segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fico só um bocadinho confrangida

Saber que todo e qualquer sapateiro que disserta sobre o Syriza, tal como em oitenta e sete dissertava sobre a bolsa, mostrando-se muito entusiasmado com aquilo da dignidade, do terrorismo financeiro e não sei o quê, será o primeiro a dar às de vila-Diogo se for chamado a contribuir para um imposto solidário com o objectivo de pagar a dívida Grega.
Não devem fazer nem ideia de que há povos que trabalham mais, e ganham menos, que os Gregos, entre os quais os Portugueses. Não têm a mais pequena noção da miséria, pelo menos, temporária em que a Grécia irá mergulhar se sair do Euro. Mas, ei! O que interessa é dar opinião, por mais alarve que seja...
(a ver se me lembro de agendar um post sobre física quântica...)

82 comentários:

  1. Os gregos não pagam porque não têm dinheiro e bateram o pé. Sim senhor, são uns heróis, usaram o dinheiro dos credores internacionais mas agora, eles que se desenrasquem, temos pena mas não há dinheiro.
    O BES também não tem dinheiro para reembolsar os clientes do papel comercial. Suponho que também esteja tudo muito bem....

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    1. As acções e obrigações agora têm o capital garantido? Em não tendo está tudo bem.

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    2. Claro porque quando as pessoas investem o dinheiro não sabem que podem perdê-lo todo.
      Diga-me uma coisa, se essas pessoas ganhassem imenso com os juros desses papeis comerciais e afins vinham cá distribuir pelas alminhas? Não, pois não?
      Investimento pressupõe risco - risco é a possibilidade de perder tudo.

      As leis estão feitas de modo a proteger quem tem até 100.000€ nos bancos, se respeitar determinadas regras. Agora investir em produtos de risco e achar que nada lhes pode acontecer é parvo...investir todas as poupanças de uma vida num só produto é ser tremendamente precipitado e não pensar no dia de amanhã.

      Se foram enganados sobre o tipo de negócio que estavam a fazer que se processe quem os enganou e exijam o dinheiro de volta. Se sabiam que era um negócio arriscado... nem sempre corre bem e não me parece que todos os portugueses devam pagar porque alguns tiveram mais olhos que barriga e não souberam gerir as finanças.

      Tal como muitos outros que não sabem gerir a vida financeira: abram insolvência pessoal e para a próxima vejam no que se metem e não metam todo o dinheiro num só local.

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    3. Vieram pessoas dizer que tinham vendido propriedades e depois para terem lucro investiram o dinheiro em papel comercial. Pode ser-se mais burro? Pois, propriedades e terrenos dão trabalho, despesa para manter em condições... ali sem trabalho seria só lucro. Pois!

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  2. Ainda não percebi a ideia mas parece-me que o que o governo grego pretende é deixar de pagar a dívida mas continuar a receber ajuda financeira, será?

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    1. Perdão de 20%. Pagamento a perder de vista e no entretanto venha vindo mais que o pessoal precisa de comprar sapatos.

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    2. Isso também me dava jeito a mim, não pagar o empréstimo que tenho, mas ainda receber mais! Olha que grande ideia!!

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  3. Infelizmente é isso mesmo.
    As pessoas acham que a divida vai "desaparecer" ou que se deve deixar que eles paguem quando lhes apetecer (ah e tal quando puderem e mais não sei o quê)... o problema é que entretanto a dívida ao FMI tem que ser paga porque um banco não espera até amanhã só porque hoje me apeteceu ir jantar fora ou passar a noite numa qualquer penthouse e esbanjar aquilo que os outros me emprestaram.

    E já agora... e o dinheiro que nós já lhes emprestamos? Quando o vamos ver? Ou será que não o merecemos?

    Somos todos muito solidários até ao momento em que nos digam que temos que pagar mais 100 ou 200€ de impostos (cada um, a correr bem) para pagar o que os gregos não querem pagar.

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    1. Parte do problema da Grécia é que não é sustentável. Enquanto não fizer reformas estruturais não terá condições de pagar o que pede.
      Agora, se há países europeus que deverão ser mais ajudados, beneficiando de condições especiais, já são outros cinco tostões. E eu acho que há. Os custos de defesa da Grécia, que serve de "tampão" ao mundo árabe, beneficiam toda a Europa, por exemplo.

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    2. Mas esse eu creio que é um aspecto diferente. Se toda a Europa beneficia de algo deveria ajudar a pagar "esse algo". Como a Itália que está a despender de quantos recursos para ajudar os imigrantes ilegais em mares europeus? Nesse aspecto parece-me algo essencial a nível estratégico para toda a Europa.

      Já cooperar e aceitar que eles tenham um SMN de 751€ e mais outras mordomias não me parece natural nem aceitável. Aliás este perdão da dívida não é aceitável porque abrirá um precedente. Quando foi para receber as ajudas não assinaram os acordos? Não aceitaram as politicas? Agora querem o quê?
      Se eles tiverem direito ao perdão, nós também não temos? A Irlanda, a Espanha, Itália...? Se a Europa abrir um precedente deste género quantos europeus estarão dispostos a pagar a dívida da Grécia mas sem ter a sua perdoada?

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    3. Obviamente que esse é parte do problema. Se um não paga aparece logo outro a não querer pagar. E isso não é sustentável que o BCE não é as Cáritas.

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    4. Salário mínimo 750€ é mordomia? Jonet, és tu?

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    5. Aumentar um salário mínimo para 750€ na situação actual daquele país era (e foi) catastrófico.
      Eu adorava que por cá pudessemos ter um SMN de 1500€ mas não é realista. Se o fizéssemos enterravamos a nossa economia toda, aliás se actualmente aumentássemos o SMN para 750€ iriamos ver quanto é que a taxa de desemprego iria aumentar (derivada de falências) e/ou quanto é que os produtos seriam inflacionados para ser possível fazer face aos custos. E na Grécia foi igual.

      Quem fez essas medidas fê-las com base no populismo e não com bases financeiras seguras - era impossível dar certo. A maioria das medidas propostas por eles era impossível de ser sustentada a longo prazo. O resultado está à vista.
      A única diferença é que eles agora não podem imprimir dinheiro para acabar com o problema...como fizeram anteriormente.

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    6. Salário mínimo de 750€ num pais supostamente em crise e que alega não ter condições para cumprir os acordos que assinou, é mordomia, sim. Não é preciso ser-se a Jonet para perceber isso. Muito mais baixo é o nosso SMN e não fomos pedir perdões de dívida aos gregos.

      Eu, por exemplo, ganho um bom bocado menos do isso, faço a vidinha que posso e não peço aos gregos que me paguem as contas nem nunca fui para as ruas implorar a quem me governa que deixasse de pagar a quem deve. Porque tenho vergonha na cara e contas são pagar (empréstimos incluídos).

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  4. Pode ser que domine melhor a física quântica

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    1. Pode ser que sim, mas duvido. Espero que nem tente!

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    2. Vou começar a chamar acesse tipo de comentário, o comentário grego. Só diz que não, não contrapõe nada (provavelmente nem sabe contrapôr) e acha-se no direito de o ver sempre publicado.
      Comentário Grego ou comentário de merda, estou aqui na dúvida.

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    3. Lamento. Se querem dizer que a Picante é burra vão ter de explicar porquê. Dizer apenas "és uma grande ursa e não percebes nada disto", é uma ofensa à minha inteligência.
      (decerto perceberão porquê...)

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    4. Pode ser "comentário grego de merda"!!

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    5. Não lhe chamei ursa, chamei-lhe taxista, porque dá as suas opiniões exactamente com a mesma leviandade e conhecimento diagonal que qualquer um dos belos condutores das nossas praças. A forma literal como decide defender um lado, não percebendo nada do que é a Grécia, do que foi a história da Grécia e do que é o povo grego só mostra que o seu conhecimento é completamente banal. E se acha que estou a ofender a sua inteligência, engane-se: não a acho burra, acho-a ignorante. É completamente diferente.

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    6. Bom então eu vou-lhe chamar idiota, que é aquilo que eu acho de qualquer pessoa que chama nomes a outra, acusando-a de só dizer disparates e não se dando ao trabalho de explicar onde está o erro ou qual é a maneira correcta de ver a coisa.
      Idiota e agressiva.

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  5. Sei que não tem nada a ver com o conteúdo, mas lembrei-me de si e dos acontecimentos dos últimos dias:
    http://expresso.sapo.pt/internacional/a-historia-de-uma-bloguista-mentirosa-em-que-todos-quiseram-acreditar=f921146

    Dá que pensar...
    Abraço e força. Não se deixe intimidar.

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  6. 100% de acordo. Arrepio-me ao ouvir portugueses a perguntar pq é que o governo português nunca se recusou a pagar a dívida como os gregos. Se a grécia sair do euro, os gregos vão ficar com um poder de compra nulo, já para não falar nas dificuldades financeiras crescentes simplesmente por continuarem a gastar mais do que o que produzem. E este é um problema que não é resolvido pela injeção de mais fundos, tem de ocorrer reformas para que se possa equilibrar o orçamento de estado! Se a Grécia sair do euro, continuar a gastar mais do que produz, e não tiver mais ninguém que lhe esconda o problema temporáriamente através de empréstimos, vai acabar na inevitável ruina. Só um inculto pode afirmar que estamos a ser estupidos ao tentarmos equilibrar o orçamento e pagar o que devemos.

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    1. O problema é que o povo é estupido e vai na conversa dos radicais.
      A curto prazo, a Grécia enfrenta a miséria, se sair do euro. A prazo pode ser que dê a volta, o dracma valerá muito pouco, o turismo torna-se muitíssimo atractivo. Nunca mais compram é nada que venha do exterior...
      (não conheço a estrutura econômica da Grécia, não sei exactamente o que importam, mas desde que tenham de importar energia já estão lixados...)

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    2. Se a Europa fechar a porta têm os russos que lhes vão emprestar dinheiro, ou um país árabe, ou abrem as portas aos investidores chineses... O dinheiro há-de vir, resta saber com que custos.

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    3. Quer os russos quer os chineses já disseram que a saída do euro é um erro.
      E a Grécia não vai querer abrir portas ao mundo árabe, é olhar para a história.
      Além de que, no final do dia, ninguém está interessado em sustentar um drogado, que sorve e não produz. A Grécia tem mesmo de olhar para o futuro e não pensar nos próximos 6 meses (isto a propósito de ter combustíveis e medicamentos armazenados... A postura deles é gritante)

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    4. Disseram que é um erro, mas certamente tentarão tirar partido dele se isso lhes trouxer benefícios. Quanto a não abrir abrir as portas ao mundo árabe, não sei... recorda-se de uma das primeiras ameaças que este governo fez mal entrou em funções? Que abriria as portas à emigração... daí a acordos estratégicos com nações árabes é um passinho, já não digo nada.

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    5. Aí é que está o busílis, Mirone. Se lhes trouxer benefícios. Não darão nada.
      (A Grécia é arquei-inimiga dos turcos, não se gramam nem um bocadinho)

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    6. Mas eu não estou a falar da Turquia quando falo em árabes.

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    7. Mas sim, dar, dar, não vão dar. Trocarão. Resta saber se a Grécia não está a fugir de uns credores para se entregar a outros.

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    8. Eu concordo com a mirone, podem andar ai a dizer q é um erro a saida do euro mas o putin até deve estar a esfregar as mãos. E de resto o pp já exprimiu apoio ao povo grego.

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    9. Tanto é que já existe acordo com a Rússia quanto ao gasoduto...

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    10. A dimensão do problema grego neste momento já ultrapassa em muito a capacidade financeira russa. O próprio Putine já o assumiu. O Tsipras está a fazer chantagem com a Europa quando ameaça com os russos. Nem lhe interessa sequer, ele sabe que é impraticável receber ajuda financeira da Russia e estar na Nato com a Europa. E sair da Nato, então, sim era o descalabro.
      Ele está a esticar a corda ao máximo porque sabe que quanto mais esticada ela estiver, mais o Eurogrupo vai ceder, pois a tragédia humanitária na Grécia será uma realidade que a Europa não quererá assumir. E, enquanto o pau vai e vem, ele lá há-de conseguir umas quantas vitórias perante o povo grego, lá há-de dizer que foi ele que vergou a Europa e quando for realmente a hora de pagar já será outro a arcar com o problema, que ele entretanto já fez o mesmo que o Varoufakis: já deu à sola. Porque gente daquela não tem coluna vertebral.

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  7. É como um filho que trabalha apenas a part time e por Isso não tem Dinheiro para pagar a renda, luz, água e alimentação. Pede dinheiro emprestado ao pai que o faz sob as condições de ele passar a trabalhar a tempo inteiro e deixar de ir jantar fora à sexta à noite. O filho, indignado, recusa estas condições e diz que o pai não tem nada de dar bitaites sobre como administra o seu dinheiro,que tem mais é de lhe perdoar o valor que já lhe emprestou. E já agora, que lhe oriente mais 100€ para as contas doês que vem. Quem defende este tipo De comportamento caloteiro e inconsequente é no Mínimo acéfalo.

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    1. Falta aí só dizer que o filho, por viver onde vive, tem custos de deslocação superiores aos restantes filhos. O pai vai ter sempre de o ajudar um pouco mais.
      (Mas ele também tem de dar corda aos sapatos)

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  8. Creio que nem tanto à terra nem tanto ao mar. Acho q o problema da Grécia é bem mais complexo do que aquilo q passa na comunicação social. Daí a defender todas as alarvidades q eles defendem vão outros quinhentos...

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    1. O problema da Grécia começa na corrupção. O Grego, se puder não pagar, não paga.
      Obviamente que há muito mais do que aquilo que transpira para os jornais, não duvido. Mas eu ouço o discurso deles. E praticamente só ouço exigencias...

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    2. Sim Picante, mas o povo tb já passou por mtas privações e miséria. Há ali mta gente q, literalmente, n aguenta mais austeridade.

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    3. Por isso é que é precisa uma reestruturação profunda do país.
      Sabia que durante muito tempo as profissões liberais estavam isentas de irs?
      O desafio de qualquer país que não tem recursos naturais é tornar-se um íman para o investimento estrangeiro. Como? Justiça célere, despedimentos facilitados, cont social baixa, mao de obra barata. Pedir apenas às empresas que paguem é um erro.
      (estou a simplificar, obviamente que não sei qual é a solução mas acredito que passe mais pelo capitalismo que pelo marxismo)

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  9. Pipocante Irrelevante Delirante6 de julho de 2015 às 14:41

    Gostaria de ver apuradas responsabilidades, a começar por aqueles que aldrabaram as contas de maneira a que a Grecia pudesse entrar no Euro.
    Não vou aqui discutir quem tem razão, os gregos viverão acima das suas posssiblidades, mas neste momento austeridade não leva a nada (sério, aumentar o IVA da electricidade ajuda a economia em quê?), e os financiamentos servem exclusivamente para pagar serviço de dívida, que por sua vez apenas sustenta dívida.
    Mas nós devíamos estar caladinhos, pois a nossa "recuperação" nada mais é que um embuste, os impostos continuam acima do sustentável, o desemprego mantém-se alto e o novo emprego criado é de baixo salário, o défice mantém-se alto (e baixado artificialment devido aos calotes), e a liberalização de mercados como energia é uma farsa. A sorte é que os juros estão baixos, há financiamento, e como a malta se porta bem, vai-se andando. Mas no dia em que a terra tremer, esta casota é a primeira a desabar.

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    1. Parece-me que fica claro que a UE tem de se reestruturar, em termos de ajudas e contribuições.
      Mas isso não invalida as restruturações internas dos países.
      (responsabilidades? Ahahah o PID é um idealista...)

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante6 de julho de 2015 às 16:55

      Pois sou, pois sou...
      Por isso é que quando o mini-me saida linha leva com castigo, para aprender essa coisas de que meter a pata na poça traz consequências. isto claro, se se portasse mal, coisa que nunca acontece porque é top

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    3. Qd se aumenta a austeridade a economia n tende a crescer, isso é ponto assente! Especialmente em países q n têm riquezas naturais.
      Por exemplo, fala-se mto na Islândia, e de como é exemplo ( e é, de facto) mas eles têm gás, e em parecendo q não, estas coisas fazem toda a diferença.

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  10. Ó Picante, esta coisa de tentar simplificar ao máximo o que é bastante complexo dá às vezes para o torto. Vejamos: 1) o Estado Helénico não recebeu "ajuda" nenhuma (como o Português também não); contraiu um empréstimo, pagando juros, e os credores têm enchido os bolsos às custas da sua dívida pública (bem como Às custas da dívida pública portuguesa, espanhola, cipriota); foi sujeito a medidas que não só não resolveram os problemas financeiros e económicos na Grécia, como os agravaram (o Pedro Santos Guerreiro tem hoje reflexões interessantes no Expresso sobre a falsa ideia das "ajudas", que tem sido passada com o único propósito de humilhar os povos os países intervencionados); 2) as dívidas dos Estados não são dívidas de particulares, porque simplesmente um Estado não é equiparável a um indivíduo (e mais não desenvolvo sobre isto porque sei que há aí inteligência suficiente para perceber as diferenças); 3) com que lata é que somos capazes de atirar as primeiras pedras a um povo, afirmando que "viveu acima das suas possibilidades" quando nem há dois anos o resto da Europa dizia o mesmo de nós (e espero que seja consensual a ideia de que vivermos com salários de 800 euros e fazer meia dúzia de dias no Algarve não é propriamente "viver acima das possibilidades"); 4) é sim, impressionante, como é que o povo grego, confrontado com a enorme pressão da banca nacional e internacional, enorme pressão da União Europeia, com as grande multinacionais farmacêuticas a decidirem não abastecer as farmácias com o mero intuito de causar o medo, foi capaz de dizer que NÃO quer mais do medicamento que os tem matado. E como trabalhadores, mais jovens ou mais velhos, por essa Europa fora, devemos mesmo dizer que não aceitamos que só haja uma alternativa política e económica: a da austeridade bruta e cega, sem qualquer flexibilidade e que atinja sempre os mesmos (recordar que o FMI não aceitou a proposta grega de aumentar os impostos sobre as empresas mais lucrativas, e que queria era mesmo cortes nas pensões mais baixas). Solidariedade, acima de tudo!

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    1. Ana, diga-me lá onde é que eu digo o que a Ana contradiz nos pontos 1 e 2 que eu não encontro.
      Mas respondo-lhe. Os juros são abaixo do juro de mercado, inclusive os juros gregos são abaixo do juro português.
      Dizer que a culpa da situação da Grécia é dos credores é surreal, desculpe mas não foram os credores que definiram as políticas Gregas durante anos.
      Nem entre pelo ponto 3 que eu nunca falei niso.
      Só pode ir de férias quem tem dinheiro para ir de férias. Lamento mas é mesmo assim. Pedir dinheiro para ir de férias, não tendo como pagar não é aceitável.
      Eu também acho impressionante. Pela inconsciência da coisa. Espero que a história não me dê razão.

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    2. A Ana vive num país onde a maioria da população recebe os 500€ de SMN. O ordenado médio está longe da moda. Dizer que os portugueses vivem com 800€ é tapar o sol com a peneira. Muitas familias vivem com 1000€ e outros tantos nem se divorciam só porque 500€ não dá para sobreviver.

      Em relação aos juros e às ajudas: as ajudas foram dadas no sentido que, quer Portugal, quer a Grécia não conseguiam ir aos mercados sem pagar juros exorbitantes, esses sim impagáveis e impossíveis de sustentar.
      Portugal teve politicas de gestão péssimas (e outras tantas ainda andam por aí) e a Grécia não ficou atrás.
      Aliás a Grécia mentiu e ocultou dívida, a Grécia tinha um programa financeiro tão estranho que só pagava impostos quem queria.... se fosse facultativo, a Ana pagaria?

      Portugal e a Grécia precisaram de dinheiro, o que conseguiam na banca era insustentável. Portugal assinou memorandos (assinados pela maioria dos partidos - desde os PSD até aos PS´s desta vida) e a Grécia fez o mesmo.
      Chegado ao momento de pagar... Portugal tem pago... a Grécia, não. Se isso é bom ou mau? Vamos ver.
      Portugal não está bem, as medidas de reestruturação a fundo não foram feitas, muitas das medidas anunciadas como bem implementadas escondem muita coisa... mas a Grécia fez pior... a Grécia pediu um empréstimo, aceitou as clausulas e agora, depois de ter esbanjado o dinheiro, sem ter feito nenhuma reestruturação e sem ter qualquer planeamento para pagar a dívida... o que fez? Disse "eu não pago".

      Ou seja, não quer pagar o que pediu. O FMI não perdoa dívidas... mas a Europa já assumiu 20% dos prejuízos da Grécia uma vez... vamos ter que os manter ad eternum porque eles se recusam a reestruturar? A apertar o cinto? A fazer as coisas necessárias?

      É como cá em Portugal... todos sabem que temos excesso de funcionários públicos mas tudo o que o governo tentou aprovar para alterar as mordomias dos mesmos foram boicotadas pelo TC... pois assim ninguém consegue promover a justiça social...nem acabar de vez com a corrupção.

      Alias o tema corrupção é um dos que deveria ser mais debatido, quer em Portugal, quer na Grécia... talvez chegássemos de uma vez por todas ao verdadeiro problema de ambos os países.

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    3. Ana, essa coisa da solidariedade é muito bonita mas tem que funcionar nos 2 sentidos: devemos nós ser solidários com eles quando eles se estão nas tintas para as consequências desastrosas das atitudes irresponsáveis deles nas economias dos outros países europeus, sobretudos as mais frágeis como a nossa?

      Mal comparado, isto é como a história das greves: eu tenho forçosamente que ser solidária de cada vez que os sindicatos marcam mais uma greve nos transportes públicos. Se não for cai-me em cima o Carmo e a Trindade, ai a solidariedade, ai que horror. E no dia em que o meu patrão me despedir porque mais uma vez eu cheguei atrasada (ou nem fui trabalhar porque não podia de todo), onde é que fica a solidariedade desse sindicato e de quantos aderiram à greve? Pagam-me o táxi, para eu poder ir trabalhar e não ser despedida?

      Solidariedade é uma palavra muito bonita mas implica reciprocidade.

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    4. Ana para quem ganha pouco, fazer 1 semana de férias no Algarve num resort e comendo fora todos os dias pode ser viver acima das possibilidades sim. Há outras formas de fazer férias para quem tem pouco dinheiro. Direito? Sim todos têm! Quando o direito não se coaduna com as possibilidades económicas há que rever prioridades.

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    5. Ana, eu tenho um empréstimo para um carro (em 2ª mão), porque o carrito que tinha foi-se à vida e tive mesmo que comprar um para ir trabalhar (não tenho outra hipótese). Ganho pouco, o suficiente para sobreviver e se vier alguma conta extra (seguro carro, avaria, por exemplo) já fico a sufocar (mas pago).
      Não faço férias, não vou comer fora, quando passeio é por perto para não gastar muito, não lancho nem tomo o pequeno almoço no café, não fumo, portanto gasto só o que posso. Mas gostava de vez em quando fazer algumas dessas coisas (tirando o fumar!), neste momento sobrevivo, sem dever nada a ninguém , a não ser o empréstimo ao banco. Assim, quer ser solidária comigo e dar-me uma ajudinha a pagar isto mais depressa? Se quiser mando-lhe o meu NIB. Dava-me imenso jeito e ficava-lhe muito agradecida.

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  11. Alto lá! Alto e pára o baile!
    Eu tenho noção da miséria em que eles vão entrar, mas que ninguém me chame a contribuir para um imposto solidário com o objectivo de pagar a dívida Grega, já me chega "contribuir" (obrigatoriamente) com impostos solidários para pagar a dívida portuguesa, para coisas que eu não gastei e nunca quis que gastassem!!

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  12. O pior é que foram mesmo os credores que definiram as políticas gregas durante anos. Já lá vão pelo menos 5 anos. E como os credores gostaram que a Grécia se fosse endividando e pagando juros, como se regalaram com os juros elevados pagos por Portugal e por Espanha. Porque "os credores" que andam a pressionar o pagamento da dívida não são pessoas que têm meia dúzia de tustos no banco, como eu e você: é a grande banca internacional (vá espreitar quem compra a dívida pública portuguesa para ver os 6 ou 7 "pobrezinhos" que têm de ser reembolsados apesar de se terem inchado durante anos com juros agiotas cobrados aos Estados, e financiados a baixo custo pelos Bancos Centrais).
    Quanto à referência às férias, é um pouco tolinha, até porque falei nas "férias no Algarve" como única forma de explicar que este argumento do "vivem acima das suas possibilidades" é enganoso, perigoso, e humilhante para todos aqueles que sempre contaram os trocos ao final do mês.
    Uma pessoa, ingénua com certeza, pensa que o sarcasmo, a ironia, e a crítica acérrima às bloggers betas e laranjinhas, dão ares a costelas de esquerda e, afinal, vai-se a ver, e está redondamente enganada. Uma pena.

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    1. O problema é que usando a analogia, não interessa se vão ao Algarve ou à China passar férias, se não tiverem não podem ir.

      Juros agiotas? Onde? Juros de dívida a 2% e afins são agiotas? Não sabia... e todos nós andamos a contribuir para os fundos europeus que estão a fundo perdido na Grécia. Pior mesmo é que nós - portugueses- ficamos a perder milhares também com este boicote.

      Em relação às cores politicas... eu cá sou a-politica. Os maiores "opositores" do governo actual o que fez quando chegou a hora da verdade? Assinou os memorandos, logo assumiu que os cumpre.

      Em relação aos juros de "agiotas" talvez não fosse má ideia informar-se um pouco sobre os verdadeiros juros praticados. Além disso, agora vamos ver que tipo de juros é que eles vão efectivamente ter que pagar caso a Europa não injecte os milhares que eles precisam, não só para pagar os juros como também para conseguirem funcionar devidamente mais uns meses.

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    2. Acho q a questao n sao as férias, é a pu** da conversa do viver acima das suas possibilidades, q de resto tanto andou a ser proclamada por terras lusas (n posso com esse argumento de merda) eu nunca vivi acima das minha possibilidades. O único credito q contrai foi p comprar a casa, q lamentavelmente, n tinha em cash p pagar. Sim, aluguei antes, mas neste pais, n compensa. Não, n comprei casa nova nem com piscinas, nem com condomínios privados, pq estava acima das minhas possibilidades (sem qq problema p quem as tenha, atenção). Trabalho no duro e ate acho q ganho bastante abaixo do q deveria (por comparação com piers) mas ainda assim até admito n ganhar mal, alias p a média portuguesa até ganho bastante bem. N janto fora todas as semana nem nada do género. Viajo, sp q posso. Nunca paguei a crédito.
      As pessoas q conheço vivem da mesma forma. Afinal quem é q andou a viver acima das possibilidades?
      Se calhar foram os banqueiros, cujas "dividas" andamos agora todos a pagar, não será?

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    3. Ana, a Grécia sempre foi insustentável. Chega a um ponto em que não se consegue mais empurrar com a barriga. Não diga que a culpa está nas medidas implementadas nos últimos 5 anos. Isso revela não saber nada da realidade grega.

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    4. Me, My Shit and I a culpa também não é da minha avó que todos os anos trabalhou e "descontou" e no final da vida veio a saber que o patrão tinha ficado com os "descontos" todos e nem tinha forma de comprovar.... quando se diz "andaram a viver acima das possibilidades" referem-se ao país e aos sistemas.

      Por exemplo: Portugal tem mais FP que a maioria dos países Europeus, ou seja, um país com menores proporções precisa de pagar a esses funcionários públicos. Os ordenados que vão para eles são em demasia. Além disso, foram-se dando mordomias (principalmente aos públicos) que não são aceitáveis... depois falamos em derrapagens, em contas mal feitas (ou bem feitas), negociatas com amigos do mercado privado que ficaram ricos e alguns milionários...
      Portugal também levou grandes injecções de capital... não nos esqueçamos que nesses anos, os das "vacas gordas" ninguém perguntava ao Estado porque é que a obra pública tinha ficado 5x mais cara que o orçamentado... ninguém queria saber se haviam 1000 ou 2000 acessores a receber salários acima de 2000€ e 3000€ sem ninguém saber muito bem o que faziam...

      Todos queriam um trabalho (tacho) no Estado, fosse a ganhar muito ou pouco porque era "vitalicio", os bancos empurraram empréstimos a pessoas que mal tinham condições suficientes para pagar e ainda ofereciam férias...

      No privado aconteceram coisas parecidas: as empresas privadas tinham uma enorme facilidade em pedir empréstimos à banca, logo, pediam dinheiro para tudo. Muitos em vez de pegarem nos seus rendimentos e investir nas próprias empresas...pediam empréstimos para investir lá e o que faziam aos lucros? Gastavam-nos...
      Quem não conhece empresários que faziam viagens (de férias, a sítios paradisíacos) para arranjarem despesas para o IRS?


      Foi um festim. Cá e Lá.
      O problema é que quando parou de jorrar o dinheiro... começou tudo a desmoronar.
      (e não vamos falar aqui dos milhares injetados pela Europa que "desapareceram")

      Não, nem todos viveram acima das possibilidades. Mas muitos viviam. O que está a acontecer agora a muitos: perderem casas, carros, empregos, etc., etc.é a vida a estabilizar, é retroceder-se para as verdadeiras possibilidades.

      E, enquanto país, é o que também acontece à Grécia e a Portugal.
      Quem nunca viveu acima da média paga sempre por aquele que andou a esbanjar tudo. Não fui eu, nem "tu" mas o nosso país, como modo de funcionamento, que esbanjou o que tinha para pedir o que não podia pagar.

      E não vem de agora... isto não é o nosso primeiro resgate... nem o da Grécia.

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    5. Também nunca vivi acima das possibilidades. Quando comprei casa, podia ter comprado um bocadinho mais cara, melhor, mas ficava sem qualquer espaço de manobra. E uma pessoa nunca sabe o dia de amanhã. E férias, só dentro das possibilidades, nada de grandes viagens. Mas sempre conheci pessoas que tinham o orçamento semelhante ao meu e viajavam, compraram moradias... claro que se empenhavam à grande. O dia em que algum dos empregos falhou, as prestações começaram a não ser pagas...

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    6. Anónimo (18:32) compreendo o q diz e concordo com boa parte. E é precisamente por isso q essas conversas do "andaram a viver acima das suas possibilidades" me enoja. Isto foi dito inclusive por dirigentes portugueses. Má governação não é sinónimo de "os portugueses andaram a viver acima das duas possibilidades". Governos do PSD e PS andaram a fazer disparates atrás de disparates. Sim temos mtos FP, temos (hoje em dia já n sei bem se é assim, mas pronto). Portugal, o país q tem o ordenado mínimo dos mais baixos, de uns míseros 505 euros, tem também (ironicamente) dos gestores mais bem pagos da Europa (e isto n é no sector publico). Mas depois n há dinheiro p pagar aos funcionários um vencimento digno, gasta-se tudo em iates.
      Creio q a Grécia tb terá tido a sua cota parte deste tipo de circo e palhaçada.
      Era apenas disto q eu falava. Tenho um ódio visceral a essa conversa das possibilidades.

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  13. A questão Picante é que a democracia de uns acaba onde começa a dos outros. Os Grgos votaram e expressaram claramente que querem que os outros continuem a pagar-lhes as despesas. Pois asseguro que os outros países, nomeadamente os do norte da Europa, também irão expressar que dispensam continuar a pagar pelos gregos. E para os leitores que vêm aqui comentar que a picante não percebe nada do assunto, convido-os a argumentarem e a exporem a vossa solução para os problemas da Grécia. É como o PS e a Esquerda constantemente a apregoar que há-de baixar os impostos, baixar o desemprego, etc e tal. Nunca indicam é exatamente como é que o irão fazer.

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  14. Há por aqui muita gente que se esquece que o problema da Grécia não é só a sua dívida. Mesmo que ela fosse perdoada a Grécia precisa de uma injeção de milhares de Euros para funcionar.

    Se a Grécia hoje devesse 0€, amanhã continuava incapaz de auto-sustentar. A Grécia precisa de mais dinheiro, de mais empréstimos.... Não é só a falta de dinheiro para pagar o que devem, é a falta de dinheiro para qualquer coisa.

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    1. Era isso que eu dizia ali em cima. Independentemente de pagar o que deve ou não Grécia vai acabar por ter de pedir dinheiro para as "despesas correntes", se não for ao BCE ou FMI, será a outro país.

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    2. Essa, Anónima, é a grande questão. A Grécia tem necessidade de uma reestruturação profunda.

      Mirone, chega a um ponto em que ninguém empresta nada. Por mais alta que seja a taxa de juro, não havendo qualquer garantia de retorno, não há ninguém disposto a emprestar.

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    3. Claro Picante, por isso quando o dinheiro for mesmo preciso os gregos venderão a alma ao diabo, lá se vai a dignidade que o PM Tsipras quer defender.

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    4. Ou seja, a austeridade que agora recusam cairá de forma ainda mais violenta.

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    5. Mirone, fique descansada quanto a isso. A Grécia não irá pedir dinheiro a mais ninguém. A Grécia sabe que mais país nenhum lhe atura as birras que a Europa lhe atura. Sabe que, se pedisse, as regras seriam para cumprir a sério, não seria para brincar às chantagens.

      Eles queixam-se muito da Europa (tal como a nossa Esquerda), mas estão carecas de saber que só a Europa tem paciência para os aturar, quais paizinhos sempre prontos a mais uma vez dar a mão ao filhinho mimado. Se quisessem mesmo roer a corda, já o tinham feito. Mas sabem que não podem. Mal deles se não fosse a Europa.

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    6. Assim seja, Anónimo, assim seja mesmo. O que me angustia é que os agora "heróis de Atenas" (que é assim que muitos os consideram) tenham com este finca pé deixado o povo grego numa situação mais difícil do que aquela em que o encontraram no início do ano e que tenham recorrido a este "turbo-referendo" para daqui a uns tempos, quando as medidas de austeridade forem ainda mais exigentes com o povo grego, poderem fazer como Pilatos e dali lavarem as suas mãos dizendo "foi o povo que assim quis, quando no referendo votou não".

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    7. Eles sabem que podem fazer chantagem dada a sua posição geoestratégica. Estivessem no fundinho da Europa como nós e a conversa era outra.

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    8. Já noutro post (e aqui tb, creio) se alou sobre os gastos em defesa da Grécia. São dos que afectam mais investimento (talvez em terceiro lugar, lamento a falta de rigor, é o avançado da hora) porém, q propuseram reduzir essa verba, recusaram. Sim, a defesa é mto importante p toda a Europa, é certo, porém (e sim, aqui entra a minha teoria da conspiração, sou mto dada a isto :)) ide ver quem são os maiores fornecedores dos recursos dessa defesa...just saying...

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  15. Picante, este tipo de comentários "O Grego, se puder não pagar, não paga." e "a Grécia sempre foi insustentável." são uma generalização confrangedora e nem parecem seus. Até estava a gostar da discussão.

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    1. Inês foi dada a alguns Gregos a possibilidade de escolherem entre pagar impostos e não pagar...o que é que eles fizeram? Não pagaram. (Por cá seria igual)

      A Grécia tem politicas insustentáveis, depois de saber que eram insustentáveis não fizeram nada para as alterar...

      Desculpe mas a minha interpretação disto também é a mesma da da Picante e irá mudar quando vir que eles mudaram de postura.
      Fala-se da Grécia e das suas medidas como um todo. Claro que há sempre alguém que não merecia passar por isto lá no meio.

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    2. Um país que tem desde sempre um deficit na balança de pagamentos é insustentável, Inês. Seria como se a Inês gastasse todos os meses mais do que aquilo que ganha. E fosse pedir empréstimos para ir rapando o buraco. A prazo isto é insustentável. Não vejo onde é que está a generalização.
      E o Grego é vigarista, sim. Tal como o Português. São povos que estão habituados aos esquemas, ao desenrasca. Na Suécia, por ex, ninguém foge aos impostos. É uma mentalidade completamente diferente.

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  16. Continuo a achar uma generalização e não preciso de explicações condescendentes a explicar como os gregos gastam o dinheiro que não têm. Por acaso sou da área financeira, mas que não fosse. Eu nem sequer defendo a posição do governo ou referendo, mas não gosto de generalizações sobre um povo que conheço e de quem gosto.

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    1. Isso faz tanto sentido...só que não.
      Não se generalizam pessoas, generalizam-se atitudes e governos.

      O facto de simpatizar com alguém provavelmente leva-a a ter uma opinião toldada sobre o assunto. Acontece-nos a todos e nota-se perfeitamente em si nesse comentário. Não tem em linha de conta nada da área (financeira ou não) mas somente uma emoção.

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    2. O facto de ser "um povo que conhece e gosta" não significa que eles não tenham tido medidas governamentais parvas, nomeadamente, profissões isentas de impostos... entre outras "engraçadas".
      A Inês está a confundir tudo e para ter uma conversa sobre a economia não se metem ao barulho "gostos e conhecimentos" (e quando se mete leva a coisas como a corrupção, por exemplo).

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    3. Mas como sabe o que acho e não acho? Que tolice de comentário. Aconselho vivamente a estudar a situação mais a fundo. E ache o que quiser, acusar um povo inteiro seja do que for é uma generalização.

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    4. Sei o que "acha" pelo seu comentário que não elucida ninguém sobre a sua opinião, nem é minimamente baseada em factos mas sim no facto: "mas não goste de generalizações sobre um povo que CONHEÇO e de quem GOSTO".

      Ore sugiro-lhe a si que pesquise e aprenda a pensar separando a razão do coração, que é coisa que não me parece que saiba. Aliás nem sabe isso nem argumentar porque claramente que não sabe o que é economia nem sabe o que é falar das medidas dos governos vs. falar de um povo seus costumes ou cultura.

      Pode ser da área mas olhe que nem parece.

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