terça-feira, 10 de março de 2015

Vocês não sei

Mas eu achei bem giro. Mas claro... Deve haver por aí uma série de virgens ofendidas, ai que horror ai que isto é diminuir a mulher e o raio que as parta. Não sei lá que droga lhes misturaram no leite, tanto histerismo deve fazer-lhes mal às rugas.

(agora fiquei para aqui na dúvida, às tantas também não se deve dizer rugas, deve fazer-lhes mal às pregas, pronto)

32 comentários:

  1. Achei uma reportagem muito bonita, que tem momentos sérios com algum humor. A sessão fotográfica não me fascinou... mas consegui perfeitamente perceber a intenção perfeitamente boa por detrás deste trabalho!

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    1. Eu achei bem gira. Falta lá o nosso menino d'ouro. Uma pena.

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  2. Ofenderam-se? Têm dois trabalhos, o de se ofenderem e o de se "desofenderem".

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    1. Deve ser muito complicado, levar assim a vida, sempre ofendidas.
      (quem é que as aturará? caramba...)

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  3. Não diminui a mulher, ainda que seja uma campanha (a parte fotográfica, a questão dos saltos altos) muito redutora.
    Seria o mesmo que, num "dia do homem", mulheres/artistas vestissem umas calças de ganga cheias de massa, pegassem num balde com cimento e andassem dois ou três metros, para chamar a atenção para o esforço físico a que os homens estão sujeitos nas profissões "so-called" masculinas.
    Na minha opinião, a campanha fotográfica é redutora, na metáfora que escolheu. Apenas isso.
    Sou histérica? Ou apenas um ser pensante? Ou ambas as duas simultaneamente ao mesmo tempo?

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    1. Acho que a intenção era dizer que tudo o que os homens fazem as mulheres também fazem, e em cima de saltos.

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    2. Só é redutora se optar por ver a campanha como uma redução da mulher a um par de stilettos. Não acredito que ninguém tenha tido isso em mente, nem ao desenhar a campanha, nem ao concordar em participar. É uma questão de optar por ver o lado mau ou o lado bom. Confesso que me vai faltando a paciência para os destrutivos do costume.

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    3. Não fui destrutiva. Emiti uma opinião, sobre o objeto escolhido para representar essa igualdade.

      (@Mirone: só agora vi a sua resposta. ainda que a minha perspetiva não tenha mudado, a sua explicação faz sentido)

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    4. Mas a questão é mesmo essa... optar por ver aquilo como reduzir a mulher a um bonito par de sapatos, uma bonequinha sempre impecável que sofre de dores nos pés, ou optar por ver a mulher como uma força da natureza que ainda por cima se equilibra em cima de saltos. Os saltos podem significar isso mesmo, o equilíbrio e ginástica necessários para fazermos tudo o que tem de ser feito e ainda nos sentirmos bonitas.
      Nós escolhemos criticar ou ver a coisa numa perspectiva simpática.

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    5. Voltando ao início: considero a escolha dos sapatos de salto alto redutora na imagem que lhe associo.
      Preferia - são gostos - que os artistas tivessem calçado uns "sapatos de andar por casa" - aqueles que homens e mulheres, depois de um dia a trabalhar, cansados, calçam quando chegam a casa e ainda têm pela frente o fazer do jantar, o dar banho aos miúdos, o preparar as mochilas, o arrumar as coisas espalhadas pelo chão.
      A ideia era transmitir força? Certo. Mas na minha maneira de ver e interpretar a realidade, a ideia de força pode ser passada sem se recorrer a estereótipos. Porque os saltos altos são um estereótipo (bem elegante, por sinal) da beleza feminina.

      E Picante, permita que agora fale consigo: não fosse o remate do seu comentário ao meu comentário inicial, "Confesso que me vai faltando a paciência para os destrutivos do costume", e estaria mais permeável ao seu ponto de vista, que secunda o da Mirone. Mas não gostei - eu, que sou mais dos unicórnios e do pó de fada que das metralhadoras - de ser apelidada de destrutiva do costume. Só isso.

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    6. A ideia dos sapatos de trazer por casa também poderia ser acusada de redutora, como se o lugar da mulher fosse a casa. Nunca haverá uma solução que agrade a gregos e troianos.

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    7. Por acaso eu não me referia a si. Referia-me às reacções ofendidas que vi e que deram origem ao post.

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    8. (ainda não consigo distinguir anónimos, o nome é sempre o mesmo, não faço ideia de quais serão as suas ideias, por muito que já possa, ou não, ter trocado impressões consigo sobre este assunto)

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  4. Fui ver... A resposta do JMT está muito engraçada... :DD

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    1. Esquece. Achei que ele tinha respondido às críticas, não à pergunta.

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    2. Que críticas caramba? (A sério que houve quem se chateou com isto?...wtf?? Sabes aquilo do ser feliz na ignorância? Pratico cada vez mais.)

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    3. Nunca subestimes a capacidade que as do costume têm em encontrar razões para a ofensa e opressão. Nunca.

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  5. Bem giro mesmo, obrigada Picante, não tinha visto. E acabo de descobrir uma coisa nova sobre mim, é que tenho saboneteiras e que isso é de valor, yupiiii!

    (Quanto àquilo dos sapatos, acho que é a representação simbólica daquela expressão "calçar os sapatos do outro", ou seja, pôr-se no lugar do outro, ser cúmplice do outro).

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    1. (se se dessem ao trabalho de ler o artigo, antes de desatarem a dizer que aquilo é uma objetificação...)

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    2. Posso sugerir à Claúdia a leitura na integra de "Receita de Mulher" do Vinícius de Morais ? foi onde aprendi a orgulhar-me das minhas saboneteiras . Partilhando...

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    3. Obrigada anónima, já tinha apontado para ir ler e li agora. Que maravilha aquilo, nunca tinha lido uma descrição tão perfeita e tão para lá do óbvio, que vergonha sinto de ainda não conhecer. Só um homem que gosta mesmo, que sabe mesmo apreciar uma mulher, é capaz de tais pormenores, os que não gostam por aí além, ficam-se pelo óbvio, ficam-se pelas mamas.

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  6. Pipocante Irrelevante Delirante10 de março de 2015 às 12:14

    Pista?

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  7. Ó Picante, mas quem é que a picou assim tanto que a pôs tão irritada ?
    Realmente há imensas razões para andarmos irritada(o)s nos tempos que correm, mas dar tanta importância a essas coisas das mulheres, deixe-as lá fazer as figuras que quiserem.
    O artigo é muito giro e também gostei imenso do JMT.
    E olhe que essa irritação faz mesmo rugas.

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    1. Pareço irritada? Olhe que não... Olhe que não...

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    2. lá parecer parece, não costuma ser o seu género. Controla habitualmente estas raivazinhas.

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  8. Não achei a parte fotográfica redutora. É apenas uma metáfora. Já as respostas dos fotografados, céus... Ia comentar aqui o porquê, mas ficaria tão quilométrico que optei por escrever antes um post. Um post bem lindo, por sinal.

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    1. O Pedro Lima gosta de mamas. Confirmo.
      (obrigada pelo post, há algum tempo que não soltava uma sonora gargalhada a ler um post, está um miminho)
      (e agora prepare-se... vão dizer que as está a objectificar)

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    2. (mas está ali um senão, em tendo tempo já lá irei dizer duas ou três coisas)

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