terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Vocês não sei mas eu cá não sou Syriza

Até poderia escrever sobre austeridade, sobre isso de não passar de uma consequência de má gestão, durante anos e anos a fio. Mas depois li isto, carregadinho de lucidez e bom senso.

(e aquilo de se terem aliado a um partido de extrema direita, hum?...)

6 comentários:

  1. Eu cá também não, que eu sou portuguesa e não grega e, como tal, não posso falar sobre o que se passa por lá. Só sei aquilo que leio sobre eles: mandriões e corruptos. Mas, bem vistas as coisas, até pode ser mentira. Afinal de contas "lá fora" também dizem que os portugueses são muito pouco amigos do trabalho e eu não acho que seja verdade (salvo exceções, como tudo na vida).
    Por outro lado, não sei até que ponto os desgraçados que estão literalmente a morrer à fome e sem assistência médica são responsáveis ou não por atos de má gestão. Eu, por exemplo, não me acho responsável pela compra de submarinos e, neste momento, estou a pagá-los. Eu, por exemplo, não queria injetar o meu dinheiro no BPN e no BES, mas nunca fui tida nem achada.

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    1. Eu também não fui tida nem achada e estou na mesma situação. Agora imagine lá que era Francesa e tinha de injectar dinheiro em falcatruas alheias...

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  2. Pipocante Irrelevante Delirante27 de janeiro de 2015 às 23:29

    O Syriza tem o mérito de romper com a alternância dos partidos ditos de poder. Claro que a austeridade não acabou no Domingo, nem Segunda-feira é um amanhã que canta. Mas coloca um novo jogador no campo, e como os liberais defendem, a competitividade só melhora o nosso desempenho.
    Mais divertido será quando a senhorita LePen limpar aquilo em França... porque vai fazê-lo. Aí sim veremos os eurocratas a estrebucharem (irão tirar os franceses do Euro?), e a perguntarem aos céus onde falhara, e porquê o povo os abandonou.

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  3. Pipocante Irrelevante Delirante27 de janeiro de 2015 às 23:31

    O mais irónico é ver o futuro PM elogiar a vitória do Syriza, como se tal não significasse a derrota do "seu" socialismo. E aqueles mais à esquerda (que costumam ser contra o culto da personalidade, dizem eles que isso é mais coisa de facho), a verem o Tsipras como o Homem Providencial.

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    1. Eu gostava de acreditar que o PID está errado, tenho medo de ver o António Costa como PM. Muito medo. (e eu não sou simpatizante de nenhum partido é a pessoa António Costa como politico de quem eu não simpatizo nada e, olhando para atitudes passadas, dá medo imaginá-lo com poder)

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  4. Neste momento e salvaguardando-se as diferenças óbvias, vive-se um pouco como os anos que se seguiram à queda do regime em Portugal. Haverá mais dinheiro para o cidadão comum, a confiança da pessoas nos seus governantes aumenta, parece que o caminho é aquele. O problema é quando a máscara cair. O dinheiro não nasce nas árvores, existem compromissos para honrar e a produção interna não permite aos gregos grandes fantasias. Não me parece mesmo que a Grécia tenha condições económicas para manter o programa eleitoral do partido maioritário. Espero é que se perceba isso antes das eleições em Portugal. O PS já está a embandeirar em arco e a tentar colher dividendos, o BE... coitados... com a mãozita no ar a dizer "estou aqui, estou aqui" dão pena.

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