quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Pesares



Dois blogs com actividade simultânea. Quando um adoece, o outro constipa-se. Quando o filho de um apanha gripe, o segundo tem febre. Esperemos então que se restabeleçam. Ambos os dois, claro.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Uma semana de aulas

A professora de educação musical do rapaz chamou porco otário a um dos seus alunos. Isto promete.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pessoas que me deixam verdadeiramente fodida

Energúmenos que acham boa ideia fazer obras na Gago Coutinho e na Estados Unidos da América. Ao mesmo tempo. E que se lembram de iniciar as ditas obras em Setembro, ah e tal em Agosto não dá que está muito calor e queremos ir de férias, vai daí que iniciamos as obras em Setembro, é o nosso contributo para o regresso às aulas. A puta da obra não foi planeada, pois não? Era uma coisa mesmo urgente, pois era? Vai daí que os idiotas a quem eu pago o salário, resolvem que é boa ideia fazer uma obra destas em Setembro, apenas a um turno, que isto trabalhar depois das quatro é que não, que encarece a obra e os tempos não estão para loucuras. Ai está um trânsito do caraças em Entrecampos? E nos Anjos? Não se consegue chegar ao Aeroporto? Alvalade e Av.de Roma entupidas? Que é lá isso, ora não sejam impacientes, assim até têm mais tempo para responder a mails ou ver blogs, afinal um percurso que demorava quinze minutos faz-se agora em sessenta. 
Ah! E não posso esquecer de agradecer aos anormais que acharam boa ideia autorizar os idiotas do Técnico a cortar Alameda e Almirante Reis por causa dessa merda dessa instituição que é a praxe. Obrigadinha sim? 

É isto e moralistas de merda, que têm mais telhados de vidro que a Noite de Cristal, mas que, do alto da sua arrogância e falta de educação, se acham no direito de vir dizer aos outros como é que eles hão-de se comportar, de quem hão-de ser amigos ou como deverão interagir em sociedade. Bom, pensando melhor estes últimos não me deixam fodida, fazem-me apenas revirar os olhos, não há qualquer paciência para porta-chaves convencidos de que são porta-malas. Haveriam era de ir bater punhetas a grilos, entretinham-se na mesma e sempre poupariam terceiros às suas pseudo lições de moral, olha logo quem, até me admira como esta gente não passa a vida enfiada na sacristia, são piores que as alcoviteiras da Igreja.

(além de que revela uma enorme estupidez despender energia quando o resultado está à partida condenado...)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Venho só de rajada aqui dizer...

Que as herdeiras ricas também têm muitos problemas e stress, senhores! São muitos anos a ter de provar que merecemos o lugar, que somos as mais indicadas para fazer o que fazemos, enquanto suportamos os olhares meio trocistas de homens barrigudos, com largas entradas, e lhes adivinhamos os pensamentos: "Ah! Dra. Picante? De certeza que os pais doaram uma das alas da biblioteca... Só aqui está porque é filha do Doutor. Ah!... No tempo do doutor é que era..."
Como é que uma pessoa não há-de ficar insegura? Como é possível ser-se uma diva auto-confiante com gente deste calibre a olhar-nos assim? Como?
(vou ali tomar um Serenal a ver se passa...)

Das coisas que me deixam de sorriso largo

Um destes dias, enquanto esperava que o meu IPhone ficasse operacioal, decidi ir passear a pé, passei por um alfarrabista e decidi entrar, afinal eu tinha tempo para matar e, sem telefone, não podia despachar mails ou ver blogs. A maior parte dos livros eram recentes, tudo em óptimo estado, até que me chego à secção dos livros amarelados e me cruzo com isto.


Não pude evitar um sorriso, este foi dos poucos livros da Condessa de Ségur que nunca li. Abri-o, para espreitar as histórias de fadas, as páginas bem amarelas, o cheiro a livro muito manuseado (que aspirei com prazer), de repente percebo que tem uma dedicatória. Os contos de fadas oferecidos à Madalena Lopes da Costa, em 1974, vão agora fazer suspirar e sorrir a minha filha. Não sei que será feito da Madalena mas, naquele momento, fechei os olhos e desejei que tivesse gostado muito do livro, como estou certa de que a sua nova proprietária vai gostar. Acho que a Madalena ficaria feliz por saber que as suas fadas vão tornar a fazer sorrir outra menina. Eu ficaria.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Isto até para se ser puta é preciso ter arte

Em uma pessoa querendo forjar um mail convém que estude, nem que seja ao de leve, o modo de escrever alheio.
É que isto chega a ser ridículo, senhores! Eu uso pontuação... Não escrevo "blogues" e, acima de tudo, não escrevo qual criança de três anos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Estou capaz de me habituar a isto

O meu IPhone deu o IScream. Ando para aqui com um telefone que só serve para telefonar e ouvir música. Nada de dados, nada de blogs, nada de nada. O blog é bem capaz de se ressentir disto. Já eu...

Futurologia Picanteana

Eu que nunca aposto a menos que tenha a certeza de ganhar, em verdade vos digo que nunca perdi uma aposta, estava aqui capaz de apostar em que estão ansiosos por que vos fale da escola dos meus filhos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Que estás a fazer, Picante?



Então... Estou a escolher as novas amigas de mini Spicy. Mas não é óbvio?
Pessoas, digam olá à Maria Amélia, à Pilar e à Francisca...

domingo, 20 de setembro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

E agora... o Zé

Uma pessoa do instituto de formação Ibérica enviou-me um mail que mereceu toda a minha atenção, de tão bizarro que é. Eu fico sempre extraordinariamente bem impressionada quando as pessoas enviam mails de trabalho aqui para a Picante, como se o meu blog fosse uma empresa que comprasse frigoríficos e ares condicionados, contratasse trabalhadores ou estivesse interessado em fazer acções de formação. A sério que fico mesmo bem impressionada, revela que o remetente, vamos designá-lo por Zé, perdeu meia dúzia de minutos a ver qual seria o target mais adequado à sua proposta. Foi isso, não foi ó Zé?
Mas como se não fosse o bastante, o Zé ter enviado este mail para a Picante Enterprises SA, qual não é o meu espanto quando descubro que o Zé percebeu que eu estou a contratar. Ora vai daí e o quê que o bom do Zé pensou? Ui, deixa cá ver se lhe faço uma proposta irrecusável. E fez. Propôs-me contratar um dos seus alunos para um estágio com duração até dois anos, ao invés de fazer um contrato de trabalho, que é lá isso? Coisa tão má que acarreta custos com segurança social, tem subsídios e essas coisas todas, um aborrecimento! Mas há mais... O Zé é um fixe, como tal foi-me logo dizendo que caso eu não gostasse do estagiário, poderia substituí-lo a qualquer momento. Uma maravilha, não é verdade? Uma parceria, chama a isto o Zé.
Fiquei tão encantada com o mail do Zé que decidi perder uns minutos do meu precioso tempo e fui ver o site, tinha curiosidade em saber que cursos é que dava o Zé. Querem que vos fale dos cursos? Mesmo? O que não faço eu por vocês, não é verdade? Pois bem, o instituto do Zé ensina marketing, gestão, contabilidade, técnicas de vendas, recursos humanos e... pasme-se... qualidade! Isto entre outros cursos, ainda mais interessantes, de massagens, cabeleireiro ou cozinha. Uma autêntica Yale, esta entidade formadora de prestígio. Ainda tentei ver as cadeiras de gestão, contabilidade e marketing mas... nada. Dão-me a definição de gestão, dizem-me que ao fim de um ano fico habilitada a trabalhar com competência da área, que o dito curso me desenvolverá todas as valências na área e é isto. 
Caramba, Zé... A sério? Havias de rever essa tua abordagem, em precisando de ajuda é só chamar, isso assim não é credível. Olha que quem avisa...  

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ah! Nada como o saber acumulado dos anos

Bardajona que é bardajona tem um enormíssimo orgulho nos seus, como hei-de dizer isto de uma maneira simpática? Hum... melões. É isso. Mas dizia eu que bardajona que é bardajona tem um enormíssimo orgulho nos seus melões.
Em tendo qualquer dúvida é ir ver as ex-concorrentes dos reality shows, mal se apanham cá fora, vão direitinhas à sala de operações.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A ver se percebo a lógica da coisa

Dizer "não gosto de mulheres gordas, elas incomodam-me, sempre batalhei para não ser uma velha gorda" não se pode, ai que drama, que tragédia senhores, as mulheres gordas ficam extremamente magoadas, afinal elas só são gordas por um de dois motivo: ou porque são doentes, ou porque preferem ser assim e comer livremente, sendo extremamente felizes com o seu corpo.
Mas dizer "que horror, olha para aquilo é só ossos, parece um esqueleto ambulante" já pode, não é verdade? Aí já não há problema nenhum, toda a gente sabe que a anorexia é um estado de pura felicidade, as magras não se ofendem, que é lá isso, essa coisa de uma pessoa se ofender é privilégio das gordas.

(E insultar a mulher directamente, chamando-lhe desde parvalhona a mal educada, e isto são assim os adjectivos mais simpáticos que vi, também pode não é? É pois...)

Sempre me decidi, afinal eu sou Charlie

Fico abismada com a quantidade de amebas, amoebas em preferindo, que tresleu completamente as últimas caricaturas do Charlie e não entendeu que aquilo não passa de uma crítica de mau gosto à atitude da Europa face aos refugiados. Entretive-me a ler os comentários às notícias Portuguesas e fico para aqui meia indecisa, se aquilo é mesmo estupidez, ou se é daquela estirpe que são feitos os anónimos maus, gostam mesmo é de dizer que uma pessoa é imbecil, nem se preocupam em tentar perceber o que uma pessoa diz.

(e é claro que nos aguentamos, nós por aqui aguentamos praticamente tudo, afinal também aguentamos que os blogs da defunta Clix não se tenham perdido para sempre, nas trevas do ciber espaço, não é verdade?)

(mas lá que é uma pena...)

E que não haja dúvida nenhuma,  não é lá porque aquilo é um pasquim de mau gosto que os tipos merecem ser calados à força, com um tiro na cabeça, também não as "estão a pedir", se assim fosse como é que as pessoas poderiam escrever as alarvidades que escrevem por essa internet fora?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Estou para aqui sem saber

Se fale daquilo do Charlie Hebdo, se vos fale de um mail particularmente interessante que recebi. Uma bizarria qualquer de um centro de formação, altamente prestigiado, que acha que a Picante é uma empresa e está a recrutar trabalhadores, pelo que se propõe a que substitua um dos meus futuros trabalhadores por um dos seus alunos, em regime de estágio.
Só dúvidas, é isto a minha vida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nos blogs é igual

Devo ser a única blogger que nunca apanhou um susto valente dentro de um táxi, a maioria dos condutores de táxi com quem me cruzei não diziam impropérios no transito, tampouco me tentaram aldrabar, acho que só o tentaram fazer duas vezes, uma em Lisboa, a querer pôr um computador no porta bagagem e outra em Roma, aquilo deu uma discussão jeitosa mas isso agora também não interessa nada.
O que eu queria mesmo dizer é que gente mal educada, mal formada ou trafulha há em todas as profissões.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Há uma linha...

Que separa as pessoas que realmente são a favor da liberdade de expressão das outras, as que apenas o são quando lhes convém.

Tolerância: condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir.
In: Priberam

(a coisa não passa por chamar nomes a quem não concorda connosco, isso é apenas falta de educação...)

Condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir.

"tolerância", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/toler%C3%A2ncia [consultado em 09-09-2015].
Condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir.

"tolerância", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/toler%C3%A2ncia [consultado em 09-09-2015].

terça-feira, 8 de setembro de 2015

As coisas são como são, até o Costa o diz

Quando vejo as Rosinhas desatarem todas a falar em anemia, que 20% dos Portugueses a têm, que vão a um pequeno almoço de rastreio, ou lá o que é, reviro os olhos.
Começarei a hiperventilar no momento em que nos vierem recomendar um suplemento qualquer, que aquilo nos repõe o ferro, nos devolve a energia e, com sorte, até eliminará a celulite.  

(vão ao médico, sim? são só blogs a fazer pela vida...)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

E as tuas lágrimas são de quê?

Coisas que vale a pena ler...

http://observador.pt/opiniao/vamos-la-trocar-umas-ideias-sobre-o-assunto/

http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_clara_ferreira_alves/2015-09-04-As-lagrimas-de-crocodilo

http://newobserveronline.com/german-girls-must-cover-arms-and-legs-to-appease-syrian-refugees/

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3175959/Girl-gang-attacks-immoral-sunbather-wearing-bikini-French-park-sparking-JeSuisCharlie-style-social-media-campaign.html

https://el-manchar.com/2015/09/03/lemir-du-qatar-a-propos-de-laccueil-des-refugies-syriens-nous-avons-assez-desclaves-comme-ca/

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4765249&page=-1


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fui a uma rede social e retirei de lá isto

Não me atrevo a escrever o que vai na minha cabeça sobre como isto vai acabar.
Gostaria apenas de ler testemunhos válidos sobre quem, e como se colocam, migrantes do Afeganistão na Hungria, em Calais e na Noruega, quando o Afeganistão tem fronteiras com o Paquistão, o Tajiquistão, o Irão, o Turcomenistão, o Uzbequistão e a China.
Gostaria de perceber como é que se condena os ataques do Charlie Hebdo e se viabiliza esta migração civilizacional.
Gostaria de perceber, por exemplo, como é que a Europa não se entende quanto à Grécia, e a um eventual perdão de dívida, mas a Alemanha está disponível para sustentar 800.000 refugiados.
Gostaria de conhecer qual é orçamento da CM de Lisboa para apoio directo aos sem-abrigo locais depois de ficar a conhecer a disponibilização de €2mn para apoio aos migrantes na vertente de "alojamentos temporários, alimentação, cuidados de saúde e cuidados de educação".
Gostaria igualmente de saber se as autoridades portuguesas têm algum plano de contingência para receber uma nova vaga de retornados no dia em que a situação em Angola se tornar incomportável - e já agora se a Europa poderá considerar como crise humanitária o regresso dos cerca de 200 mil portugueses que se estimam estar a trabalhar em Angola.
Por fim, gostaria de saber quantos emigrantes estão os EUA dispostos a receber, na medida em que grande parte deste problema tem origem na 2ª intervenção no Iraque, país onde juravam haver armas de destruição maciça.
Não sofro de fobia anti-americana, não me considero insensível aos dramas da humanidade nem nunca senti em mim ímpetos nacionalistas.
Mas recordo o que Ortega y Gasset escreveu na sua obra "A rebelião das massas - É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução."

Eu também gostaria de perceber isto tudo. E, além disto, ainda gostaria de perceber se esta gente que foge, uns da guerra, muitos outros apenas da pobreza, está disposta a aceitar os valores europeus que nos regem: a igualdade entre homens e mulheres, a separação de poderes entre Estado e Religião, a tolerância e respeito pelas várias religiões. E gostava também de saber, ainda não vi nada, que tipo de escrutínio está a ser feito para garantir que não há células terroristas entre os milhares de refugiados que querem chegar à Alemanha e Inglaterra e já agora, porque se dirigem apenas à Europa quando a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes são tão mais ricos.

Putas de dúvidas que me assustam.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O maior problema das férias

Nem é elas terem um fim e pôr-se um calor dos demónios. Uma mulher passa as férias enfiada dentro de vestidos de verão, muito confortáveis e práticos e giros e tudo e tudo, volta de férias e tenta enfiar-se dentro dos seus jeans. É enquanto está aos pulinhos, a tentar meter o Rossio na Bestesga, que se lembra dos entrecostos, dos secretos, dos gins, dos vinhos, dos gelados, das bolas de berlim... E fica cheia de fome. E é isto, a minha vida.