segunda-feira, 18 de maio de 2015

E tu, Picante? Não parabenizas os do outro lado da segunda circular?

Hum... Não. Na verdade estou-me nas tintas. Gente que nem festejar as vitórias sabe, não me merece o mínimo respeito.

(Além de que estou aqui preocupada e com o coração pequenino, ontem deitei uma filha muito nervosa apesar de dominar a matéria toda, nunca a tinha visto assim nervosa, por mais que uma pessoa descomplique há quem insista em fazer disto um bicho de sete cabeças, o nível de exigência dos conteúdos programáticos é perfeitamente cretino)

53 comentários:

  1. 4º ano ? Os programas são um absurdo!
    Então o de matemática não tem explicação...para crianças de 9 anos.
    E os professores em vez de desmistificarem os exames ainda fazem mais pressão.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os programas são de uma estupidez sem precedentes. Despeja-se matéria à bruta, os miúdos estudam como se já tivessem doze ou treze anos e não aprendem a raciocinar. Mas também... quem é que precisa de aprender a pensar? Não interessa, não é?
      Onde já se viu? Operações de fracções com denominadores diferentes no 4º ano?

      Eliminar
    2. Para além do grau de dificuldade do programa, quer me parecer que os professores do ensino primário não estão habilitados para leccionar estes conteúdos que por vezes são bem complexos.
      Depois, ao incrementar a dificuldade, aqueles alunos que não conseguem acompanhar, frustrados, desistem da matemática logo no 3º ou 4º ano, fazendo da matemática um "bicho de sete cabecas".
      Não me parece que este seja o caminho. Os programas são enormes e não há tempo para fazer a consolidação das matérias.
      Estes programas são feitos para alunos de excelência com queda natural para a matemática. Os outros que se lixem...
      É uma pena.

      Eliminar
    3. Picante, se visse o programa de 2º ano, desfalecia (sim...agravou-se de há 2 anos para cá).
      Como diz, ensinar as crianças a pensar não interessa de todo!
      Só os melhores progridem...e a que custo!

      Não sou professora de 1º ciclo, mas reconheço nos meus colegas um espírito de sacrifício e entrega verdadeiramente extraordinários.
      Aqueles que conheço, procuram desmistificar a questão do exame...mas, o que é certo é que este vale 30% da nota final e todos sabemos a pressão exercida sobre nós, quando a avaliação externa não corresponde à interna.
      Como disse ali abaixo, espero que a piquena tenha sorrido tanto como os meninos que vigiei :)

      Eliminar
    4. P.S: ao anónimo respondo que os colegas têm que estudar e de que maneira para lecionarem o que este ministério lhes impinge.
      No meio de tantos, é claro que os deve haver menos preparados.

      Eliminar
    5. Parece que era fácil, pelo menos as crianças com quem falei estavam todas contentes. Os professores desmistificam mas a verdade é que esta história do só traz a caneta, não pode ir à casa de banho, não pode sair, tira as coisas das paredes e tudo o resto fá-los perceber que não é um teste como os outros. Havia miúdos enervadíssimos.

      Eu tenho o maior respeito pelos professores, todos em geral, 1º ciclo em particular. Aturam má criações de alunos, de pais, explicam o quase impossível de ser explicado a turmas sobre-lotadas e ainda levam com os néscios do ministério de educação. Sinceramente...

      Eliminar
    6. Tadinhos!
      Mas olhe que fiquei admirada.
      A maior parte dos miúdos de 6º e 9ºs anos entram bem mais nervosos.

      (tive 2 que tiveram que sair para ir ao wc e numa sala ao lado uma pequenita vomitou)

      Eliminar
    7. Dá dó. E não há a menor necessidade disso. Se não poderiam fazer uma prova normal...

      Eliminar
  2. É uma estupidez o que o nosso governo tem feito no sistema educativo! O problema é que nem sequer se baseiam nos conhecimentos de pedagogia actuais...!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tem toda a razão, não sei quem são os iluminados que definem as metas curriculares mas gostava de saber, só para lhes dizer duas ou três coisinhas. Às tantas nem eles sabem resolver aquilo que exigem às nossas crianças.
      (e sim, a cor partidária é indiferente, a porcaria é toda a mesma)

      Eliminar
    2. São professores convidados responsáveis pelas cadeiras de ensino da matemática nas faculdades. Nunca deram aulas ao ensino básico. Não fazem a mínima ideia de como é e um aluno de 12 anos é uma entidade abstracta. Tipo um alien. Nunca contactaram profissionalmente com nenhum. São esses iluminados. Catedráticos alguns hã! Por isso vamos ter tento na língua que é gente muito capaz...

      Eliminar
    3. Pah. Puta que os pariu. Espero que tenham filhos muito burros. E hiperactivos. E com défice de concentração. Puta que os pariu, é o que te digo.

      Eliminar
  3. Ps: Quando digo "governo" refiro-me a estes e aos últimos que por lá têm passado, é tudo a contribuir para a degradação do sistema.

    ResponderEliminar
  4. Desde que a matéria ande a ser estudada ao longo do ano e se tenha tudo em dia, não há que complicar, mas muitas vezes são os próprios pais que complicam. Tudo para provar ao mundo que inventaram filhos mais esperto do que os outros. E que sofrem muito por eles.
    ps.: não estou a falar de ti, que não te conheço, falo sim de quem sei.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não vejo professores a complicar. Mas os professores têm de dar a matéria, não há grande volta a dar. E vejo poucos pais a pôr muita pressão, embora seja verdade que também os há. Cada vez tenho maior respeito pelos professores.
      Agora deixe que lhe diga que se acha as metas curriculares normais das duas uma, ou é um génio com filhos génios ou não as conhece ao pormenor.

      Eliminar
    2. Ao longo do ano?! As matérias são tantas que 1 ou 2 semana antes dos exames ainda aprendem novos conteúdos. Um absurdo.

      Eliminar
    3. Aquilo a que me referi está tão distante do que compreendeu (pela resposta dada) que demoraria imenso a explicar. E estou sem tempo.

      Eliminar
    4. Eu compreendi que são os pais que exigem demais aos filhos. Neste caso não são.
      (mas claro que também os há, isso nem está em questão)

      Eliminar
  5. Respostas
    1. E correu, obrigada.
      (O problema não era o não saber que ela sabia...)

      Eliminar
  6. Picante, vou repetir mais ou menos o que já disse no espaço da sua amiga palmier. O povo festeja assim, as elites é que festejam sem barulho, sem casos e sem violência, falam docemente e os adeptos são um exemplo de bom comportamento.Saudações Benfiquistas e Olé :)
    Boa sorte para a sua menina.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ahahahahahahahah
      Agora esteve bem, claro que esteve. Sim, que no meu clube nunca há desacatos e quando há a culpa é sempre dos outros.
      ahahahahahahahah

      (obrigada, correu bem)

      Eliminar
    2. "O povo festeja assim," isso é mentira, eu sou do povo (só não sou a princesa!) e não festejo, valha-me Deuzinho! O FCP nem quando lhes desligaram a luz e ligaram a água partiram os wc do estádio, como fizeram em Guimarães. Nem nunca há batalha campal nos Aliados!
      Aquilo não é "povo" é mesmo selvajaria! Lamento, e diria o mesmo fosse o FCP, O SCP, ou o Moreirense (ou outro)! Não são todos, claro, mas os que o fizeram são selvagens mesmo! Parabéns pelo campeonato, para não acharem que é azia!

      Eliminar
    3. Não fui eu que fiz o comentário, mas isso do "povo" foi mais irónico e uma provocaçãozinha... claro que independentemente do clube - e sou benfiquista - o que se passou ontem com alguns adeptos foi mesmo selvajaria

      Eliminar
  7. Claro que não iria em circunstância alguma parabenizar os seus adversários. É suficientemente mesquinha para tal. Os desacatos são só o pretexto para vir para aqui destilar o seu já habitual veneno. Nada de novo, portanto.

    ResponderEliminar
  8. Oh... Meia dúzia de parvalhões só não estragam uma festa se não quiserem. E aquilo aconteceu com o Benfica como poderia ter acontecido com outro clube qualquer, sejamos realistas. Para tudo se descontrolar numa multidão é um riscar de fósforo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora... Isto sou eu aqui a falar. Achas que poderia deixar escapar uma ocasião de ferroar? Claro que não.

      Eliminar
  9. Deixe lá Picante, um dia, quando o Sporting for campeão, vai ter oportunidade de observar que em todos os clubes, existem todo o tipo de adeptos. Como em tudo, uns sabem festejar, outros não. Também é verdade que já ninguém vai vir cá recordá-la deste seu post, muitos de nós já teremos falecido e a Picante talvez já não tenha o blog...(piscadela de olho)

    (Quanto à sua criança, vai correr tudo bem)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Credo, Cláudia... Nem daqui a dezoito anos? É isso que está a agoirar?

      (correu bem sim senhora, obrigada)

      Eliminar
  10. Argumentar com a actuação de meia dúzia de arruaceiros para não ter a humildade de dar os parabéns ao clube rival é atitude própria de... de... qual é que é mesmo a palavra que costuma usar quando quer insultar alguém, fazendo-se passar por pessoa muito erudita?... err... néscios. É isso: é atitude própria de néscios.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não perceber a ironia de uma provocação óbvia também é coisa de néscio.

      Eliminar
  11. Tranquilize, desta vez o exame não era um bicho de sete cabeças...ainda que concorde que os conteúdos são de bradar aos céus.
    (correu bem?)

    P.S: Benfiquista, envergonha-me o que alguns adeptos fizeram, em Guimarães e Lisboa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Correu bem, sim. Obrigada. Se bem que as crianças diziam todas que aquilo era tão fácil que deve haver rasteiras. Quando a esmola é grande o pobre desconfia...

      (em todas as claques há imbecis, mas era castigar os clubes e obrigar a que as festas fossem dentro dos estádios, pelo pecador paga o justo mas sempre se evitaria aquela pouca vergonha)

      Eliminar
    2. Ai havia, sim. Não tenho dúvidas!
      Estive a vigiar, embora lecione Língua Portuguesa (do 7º ao 12º), e vi por lá algumas.

      Eliminar
    3. Mas que raio de testes são estes que em vez de avaliar conhecimentos avaliam a capacidade de detectar rasteiras? Caramba, fico maluca com isto. Os exames de matemática do ano passado também tinham várias. É escandaloso, os miúdos têm nove anos.

      Eliminar
    4. Aqui não eram tanto rasteiras, mas a exigência de muita concentração para interpretar algumas questões exigidas. Veremos os resultados.

      Eliminar
    5. Só para concluir, as nossas crianças não possuem, nesta idade, o grau de abstração que lhes é exigido. Para além disso, andam esgotadas. Não têm tempo para ser crianças. Metem dó.

      Eliminar
    6. Inteiramente de acordo. E a coisa tende a agravar com a idade. Há matéria de 2º ciclo que eu tenho de ir estudar para conseguir responder. Nem quero pensar como será a matéria de 3º ciclo. Dizia-me hoje uma amiga, com um filho no 7º ou 8º ano que todos os miúdos da turma têm explicações. Todos sem excepção. Isto não é normal, bolas.

      Eliminar
  12. Querida Mais Picante,
    O que interessa correu bem, pelo que leio, e isso é que interessa.
    (Respeitar, parece-me que respeita sempre. Já parabenizar...)
    Boa noite,
    Outro Ente.

    ResponderEliminar
  13. Eu não entendo a histeria dos muitos professores e de alguns pais com estes exames.
    Cá por casa o lema é descomplicar.
    O que ensinámos à miúda é que o importante é trabalhar ao longo do ano.
    Se ela trabalhar ao longo do ano aprende o necessário (e refiro-me ao que eu acho necessário para uma miúda que está a fazer o 4º ano)
    (não há cá tardes de "marranço"- está tudo doido, estamos a falar da 4ª classe - tardes de marranço!?!... quando chegarem à faculdade como é que vai ser? se é preciso uma "tarde de marranço" na 4ª classe, numa licenciatura nem quero imaginar... )
    A miúda passou o fim de semana nas atividades de sempre (ginástica e natação), ainda foi ao aniversário da prima (+ festa de pijama). No domingo de tarde esteve a brincar com as amigas.E assim se passou, calma e descontraidamente, o fim de semana. (os trabalhos de casa foram feitos no sábado de manhã. como é habitual)
    E a prova?... na prova ela fez o melhor que conseguiu e a nota que terá no final do ano será certamente a correspondente ao trabalho durante ano letivo.
    E se por acaso as notas forem inferiores às do ano letivo (por causa dos tais, ai meu Deu c'horror, 30%, e ai meu Deus c'horror a prova era tão difícil) não lhe vai cair nenhum parente na lama. Até porque não me parece que ela vá pôr no cv a média do 4º ano.
    Enfim, é um verdadeiro histerismo...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não vejo bem a coisa assim. Não conheço nenhum professor que tenha feito disto um bicho de sete cabeças, embora conheça alguns pais demasiado preocupados.
      Nenhum dos meus filhos estuda muito, têm a sorte de não precisar, além do que não têm tempo porque têm uns pais que acham que a vida não começa e acaba na escola. Vai daí que fazem outras actividades que adoram e que lhes ocupa o tempo. Ainda assim a minha filha tem de estudar para matemática, não conseguiria adquirir os conhecimentos exigidos pelo programa se não estudasse, vai daí que tivemos de rever Português sábado à tarde e Matemática domingo à tarde. Foram revisões, não foi nenhum marranço mas acho os conteúdos, principalmente de matemática, um excesso e totalmente desadequados à idade.
      Eu só me lembro de ter começado a estudar no 7º ano. E tinha excelentes notas. Hoje em dia isso é impossível.

      Eliminar
    2. Picante eu referia-me às provas do 4º ano. Ambas, matemática e português, são perfeitamente realizáveis com o acompanhamento das aulas ao longo do ano letivo (e correspondente trabalho nas aulas, fichas, trabalhos de casa, etc).
      As provas do 6ª ano e outros mais à frente poderão precisar de algum estudo "extra" (não conheço as matérias, nem implicações na nota final, etc... "ainda não cheguei lá").

      Eliminar
    3. Eu percebi. Não acho mal que haja exames. O que eu acho mesmo mal são os conteúdos programáticos e a carga que se põe nos exames de 4º ano. É tanta mudança, aviso e regra que os miúdos percebem que aquilo não é um teste como os outros. Os miúdos mais ansiosos ficam em pânico (independentemente de serem perfeitamente capazes de tirar bons resultados), acho que são muito novinhos para isso.

      Eliminar
  14. Tenho a dizer que os jogadores do benfica vieram embarcar ao aeroporto do Porto (sim sou daqui e portista) e por cá não houveram desacatos, nem entre os adeptos do dito clube, nem com adeptos de outros clubes que pudessem, eventualmente, andar a passear! Gente fina é outra coisa! Isto é gente que sabe comemorar e deixar os outros comemorar, tenho dito! :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois eu tenho a dizer que sou benfiquista e vivo na Invicta. Quis ir comemorar a vitória do meu clube aos aliados, porque tenho esse direito, assim como os adeptos do FCP o têm na capital, e o que vi por lá fez-me tremer dos pés à cabeça: uma artilharia policial pesada, porque, como ambos sabemos, adpetos arruaceiros de clubes rivais não faltam na Invicta, nem em nenhum lado do país. Felizmente, ainda há gente normal...como me parece ser o anónimo.

      Eliminar
  15. ...e se não houve desacatos é porque os adeptos destrambelhados não estavam no aeroporto.

    ResponderEliminar
  16. Um dos grandes problemas destes conteúdos programáticos imbecis é que, além de serem muito extensos, são incompatíveis para crianças de 9 anos que ainda não têm maturidade para os assimilar. A moda, frequência relativa, absoluta, medianas e sei lá mais quê, dei eu no primeiro ano da faculdade em probabilidade e estatística.
    Cambada de imbecis.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que dei isso no 11º. Tive uma disciplina de cálculo financeiro. Isto diz tudo.

      Eliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.