quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Aquele dia

Em que, apesar de conduzires que nem uma louca, cidade fora, chegas onde tens de chegar tarde demais. Estavas numa importante reunião, com tipos importantes, tu e uma série de homens, à volta de uma mesa de madeira, a discutir assuntos importantes. Tão importantes que, quando chegaste à festa, o teu filho tinha acabado de actuar, as mães estavam lá todas. Todas menos tu. Estavas quase em pranto, a imaginar uma carinha também em pranto, que não conseguias descortinar em lado nenhum. 
Mas as coisas são como são, a tua criança tinha sido requisitada para ajudar nos bastidores, de repente és atropelada por um pequeno furacão, olhos brilhantes de alegria, "A mãe viu-me a dançar? Não me esqueci de uma única deixa? Fui bem, não fui?" 
Foste muito bem, vais (quase) sempre mesmo muito bem...

(Mas quem é o cabrão que se lembra de marcar festas de Natal às 15.00h?...)

79 comentários:

  1. Mas que chatice... é daqueles casos em que mais vale fechar a boca e omitir!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não há outra opção, S, foi o que fiz, sempre lhe disse que cheguei um bocadinho atrasada e pronto.

      Eliminar
  2. Tratam a mãe por você?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro, assim é que é chique, não sabia?

      Eliminar
    2. Outros tempos, sempre tratei os meus pais por você. Para mim é o correto, já o contrário, soa estranho no meu ouvido.
      Cada um é como cada qual

      Eliminar
  3. Olhe Picante, nestas coisas, somos nós que temos de educar as entidades empregadoras.
    Sei que é mais fácil falar que fazer, e que nem todos os trabalhos são tolerantes, mas a realidade é esta: é 1 dia num ano inteiro. Sair mais cedo umas horas, é assim tanto? Não podemos compensar e trabalhar mais o resto da semana inteira, se preciso? Não podemos, se for mesmo imperativo, ir à festa e voltar para o trabalho mais tarde?
    Ou são os pais que muitas vezes, e por várias razões, nem sequer pedem para sair mais cedo com medo da reacção dos patrões? De ouvir um não? Que trabalham todo o ano mais horas, mesmo que para jogar Candy Crush e fazer figura de corpo presente?

    Não falto a estes momentos, não só por ele, mas por mim.
    A conversa da produtividade laboral é longa e vem muitas vezes aliada ao papel de mãe VS profissional, mas hei-de sempre desdobrar-me para estar lá às horas certas.
    Há 2 anos um menino não teve nenhum dos pais na Festa de Natal dele e nem preciso explicar como estava, certo?
    Acho que o mínimo dos mínimos é pelo menos um deles estar. E a horas.

    A história dos dias faz-se de todos os momentos em que estivémos lá.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olhe Rosa, isso na teoria é muito bonito. Acontece que na realidade não é bem assim. Conheço várias pessoas que são obrigadas a meter férias, nestes dias.
      E não é um dia, são vários. E depois junta a isso as idas ao pediatra, as vacinas, as doenças súbitas a meio do dia e, uma ou outra vez, os acidentes. Não é um dia.
      Uma coisa será marcar estas actividades para as 17h, uma pessoa sai um bocado mais cedo e pronto. Outra é marcar para as 10 da manhã ou para as 15h, como foi o caso. Significa que não se trabalha à tarde. E nem toda a gente pode fazer isso.
      Eu até tenho sorte, consigo gerir a minha agenda, sempre pude dizer "a essa hora não, que tenho uma festa no colégio". Mas isso sou eu, não é toda a gente. E, mesmo eu, conseguindo gerir a minha agenda, desta vez não consegui. Foi a primeira festa a que faltei, em oito anos de festas. Mas não consegui porque não sou suficientemente importante para dizer a pessoas ao nível de um Pedro Soares dos Santos que desmarquem o CA porque eu tenho uma festa de Natal. Ainda assim, pedi desculpa e sai mais cedo, depois de esticar a corda até ao limite. Estava trânsito e o parque de estacionamento estava cheio.
      Era bom que as escolas percebessem que as coisas são como são e que há muita gente que pura e simplesmente não pode sair a estas horas sem muitos malabarismos. Se é um só dia, como os professores dizem, também não lhes custaria muito marcar as coisas para horas mais aceitáveis e saírem, eles próprios, mais tarde nesse dia.

      Eliminar
    2. "não sou suficientemente importante para dizer a pessoas ao nível de um Pedro Soares dos Santos que desmarquem o CA porque eu tenho uma festa de Natal."
      Ahhahahahahahahahahahahahahahahahahha ...

      Eliminar
    3. O meu comentário foi um generalismo, porque há condicionalismos, claro, e, infelizmente, não temos uma sociedade tão justa e tolerante, especialmente para as mães, como se quer por vezes fazer parecer.
      Obviamente essa flexibilidade (sensibilidade...) por parte das escolas é necessária. Na do meu há uma primeira parte apenas para as crianças e a partir das 17h para os pais, o que facilita, claro.

      Eliminar
    4. Já é uma hora perfeitamente aceitável...
      Esta semana foi a festa às 15. e será a reunião de notas às 16h, amanhã. Vou ter uma conversinha com a directora de turma.

      Eliminar
    5. Até nos subúrbios os directores de turma têm a consideração de marcar as reuniões com os EE para o fim da tarde.

      Eliminar
    6. Pode ser que seja problema das metrópoles. Pode ser...

      Eliminar
    7. Concordo contigo, Picante. É complicado dizeres aos chefes que tens que sair, quando no escritório estão mais pessoas prontinhas para ficar. Se trabalhasses por tua conta e risco era outra coisa, só te atrasavas se quisesses. Mas só quem sabe como são os escritórios e as reuniões (e alguns colegas) poderá compreender-te.

      Eliminar
    8. Cá nos subúrbios as reuniões são a partir das 18h e as festas são para eles durante do dia, a partir das 17h para pais.

      Eliminar
    9. Eu estava habituada a festas a partir das 17h. Este ano foi uma alegra surpresa...

      Anónimo, em trabalhando por conta própria a coisa poderá ainda ser mais complicada. Por vezes, em dizendo não, pode não tornar a ter oportunidade de dizer sim. E como não tem uma entidade empregadora que lhe garanta o salário...

      Eliminar
    10. Sim, percebo-te. O que quis dizer foi que poderias mais facilmente contornar as coisas, agendares de outra forma. E entidade empregadora a garantir o salário só se for na função pública, que no privado se não queres há sempre mais quem queira...

      Eliminar
  4. A da minha é às 14.30... (mas começa com atrasos)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Esta estava marcada para as 15h. E começou pontualmente.

      Eliminar
  5. Chegaste atrasada mas não és atrasada,isso é o importante!!!
    Beijinhos*

    ResponderEliminar
  6. Dançou lindamente! Até eu vi, daqui do meu canto.
    (Tudo está bem quando acaba bem).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dançou, não dançou?
      (acaba sempre bem, que remédio temos nós...)

      Eliminar
  7. o c*****o é do tipo que tem um horário de 4 a 6 horas por dia....

    ResponderEliminar
  8. As festas deste ano estão a levar-me à exaustão. Não só pelos horários indecentes, mas também pelos adereços...mas no final aqueles sorrisos tão orgulhosos valem tudo! E nem nos lembramos mais que não almoçamos para ir a 5 chineses procurar o fato de anjo, a camisola amarela para fazer de estrela e o chapéu de pai natal :)
    Domingo que vem o mais velho vai cantar pela ultima vez e depois..FIM....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Este ano tive sorte com os adereços. T-shirts brancas e pouco mais. Mas a educadora do meu primeiro filho levava-me à loucura. Havia sempre três festas, cada uma com adereços mais complicados, ela chegou a pedir-me calças amarelas, pelo amor da Santa. E ainda me lembro de um ano, em pleno Dezembro ter corrido todas as lojas à procura de t-shirts castanhas. Não só a cor é pouco frequente para crianças, como as poucas que encontrava eram de manga comprida. Sugeriram-me que mandasse cortar as mangas e fizesse bainhas na costureira. A sério, ia-me dando um ataque.

      Eliminar
  9. Sim, já todos percebemos que és muito importante e tens um emprego muito importante e reuniões muito importantes com homens muito importantes. Revirar de olhos...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. eheheh. Por acaso já reparei que ultimamente há muito quem vá por aí, sim... a exibir as coisinhas, enfim, não chega no facebook?... "que eu vou de férias para a cona da tia", " e eu tenho uma profissão muito importante", " e eu sou doutora", " e eu tenho uma casa super luxuosa e moro num condomínio fechado", " e eu estou a escrever uma tese"... tudo "so" mas "so so boring".

      Eliminar
    2. Lady Júlia, atenção ao linguajar, sim?

      Eliminar
    3. Ops, já me esquecia que a tia é picante mas é uma mulher de respeitos, desculpe, não volta a acontecer!

      Eliminar
    4. Porque, como toda a gente sabe, dizer que se é, ou se tem, ou se faz, ou se vai é sinónimo de se gabar que se é, ou se tem, ou se faz, ou se vai, e é de uma cagança inadjectivavel... Ainda se se fosse tudo a queixar...

      Eliminar
    5. Ora, afilhada, se uma pessoa se ousar queixar há-de haver logo quem diga que sofrimento é na guerra, que há muita gente a morrer de fome.
      Bem, vou mas é à minha vida, hoje não há reuniões importantes.

      Eliminar
    6. Você pode dizer cabrão e a Lady Kina não pode dizer cona da tia?

      Eliminar
    7. Só agora reparei: Lady Júlia?! LOL. Sempre tão enganadinha, a presunçosa.

      Eliminar
    8. Eu, na minha casa, posso dizer o que me apetecer.

      Eliminar
  10. "A mãe viu-me a dançar?"
    Tratar a mãe por você? WTF?!!???
    Ou faz parte da personagem, Picante? Diga querida, conte-nos tudo...
    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu trato a minha mãe (e o meu pai, e os meus tios, e os avos) por você.
      E tenho 40 anos, sou da plebe (mãe dona de casa, pai operário).

      Neste caso, não percebo o escândalo...

      (e agora podíamos iniciar a velha discussão sobre se tratar os pais por tu cria familiaridade a mais, se é falta de educação...)

      Eliminar
    2. Trata a mãe como tem de tratar a mãe.
      (não é coisa que lhe diga assim muito respeito, verdade?...)

      Eliminar
    3. Se os filhos a tratam por você, as futuras noras/genros terão que a tratar por sua Alteza.

      Quão totó é isto??

      Eliminar
    4. Confesse que tem a sua piada, Picante. Você ironiza as peneiras educacionais das "tias" por essa blogo fora e depois o seu próprio filho trata-a com a impessoalidade de uma terceira pessoa do singular. Muito LOL.

      Eliminar
    5. Em verdade lhe digo que entre as que eu satirizo não há uma única tia. Mas é que nem perto disso.

      Eliminar
    6. As noras e genros hão-de tratar-me por Deusa Picante.
      (ou por tia... quem sabe?...)

      Eliminar
    7. Por isso é que eu meti entre tias entre aspas... Porque as verdadeiras tias têm alguma classe. Você, e essas "tias", são só pseudos.

      Eliminar
    8. Tão verdade como ser verdade que a culpa é tua por vires para aqui contar as tuas façanhas familiares.

      Eliminar
    9. Picante, desculpe, mas ensinar os filhos a tratar os pais por você é das coisas mais estupidamente snobes que existe. Como se isso fosse garantia ou selo de uma melhor educação! É que é só mesmo para fazer género para os outros, não gosto nada de ouvir. Pior só mesmo tratar os filhos por você - possidonite máxima.

      Eliminar
    10. Uma das grandes diferenças entre a Palmier e a Picante. A Palmier tem classe só pela forma como escreve, pelo que não diz mas que se percebe. A Picante faz questão de!

      Gosto de que escreve e acho as suas críticas condundentes.
      Mas estes snobismos não gosto. Um filho que me tratasse por você??? Não tenho 90 anos nem o meu filho tem 60. É parvo.

      Razão tinha a São José na resposta que lhe deu ontem...
      Não tenho filhos

      Eliminar
    11. Não há nem uma, isso sei eu. Mas a picante é uma pseudo.
      Quem tem carros alemães, bons empregos, reuniões (sem necessidade de precisar se importantes e se são com homens ou não), nem refere essas coisas porque são normais. A Picante faz para que se perceba. E não lhe fica bem.

      Eliminar
    12. Eu às vezes tento ser humilde, Anónimo, a sério que tento. Mas acabo sempre por ficar sem argumentos, Um aborrecimento...

      Eliminar
    13. Pois eu gosto. E faço questão de os tratar por você. Gosto especialmente na praia, uma pessoa arrasta um bocado a voz, diz Franciscooo venha cá, "crido". É suficiente. Se calha estar gente menos respeitável a pouca distancia, mudam-se logo. É verdadeiramente maravilhoso. Detesto pobre!

      Eliminar
    14. Ensinar os filhos a tratar os pais por você é snob?? Mas por não gostar de ouvir a Sra. Anónima dita sentença? Olhe que o tratamento por tu não é coisa antiga, é mais recente do que pensa e tem que ser cruzado com muitas variáveis. É o tratamento por tu confere "porreirismo", é proletário? Olha, aqui está um bom tema para a Picante analisar: o tratamento por tu ou você à luz da luta de classes.

      Eliminar
    15. Na minha família os pais tratam os filhos por tu ( que essa história do menino e da menina já foi!) mas os filhos tratam os pais por você. Nunca pensei que isto poderia fazer confusão, de tão natural que é, mas pelos vistos faz.
      A mim também me faz confusão que não percebam a possidonice, a parolice, o pechisbeque que o blog da Palmier exprime. Só que encoberto, é mais difícil ver as toleimas , concedo.

      Eliminar
    16. O tratamento por tu de filhos para pais tornou-se quase institucional a partir da revolução dos cravos. Mas isso para parecer porreiro e modernaço. Não foi sequer uma questão cultural. Depois vieram as pseudo tias e acharam que seria distintivo voltar atrás no tempo mas nem sequer perceberam a coisa e vai daí o exagero do tratamento na terceira pessoa com que brindam as criancinhas. Em contexto familiar trata-se na 3º pessoa do singular aqueles a que devemos alguma referência. Mas alguém educado trata os avós por tu?

      Eliminar
    17. Acho que não tem rigorosamente nada a ver com educação, embora o tratamento na 3ª pessoa possa ser entendido como gerador de alguma distância, numa óptica de "uma coisa são os amigos, que tratamos por tu, outra os mais velhos, pais incluídos, a quem devemos outro tipo de respeito".
      Quanto a mim é uma questão de hábito, nada mais. Tenho grandes amigos a quem trato por você, por os ter conhecido em determinado contexto. Hoje, não consigo tratá-los de outra forma, não porque não haja proximidade, mas porque não me consigo habituar a tratá-los de outro modo. Com os pais e filhos é igual, acho eu.

      Eliminar
    18. Anónimo das 12:42 a resposta é SIM! Garanto-lhe que sou uma pessoa educada, muito bem educada mesmo, e sempre tratei os meus avós por tu. Tive uma relação de enorme proximidade com os meus avós, fui praticamente criada pela minha avó, e sempre a tratei por tu. Sempre a respeitei imenso, a ela e ao meu avô. Não tem nada a ver com ser educado ou não. é sempre muito perigoso generalizar. São hábitos, costumes de família, vivências. A minha mãe por exemplo, tratava a mãe por tu e o pai na 3ª pessoa...coisa que sempre achei curioso, mas era assim. A mim educaram-me dessa forma, a tratar pais e esses avós por tu. Já os outros avós tratava na terceira pessoa, pois eram da aldeia e esse era o costume. Nunca me fez qualquer confusão e sempre soube distinguir perfeitamente quem deveria tratar por tu e por você. O respeito que sempre tive e tenho pelas pessoas é o mesmo, só o tratamento mais ou menos formal é que difere.

      Eliminar
  11. Melhor que isto, só mesmo descobrir que és como uma sra que vi esta manhã. Uma autêntica Mãe Natal de vestidinho encarnado (não vermelho) justo e curto e até as barbas do Pai Natal (em formato gorro / cachecol /touca ) não faltavam.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também vi! A senhora tinha umas botas pelo joelho! Até me voltei para trás para ver melhor, a descer a avenida, certo?

      Eliminar
    2. Sqaw, viste a cara da senhora de perto, ela tinha idade para ser avó, apesar do vestido encarnado mais de um palmo acima do joelho... Não te deixaste enganar poelo pêlo dop casaco? Quando a vi ao longe, só pensei "mas esta gente deve pensar que vive na lapónia, para andar assim tão agasalhada. Quando me cruzei com ela até arregalei os olhos. Viva as pessoas "de bem com a vida" que se vestem como bem querem!

      Eliminar
  12. Acontece, mas ainda assim chegou a tempo à sua maneira!

    ResponderEliminar
  13. A minha mãe nunca podia estar presente nas minhas festas de Natal e lembro-me de nessa altura compreender perfeitamente os motivos ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eles compreendem, ficam tristes mas compreendem. Eu é que fiquei danada comigo mesma.

      Eliminar
  14. Olha... É o que é... Uma festa de Natal... O resto põe pão na mesa. Faz-se os possíveis mas se não dá... (E fazendo os possíveis o ano todo, eles sabem relevar...)

    ResponderEliminar
  15. Picante, vais-me desculpar, não é de todo minha intenção ofender. É só mesmo por curiosidade porque acho isso muito estranho (talvez porque não conheço ninguém que o faça). Mas isso de as crianças tratatem a mãe assim sai natural ou cada vez que ele diz: "mãe dá-me aquilo" tu prontamente corriges: "Não, mãe dê-me aquilo" ?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sai natural, obviamente que não sai natural...

      Eliminar
  16. Não há como as escolas públicas. A festa de Natal é só para o pessoal da escola e alunos. Maravilha.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nem em todas Pipinha, nem em todas...
      (mas dão menos importância à coisa, o que eu acho muito bem)

      Eliminar
  17. E anda a picante a falar das dondocas e não olha para dentro. Gostava que me dissesse se também trata os seus filhos por "você"
    Eu acho isso o cúmulo da dondice, ao género das Tias de Cascais.
    Juliana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O meu amigo mais simples e, na verdade, com a família de origens mais modestas (pobre, vá) é o único que trata os pais por você. São pessoas simples, que no quotidiano fazem as refeições na cozinha com o tacho no centro da mesa. Acham (avós, pais, tios) que é uma questão de educação, que é assim que se tratam os mais velhos, principalmente aqueles a quem devemos o maior respeito.

      Eu também não gosto dessa forma de tratar os pais, acho desnecessário e quase frio/distante, o que não caracteriza a minha relação com os meus pais, em que sempre vi uma figura de autoridade, mas uma autoridade "amistosa". No entanto, é tão estúpido discutir isso como o sexo dos anjos.

      Eliminar
    2. Eu minhota, nascida e criada a mais de 400 Km de distância de cascais, sempre tratei os mais velhos por você, é uma questão de educação e respeito, que não tem nada a ver com questões económicas ou estratos sociais.
      Era assim que fazia sentido tratar os mais velhos, agora passados tantos anos e adquiridas tantas influências extra comunidade, o meu filho trata-me por tu, mas para mim ainda é impensável autoriza-lo a tratar os avós por tu.

      Eliminar
    3. Comer com o tacho no centro da mesa é pobre?
      E eu que acahva que só punham a comida em terrinas as pessoas das novelas...

      Eliminar
    4. E eu que pensava que ao pôr o tacho na mesa era para não lavar mais louça, afinal é porque sou pobre. Que chatice.

      Eliminar
    5. E eu que no Inverno levo sempre os tachos à mesa, a não ser que tenha convidados em casa... Nem é pela louça, é mesmo porque a comida se conserva quente.

      Eliminar
    6. Está bem, pipinhaeheh ;)

      À anónima, também sou minhota e trato a avó e tios por você, não consigo não o fazer. Mas sou a única na família que o faz em relação aos tios. Já em relação aos meus pais, trato-os por "tu" - foi assim que me habituaram, apenas isso, não partiu de mim. A questão de ser educação/respeito/relação de proximidade/etc, bom, isso já foi a convicção dos meus pais, quem mo assim impôs.

      Tachos na mesa, eu acho feio, embora às vezes a mãe (no inverno e com o mesmo argumento da Picante) e o namorado (com o mesmo argumento da pipinhaeheh) o façam ;) (felizes? :D)

      Eliminar
  18. Julgo que o anónimo não se referia aos filhos que tratam os pais por você, mas as pais que tratam os filhos dessa forma

    ResponderEliminar

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos comentadores.
A autora do blog eliminará qualquer comentário que ofenda terceiros, a pedido dos mesmos.