terça-feira, 18 de novembro de 2014

Post dedicado às new mums, agora que se aproxima o Natal

É oferecer caixas vazias às crianças, muito bem embrulhadas, enfeitadas com lindos laçarotes, afinal eles não se interessam pelos conteúdos, só querem é rasgar o papel.
E, já que estamos em maré de oferecer, informo que também poderiam oferecer um poucochinho de educação, cá por casa sempre houve árvore de Natal e Presépio, em casa dos meus pais e tios também, resistiram a todos os bebés e crianças, uma ou outra bola partida e foi isso.

81 comentários:

  1. Lolll! Aqui em casa, em 6 anos ainda não se perdeu nenhuma bola. Desde pequeno que o Piratinha sabe que essas coisas não são para mexer ou brincar. São bonequinhos diferentes! :)

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  2. Cá em casa a árvore e o presépio monta-se em Dezembro e sai depois do dia de Reis, mas pelaMironinho já teríamos a casa enfeitada desde Outubro.

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    1. Dia oito de Dezembro.
      (mas ando a ser tão pressionada...)

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    2. Tirar, só a 21 de Janeiro "no dia de Santo Antão, o presépio vem ao chão."

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    3. Não sabia. Normalmente retiro dia 6, dia de Reis.

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  3. Muito bom. Também achei que dizer "não se mexe na árvore" chegaria, mas isso sou eu...
    A par de: não se pinta nas paredes, não se mandam coisas para o chão e outras assim.

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    1. Essa de pintar as paredes, então, dá cabo de mim. Consigo perceber que isso aconteça uma vez, assim num momento de distração de um adulto. Mas eu devo ser muito esquisita, nunca tive por hábito deixar criancinhas à solta, com canetas nas mãos, enquanto sorria e dizia docemente "sê criativo, meu amor, dá largas à imaginação..."

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    2. A minha irmã mais nova fez um autêntico mural a lápis na parede. Quando chegámos a casa a empregada estava agarrada ao avental, a sorrir enquanto dizia entredentes "Já viu o que a menina fez, senhora" A minha mãe baixou-se, pediu para relatar a história que lá estava representada. Sorrimos, dissemos que estava muito bonito, mas que agora tinhamos que limpar a parede e que para a próxima, era melhor fazer num papel, que assim podiamos guardar. Nada de dramas, nada de castrações. Para mim, foi uma grande lição. Não imagina como a minha irmã estava tão orgulhosa daquele desenho, e de todos os outros que fez, já em papel.

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    3. Eu acho que não teria tido essa presença de espírito. Mas a verdade é que nunca tive paredes pintadas. Uns riscos no chão por puro descuido, e foi só. Bastou pedir para ter mais cuidado e para usar a protecção da secretária,

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    4. Quando meu filho era pequeno eu lhe destinei um lugar no qual poderia pintar à vontade: a parte de dentro da porta do seu quarto. Ele ficou feliz e eu tive as paredes preservadas, sem proibi-lo totalmente. Acho que deu resultado a minha tentativa de preservar seus dotes artísticos, já que hoje ele trabalha com arte (especialmente desenho). Na minha opinião, a criação de um filho é um constante trabalho de negociação, usando, é claro, o bom senso e mostrando a ele a importância de ceder e receber.

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    5. Eu acho piada à ideia de pintar uma parede com tinta que dê para usar giz, apesar de não a ter.
      Cá por casa ele também pensou na hipótese de pintar paredes mas tiramos-lhes a ideia, entretanto começaram a aparecer riscos e apercebi-me que era dos carros. Bastou dizer para não fazer.
      Para não o privar fazemos grandes desenhos e penduramo-los na parede do quarto dele - com lápis, tintas, guaches. Vale tudo, menos riscar directamente as paredes.

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  4. "Oh Picante, desculpe lá, mas toooodos sabem que crianças que não mexem onde não devem, não são crianças a sério. Então? Como é que uma criança, sonha, cria, imagina, saltita, canta alegre e feliz e sabe que é amada se não mexe onde não deve??? Imagino que as suas usam de colete de forças e estão amarradinhas a uma cadeira!"

    Ahhhahah, isto era o que diria se fosse uma "mum", mas como não sou, e acho que o exercício de "É só para ver, é brinquedo e não mexe." foi algo praticado o necessário para não partir as coisas (as antiguidades lá de casa) faz-me uma confusão as mamãs não ensinarem às suas crias a navegar no mundo em que elas não podem fazer tudo o que querem.
    E não, uma criança não sabe isso à partida, mas com um pouco de atenção por parte dos adultos pode ajudar a distraí-las do fruto proibido, por vezes há azares... mas faz parte.
    (Agora vou ter que descobrir o blog que originou isso.)

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    1. Eu prendia as minhas, com coleira e trela, ao pé da mesa. Em sendo mais pequenos também se lhes pode pôr um açaime, evita que roam as poltronas. Funciona lindamente...

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  5. (comentário picante com 2 dias de atraso)
    Agora algo completamente novo e nunca antes visto. No dia da partida da Gui (vi aquilo em diferido, mas pareceu-me ser no mesmo dia) ficámos a saber que a outra é Prematura.
    "It's all about me, me, me, me, me, me"

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    1. Não. Sabemos há imenso tempo que a "outra" é prematura, já que é coisa que fala com frequência.
      E - e ainda que não goste da blogger, nem consulte o blog dela como fazia há alguns anos - o post não teve a ver DIRETAMENTE com a morte da bebé, mas sim com o "Dia do Prematuro", que foi notícia em jornais, na TV, etc.
      Se só agora se lembraram disso porque uma bebé prematura se tornou mediática? Sim. Se será tudo "all about me"? Talvez.
      Mas já se sabe, há muito, que ela foi prematura.

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    2. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 11:08

      Ontem foi o dia deles.
      Ainda estive para perguntar "so what?". Mas pronto...

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    3. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 11:08

      Dia da partida da Gui? Em diferido?
      Mas estamos a falar nalguma prova de fórmula 1?
      Sério que... devo ser mesmo um sociopata

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    4. É verdade, é. Aquilo foi a propósito do dia do prematuro.
      (aliás, estou aqui a ter uma ideia...)

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    5. Eu não sabia que era prematura, mas sim, admito: é mesmo antipatia pura minha.

      PAD:
      Talvez seja "uma" sociopata.
      http://www.priberam.pt/DLPO/diferido

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    6. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 12:05

      Não sabia que a partida tinha dado em directo, quando mais em diferido.
      Outra vez, who cares?
      Mas sou eu, que sou um sociopata

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    7. Aquela treta toda da mãe e do colo repetido até à exaustão foi de uma parolice só comparável à da "curva do pescoço". Tudo lhe serve para se exibir. É impressinante a necessidade de aceitação blogónica daquela criatura.

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    8. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 14:12

      a minha, só lhe pus a mão em cima 2 dias depois.
      Até lá, não saiu da incubadora.
      saiu directa para la, sem passar por colos

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  6. Cá em casa havia um pinheiro grande daqueles a sério, não era cá coisas de plástico, e sobreviveu a mim e à minha irmã, e eu era daquelas crianças que mexia em tudo tanto que até fui falsamente diagnosticada com hiperactividade. Deixem-se de mariquices mas é!

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    1. Em casa dos meus pais também havia pinheiros grandes, que chegavam ao tecto. Era uma excitação, o dia de ir buscar o pinheiro.
      Sinceramente, não me lembro de haver mais que duas ou três bolas partidas, antigamente elas partiam-se, em toda a minha vida. Era mais provável que se partissem enquanto decorávamos a árvore que com mexidas indesejadas.

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  7. Posso, Picante?
    Deixe as crianças em paz. Eu também tenho duas em casa, com a mais velha nunca foi preciso ralhar ou repetir "não mexe" - nem na árvore, nem em brinquedos no hiper, nem em coisas em casa de outras pessoas. Digo uma vez, ela aprende, nunca tive necessidade de repetir. Com a mais nova, digo, repito, insisti, ralho, agarro nela e retiro-a de perto do sítio/coisa onde quer mexer. Só assim aprende.
    E este ano, com pena minha, vou fazer a árvore no hall de entrada e não na sala, porque se com a mais velha a árvore sempre foi uma coisa bonita para ver e deliciar, com a mais nova sei - com grande pena minha - que bastará que eu me afaste para ela querer mexer, puxar, desfazer.
    Acredito e defendo o poder da educação, e da minha parte vou continuar a dizer, repetir, insistir, afastar, ralhar. A minha parte, faço-a.
    Mas sei que ela vai continuar a tentar - pelo menos a tentar - fazer a dela.

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    1. Hum... eu tenho um engenhocas, em casa. Daqueles que não consegue ver sem mexer. E que é de uma teimosia capaz de levar um santo ao desespero. As árvores sobreviveram.
      Desculpe-me mas vejo, no seu discurso, uma diferença de postura muito grande, relativamente ao que deu origem a este post.

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    2. Está desculpada. E sim, sim, a postura é diferente :) - ou pelo menos eu tento.

      E olhe... vou tentar fazer a árvore na sala. Chamemos-lhe processo de aprendizagem, chamemos-lhe "água mole em pedra dura", chamemos-lhe teimosia.
      Na sala, será. Com muitos "não, não, NÃAAAAO" à mistura.

      (e não é que gosto de falar consigo? mais dia menos dia, até deixo de ser anónima :D)

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    3. Cá beijinho.
      (mas, se a criança lhe estraçalhar a árvore não venha cá pedir contas...)

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  8. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 11:13

    Sim, as crianças mandam coisas abaixo. E fazem birras.
    Uma criança que nunca o tenha feito, o mais certo é precisar auxílio médico.
    A questão está no modo como os pais encaram a primeira vez.
    Se a solução para a criança mandar a jarra abaixo for escondê-la, estamos mal.

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    1. Ora não diga isso, PAD.
      (Então e depois escreve-se sobre o quê?)

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  9. Picante, Picante...porque me faz isto...lá tive de ir procurar o dito blog e a inteligência rara...enfim..há cabeças que só servem mesmo para o chapéu...
    E que tal ensinar à criança que não pode mexer...que foi exatamente o que eu ensinei às minhas filhas e que os meus pais me ensinaram a mim....
    Sílvia V.

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    1. Isso demora muito tempo e é desgastante, temos de repetir as coisas algumas quatrocentas vezes, ocasionalmente poderemos ter de dar umas palmadas... Um desassossego.

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    2. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 12:07

      Palmadas para quê?

      Mexe na árvore? Avisa-se
      à segunda? bye bye árvore, para o ano há mais.

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    3. Isso seria se as árvores fossem só para as crianças. Cá em casa não são.
      (quer dizer,,, a criança faz o disparate e eu é que fico de castigo, não? Era mais o que faltava)

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    4. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 12:15

      My dear Pepper
      Cada vez que, xuif, castigo a minha, xuif xuif, princesa, é como se me castigasse também. As minhas, xuif, dores, são tão grandes ou,,. sniff, maiores que as dela.

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    5. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 12:15

      Ah, e também tenho de comer brócolos
      (educação assim obriga)

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    6. Mas quem é que não gosta de brócolos?! São só a minha verdura favorita (e da Mironinho também).

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    7. Eu também como brócolos. E ervilhas. É aquilo do exemplo.
      Mas quando os castigo já estou desesperada, já não me dá para chorar com eles.

      (Agora lembrou-me uma amiga, a filha era um demoniozinho em forma de gente, o pai não deixava castigar a menina, palmadas nem pensar, temos de ver que são crianças, se deita o computador ao chão é porque o computador é que está mal, mesmo ali em cima da secretária... à vista da criança... vai daí que resolveram ir ao psicólogo, gosto tanto de psicólogos, que disse que os pais, em fazendo asneiras que também as faziam, deveriam eles próprios ficar de castigo, por exemplo sem ver televisão, para a criança poder compreender o espírito da coisa. À pergunta de alguém "mas quem é que manda lá em casa, afinal?", a mesa rebentou em gargalhadas quando eu disse que era o psicólogo.)

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    8. Pipocante Azevedo Delirante18 de novembro de 2014 às 14:06

      Não defendo castigos corporais por diversas razões. Adiante.
      Prefiro castigos, sou um defensor do causa-efeito.
      Não arrumas o brinquedo? Arrumo eu... mas onde não lhe ponhas as mãos.
      Não te apetece levantar a mesa? A mim não me apetece ligar a televisão nos desenhos animados.
      And so on
      Não sei se é o parenting estile + é, mas é o que é.

      Birras?
      Já as fez... mas no quarto, sozinha, sem ninguém a apreciar o show. Depois de acalmar, volta, conversa, e leva o correctivo adequado

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    9. Eu devo ter dado umas quatro ou cinco palmadas a cada um. Talvez menos à mais nova. E não me arrependo de nenhuma, foram todas merecidas e tiveram os efeitos desejados.

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    10. Enquanto psicóloga fico parva com as barbaridades que alguns vão proferindo. Nunca vi o tal e começo a perceber porque é que a Picante os tem em tão má conta.

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    11. Uma das minhas melhores amigas é psicóloga. E eu gosto da área de psicologia. Só me irritam é as teorias parvas do "ai que fica traumatizado"

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    12. (e pela minha rica saúde que a história de pôr os pais de castigo é verdadeira, confirmada por marido e mulher, só se são os dois uns enormes aldrabões)

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  10. Enquanto filha, irmã e mãe de 3, o episódio mais marcante foi aquele em que para puxar os chocolates da árvore - às escondidas porque, segundo reza a história, tinha deixado o jantar no prato - a virei inteira sobre a mesa de jantar e parti tudo quanto havia sobre a mesma.
    Depois disto qualquer enfeite partido é peaners.

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    1. Leana, ainda bem que não é minha filha, por si, claro.

      ahahahahahahahahahahahaha
      Deve ter sido um cenário lindo...
      ahahahahahahahahahahahah

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    2. Sim Picante, foi um cenário de tal forma dantesco que nunca se me apagou da memória, mesmo eu tendo uns 5 anos na altura. Recordo bem a fúria da minha mãe, que pegou no pinheiro e o pôs na rua pela janela dizendo que se tinha acabado o Natal bem como da raiva da minha irmã, mais velha que eu 5 anos, que chorava, inconsolável, enquanto dizia não ser justo que por culpa da parva da irmã ela não tivesse mais Natal.
      Posto isto, a minha mãe lá repensou a coisa e com pena dela (incompreensivelmente, de mim, que chorava que nem uma Madalena, ninguém teve pena!) fez outra árvore mas uma coisa tão pequena e sensaborona que mais valia ter ficado quieta. :D

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    3. Leana, essa história é impagável. Levou-me às lágrimas.
      ahahahahahahahahahahahahahahahah

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  11. Eu cá, quando o meu filho era pequeno, mais ou menos da idade do da PMD, e mexia em tudo, também simplifiquei a árvore de Natal… e, sinceramente, não vejo qualquer problema nisso. Para que raio é que se há-de estar a inserir um elemento altamente desestabilizador e apetitoso numa casa, um elemento que é feito claramente para chamar a atenção das crianças (caramba luzinhas a piscar e bolas coloridas?!), para depois passar o tempo todo a dizer que não, que não pode mexer? É que, pelo menos para mim, a árvore de Natal é feita sobretudo para as crianças. Ora, se em vez de ser uma alegria se torna um aborrecimento, para quê insistir?

    Na minha óptica, há tempo para tudo. Se não se faz a mega árvore de Natal com um ano e meio, faz-se com dois anos e meio. Garanto que não daí vem mal ao mundo (e que não é por isso que as crianças deixam de aprender onde podem e não podem mexer).

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    1. Não mesmo. Natal sem árvore nem sabe bem a Natal. Eles mexeram pela nossa mão, com muito cuidado para não partir nada. O único cuidado que tive de ter foi não os deixar sozinhos na sala.
      Um deles ainda lá voltou, partiu uma bola e deixou de ter interesse quando percebeu que aquilo não dava para brincar.
      Bastaram uns quantos "não mexe". Não foi nenhum drama.

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    2. Julgo que neste caso ninguém falou em abolir a árvore de Natal, falou-se apenas em dar-lhe uma forma diferente.

      Para além do mais, as crianças são de facto diferentes, enquanto umas acatam e não mexem, outras são mais curiosas e insistem. E isso não depende da educação que se dá (enquanto o meu filho sempre mexeu em tudo, a minha filha nunca mexericou em quase nada, sendo que ambos foram educados pelo mesmo pai e pela mesma mãe), depende da personalidade de cada um. É natural que os pais se adaptem aos seus filhos (e não estou a dizer que se devem dobrar a todos os seus caprichos nem a referir-me a casos extremos de laxismo). É que, e esta é capaz de ser das poucas certezas que tenho na vida, as receitas que funcionaram nos nossos filhos não têm necessariamente de funcionar nos filhos dos outros (e vice-versa).

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    3. Ai esta o problema, carissimas! "nao deixar sozinhos na sala". Isso da' ca uma trabalheira...!! A pmd nao quer ter esse trabalho. E so por isso, nada mais.

      (Ja repararam que ultimamente tem aparecido uma chamada de atençao no fim do anuncio de detergente (para maquina de lavar loiça?) para nao deixarem ao alcance das crianças (ou algo do genero)? Sera que tem que ver com aquilo que vimos ha uns tempos (crianças a brincarem com as pastilhas de detergentes)?

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    4. A minha mãe não usava bolas de vidro enquanto teve pequenitos pela casa, e tinha o cuidado de pôr as bolas mais apetecíveis mais ou menos à nossa altura e dizia que até podiamos tocar,... só com a ponta do dedo, mas não podiamos tirar da árvore. Nós até punhamos algumas... e acredite, nós percebemos a "lógica" de uma árvore decorada, porque fomo ensinadas a perceber.

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    5. Eu não me lembro de antigamente haver bolas inquebráveis. Achava que eram todas de vidro.
      Mas a lógica é mais ou menos essa.

      Palmier, árvore de Natal é até ao tecto e com tudo o que tem direito. Não é negociável. Neste particular são eles que têm de se adaptar e de aprender que não podem estragar. Nunca tive de tirar jarras, cinzeiros, o que quer que fosse. Limitei-me a ter cuidado e a vigiá-los. E tenho um "mexeriqueiro", não consegue ver nada sem as mãos.

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    6. Mas isso é a experiência da Picante. E as suas escolhas.
      Há quem ache que as árvores são para as crianças, há quem ache piada a alternativas à árvore tradicional e veja isso como uma forma de simplificar o facto de ter um bébé de um ano a explorar o mundo. Para mim, as árvores e essas decorações todas cheias de luzes são, sim, para as crianças. Por mim, até podem ser feitas na Páscoa se quiserem. É-me indiferente. Mas só as faço, porque a partir de certa idade as crianças apreciam essa magia. Com 1 ano, nem tanto. Nem sequer entendo a arrogância destes posts. Uma coisa é criticar características, formas de escrita, temas. Outra coisa é insinuar que se é melhor mãe que outrém por isto e aquilo. Que infantilidade.

      Vejamos as coisas desta forma. se a Picante se tem em boa conta como pessoa e como mãe, acho muito bem, acho que se deve orgulhar disso mesmo, acho que pode e deve falar da SUA experiência para ajudar outros, não para se sentir superior.

      Eu concordo que as crianças precisam de limites, que um "não" e uma palmada nunca fizeram mal a ninguém, mas acho que ninguém nasce ensinado e que intuir sobre as competências maternais de alguém somente porque publica fotos de árvores que não satisfazem as suas exigências natalícias ou porque comenta uma das razões pela qual não se importava de experimentar outras versões de árvore é maldade. Não sei onde é que se conclui que não sabe impôr limites.

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    7. O que não quer dizer que todas as pessoas sejam tão ortodoxas, rigorosas e intransigentes nas características necessárias a uma simples árvore de Natal. Eu, por exemplo, não sou.

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    8. Ora, Anónima... isso são conclusões suas. Eu não escrevi em lado nenhum que sou pior ou melhor mãe que alguém, escrevi? Tomara eu saber de mim.
      Até porque, aqui entre nós, muito é acaso. Nós damos-lhes educação, transmitimos valores importantes, fomentamos a auto-confiança, tentamos dar exemplos positivos e depois? Depois é deitar as mãos aos céus e esperar que os amigos não estraguem tudo, ou que eles próprios não deixem os amigos estragar tudo.

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    9. Isso da educação dos outros...
      Deve ser por isso que, aplicando a minha educação ao mais rufia da pré-escola do meu filho, aquele que ninguém controlava, que batia em todos etc, etc (e as auxiliares nada fazem porque têm os pais à perna), como dizia bastou chamá-lo à parte, dar-lhe um valente raspanete (não lhe toquei) e expliquei por A + B que andava a bater nos outros meninos e o que achava se os outros lhe começassem todos a bater ou se todos deixassem de gostar de estar com ele, juntamente com uma outra vez, uma semana depois, em que tive mais queixas de outros meninos (porque depois de me verem a ralhar-lhe todos eles se começaram a queixar a mim), dei-lhe outro raspanete, voltei a dizer tudo, voltei a perder o meu tempo... passado 1 ano essa criança nunca mais voltou ao mesmo, sempre que me vê diz-me "hoje não bati no teu filho" ou "hoje não bati em ninguém" e dá-me um "mais cinco". Se me diz que bateu em alguém pergunto o porquê, faço-o ver que errou e por aí fora... o mesmo que faria com o meu.
      Primeiro dei-lhe o raspanete, depois "recompensei-o" com um "mais cinco" por ter deixado de bater nos meninos e ele nunca mais voltou a bater em crianças de forma sistemática como fazia antes.
      A mãe dele também dizia que era do feitio, que os irmãos eram diferentes... não eram os irmãos que eram diferentes, ela é que era diferente com ele, não lhe dava educação, mimava-o mais e regras? Zero.
      Claro que depois de eu ter dado o raspanete ao filho dela ela veio ter comigo e levou ela outro raspanete que o meu filho não tem que andar a levar porrada de canalha sem regras ou educação(claro que dito de outra forma) - ela acabou por perceber e agradecer... mais tarde.

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    10. Mas se a Picante ensina (como etiquetou este post, "A Picante ensina") deve sentir que tem alguma superioridade para ensinar isso do verdadeiro espírito natalício. O "não é negociável" também denuncia que sua opinião é algo assim como uma lição inatacável. E quer mesmo assim dar a entender que é só um ponto de vista seu? Que não está a desvalorizar todos os outros modelos de educação?

      A Pipoca deve mesmo achar que somos uns tolinhos que nos deixamos enganar por estas formas perversas de emitir uma opinião...

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    11. Se uma criança diz "hoje não bati em ninguém" e lhe dá um "mais cinco" é sinal de que está orgulhoso pela sua atenção e por ficar contente por ele. Atenção que não terá em casa. Nada tem a ver com educação.

      Eu fui uma criança-santa, até hoje ouço isso, de como nunca dei trabalho nenhum. Fui também uma criança bastante negligenciada e carente. Se alguém se mostrasse orgulhoso de mim por "não bater" no filhos deles se calhar também o faria. Só que nunca bati em ninguém feita santa, lá está.

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    12. Amei, amei, amei a Palmier a dar-te uma sapatada aqui e mais amei ainda o post dela de hoje, um autêntico murro no estômago da tua arrogância.

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    13. Oh Palmier claro que cada um fará a árvore com as características que lhe aprouver. Mas se estamos a falar do Natal para as crianças, dificilmente algum menino irá preferir um cartaz de uma árvore desenhada, ou um desenho na parede (que até acho giros em termos de decoração) do que uma arvorizinha cheias de bolinhas e luzinhas

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    14. Ora, mas TODA a gente sabe que árvore de Natal que se preze tem de ser até ao tecto! (Por isso fiquei tão escandalizada com aquela miniatura que a minha mãe ousou fazer após o fatídico incidente.)
      Nunca deixei de fazer uma árvore "normal" por causa de nenhum dos meus filhos. Amo ver as carinhas deles perante as árvores gigantes dos nossos Natais, compensa qualquer bola que se possa partir.

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    15. Joana, aborrece-me que as pessoas leiam o que eu não escrevo. E eu sou uma pessoa que não gosta de se aborrecer com blogues. Eu falo do espírito natalício? Por acaso desenvolvo alguma coisa sobre modelos de educação? Onde raio é que consegue ler isso?

      Trocando por miúdos, limito-me a dizer que havendo firmeza e cuidado, vigilância se preferir, é perfeitamente possível a coexistência de uma árvore de Natal, enfeitada com bolas e luzes e o diabo a quatro, e de crianças.

      E sim, é inegociável. Na MINHA casa, bem entendido é inegociável. Na sua, até pode usar uma pena de peru a enfeitar um vaso de plástico que eu não me ralo.

      Uma maçada, ter de se explicar tudo.

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    16. Consigo ler isso no seu post, quando sugere que a PMD deve dar educação ao seu filho.

      "informo que também poderiam oferecer um poucochinho de educação, cá por casa sempre houve árvore de Natal e Presépio"

      Está a querer dizer que isto não é comentar sobre a educação que se pratica em casa alheia? O que é, então?

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    17. Cá por casa nunca houve stress. Mega árvore de Natal, luzes e bolas e nada de nãos. Podiam mexer à vontade. Cá em casa a vigilância permanente seria impossível. Estou sozinha com dois e tenho de preparar jantar :-).
      Mas não compro guerras de "não mexe". O que não é para mexer está longe da vista deles.

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  12. Simplificar só para não dar trabalho? Natal com uma árvore desenhada na parede? se o Natal é para as crianças que piada tem a árvore na parede? A minha filha mexe em tudo e sempre se deliciou com a árvore de Natal, mexia nas bolas que eu deixava em baixo, propositadamente para ela poder tocar sob a minha vigilância.
    Nunca ocorreu nada de extraordinário e sempre usufrui de uma árvore de Natal.
    Concordo com a Mirone, se falarmos em simplificar um pouco, adaptar um pouco, que o Natal é das crianças... mas se não é para eles se excitarem com a árvore de Natal, qual é o objectivo dela?

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  13. Mas o Natal é das crianças ou da familia? As crianças só têm é que se adaptar à familia e à casa. É ou não é a infância uma fase de adaptação? Parece que está na moda infantilizar tudo. Esconde-se para não mexer...não se esconde, ensina-se a não mexer!!!! Querem uma criança civilizada ou um miúdo que só não faz mal se não poder? Faz-me confusão a actitude de certos pais, só isso. (lógico que isto não se aplica a detergentes e medicamentos, por razões mais que óbvias).

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  14. Se me permitem em relação às ditas árvores, porque já quase tudo foi dito, comprem daquelas de plástico com luzes coloridas!

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    1. Ah,... e onde se acompra disso Pipoca Arrumadinha? E essas queimam ou são com luzes led? E há em rosa fushia?

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    2. Querido anónimo engraçado se procurar bem encontra uma!

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  15. A mania de se dizer que o Natal é para as crianças irrita-me, é que me irrita mesmo, o Natal não é nada para as crianças, dizer isso, é não perceber nada sobre o que é o Natal, que é para todos nós, e que curiosamente são as crianças, precisamente porque são crianças, que não têm capacidade para entender o verdadeiro espírito de Natal e portanto para elas Natal é igual a presentes e pronto. Era o que faltava não ter a árvore de Natal, que adoro, mais o presépio, que não sei se não adoro mais ainda, porque as crianças depois podem estragar tudo, não, as crianças na sua maioria não estragam tudo, porque tendem a ser muito menos tolas que muitos adultos, e se lhes explicar-mos adaptando a conversa às idades delas, percebem que aquilo é qualquer coisa diferente, para a qual adoram olhar extasiadas, mas, na sua maioria, conseguem perceber que aquilo é uma coisa um bocado diferente de um brinquedo, pelo menos são assim as crianças que conheço, em calhando tive sorte. E Mais uma vez concordo com a Picante e também com o PAD e com alguns anónimos e com a Mirone, mas quem é que não gosta de brócolos?. E também devo ser uma criatura desalmada, porque acho que enquanto são pequenas e estão em fase de serem educadas, as crianças é que têm de adaptar-se à família em que vivem, depois quando crescerem e forem autónomas que escolham as suas próprias regras e a forma como querem conduzir a sua vida, tendo nós a esperança que os nãos que lhes dissemos e que tanto trabalho nos deram, (porque dizer sim é mais fácil) estejam nessa altura a contribuir, para que eles sejam adultos mais equilibrados e portanto mais felizes.

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    1. O ano passado perguntei a alguns dos mais pequenos o que mais gostavam eles no Natal. Houve um que já me respondeu que era bom receber aquilo por que há tanto tempo aguardava, que gostava dos doces e da mesa sempre farta, que adorava a árvore e decorações mas, o que ele mesmo mais gostava era poder estar com a família toda, sem qualquer pressa, que parecia que estavam todos mais contentes...
      É por aí, sim, Cláudia. O Natal é para todos, são os presentes que são para as crianças.

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  16. Ora, Picante, em relação àquilo da árvore de natal, até parece uma tiazorra a falar. Em relação à educação e/ou falta dela, isso já são "outros quinhentos", obviamente.

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    1. Eu tenho o terrível hábito de achar que tenho de ter mão nas crianças à minha responsabilidade. E a verdade é que lá me vou safando.

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  17. Conclui-se dos vossos posts a total falta de paciência para outros seres humanos, a não ser que estes obedeçam piamente, e a idolatração, no Natal de tão católica gente, a idolatração de um símbolo pagão, a qual se sobrepõe aÀ alegria das crianças, a qual só permitem se obedecer ao que consideram ser a alegria.

    Não percebo como encontraram quem convosco quisesse manter relações sexuais sem morrer de aborrecimento e tentarei impedir que os meus filhos encontrem os vossos, já que preferiria o seu encontro com frustrados.

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    1. Este comentário é bem capaz de passar a post.
      Asseguro-lhe que é o comentário mais imbecil que algum dia me deixaram no blog. E olhe que já deixaram aqui imensos comentários imbecis...

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  18. Tenho dois bebés de 16 meses e estou seriamente a ponderar não fazer a árvore de natal. Não por medo de danos materiais mas sim físicos. Ainda bem que não me calharam crianças "perfeitas" como na sua família.

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    1. É. Ainda bem. Para si e para a minha família, que ficou com os pequenos anjos todos para ela, assim não temos de nos preocupar com índios.

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    2. Anjos ou paus-mandados? Devem ser uns frouxos, essas crianças...

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  19. Picante, a melhor coisinha que li nos últimos tempos na bloga foi a resposta que a PMD te deixou, a ti a todas as fundamentalistas da educação como tu, lá no blogue do puto.

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