quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Aos Gustavos Santos da Blogoesfera

"Os mais perigosos inimigos da liberdade de expressão são pessoas inteligentes e bem-intencionadas que publicamente pedem tratamento especial para a religião islâmica (ou qualquer outra religião) para não "ferir susceptibilidades" ou "fazer provocações". São pessoas liberais que defendem calmamente a protecção das sensibilidades muçulmanas através da violação da liberdade de expressão, por muito civilizada e politicamente correcta que seja a forma de censura que propõem.
Mostraram-se quando foi o caso de Salman Rushdie e mostrar-se-ão outra vez dentro em breve. Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo? Tem todo o direito de dizê-lo. É isso a liberdade de expressão. Ser-se estúpido também é um direito. Até os assassinos o têm."

In Miguel Esteves Cardoso. Aqui

(é que eu já estou a ficar nervosa, com os disparates que li hoje, e toda a gente sabe que eu sou uma senhora que não pode ficar nervosa)

71 comentários:

  1. Li há alguns minutos esse texto do MEC. Uma chapada de luva branca em que tenta, de alguma forma, defender os que não têm defesa.

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  2. "Quem será o primeiro idiota entre nós a dizer que a culpa foi dos assassinados da Charlie Hebdo?" Também ainda não vi nenhum idiota a dizê-lo... A Picante já viu? acredito que os haja, claro, mas não tive ainda essa infelicidade.

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    1. Leia as respostas ao Nuno Markl não faltam idiotas, no twitter, em Inglês, são às centenas; na Suécia houve relatos de pessoas a trabalhar cujos colegas de trabalho gritaram "alhauh akbar" e "o profeta foi vingado" - colegas muçulmanos... e, claro, os palermas dos vigentes da seita mas esses já eram de esperar. E isto nos sítios por onde eu tenho lido... não foram muitos.

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    2. Vi. Por acaso até vi. E, na minha opinião, é um atentado à inteligência dizer (ou insinuar) que a responsabilidade dos assassinatos também é de quem morreu porque "cutucou" a fera, que os outros se sentiram ofendidos. Isso é legitimar parcialmente o terrorismo (ainda que o neguem) , encontrar uma justificação racional para o injustificável.

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  3. Nunca comentei aqui mas leio -a ja ha muito tempo. Estou chocada com o que li no outro blog mas gostei dos seus comentarios embora me pareca que nao vale a pena ... ela esta formatada. Ontem venceu a ignorancia, a ignorancia desses gustavos santos que para ai andam tambem. :(

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    1. A Cuca fez um post que resume o meu pensamento de uma forma magnífica:
      " Liberdade de expressão não se confunde com a liberdade de dizermos coisas bonitas, consensuais ou politicamente corretas. Liberdade de expressão é, sobretudo, a liberdade de expressarmos discordância, repugnância e desprezo. E é ainda a liberdade de satirizarmos os outros e os seus valores mais profundos. As convicções religiosas, quaisquer convicções religiosas, não são mais importantes do que o exercício desta liberdade.
      Os que acreditam que os homicídios de ontem são imputáveis ao Islão e os que acreditam que são o justo preço pela ousadia de gozar com o Islão constituem duas faces da mesma moeda. A moeda do fanatismo ignorante cunhada no mesmo material que produziu os assassinos de ontem."

      A ignorância que vi hoje desgostou-me, as pessoas não percebem que uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa são ofensas pessoais ou injurias (e que nenhuma pode ter como consequência a execução)

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  4. O que me assusta não são os ignorantes ou o sem conhecimento de causa que opinam sobre isto dessa forma. O que me assusta é ver pessoas com formação e com suposta capacidade de raciocínio a defender o indefensável!
    (Sim, eu tenho noção que o voto de uma pessoa iliterata conta tanto como o voto de uma pessoa com formação seja para o que for, numa Democracia...mas isso era toda uma outra conversa)

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    1. Às vezes, ouço certos discursos e só penso que o meu voto deveria valer mais. Mas em democracia não há, não pode haver, cidadãos de primeira ou de segunda.
      (mas o Gustavo Santos poder votar transtorna.-me...)

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  5. Não queiram reduzir a questão aos comentários do Gustavo Santos, sobretudo quando vem justificar o que disse em primeiro lugar(que ainda deixava margem para uma interpretação benévola). O que ele diz é uma parvoíce porque defende que não se deve gozar com certas coisas POR CAUSA das reacções violentas que isso pode provocar. O que ainda não vi ninguém dispor-se a entender é que se calhar o que aconteceu ontem não tem nada a ver com a liberdade de expressão! ... Leiam o Xilre. Ah e o 11 de Setembro... ?!... pois, o 11 de Setembro...

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    1. O que aconteceu tem a ver com poder. Qual é a dúvida?

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  6. "A Mais Picante08 janeiro, 2015 12:57
    E quem é que está a provocar quem?
    Ó Sara, Saraaaaaaaa elimine lá os comentários do anónimo que são de um profundo mau gosto, além de mentira, não faz ideia de quem sou, e estão a magoar-me. Sinto-me profundamente ofendida, capaz de lhe dar umas bofetadas."

    É isso, Picante. Você é igual a eles. Quando se sente magoada, profundamente ofendida, automaticamente tem vontade de partir para a violência (dar umas bofetadas, nas sua palavras), não é? Pois, eles também...

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    1. Anónima, a sua capacidade cognitiva aflige-me. A sério que não percebeu que isso era ironia?

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    1. Online. Não publicaram os cartoons por os considerarem de mau gosto. É isso?
      (eu também considero uma série deles de mau gosto)

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  8. Mas é essa a fragilidade e, ao mesmo tempo, a força da democracia. Tem em si o cerne para que toda a liberdade seja respeitada, incluindo a liberdade de terroristas de se aproveitarem dessa liberdade para espalharem o terror. Como é que a Europa combate isto sem entrar num estado policial ou descambar numa ditadura? Penso que será com educação, com valores democráticos, mas também com limites que têm de ser e já deviam ter sido impostos. O que levanta outra questão: quem impõe os limites? Estas perguntas assaltam-me constantemente, como indivíduo e como mãe.

    Beijinhos,

    Joana

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    1. Os Estados. Têm de ser os representantes do povo a definir limites. Concordo consigo, a Europa mudou, ontem. esperemos que seja para melhor, que também não se ceda à tentação de cair no extremo oposto. Ironicamente este ataque é gravíssimo para os muçulmanos, hoje houve várias mesquitas atacadas.

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  9. Pipocante Irrelevante Delirante8 de janeiro de 2015 às 15:43

    Há pessoas que se deviam ficar pelo coaching e pelo desenvolvimento emocional, e deixar os assuntos sérios para os crescidos.
    Isto da liberdade de expressão é de uma complexidade tal, que é complicado sequuer abordar o assunto em meia dúzia de linhas. O Estado terá o direito de vigiar ou controlar certo tipo de comportamentos? Sim, não, até um ponto?
    Todos os discursos públicos, escritos ou desenhados, têm como objectivo incendiar as massas. Para o bem ou para o mal. Todos têm riscos... também é possível que um dia destes alguém entre no Parlamento Europeu, um contribuinte caucasiano, e mande pró galheiro meia dúzia de pançudos que por lá se passeiam, e depois podemos relacionar isso com as palavras do Marinho e Pinto. O melhor seria mesmo não falar mal dos senhores, não vá alguém chatear-se e fazer-lhes mal.
    O problema aqui é que as massas, e agora vou ser preconceituoso, podem ser mais ou menos informadas. Ou cultas, sofisticadas, o que quiserem. Uns podem barafustar, protestar, ir para tribunal, outros saem à rua, queimam bandeiras. Uns apelam à indignação, outros põem a cabeça a prémio.

    Extremistas, esses, há em todo o lado. O Timóteo McVeiga também matoou uns quantos...

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    1. PID, por partes.
      Acho que sim, que o Estado tem o direito de controlar comportamentos que sejam uma ameaça à democracia.
      Acho que estes ataques, vindos do EI, não têm nada que ver com o Islão, têm a ver com poder, a religião apenas é usado porque move as massas. Mal ou bem funciona. E sim, este recrutamento pró terrorista só é possível devido à extrema ignorância e desinformação dos recrutados.

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  10. Que patético ver a altiva Picante a implorar à Sara… Logo a Picante, vejam bem!, a meter cunhas à Sara!

    Quem diria, ver a Toda-Poderosa Picante, de joelhos, acagaçadita com medo da liberdade de expressão de uma D. Joaquina…

    Que tristeza, vindo de alguém sempre a invocar o poder argumentativo.

    Que tristeza ver alguém que se julga em tão elevado conceito, a cair lá do seu pedestal.

    Que esclarecedor ver a Picante pedir a outrem que esse outrem seja o esquartejador das liberdades de expressão, esse bem supremo da sociedade civilizada de que ela se julga o expoente máximo…

    Tão triste…

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    1. Triste é o seu comentário. A estupidez que revela chega a fazer-me duvidar da capacidade intelectual da humanidade, embora defenda o seu direito a expressá-lo, sem que seja ameaçada fisicamente. A sério que não percebeu que isso era ironia? Ou veio aqui só provocar?

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  11. Não me parece de todo que as pessoas que defendem limites à liberdade de expressão (que os tem de ter, quanto mais não seja os que cada um impõe a si próprio) estejam ao mesmo tempo a defender um acto cobarde como foi/é este assassinato ou outros actos de violência.
    Não penso que a imprensa deva estar de mordaça na boca mas por vezes, ultrapassam-se limites que são os da liberdade individual das pessoas, também não penso que seja o caso do Charlie Hebdo pois a sátira deles não era exclusiva ao Islão, acredito sim que certas pessoas se possam sentir incomodadas com certos cartoons, fruto da forma como foram educadas e dos valores por que se regem. Obviamente isso não lhes dá o direito de partir para a violência, ninguém defende isso, acho.

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    1. Pois estamos de acordo neste ponto cara Be.

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    2. Be, não concordo nada consigo. Por pontos, a ver se sou clara:
      1. quem acha que deve haver limites, não defende este acto mas acaba por, parcialmente, o legitimar ao encontrar uma relação de causa / consequência.
      2. não concordo de todo que a liberdade de expressão deva ser limitada, querendo dizer com isso que não pode haver assuntos tabu
      3. claro que a imprensa ultrapassa limites, pasquins é o que mais por aí há; combate-se isso legalmente, nos tribunais, já muito jornal foi processado por difamação.
      4. neste caso específico, não estamos a falar do Islão, eles diziam que criticavam o fanatismo, não o Islão (não conheço todos os cartoons, não sei)
      5. ainda que criticassem o Islão (ou outra religião qualque, é indiferente), isso não pode ser considerado uma injúria, a injúria tem de ser pessoal, aqui não havia a crítica a X ou Y mas sim a uma religião.
      6. Também acredito que sim, que muitos muçulmanos se tenham sentido incomodados. Como muitos católicos ficaram com as criticas à Igreja.
      7. os muçulmanos, a sua larga maioria, não foram educados para pegar em armas a defender o Islão. Os terroristas do EI são uma ínfima minoria, não representam o povo muçulmano.
      8. isto tem a ver com poder. Com dizer a alguém "tu não fazes isto porque eu não quero", não tem nada que ver com religião, a mesma só é usada devido ao peso que tem na cultura muçulmana... move as massas. Poderia ser outra coisa qualquer.
      9. para estes tipos, uma mulher trabalhar, estudar, mostrar o tornozelo, enfim o nosso modo de vida, é tudo uma profunda ofensa. E agora? Tapamos-nos para não os ofendermos e não corrermos o risco de sermos mortas?
      10. Não confundir liberdade de expressão com ofensa ou injúria pessoal. É muito diferente.

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  12. Apenas opiniões cada um atribui a importância que bem entender!

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  13. E desde quando se autenticou o MEC como lídimo tratado de sensatez da Portugalidade? Quem, onde e quando se lhe passou esse atestado?
    MEC diz o que quer e dobra-se-lhe a espinha, é isso? Falou, decretou e é lei!

    "Não se pode matar a Charlie Hebdo. Não se pode matar a valente e hilariante revista que goza com tudo e com todos"

    Hilariante revista que goza com todos. Hilariante no mesmo ou quase igual patamar da Hilariante noite das Comadres da má-língua que também gozava com todos.
    Este é o MEC. O senhor...das moscas.

    Finda a minha participação neste assunto.

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    1. Eu adoro o MEC, leio coisas do MEC praticamente desde que aprendi a ler e na minha modesta opinião ninguém consegue falar das características típicas disto de se ser português, tão bem como ele (a demonstração perfeita, está num programa que deu há já alguns anos na RTP 2, precisamente sobre a Portugalidade e que está disponível na net), mas Corvo, já tinha saudades suas, o importante é que voltou, mesmo que tenha sido a cascar no MEC...o Corvo e as suas pedradas no charco, fazem falta.

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    2. Venho apoiar meu caro (não que necessite, obviamente).
      Não fosse o assunto sério, estaria a sorrir com mais uma tirada do descarado MEC.

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    3. Eu adoro o MEC.
      (e ele, tal como o Corvo, tem todo o direito a manifestar livremente a sua opinião)

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    4. Tem! Tenho! Temos sim senhor.
      Agora, estar-se à espera que o MEC venha derramar sapiência para o mundo para as pessoas ditas (supostamente) de opinião própria, até aí caladinhas, virem tomar posição, é uma coisa muito diferente. Parece-me.
      A Sara, Palmier e Pipoco, entre outros, não fizeram isso e falaram por eles, pelas suas cabeças. Exprimiram as suas ideologias e argumentaram-nas.
      Como a Picante e eu fizemos no blog da Sara, o que aqui não sucedeu propriamente. O MEC falou e as pessoas passaram num ápice de uma periclitante indecisão a uma omnisciência de todo o tamanho. Tudo se transformou e se mudou para um mundo muito melhor onde a inteligência, o discernimento lúcido e a capacidade de raciocínio, qual tsunami impetuoso, afogam as pessoas de sabedoria.
      Lindo! Viva as pessoas inteligentes! Abaixo os asininos! Viva a liberdade de expressão, e, sobretudo, quem a sabe exprimir livremente.

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    5. A minha opinião e pensamento está mais que expressa, repetidamente. Quer no blog da Sara, quer na resposta que dei à Uva e à Bé.
      Aliás, este post surge na sequência de várias conversas que tive.
      Vai daí que vou usar a minha liberdade de expressão para lhe dizer que a sua crítica não tem qualquer fundamento, eu expressei claramente o meu pensamento, não me limitei a copiar o de outrem, como pouco honestamente insinua.

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    6. Eu não critiquei o seu post. A Picante colocou um post a falar de outro post, não manifestou a sua opinião formatada daquela. Foi o que me pareceu.
      O que eu disse foi que as pessoas que a vieram comentar se basearam nas palavras do MEC para formatarem as suas opiniões próprias. Desde uma chapada com luva branca nos burros, (S*) até à ignorância deprimente de gente com formação, (Margarida) foi um tsunami de iluminismo até aí oculto pelas trevas do silêncio.
      O que o MEC fez. MEC, o fazedor de gente inteligente. MEC, o despertador de omniciências adormecidas.
      Até proponho um slogam, que a meu ver faz todo o sentido:
      Com um MEC na tua vida nunca serás esquecida.
      Bom fim-de-semana

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    7. Hum. Peço desculpa então se me precipitei.
      (ainda assim, talvez esteja a ser injusto... várias razões podem estar no cerne do comportamento demonstrado, quanto mais não seja, falta de tempo ou paciência para longos comentários)

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  14. Uma coisa é certa, cutucaram a onça com uma vara curta. E sabiam bem que estavam sujeitos a que estes tresloucados se passassem, tanto assim é que Charb, o director da revista, até andava com um segurança. Evidentemente que condeno veementemente este massacre, esta barbárie, este horror. Mas, caramba, eles sabiam bem com que tipo de gente estavam a lidar. Bem como os riscos que corriam.

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    1. Apenas significa que eram corajosos. Ainda bem que há gente assim, corajosa, sem medo de dizer o que pensa, é por causa deles que hoje em dia os negros votam, nos EUA, por exemplo.

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    2. Corajosos? Levar a vida a gozar os outros, seja quem for, é um acto de coragem? Bolas! Caneco!

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    3. Foda-se Sara, tu não me enerves mais.
      Era o que mais faltava que alguém não pudesse falar sobre religião porque isso ofende as susceptibilidades de outrem. A sátira é uma forma de expressão / comunicação.
      Dizer "tu não podes satirizar religião" não é, não pode ser considerado aceitável para nenhum cidadão democrático.

      Quando é que perceberás que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa? Ninguém gozou ou injuriou "pessoas", como tu repetes insistentemente. É muito diferente eu dizer "a estupidez deveria pagar imposto, detesto gente estúpida" de dizer "Ó Maria tu és estúpida até à quinta casa" . Uma coisa é injuriar directamente alguém, outra coisa, completamente diferente, é satirizar um tema.
      NÃO há, não pode haver temas tabus! Não em democracia.

      Podemos discutir se aquilo é ou não de mau gosto. Podemos achar que aquilo não deveria ser publicado. O que não podemos, de todo, dizer é que não se pode satirizar o Islão porque isso ofende os muçulmanos. Isso será aprovar a censura.

      Portanto sim, são corajosos. Um grupo de fanáticos tentou impor, pelo terror e sob ameaça, a um grupo de cidadãos livres o silêncio sobre religião. Ameaçou-os. Ainda assim, esse grupo de cidadãos livres, sabendo que poderia correr perigo, optou por não se calar e continuar a exprimir livremente as suas ideias (e não interessa se concordamos ou não com a sua visão, se achamos de bom ou mau gosto).

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    4. Deixo aqui parte do melhor artigo de opinião que li sobre o assunto:
      "...But we are not in a vacuum. We are in a situation where my third point applies, because the kind of blasphemy that Charlie Hebdo engaged in had deadly consequences, as everyone knew it could … and that kind of blasphemy is precisely the kind that needs to be defended, because it’s the kind that clearly serves a free society’s greater good. If a large enough group of someones is willing to kill you for saying something, then it’s something that almost certainly needs to be said, because otherwise the violent have veto power over liberal civilization, and when that scenario obtains it isn’t really a liberal civilization any more. Again, liberalism doesn’t depend on everyone offending everyone else all the time, and it’s okay to prefer a society where offense for its own sake is limited rather than pervasive. But when offenses are policed by murder, that’s when we need more of them, not less, because the murderers cannot be allowed for a single moment to think that their strategy can succeed."

      O third point é: 3) The legitimacy and wisdom of criticism directed at offensive speech is generally inversely proportional to the level of mortal danger that the blasphemer brings upon himself.

      O artigo completo, caso queiras alargar horizontes
      http://douthat.blogs.nytimes.com/2015/01/07/the-blasphemy-we-need/?_r=2

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    5. Ahahahah! Mas eu nem sequer falei de religião. Quando é que gozar com as pessoas passou a ser considerado acto de coragem? Seja aqui, na China, ou na indonesia? Nem precisas de responder, honestamente.
      Pobres bombeiros.

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    6. Ó sara, vai ali atirar-te duma ponte, sim?

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    7. Não seja assim Anónimo, a Sara é boa menina, está só um bocadinho baralhada, afinal eu estou aqui a puxar por ela.... é normal.

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    8. Sara, se há coisa que me confrange é desonestidade intelectual. A Sara é capaz de muito melhor. Vá lá...
      Os seus posts foram sim consequência do Charlie Hebdo. O comentário do Anónimo lá de cima refere-se aos jornalistas do Charlie Hebdo. Eu respondo dizendo que eles são corajosos. A Sara pergunta se coragem é gozar com os outros. Até aqui o tema é sempre religião, a suposta razão de terem sido chacinados.
      Eu explico-lhe que as coisas são como são e a Sara tem a distinta lata de me dizer que não, que não é disso que se fala? Leu alguma coisa do que escrevi ou quer ter só razão?
      Explique-me lá como é que os jornalistas assassinados estavam a gozar com as pessoas e quem eram essas pessoas. E tente sustentar isso a um nível acima do infantil, por favor.

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    9. Eu não disse que não era disso que se falava. Apenas questionei onde, como e por que raio é que o acto de gozar - no geral - está relacionado com coragem. A picante atira-se, mais uma vez, a dizer que era bom e bonito agora não podermos satirizar religiões. Quando eu Nunca!!! disse que é proibido, feio ou errado gozar com a religião, dizendo até que é um assunto que me passa ao lado. Acho sim é que ganhar a vida satirizando isto ou aquilo não é um acto de coragem. É um trabalho tão válido quanto o meu, nada corajoso também. Estou-me cagando se achas que eu estou baralhada, se estou a querer ter razao à força e por aí fora. As coisas sendo como são, então terás que respeitar a minha opinião, tal como eu respeito a tua, sem dar a entender que tu és muito mais burra do que eu por não concordares comigo.

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    11. Sara, vamos lá a falar a sério, posturas Picantes à parte.
      Nós não estamos a falar do geral. Eu disse que eles eram corajosos, face a um caso específico. E eu não te estou a chamar burra, nem acho que o sejas, embora ache que estás a ser casmurra, neste assunto específico. Ganhar a vida falando sobre algo quando um grupo tentou impor silêncio à força revela coragem, claro que revela. Eles sabiam que corriam riscos, ainda assim não se calaram. E não se calaram em nome dessa coisa que é a liberdade de expressão. Ok?
      E eu não respeito essa tua opinião, acho que estás completamente errada. Mas respeito o direito de a proferires as vezes que entenderes, sem que eu te agrida.

      (e que história é essa dos anónimos, Sara? Agradeço que te expliques)

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    12. (obrigada pelo esclarecimento, como estava aqui parecia que era dirigido à minha pessoa, muito mais descansada)

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    13. Eu não gostava das publicações do Charlie Hebdo mas eles eram corajosos sim, ó Sara! Tão corajosos como os que desafiaram Hitler, os que esconderam Judeus, os que se impuseram contra a ditadura e como os nossos Capitães de Abril. Ou serás daquelas que achava que no tempo do "salazar" é que era?

      Eles eram corajosos porque pegavam no direito à "liberdade de expressão" e satirizavam tudo o que eles achavam ser corrupto, falso, parvo. E faziam-no bem! Tão bem que em 2011 foram alvos de um ataque dos terroristas hipersensíveis mas não pararam (aliás a mesma seita que agora os atacou)! Sabes porquê? Porque um cartoonista publicou um desenho (creio que na dinamarca) e foi assassinado por estes pulhas!! E sabes o que o Charlie Hebdo fez?? Publicou-o! Isso é o quê? Coragem Sara, coragem!
      Aliás o Charb, um dos cartoonistas disse "prefiro morrer de pé do que viver de joelhos". Percebes a dica? O Islão diz que todos os nao crentes devem ser assassinados quando não querem ser convertidos e que jamais alguém o deve desenhar (ao profeta). Mas também lhes diz que as mulheres valem metade dos homens e, se o homem matar a mulher basta de faça jejum durante 1 mês que não há problema, diz que todos devem converter-se às ideias e às praticas, se não o fizerem o "profeta" incita-os a matar e que "allah" dará grandes fortunas a quem o fizer... vamos deixá-los à "vontadinha" não é?? Eles gozavam com os EXTREMISTAS (não com a religião, informa-te) como gozavam com o papa cristão, como com politicos, com a corrupção e a hipocrisia do mundo.
      E eles eram corajosos porque, apesar de saber que tinham a cabeça posta a prémio pela AL QAEDA (desde 2013), apesar de receberem ameaças de morte, apesar de saber estarem a tocar nos "intocáveis" eles tiveram a coragem do fazer. Sabes para o quê? Para que um dia tu, as tuas filhas e netas não tenham que se vergar à vontade de um homem, para que os teus filhos não sejam obrigados a seguir as regras de outras religiões, para que não sejam obrigados a seguir os ideais, principios e vontades dos senhores muçulmanos. Para que tu, Sara, tenhas direito a mandar aqui as tuas postas de pescada e para que eu possa dizer-te tudo o que acho da religião muçulmana sem que seja, por isso, apredejada até à morte (sim, Sara, as mulheres podem e devem ser castigadas - apredejadas até à morte, batidas como o marido quiser... não há problema segundo a religião "da paz" muçulmana). Por isso Sara, é por isso que eles são corajosos e se não consegues ver isso é porque tem sérios problemas.

      E, minha cara, é direito de expressão! É! E caso achassem ofensivo era simples: processo, tribunal ou ignorar... mas não! Cobardes são os filhos da p*** que pegaram nas armas e mataram indiscriminadamente. Sim indiscriminadamente porque de todas as vitimas só 5 ou 6 trabalhavam na publicação. Eles mataram um muçulmano, o policia, que pedia clemência! Achas normal??

      É que não sei se sabes mas estes extremistas têm morto imensos inocentes e são poucos os que lhe fazem frente - basta ver governo Inglês, Francês e Sueco - mudaram várias leis para os deixar satisfeitos. Estes tipos? Fizeram-lhes frente! Estás a ver?! São dos poucos corajosos na Europa, pouquíssimos.

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    14. Bolas, ó picante, estava aqui porque o anónimo está aqui também, que raio.

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    15. Porque acaso "o anónimo" são os anónimos. Eu só aqui escrevi o último comentário porque me pareceu que a Sara ou não se informou e não sabe do que fala ou gosta de viver em ditadura.

      Limitar a liberdade de expressão é o primeiro passo para a ditadura. E estes ataques não ocorrem por isso, nem esses nem os mais de 20 ataques já desmantelados na Europa. Eles já abriram guerra contra nós, só que nós também lhes deveríamos fazer frente e não fazemos.

      Ps: Esqueci-me de mencionar no anterior post- até a Alemanha já mudou leis para os favorecer, retirando direitos dos próprios cidadãos porque era "ofensivo" para a cultura muçulmana... pois por mim podem enfiá-la num belo sitio. Respeito a deles enquanto e até ao ponto em que não interfira com a minha. Por exemplo, uma cidade na Alemanha deixou de char "Christmas Market" e passou a ser "Winter Market" porque ofendia os senhores... isto é muito perigoso. E no Charlie Hebdo nunca se deixou intimidar por eles.

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    16. Ai basta um mês de jejum e já se é absolvido do assassinato da mulher?
      Em Portugal é mais fácil. A s quatro ou cinco que são assassinadas todas por semana pelos maridos, (civilizados), podem enfardar à vontade sem remorsos de consciência.
      E se os árabes matam as mulheres, pelo menos não assassinam os filhos nem os vendem para a prostituição, coisa que em Portugal e um ver se te avias.
      O Ocidente só está a colher o que semeou.

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    17. assassinadas por semana pelos maridos.

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    18. Por acaso vendem as filhas em casamentos pré-combinados. Portugal não é o melhor dos locais, tem razão, mas pelo menos é crime fazer-se isso. Já lá é tido como um "bom costume" o homem tem o direito de bater na mulher à vontade, tem direito de a violar, de a enclausurar, etc. É dono dela.

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  15. Eu já detestava esses parasitas que se intitulam personal coaching. Agora então, passei a achá-los não só completamente desprezíveis como até perigosos. Que isto de legitimar o extremismo pode ter consequências bastante nefastas.
    Já agora, que tipo de preparação tem um indivíduo destes para andar a fazer a cabeça das pessoas?

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    1. É apenas mais um imbecil, parco de intelecto...

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    2. É este e a do às nove...não há pachorra

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  16. E porque é que isto tem que ser um "ou estás comigo ou estás contra mim"? Não posso eu achar, como sempre achei, que algumas das sátiras ali apresentadas eram excessivas, insultuosas e desnecessárias e ainda assim condenar por completo o que se passou?

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    1. Pode. Obviamente que pode. Eu também acho que algumas são de mau gosto. Mas defendo até à morte o direito de alguém poder blasfemar ou falar sobre todo e qualquer tema, sem que a sua integridade seja ameaçada.

      Acho que poderia gostar de ler isto:
      http://douthat.blogs.nytimes.com/2015/01/07/the-blasphemy-we-need/?_r=2

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    2. Mas eu tb não digo que não defendo isso pois não? O problema é que as pessoas não estão a ser capazes de separar a discussão da liberdade de expressão dos acontecimentos de Paris. Por eu dizer que Liberdade sim senhora mas não libertinagem não estou a dizer que quem ultrapassar o risco deva ser fuzilado ou estou? Pegando num outro assunto que já foi quente e para tentar explicar, por eu dizer que acho que as pessoas não devem andar por ai nuas no meio da rua, não estou a dizer que se o fizerem merecem ser apalpadas ou violadas certo? Coisas diferentes, o mesmo principio lógico.

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    3. Aconselho a leitura deste
      https://medium.com/@asgharbukhari/charlie-hebdo-this-attack-was-nothing-to-do-with-free-speech-it-was-about-war-26aff1c3e998

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    4. Discurso Ana Marques? Não. lamento mas não.

      (esse do andar nu é um mau exemplo porque estamos a falar de um comportamento punível por lei, já dizer "eu acho que a religião é uma palhaçada" não é. É um direito que assiste a quem acha, efectivamente a religião uma palhaçada.
      Se eu me inibo de o dizer à frente de um religioso fervoroso? Sim, inibo por educação. Mas pode haver quem não o queira fazer e eu tenho de aceitar isso.

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    5. Discurso Ana Marques? Ok, eu realmente hoje devo estar com problemas de expressão e interpretação é que a Ana Marques fala de politicas anti-europeias, de austeridade, de desemprego...
      Não vi isso escrito em lado nenhum naquele texto mas ok. Quanto á liberdade, o problema é que o meu conceito de liberdade é diferente do da Picante, do da Maria da Couves ou da D.ª Amélia e como tal o limite em si está implícito. Tenho o direito de dar a minha opinião? Tenho. Tenho o direito de ofender deliberadamente terceiros? Se calhar já nem tanto. Mas o problema é saber qual é esse limite, até onde é que se é permitido ir, precisamente por a liberdade ser um conceito tão subjetivo e dependente da educação, cultura, religião de cada um. Agora que alguém deva pagar com a vida por ultrapassar esse risco? Óbvio que não.

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    6. Ora bem. Tudo se resume, portanto, ao direito de livre expressão que a cada um assiste, certo? Óptimo!
      E esse direito não tem limites e vai até onde o Universo o permitir. Sou livre, falo e expresso o meu direito de criatura pensante. Certo? Cada vez melhor!
      Ora somos todos, cidadãos do mundo, englobados por esse mesmo direito que vai desde a palavra imprensa a oral, assim como aos livres procedimentos de cada um. Certo? Perfeito!
      Então o pasquim exerceu o seu livre direito, de pela crença, humilhar, achincalhar, enlamear um povo para quem a religião é lei soberana e sagrada. Tudo bem porque o direito de livre expressão o justifica.
      E esse povo exercendo o seu livre direito de expressão limpou o sarampo a uns quantos livres pensadores.
      Ambos exerceram o seu livre direito de expressão. Uns pela caneta e outros pela metralhadora, o que não me parece fazer diferença significativa.
      O que é importante é o livre direito de expressão, e esse, quanto a mim, cada um expressa-o como pode e lhe der mais jeito.
      Ala Arriba! P'rá frente que atrás de nós vem gente!

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    7. Lady M, peço desculpa, só vi o título, não me apercebi que havia um texto. Assim sendo retiro o que disse,
      leio à noite e depois falamos.
      (ela também fala em discriminação e integração)

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    8. Mas, resumidamente, no fundo acho que concordamos, as pessoas não têm o direito de se ofender deliberadamente, embora tenham o direito de exprimir as suas opiniões livremente, sobre IDEAIS, sem temer represálias físicas.
      A religião entra no patamar de ideias, o "tu és estúpido" não. E claro que os limites variam, consoante os indivíduos, temos de ir usando o bom senso e contar com a educação.

      (é mais ou menos isto, verdade?)

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    9. Ideias, eu queria dizer ideias, embora ideais também.

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    10. Mais ou menos, Picante.É por ai...mas.
      A ser compreendida pelas duas partes.

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    11. Acontece que, muitas vezes, as partes terão entendimentos diferentes do que é ofensa.
      Eu posso considerar anedotas sexistas uma ofensa e outra pessoa pode achar uma mera piada, outra ainda pode achar apenas de mau gosto. É subjectivo, muito subjectivo.

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  17. ? Miguel Esteves Cardoso e liberdade de expressão: http://www.publico.pt/mundo/noticia/escolher-israel-1666913
    !

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    1. Sim? Qual é o problema?
      (tendo em conta o assunto em questão, claro. Não me apetece discutir novo tema fraturante)

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