terça-feira, 16 de junho de 2015

Das pequenas grandes coisas

E agora levo-te a experimentar uma nova ginástica e tu vais, contrariada, que adoravas a tua classe e treinadoras. E depois aquilo até é giro e passas a semana inteira a rezar para que te aceitem. E quando entras treinas o dobro do tempo e adoras cada minuto, só te afliges quando te apercebes que aquilo é para competir, em frente a uma multidão. E competes e apanhas o bichinho. E depois eu vejo-te feliz, cada vez mais segura e confiante, percebes que com esforço e muito trabalho tudo se consegue. E tu tens menos tempo para brincar e estudar mas tornas-te mais organizada e as tuas notas nunca foram tão boas. E um dia vejo-te lavada em lágrimas, que ainda não estavas pronta para aquele novo esquema de trave. E depois pedes-me uma trave, de presente de aniversário, que tens mesmo de treinar. E chego mais tarde ao ginásio, aproveitaste o tempo para treinar com as crescidas, vejo-te dar uma corrida, aterrar de cabeça, levantar, correr de novo e aterrar em pé, depois de fazer uma roda sem mãos. E depois foste a correr dizer à treinadora das que fazem duplo mortal empranchado, mas ela já sabia, que ali tudo se festeja. E vais para casa feliz, olhos brilhantes desta nova proeza, ávida da próxima, e está tudo muito bem.

37 comentários:

  1. Lançar novos desafios é sempre importante. Faz-nos crescer e querer crescer ainda mais.

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  2. Eu fiz ginástica acrobática de competição durante muitos anos. É muito difícil explicar o que sentimos cada vez que actuamos e cada vez que ganhamos um prémio. É muito bom mesmo. :)

    http://entreosmeusdias.blogspot.pt

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  3. Também fui ginasta até aos 14. Julgo que o que mais gostava na ginástica era a facilidade com que o meu corpo respondia aos exercícios, a liberdade de voar no tapete, e sobretudo a sensação de imortalidade que temos quando voamos e caímos de pé, como os super heróis.
    Uma trave no aniversário deve ser de ir ao céu e voltar!
    Go girl.

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    1. Uma trave tem três metros. Não lhe vou comprar uma trave.
      (também já me pediu um colchão de quedas...)

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  4. Deve ser mm bom ve-los orgulhosos dos seus feitos :) imagino q seja o q nós sentimos qd é connosco, mas elevado p aí ao cubo ;)

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  5. Pipocante Irrelevante Delirante16 de junho de 2015 às 10:46

    Que texto tão lamechas ;)

    Não me digam que também houve uma inundação na blogosfera e os ursos andam por aqui à solta

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    1. Não há necessidade de achincalhar, uma pessoa tem sentimentos, caramba!...

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  6. Acho que não haverá maior prenda para uma mãe que o orgulho que sente dos seus filhos. Impossível não sorrir :)

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  7. Qual a diferença entre este texto e os das mães-perfeitas que têm filhos-perfeitos?

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  8. Ou eu nao compreendi o texto ...ou é tudo igual ao litro !!!

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  9. Também gosto deste lado menos sarcástico. Dê-lhe a trave com um bonito laço da cor preferida dela, a miúda merece!!

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    1. A trave? Vós sois muito engraçados...

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    2. Quem dá a trave dá o pavilhão gimnodesportivo.

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    3. Talvez me mude para o GCP. Faço a sala de um dos ginásios, casas de banho já há, serviço de caterimg também....

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  10. Boa :D desde que ela se divirta e se sinta feliz vale a pena...

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  11. Gostava de saber a tua opinião pelo que escrevi, sinceramente :)

    Estarei assim tão equivocada?

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    1. Desculpe Catarina. Este post é sobre coisas bonitas...

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    2. LOL onde poderei por aquele post para que ele veja a luz do dia?

      Ou quererá essa resposta dizer que não concorda/não está interessada no comentário?

      Muito me admira :)

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    3. Catarina, não vou comentar o conteúdo mas sempre lhe vou adiantando que o tom não é dos mais simpáticos, pelo que não deveria estranhar muito ter sido apagado.
      E não me interessa aprovar aqui aquilo que outros rejeitam, lá nos seus sítios, ainda para mais quando os comentários não têm nada que ver com o que escrevi. Muito particularmente não quero essa conversa neste post específico.

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    4. Este post específico que faz de si uma mummy-blogger? É isso que quer dizer?

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  12. Ah sei... Está a ficar igual a elas. Pode critica-las com o tom que quiser (regra geral através de indirectas), mas se forem os seus leitores a critica-las (sem porem mascaras a frente), sai em defesa delas.

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    1. Não defendi rigorosamente ninguém. Mas no meu blog é como eu quero. E eu não quero aqui comentários sobre outras bloggers.

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  13. Pipocante Irrelevante Delirante16 de junho de 2015 às 22:21

    Ainda havemos de ver a Picante e a Mini-Picante a terminarem a sua primeira meia maratona juntas, de lagrima no olho e mão dada, numa prova de superação pessoal, e bolsas macthy-matchy.

    (pronto, é a última)

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    1. Ahahahaha
      Tenho um joelho mau. Acho que estou livre desse martírio...

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  14. Olhe o cruzamento de dados Picante! Depois chore e grite e esperneie ...ai Jesus não sou eu, juro que não sou eu. Mas a menina não era mais esperta quando começou isto????

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  15. Como ex-atleta de alta competição, irei desencorajar veementemente as minhas filhas de fazerem um desporto de competição (talvez um colectivo que são por regra menos exigentes). Sim, sim, aprende-se a ser muito regrado e muito esforçado, mas perdem-se um monte de outras coisas tão ou mais importantes e que são impossíveis de recuperar. Faz sentido uma criança fazer um desporto como se fosse um emprego? Acho que não, especialmente quando não tem bem noção da opção que está a fazer.

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    1. Vamos lá a ver. A minha filha treina quatro vezes por semana, três treinos de duas horas e um treino de três horas. Quando preciso de a castigar, por alguma razão, não a deixo ir à ginástica. Há vários meses que não tenho de a castigar. Ela faz competição porque quer. E se há coisa de que estou certa é que a competição está a fazer dela um ser humano maos completo e feliz. Quando estiver infeliz sai. Sem problemas.

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    2. Treinei Ginástica ritmica como federada durante 11 anos e hoje com 25 anos, sei que o anonimo tem razao. Entrei na ginastica mt pequena por isso fui crescendo e tornou se normal Para mim ir todos os dias Para o treino, era a minha rotina desde que me lembro de ser gente. Hoje, anos depois de ter desistido, apercebo-me que enquanto os meus amigos estavam em cafes e a dormir em casa uns dos outros, andava eu a viajar aos fins de semana e nos treinos. Na altura era feliz, alias, nao conhecia outra realidade que nao fosse aquela, a da adrenalina da alta competiçao e todas as decisoes que tomava (ex: nao ia a uma sexta a noite a lado nenhum pq sabado de manha ou tinha treino, ou prova, ou viagen) eram super naturais. Nc pensei q estivesse a abdicar de nada e era realmente feliz. Hoje em dia, olhando para tras, não é bem assim... Perdi muitas coisas e muitas historias caricatas q hoje os meus amigos contam e eu nao estava la...

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    3. Sara, tudo na vida implica fazer escolhas. A Sara perdeu muitas saídas, ganhou muitas outras.Também tem muitas histórias para contar, provavelmente algumas são bem mais interessantes que saídas à noite.
      Eu tinha uma criança insegura e tímida em casa, com medo de se expor, que desistia à primeira dificuldade. Hoje em dia ela acredita que desde que tente consegue, ainda que tenha de tentar quinhentas e trinta e quatro vezes antes de conseguir. E isto notou-se nos estudos, o que antes lhe metia medo, hoje é apenas um desafio.
      A minha filha adora ginástica artística. Sai dos treinos e continua a praticar em casa. Se há coisa que eu sei é que ela é uma criança profundamente feliz. Ainda que tenha menos tempo para brincar. No dia em que isto se tornar um sacrifício ela sairá da competição, estou convencida de que não tenho uma atleta olímpica em casa... (e nem é isso que quero, a bem dizer)

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