carregar essa cruz há 3 semanas! Olhe que não é por em Agosto quererem férias, é pelas eleições estarem à porta. Há que mostrar trabalho...

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    1. Tal e qual!! Lá para as minhas bandas não sabem para onde se virar com tanta obra. Depois como é tudo à pressa, fica tudo uma grande bosta! 4 anos sem fazer ponta, e agora em duas semanas toca a pintar, alcatroar, meter corrimões, fechar acessos, cortar estradas. Viva as eleições! Viva!!

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    2. Anita, dei no início de Setembro. Mas a semana passada a coisa ultrapassou todos os limites da boa vontade.

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    3. As eleições agora são as legislativas, não têm nada a ver com as autárquicas (que poderiam justificar "obras à pressa").

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    4. A CML é Socialista. Não sei se não têm.

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    5. Oh anónimo, muito obrigada pelo esclarecimento eleitoral, não fosse dar-se o caso de eu pensar que estava a votar para eleger o presidente da câmara, assim ainda vou a tempo de pensar melhor e votar em condições, mas olhe que mesmo parecendo que não, está tudo ligado.
      Picante, olhe que agora a coisa já se compôs e já podemos continuar a armarmo-nos em finas, a passear de carro lá por aquelas bandas sem esse camadão de nervos matinais :)

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    6. Verdade, hoje estava muito melhor. Mas não sei se não vai tornar a piorar, o que ouvi foi que iriam substituir todo o piso da Gago Coutinho. Aquilo ficou a meio...

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  4. Ande a pé. Ou de transportes públicos. Mania de quererem ser "finos" e viverem numa ponta da cidade, trabalharem na outra e terem os filhos no colégio na outra e depois "terem" de ir de carro para todo o lado, coitadinhos. A culpa do trânsito não é das obras. È do tuga, que parece desconhecer qualquer outro meio de transporte que não o carro. É vê-los de manhã, no pára-arranca na Praça de Espanha, em que 90% dos carros tem 1 pessoa lá dentro e eu a pé a passar-lhes pelo meio e a demorar sempre os meus 20min até ao trabalho (quer faça chuva ou sol, quer seja Agosto ou o regresso às aulas, quer haja obras ou não).

    Ah e já vivi em 4 cidades em Portugal e 3 no estrangeiro e nunca usei carro para me deslocar para a escola, Faculdade, trabalho ou outros compromissos. E sou super pontual!

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    1. Está certo. Vou mudar de casa e de trabalho então.
      Eu não quero andar a pé. Muito menos de transportes públicos. Quero apenas que os serviços públicos, pagos com o dinheiro de todos os contribuintes, façam serviço público. Não é pedir assim muito.

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    2. Olha a fina, olha.
      Pobre anónimo pontual que contra tudo e contra todos luta por um planeta mais limpo e um mundo menos stressado.
      Anónimo, amo-te, pá.

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    3. ahahahahahahahahahahah
      ahahahahahaahahahahahahah
      ahahahahahahahahahahahahaah

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    4. Então se não quer andar a pé e muito menos de transportes públicos, vai continuar a levar com o trânsito. Porque, se não forem as obras, são 123703 outras coisas (que, mais uma vez repito, são causadas pelo tuga típico que só sabe andar de carro e satura as ruas de uma cidade que não foi pensada - nem deve ser - para tantos carros).

      Filipa, eu não "luto" contra nada. Quanto muito luto pela a minha felicidade, que, sim, passa por andar a pé, viver perto de onde trabalho e de onde, quando tiver filhos, eles andarão na escola e não ter de ficar todos os dias horas parada no trânsito, sujeita a obras, a acidentes ou ao stress que a situação e os outros condutores causam. Por isso, a mim não me vai acontecer começar a manhã a escrever um post destes, "fodida" com qualquer coisa que aconteceu no trânsito (só se um dia for atropelada... e sobreviver para contar a história :P).

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    5. Sim...pq eu q por acaso até ando de transportes publicos nuuuuunca apanho trânsito oh oh...n sei o q sera então aquele fenómeno q se dá ali na A5..ou junto do Marquês...é capaz de ser tudo da minha cabeça...

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    6. Foi o que quis dizer, anónimo. Não se amofine comigo que eu só cá ando para espalhar o bem e o amorrrrr. Ah!, e a felicidade, claro.
      A menoa que seja um ciclista.
      O anónimo não é um ciclista, pois não?

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    7. Sabem qual é a solução? Viver no Porto! Dava-me uma coisinha má se tivesse que sair daqui :)

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    8. eu ando de autocarro e na semana passada estive uma hora presa na Av. EUA por causa destas obras. também sou 'fina'?
      Se fosse de carro, nem sequer por ali passava e em vez dos 45/60 minutos que demoro normalmente de transportes, demorava 20.

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    9. Andar a pé e ter filhos? Ou de transporte? Sim sim... isso é em (quase) toda a Europa mas por Portugal é impossível (nem cintos de segurança, nem cadeiras de segurança, nem plataformas elevatórias... caraças quase que nem passeios há para andar com os carrinhos de bebé nas zonas não-turísticas quanto mais...)

      Andar a pé com crianças e fazer um dia-a-dia normal em que se sai do trabalho o vai buscar à escola e depois, por exemplo, vai buscar as 1001 coisas que lhe faltam... e onde leva as tralhas?! E enquanto está no trabalho onde deixa o carrinho de bebé? Ou como leva um bebé todos os dias faça chuva ou faça sol, frio ou muito calor? No carrinho, ao sol e à chuva e ao temporal? Pois olhe que eu já li e ouvi muitas vezes essa teoria que depois de terem filhos é posta a canto.

      Quando tiver filhos não os vai querer numa escola qualquer, vai querer uma com boas referências (ou pelo menos que não tenha fama de ser violenta), depois até pode viver perto da escola mas se a escola não tiver vagas o seu filho pode ter que ir para uma escola bem longe...
      Em relação à casa, terá uma que pode pagar, onde a pode pagar, certamente e nem todos poderão viver a uma distância que seja possível caminhar para o trabalho, principalmente se falarmos no centro de Lisboa (fica um "bocado" caro...).
      E em relação ao trabalho... é efectiva e tem a certeza absoluta que nunca, jamais, em tempo algum a empresa irá abrir falência ou ser despedida? Se sim, parabéns pois é uma sortuda. A maioria das pessoas até pode escolher a casa de acordo com o local onde trabalha mas ninguém garante que passado pouco tempo não esteja a trabalhar na outra ponta da cidade. Ou não?

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    10. Anónimo28 de setembro de 2015 às 23:00 tenho uma colega um pouco mais velha que eu que também mora perto do trabalho (também 20min a pé, mas numa direcção diferente da minha), tem 2 filhos e, espante-se, leva-os a pé para a creche/infantário e vem a pé para o trabalho. Tem-nos numa creche/infantário que fica na rua onde mora. Eu planeio ter filhos em breve e também já vi que, no percurso casa-trabalho que eu e o meu marido fazemos (sim, ele também vai a pé e trabalha num sítio diferente do meu) há umas 4 creches diferentes. Penso que nalguma delas terei vaga e será "decente" para pôr um filho. Quanto ao levar tralhas, já hoje em dia eu carrego pouca tralha para o trabalho e trato de uma série de assuntos e compras nas lojas/serviços por onde passo a pé no caminho casa-trabalho e vejo muita gente a não o fazer, optando pelo carro, porque consideram difícil. Por isso acho que com filhos é a mesma coisa, acho que é uma questão de simplificar (as pessoas que conheço que acham tudo difícil e complicado, já assim eram antes de terem filhos). Não digo que não tenha de usar carro um dia ou outro, mas, por norma, será a pé na mesma. O carrinho de bebé parece-me que se pode deixar na creche, pelo menos nessas por onde passo no meu caminho vejo os carrinhos cá fora alinahdos (têm jardim e uma espécie de entrada coberta). O "faça chuva ou faça sol, frio ou muito calor" acho que são situações a que muita gente também dá importância demais por querer manter os filhos numa redoma. No norte da Finlândia também não há crianças? E não vão para a escola com os pais? E na Etiópia? Se for um dia de extremo temporal, não direi que o faça, mas face ao "frio" e ao "calor" que se costuma fazer sentir em Lisboa (que tem um clima bastante ameno), não me parece que isso seja um problema. Eu própria faço o dito caminho a pé com o tal frio e calor e apenas uma vez ou outra por ano apanho o autocarro, por estar a chover muito (nessas situações, tenho esse autocarro que faz o percurso que preciso como opção).

      Concordo que os passeios e a geografia de Lisboa desincentivam o andar a pé e se eu, sozinha, jovem e saudável, já tenho que ir com "mil olhos" (para não escorregar quando o piso está molhado, para não tropeçar numa pedra levantada, para não pisar um cocó, etc), imagino com crianças, ou idosos, ou pessoas com deficiências motoras. No entanto, é um ciclo vicioso. As pessoas não querem andar a pé porque não é confortável, usam o carro, logo, o que mais exigem são melhorias nos acessos, estacionamentos, etc, tudo pensado para os carros, não se apostando mais nos passeios e transportes públicos porque não têm procura. E, ainda assim, prefiro de longe suportar os stresses de andar a pé, que os stresses de andar de carro.

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    11. ... continuação....

      A casa que tenho no centro da cidade é arrendada e, um dia em que a minha situação profissional e a do meu marido mude, não tenho qualquer problema em mudar de casa também para o lugar que esteja, aí, perto dos nossos trabalhos e faça a nossa vida mais simples. Estamos ambos efectivos nos nossos trabalhos (e, dado os sítios em causa, não são locais que possam "abrir falência" ou "despedir pessoas" assim), mas vemo-nos a mudar daqui a uns 5 anos e, aí, mudaremos de casa também, se for caso disso. Qual é o problema? Como já referi acima, já vivi em 4 cidades em Portugal e 3 no estrangeiro e todas essas mudanças implicaram mudar de casa também, não é nada de problemático (outra vez o que disse acima, temos é de simplificar). Prefiro isso de longe a estar agarrada a uma casa num determinado sítio para sempre, tendo de condicionar a minha vida em função disso. Ah e o que pago de renda é certamente menos que o que pagam os meus colegas para viver em Cascais, Algés e sei lá mais onde e todos os dias perderem pelo menos 1h no trânsito em cada sentido + deslocações para levarem/buscarem os filhos aos colégios xpto onde andam na outra ponta da cidade e depois estarem em casa (numa moradia certamente melhor que o meu t2+1 no centro, disso não haverá dúvidas) com eles umas 2h no máximo antes de irem dormir. Mais o custo que isso implica (carro + inspeções + seguro + reparações + impostos + combustível + portagens), poupo imenso ao fim do mês porque gasto 0€ em transportes. Para mim, só assim tenho qualidade de vida. Se não morasse perto do trabalho e tivesse de andar de carro todos os dias em Lisboa, perderia muito disso, tenho a certeza. E, por isso, não é uma questão de "sorte", mas sim de orientar as minhas escolhas de vida e opções em função do que faz mais sentido para mim e do que me alivia de encargos desnecessárioe me traz mais felicidade.

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    12. Sim anónimo de 28 set. 23:00 isso é completamente disparatado.
      E já agora,como acha q fazem/vivem boa parte dos portugueses q ganham o ordenado mínimo e tem despesas p pagar? Acha mm q vão todos meter os filhos de carro à escola.
      Se calhar já "tomava um banho"de realidade.

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    13. Acho que ninguém consegue sobreviver em Portugal com o ordenado mínimo e com filhos sem os privar de muitas coisas que considero essenciais: boa educação, alimentação e assistência médica (os médicos são gratuitos, os medicamentos não). Aliás acho que qualquer pessoa que só ganhe 500€ e não tenhas ajudas mas decida ter filhos é um tanto irresponsável... mas isso sou eu.

      De resto "me, My shit and I" acho que as pessoas se devem organizar na sua vida e fazer o que bem entendem. Só que eu ouvi muitos pais a dizer que faziam e aconteciam e depois não era bem assim precisamente porque começaram a ver que não conseguiam trazer as coisas essenciais para os filhos e ainda andar com as compras da semana (p.ex), sendo pessoas que não tinham disponibilidade para andar todos os dias às compras... iam fazer o quê?
      Banho de realidade também não lhe fazia falta pois nem todos os pais têm propriamente tempo para andar a pé para todo o lado. Eu conheço algumas pessoas que só tiveram vagas em creches num determinado local e é impossível fazer a distância a pé entre 1 local e outro em menos de 30 minutos. Ora se a creche abre às 8h da manhã e eles têm que estar no trabalho às 8.15h acha mesmo que podem ir a pé? Alguns se deixassem de trabalhar e estivessem em casa claro que dava para tudo e mais alguma coisa, só que aí talvez fosse o Estado a dar-lhes de comer, casa e afins...

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    14. continuação

      Em relação a mudar de casa para mais perto do trabalho...se for trabalhar para uma zona muito mais cara, estou mesmo a ver a maioria das pessoas a conseguir pagar um apartamento 3ou 4x mais caro só para ir a pé...então não. Já na questão de andar de transportes publicos com crianças... cada um dá valor ao que dá. Eu jamais punha um filho meu dentro de um carro sem uma cadeira apropriada para a idade, a vida dele para mim vale mais que isso (e ainda não vi um único condutor a ajudar mães com crianças pequenas e com carros de bebé a entrar nos autocarros/comboios, assim como nunca vi autocarros com cintos, quanto mais com cadeiras próprias).

      Em relação às vagas, segundo sei, em Lisboa convém tratar disso basicamente com anos de antecedência. Todos os casais que conheço tiveram que colocar os filhos em creches/infantários/primárias privadas porque não tiveram vagas em escolas perto de casa ou só conseguiram vaga em escolas com muito má fama.

      Eu sendo a anónima das 23h para mim é muito simples, jamais viveria em Lisboa. Viver no centro dessa cidade para mim não é ter qualidade de vida, viver na periferia é perder tempo e qualidade de vida (como a outra anónima explicou muito bem).

      Ps: Eu não conheço nenhuma creche que permita que sejam lá deixados os carrinhos de bebé, nem nunca conheci e já vivi no Porto e em Lisboa.
      Também já vivi em 3 cidades europeias e em cada uma vivia de forma diferente, no entanto, sempre preferi viver nas periferias (menos poluição ambiental, sonora, etc) e, se precisasse de usar transportes também não era por aí pois o sistema de transportes permitia-nos grande mobilidade mas nunca deixei de ter o carro como algo essencial, nomeadamente para fazer compras alimentares.
      Eu desisti de viver em grandes centros urbanos (em Portugal já vivi no Porto e em Lisboa). Vivo numa cidade "pequena" que me permite atravessá-la em 10/15minutos de carro e se for hora de ponta esse tempo pode subir para os 20/30mintos. Estou a pé do centro em 5 minutos e vivo numa zona tão calma e segura que posso me dar a vários luxos que nem sonhava quando vivi em grandes centros urbanos. Continuo a ter um bom hospital a menos de 5 minutos de carro, um centro de saude à distância de uns 5 minutos a pé (e felizmente com excelentes médicos) mas se fosse necessário também existem várias clinicas privadas num raio de 15km ou médicos particulares, tenho transportes publicos quase à porta de casa, estou no trabalho em 15 minutos...e para além disso, não levo com os arrumadores, os pedintes, os romenos, etc em cada esquina, nem tenho medo de andar sozinha na rua à noite. E a diferença de salários? Basta fazer as contas ao que pagaria aí por um apartamento, água e luz e tenho a diferença feita.

      Não há nada (para mim) que pague o conforto, a minha moradia T3 arrendada com terrenho e garagem que custa 1/5 de um apartamento no centro de Lisboa, nem nada que pague a segurança e o sossego que tenho. Mas isso são opções, de cada um. Eu não queria o meu filho a crescer no ambiente lisboeta, por vários motivos e a falta de conforto e segurança é um deles. Se eu não quero isso para mim não quero isso para ele.
      Não tem a ver com redomas: tem a ver com formas de ser e estar. Para alguns, por exemplo, viver no centro de Londres é que é, para outros viver num cubículo apertado e caro não vale o esforço. Eu sou o segundo tipo de pessoa: gosto de visitar, de fugida mas viver permanentemente num local seguro e confortável.

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    15. Adoro esta panóplia de teorias sobre a vida alheia! No entanto creio que deixaram escapar a teoria mais importante de todas que é, espantem-se: cada um faz o que quer e aquilo que lhe dá mais jeito.
      Anónimo que anda e gosta de andar a pé: bom para si! É continuar a ser feliz nas suas caminhadas e não, nem sequer lhe vou dizer que quando tiver filhos isso muda pois já vi gente com filhos que faz tudo o que os outros fazem, mas cada à sua maneira. Aliás, todos os dias passa à porta do meu escritório uma mãe que leva os 2 (sim, leram bem, os 2) filhos na mesma bicicleta, quer faça chuva, quer faça sol. Se funciona para ela, perfeito. Agora eu reservo-me o direito de não querer isso para mim, de não achar essas opções confortáveis e escolher deslocar-me de carro. A anónima escolheu como seus amigos os sapateiros que de certo agradecem as solas que gasta, já eu escolhi os mecênicos e as gasolineira, o que também é válido e não lhe dá certamente o direito de tecer juízos de valores sobre a minha "finura" da mesma maneira que que eu não o faço eu relação à sua vontade de palmilhar.
      Eu sou mãe, trabalho e por incrível que pareça também vivo numa casa sendo que nenhuma delas é perto uma da outra. Mais uma vez, uma opção minha que não carece de opinião alheia. Já agora, e só a título de nota e porque menciona tantas vezes esse mesmo facto, ter vivido em cidades diferentes, dentro e fora de Portugal devia ter-lhe dado uma abertura de horizontes que, claramente não lhe deu, o que é pena, é que para mim "ser fina" não é pavonear-me pela cidade na minha viatura, mas sim respeitar as opções e modos de vida alheios sem lhes pespegar uma lição de moral e boa conduta que podem até funcionar para si mas que para mim serão,no limite balelas.

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    16. Anónimo das 23h e agora das 13h, fui eu que comentei em primeiro e respondi depois. Vou passar a assinar: Diana.

      Percebo o que diz da qualidade de vida de um meio mais pequeno mas eu, para já, ainda não estou nessa fase. Penso que quando for mais velha e tiver filhos mais crescidos, talvez me apeteça isso, mas, para já, considero-me uma pessoa citadina e que vive bem numa cidade (e precisa da diversidade, movimento, opções, espaço, animação que uma cidade oferece). Mas gosto de cidades de tamanho médio, como Lisboa ou Porto, onde vivo e já vivi, respectivamente. Não sei se gostaria necessariamente de viver em Londres, ou em NYC, onde gostei de estar como turista, mas acho que já são demasiado grandes para viver com qualidade. Mas também não gostaria, para já, de voltar a Braga ou a Coimbra, onde já vivi também, e onde já "conheço os cantos à casa" e me aborreço facilmente.

      A questão aqui também é que para a profissão que eu e o meu marido temos, as melhores ofertas estão em Lisboa e no Porto. Se optássemos por ir trabalhar para um meio pequeno, não sei se encontrávamos um bom emprego na nossa área e, se encontrássemos, seria a ganhar para aí 1/3 do que ganhamos em Lisboa. Por isso está fora de questão, para já.

      Eu consigo, em Lisboa, fazer uma vida idêntica à que refere fazer num meio pequeno. Temos carro para quando saímos de Lisboa ao fim-de-semana e mesmo para nos deslocarmos na cidade uma vez por outra. Mas, numa semana, usamos o carro umas 2 vezes, no máximo e normalmente ao fim-de-semana, quando quase não há trânsito. E isto porque o meu marido já tinha carro de antes de nos conhecermos e virmos viver para cá, já tem uns 7 anos, quando se estragar um dia até acho que nem compramos outro a seguir.

      Vivo a 20min a pé do trabalho, tenho um hospital a 5min a pé de casa, centro de saúde a 5min a pé do trabalho, metro, autocarros e comboio urbano à porta. O meu bairro tem todas as lojas que preciso (supermercado, lavandaria, farmácias, mercearias), perto do trabalho tenho um shopping com lojas de roupa, etc. Há escolas para as diferentes idades todas num raio de, no máximo 30min a pé de minha casa. Também não tenho medo de andar na rua, mesmo à noite, em Lisboa. Antes de viver onde vivo agora, já vivi na Mouraria e regressava a casa do trabalho de autocarro, sozinha, às 21h30. Passava pelo Martim Moniz a essa hora e subia parte do caminho que vai dar ao Castelo de S. Jorge, sem problema nenhum. Já vivo em Lisboa há 4 anos, já andei a pé ou de transportes para todo o lado entre as 8h e as 2h da manhã e nunca tive qualquer abordagem estranha ou problema, ou me senti insegura. Acho que há muitas coisas a melhorar na cidade, mas acho que no fim de contas é uma boa cidade para se viver e onde se consegue ter qualidade de vida. A casa onde vivo dá perfeitamente para nós os 2, quando tivermos um bebé também dará porque temos um quarto a mais e, para o que ganho, a renda não é um peso assim tão grande no orçamento, nem são os restantes gastos que tenho aqui (poupo cerca de 60% do meu ordenado todos os meses). Se vivesse num meio mais pequeno, provavelmente conseguia viver numa moradia pelo que pago aqui de renda, mas como referi acima, lá iria ganhar muito menos, logo, não teria dinheiro para pagar esse valor de renda. Por isso esta é a melhor opção.

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    17. Anita acho que percebeu muito mal o meu texto. Não me acho melhor nem pior que ninguém, parece-me que tem aí algum complexo de inferioridade para falar em "finura" ou falta dela. Aliás não me parece que fale em lado algum que me ache melhor que A ou B. Simplesmente tomo as minhas opções na minha vida de acordo com o que me parece melhor, se isso a incomoda o problema não é meu.
      E se acha que falar em viver fora do país é ser fina... então claramente que quem tem falta de horizontes não sou eu, uma vez que não acho que quem viva em Londres, Berlin, Lisboa, Coimbra, Viseu, NYC ou qualquer outro local do mundo seja melhor ou mais fino que outra pessoa....

      Eu referi a parte de ter vivido em diferentes países porque foi dito anteriormente que noutros países faziam da forma que a anónima fazia. Ora, eu tendo vivido em diversas cidades/países sei que cada um tem as suas características e formas "gerais e globais" de ser e se há países/cidades onde a norma é usar bicicleta, andar a pé, etc, em outras a norma é andar de carro. Os portugueses não são os únicos como quiseram dar a entender.
      Falei dos pais que conheço que falavam que faziam e aconteciam e depois fizeram o oposto porque afinal, no fim do dia, não dava jeito/não se coadunava com a sua vida, falei nas creches e afins porque tenho vários amigos em Lisboa que andam muito todos os dias e pagam valores exorbitantes em privadas, não por opção mas por falta dela (de boas escolas). Isto porque nenhum deles quer meter os filhos em escolas com fama de serem perigosas ou que são visitadas quase diariamente pela policia... E alguns deles eram daqueles que criticavam quem se deslocava para deixar os filhos na escola... mas chegado o momento também não quiseram deixar os filhos numa escola onde afinal os filhos talvez não estivessem seguros.

      De resto, cada um faz o que quer.

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    18. Anónimo das 15:27,
      A minha resposta era para este anónimo:

      "Anónimo28 de setembro de 2015 às 14:52

      Ande a pé. Ou de transportes públicos. Mania de quererem ser "finos" e viverem numa ponta da cidade, trabalharem na outra e terem os filhos no colégio na outra e depois "terem" de ir de carro para todo o lado, coitadinhos. A culpa do trânsito não é das obras. È do tuga, que parece desconhecer qualquer outro meio de transporte que não o carro. É vê-los de manhã, no pára-arranca na Praça de Espanha, em que 90% dos carros tem 1 pessoa lá dentro e eu a pé a passar-lhes pelo meio e a demorar sempre os meus 20min até ao trabalho (quer faça chuva ou sol, quer seja Agosto ou o regresso às aulas, quer haja obras ou não).

      Ah e já vivi em 4 cidades em Portugal e 3 no estrangeiro e nunca usei carro para me deslocar para a escola, Faculdade, trabalho ou outros compromissos. E sou super pontual!"

      Caso não seja você, descanse, a resposta não era para si. Se for, pode ler novamente a primeira frase onde esse conceito de "finura" surge. Se calhar vai perceber que o complexo de inferioridade não será, de todo, meu.
      Talvez não tenha lido bem ou entendido o meu comentário onde reforcei a ideia de que o que funciona para uns não tem de funcionar para outros e que, seja qual for a opção que se tome, será certamente válida sem por isso ter de ser "julgada" por terceiros e a mim as opções dos outros não me incomodam. Pelo contrário, a opção de quem quer andar de carro é que parece incomodar aqueles que preferem andar a pé.

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    19. Sabe que nem sempre é possível os dois elementos do casal trabalharem perto um do outro, não sabe? É possível que trabalhem até em cidades diferentes e um ter que ceder e fazer uma distância superior e por isso ter que ir de carro... uma hora todos os dias... já viu que horror?

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    20. Anita, " opção de quem quer andar de carro é que parece incomodar aqueles que preferem andar a pé", porque depois as cidades ficam altamente congestionadas e poluídas, quem anda a pé arrisca-se a ser atropelado dada a fúria com que os condutores andam e incumprem as regras de trânsito, não consegue andar nos passeios porque são só carros mal estacionados, atravessar uma passadeira com visibilidade também já é difícil, como referem acima, as cidades estão pensadas para os carros e não para quem anda a pé, por isso, claro que incomoda.

      Anónimo29 de setembro de 2015 às 17:10, de facto, é um horror, mas para quem tem de ter essa vida. Longe de mim meter-me nisso, deve ser uma existência para lá de "fantástica".

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    21. Anita, o facto de eu ter mencionado que vivi no estrangeiro e em Portugal em diferentes cidades foi apenas para exemplificar que, tendo estado em sítios diferentes, em contextos diferentes, em cidades de dimensões diferentes, tive sempre um elemento comum: o não necessitar do carro no meu dia-a-dia. E isso provar, da minha experiência, que é perfeitamente possível viver-se numa cidade, na maioria delas pelo menos, sem se usar carro, cumprindo na mesma com os nossos compromissos e sendo pontual.

      A referência a "finos" veio também da minha experiência de, em Portugal, se associar o andar a pé e os transportes públicos a gente pobre. E a quem tem um mínimo de dinheiro avançar logo para a compra de um carro, usá-lo todos os dias e tratá-lo como se fosse um bem essencial. Em qualquer contexto laboral de classe média/alta, vê muito pouca gente a andar a pé ou de transportes, referindo-se a essas opções como se fossem uma canseira, um enorme trabalho e até com algum desdém. Toda a gente tem carro e gosta de o exibir, de falar em como o trânsito estava horrível em X, como demoraram Y minutos a fazer a rua Z, etc. E as mesmas pessoas que têm algum dinheiro, também acham "fino" irem viver para os sítios bem (tipo Cascais, Belém, etc), quando trabalham noutra ponta da cidade e têm os filhos noutra escola "bem" algures, o que faz com que seja "obrigatório" depois o uso do carro e o constante congestionamento da cidade e trânsito que nunca mais acaba. Ou pessoas que moram na Margem Sul ou noutros sítios da periferia porque "fica mais barato", mas depois levam o carro todos os dias para o centro de Lisboa, gastando imenso dinheiro nessa rotina. Basta ver que, ao fim-de-semana, a cidade parece um deserto e se circula super bem.

      Coisa que não notei quando vivi no estrangeiro e, aí, nos mesmos contextos laborais de classe média/alta, era muito mais equilibrado o número de pessoas que andava de carro e os que iam a pé ou de transportes (ou até de bicicleta) e o carro não era visto como uma forma de status, ou de estar bem na vida. Bem como, em deslocações oficiais, muitas vezes os representantes das instituições iam com a sua equipa de metro, ou de autocarro, ou até a pé se fosse uma distância tipo 15min, por exemplo.

      Diana

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    22. Moro nos arredores e venho para o trabalho de Metro.
      O meu marido mora dos arredores e vai para o trabalho de carro (uma pessoa só num carro, pasme-se!!).
      Moro nos arredores e a minha filha vai para a escola na carrinha da própria escola (modernisses).
      A FDP das obras incomodam-me, porque trabalho num dos sítios piores de Lisboa (em termos de TUDO): Chiado!!!!
      É a FDP das obras na Ribeira das Naus, é a FDP das obras no Elevador de Santa Justa, é a FDP das obras no raio que os parta.
      Á parte disso ainda tenho que levar com os meninos e meninas (FD...) das tunas a fazer figuras no mínimo degradantes...
      Como não me posso dar ao luxo de ir de carro (o homem trabalho na outra ponta da cidade) nem dar ao luxo de trabalhar perto de casa, vou-me queixar eternamente da FDP das obras...
      Já para não falar dos meninos e meninas (FD...) das tunas quando resolvem fazer outra m*** qualquer no metro...

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    23. Oh Diana, eu que na minha boa vontade lhe ia explicar umas coisas sobre isso de usar transportes públicos, eu que lhe ia dizer que, por exemplo, em Madrid, Barcelona, Londres, Paris, Milão, Roma, entre outras e ficando-me só pela Europa, o trânsito é ainda mais caótico do que em Lisboa e que não será certamente pelas pessoas andarem todas a pé, eu que até estava disposta a debater consigo que nessas mesmas cidades existe até uma rede de transportes muitíssimo mais eficiente do que em Lisboa, com estações de metro, muito mais feias é um facto, a cada 200 m e com autocarros que fazem filas nas paragens prontos a serem apanhados, eu que até lhe ia falar de algumas zonas no centro de Lisboa onde para se chegar de transportes se apanham, pelo menos, 3 diferentes quando de carro o percurso se faz muito mais depressa, eu que estava quase, quase a explicar-lhe que, em sendo possível, a escolha de uma casa deve ter em conta, sobretudo, o sítio onde nos sentimos bem e onde desligamos do dia de trabalho sem que a vista da sala seja para o escritório, que as escolas escolhem-se por acharmos que serão as melhores e mais indicadas para os nossos filhos ou no limite por ser aquele onde os conseguimos pôr e que o carro já deixou de ser um luxo há uns 40 anos e que agora é uma ferramenta capaz de facilitar a vida às pessoas…e a Diana vem com isso de viver em sítios e andar em colégios “bem” e das pessoas irem a correr comprar um carro assim que têm uns tostões apenas e só para os exibir chegando mesmo ao ponto de dizer que falar do trânsito é visto como um assunto para lá de interessante e pronto, eu que não quero entrar por isso dos complexos de inferioridade e afins, resolvo poupar o meu latim e acabar esta discussão prometendo-lhe apenas que eu sou uma condutora do bem, das que pára nas passadeiras, das que não estaciona nos passeios e paga parquímetros e das que, em exibindo muita coisa, o carro que conduzo não é objecto de exposição.
      Continue lá na sua vida que eu continuarei na minha e olhe que com jeito, a cidade chega para todos :)

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    24. Bem no meio de tanta resposta n está fácil p me orientar. Repare eu n a/o pretendia insultar, mas acho q há mta gente q n tem noção do país real.
      Apenas comentei pq indicava n ser viável andar nas ruas com carrinhos e de transportes e n acho q isso corresponda à verdade.
      Relativamente ao facto de viverem com ordenado minimo e terem de privar os filhos...bom n será propriamente uma opção das pessoas. N questiono q cada qual deve organizar a sua vida da melhor forma. N foi disso q falei.

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    25. Ah, e tb comentei, pq na sua primeira frase indicava q andar a pé e de transportes poderia ser viavel por essa europa fora mas n em PT.
      Pois bem, posso dizer-lhe que conheço mtas cidades (capitais, na maioria) dessa europa e n acho q as diferencas, nestes pontos, sejam grandes. Alias, há inclusive países onde sao bem piores.
      E reitero, eu referia-me ao andar de transporte, nunca disse q todos os pais iam meter os filhos a pé, ou disse? Mas existem transportes. E eu, q por acaso até os uso (embora n com o meu filho, pq o tenho numa escola próxima de casa) vejo mtos pais com crianças (nomeadamente q ainda andam de carrinho).

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    26. Anita peço desculpa pois tinha-a interpretado mal. De facto não fui eu quem escreveu o tal comentário a que se referia.

      Anónimo das 15:27
      (também não sou a "Diana")

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    27. Achar que quem tem carro tem um complexo de superioridade face a quem não tem, não é ter-se, por oposição, um complexo de inferioridade por não ter. Uma pessoa pode não ter carro por não querer, não achar que necessita de um numa cidade e detestar tudo o que tenha a ver com trânsito e constatar que esse pensamento é uma minoria em Portugal e que a maioria das pessoas acha normal usar o carro no dia-a-dia e estranha quem o faz. Por alguma razão tudo o que é governo, presidentes disto e daquilo, directores de Institutos e mais sei lá quen têm todos brutos carros para se deslocarem e assim demonstrarem o status do seu cargo. A partir de um certo nível profissional têm de se manter certas aparências e o carro faz parte disso. Bem como imensa gente observa e comenta o carro que X ou Y tem. Se não está a par dessa realidade, não deve viver no mundo real. Lá porque não faz parte dela, não quer dizer que não se reconheça a sua existência.

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  5. Esta "rant" foi das melhores,.. ao nível do Manolito da Mafalda (do Quino). :)

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  6. Sinto o mesmo em relação às praxes... Mas suponho que seja bom sinal, seria preocupante se gostasse :))

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    1. Eu estou-me um bocado nas tintas para as praxes desde que sejam feitas com respeito pelo próximo e não haja abusos. Acho estúpido mas se há quem goste por mim tudo bem.
      (eu gostei da minha...)

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    2. PRAXE! Sem 's' no final.

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    3. anónimo das 19:13: praxes, praxes, praxes ;))

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    4. Lol por momentos voltei claramente ao primeiro ano da faculdade. Nádia, 18 anos?

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    5. Então?? Comentário bem engraçado o da Nádia... Eu ri-me, pelo menos.

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  7. É tomar outro Serenal, esperar que faça efeito e voltar ao blogue só nessa altura.

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  8. Definitivamente, este blogue já teve mais nível.

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  9. Pipocante Irrelevante Delirante28 de setembro de 2015 às 16:03

    Já passou, já passou...

    (by Elsa)

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  10. Xiiiii Picante... início de semana stressante, hein!?!?!!!

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    1. Era um post meio escrito na semana passada. Só hoje o terminei. Espero que as coisas esta semana melhorem, aquilo já está mais desimpedido.

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  11. Este texto, para mim, podia ser um óptimo texto, até que me deparo com o argumento "idiotas a quem eu pago o salário". Sempre foi um argumento que achei pouco inteligente, porque eles próprios, os tais idiotas, também pagam o seu próprio salário, uma vez que também eles, os tais idiotas, também pagam impostos.

    O argumento de pagamento de salário, sempre foi, a meu ver, redutor, ao género não-sei-mais-como-argumentar-por-isso-vou-no-argumento-do-salário.

    Não me leve a mal, só acho que com a argumentação usada se perdeu uma excelente opinião

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    1. Não sei se é pouco ou muito inteligente. Sei que é verdade, os serviços públicos existem para servir os cidadãos e são pagos por estes. Ora de um serviço público espera-se que sirva, não que transtorne.

      E claro que não levo nada a mal, era o que faltava.

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    2. É normal que umas obras passem por um período de transtorno com o objectivo de, no futuro, serem uma melhoria. E só transtornarão uma pequena parte da população, que, lá está, até será a que irá beneficiar da obra em causa. No uso do dinheiro público não se pode agradar a todos e, ás vezes, tem de se transtornar alguns.

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    3. Querem melhores ruas ? então têm que ter obras. As melhorias não nascem sozinhas.
      Eu por exemplo provavelmente nunca irei usufruir dessas obras que estão a fazer ai, mas quero que as pessoas dessa zona do pais tenham as melhores estradas e ruas que possam ter e se para que isso aconteça seja necessario haver obras entao que seja.

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    4. Trabalho no SNS e todos os dias levo com o 'sou eu que lhe pago o salário!!!'. Todos... os... dias!

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    5. Anónimo das 17:58, convenhamos que iniciar uma obra na mesma semana em que se iniciam as aulas e às 8/8.30h da manhã numa das mais movimentadas ruas da cidade traz muito mais transtorno do que fazê-la em Julho/Agosto e/ou durante o 'horário de trabalho'...

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    6. Eu não sou "contra" as obras. O que me deixa possessa é não as terem feito em Julho ou Agosto. Meses em que há muito menos trânsito. Ou que não ponham lá gente a trabalhar noite e dia. Acho uma falta de respeito, parece que estão a gozar.

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    7. Anónimo das 18:12h, eu queria melhores ruas, queria. queria que as ruas por onde tenho que passar desde a fontes pereira de melo (se soubesse as voltas que tenho que dar... mas isso são outros quinhentos) ate casa não estivessem no estado lastimável que estão desde que para cá me mudei nos idos anos de 2003 onde o paralelo e o alcatrão que vivem em em permanente (des)harmonia.
      e isto é de carro. por regra ando de transportes e demoro cerca de 5/7 minutos a pé ao transporte mais próximo e não dá para não ir a olhar para o chão constantemente com medo de uma entorse. ainda bem que o costa no primeiro mandato prometeu retirar a calçada em certas ruas! oh, wait...

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    8. Olha lá, tu por acaso sabes a quanto está a hora nocturna? Sabes a quanto é paga uma hora extra, sabes? Então está mas é caladinha e mexe-me esse rabão e vai mas é a pé.
      Querem lá ver agora, trabalhem dia e noite porque a menina não gosta de filas, está bonito isto, está.
      Tarda nada estão a fechar blogs de pseudo intelectualóides porque não os estás para aturar, queres ver?

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    9. Ai isso é que não. E depois? Falava de quem?

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  12. E pronto, fugiu o pé para o chinelo e veio a reboleira ao de cima.

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  13. Moro em Alvalade e desde o princípio de agosto que começaram as obras na Av: EUA!! Inclusive ás nove e tal da noite andarem a asfaltar (em frente á REN)! E o mapa que aparece é que as obras e pavimentação das ruas de LX, se vão prolongar e por alguns anos!! Portanto não tem a ver com as eleições!!! E não sou da côr deste (desgoverno)!!!!

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  14. Bem, dessa última parte penso que sei do que falas. Essa do mulherio cuspir para o ar a dizer que fazia e não fazia só mesmo tendo o cérebro do tamanho de um amendoim... A vida dá tantas voltas e por vezes só mesmo essas voltas para abrir os olhos a certa gente.

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  15. Moro no centro de Lisboa, com três filhos, todos em colégios diferentes por terem idades diferentes, um marido sempre ocupado e uma cadela gigante. Não tenho carro, não tenho carta, não tenho qualquer interesse em tirar. Como moro no centro de Lisboa e não perdida no meio dos subúrbios, consigo ir pôr os miúdos ao colégio (a mais velha, usa, este ano, pela primeira vez, o metro, faz uma estação), levá-los às várias actividades e comprar onde gosto, que é o comércio do meu bairro, onde me tratam por menina e me levam as compras a casa. No final do dia, quando há gente que adora o seu mega apartamento lá para Odivelas ainda está no trânsito, com os miúdos esparramados no banco de trás, os meus já jogaram à bola no jardim ou foram ao parque ou à livraria, onde os tratam pelo nome, tomaram banho, fizeram deveres e jantamos tranquilamente, em família. Depois, temos ainda umas horas para brincar, ler uma história, ver um filme ou série e chatear toda a gente para lavar os dentes... Quero ir comprar algo mais longe? Vou de táxi, onde costumo ser tratada e gasto praticamente o que gastaria num bilhete de autocarro, com a vantagem de me deixarem à porta. A pior coisinha que aconteceu a Lisboa foi o êxodo para os subúrbios, mas é como tudo: o senhor que me arranjou a casa também me perguntou porque é que nós, com a vida que temos, não vivíamos numa casa «nova», sem ser remodelada (porque era uma trabalheira andar a escolher estas coisas todas, menina), ali para os lados do Cacém... Sorri-lhe e disse-lhe que era uma questão de gosto. Ah!!! Eu trabalho e muito! Tenho é uma profissão que me permite trabalhar de casa... (só para não se porem a dizer que ah e tal, isso é só para gente que não faz nada).

    Just my two cents...

    Joana

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