terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estou para aqui tremendamente indecisa

...Com uma enorme vontade de vos falar de árvores de Natal que não são afinal árvores de Natal, quero dizer... são... mas na verdade, árvores de Natal, louças, ou pacotes de bolachas, é tudo indiferente porque de facto, embora a temática seja a árvore de Natal, ela não passa de paisagem, em verdade vos digo que esses adoráveis selvagenzinhos, a quem adoramos mais que a própria vida, precisam de limites como de ar para respirar.

(E não, aquilo que fazemos com os nossos filhos, dentro das nossas casas, não é indiferente à sociedade. Sabem? É que eles saem de casa, convivem com outras pessoas, frequentam outros locais, pode dar-se o caso de anfitrião desse outro local ter um feitio esquisito e não achar muito engraçado que pequeno selvagenzinho lhe derrube a árvore de Natal, arrastando-a de divisão em divisão...)

49 comentários:

  1. Onde fica a tal palmada pedagógica neste caso? Se calhar neste caso aplicava-se bem não?

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    1. Depois de uns quantos "não mexe", sem dúvida. Mas atenção que podemos estar a abrir uma caixa de Pandora, isto de dar uma palmada no rabo de um petiz pode ser considerado uma agressão, um estilo de educação nazi que deixará profundas marcas futuras.

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    2. Sim, mas segundo ela a palmada pedagógica não dói, é só um enxota moscas, logo não é traumatizante...

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    3. Como diria a minha mãe, "se choras sem razão, eu dou-te uma razão para chorar...". ;)

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    4. Mas é um tipo de "agressão"(?)que a mãe em questão, concorda

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  2. Pois, se calhar sou eu que sou mau feitio, mas o meu filho não vai andar a fazer esse tipo de coisas. Pelo menos não sem repreensão. E no caso em concreto, parece-me que não apenas não existe repreensão, como ainda se acha muita piada à coisa.

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    1. Deus me livre se um filho meu fazia essa gracinha e eu ainda me ria e achava divertido.
      (sou particularmente sensível a este tema, tenho um sobrinho assim, os pais achavam muita graça aos dois anos, agora vai a caminho dos sete e só os ouço queixar do tema "mau comportamento", já foram chamados à escola umas três vezes, dizem que não o conseguem controlar... caramba, como é possível não conseguir controlar uma criança de seis anos?...)

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    2. Picante, toma nota que há crianças e crianças. Eu era uma menina hiperativa, apanhava e bem, castigos era mato, a minha mãe coitada, fazia de tudo para me agarrar e educar, mas até aos 12-13 anos, não havia nada a fazer. A idade acabou por me curar, mas até lá, foi extremamente difícil.
      Depois há crianças que são más (há crianças más) e essas também são muito dificeis de controlar.
      A generalização é sempre um pau de muitos bicos.
      Eu também dizia que controlava birras no supermercado e a minha filha já por uma ou duas vezes me fez uma fita daquelas... e apanha se eu achar que as merece.
      Eu cá não tenho complacências.

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    3. Pois, mas este é o irmão mais novo. O que pouco era repreendido porque era "pequenino", era o mais velho e os primos que tinham de ter paciência. Ouvi a minha cunhada dizer várias vezes que era incapaz de lhe dar uma palmada. Ainda que a criança lhe levantasse a mão.
      O resultado está à vista, o miúdo é um índio, por mais que adore o meu sobrinho dou comigo a pensar que prefiro não o ter cá em casa, já sei que vai abrir armários, lamber os bolos e ignorar qualquer ordem, sem que os pais reajam. O miúdo não é mau e também não tem qualquer problema de hiperactividade. É só mal educado.

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    4. São os pequenos ditadores, a mãe era incapaz de lhe dar uma palmada, mas que não se surpreenda se um dia levar uma lambada do filho. Uma palmada no momento certo faz milagres, ninguém me convence do contrário. Andam aí muitos adultos que lhes faltou um travão quando eram um pequenos e agora acham que podem fazer tudo. Não admito que levantem a mão ou que sejam mal educados nem com os pais e muito menos com os avós. Vejo alguns miúdos a tratarem os avós como criados e praticamente a insultá-los. E se o aviso verbal não chega, levam uma palmada bem dada sim.

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    5. O comentário que eu escrevi não lhe convém publicar, não é? Toquei no ponto certo, não foi? Pois...

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    6. clap clap clap!!!!!!

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    7. pipinhaeheh eu concordo totalmente contigo mas também há por aí muito avô e avó a "pedi-las".

      A minha querida sogra e respectivo marido sempre achavam que eu era demasiado rígida com o meu filho (não sou) e qualquer coisa em que eu o repreendesse lá vinha o "coitadinho do menino". Falámos de lhe dizer um "não!" de forma firme ou de lhe dar uma palmada educativa no rabiosque por o ter merecido (daquelas que só "sacodem"). Passados umas vezes passei-me e disse-lhes que não lhes admitia que se metessem quando tiver a dar educação se me valeu de muito? Não. Pela harmonia familiar (e cegueira do meu marido) lá tive que engolir o facto dele continuar a ficar lá, apesar de ter conseguido que fosse para a pré-escola passando a ter somente 1 hora/dia com os avós.
      O problema é que eles nessa hora com o neto sem supervisão, faziam-lhes as vontades todas até que chegou o "belo dia" em que o meu filho com 3 anos deu um pontapé na avó à minha frente porque ela se recusou a levantar-se para lhe ceder o lugar [coisa que nunca tinha acontecido] pois que mais uma vez tive que bater no meu filho pela estupidez que a avó fazia e ela levou uma reprimenda também. É que não há pachorra para avós que só prejudicam os netos e não querem saber do bem-estar deles para nada, que são excessivamente permissivos, não auxiliam na educação, a contrariam e pior de tudo, desestruturam as crianças principalmente quanto têm contacto diário e decidem que querem dar tudo e fazem ouvidos moucos.
      O meu filho andou a levar tantas palmadas educativas em casa que eu já estava entrar em desespero: batia-lhe, ralhava-lhe, explicava-lhe e ficava bem (durante as férias ainda antes de lhe ter batido isso foi mais que visível) e ele ia a casa dos avós uma vez e quando voltava vinha igual ou pior!!
      Retirei o meu filho dos avós e bem-dita a hora, não passa nem 1 só minuto a sós com eles porque não são em condições. O meu filho não é a mesma criança, é elogiado por todas as pessoas pela excelente educação, por ser carinhoso e assertivo. Não bate nos outros miúdos, espera pela vez dele, tem amigos, entende e aceita os "nãos"... uma criança totalmente diferente. Tem as suas birras como qualquer criança mas nunca mais mostrou indícios de violência para com os avós ou para com qualquer adulto que fosse. A mudança de comportamento deu-se em menos de 1 mês depois de ter saído daquele ambiente e mantêm-se até hoje, quase 3 anos depois.

      E hoje o meu marido dá-me toda a razão, na altura quase me apresentou o divórcio.

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    8. Picante, sobre esse seu sobrinho, que já vimos ter uma mãe, sua cunhada, demissionária das suas responsabilidades de autoridade, deixe-me perguntar-lhe: durante esses anos todos de incúria, onde esteve o pai, seu irmão?

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    9. O Pai? Ora.. o pai pouco difere da mãe, vai daí que só os ouço com repreensões muito pouco firmes. A criança vira-lhes as costas, já assisti várias vezes. O pai está agora a acordar para a vida, não sei é se a mãe estará pelos ajustes.

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    10. Então, então? Mas as "suas pessoas", criancinhas incluídas, não eram todas modelos de virtudes? Mau! Querem lá ver que afinal não era bem assim?

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    11. Anónima, a sua burrice propositada cansa-me. Sabe muito bem que as pessoas são responsáveis apenas pela educação dos seus próprios filhos. Filhos dos quais eu pouco falei, já agora, nunca tendo dito serem modelos de virtudes. Isso de me tentar atacar com mentiras começa a aborrecer-me. Veja lá isso... se é que quer continuar a ter voz por aqui.

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    12. e quando lhe ferem o orgulho ela.....ameaça.

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  3. Essa relação entre palmada e boa educação é tão exagerada. Perco a conta aos miúdos que as levam e não respeitam os pais e aos que não as levam e são bem educados. Desde muito pequenos que eles interiorizam o que não podem mesmo fazer se nós formos congruentes e firmes em relação a isso. Eu e o meu irmão nunca apanhávamos e não tivemos nada de selvagens. E pasme-se, também não gritavam connosco! Se os meus pais mandavam, eram soberanos, estava implícito, não podia ser diferente, não havia hipótese. E sim, claro que o fazemos em casa não é indiferente à sociedade, é só a grande base de tudo e mais alguma coisa. Mas serve para os dois lados e bater não me parece muito melhor do que não fazer nada (pronto, não chateio mais com isto) :)

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    1. Acho que será tudo uma questão de bom senso. Já não me lembro da última vez que tive de dar uma palmada e não devo ter dado mais que umas quatro ou cinco.
      Mas também acho que hoje em dia há muito mais à vontade. Vêm cá crianças a casa que se tentam fazer de lucas, dizem "não gosto, quero outra comida" com a maior das naturalidades. Eu ainda me lembro de ter comido língua, em casa da minha melhor amiga, porque estava fora de questão dizer que não gostava. Comi menos.

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    2. Precisamente. E não terão sido essas quatro ou cinco palmadas que fizeram a diferença na educação do seu filho (ou filhos). Certamente que muito mais do que isso terá estado na base de não ter sido necessário continuar a fazê-lo.

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    3. Com certeza que só as palmadas não chegam. Mas se me perguntar se fizeram ou não a diferença, até acho que sim, que fizeram alguma. Todas foram dadas numa altura em que tinham sido ultrapassados todos os limites do que eu considerava aceitável. Depois da conversa e da explicação. Serviram para que percebessem, de uma vez por todas, que ele há regras inquebráveis, limites intransponíveis.

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  4. Pipocante Irrelevante Delirante9 de dezembro de 2014 às 12:19

    Cheira a requentado.
    Ou houve desenvolvimentos?

    Sou contra o castigo corporal, mesmo a palmada-limpa-o-pó. Claro que o Mini-me uma vez fez menção de me ferrar uma dentada, e eu só lhe perguntei se tinha a certeza do que ia fazer... se lhe torcia a orelha até abrir a boca, ou me limitava a mostrar-lhe que fisicamente não me conseguia magoar, sinceramente não sei.

    Birras todos fazem, nem que seja porque acordem mal dispostos (também têm direito); a questão é saber como lidar com a situação. Rir ou encarar como algo de natural, não é solução, digo eu, mas também nunca participei em workshops da área.

    No arrasto do pinheiro (o meu, o que faz é constantemente mudar a posição dos ornamentos, isto é, até eu o mandar parar), é proibir, digo eu... pelas razões discutidas aquando do PopcornGate

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    1. Sempre entendi o "castigo corporal" como sinónimo de "perda da paciência" ou incapacidade de resolver o assunto de outra forma. Há crianças más, sim, mas também há adultos maus. Das duas uma: ou resolvemos tudo à pancada (se calhar não é por acaso que há tanta violência doméstica), apenas equilibramos a força, caso seja criança ou adulto, ou batemos em crianças, porque somos mais forte que elas, ou seja, somos uns cobardes. Seja como for, educar pela "palmada" é educar pelo medo. A criança deixa de fazer pelo medo de "apanhar". Não me parece que estejamos, desta forma, a forma um bom adulto.

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    2. Os meus nunca ligaram muito aos enfeites da árvore, sinceramente não me lembro de isso ter sido nenhuma dor de cabeça.
      Quanto ao resto... haja bom senso. Dar uma palmada não é educar pelo medo, educar pelo medo será educar à palmada. É diferente, eu acho.
      Aliás, tenho cá um que me pedia para lhe dar antes uma palmada mas que o deixasse ver televisão. Não me parece que as poucas palmadas que levou o tenham deixado muito atormentado.

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    3. Quando leio/oiço pessoas a dizer que nunca deram uma única palmada aos filhos e que eles lhes obedeciam sempre, penso em duas hipóteses: ou estão a mentir descaradamente ou o terror é tal que basta dar-lhe um "não" que as crianças agem suprimindo os seus instintos mais básicos. Sinceramente, prefiro acreditar na 1º hipótese...

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  5. Por causa da Dona Picante dou a volta ao mundo à procura do mote que deu aso ao texto.
    Custa mas encontro. Não sei porque razão tinha uma ideia errada do crianço em questão (rimou!)
    Kis :=)

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    1. Eu já dei a minha volta (pequenina admito), mas continuo sem saber de quem falam.

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    2. Pipocante Irrelevante Delirante9 de dezembro de 2014 às 16:18

      Idem...

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  6. oh sorte, uma pistazinha, please, que ando aqui aos papeis....

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  7. Pipocante Irrelevante Delirante9 de dezembro de 2014 às 17:09

    Seguir a aurora boreal

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  8. cá vai uma pista: fica para os lados do pólo norte

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  9. A pista está no polo norte. Também conheço criancinhas que, de tanto apanharem, passam a vida a levantar a mão a toda a gente. O exemplo é uma arma poderosa.

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  10. aos papéis andamos sempre que aparecem estes conselhos de caca....mas só cá venho porque quero,ninguém me obriga.Deve ser porque a esperança de dias melhores nunca morre.

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    1. Conselhos, Lúcia? Está enganada. Enganadíssima. São axiomas.

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    2. com certeza....porque as donas dos axiomas são todas do planeta Picante.E aqui vai um axioma do fundo do coração:não lhe chega aos calcanhares.

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  11. Aceitam-se ajudas... É referente à mais docinha? É a única que tem um rebento... Ou a que quer ascender a rainha, tem dois e um deles comeu o que não devia... Hummm...

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  12. Deve ser uma árvore bem manhosa para uma criança a arrastar. Ou então é "uber strong", tipo incrível hulk e aquels pais vivem dias te terror, porque basta um espirro para decepar uma cabeça.
    Estão a ver isto de um prisma pouco realista, a miúda é a encarnação do mal!!! Muahahhaahha

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  13. mas que seca é essa mulher, as enumerações básicas; as opiniões iguais; as fontes sempre diferentes (deve ser a porcaria do copy/ paste)
    chata, mas chata de lisa, linear, óbvia, sem profundidade e a achar-se a fossa das marianas, caramba.
    que seca.

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  14. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    1. Eh pá! Pára tudo! Que comentário intelectual, tão bem estruturado. Vê-se que é uma inteligência muito superior.

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    2. Foi publicado por engano, uma alminha qualquer que me anda a correr vários posts com tão educado epíteto.
      Gosto desta capacidade de argumentação.

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    3. (e agora vou removê-lo, com licença, sim?)

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