quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Futurologia Picanteana

As que vivem de expor os seus ricos filhos, nos blogs, lá continuarão a expo-los, indiferentes ao facto de haver por aí gente má, com acesso à internet e pensamentos que nos revolvem as entranhas, afinal o quê é que isso importa? Sempre se arranjam mais uns trocos para vestidos, laços e borlas.
As que se acham umas divas da moda lá continuarão a deslocar-se até à Expo, esse mítico cenário de fotografias em modelos inenarráveis, da Zara, Zilian ou lá o que é, muito estilosas, lá nos seus modernos casacos que, a nós, parecem mantas de trazer por casa só que não.
As gordas mais fortinhas continuarão a falar de dietas, apresentam-nos sumos detox, este ano é que é, mirtilos e bagas de goji, mas continuarão a comprar o quarenta e quatro.
Os que também falam dos outros, só que não, lá continuarão a escrever o mesmo post, numa tentativa de nos lembrarem que estão aqui, aqui, aq... (nós sabemos, caramba...)
As que fazem publicidade, pessoalizando a coisa, numa tentativa de nos fazer acreditar que sim, que usam mesmo o que apregoam, que aquilo é mesmo um produto em bom e que lhes apeteceu fazer um post a pensar no nosso bem, lá continuarão a fazer-nos rir, aquilo dá sempre azo a posts engraçadíssimos.
As que se levam demasiado a sério lá continuarão, com parco sentido de humor, a discutir o sexo dos anjos, sem nunca chegarem a uma conclusão.
Eu? Eu ficarei bem, não se preocupem comigo, eu fico sempre bem. Enquanto os blogs me divertirem, as pessoas continuarão a vir aqui, divirto-me com elas, afinal as coisas são como são e eu tenho piada. Bastante piada.

38 comentários:

  1. E não é que disseste tudo?!

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    1. Fica sempre muita coisa por dizer, não falei dos blogs realmente bons.
      (mas sim, o mais provável é que as coisas continuem a ser como são)

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  2. Fico-me pelo 1º parágrafo: aquela mãe só pode estar louca!

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    1. Não faço ideia de quem falam...

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  3. Só para acrescentar "Dreams com true" (palavras dela) para muitos loucos. Não duvido que aquelas fotos, a começar pela 1ª, lhes tenham proporcionado bons momentos. :(

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    1. Esta resposta serve para os dois e para todos os que vierem,
      Têm toda a razão, estou meia aparvalhada.
      (vou ser muito rigorosa com o crivo, relativamente a este assunto específico, por razões óbvias)

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    2. (Pensa bem antes de publicar isto...) Pensei que sim, pensei que se devia fazer o máximo para proteger a criança. Mas depois da reacção que obtive(mos), talvez só a reprovação massiva lhe consiga abrir os olhos... Não sei... Eu não volto ao tema. Nem aqui nem em lado nenhum. Enoja-me. Só escrevi para, tal como fizeram comigo, mostrar a outra face da moeda.

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    3. Acredito que a maldade e preversidade de algumas pessoas não dependa do grau de descompostura numa fotografia, ainda que certas fotografias possam ser mais sugestivas que outra acredito que aos olhos de uma mãe babada de uma menina linda (a miúda é belíssima, as duas) se tratem apenas de fotografias bonitas das tropelias de uma criança - todas as crianças, em algum momento, se descompõem enquanto brincam - e a última coisa que lhe ocorra quando as partilha é que algures atrás de um monitor possa haver um maluquinho perigoso. Acontece que, sendo a última coisa que ocorra a uma mãe, a verdade é que, em meu entender, deve ocorrer. Enoja-me profundamente pensar que um tarado tire prazer de uma fotografia da minha filha, esteja ela vestida como estiver, e por isso procuro não as deixar por aí à mão de semear, mas como posso assegurar que uma fotografia dela na praia, por exemplo, que eu achei inofensiva e por isso publiquei, não serve os propósitos de gente doente?
      Se os pais ponderaram todos os riscos e excluiram a existência de qualquer perigo, resta-mos desejar que assim seja.

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    4. Os filhos não são pertença dos pais Mirone, nem tampouco objectos... Qualquer pessoa, qualquer pessoa, que ache que um pai está a expor um seu filho a um risco desnecessário tem o dever de intervir. O dever.
      (Outro dia ia a falar com o meu marido e o Jr. deixou-se ficar para trás... Eu ia de olho nele mas ele vinha atrás de nós, ainda que aí a uns dois metros, menos de dois metros talvez. O passeio era largo, estava mesmo muito pouca gente na rua e eu estava de olho nele (tanto quanto possível para alguém que vem atrás de nós). Uma senhora parou e disse-nos que ele ainda era muito pequeno para ir assim... Que lhe podia dar uma travadinha e correr para a estrada. Que num segundo alguém lhe dava a mão e o puxava para dentro de um carro... Eu? Eu agradeci-lhe. Podia-lhe ter dito para se meter na vida dela? Podia, se o meu filho fosse minha pertença. Mas não é. Está a meu cargo, não me pertence. É diferente.)

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    5. E depois terás de admitir que a probabilide de existir perversidade perante uma criança vestida e composta (e dessas há por aí às toneladas em publicidades e etc.) não é comparável perante uma criança menos vestida e menos composta. (Naoy sei, digo eu...) Achas que se publicava uma fotografia de uma mãe descomposta? Porque se há de publicar a de uma criança? (O meu filho pode ser atropelado comigo a dar-lhe a mão... Se eu não estiver a contar ele faz força e escapa-se-me, mas ainda assim há de ser menos provável que se eu o deixar ir sozinho no passeio...)

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    6. Mirone, vai desculpar-me se acho a comparação absurda de tão benevolente que é.
      Há perigos que nós não conseguimos evitar (os da praia, se quiser). Há outros que são proporcionados pelo nossa necessidade de ego ou, para ser benevolente, pela nossa própria inconsciência e estupidez.
      Um pai tem o dever de proteger um filho. E daqui não saio.

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    7. Nê, claro que os filhos não saõ objectos. Sim, também já intervim quando entendi necessário (e correu bem, podia ter ouvido um meta-se na sua vida).
      Picante, eu também acho que é obrigação de um pai proteger um filho e faço o que posso para proteger a minha (que é igualmente bonita, engraçada, sabe Deus o quão babada sou, mas cujas fotografias guardo para mim). Eu não publicaria fotografias semelhantes da minha filha, ponto final. O que aqui faz pensar é saber se os pais da criança simplesmente não ponderam a hipótese de tanta exposição da criança poder ser maléfica (não previram que pudesse haver gente má em todo o lado), se foram levianos e, aceitando a possibilidade de haver algures um tarado a satisfazer-se com as fotos da filha, acharam que isso não é grave, desde que o façam apenas atrás de um monitor, ou se previram a hipótese e acharam que apesar de tudo o que possam fazer, com ou sem fotos, haverá sempre gente má, que o que não tem remédio remediado está, e que portanto, mais vale publicar as fotografias. Não consigo oredenar nenhuma das três situações por grau de gravidade, não prever a existência de um perigo, tout cour, prever a existência e deixar estar desde que o mal não se materialize, ou simplesmente encolher os ombros, assobiar e olhar para o lado.
      Não sabendo o que pensam os pais, resta-me desejar que, efectivamente, nada de mal (mesmo que o mal aconteça atrás de um monitor) aconteça à menina. É que também me revolta as entranhas pensar nesses actos...

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    8. Deus a proteja, acho que nisso todos concordamos.

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    9. Eu só acho é que não pode haver espaço para um cego: "Se os pais não se importam, quem somos nós..." Para isso, na minha cabeça, é que não há espaço.

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    10. É horrível termos de viver nesse clima de medo, em que uma fotografia inocente pode ser usada para propósitos nojentos. No fundo, acabo por pensar que uma mãe não tem culpa se algum porco resolve usar uma fotografia da filha, ainda que menos compostinha, para propósitos absurdos. Um pai não consegue ver maldade na fotografia e talvez lhe custe pensar que alguém veja maldade nessa imagem... Mas concordo que todos os cuidados são poucos, nos dias que correm. Especialmente quando os pais já não são tão anónimos assim - neste caso, como não sei a quem se referem, vou assumir que os pais são anónimos.

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    11. A questão passa por saber até independente pode urinois i nossa desejo de proteger uma criança. Os pais foram alertados e mantiveram as fotos. Não podemos apontar-lhes uma arma e obrigá-los a retirá-las. O facto de percebermos que sem uma agressão efectiva não haver mais nada a fazer é bem diferente do cego "se os pais não se importam...". A verdade é que neste caso pouco mais podemos fazer do que nós indignarmos.

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    12. *A questão passa por saber até onde pode ir o nosso desejo

      *nos indignarmos

      (ainda estou para perceber o que se passou com a escrita inteligente do telefone)

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    13. Concordo, S*, um pai não vê maldade numa fotografia, eu própria fico embevecida com algumas fotografias da minha filha, mas, pelo sim pelo não, não ando a mostrá-las a meio mundo. Não tanto porque tema pedófilos, vamos chamar os bois pelos nomes, mas porque acho que perderia um pouco da minha privacidade. Se não convido toda a gente para minha casa, porque hei-de mostrar a toda a gente o que se passa dentro dela? O que se passa com a família e amigos gosto de manter com a família e amigos. mas isso é a minha postura em relação a mim, não apenas às fotografias da minha filha.
      Quanto a proteger a minha filha de pedófilos que se possam esconder atrás de um computador, e no caso específico da publicação de fotografias suas, não faço ideia do que desperta a mente de um pedófilo (tanto podem ser as cuequinhas e pernas descobertas de uma menina, como podem ser as bochechinhas rosadas a soprar a vela do bolo de aniversário, que a maioria das pessoas acha inofensivas - mas acredito que as cuequinhas sejam mais "apelativas" ) e por isso há riscos que prefiro não correr. Mas a existência desses riscos e a sua gravidade sou eu que avalio. Se eu entender que um risco existe, ainda que a possibilidade de se materializar seja muito reduzida, não a exponho, mesmo que tenha o mundo inteiro a dizer-me que estou a exagerar.
      Da mesma forma, se o meu vizinho entender que não tem mal nenhum publicar fotos dos filhos menos compostos não o posso proibir de o fazer, quando muito posso pedir-lhe que pense no assunto.

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    14. Mirone, o meu comentário das 16:32 não era para ti nem para este caso em particular onde de facto nada mais se pode fazer (e os pais fizeram mais que manter as fotografias, os pais reafirmaram a sua posição postando mais fotografias e pouco "melhores" que as anteriores - que foram pensadas e bem pensadas, não foram com a criança a brincar). O meu comentário tem a ver com a atitude agora muito em voga relacionada com a parentalidade. Ai de quem ousa questionar a forma de educar de terceiros, ai de quem ousa meter o bedelho, que é agora lá isso? O que eu digo é que se eu vir uma criança a andar num muro muito alto, ainda que com autorização dos pais é meu dever alertá-los para o perigo que a criança está a correr, e esses pais não têm o direito de dizer: "meta-se na sua vida"... Podem não ligar àquilo que eu digo mas isso já é outra história... Daí o meu comentário, nada a ver com alguma coisa que tenhas dito.

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    15. S*, para mim não tem complicação nenhuma. Se eu nunca postaria uma fotografia minha de pernas abertas e cuecas à mostra por não me parecer adequado, porque raio acharei que não faz mal pôr uma de uma filha minha?

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    16. Pois eu vou um bocadinho mais longe. Quem pranta fotografias dos filhos, a torto e a direito, não se inibe de contar variadíssimos episódios da vida familiar, criando com isso empatia e ideia de um "conhecimento, revela hábitos e rotinas, dá informações que nos permitem concluir onde mora, em que escolas andam os filhos, etc, só pode ser: ou tremendamente néscio / irresponsável, escolham a que preferirem, ou pensar que as coisas más só acontecem aos outros (pelo que torna a ser néscio / irresponsável - escolham a que preferirem). Ou então tem um ego de tal maneira grande que fica cego aos perigos... e lá voltamos nós àquilo do néscio / irresponsável.

      Nós não sabemos quem nos lê, exactamente que emoções originamos, qualquer idiota sabe isso.

      (e claro que os pais não olham para as fotografias com maldade, isso nem está em questão)

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    17. Cuequinhas à mostra? Ai madre mía, ainda bem que não vi e não sei do que falam... :(

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  4. Mas... mas... mas.... os blogues são só isso?!... são só esses? E será que já não estás cansada de chover no molhado, de repisar que se fosses tu não mostravas os filhos e que se fosses tu não farias publicidade e que se fosses gorda nunca serias porque comes pouco e que se não fosses tu serias o lorde dos ringues e escreverias posts iguaizinhos aos dele... ?... será? não?... então em 2015 vai continuar isto assim, tudo igual?... se calhar vai deixar de ter piada ... :-((((((((((((((((

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    1. Da próxima vez que me apetecer escrever, envio-lhe o texto a ver se aprova. Não sei como me foi esquecer isto de lhe pedir aprovação. Céus! Que cabeça a minha!...

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    2. Não é o texto que me desagrada. E já se sabe que não podemos agradar a todos, a minha questão é se lhe agradam a si as suas próprias longa-lengas... becas secas e mecas.

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    3. Palpavos que vocês são. Nenhum escapa. Nenhuma a bem da verdade.
      Lady Kina é o mais Salgado.
      LOL!!!

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    4. Sempre com o Salgado na boca, que enjoo...

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  5. Olá a vocês todas.
    Como sou a burra cá do sítio, mais uma vez não percebo peva do que estão a falar, (minto, perceber percebo só não sei é de quem) não vou opinar nadica porque se me ponho a pensar não vou descobrir e ainda fico é com uma dor de cabeça maior do que um pica-pau.
    Mas a minha posição quanto às mães que passam a vida na net a falarem dos filhos e a mostrá-los para todo o bicho careta que os quiser ver, é que são mães irresponsáveis que deviam ser penalizadas por lei por isso. O que quer dizer que aprovo que a Picante continue a fazer posts sobre o assunto a ver se alguma vez vão ter vergonha ou se criam juízo nessas cabeças de alho chocho.
    AgnesN.

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  6. Na mosca: "As que fazem publicidade, pessoalizando a coisa, numa tentativa de nos fazer acreditar que sim, que usam mesmo o que apregoam, que aquilo é mesmo um produto em bom e que lhes apeteceu fazer um post a pensar no nosso bem, lá continuarão a fazer-nos rir, aquilo dá sempre azo a posts engraçadíssimos." Logo hoje, em 2 posts de blogues diferentes o elogio sincero pelos serviços desportivos do "Pedro". Que coincidência...Ma-ra-vi-lha! :-P

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    1. Também gostei muito, o Pedro treina a maioria das top bloggers, mas atenção que elas pagam todas os serviços dele, afinal aquilo não é uma escola pública.

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  7. Pipocante Irrelevante Delirante7 de janeiro de 2015 às 18:27

    Quanto a mim, o desejo para 2015 é passar algum tempo encaixado nuns aprazíveis quadris

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    1. Acho que faz muito bem, montar a cavalo é muito saudável.
      (era de equitação que falava, certo?...)

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  8. Não tens tanta piada como julgas. E ultimamente cada vez menos.

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  9. Sabe, desde que vi um video de um bebé a tomar banho, num qualquer blog ou facebook, ou talvez ambos, que já acredito que tudo é possível.
    Foi o video que mais repugnou até hoje, porque sei que algures atrás de um ecrã alguém delirou com aquilo.
    Um banho. Se não partilhamos o nosso Porquê expor o do nosso filho?

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    1. Eu não o faria mas, em sendo mesmo bebé de meses, o mal será menor visto que dificilmente será identificável (além de que os devaneios não atingem, normalmente, os bebés).
      Quando falamos de crianças mais crescidotas, identificáveis com meia dúzia de pesquisa, a coisa pode tornar-se mesmo perigosa. Enfim...

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