quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fui a uma rede social e retirei de lá isto

Não me atrevo a escrever o que vai na minha cabeça sobre como isto vai acabar.
Gostaria apenas de ler testemunhos válidos sobre quem, e como se colocam, migrantes do Afeganistão na Hungria, em Calais e na Noruega, quando o Afeganistão tem fronteiras com o Paquistão, o Tajiquistão, o Irão, o Turcomenistão, o Uzbequistão e a China.
Gostaria de perceber como é que se condena os ataques do Charlie Hebdo e se viabiliza esta migração civilizacional.
Gostaria de perceber, por exemplo, como é que a Europa não se entende quanto à Grécia, e a um eventual perdão de dívida, mas a Alemanha está disponível para sustentar 800.000 refugiados.
Gostaria de conhecer qual é orçamento da CM de Lisboa para apoio directo aos sem-abrigo locais depois de ficar a conhecer a disponibilização de €2mn para apoio aos migrantes na vertente de "alojamentos temporários, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação".
Gostaria igualmente de saber se as autoridades portuguesas têm algum plano de contingência para receber uma nova vaga de retornados no dia em que a situação em Angola se tornar incomportável - e já agora se a Europa poderá considerar como crise humanitária o regresso dos cerca de 200 mil portugueses que se estimam estar a trabalhar em Angola.
Por fim, gostaria de saber quantos emigrantes estão os EUA dispostos a receber, na medida em que grande parte deste problema tem origem na 2ª intervenção no Iraque, país onde juravam haver armas de destruição maciça.
Não sofro de fobia anti-americana, não me considero insensível aos dramas da humanidade nem nunca senti em mim ímpetos nacionalistas.
Mas recordo o que Ortega y Gasset escreveu na sua obra "A rebelião das massas - É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução."

Eu também gostaria de perceber isto tudo. E, além disto, ainda gostaria de perceber se esta gente que foge, uns da guerra, muitos outros apenas da pobreza, está disposta a aceitar os valores europeus que nos regem: a igualdade entre homens e mulheres, a separação de poderes entre Estado e Religião, a tolerância e respeito pelas várias religiões. E gostava também de saber, ainda não vi nada, que tipo de escrutínio está a ser feito para garantir que não há células terroristas entre os milhares de refugiados que querem chegar à Alemanha e Inglaterra e já agora, porque se dirigem apenas à Europa quando a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes são tão mais ricos.

Putas de dúvidas que me assustam.

178 comentários:

  1. Eu também tenho muitas, muitas duvidas. Por exemplo havendo tanto dinheiro para disponibilzar na ajuda destes refugiados porque é que não há dinheiro para ajudar aqueles que morrem à fome por culpa da puta da austeridade??

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    1. Eu não digo que a Europa deva negar a entrada de refugiados de guerra. A Europa tem a obrigação de os ajudar. Mas não assim, este êxodo imparável, sem que haja qualquer política concertada a nível global.
      E uma coisa são refugiados de guerra, outra coisa são emigrantes normais. Não se pode pôr tudo no mesmo saco.

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    2. Eu não digo que se feche a porta, atenção. Acho é que não podemos fechar os olhos ao que se passa dentro de portas e olhar só para fora num discurso de os refugiados são problema da Europa mas os problemas dos Portugueses/Gregos/Espanhóis etc... são apenas do pais em questão.

      Outra coisa que me encanita e ainda não percebi se é a realidade se são noticias mal dadas, é a "exigência" de alguns destes refugiados em ir para a Alemanha. Porquê a Alemanha??

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    3. Quem é que já morreu à fome pela austeridade? Partilho de algumas das dúvidas expressas neste post, mas se há coisa que as notícias dos últimos tempos nos têm mostrado é que, mesmo com austeridade, a nossa vida é dezenas de vezes melhor que a destas pessoas e que somos uns privilegiados...

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    4. Principalmente para se nascer, é preciso ter-se sorte.
      (isso nem está em questão)

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    5. eu não sei se vidas estão melhores, a minha não é de certeza
      isto de haver trabalho assim as largas não o vejo, quando o vejo é estágios (já fiz o teste e consigo os lugares de estágios não pagos, agora quando se fala de dinheirinho nem vê-lo)
      e quando envio para outras áreas ( que ate chego a entrevista a algumas) há sempre alguém melhor e que já tem currículo naquela área.

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    6. Ou seja, uns pais que perderam tudo, que passam fome para tentar que os filhos não passem, que vivem sem dignidade e sem condições não se podem queixar e são privilegiados porque há quem esteja pior que eles... É essa a lógica??

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    7. Anónimo3 de setembro de 2015 às 15:01, mas tem uma casa onde morar, comida para comer, roupa para vestir, família próxima a quem recorrer, um Estado que providencia algumas prestações sociais e, principalmente, não corre o risco de ter de dormir uma noite aqui e outra ali sempre com medo que lhe caia uma bomba em cima, ou apareça um grupo de assassinos para a violar e matar, pois não? Não digo que a sua situação, ou a de tantos outros portugueses, seja boa, mas é certamente melhor que a destas pessoas. Temos sorte, em muitos aspectos.

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    8. 25% das crianças portuguesas vivem no limiar da pobreza (dados do INE) , várias escolas têm programas de alimentação nas férias e afins porque as crianças PASSAM FOME, imensos relatos de professores confirmam que há crianças que vão cheias de fome e sem capacidade de concentração para a escola.

      Se acha que não há ninguém a passar fome, frio e sem casa, sem dinheiro e sem trabalho saia do sofá e da bolha e vá passear na rua.
      Olhe que em V.N.Gaia todas as noites se vê filas intermináveis de pessoas, seja verão ou inverno, alguns com bebés e outros com crianças pequenas à procura de uma sopa, de uma manta, etc. Alguns trabalham mas têm imensas carências e só assim conseguem suportar as despesas.
      Imensos idosos deixaram de comprar medicação necessária, alguns porque não podem, outros porque esse dinheiro passou a ser o sustento para os netos...

      Que dêem essas casas e esse dinheiro todo a portugueses que vivem em condições sub-humanas. Ainda hoje falaram que vão dar casas, comida e trabalho. E eu pergunto, trabalho onde e em que condições? E eles querem trabalhar sequer?

      *Não nos esqueçamos de relatos de que alguns imigrantes muçulmanos são suspeitos de atirarem borda fora (suspeitos de matar) refugiados cristãos, em mar alto.
      Já agora, se são todos boa gente, porque fugiram tantos da policia quando era para serem identificados?
      Porque há relatos de violações em Itália nos campos de refugiados? Porque meteram a comida dada fora (para o lixo, no meio da estrada) só porque não era igual ao que estavam habituados e porque "exigiam" comida da deles? Porque é que são tão pobres mas como tiveram dinheiro para pagar a quem os trouxesse? Porque são tão pobres mas a maioria tem consigo iphones e outros objectos de luxos?

      Eu não duvido que exista ali muito boas pessoas que precisam de ser ajudados mas acho muito mal que um governo como o nosso que nem os seus consegue ajudar, diga que está preparado para tudo e mais alguma coisa e dê tanto a alguns depois de ter retirado a dignidade a tantos portugueses.
      Agora muitos dos que vêm estão à espera que lhes seja dado tudo de mão beijada e que sejamos nós a adaptarnos a eles. Vamos a ver se daqui a uns meses não vamos ter relatos de meia-duzia de violações, roubos, mortes, etc a cristãos...ou se passamos a ter zonas do país onde ninguém pode ir sem temer pela própria vida (como em certas zonas de Paris).

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    9. Anónimo das 02:50, concordo que cá em Portugal há muita gente a precisar. Falou em Gaia, eu sou duma aldeia vizinha do Porto, há cá quem dê aos pobres, e há muitos que não precisam e vão lá buscar na mesma. Sim, vão buscar comida (arroz, vegetais) e têm campos para cultivar, ou agricultores para ajudar e já lhes davam coisas, mas já têm dinheiro para ir de manhã para o café. Eu tomo o pequeno almoço em casa!
      Por isso, más pessoas e pessoas aproveitadoras há em todo o lado.

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    10. Anónimo3 de setembro de 2015 às 15:05 então devo dar-me por contente e dar graça a deus, e ir adiando planos. como por exemplo ser mãe, ou todos aqueles que vivem comigo terão que me sustentar por tempo indeterminado.

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    11. Claro que em Portugal há situações de pobreza, mas há diversos apoios e combate a essas situações. Há sempre a hipótese de essas pessoas terem ajuda e duvido que alguém informado e que saiba onde obter esses apoios esteja a passar fome. Concordo com o Anónimo das 11:25, quando diz que há muita gente que não sabe gerir as suas vidas.

      Não digo que essas pessoas se devam contentar e pensar que pelo menos estão melhor que muita gente, mas não acho que se devam revoltar só porque o seu Estado vai ajudar refugiados que, sim, estão bem pior que elas, porque vêm de países onde não havia nada, só guerra e destruição e chegam aqui sem nada também. Todas as situações são merecedoras de apoio e há situações de urgência que, precisamente por isso, devem ser tratadas com esse carácter.

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    12. Anónimo das 11:25, percebo-o perfeitamente. Trabalho com uma IPSS que, entre outras valências, tem cantina social, fornece refeições a pessoas carenciadas, algumas que chegam de carro, por volta das 11.30, vindas do café onde tomaram o pequeno almoço, e nele - no carro - permanecem até às 12.00, horas a que começamos a distribuir as refeições, a jogar nos seus smartfones para matar o tempo. Se é injusto? Parece-me que sim. Se alguma vez pusemos em causa a continuidade da cantina social? Não, nunca. Porque os oportunistas são uma minoria e seria bem pior deixar as outras famílias que realmente precisam sem essa ajuda.
      Também temos 20 talhões numa horta comunitária (oferecemos água e supervisão, se necessária de um técnico agrário, o jardineiro/hortelão da instituição ). Sabe quantos estão ocupados? 3.
      Custa-me entender o argumento de que os portugueses estão primeiro. Queira Deus que nunca na vida quem o usa precise de de pedir auxílio externo, não vá ouvir um redondo não, porque "os nossos estão primeiro".

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    13. Obrigado mirone. Q nunca necessitem mm desse auxilio, e q nunca sejam os seus filhos caídos,sem vida, na água. O umbiguismo é mto complicado...

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    14. Olhe Mirone, reze para que a sua filhota nunca passe por sérias dificuldades financeiras, que nunca esteja desempregada, sem um tecto para a abrigar. Que nunca tenha que ouvir, estando nessas condições, que para os de fora há casa e emprego garantidos. Acho que sim, que cada país deve pôr os seus em primeiro lugar. Se não temos dinheiro para encher as barrigas dos nossos filhos nem assegurar lhes uma vida digna, como é que querem que não nos indignemos quando dizem que podemos dar uma vida digna a mais de 5000 refugiados?

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    15. Rezarei para tudo isso, anónimo. Rezarei para que a minha filha nunca seja vítima de uma guerra, que nunca seja refugiada, porque é de refugiados de guerra que falamos. Talvez esteja a falar "de barriga cheia", mas a vida da minha filha vale tanto como a vida dos filhos de outras pessoas que fogem da guerra. Não estamos a falar de emigrantes comuns, estamos a falar de refugiados, são realidades distintas. Lamento que não se perceba que estes refugiados, na eventualidade de virem para portugal, não vão tirar nada aos portugueses que vivem com dificuldades.

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    16. Penso que é a falta de informação que faz com que muita gente se indigne com a ideia de acolhermos alguns refugiados e pense "que para os de fora há casa e emprego garantidos". O estatuto de refugiado não lhes confere casa e emprego garantidos, como muita gente afirma. Podendo, leiam com atenção:
      http://www.sef.pt/documentos/56/Guia_Asilo.pdf

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    17. Este link também ajuda a desmistificar a ideia de que os refugiados possuem uma condição privilegiada no acesso ao trabalho ou habitação em relação aos portugueses:

      http://www.refugiados.net/cid_virtual_bkup/integra/gr_pt.html

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    18. Vamos lá a ver... Parece-me que há aqui alguma confusão. Os refugiados de guerra são temporariamente acolhidos e ajudados. Ninguém lges dá emprego e não passam à frente de ninguém local, por serem refugiados. Apenas se lhes garante segurança de vida e cuidados básicos de saúde e educação.
      Convém não confundir refugiado com emigrante. O problema é que aqui está tudo no mesmo barco; há os migrantes que fogem da pobreza e não têm quaisquer intenções de voltar, há os refugiados que lutam pela vida. Isto deveria ser separado. Acolher os segundos e mandar embora os primeiros a menos que tenham trabalho e entrem nos países pelos trâmites normais e legais.

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    19. em Portugal o temporario passa a definitivo.

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    20. A minha experiência no contacto com estrangeiros (só conheci um estrangeiro que pediu asilo, mas lido com bastantes imigrantes) diz-me que se os refugiados não forem verdadeiramente refugiados (os que fogem da guerra, perseguições, etc), se forem "oportunistas, que só querem é privilégios", e se se der o caso de por cá ficarem mais tempo e pedirem visto para trabalho (que não é atribuído de qualquer maneira), mal o obtenham saem logo de Portugal. Apanhando-se um um título de residência válido em espaço Schengen, apressam-se a sair para onde há mais trabalho e onde, mesmo clandestinos, recebem mais. Se forem apanhados a trabalhar ilegalmente no estrangeiro esses países se encarregarão de os fazer chegar a Portugal, de onde, dois dias depois saem novamente para procurar a sua sorte noutro país. Vão enviando mensalmente descontos para a segurança social para poderem pedir a renovação do visto e é quanto "levam" deste país. O estatuto de refugiado não é eterno, é reavaliado periodicamente. Se quiserem ficar como emigrantes há regras a respeitar, entre elas, terem trabalho.

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  2. putas de dúvidas tuas e que tb são minhas...

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  3. A maioria dos refugiados não está na Europa. À Europa só está a chegar uma pequena parte deles, mas como vivemos cá e todos os dias temos notícias sobre o assunto, parece-nos que são imensos. A maior parte dos Sírios, por exemplo, estão na Jordânia, no Kuwait, na Arábia Saudita, nos EUA e, só depois, na Alemanha.

    Podem ver mais dados aqui: http://peoplemov.in

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    1. Estes dados aparentam ser já de 2010 e incluem Emigrantes e Refugiados sem distinção

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    2. Bem, de longe aquilo que melhor me esclareceu nos últimos dias. Eu pensava que todos, ou quase todos, e debandada geral, vinham em massa para a Europa, precisamente por causa das notícias, mas afinal não. Obrigada pela partilha. Bastante interessante, simples, intuitivo. Muito bom.

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    3. Ontem estive com um libanês que me assegurou que nos últimos anos o seu país mais que duplicou a sua população com a entrada de sírios. De facto, os que chegam à Europa acabam por ser uma minoria (e parecem-nos tantos), a minoria que conseguiu pagar pequenas fortunas(cerca de 5.000 dólares) a traficantes que lhes prometeram que os traziam para a Europa.

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    4. Deixei esse link porque foi o único que encontrei numa pesquisa rápida, mas há dias vi um infograma não sei onde que mostrava isso mesmo: os que chegam à Europa são uma minoria. E há um artigo no Público de há uns dias em que um professor Sueco que estudou essa questão diz o mesmo.

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    5. Fui agora ver o link. Realmente seria interessante ter isto para 2014 e para 2015. Os dados são de 2010, pelo que acredito que não têm nada a ver com a situação actual.
      Outra coisa que é crítico é perceber quantos são os refugiados de guerra e os emigrantes. São realidades completamente distintas.

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    6. Não é muito diferente, mas sim, vê-se umas subidas na Europa. Os dados são relativos a 2013.
      http://econ.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/EXTDEC/EXTDECPROSPECTS/0,,contentMDK:22803131~pagePK:64165401~piPK:64165026~theSitePK:476883,00.html

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  4. Muitas dessas questões também me têm assistido. Onde está o apoio dos países islâmicos mais ricos?

    A Inglaterra sacode a água do capote, os EUA mantêm o silêncio e a Alemanha, depois do que impôs a Portugal e à Grécia, fala em solidariedade europeia.

    Tenho quase a certeza de que a Alemanha fará o seu escrutínio e o resto ficará com os refugiados pouco qualificados e mais conservadores.

    É com alguma culpa que digo isto: não me agrada a ideia de ter mais uns milhares de muçulmanos na Europa, não me apetece ver mais mulheres vestidas de sacos de batatas negros.

    Só que, enquanto a situação na Síria e no Afeganistão for o horror que é...

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  5. Este site diz respeito apenas a emgrinates e imigrantes e não a migrantes-refugiados da guerra.
    Tal como a picante disse: Refugiados de guerra são uma coisa e migrantes por razões diferentes são categorias diferentes

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  6. Concordo com o que é transcrito. Lamento as guerras que destroem os países de origem dos migrantes. Lamento que as pessoas se vejam desesperadas mas, contínuo sem perceber como a Europa vai acolher tanta gente e se essa gente está disposta a adoptar o modo de vida europeu. A Europa também tem dificuldades e muitas. Depois faz-me confusão como esta gente chega e como paga a quem os trouxe que alegam a miséria do país de origem. Acredito que no meio de muita gente à espera de uma vida melhor, haja muito boa gente mal intencionada...

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    1. Tenho falado com alguns imigrantes e fiquei com a ideia de que quem paga pequenas fortunas para vir para a Europa vem à procura de uma vida melhor (às vezes não a encontram e acabam por se "desviar"). Quem vem mal intencionado (p. Ex, criar células terroristas) vem de avião, ou por outro meio bem mais confortável e seguro que as barcaças e os camiões sobrelotados, com o apoio das organizações terroristas.

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    2. Mirone há dias fugiram dezenas de homens num campo de refugiados, depois de terem percebido que lhes iriam ser pedidas impressões digitais. Por isso, não me parece que seja bem assim.

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    3. Não digo que não, anónimo, no meio de tantos milhares há, como se diz na minha terra, filho de muita mãe. Mas os 'terroristas' que queiram mesmo infiltrar-se na Europa não precisam de o fazer enquanto refugiados. Esses que viajam com os refugiados fazem-no para 'trabalhar' as mentalidades dos mais frágeis. Por isso é que no meu outro comentário disse que perante algumas adversidades - e são bastantes as que encontram na Europa - alguns se desviam (e depois estranhamos que adolescentes aparentemente integrados saiam da Europa para integrar as fileiras do ISIS ou comentam atentados njas cidades que os viram crescer).

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    4. O problema não são os terroristas; Mirone. Realmente duvido que haja muitos terroristas no meio desta vaga de migrantes, embora ninguém o possa garantir. O problema, o que realmente me aflige e me aperta o coração cada vez que olho para a minha filha é a falta de tolerância de uma elevadíssima percentagem de muçulmanos. O recusarem-se a adaptar-se à cultura europeia, o teimarem em manter os seus costumes, ainda que contra a lei europeia.
      Isto tem de ser controlado. Acolhimento, sim, mas temporário. E apenas aos refugiamos de guerra.
      (e há também o perigo da extrema direita, embora isso não nos deva, não pode, impedir a nossa ajuda)

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    5. Nem eu disse que o problema são os terroristas, mas li em mais que um sítio (até aqui) insinuações de que acolhendo refugiados estaríamos a abrir a porta a criminosos e terroristas. E sim, falava de acolhimento temporário e sim, de acolhimento com regras (há que distinguir, como diz, refugiados de migrantes). Bom já deixei tantos comentários neste post que as ideias podem estar dispersas, mas em todos eles a linha que me orientou foi essa.
      De todas as ideias expostas a que mais me choca é o argumento "primeiro estão os portugueses" sem fazer um esforço para perceber que são questões completamente diferentes, julgando que, por sermos portugueses estamos completamente a salvo de um dia nos vermos em situação semelhante.

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    6. É verdade que a recusa em adaptarem-se à cultura europeia é assustadora. Morei numa residência de estudantes com muçulmanos e a primeira coisa de que fui informada por um deles é que tinham vindo para a Europa para conhecer raparigas europeias. Percebi em poucos dias que me olhavam como um troféu. E perdi a conta de vezes que me foram bater à porta do quarto perguntando-me se lhes podia fazer o jantar ou passar a roupa.Cheguei a ver-me impedida de cozinhar o meu jantar por a cozinha estar transformada em sala de orações naquele momento. Por muito que lhes explicasse que não estava interessa, que tinha namorado, que não era criada de ninguém, nunca os consegui fazer ver-me como mais do que um ser que eles achavam que deveria estar à disposição deles. Felizmente e olhando agora para trás as coisas nunca se tornaram mais perigosas para mim do que isto.

      Agora no país onde estou é vê-los a ter filhos de várias mulheres que se registam como mulheres solteiras e recebem assim uma avultada soma em subsídios que são dados ao homem. As crianças? Essas são colocadas fora de casa a maior parte do dia pois as casas são pequenas para tantos e fazem demasiado barulho que incomoda o pai. Obviamente estes homens não trabalham (não precisam com tanto dinheiro que recebem).

      Maria

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    7. Está a confundir árabes com muçulmanos.

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    8. Concordo com a Maria, tenho experiências semelhantes dos períodos em que vivi no estrangeiro, das viagens que fiz e das conversas que tive com outras pessoas na mesma situação.

      É verdade que nem todos os árabes são assim, mas praticamente todos os árabes são muçulmanos, por isso vai quase dar ao mesmo.

      Conheci um egípcio, que era engenheiro hidráulico e viajava imenso em trabalho (todos os meses). Mesmo nessa situação, isto é, um homem nos seus 30s, que tinha tido acesso a educação superior, que tinha dinheiro, que contactava frequentemente com gente de todas as partes do mundo e culturas diferentes, que trabalhava numa empresa multinacional, era devotamente muçulmano e tinha as opções e regras mais surreais para a sua vida. Por exemplo, tinha de se ausentar das aulas do curso que estávamos a fazer todos os dias por volta das 13h, isto porque tinha de rezar precisamente quando fosse metade do dia (contado entre a hora a que o sol nascia e a hora a que o sol se punha... por isso mudava de dia para dia). Ele sabia ao minuto a que hora era essa reza e tinha de sair a correr para uma mesquita. Voluntariamente, jejuava todas as 5as. Não comia porco. Não bebia álcool, nem sequer tocava numa garrafa de cerveja para a afastar da mesa, por exemplo. Ainda era virgem. Tinha um apartamento seu no Cairo, completamente vazio e vivia em casa dos pais à espera de arranjar uma mulher, casar e, só aí, se poderia mudar para o tal apartamento. Que estava vazio porque a mulher, em conjunto com os pais dela, é que tinham de escolher a decoração. Não sabia cozinhar, ou desenrascar-se em várias tarefas, porque a mãe é que lhe fazia tudo. Explicou-nos as regras do namoro entre muçulmanos e são completamente surreais. Basicamente, através dos anéis que uma mulher usa, conseguem perceber se é solteira e, se for, podem abordá-la, mas dizendo logo "estou a abordar-te com a intenção de casar contigo". Durante o curso (que durou 2 semanas lol), "chegou-se" para aí a umas 3 colegas diferentes, por ter percebido que eram solteiras e que havia ali a chance de arranjar uma mulher (uma vez que ele, já estando nos 30s sem nenhuma, era motivo de gozo dentro da comunidade e então estava basicamente desesperado para casar). Enfim, isto é apenas uma pequena parte do que ele nos contou ser a vida diária dele, cheia de regras por tudo e por nada, restrições, ideias completamente irrealistas... e, lá está, estamos a falar de uma pessoa com educação, dinheiro e viajada e de um país como o Egipto, imaginem como será o agricultor que vive no meio do nada na Síria!

      Eu, sendo agnóstica, também às vezes acho uma surrealidade o que vejo os católicos defenderem e certos comportamentos dos homens na nossa sociedade, mas, ainda assim, estão a anos luz disto. Como é que estas pessoas se vão integrar na Europa? Não vão, é ver como vivem as suas comunidades que já imigraram há décadas para a Bélgica, Holanda, França, Alemanha...

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    9. Não se está não. Vá a qualquer país onde eles estejam emigrados. Qualquer um dessas culturas.
      É vê-los e ver o que provocam em qualquer local.

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    10. Na experiência que vivi não deixou de ser interessante que aquele com quem me dei por melhor por mais me respeitar era exactamente o que era mais devoto de eles todos, que os chamava a atenção para todas as "regras" que iam quebrando. Ali não se procurava uma mulher para casar mas apenas novas experiências. Aliás, na mesma residência vivia uma rapariga da mesma nacionalidade que eles e eles respeitavam-na mais a ela que a mim por eu ser supostamente uma maluca de europeia cheia de liberdade para as coisas que eles queriam fazer. Faziam de tudo para que entrasse nos quartos deles (desde convites para pousarem nus para que eu os pintasse. Eu que estava a trabalhar num laboratório de investigação....).

      Maria

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  7. São dúvidas que, para mim, fazem confusão... muita mesmo!
    Será que o desespero é mesmo grande ao ponto de colocar os filhos na "fila" da morte?
    A atitude destes Pais não estará a ser despreocupada demais?
    Um atentado numa cidade qualquer, é um atentado, não sabemos, não podemos prever!
    Agora o que tem estado a acontecer com estes barcos cheios de migrantes, é um "fugir da morte para morrer"!
    Não me consigo imaginar numa situação dessas mas com toda a certeza tentava proteger os meus filhos de tudo e de todos, e metê-los num barco nas condições que se tem visto não é de todo uma atitude de proteção para com os filhos. Entendo que seja desespero mas no meio do desespero tem de existir o bom senso e parar para pensar um pouco!
    Os meus Pais vieram "a correr" de Angola, sim, vieram mas vieram de avião com toda a segurança possível, e foi há 42 anos atrás!
    Não sei, se calhar sou eu que estou chocada demais para ter discernimento para entender a imagem que tem andado a circular... que me dá vontade de chorar a cada 5 segundos... não consigo tirá-la da minha mente...

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    1. Muitos conseguem chegar ilesos. E muitos dos que se metem nesta aventura trágica têm como certa a morte e tortura, venda das suas mulheres, etc. Eu percebo que se arrisque tudo. Só não percebo que a Europa tenha ficado à espera disto, que não tenha antecipado a coisa. E também não percebo porque raio é que o ocidente não está a tentar resolver o problema na sua base, que é a Síria e afins.

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    2. Se os seus pais conseguiram vir de Angola com segurança (mesmo como disse "a possivel") garanto-lhe que tiveram muita sorte. Muitos outros não conseguiram essa sorte...

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    3. Continuo sem entender o "arriscar tudo"!
      Andam nesta m***a desde 2011, quando a "guerra" rebentou!
      Andou tudo metido lá! Tudo!
      Uns de um lado, outros de outro, se previram isto, claro que sim! Mas os "lados" eram temíveis. Os EUA com o envolvimento da Al-Queda, a Rússia com não sei o quê (que agora se fecha em copas para os receber...)
      Conclusão, ninguém se entende, e entretanto pais sem amor nenhum aos filhos, sem nada, sem futuro, sem amor à vida, submetem-se a isto para vir para a Europa!
      Não tarda estamos nós numa situação parecida!
      O que vale é que Portugal nunca toma partidos nem lados, limita-se a ser "solidário"!
      O modo de vida e de pensar é completamente diferente do "nosso" modo! É essa a conclusão a que chego! Principalmente os pais daquele menino!

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    4. Os seus pais vieram de avião porque Portugal criou uma ponte aérea para que os refugiados viessem. vieram cerca de 600 mil. 600 mil, pense bem nisto.

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    5. Exactamente picante, não entendo como não tentam resolver na raíz do problema, na zona de conflito.

      Anónimo, já no 3º Reich muitos pais judeus mandaram os seus filhos sozinhos para famílias de países vizinhos, também sem saber o que lhes aconteceria, mas nessa havia pelo menos haveria 1 hipótese de sobrevivência. Como aqui, só quem está muito desesperado e a saber que ficando onde está não tem a menor hipótese de sobreviver é que sujeita os filhos a isto.

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    6. Nem por acaso, ontem soube que a família do menino estava alojada na Turquia. A vida de nenhum deles corria perigo. Talvez valha a pena pensar nisto.
      (afinal o anónimo tinha razão...)

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    7. O que li que o pai do menino disse foi que eles estavam na Turquia, mas lá odeiam os curdos e, por isso, eram maltratados e não tinham condições de vida...

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    8. Entre o que se lê e a verdade... na Suécia a bandeira (com a cruz) também foi tão ofensiva para eles que foi banida das escolas... para irem para lá viver a bandeira nacional não era problema... "ai coitadinhos"

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    9. Pois. É esse tipo de intolerância que me assusta.
      A comida que foi recusada apenas por vir da Cruz vermelha, a recusa na adaptação à cultura ocidental, aproveitando o que o ocidente tem de bom e recusando tudo o que não lhes convém.

      Anónimo 16.36 quer os jornais, quer os telejornais, diziam que a família estava em segurança na Turquia. Viviam num apartamento, pago pela irmã do pai, a que está no Canadá. Foi por isso que o Canadá lhes negou o estatuto de refugiados de guerra. Porque já estavam em segurança. Na minha opinião a culpa da morte daquelas crianças é do pai. Aquilo foi um arriscar tudo para viver melhor, não para salvarem a vida, essa não corria perigo. E já não falo da ilegalidade da coisa. Não é só a Palestina que tem fronteiras.

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  8. http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-09-02-Nao-vamos-a-procura-de-uma-vida-melhor.-Vamos-a-procura-de-vida.-Atras-de-nos-so-ha-morte-4

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    1. Já tinha lido esse artigo. Para muitos é a única solução. É horrível pensar como viverão estas famílias.

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  9. Este é o pior post de sempre. Duvidas? Esse texto é pura demagogia. Oh pah tão lamentável.

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    1. Lamentável é fazer um comentário desses, não se preocupando em justificá-lo. Isso é que é verdadeiramente lamentável.

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    2. (saberá sequer o que é demagogia?...)

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  10. Há 1 ano ou mais, o EI afirmou que inundaria a Europa com 500.000 pessoas, sendo certo que pelo meio estariam muitos dos seus.

    Todos temos pena mas caramba, estes "refugiados" mal entraram na Europa estavam já salvos. Por que razão se continuam a enfiar em comboios a abarrota para irem para o destino que idealizaram?

    Se deitam nos caminhos de ferro quando ficam a saber que vão para um centro de refugiados ao invés do pais que exigem?

    Por que razão erguem cartazes a dizer Germany"?

    Por que razão 90% são homens?

    Nunca vi tanto refugiado com ténis Nike e com telemóveis.

    Posso parecer fria, mas as histórias da carochinha de puxar a lágrima aborrecem-me. Vamos ter tempos negros proximamente.

    Por exemplo, a Finlândia que tem o dobro do tamanho de Portugal vai receber menos de quatro mil, já nós, quase 8 mil

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    1. Verdade, e ao entrarem os comboios é o que ve vê. Mulheres e crianças primeiro? 'Tá bem tá.
      Deixam tudo numa esterqueira. Fazem "exigências" sem qualquer direito. São ilegais.

      Os media portugueses falam deles como coitadinhos, muitos serão, mas não a maioria.
      E como já foi dito, mal estavam a solo europeu estavam salvos. Para quê fazer o que fazem?

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    2. Mas, por que carga d'água as pessoas que fogem da guerra têm de ser pobres? Como sabes que são Nike verdadeiros, pediste-lhes factura? Os portugueses quando fugiam da miséria de Portugal, não queriam ficar em Espanha, mas, às escondidas, iam até França ou até Inglaterra - ser pobres não significa ser parvo. Como tens a certeza que pelo meio estarão muitos (?????) do AI, tens alguma bola de cristal?
      Onde foste buscar a ideia que mostras frieza? Disparate, como todo o teu comentário, diga-se de passagem.

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    3. E se recusaram a comer a comida que a cruz vermelha lhes disponibizou... preocupante, muito preocupante!!

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    4. Vivo na Alemanha e neste preciso momento estou a ver um debate sobre este tema. Na Hungria as condições dos campos de refugiados são desumanas, a polícia é agressiva, eles não são bem recebidos e sentem isso. A Itália e a Grécia estão a rebentar pelas costuras.
      Da Alemanha já foram mandados vários refugiados de volta aos seus países, que não apresentavam situações de guerra. Eles não vão ficar todos na Europa e a Merkel já tinha dito isso.
      Não vi nenhuna referência a 90% serem homens e não acredito nada disso.
      Acabei de ver uma menina a dizer que na Síria tinha uma casa grande e bonita, mas que foi destruída, por isso não me admiro os telemóveis e as coisas de marca.
      A Europa tem medo e é compreensível, mas assobiar para o lado não é solução. Onde eu moro já há um campo de refugiados desde o inverno passado e se calhar por isso eu não consigo ser fria. Eu vejo as pessoas, a mim ninguém me conta, não vejo na televisão. Os miúdos, são miúdos como os outros, têm direito a ter uma vida normal.

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    5. O comentário das 16:25 faz todo o sentido. Leiam jornais estrangeiros

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  11. Extremamente desapontada consigo sobretudo por dar visibilidade aquele "texto". Acaso saberá distinguir situações de vida? Então é tudo a mesma coisa, não é (para si e para o autor dessa pérola)?

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    1. Quer justificar isso? Quais situações de vida? Eu estou a falar de um fenómeno migratório massivo.
      Conseguirá?...

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  12. Estas suas também são minhas dúvidas. Mas quando olham para o televisão e passam as imagens de crianças sem qualquer brilho nos olhos, de pais que preferem enfrentar a morte com os seus filhos ao colo no meio do mediterraneo a ficarem no seu país, fico desolada. Sei que muito provavelmente a Europa não tem capacidade para albergar tantos refugiados, mas o que fazer? Deixá-los no mar? afogá-los? Afinal a culpa do que se passa na Síria não só é dos Estados Unidos como também da Europa, que fechou os olhos (como sempre) aquando a 2ª invasão do Iraque (que segundo me lembro tivemos um 1º Ministro Português a fazer de mordomo da alta individualidades estrangeiras nos Açores). E depois, depois temos a Nato que....enfim...não se consegue pereceber...talvez porque os Estados Unidos simplesmente não estão interessados...e nada mais se faz....
    Um dos meus maiores receios, e a meu ver o mais perigoso serão os extremistas islâmicos...a oportunidade ideal para se infiltrarem (em massa) em vários países Europa.
    Sílvia Vale

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  13. É dos melhores textos que já li sobre o assunto. Simples e direto. Coloca dúvidas que toda a gente tem mas não expressa para não ser acusada de insensível, no mínimo. Em relação ao comentário do anónimo da 16:25, também reparei nisso em grande contraste com outras pessoas de ar exausto, humilde e simplesmente gratas por estarem a salvo.

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  14. Foda-se, nem mais picante.

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  15. Não li o post todo, porque começo a ficar farta de tantas opiniões sobre este assunto (o que é normal), eu também tenho medos, também tenho dúvidas, mas depois vejo aquela criança morta na praia, vejo mães e pais com filhos ao colo a fugir da morte, mais pelos filhos, do que até por eles e penso, e se fosse eu? E se ninguém me ajudasse, a mim e ao meu filho? E nessa altura o essencial vem ao de cima, uma vida humana é sempre uma vida, seja europeia ou síria.
    Não adianta fingirmos que isto não está a acontecer, deixá-los a morrer nas fronteiras por medo do que nos possa acontecer, porque a qualquer momento podemos levar com uma avião em cima (eu moro perto dum aeroporto!), ser atropelados ou levar com um tsunami e morrermos. Não adianta pensarmos no amanhã, e deixarmos estas pessoas morrerem, porque amanhã também podemos estar mortos. Não sei se me fiz entender!

    Quanto às teorias de terroristas entrarem. O 11 de setembro foi feito por terroristas instalados há anos nos EUA e não precisaram de entrar como refugiados!

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    1. Voce fugia para um pais arabe com o seu filho? n fugia pois n?porque...??

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    2. Que lógica é essa Margarida? Não entendi onde quer chegar.
      Fugia para um país,vizinho ou perto, onde não houvesse guerra. Podia fugir, por exemplo, para Marrocos.
      Eles não fogem apenas para a Europa, alguns já fugiram para os países mesmo ao lado, árabes.

      Eles estão a fugir para as zonas mais seguras que podem, eu fazia o mesmo, se tivesse que ser um país árabe, seria. Óbvio que actualmente um país árabe não é o mais seguro, mas se fosse, era para lá que ia, mesmo sendo católica.

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    3. Anónima 17.32
      Aquela criança morreu por culpa dos pais. Estava na Turquia. a Turwuia não está em guerra.
      É o 11 de setembro foi feito por extremistas que vieram de propósito fazer o ataque. Aquilo levou anos a preparar.
      Independentemente disso, todos nós temos obrigação de acolher os refugiados e de lhes proporcionar segurança. Temporariamente, até que tenham condições para voltar.
      Já os emigrantes entram se tiverem trabalho, há que separar águas.

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  16. é tudo muito bonito, gosto de ouvir as pessoas a dizer que temos que ser solidários. mas também gostava de saber se essas mesmas pessoas gostavam de ter vizinhança de locais como estes (como por exemplo em Sacavem, onde existe um centro de ajuda a comunidades fora do pais, maioritariamente refugiados ) em que grande parte das vidas destas pessoas a única coisa que sabem sobre a vida é guerra, onde a lei que prevalece é a lei da sobrevivência,onde grande parte desta gente vem com problemas de saúde, problemas de saúde mental.
    um exemplo muito perto das nossas vidinhas é são tome e príncipe. tem se revelado um crescente aumento da comunidade de são tome e principe no nosso país que revela ter sérios problemas mentais.
    gostava de saber se essas mesmas pessoas gostavam de saber que ao concorrer a um emprego em que precisam desesperadamente dele (quem não precisa, não é) mas foi preenchido por alguém desses países porque "é preciso dar lhes uma oportunidade".
    não me interpretem mal, acho que se vive uma crise, essencialmente de valores, e é necessário arranjar uma solução. uma solução viável a todos.

    há que levantar politiquices, há que saber ajudar da forma CERTA (não dar o peixe mas mostrar como pescar), há que restaurar valores. enquanto nada disto for mexido e remexido, ficará tudo igual.

    e só para finalizar, o que me custa mais são as crianças. se as imagens de crianças mortas a boiar na água, a dar à costa completamente petrificadas não faz o mundo agir...

    crise de valores.

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    1. Não me importava de os ter como vizinhos, tal como não me importava de os receber em minha casa (provavelmente é o que vou fazer se a UE os deixar entrar).
      Se tiverem qualificações para o trabalho, se forem melhores que eu, não me importo que o tenham. Aliás com tanta gente a sair de Portugal se calhar até é bom virem novas pessoas para cá... Precisamos de gente nova e de crescer.
      Se tem tanta pena das crianças, não seja hipócrita e não diga que não os quer cá, só as criancinhas. As crianças crescem sabe? E os pais delas são seres humanos na mesma.

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    2. a partir do momento em que diz que não importava que alguém lhe ficasse com o emprego e que até é bom virem pessoas porque somos poucos.. desculpe mas não sei em que mundo é que vive. péssimo argumento.

      se as pessoas saiem de Portugal, é capaz de terem um bom motivo não?
      a partir do momento em que num país em que a geração mais qualificada de sempre abandona o país da forma que está a abandonar . . algo está mal. mas nem vou entrar por aí.

      relativamente às crianças, creio que me interpretou mal, não me importo de que venham famílias cá para Portugal, sou bastante a favor da maxima "mulheres e criancas primeiro" mas partindo das estatísticas que 90% são homens...

      vamos deixar de ser inocentes, ta?

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    3. e já agora, esqueci de referir, as famílias realmente para cá ficarem tem de fazer alguma coisa pela vida não é? tipo trabalhar!

      faça uma pequena pesquisa sobre as famílias de refugiados cá em Portugal, quantas delas estão empregadas e quantas delas estão a viver à custa do estado.

      vai ter uma surpresa.

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    4. Chádetulipa, esclarece-me só uma coisinha de somenos importância. Também pretendes correr com os outros todos, mas que por acaso são portugueses, que cá estão sem trabalhar (alguns profundamente dedicados ao crime) e a viver à custa do estado? Assim como assim estão a gastar o dinheiro dos meus impostos, que é lá isso?

      Sabes porque é que a maioria dos refugiados são homens? Porque são quem fisicamente está mais apto a fazer uma travessia daquelas, e que depois de chegarem à Europa pretendem chamar as famílias, mas para que já possam vir legais, sem terem de viajar naquelas condições. E porque nem todos têm dinheiro para pagar aos traficantes a viagem de toda a família.

      Se perceberes inglês, aconselho-te a leitura deste artigo:
      http://www.theguardian.com/world/ng-interactive/2015/sep/04/syrian-refugees-pack-for-the-crossing-to-europe-crisis?CMP=fb_gu

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    5. Cara chá, pela sua lógica uma pessoa que concorre a um emprego devia ter prioridade ao mesmo não pelas suas qualificações mas pela nacionalidade? Eu deveria ficar chateada por uma vaga de emprego ficar ocupada por um estrangeiro? Então e um emigrante português como faz? Fica com os trabalhos que sobram do país para onde emigra? Que lógica preconceituosa é essa?

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    6. Anónimo4 de setembro de 2015 às 17:03, eu também não me importaria de correr com "os outros todos, mas que por acaso são portugueses, que cá estão sem trabalhar (alguns profundamente dedicados ao crime) e a viver à custa do estado". A diferença é que esses "outros todos" são Portugueses e, por isso, Portugal tem de os manter cá enquanto eles cá queiram estar (nem que seja na prisão, se cometeram um crime). Já os outros, que se comportem da mesma maneira, mas são estrangeiros, temos direito de os expulsar. Tal como teria a Síria direito de expulsar um Português que por lá andasse a comportar-se da mesma maneira. Percebe a diferença? Por alguma razão existem Estados, nações, fronteiras, nacionalidades, etc (quer concorde, ou não, com isso).

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    7. esse problema, entre outros, é algo que também já gostaria de ter dado como resolvido ;) se a solução é manda los embora? acho que essa solução é um pouco "soft" demais.. mas adiante, isso são outros temas.

      relativamente há elevada percentagem de pessoas do sexo masculino, o argumento que traz faz sentido e até concordo consigo.. mas há um problema: como distinguir os "bons" dos "maus"?
      não me diga de forma ingénua que tem todos boas intenções...

      para concluir, gostei de ler esse artigo, é sem dúvida uma travessia dura mas novamente a pergunta impõe-se.

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    8. Não será antes porque os homens são mais valiosos para a sua familia? Porque caso a familia estivesse mesmo em risco de vida (numa situação de emergência) e não apenas porque querem ser emigrantes ilegais talvez fizesse mais sentido mandarem mulher e os filhos e depois irem eles?

      Nunca se esqueçam que, na cultura deles, as mulheres não valem nada.

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    9. Anónimo4 de setembro de 2015 às 17:19, subscrevo, obrigada por me ter ajudado a explicar melhor aquilo que penso.

      Anonimo4 de setembro de 2015 às 17:54,
      olhe então com esse argumento é que já nem sei o que diga... se estão à espera de vir com essas pseudo tradições para países como a Alemanha..

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  17. Ontem jantei com a minha família em casa dos meus pais. Ao jantar a questão dos refugiados foi assunto de conversa. A certa altura desabafei que não percebia que tipo de gente faz uma petição para impedir a criação de um centro de acolhimento de refugiados no Algarve. A minha sobrinha, com 12 anos, imatura, uma tanto o quanto egoísta (como são os adolescentes antes de decidirem mudar o mundo) insurgiu-se: " Pois eu percebo, tia, se eles estão a fugir da guerra e vierem para Portugal depois o inimigo vem atrás deles fazer guerra em Portugal. Que façam guerra lá, nomeou país não quero guerra!". Primeiro ficamos tristes, depois lá lhe tentámos explicar que as coisas são mais complicadas do que ela pensa, que ninguém viria atrás de ninguém, mas dei comigo a pensar se afinal a falta de empatia a que assistimos não é apenas consequências da imaturidade é egoísmo? Fiquei ainda mais angustiada. Quanto tempo levará a humanidade a ultrapassar esta fase da entrada na adolescência. A história não nos devia ter conferido alguma maturidade?

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    1. Ajudar é dar o peixe ou ensinar a pescar?
      Se o país deles estivesse inundado de petróleo a esta hora não faltava ajuda (ou desajuda). Quem armou os grupos terroristas daqueles países, sairá mais uma vez impune?
      Ao recebermos meia-duzia não acabamos com as atrocidades que sofrem os verdadeiros pobres - aqueles que não tiverem fortunas para dar aos traficantes.
      Ajudar é pensar numa solução para o país deles, na raiz do problema.

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    2. Mirone, não se ofenda com o que vou escrever.
      Não leio o seu blog mas leio vários comentários seus em muitos blogs e acho muitas vezes que a senhora vive só e apenas na sua bolha.
      Imaturidade e egoísmo? Acha que PT tem capacidade para alojar e alimentar tanta gente? Há que ser pragmático e realista.
      O mundo não é cor de rosa, ao contrário do que pode achar

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    3. Precisamente, Mirone! E aquela noticia dos "muçulmanos que atiraram ao mar 12 cristãos" é precisamente nesse sentido, atiçar o ódio.

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    4. Se tiver de ensinar alguém a pescar prefiro fazê-lo diante de um lago, rio, mar, um local onde haja peixe e tenha uma cana de pesca ou uma rede disponível.
      Estamos perante uma situação de emergência. Neste momento, os países de origem dos refugiados (estou a falar de que foge da guerra e não de quem quer emigrar por questões económicas e que o faria independentemente de o seu país estar em guerra ou não, de a sua vida estar em risco efectivo ou não) estão em guerra e os refugiados encontram-se às portas da Europa, pedem um tecto e comida. Não lhes posso dar um tecto e comida no seu país de origem de um dia para o outro, a questão é bem mais complexa, mas não posso esperar pela resolução do conflito, seja através da intervenção armada de terceiros estados, seja pelo embargo ou proibição definitiva da exportação de armas para os países em conflito armado (ainda que neste momento um embargo dessa natureza de pouco adiantasse, já têm "em stock" armamento mais do que suficiente).
      Receber refugiados (aqueles que têm a sua vida efectivamente em perigo, que viram as suas cidades e casas destruídas pelos bombardeamentos) é uma solução temporária, destinada a dar-lhes a segurança que não têm nos seus países. Evidentemente é necessário procurar uma solução no país de origem, para que eles não precisem de sair, mas não podemos fechar os olhos aos que efectivamente já saíram. É uma questão de consciência conformarmo-nos em maior ou menor grau com as mortes de quem tenta fugir da guerra. A minha consciência diz-me que são seres humanos que precisam de ser alimentados e protegidos. A minha consciência não se conforma que morram às portas da Europa só porque a questão de fundo excede em muito o seu acolhimento temporário ou não.

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    5. Acho engraçado quem se justifica com "E aquela noticia dos "muçulmanos que atiraram ao mar 12 cristãos"", ninguém estava lá, nem sabem se é realmente verdade, mas vamos até supor que é.
      Então fazem igual? Acham mal, mas deixam-nos também morrer, supostamente porque alguém atirou ao mar 12 cristãos. Hmmm... Fazem todo o sentido (ironia)!

      E eu até sou católica!

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    6. Anónimo das 9.09, é claro que não me ofende. Lamento que seja essa a ideia que transmito, a de viver numa pequena bolha cor de rosa, que não é de todo o mundo onde vivo (não é pelo meu blog, muito menos pelo que vou escrevendo nos outros que alguém ficará a saber em que mundo vivo e faço questão que assim seja), mas o problema é seguramente meu, que tento separar os assuntos sérios do meu dia-a-dia da diversão dos blogs.

      Agora mais a sério e tentando responder à pergunta "Acha que PT tem capacidade para alojar e alimentar tanta gente? Há que ser pragmático e realista."
      Em primeiro lugar não sei o que entende por tanta gente. São os milhares que todos os dias tentam entrar na Europa? Não, seguramente Portugal não tem essa capacidade. Se há capacidade para criar um centro de refugiados que querem construir no Algarve para receber uma ou duas centenas de pessoas de forma temporária? Acho que em. E o país inteiro, querendo, terá capacidade para acolher e alimentar, por exemplo, duas mil pessoas, quem sabe cinco mil. Se nos limitarmos a dizer que o que cá temos mal chega para nós e conseguirmos dormir bem sabendo que outros iguais a nós (são ser humanos, caramba, pessoas que um dia tiveram as suas casas, as suas famílias, os seus empregos, não são animais) que só querem um lugar seguro até poderem regressar ao seu país, pois continuaremos a partilhar, chocados, as fotografias dos corpos a boiar nas praias do mediterrâneo à espera que alguém resolva o assunto.
      Bem sei que é preciso estancar o conflito na origem, mas estas são pessoas reais, que têm de ser ajudadas agora. E o facto de as ajudarmos agora não impede que continuemos a procurar de forma empenhada uma solução para a questão de fundo. Imagine que partiu um braço, fez fractura exposta e apresenta uma hemorragia severa, eu posso lamentar e dizer que não posso fazer nada, não sou médica e o seu braço precisa de ser operado e só depois engessado. Ou posso chamar uma ambulância que o leve a um hospital onde possa receber tratamento adequado e, entretanto, imobilizar o braço e fazer um garrote que estanque a hemorragia. É temporário, não resolve a questão de fundo, mas aliviará o seu sofrimento, parece-me uma questão de humanidade.


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    7. Anónimo das 9.53h reportar casos de crime não é incitar o ódio, é relatar factos. Foram só os cristãos que foram atirados borda fora, da mesma forma que, em Itália, só foram violadas mulheres cristãs... por muçulmanos (nos campos de refugiados). Da mesma forma que foram relatados que eles se recusam a partilhar o espaço e que ameaçam os cristãos que lá estão dentro.Da mesma forma que foram somente os muçulmanos que meteram comida fora nos campos de refugiados... leiam as noticias internacionais em vez de ficarem somente pela lavagem cerebral dos nossos media. Não foram pessoas que o fizeram a outras pessoas porque são más ou por legitima defesa, fizeram-no porque os mesmos não pertencem à sua religião e porque a grande maioria dos que vem são extremamente religiosos. E eles seguem à risca aquela coisa de acharem que todos os não-muçulmanos serem infieis, não valerem nada e que devem ser mortos.

      Em relação a ajudar eu concordo que se deva ajudar mas acho que deve ser feita uma triagem e uma análise do passado. Nenhum criminoso deveria ser aceite e qualquer acto de falta de respeito por quem os auxilia (morte, violação, meter comida fora, etc) deveriam ser imediatamente expulsos.
      No entanto, estou um pouco farta de ler/ver os dirigentes europeus acobardarem-se, de adiarem constantemente a cimeira para discutir a sério o problema. E também estou farta de ver quem meteu esta roda a andar (EUA), de fora e a dizer que os outros deveriam fazer A ou B mas ajudar? Está bem abelha.

      Ps: A quem disse que os ia receber em casa, não se esqueça que para eles qualquer mulher vale menos que um cão de rua. Mas pode ser que depois de os ter a viver consigo perceba que não tem valor nenhum para eles... esperemos que não se venha a arrepender. Ou talvez seja melhor converter-se já ao islamismo e vestir uma burka porque senão irá ser vista como uma prostituta, alguém que merece morrer.

      E, sim, tenho imensa pena das crianças mas quem nós vemos aqui não são os pobres. Ninguém fala dos miseráveis, dos verdadeiros pobres que ficaram para trás. E milhares de crianças também estão lá, estão a ser mortas diariamente mas disso ninguém fala. Porquê? Milhões de mulheres raptadas, vendidas e violadas. São mortas diariamente mas ninguém fala disso, porquê?
      Claro que não é simples, nem se resolve de um dia para o outro, mas quando se suspeitava que o país estava coberto de petróleo... ups armas de destruição maciça... não era assim tão complicado, nem adiaram assim tanto a intervenção. O problema não é de agora! Tem anos!

      Vamos a ver o tipo de mentalidade que estes trazem, já que os que vivem por cá (Europa) imensos anos ainda se revelam mais preconceituosos que a maioria dos europeus para com eles. Pessoalmente, se eles forem capaz de respeitar a nossa cultura e hábitos serão bem vindos, se não pretendem respeitar-nos não vale a pena virem para cá. Senão em breve também teremos que banir as cruzes e os simbolos do cristianismo (como na Suécia onde as escolas foram proibidas de mostrar a bandeira nacional, porque a mesma tem uma cruz e é uma "afronta" para os muçulmanos... já ir para lá viver e aproveitar o estilo de vida não é afronta...).

      As pessoas estão tapadas pela comisseração e não vêm o que está por detrás.
      Pessoalmente tenho falado com imensas pessoas que têm tido contacto com eles nos diversos contextos e a coisa não tem corrido bem: eles vêm para cá mas estão à espera que nós mudemos tudo para que eles possam reproduzir a sociedade deles cá. Não se querem integrar, querem tudo e mais alguma coisa e "para ontem", querem só direitos mas não deveres...

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    8. ha vários exemplos ao longo da história em que essas "soluções temporárias" transformaram se em "soluções permanentes" porque ou esquecem se ou porque não querem simplesmente saber e por isso dão o problema como resolvido.

      Etiópia, Ucrânia, Haiti, New Orleans, etc

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    9. "eles vêm para cá mas estão à espera que nós mudemos tudo para que eles possam reproduzir a sociedade deles cá." -> Verdade, verdadinha. E isso não são os terroristas, os afiliados do EI, são os cidadãos comuns muçulmanos. Basta ver os guetos e comunidades fechadas em que tantos vivem na Bélgica (país Europeu com a maior % de muçulmanos face ao total de habitantes), Holanda, França, etc.

      Até em Portugal, o líder religioso deles (o xeque Munir) é um tipo de 50 e tal anos, casado com uma mulher de 20 e tal, que agrediu fortemente na mesquita (foi capa de jornal há pouco tempo) e está acusado de violência doméstica e parece que é "casado" com mais umas quantas mulheres... e tudo isto parece ser tolerável e aceite numa Europa que devia reger-se por outros valores e impô-los aos seus cidadãos, independentemente das crenças religiosas de cada um.

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    10. Eu acho que as pessoas se esquecem que Portugal é um estado laico.

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    11. Anónimo4 de setembro de 2015 às 16:43,

      Esses entraram há muito tempo, não foi nos últimos três ou quatro anos, e estão de alguma forma ligados às ex-colónias desses países (não fomos só nós que tivemos colónias, sabe?). Estão para esses países como estão para Portugal as comunidades guineenses, angolanas, cabo-verdianas ou de S. Tomé e Príncipe.

      (Então agora as capas de jornal são tribunal? Acusam, julgam e condenam, sim senhor, está aqui uma justiça esperta. Ah, e tal, foi capa de jornal, ele é um criminoso e, como ele toda a comunidade muçulmana... Tenha dó!)

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    12. Anónimo4 de setembro de 2015 às 17:29, sei muito bem que entraram há muito tempo e veja lá o quão integrados estão ao fim destes anos todos? Só que não. O que nos deveria fazer aprender com o passado e os seus erros. E a grande maioria não vem das colónias.

      Não é desse xeque que estou a tirar o exemplo para toda a comunidade. Não é preciso. Há imensos casos na comunidade, em diversos países. A própria religião muçulmana são esses os ideais que propaga. Aqui é a mostrar que se o próprio líder faz isto, que exemplo transmite à sua comunidade. E espero bem que esse caso seja mesmo apreciado por um tribunal do nosso estado LAICO.

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    13. Mirone, lamentavelmente, o até qd, será apenas qd e se essas mesmas pessoas se virem em situação igual (ou relativamente má, vá, q mtos dos q atiram pedras n aguentariam 2 terço do q esta gente passa)...
      As cercas mentais eles já as ergueram à mto..só cairam qd lhes tocar a eles a necessidade.
      Atenção q eu n sou sonhadora, tenho noção das nossas limitações, mas o q tenho lido por ai revela um egoismo e uma ignorancia profunda...

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    14. Anónimo 14.22, subscrevo tudo o que diz. Também tenho muitas dessas apreensões.

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  18. e já agora: refugiados WW2. não houve nenhuma lição retirada daí?

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  19. Eu diria que nós estamos a abrir os portões do inferno.

    Cris

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  20. Eu gostaria de perceber como é que chegamos a tamanha falta de empatia. Como é que vemos as imagens que passam na televisão e pensamos no nosso umbigo ou no que os outros deviam também fazer... São pessoas desesperadas, que procuram na Europa paz e trabalho, por terem tido o azar de nascerem no lado errado do mundo.

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  21. Picante, costumo discordar consigo em muita coisa, mas hoje tenho de lhe dizer que concordo com tudo!

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  22. Estamos todos a ser comidos

    Comidos, aqueles que agora chamam de migrantes ou refugiados quando acreditaram que os soldados (também comidos) que lhes entraram pelos países dentro, neles instalando o caos, procuravam defender os interesses, a liberdade e a paz das populações.

    Comidos, outra vez, quando empenharam o que tinham e não tinham, entregando milhares a máfias, a troco de 50 cm quadrados num porão ou numa barcaça, rumo a uma nova vida. Ou à morte.

    Comidos, finalmente, quando acreditam que a Europa cuidará deles e lhes dará uma oportunidade.

    Comidos, todos nós, quando queremos crer que a Europa teve agora um surto súbito de solidariedade e que os seus governos, que nem dos seus cidadãos cuidam, vão estender a mão a migrantes ou refugiados. Estendem a mão sim aos milhões que irão sair de fundos criados para ajuda e que esgotarão em meia dúzia de meses (até podemos adivinhar como), largando os infelizes à sua sorte, com as consequências que nem são difíceis de prever.

    Comidos, todos nós, qualquer que seja a nossa nacionalidade, quando o aperto do nosso coração e a compaixão que nos assola perante as imagens da miséria nos deixa acreditar que podemos ajudar, podemos fazer, podemos mudar uma (des) ordem mundial que já não temos capacidade para controlar, nem para compreender tão pouco.

    Comidos, todos, num mundo que é tão podre que nem uma obra de ficção o conseguiu ainda retratar.

    Parem-no então, o mundo. Todos os que ainda são gente - e ainda somos tantos e não mandamos nada - querem descer.

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  23. Não gostei do artigo - factualmente não é incorrecto mas soa a "não me dá jeito" - nem de tu não teres estudado mais a questão. Estás quase uma Dona Joaquina. Vê o site da agêcia da ONU para os refugiados:
    http://data.unhcr.org/syrianrefugees/regional.php
    http://www.unhcr.org/pages/49e486676.html
    http://www.vox.com/a/maps-explain-the-middle-east
    http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-34132308

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    1. Eu conheço o site, obrigada.
      E isto não é um artigo, não tem qualquer trabalho de investigação por trás. São dúvidas que eu tenho e que partilhei no blog.
      (pensava que o post era claro...)

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  24. A minha grande duvida é quem é que vende as armas desta guerra?

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    1. Os EUA e a Rússia são os principais vendedores de armas a nível mundial. A China tem vindo a crescer nesse campo e ocupa agora o terceiro lugar no top de exportação de armas.http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,china-torna-se-3-maior-vendedor-de-armas-do-mundo,1651993
      Li ontem uma notícia sobre as armas vendidas pela Alemanha (vou tentar encontra o link)

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    2. Não encontro o link, mas este post do Xilre, embora com dados de 2012, seja bastante elucidativo. A Constituição alemã proibe e venda de armas a países em conflito armado e têm sido impostos alguns embargos (à Arábia Saudita, por exemplo), mas a verdade é que as exportações continuam.
      Os franceses também exportam bastante armamento.

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    3. http://xilre.blogspot.pt/2015/09/ainda-leveza-da-consciencia-europeia.html

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    4. Quem armou os terroristas quando lhes dava jeito? Pois é, disso não interessa falar.

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    5. Acho que não é segredo nenhum quem armou os terroristas, tal como não é segredo nenhum quem continua a vendê-las.

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    6. Mirone, não esquecer a Alemanha e a França. A indústria de armamento pesa na economia...

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    7. Sim, Picante, falei neles no comentaria de ontem às 11.05.

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  25. http://www.theglobeandmail.com/news/world/europes-migrant-crisis-eight-reasons-its-not-what-youthink/article26194675/?post_id=10153617685488000_10153617685473000#_=_

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  26. São muçulmanos. Chegam à Turquia, país muçulmano.
    O que fazem? Rumam para a Grécia.País católico.
    Porquê???

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    1. Eles querem ir para Inglaterra onde têm casas e subsídios melhores do que quem trabalhou uma vida inteira. Depois chamam os seus familiares e vivem assim. Impõem a sua cultura, andam em certas zonas a querer impor a sharia, não querem que se venda carne de porco, tentam obrigar uma cadeia alimentar a não vender sandes de bacon, ofendem-se na época do Natal com imagens do pai natal etc etc.

      Estes que chegaram recusam comida por vir embalada em caixas com cruz. Apuparam quando viram a comida e aplaudiram quando os polícias se foram embora. Não têm fome? Já estão a impor condições quando mal chegaram. Isto é de loucos. Eles jogam com o nosso ponto fraco: a parvoíce do politicamente correcto e o medo de ficarmos mal vistos.
      Os telejornais mostram imagens de crianças mas as de recusa de comida não mostram. Isto é atirar areia para os olhos. Daqui a poucos anos vamos ver

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    2. E depois rumam para Alemanha e Inglaterra ou para a Suécia. A Grécia deve estar em guerra também, assim como a Itália... e a Hungria... e todos os países europeus não ricos... afinal eles só querem fugir da guerra, não é?!

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    3. Quem lhe disse isso enganou-o bem, caro anónimo das 09.11h. A Grécia não é católica, é um país cuja religião oficial é a ortodoxa. E depois questiono-lhe qual é o mal de tentar arranjar melhores condições de vida. Só podos estar em países com a mesma religião que a nossa?

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  27. Os que acolhemos em 2007 continuam a viver de subsídios e a queixar-se de não serem tratados com dignidade.
    Memória curta, não?

    Os bons samaritanos acham que estes migrantes (económicos) lhes ficarão muito gratos. Claro que sim, sem dúvida. Tal como os que enchem Inglaterra e França onde 1 minoria quer fazer vergar 1 maioria.

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  28. Concordo a 100%! Há uns dias atrás dei a minha opinião quanto a este assunto e toda a gente me viu como a má da fita, aquela que não tem compaixão pelo próximo quando a única coisa que eu disse foi "claro que a Europa deve ajudar mas como em tudo há um limite e isto vai rebentar pelas costuras". Enfim... :(

    Carolina

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  29. Vamos lá ver.. Não vou responder a todas as suas perguntas porque não consigo, quem me dera conseguir.
    Mas posso dizer uma coisa: as pessoas que estão a chegar não fogem da pobreza (aliás eles pagam, e bem, para chegarem cá correndo o risco de morrer pelo caminho). Fogem da guerra. Não querem vir para cá fazer uma vida nova, querem vir para cá como refugiados, procuram abrigo da guerra. Desejam voltar para o seu país mal a guerra acabe, e pedem-nos ajuda a acabar com ela.
    A história das células terroristas, sim, é possível. Também é possível que a sua vizinha, branca, portuguesa, seja terrorista dado que o ISIS recruta MUITA gente de todo o mundo pela internet. Não há uma cor ou uma nacionalidade no ISIS. Há um extremismo e muito ódio.
    Relativamente à história, ah não ajudamos cá os pobrezinhos (cá ou na Grécia, cá na Europa vá) mas vamos ajudar esta gente. Para já ajudamos sim. Há subsídios, há refeições gratuitas, há sistemas de saúde praticamente gratuitos. As pessoas fazem doações e voluntariado. Agora não nos podemos esquecer que esta gente (os refugiados) também são pessoas como nós! Lá por estarem num sítio longe não quer dizer que não seja nossa obrigação como seres humanos ajudá-los. Devemos ajudar os refugiados porque eles não estão a comer um pouco menos, não perderam o emprego - perderam TUDO. Casa, família, amigos, o seu país. Estão numa situação extrema.
    Hoje olhamos de lado para os alemães que não ajudaram os judeus durante o holocausto. Como é que as próximas gerações vão olhar para nós por não ajudarmos as pessoas que vivem a maior crise humanitária desde o holocausto?

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    1. Precisamente, como disse em cima, os terroristas do 11 setembro estavam instalados há anos nos EUA e não foram como refugiados.

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    2. Pois, a Líbia veio alertar para o facto de terroristas estarem a entrar com os migrantes. E que parte do dinheiro pago aos traficantes (pelos migrantes) vai para os cofres do EI.

      E já agora, talvez venhamos a mudar o símbolo da Cruz Vermelha, já agora. Porque estes srs recusaram a comida por vir em caixas com a cruz. haja paciência para tanto extremismo e exigências

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    3. Não se olha de lado para os alemães por não terem ajudado, olha-se porque provocaram o holocausto.
      Ainda não vi ninguém a olhar de lado para os EUA por terem, supostamente, mantido e suportado a todos os niveis estas células terroristas que estão a provocar esta guerra.

      Ainda bem que para si as crianças portuguesas, cujos pais, avós e afins descontaram e trabalharam para este país, que passam fome, frio e vivem em condições sub-humanas não merecem as casas que vão ser dadas, nem o dinheiro, nem a comida... ainda bem que a sua humanidade e percepção do mundo real é tão bonito.

      Talvez se lesse mais noticias internacionais percebia o que estes refugiados andam a fazer... os nossos media mostram-nos como coitadinhos, se ler um pouco percebe a quantidade de crimes cometidos nos campos de refugiados pelos... refugiados... os "coitados" que só querem paz... só que não.

      "Desejam voltar para o seu país" - essa é para rir.

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    4. Os alemães não provocaram o holocausto, os nazis provocaram-no. Leia um livro de história, nem todos os alemães eram nazis. Muitos deles eram pessoas normais que pensavam "coitadinhos" e ficaram de braços cruzados.

      E lá vem a demagogia que não queremos saber dos nossos. Amiga (ou amigo) pobreza vai SEMPRE existir. É uma merda, mas é um facto. Eu tento ajudar como eu posso, dando comida, fazendo doações pontuais, como acredito que muitos portugueses fazem (alguns fazem mais que eu, como voluntariado, e ainda bem). Acima quando é que eu disse "caguem para os velhotes e crianças portuguesas, só devíamos querer saber dos refugiados"? Acho que nunca. Acho que disse que os refugiados são tão humanos como os portugueses e TAMBÉM merecem ajuda. A sua percepção do mundo é que está bastante errada quando acha que só se deve ajudar quem é português (ou europeu) de nacionalidade.

      Eu leio bastantes notícias internacionais, nos últimos mal faço outra coisa, e bem sei que há refugiados que fazem muita merda. Guess what, são humanos. Ou todas as pessoas cá em Portugal a sofrer são santas? Nunca fizeram algo errado?
      Os campos de refugiados é que têm condições sub-humanas... Você não faz ideia do que isso é se acha que cá em Portugal há pessoas que passam dias sem beber água, sem comer, sem ter senão terra (eu nem digo chão, porque eles não têm chão) para dormir, sem terem NENHUM cuidado médico (acho que nós ainda temos o sns, eu sei que a espera nas urgências é longa mas ainda podemos ir lá), com o sofrimento de terem perdido família pelo caminho e de terem família no seu país de origem que provavelmente está morta e além desta merda toda, serem maltratados pela polícia. Se acontecem lá crimes? Não me admira minimamente. Nestas condições eu provavelmente cometeria um crime, uma pessoa nunca sabe sem estar numa situação destas.

      Por fim, muitos deles desejam voltar para o seu país. Apesar de sim, ter havido uma seca na Síria que devastou grande parte da Agricultura e sim, ser uma ditadura, as pessoas de lá viviam como cá: tinham casa, iam ao cinema, iam jantar fora. Era um país normal antes de ser destruído pela guerra. As pessoas que vieram para cá são pessoas com dinheiro que duvido MUITO que queiram ficar cá para serem taxistas ou trabalhar nas obras. Acredite no que quiser, estou farta de tentar curar preconceitos, mas estas pessoas querem ajuda temporária.

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    5. Tem razão, expliquei-me mal. Sei bem que foram os nazis. Da mesma forma que nem todos os americanos são gananciosos, sedentos de sangue e andaram anos a fio a sustentar células terroristas enquanto lhes deu jeito (nem sei como não implicou com isso). Facto é que se olha para os alemães de lado porque foi lá onde nasceu o nazismo (apesar do outro até ser austriaco).

      Não sei se já viu alguns campos de concentração, eu já vi e alguns estão de facto sobrepopulados o que não justifica é o facto de os crimes serem apenas cometidos entre religiões. Más pessoas há em todos os locais, por cá já temos suficientes, não?!
      Há muitos que pagaram verdadeiras fortunas para vir para cá, não são propriamente os pobrezinhos, outros deram as fortunas porque esperam cá o El dourado: que lhes seja dado tudo de mão beijada. E muitos (como se vê em França e Inglaterra já há muitos anos) querem ser sustentados pelo Estado sem fazerem anda e imporem as suas raízes religiosas.

      Eu acho que estas pessoas precisam de ser ajudadas, sim, mas acho que não é desta forma, nem acho que isto vá ajudar seja como for. Além disso acho que é preciso ser feita uma separação clara entre emigrantes ilegais (que, em qualquer local seriam recambiados para o país de origem) e quem estava realmente em risco e é um verdadeiro refugiado. Além disso acho que é essencial rastrear a todos e identificá-los todos, um a um para garantir que não são aceites assassinos, violadores e afins pelo meio, além disso, quem não aceitar ajudas ou cometer crimes (como estão a acontecer diariamente nos campos de refugiados em Itália contra cristãos e só contra cristãos) deveriam imediatamente ser expulsos da Europa.
      No final da guerra, todos os que não queiram voltar ao seu país deveriam ser obrigados a pagar tudo o que devem e custaram aos nossos Estados (como na Suiça) para poderem ser emigrantes legais.

      Acho que me interpretou muito mal pois racista não sou, de todo. Só não acho que as pessoas estejam a ter noção do que estão a acolher e a maioria (como a cara anónima) parece que desconhece a realidade que tem no seu próprio país. A miséria há em todos os países mas que ache normal que se dê tanto sem se estar preparado, quando nem sequer se consegue assegurar uma qualidade de vida mínima às próprias crianças do país... eu cá acho irresponsável.

      Mas o António Costa já demonstrou bem a ignorância que pulula em muitos. Vêem-nos como possível fonte de trabalho quase-escravo e pensam que se vão dar bem com isso. Só que não.

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    6. Não estamos a falar APENAS de refugiados de guerra. Que isso fique bem claro, há muitíssimos emigrantes normais.

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  30. Com todos os comentários que leio sobre este assunto chego a uma conclusão: a Humanidade não tem salvação possível. Só pessoas a olharem para o seu umbigo, mesmo que isso implique a morte de outros seres humanos.

    A Europa não é minha só porque eu tive o privilégio e a sorte de cá nascer, o Mundo pertence a todos (ou a ninguém), simples. Quem fez de mim dona duma zona para impedir que outras pessoas venham para cá? Ou quem faz dos outros donos de algo para me impedir de ir para lá?

    Estas pessoas não querem cá ficar, querem auxílio para fugir à morte, para um dia poderem voltar para casa.

    O anónimo das 23:48 perguntou muito bem, quem vende o armamento?
    E eu pergunto, porque a Europa, já que está tão preocupada com quem vem, não pede ajuda aos EUA e vão acabar com a guerra, como já fizeram outras vezes? Não convém a alguém, mas isso ninguém vê, vêm o seu umbigo.

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  31. Pipocante Irrelevante Delirante4 de setembro de 2015 às 11:55

    São questões complexas, que não ligam com respostas simples.
    A solução não pode ser abrir as portas e deixar tudo entrar, mas também não o é erguer muros.
    Solidariedade e donativos para instituições humanitárias não são soluções, são paliativos. O problema está lá.
    Este é um problema político, que deve ser resolvido através de acções políticas.

    A questão fulcral é que apenas nos chocamos com imagens. É isso que activa uma resposta da sociedade, ou das redes sociais. O fenómeno migratório tem anos, a guerra da Síria tem anos, o problema Curdo tem anos, e ninguém se importa. É publicada uma foto de uma criança morta, e é o pandemónio.
    Muito bem, dizem alguns, se o choque provoca a acção. O problema é que estas reacções são de curta duração, mas apareça o próximo gato a ser lançado para uma pira o foco muda, e esta questão migratória não se coaduna com respostas rápidas e de curta duração, é algo que tem que resolvido a longo prazo, e com medidas que, infelizmente, só terão resultados práticos daqui a bastante tempo.

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  32. A Siria nao era um pais miseravel, onde as pessoas viviam em tendas improvisadas, sem agua, nem saneamento basico (como o Sudao). A Siria era um pais com um regime ditatorial, mas com uma dia a dia normal, onde as pessoas trabalhavam, com escolas, cinemas, teatros, museus. Muitos destes refugiados sao a classe media que ainda tem possiblidades para pagar para conseguir fugir a morte.

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  33. Este post é perfeitamente lamentável. Parece que foi postado precisamente para criar celeuma. Antes de tudo, primeiro do que tudo, a Europa tem obrigação moral de ajudar. Ponto final.

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    1. Pipocante Irrelevante Delirante4 de setembro de 2015 às 20:38

      Se calhar foi para criar debate.
      Verdades Absolutas é noutros pastos.
      Vá discutir sapatos e acessórios.

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    2. Obrigação moral por que carga de água? Não será mais lógico os ricos países árabes auxiliarem? E quem criou esta guerra, por acaso foi a Europa? Não temos nada que pagar uma fatura demasiado alta. A Europa de uma maneira geral já sofreu bastante e as novas gerações têm todo o direito a uma vida equilibrada, para a qual contribuíram pais e avós muitas vezes com as suas próprias vidas. Vamos deixar de ser hipócritas e politicamente corretos, pois o que está em causa é demasiado importante.

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    3. Para deixarmos de ser hipócritas temos de reconhecer que sim, que a Europa criou esta guerra, ainda que indirectamente, que é também a Europa (e os EUA, o mundo ocidental em geral) que exporta o armamento usado nesta guerra e noutras. Deixar de ser politicamente correcto implica ver que nenhuma das partes está isenta de "responsabilidades", que não há um lado dos bons e outro dos maus, que nem todos os muçulmanos são extremistas, que aproveitadores em em todos os lados, independentemente da raça, religião ou origem geográfica.

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    4. Os muçulmanos não são todos extremistas mas... quantos destes muçulmanos não são também islâmicos e como a maioria desta religião, exige procedimentos de terceiros que nenhum cristão pensaria sequer em exigir?
      Não é a receber qualquer um sem algum tipo de identificação e rastreio que deixaremos uma europa aos nossos filhos, tal como a nossa geração a conhece (apesar de tudo sem guerras e onde a livre expressão impera).

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    5. Mas conhece o procedimento de asilo em Portugal? Garanto-lhe que em Portugal não é concedido a qualquer um sem algum tipo de identificação e rastreio. (O que não quer dizer que seja um procedimento isento de falhas. Evidentemente que o Tratado de Schengen facilita bastante circulações indevidas).
      Continuo a achar que muito do que se ouve/lê se baseia sobretudo no desconhecimento e esse desconhecimento leva a alguns alarmismos (e aproveitamento por parte de algumas correntes nacionalistas).
      Alguém disse aqui d'el rei, que vêm por aí abaixo desenfreados, aos magotes, para nos tirarem casas, empregos e subsídios que deviam ser nossos, repetiu-se isso um pouco por todo o lado e as pessoas acreditaram que sim, sem questionarem se seria verdade ou não.
      As posições não têm que se extremar, penso que tanto se cai em erro quando achamos que que é mandatório receber todos os que agora tentam de forma desesperada entrar na Europa, como quando achamos que é fundamental que se fechem todas as fronteiras porque corremos o risco de ser tomados de assalto.

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  34. Lamentavelmente não consegui responder-vos, vou tentar vir aqui à noite.
    Não quero deixar de agradecer a vossa contribuição, há aqui pontos de vista interessantes e variados, como seria expectável. Lamento não ter conseguido alimentar a discussão mas, olhando para o que por aqui deixaram, também não fiz muita falta.
    Até mais logo!
    (às vezes é mesmo bom ter um blog...)

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    1. Só agora tive um bocadinho de tempo para vir espreitar e queria dar-te os parabéns por esta caixa de comentários. :))
      (Para comadres acéfalas e idotas as tuas leitoras não se safam nada mal...)

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    2. (quem foi o imbecil que disse que os meus leitores eram comadres acéfalas?...)

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    3. Não entendo a NM. Houve aqui opiniões bem fundamentadas.
      Felizmente, há pessoas que não são ceguinhas nem parvinhas. Isto nada tem de Holocausto.

      Dentro em breve estaremos em guerra, a Europa vai acabar. Os países muçulmanos, emiratos, arábia saudita, etc não aceitaram nem 1 "refugiado" e já justificaram.

      O único político que não está cegueta é o húngaro.

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    4. Claro que houve. E foi isso mesmo que a NM quis dizer.
      A parte das comadres acéfalas é uma brincadeira, houve alguém que disse, noutro blog, que por aqui só havia comadres acéfalas...

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    5. Peço desculpa, não sabia.
      Obrigada pelo esclarecimento

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    6. Eu, comadre acéfala e idiota, me confesso... ;)

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  35. Concordo com as preocupações, são justas mas também concordo com este texto.
    https://www.facebook.com/hburnay/posts/10154152445489018?fref=nf

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  36. https://www.facebook.com/640770912735442/videos/vb.640770912735442/708812385931294/?type=2&theater

    Este vídeo também é interessante. Para refletir.

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  37. Só gostaria de saber se alguém com poder já pensou como será esta sociedade daqui a 20 anos. Agora recolhem-se pessoas que até poderão viver com pouco mas em paz e medianamente satisfeitos mas os seus (inúmeros) filhos reclamarão uma vida de privilégios ao mesmo tempo que reagirão a contrariedades acusando os outros (nós) de racismo. Onde é que já vi isto? Pois...

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    1. Pois...
      (há especulações assustadoras sobre isso, apesar de dramáticas e exageradas, algumas vêm de movimentos de extrema direita, a verdade é que são apoiadas em taxas de natalidade e em comportamentos actuais de parte da comunidade muçulmana na Bélgica, França, Inglaterra ou Holanda.

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    2. Inúmeros filhos? Dois sou três! Não exagerem. Inúmeros filhos seriam aí uns nove ou dez!

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    3. Ainda que fossem 2 ou 3, que não são, já vi dados de 8.1 no Sul de França (mas não garanto a seriedade da fonte), isso seria mais que a taxa de natalidade do mundo ocidental, a qual anda entre 1.1 e 1,9, dependendo dos países.

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    4. Sao imensos filhos. Fora os pais, sogros, netos, primos, sobrinhos...

      Temos tantos exemplos em países carregados de "refugiados"

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  38. https://www.facebook.com/jakob.jaky.diener/videos/vb.1705477297/10200958595002851/?type=2&theater

    Enviaram-me este vídeo. É um bocado assustador ver como alguns já estão a dominar os outros. Observem como alguns dos "refugiados" impedem os outros de aceitarem comida e bebida.

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    1. É no meio da crise, de problemas e dificuldades, que surgem os líderes, logo, é normal acontecer isso que diz, ainda para mais, se estão a fazer greve de fome, com o objectivo de alcançarem o que desejam. Por outro lado, não é de admirar que alguém se vire contra os seus e faça aquilo que a polícia lhe mandar. Há de tudo, tal como no seu emprego, na sua família, amigos, etc, etc, entende? Nós não somos melhores que eles.

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    2. Selvajaria é selvajaria em qualquer parte do mundo. Atirar alimentos para o lixo é selvajaria.
      E desculpe, mas acho que os refugiados não têm o direito de ir para onde querem. Têm mesmo de ir para onde for possível. Olha se todos eles quiserem ir para a Alemanha. Acha que é possível?

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    3. Destroem papéis de modo a não se saber de onde aparecem, fogem para não serem registados.s

      Violam mulheres cristãs, lutam entre eles, não respeitam a lei, exigências a que não têm direito.

      E as dioceses darão casas vazias a migrantes, a torre dos clérigos dará o dinheiro das visitas das duas primeiras semanas de Setembro para os mesmos, Nuno Graciano disponibiliza uma casa sua.

      Dentro de pouco tempo teremos um sabor terrivelmente amargo na boca.

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    4. "Violam mulheres cristãs."

      Foda-se, a sério? Para quando um podcast apelando a que se matem as ratazanas?

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  39. O meu irmão está como médico voluntário na Hungria.
    Estes migrantes trazem doenças que já não existem na Europa há décadas...

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    1. Tiro o chapéu ao seu irmão.

      E no entanto, os médicos estão a ser criticados por usarem luvas e máscaras.
      Os media portugueses são vergonhosos, não só os nossos mas todos os mainstream. Para se saber o que de facto se passa é preciso ir ao youtube e a outros meios. O Delito de opinião tem 1 jornalista no terreno que já deu o seu parecer.
      Eles não hão-de querer ficar em Portugal, querem ir para onde dão grandes subsidios e casas à borla. É por isso que não ficam onde chegam. Aquele pai tinha necessidade de perder 2 filhos e 1 mulher na Turquia? Não!!!
      Posso parecer extremista mas estamos a ser invadidos. E não sei se não é isso que a UE quer. Caos, divisões partidárias e por aí fora.
      Felizmente não tenho filhos

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    2. Então...mas não querem ficar em Portugal ou estamos a ser invadidos? Decida-se.

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    3. O Ocidente está a ser invadido. Percebeu agora?

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  40. Acho tanta piada a todas estas pessoas que estão tão preocupadas com o facto dos migrantes serem muçulmanos e poderem não se habituar à cultura europeia ou, quiçá, venham para aqui para fazer atentados ou, como conviveram de perto com a guerra, venham para aqui para armar o mesmo. A mim, isso tudo soa-me a xenofobia, meus caros. Só por eles serem muçulmanos vêm fazer isso tudo? E se fossem católicos? E se fossem de qualquer religião que não fosse pintada pelos media como um bicho papão? Nesse caso, não haviam estas preocupações enunciadas. Os muçulmanos não são todos maus, são pessoas como quaisquer outras, há pessoas boas e há pessoas más. Tem muita graça realmente, estes pontos de vista

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  41. Parece-me que, finalmente, custou mas a Mirone acabou por ficar convencida..

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  42. Gostei, Picante.
    Que trouxesse para aqui o texto e da sua apreciação sobre a temática.
    A partir de agora fica incluída na honrosa lista dos desapiedados sem coração, onde já constam nomes de elevada valia, Gaffe, MJ e um outro de menor importância.
    Aquele Abração!

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  43. E que dizer dos coitadinhos que chegados a uma ilha grega tiram fotos com selfie sticks?
    E pareciam não comer há 30 minutos também. Quem é refugiado não se preocupa em tirar selfies.

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    1. Essa questão é um bocado complicada. Eu percebo todas as partes e inclino-me para ter uma posição como a que expressou, mas depois tento pôr-me "do outro lado" e consigo perceber as atitudes. Os sítios que estão a chegar à Europa eram de classe média/alta na Síria. São na maioria jovens, de ambientes urbanos, que estudaram e tinha uma vida boa até a guerra rebentar. Também fazem parte dos millenials e tinham acesso a uma série de gadgets. Por outro lado, eram assim numa sociedade relativamente desenvolvida (não ao nível da Europa), bem como professam uma religião bastante tradicional e fechada. Isto tudo junto, faz com que sejam os "refugiados do século XXI", que não veem necessariamente de trapos e a morrer à fome, mas fogem da guerra com as sapatilhas Nike e os iphones que tinham e são esses os bens que privilegiam no momento de embarcar. A coisa das selfies é a parvoeira e a falta de valores dessa geração, que acontece o mesmo em Portugal... pode-nos chocar que o façam nesse contexto, mas eu também vejo tanto jovem (e eu própria sou jovem, tenho 28 anos!) em Portugal com tanta falta de noção, de saber estar e de se comportar, que não consigo dizer que muito Português, numa situação idêntica, não fizesse o mesmo...

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    2. http://www.independent.co.uk/voices/comment/surprised-that-syrian-refugees-have-smartphones-well-sorry-to-break-this-to-you-but-youre-an-idiot-10489719.html?cmpid=facebook-post

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  44. Acho tanta piada a todas estas pessoas que estão tão preocupadas com o facto dos migrantes serem muçulmanos e poderem não se habituar à cultura europeia ou, quiçá, venham para aqui para fazer atentados ou, como conviveram de perto com a guerra, venham para aqui para armar o mesmo. A mim, isso tudo soa-me a xenofobia, meus caros. Só por eles serem muçulmanos vêm fazer isso tudo? E se fossem católicos? E se fossem de qualquer religião que não fosse pintada pelos media como um bicho papão? Nesse caso, não haviam estas preocupações enunciadas. Os muçulmanos não são todos maus, são pessoas como quaisquer outras, há pessoas boas e há pessoas más. Tem muita graça realmente, estes pontos de vista

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    1. Os católicos não são porque os sarracenos afogaram-nos a todos logo que começaram a navegar

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    2. Ao caro anonimo das 18.34 ou a outra pessoa qualquer peço para me explicar esse comentário porque de facto não estou a ver do que está a falar. Mas informe-me pois estamos aqui para aprender

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  45. Desconhecia que havia uma regra no que concerne ao comportamento de refugiados.

    Alguns dos refugiados são pessoas de posses, nunca o negaram.

    Em relação ao uso de smartphones...o EI emprega as câmaras mais avançadas para filmar as suas execuções. Será que o anónimo se está a oferecer para lhes dizer que só um grupo de pessoas no mundo pode usar tecnologia?

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  46. A maioria apenas procura melhores condições!

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    1. OK, Arumadinha. A Maioria apenas procura melhores condições.
      E os restantes que sobram da maioria? Procuram o quê?

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