terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ah! Os Portugueses... essa gente que importuna mulheres e não as deixa andar à vontade na rua...

Parece que nos países, ditos civilizados, é pior, muito pior. Afinal tem tudo a ver com força. Com força e com aquilo de o mundo ser injusto e perigoso.

(e escusam de vir cá com coisas, de dizer que isto cala a conversa de que não é assunto prioritário, isto de misturar assassínios e agressões físicas com vocês sabem o quê é um bocadinho cretino abusivo, o tipo que agride e que assassina, não é o tipo que diz vocês sabem o quê, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, dizer o contrário é revelador de falta de seriedade)

Post feito em parceria

47 comentários:

  1. Octávio Machado, é o senhor? "Vocês sabem de que é que eu estou a falar".
    Bom dia, Picante!

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    1. Bom dia Mirone!

      (a palavra começa a enjoar-me...)

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  2. Não, Picante. Ainda que se esteja a referir à discussão sobre o piropo, e às diferenças entre piropo>insulto>assédio>agressão>estupro>morte... não entre por aqui.
    É chover no molhado, e não o digo no sentido de "ah, e tal, as radicais não vão mudar de ideias". Digo-o mesmo no sentido de "é uma discussão que não vai dar a lado nenhum". É provocação gratuita. A cada homem/mulher a sua noção de point of no return... para mim, é assédio verbal, que inclui as famosas "boquinhas de broche", ainda que já tenha passado a casa dos vinte.
    Se não for sobre isto, não precisa publicar o comentário :)

    (aquela anónima que até gosta de falar consigo ;) )

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    1. Não. É mesmo a propósito de me terem dito que isto era um fenómeno restrito a alguns países, onde se incluía Portugal. Que na Alemanha era tudo muito respeitador e que a causa (ou parte dela) desse respeito era a lei.
      E depois li, algures, um comentário que eu interpretei como ligando este assassínio ao assédio, que isto serviria para calar quem acha que o assédio não é um assunto prioritário,

      E eu continuo a achar que isto tem tudo a ver com relações de poder e com falta de educação, princípios e respeito.

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    2. Disse "provocação gratuita", anónimo? A Picante?

      Naaaaaaá....

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  3. Pipocante Irrelevante Delirante2 de dezembro de 2014 às 10:26

    às vezes penso, e as mulheres são as únicas vítimas de violência neste país.
    Os idosos não apanham.
    As crianças não levam.
    Homens não agridem outros homens.
    (e mulheres que batem em homens? Ficção).

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    1. Relações de poder. A verdade é que não há muita gente que saiba exercer o poder de uma forma justa e respeitosa. Mal comparando, lembra-me o síndrome "porteiro de discoteca".

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    2. Ó pá, coitadinhos dos homens tão indefesos, violentamente espancados por essas megeras... Quantos homens morreram este ano às mãos das companheiras? E mulheres? Só nos últimos quinze dias p'raí umas cinco. Olha, hoje foi morta mais uma.

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  4. Também sabes que os agressores não são alemães, certo? São sérvios...
    É claro que não é desculpa até porque certamente outros existiam ficaram apenas "a ver". Não obstante, tal situação está a gerar um debate no país. E tal como eu defendo, não sei se a moldura penal fará diferença, mas a consciencialização da sociedade, sim.

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    1. Não sabia.
      (e concordamos, nada feito sem consciencialização)

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  5. Picante, quando li os benditos dos comentários, achei que eram o maior tiro no pé que as duas podiam dar. Comparação absolutamente ridícula! E olhe que no assunto do "nome que agora não se pode pronunciar", até concordo mais com elas do que consigo! Mas comparar o assédio físico e a agressão violenta tendo como resultado a morte com o pirop.. como o "sabe bem o quê" chega a ser insultuoso.
    Bomboca, se formos ver o assunto numa pespectiva "nacionalista" podemos então dizer que uma rapariga turca foi a única que reagiu enquanto duas alemãs eram atacadas por sérvios, e os outros alemães nada faziam...

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    1. Na verdade eu discordo é do modo de doutrinação, levam tudo de tal forma ao exagero, na tentativa de passar a visão delas, que irritam profundamente. Este tipo de comentários mostra bem a maneira como veem a coisa (é recorrente, não foi caso único).
      Uma pena que pessoas, alegadamente, inteligentes não percebam como isto afasta, em vez de agregar, mais gente à causa.
      Eu também acho o assédio profundamente errado, assim como acho que alguns dos ditos piropos são mal-educados e inconvenientes. Só não acho é que seja o drama que elas querem fazer passar.

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  6. Isso dos "países civilizados" tem muito que se lhe diga... Olha isto:

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4241220

    1 pessoa em 53 reagiu... Punha um dedo num cepo em como no nosso Portugalinho atrasado não havia esta falta se reação. Não nesta proporção pelo menos...

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    1. Já conhecia. É assustadora, esta desumanização da sociedade. E olha que não sei se em Portugal seria muito diferente, já assisti por várias vezes a cenas em que toda a gente olhava e ninguém fazia nada.
      Há um estudo igualmente interessante, feito nos EUA. Um adulto simula o rapto de uma rapariguinha que grita "he's not my father, he's not my father", em plena rua, cheia de movimento. Toda a gente passava, olhavam e seguiam. Houve duas pessoas que intervieram, só duas (por acaso dois tipos de raça negra, vestidos como os do vídeo do harrasment, achei engraçada a coincidência, se bem que a ligação carece de fundamento)

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    2. Esse fenómeno de ignorar apelos de ajuda na rua é antigo e amplamente disseminado independentemente do país, raça, educação, etc. O que motivou essas investigações de que a Picante fala (há inumeras, replicadas em vários ambientes, não apenas a da criança que refere) foi o assassinato de uma americana em 1964, Kitty Genovese, que foi esfaqueada de madrugada perto de casa em Queens. Pelo menos 37 pessoas assistiram ao crime da janela e ninguém chamou a polícia. Aí nem havia o perigo de se envolverem fisicamente na questão, as pessoas tinham apenas de pegar no telefone e chamar ajuda mas ficaram a assistir à cena em vez de reagir. A partir daí então começou a ter relevo para a investigação, em psicologia social, o fenómeno que chamaram de bystander effect e que se explica principalmente pela ideia de difusão da responsabilidade. Quem assiste a uma situação de ataque a outrem pensa que alguém há de fazer alguma coisa e segue descansado com a sua vidinha. Claro que nem toda a gente é assim, mas a grande maioria sim.

      http://en.wikipedia.org/wiki/Bystander_effect

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    3. Por isso mesmo é que todo o tipo de situações que vemos devemos pensar "eu sou responsável por isto" ou "se fosse comigo queria que aquela pessoa ligasse"...Mais vale 50 participações do mesmo crime que nenhuma.

      A questão da Kitty não foi só o facto de terem visto mas sim o facto de a terem ouvido pedir ajuda durante horas - horas - e ninguém ter chamado a policia.

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    4. Na duvida, devemos agir. Mais vale pecar por excesso que por defeito.

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    5. Pois, na duvida... Isso e' muito bonito de se falar... Sera que queriamos que a nossa(o) filha(o) morresse, ainda que viesse a ganhar uma medalha? Na pratica, eu digo "nao, nao queria". Preferia que a minha filha fosse cobarde, do que um corpo frio, que me levaria todos os dias, todas as semanas ao cemiterio... Da' para entender o outro lado, nao?

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    6. Não. Desculpe mas não dá. Basta um telefonema para a polícia, basta que as pessoas hajam em grupo. Não estou a dizer para as pessoas se irem pôr à frente de uma arma, embora também haja quem o faça. Estou a dizer que a sociedade não pode ficar impávida e serena a ver alguém a precisar de ajuda, sem nada fazer.

      (oxalá o seu filho, nunca precise de ajuda, se as pessoas à volta dele pensarem assim poderá muito bem estar metido num sarilho...)

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  7. Falta de seriedade? Não é "desonestidade intelectual"?

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  8. O que é mesmo cretino é usar esta notícia como arma de arremesso para poder mandar umas bocas aos alvos do costume. Nojento mesmo.

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    1. Mary, falta-me a paciência para o politicamente correcto. Mais um bocadinho e está a dizer que eu gozo com a morte da rapariga, não? Ora poupe-me.

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    2. Picante, acho que a Mary não estava a falar de si, mas "dos alvos do costume"... Na verdade foi lá que a notícia foi usada assim.

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    3. Será? Às tantas pode ser mas a noticia não foi usada como arremesso, acho que a intenção inicial não foi essa.

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    4. A Mary estava a falar da picante mesmo, que foi a única que usou esta triste notícia como provocação.

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    5. É verdade. E começo por provocar a jornalista do Sol. A miúda morreu porque alguém se resolveu vingar dela. Aquilo foi raiva, não foi machismo.

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    6. Não seja sonsa, o seu pors teve uma origem e um alvo específico que não esse, dada a argumentação que usou e que é bem clara na origem, e a sua motivação é bem mesquinha.

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    7. O que vale é que toda a gente consegue atribuir alvos aos meus posts. Ainda que possam não os ter.
      (Mas não faz mal... Eu aguento, isto são só blogs)

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  9. Que idiotice. Que comparação... Piropo=assédio. A sério. Qual é o vosso problema? São muito giras e não têm um segundo de sossego ou são uns trambolhos invejosos. A sério que não entendo...

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    1. Por acaso eu acho que é diferente, tendo a ver o piropo como um galanteio, uma coisa agradável que faz sorrir. O assédio já terá uma forte conotação sexual e é incomodativo e ordinário. Nas águas de ninguém estará o "ó boa"...

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    2. (mas no caso especifico falamos mesmo é de agressão física e assassínio)

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  10. aqui está um post em que é caso para dizer "por qué no te callas?". já chega, estes ataques já estão a roçar um nível muito baixo.

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  11. A humanidade ainda tem muito para evoluir melhor!

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  12. Caríssima Picante, eu acho que tem toda a razão, misturar alhos com bugalhos só serve para desfocar o tema do essencial. A começar pelo/a (apostaria que ela), jornalista do Sol, que se refere à vítima como "mártir do machismo". Eu acho que é mártir de violência gratuita, de gente estúpida e agressiva, e pergunto-me, se tivesse sido um rapaz a intervir e a ser assassinado, se o título da notícia seria o mesmo...

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    1. Talvez dissessem que o rapaz era gay, poderiam dizer "vítima de homofobia"...

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  13. Respostas
    1. Finalmente alguém faz a questão que realmente importa.

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    2. Dado que não responde, não importa muito.

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    3. Comigo! Ó Picante, e não pôs o link porquê? Passei o dia a arejar o blog, limpei os móveis com óleo de cedro e acendi velinhas de cheiro, e nem uma referência?

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    4. Xaxia, espero que saiba que poderá muito bem ter aberto uma caixa de Pandora..
      (em chegando ao computador porei um link)

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    5. Deixe, deixe. Os putos já cagaram aquela merda toda outra vez e estou farta de limpezas!

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  14. Como é usual a minha bússola gira incontrolável. Sobre este assunto, que não sei bem qual é, volto a disparar para o ar, sempre na esperança de não atingir uma pobre pomba inocente: uma coisa pode não ser o que parece nem o seu contrário. Também não sei bem o que significa fora do âmbito da lógica difusa mas pareceu-me bem contribuir.
    Abraço.

    (se é do Sol calha bem ao lado dos livros do Rodrigues dos Santos no conforto da lareira, se não é calha bem também; ah, pastilhas e comprimidos, antes me metesse nas ganzas, ao menos era de homem)

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    1. Rodrigues dos Santos é que não, pelo amor da Santa!
      (abraço)

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