sexta-feira, 12 de junho de 2015

Verdades Picantes

Não desrespeitarás a memória dos mortos, por muito que aches tonto alguém escrever para quem já não pode ler.
E muito menos escreverás RIP em páginas de gente viva, isso é só tremendamente parvo, nem sempre vale tudo para fazer rir gente notoriamente tola.
No fundo é somente uma questão de sensibilidade e boa educação...

29 comentários:

  1. Isto tem tudo para ser PN só não sei onde!

    ResponderEliminar
  2. Querida Mais Picante,
    Os epitáfios não perdem a validade por não serem lidos pelos mortos. Diria mesmo que são mensagens significantes e significativas, para quem as escreve e para quem as lê. Espécie de homenagem tumular. E nem Fernando Pessoa escapou a escrevê-los: "Jaz aqui, na pequena praia extrema, O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro, O mar é o mesmo: já ninguém o tema! Atlas, mostra alto o mundo no seu hombro." Tivesse Bartolomeu Dias facebook e lá poderíamos colocar "gostos".
    Enfim, não é difícil dizer mal do que os outros fazem e é fácil fazer pior do que eles.
    Um beijo,
    Outro Ente.
    Outro Ente.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cada qual chora os mortos como terá de chorar. As mensagens são sempre para os vivos.
      A mim fazem confusão as carpideiras e nem por isso me ponho lá a cantar só porque aborrece o chorar. Enfim...
      (abraço)

      Eliminar
  3. Pipocante Irrelevante Delirante12 de junho de 2015 às 13:46

    Para um desgraçado sem facebook

    Isto tem algo a ver com o falecimento de um actor homónimo de um deputado?

    ResponderEliminar
  4. Ai, ai, tão distraidinha que a menina anda. Não são Verdades Picantes, são Mandamentos Picantes, tá?
    De nada

    ResponderEliminar
  5. Podes tirar a gaja da Amadora, mas nunca tiras a Amadora da gaja.
    Essa criatura é a coisa mais brega da blogosfera.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Amadora ou Alcabideche, vai dar ao mesmo!

      Eliminar
  6. Olá Picante!
    Sou uma nova seguidora, daquelas que veio com a publicidade da outra pipoca.
    Por norma, a parte que mais me diverte nos blogs pipocanianos e afins é a dos comentários.
    Também não conhecia o blog da maça, fiquei a conhecer na mesma altura, mas não tem interesse nenhum. Está fechado a comentários!
    No teu blog já não posso dizer o mesmo. Os posts são mesmo "top"!
    Parabéns pela clareza e não percas a genuinidade.

    ResponderEliminar
  7. Anónimo, não vou publicar, ok?
    (há imensos blogs dentro desse género, aquele nem é dos piorzinhos)

    ResponderEliminar
  8. E agora? Que argumentos pró-"férias de apenas 1 mês para os putos" vai agora magicar só para contrariar a rapariga?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nenhum. Não concordo com essa ideia peregrina.
      (mas, a bem dizer, a verdade é que já há muitas crianças que só não vão à escola em Agosto. Nas restantes interrupções lectivas ficam nas CAF e ATL's)

      Eliminar
    2. Francamente, Picante! Então não se vê mesmo que fazer um post sobre a necessidade de respeitar quer a memória dos mortos quer quem cá fica é apenas para contrariar a rapariga, que ela até está coberta de razão por achar hilariante gozar com a morte de alguém no mural de uma pessoa viva (mas ir ao FB do morto é que não, onde já se viu)? Já parava de implicar com a pequena, tão sensata e educada que ela é, não acha?

      Eliminar
    3. Pipocante Irrelevante Delirante13 de junho de 2015 às 23:32

      Li um bocado daquele texto xungoso (ia dizer mer__$o, mas era capaz de ser censurado), e aquilo não tem ponta por onde pegar. E falo, eu que cresci nas pracetas, a jogar à bola até às 23h (obrigado Cavaco), e brincar com carrinhos em pistas de giz. E que não acho que devemos trancar as crianças em casa com medo do pedófilo que se esconde atrás da esquina.
      Mas isso é bom numa rua como aquela onde morava, onde havia sempre senhoras à janela a ver o que se passava (naquela altura muitas das mulheres não trabalhavam), em que havia uma sociedade em que uns olhavam pelos outros. Eu tinha 3 meses de férias, e quando os meus pais não me queriam "aturar" despachavam-me para os avós, onde a liberdade (e segurança) era ainda maior. Eu não faria o mesmo ao meu filho; simplesmente porque as condições não o permitem.
      Que hei-de fazer se só tenho um mês de férias? Levá-lo comigo? Posso mandá-lo para os avós, mas não por 2 meses... brincar na rua como, deixo-o a correr para cá e para lá enquanto vou trabalhar? Essa coisa de interpretar a vida como nós queríamos que fosse, ou como é para nós, é muito bonita, mas não é realizável.
      (claro que não concordo com o mês de férias... mas PERCEBO!! A senhora que escreveu aquilo, gosta de dizer que se coloca no lugar dos outros e sente as suas dores, mas afinal só às vezes)

      Eliminar
    4. Pipocante, a senhora que escreveu aquilo tem a mãe que lhe faz a papinha toda. Não precisa de se preocupar porque a mãe mora a uns metros. E tem por lá outros familiares chegados também. Não tivesse ela a ajuda de tantos e queria ver se falava assim.

      Eliminar
    5. Eu concordo com 1 mês de férias em Agosto. Talvez por ter vivido muitos anos com esse sistema? Passo a explicar: todos nós enquanto estudantes adoramos os 3 meses de férias mas todos se lembrarão certamente de como se sentiam fartos das férias após uns dias [eu sentia, talvez porque os meus pais não me mandassem para resorts XPTO ou para acampamentos de verão? Quiçá]. Mas continuando, facto é que vivi muitos anos só com 1 mês (e 1 semana) de férias de verão. Oh que tristeza! Só que não... chegava ao outubro/novembro, altura em que o cansaço nos alunos portugueses se torna óbvio e eu tinha mais uma semana de férias (ó que pena!); depois chegava o natal e tinha mais 1 ou 2 semanas de férias. E aqui as mesmas coincidiam com a dos meus primos e amigos e era uma grande alegria vir a Portugal. Lá para Fevereiro nós tinhamos as chamadas "férias da neve" que eram precisamente utilizadas para ir fazer esqui e afins e tornar a desanuviar da escola, entretanto tínhamos as férias da Páscoa (como cá), seguindo-se as de verão (só que aqui eles gozavam tudo junto, enquanto nós gozávamos ao longo de todo o ano).

      Lembro-me dos meus primos acharem que nós estávamos sempre de férias e acabava por ser verdade, eu também sentia que sim, que tinha muitas férias. Quando vim para Portugal a adaptação não foi das mais fáceis, claro que os 3 meses do verão sabem bem mas são irrealistas para as crianças de hoje (apesar de que, sinceramente, sempre as achei secantes), MAS (e este é o mais importante de tudo) a meu ver o melhor para as crianças é ter estas férias separadas, repartidas. As férias como eu as tive enquanto crescia permitiram-me nunca andar muito stressada ou cansada das aulas, eram uma boa forma de "recarregar baterias" e esquecer trabalhos e afins.
      Quando regressei a adaptação não foi muito fácil e deveu-se muito a pormenores como esses. Chegando ao secundário há um "despejar" matéria que só visto, trabalhos em cima de trabalhos, matéria que tem que ser dada por causa dos exames (mesmo que os professores não tenham tempo nenhum para a explicar) e alunos que se têm que preparar para os mesmos à força toda. Aqueles 3 meses que se seguem a esse stress, seriam a meu ver mais bem aplicados se fossem repartidos ao longo do ano e permitissem aos alunos ter mais tempo livre e disponível para estudar e para ser crianças/adolescentes.

      Eliminar
    6. Anónima, aqui em Portugal não me parece que faça grande sentido haver semanas "brancas", já que não há neve. Em Andorra, por exemplo, o ski faz parte do desporto curricular. França e Itália têm variadíssimas estâncias de ski, já nós temos praia e sol.
      Eu não concordo com a ideia de 1 mês de férias. Acho os programas escolares demasiado exigentes e desmotivadores. Acho que não ensinam a pensar e raciocinar. Eu costumo usar as férias para tentar colmatar o que a escola não dá, quer em termos de arte, quer com ateliers vários.
      Mas obviamente que percebo a dificuldade de uma série de pais que não tendo ajuda, se veem a braços com três meses de férias no Verão, já para não falar de Natal e Páscoa. Conheço imensas crianças qie vão para a escola o ano inrteiro porque os pais não têm mesmo outra possibilidade senão utilizar as CAF (são trinta euros por mês, contra cento e qualquer coisa por semana de qualquer atelier mais interessante...).
      Isto de fazer textos a puxar ao sentimento fácil é muito bonito. Acontece que a vida é como é e a maior parte das pessoas têm de trabalhar onze meses por ano.. Conheço quem tire parte das férias desfasadas das do marido, só para que as crianças não fiquem tanto tempo na escola. Não é fácil...

      Eliminar
    7. Pipocante Irrelevante Delirante15 de junho de 2015 às 09:27

      Claro que é fácil.
      Basta pensar positivo

      Eliminar
    8. Além disso, férias grandes em Agosto obrigaria os pais a tirar férias também em Agosto (pois em Julho, por exemplo, os meninos ainda têm aulas). Pessoalmente detesto férias em Agosto, há muita confusão e os preços altos que cobram não chegam para a fraca qualidade dos serviços prestados devido à confusão (não justifica estar quase uma hora à espera de mesa num restaurante e quase outra para que nos sirvam). Eu prefiro férias em Julho ou no início de Setembro.
      O problema da ocupação das crianças vai colocar-se sempre, sejam as férias concentradas no verão ou distribuídas ao longo do ano, na medida em que por regra os pais têm 22 dias de férias. Entre Carnaval, Páscoa e Verão, sobram férias aos meninos e faltam férias aos pais, haverá sempre que as deixar em ATL, com familiares ou outros.

      Eliminar
    9. Claro que as semanas brancas não fazem sentido no nosso país para o ski (esqui? desculpe-me o lapso mas não sei qual a forma mais correcta), no entanto, a meu ver a questão não é a obrigação de ir para a neve mas antes o facto de ser possível ter férias mais espaçadas. Para mim faz mais sentido enquanto pessoa que assim cresceu e enquanto mãe agora.
      Sei que no nosso país as coisas não são fáceis, não há grandes apoios ou ofertas (o que também depende das escolas mas as que são boas são raras, principalmente no sistema público) e que cabe muitas vezes aos pais colmatar as mesmas, só que acho que isso não é justificação para manter os 3 meses. Por outro lado, no país onde cresci também não havia CAF nem afins para nos meter, era o dever dos nossos pais arranjarem quem ficasse connosco ou coisas para fazermos (até porque é um país onde, se alguém deixasse os filhos sozinhos em casa, ficava sem os filhos em 3 tempos).
      Não é querer invocar sentimento, aliás acho que na realidade as pessoas estão a invocar o sentimento é para justificar a opção de 3 meses de interrupção seguidos por ter sido a sua experiência e recordam a mesma com grande saudosismo. Por exemplo, os meus pais também recordam com muita saudade esses 3 meses de férias que tinham, 3 meses sem fazer nada, andar pelas aldeias, jogar à bola, brincar na relva, no entanto, reconhecem que o sistema no qual eu estive inserida era melhor para nós (crianças na altura) do que o deles. Isto não impede que sejamos saudosistas e que achemos que foi tudo maravilhoso agora olhando para trás.
      Mas para mim não faz sentido esses 3 meses. Talvez porque tive ambas as experiências e pessoalmente vejo muito mais vantagens no outro sistema em comparação com este. E, em relação às crianças que acabam por estar na escola o ano inteiro, isso não muda em nada a sua vida, no entanto, em relação à quantidade absurda de matéria que os professores têm para dar é precisamente aí que acho que está o beneficio para as crianças, é uma "pausa" do despejar matéria a que estão sujeitas constantemente, uma oportunidade para parar uns momentos e absorver o que já foi dado, refletir e relaxar um pouco. Por outro lado, acho que essa também não deveria ser a desculpa, pois o facto de os programas serem parvos e irrealistas (para não dizer pior) não vai ser "curado" nem com os 3 meses de férias ou com as férias mais espaçadas...
      Em relação aos workshops e ateliers e afins nada impede que continuem a fazer. Aliás acho que até se torna mais fácil e simples de os ir inserindo ao longo do ano, consoante as vontades e necessidades das crianças sem também os sobrecarregar.

      Nesse aspecto temos uma visão muito diferente da vida.

      Eliminar
    10. Sinceramente? Já que eles têm de ser ocupados, prefiro que o sejam com bom tempo, o leque das coisas que podem fazer é muito maior, que com mau tempo. Eventualmente as aulas poderiam começar mais cedo, de modo a haver uma interrupção a meio do primeiro período, assim como no Carnaval poderia haver uma semana inteira de férias. De resto não vejo mais valia nenhuma em restringir as férias grandes a Agosto, só inconvenientes, que as coisas são mais caras e confusas.
      Acresce que os professores usam Julho e Setembro para preparar o ano lectivo e fazer toda a carga de trabalho burocrático que o ministério inventou.

      Eliminar
    11. Tão aborrecido ter que esperar 1 hora no restaurante para ser servido, não é? Já não basta não me apetecer cozinhar em casa e ainda tenho que esperar que me sirvam no restaurante! Só aborrecimentos esta minha vida, é o que é...

      Eliminar
    12. A questão não é ser aborrecido ou deixar de ser. Tem a ver com a relação preço/qualidade. Acho que um restaurante com a cozinha em colapso, que não consegue satisfazer os pedidos que tem num tempo razoável (porque não tem pessoal ou meios para o fazer, não estamos a falar de pratos complexos, estamos a falar de grelhados e saladas), não presta um serviço à altura do preço que quer cobrar.
      Talvez tenha razão, anónimo, talvez seja melhor ficarmos todos fechados em casa e deixarmos de ir a restaurantes de uma vez por todas. Aliás, estou a pensar seriamente em tornar-me auto-suficiente, cultivarei os meus vegetais e criarei animais para consumo doméstico. Vou mudar-me para o campo, construirei uma casa de adobe, prescindirei da electricidade e demais confortos da vida moderna, viverei da permacultura. Acabarei de vez com as trocas comerciais e verei a economia florescer.
      Onde é que já se viu, ir a restaurantes onde cozinham nos servem?

      Eliminar
  9. É engraçado que eu, estando em França há poucos anos, tenho uma visão diferente. :) Não estudei cá mas sim em Portugal (com os famosos 3 meses de férias) e tenho um marido que frequentou tanto o ensino francês como o português. Pessoalmente não posso falar da minha experiência por cá uma vez que não a tive, mas observo como as coisas funcionam agora que dou explicações a adolescentes, Sou sincera: passo o tempo a dizer "Estes miúdos passam o tempo todo de férias!". Acho que em média, por cada seis semanas de aulas, tem férias (geralmente duas semanas). E lá está, não sinto que isso ajude na escola, muito pelo contrário. Quando após as férias, retomam as explicações, a conversa é basicamente esta "Daqui a X semanas estamos novamente de férias!" e fico sempre com a sensação que quando finalmente começam a ganhar ritmo de estudo....chegam novamente as férias, e eles esvaziam o cérebro novamente.
    Além disso, por exemplo no meu caso as explicações já acabaram e ainda só estamos a meio de Junho. As aulas ainda existem mas nalguns casos já se sabe que os professores já reuniram para dar as notas e que a partir daqui as aulas "pouco contam". Conheço muitos pais que tiram os filhos da escola ainda em período de aulas e vão de férias porque efectivamente as notas já estão decididas mesmo que só sejam comunicadas mais tarde. Sem contar com os próprios professores que metem férias mais cedo e também eles deixam de aparecer na escola ainda em período oficial de férias. Ou seja as férias de Verão não são só Agosto e, embora não oficialmente, começam mais cedo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sou a anónima que falou da experiência: a minha realidade foi na Suiça e foi bem diferente do que relata. Aliás "ai" do pai que não apresentasse uma boa explicação para os filhos não estarem na escola. E se um professor fizesse o que relatou era demitido na hora - aliás os professores que não explicassem bem a matéria e tivessem um determinado numero de alunos com negativas ou notas baixas era de imediato chamado "à pedra" e, ou ficava bem claro que ele tinha feito o seu melhor e não era culpa dele, ou era demitido.

      Por exemplo, os meus pais certo ano decidiram que era giro passar mais uma semana em Portugal e que uma semana não perdia nada... perderam eles o sono durante uns bons meses e valeu-lhes o meu professor de lá que os ajudou porque estiveram sujeitos a perder a minha guarda e a do meu irmão [Já esse professor colocou o lugar dele em risco e explicou aos meus pais que o fazia por compreender o lado deles mas que ninguém poderia saber senão ele seria colocado no olho da rua].
      Os meus pais foram considerados negligentes e maus pais... calhou que o professor, que sabia do que se passava, os contactou e antes de saírem de Portugal já iam com um atestado médico falso (porque cá feliz ou infelizmente sempre haverá esses facilitismos). E mesmo assim andaram a ter reuniões infinitas com quem de direito, que eram obrigados a avisar a escola com antecedência, que deveriam programar a ida para lá com tempo suficiente para uma criança se refazer da viagem, que não tinha jeito nenhum planearem uma viagem daquelas de véspera, etc. Durante mais de meio ano existiram visitas inesperadas para ver as condições da casa, higiene e para verem como éramos tratados...E (segundo o que o meu professor disse aos meus pais) as coisas só não foram piores porque eu tive boas notas no final do período.

      Acho que, apesar de falarmos de sistemas que funcionam de forma idêntica o verdadeiro modo de funcionamento é completamente distinto. São mentalidades quase opostas.

      Mesmo em relação do que fala de iniciar o trabalho e não entrar no ritmo, foi algo que nunca senti.
      Em comparação a Portugal o que via (e vejo) é que os miúdos já dão para as coisas muito antes das aulas terminarem porque andam exaustos (e as aulas de 90 minutos seguidos também não ajudam...).
      Acho que podemos comparar bem a real eficácia de cada sistema bastando comparar os resultados PISA [resultados 2012: Suiça (9º lugar); França (25º lugar); Portugal (31º lugar)]

      Eu adoro o nosso país (não sou daquelas pessoas que acha que lá é que era bom e que Portugal não presta, bem pelo contrário, adorei lá estar vim porque me obrigaram mas adoro e sempre adorei este país) mas se há coisa que não me importava nada era de poder dar ao meu filho a experiência do sistema educativo suíço (ou um dos de topo da Europa). Infelizmente o nosso governo anda mais ocupado a imitar o alemão (que ainda está muito aquém dos melhores).

      Eliminar
    2. Desculpe, foi erro meu que associei imediatamente a França. :)

      Bom, eu tive um pai que se visse uma qualquer falta não justificada na minha caderneta fazia questão de ver qual tinha sido a aula, qual o dia e qual o horário para me exigir uma explicação. Os pais também têm um papel importante no ensino.

      Em relação aos professores, aqui já apanhei miúdos com um professor que todos os anos mete baixa durante o mês de Dezembro. Não sei que planos têm este senhor sempre neste mês mas já toda a gente sabe que durante aquele mês não aulas daquela disciplina. Ou apercebo-me que por vezes são raras as semanas em que não dizem "esta semana o professor de matemática/história/francês/qualquer um...vai faltar!". É ridícula a forma como os professores faltam e por isso mesmo já ouvi pais dizer "Claro que vamos de férias mais cedo e os miúdos faltam às últimas aulas. E a escola que se atreva a dizer alguma coisa depois de tantos professores passarem o ano a faltar!". A mim faz-me confusão ambas as atitudes.

      E eu sou do tempo (que lindo dizer isto....) em que as aulas não eram de 90 minutos em Portugal. O meu irmão apanhou essa mudança e a mim nunca me convenceu. Já era difícil estar atenta em aulas de 1h quanto mais se fossem de 1h30. :S

      Confesso que não sendo fã do tipo de ensino em Portugal por obviamente achar que tem muito por onde melhorar, não posso afirmar que aqui se faça melhor. É um sistema diferente (que nalgumas coisas é notoriamente melhor e noutras notoriamente pior para mim), mas também com coisas a melhorar. :)

      Eliminar
  10. Ps: deixo o link para o top 10 do estudo (como Ásia está demasiado longe para mim, contentava-me com o sistema educativo de Liechtenstein, da Suiça ou da Holanda... pouco abaixo encontra-se a Finlândia...)
    http://i.guim.co.uk/static/w-620/h--/q-95/sys-images/Guardian/Pix/pictures/2013/12/5/1386247835419/Pisa-full-results-graphic-008.jpg

    Há uns anitos a Irlanda aparecia mais perto do top e a Alemanha já esteve pior (não gosto do sistema alemão porque o mesmo não deixa os alunos escolher a área que querem, são segregados demasiado cedo, pelas notas que apresentam e não por gosto ou vocação)

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.