segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Avisam-se os interessados

Os posts de hoje foram reagendados. Fui informada que hoje só se poderá falar do tempo ou dizer mal do José António Saraiva, por causa daquilo lá da felicidade das mulheres. Ora, eu não falo do tempo e acho que o homem não diz nada de transcendente, levanta uma questão bastante pertinente até, eu apenas substituiria a palavra "mulheres" por "famílias".
De maneiras que é isto.

28 comentários:

  1. Então e não mudava também o "ajudar" por "colaborar"?

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    1. Infelizmente o que ele diz retrata a realidade de muitos lares. Conheço muitas mais casas onde se ajuda do que casas onde se partilha. Se está certo? Não, não está. Mas estaria capaz de apostar que ainda é assim entre a maioria dos casais.
      Não gosto do homem, não costumo perder tempo a ler o que escreve, desta vez não acho que tenha estado mal, limitou-se a apontar uma realidade inconveniente.

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  2. Pipocante Azevedo Delirante3 de novembro de 2014 às 09:35

    O consultorio está aberto hoje?

    Cara Picante; ontem ia eu no meu running matinal, com o belo calção de licra e uma camiseta apertada que deixava à vista a minha proeminente barriga, quando me cruzei com duas senhoras. Ambas as duas fizeram comentários depreciativos em relação ao meu perímetro abdominal, e colocaram em causa a minha capacidade para executar o pírafo. Devo processá-las por danos morais? Em caso de repetiçãovdo caso, devo abordá-las em relação e oferecer-me para provar que estavam incorrectas na sua observação através de metodologia empírica?

    Obrigado

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    1. "Executar o pírafo"?...
      Quer desenvolver? Aposto que a Picante está com a mesma dúvida mas com vergonha de perguntar...

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    2. Pipocante Azevedo Delirante3 de novembro de 2014 às 15:46

      O trolha diz a uma senhora "papava-te toda, era a noite sem parar".
      A senhora deve:

      a) sorrir e seguir
      b) fazer queixa às autoridades por piropo
      c) processar o trolha por incumprimento de contrato promessa

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    3. Eu acrescentaria uma alínea d), "mas é que é já aqui, despe-te". É vê.los meter o rabo entre as pernas que é uma maravilha.

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    4. Uhlalala... Tu queres ver que em vez de uma princess temos uma tigres...

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    5. Minha querida Nê, aprendi desde muito cedo que a vida não é justa e que uma pessoa tem de saber defender-se. A verdade é que quando lhes respondemos a maioria dos tipos encolhe-se. No caso dos trolhas ainda é gozado pelos outros trolhas.

      Ainda me lembro bem de ir no metro, teria uns doze ou treze anos, senti que se estavam a encostar a mim, não liguei, pensei que era uma das minhas amigas, só que senti umas festas na perna e olhei. Era um tipo, aí de uns quarenta anos, olhou para mim e retirou a mão. Fiquei aí um nano-segundo envergonhada, ia desviar os olhos, mas em vez disso enfiei-lhe um pontapé na canela com toda a força (usavam-se botas género caneleiras com fixações de metal à frente) e desatei aos gritos, a chamar-lhe porco, desavergonhado. Saiu na paragem seguinte, debaixo de apupos de uma série de velhinhas...
      As mulheres só são vítimas se assim o escolherem. Eu escolho defender-me. No fundo é bastante simples.

      (e é por isso que aquela conversa do "não posso sair à sem medo de ser agredida verbalmente ou violentada me irrita solenemente, quem tem medo compra um cão. E, já agora, não abre a porta a desconhecidos, às quatro da manhã)

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    6. Também fazia isso com aqueles que se masturbam aí pelos cantos fazendo sons discretos a quem passa para olharem para eles. Fazia cada cagaçal que nem imaginas, punha-me aos berros a chamar-lhes porco e coisas que tais (e a verdade é que se punham todos a mexer a sete pés). (Sim, "fazia" que há anos que não vejo disso. Mas houve uma altura da minha vida que era o prato do dia.)

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    7. Também fazia isso com aqueles que se masturbam aí pelos cantos fazendo sons discretos a quem passa para olharem para eles. Fazia cada cagaçal que nem imaginas, punha-me aos berros a chamar-lhes porco e coisas que tais (e a verdade é que se punham todos a mexer a sete pés). (Sim, "fazia" que há anos que não vejo disso. Mas houve uma altura da minha vida que era o prato do dia.)

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  3. Por amor da Santa, quero lá saber do que diz o homem!

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  4. Lá terei de ir ler isso das mulheres...

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  5. Também não me atrevi a falar sobre o tema no post da manhã. Tenho medo de represálias e de me acusarem de não ter arte naquilo que escrevo.
    Isto dos blogs é só para artistas...

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    1. Parola!, se alguma vez é preciso ter arte na escrita, pfff. Olha a Picante...

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    2. Tu deves é andar com falta de bananinhas... Deves, deves...

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  6. O problema é que o homem (escritor) até tem razão. E as pessoas fizeram uma leitura transvesal, que as levou a ofenderem-se. Porque isto da idependência da mulher é muito bonito mas não é real. Muitas continuam dependentes, sim. E se não é de um marido, é de um patrão. Outras até de um pai velhinho, depois do divórcio e de empregos inseguros. Também há as que, sendo as responsáveis do lar, acumulam a dupla tarefa de trazerem dinheiro para casa. Existem tantos casos diferentes, que ver tudo como emancipação será ocultar uma dupla escrevatura que, de todo, não se pretendia, quando os movimentos feministas tentaram pôr lado a lado dois géneros que nunca devieriam ter necessidade de competir entre si.

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    1. É um bocado por aí, sim. E também é um facto que hoje as crianças têm muito menos tempo com a mãe, ficam mais cedo sozinhas em casa, têm maior liberdade para desvarios. E isto tem implicações.
      Quanto a mim a questão que se põe, não é se as mulheres são mais ou menos felizes, muitas são mais felizes, não tenho qualquer duvida, mas outras serão profundamente infelizes. Mas a questão é se as famílias, homens, mulheres e filhos serão mais felizes.

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    2. Pipocante Azevedo Delirante3 de novembro de 2014 às 15:49

      Isso da felicidade mede-se ao certo como? Ao kilo, ao metro?...

      Há muita mulher que nunca saiu da cozinha e ainda apanhava umas bordoadas pelo meio e que viveu feliz, enquanto outras tiveram toda a liberdade e independência material e sempre foram infelizes.

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  7. Li aquilo das mulheres muito na diagonal, mas cheira-me que: a.) aquilo foi escrito para fazer buzz, b.) o sr. não priva com as mulheres de que fala. Creio, mas em tendo vagar leio aquilo melhor.

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    1. Ele diz algumas verdades incómodas. E as pessoas não gostam de se ver confrontadas com isso, essa é que é essa.
      Quanto ás mulheres com quem ele priva ou deixa de privar, isso é irrelevante se cortarmos aquilo em postas fininhas.

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    2. Não sei se será irrelevante... Eu posso escrever sobre a vida f@dida que levam os mineiros, pois posso... Mas há de sempre soar a falso, pois há de. E não deverá ser levado muito à letra... Ali parece-me mais ou menos a mesma coisa.

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    3. Ele disse muita verdade. A sociedade é machista, o grosso das mulheres trabalha fora e dentro de casa. Não podemos ver a realidade de Portugal à luz da nossa realidade, representamos uma minoria bem pequenina. E levanta algumas interrogações. Relevantes, na minha opinião.

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  8. No que diz respeito ao tempo prefiro sempre o calor!

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  9. Vá lá!! Haja alguém que não fica indignado! Estava-me a sentir esquisita por não ver nada de errado no artigo.

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    1. O homem disse "ajudar" . Logo as tipas que queimam soutiens e não se depilam se ofenderam, que não têm a obrigação das lides, que é machista e não sei o quê. A verdade é que o homem tem razão, parece-me que o grosso da sociedade ainda é assim, conheço muitos mais casos em que a responsabilidade é maioritariamente feminina que casos em que há partilha (e ele não diz que deve ser "ajudar", limita-se a dizer que é assim... e é)

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