quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E por cá as dos blogs dizem-nos que chegou o Outono...

O ébola chegou a Madrid, tivemos o primeiro caso de contágio directo na Europa e eu, que não sou alarmista, temo que seja o primeiro de muitos, não sei até quando vão continuar a deixar as pessoas ir e vir dos países de risco, suponho que o conceito de zona de quarentena ainda não seja de equacionar, suponho que ninguém pense em suspender deslocações que não sejam estritamente necessárias, ou seja, passava o pessoal médico e mais nada, o que eu sei é que isto tem um período de incubação até vinte e um dias, que não se propaga pelo ar mas que se propaga por todo e qualquer líquido humano, que tem uma mortalidade até noventa por cento.
Dizem-me que Portugal está preparado, uma vintena de camas na Estefânia, outras tantas no Curry Cabral e no Egas Moniz. E dá-me vontade de rir, um país que não consegue colocar professores a tempo e horas nas escolas, está preparado para uma epidemia que pode ser a nova gripe espanhola de mil novecentos e quinze. Está certo. Eu ainda me lembro da gripe A, aqui há uns anos, cá em casa caímos todos, no colégio, as turmas estiveram reduzidas a metade, durante cerca de dois meses, a diferença é que se curava com uma semana de repouso. Mas que se lixe não é? Afinal o mundo tem excesso de população, tudo bem...

(e parece que anda aí uma polémica por causa do cão da enfermeira, vai ser abatido, as pessoas não acham bem, suponho que não percebam o conceito daquela coisa parva que é não se pôr em risco uma vida humana  por causa de um animal, às tantas mereciam era uns Todds...)

193 comentários:

  1. Era só uma questão de tempo, Picante.... chegou a Espanha, não foi??? Sabe-se lá se já não estará em Portugal....
    As pessoas andam de avião, as pessoas deslocam-se, o vírus propaga-se..... tempo, é tudo o que precisa para se espalhar pelo mundo inteiro!!!

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    1. Li, já não sei onde, que até ao final de Novembro estaria instalado na Europa.

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  2. Estas merdas que defendem, relativamente aos animais, põem-me doida, valha-me Deus, que gente estúpida!

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    1. O marido da senhora dizia algo como "vejam lá se também me querem matar a mim" Nele até desculpo a comparação, afinal tem a mulher infectada, é provável que esteja, também ele infectado, mas caramba...

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    2. Quem pediu ajuda para não sacrificarem o cão foi o marido da senhora infectada! Houve depois uma mobilização enorme para que a vontade expressada fosse respeitada!

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  3. A solução é, portanto, isolar os desgraçados dos africanos e deixá-los à sua sorte, mais pobres e desesperados que nunca, rebentarmos de vez com as suas frágeis economias, possivelmente levá-los à beira de nova catástrofe humanitária, para livrarmos os privilegiados do mundo ocidental de contraírem (de forma imensamente improvável) ebola? Enviemos equipas de voluntários bonzinhos e - quiçá - militares para matar todo e qualquer coitado que em desespero tente escapar à morte certa. Podíamos adoptar afinal a medida de alguns iluminados e atirar napalm para a zona e acabar com o mal de raiz, matava-se tudo o que mexe em África (eu incluída) e pronto. Resolve-se assim o problema do mundo.

    Quando não se sabe o que se diz, o melhor é estar calado e não dizer asneiras, porque estas podem ser ouvidas e lidas muitas vezes por quem não sabe pensar pela própria cabeça. E é assim que se propaga estupidez. Isolar é a mais estúpida das soluções e ninguém mas ninguém tem o direito de se achar mais que os outros, decretando que a "solução" do mundo é condenar à morte uns para salvar os outros.

    Frederica

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    1. Estupidez é ler o que nunca foi escrito ou pensado. E feio, já agora.
      Vá lá ler o que escrevi e explique-me onde é que eu falo em isolar àfrica e deixá-la entregue à sua sorte. Acha que restringir viagens de negócios é isso? Tenha dó Frederica. E pense antes de explodir.

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    2. Ora vamos lá a ler o que escreveu em conjunto:

      "(...) não sei até quando vão continuar a deixar as pessoas ir e vir dos países de risco, suponho que o conceito de zona de quarentena ainda não seja de equacionar, suponho que ninguém pense em suspender deslocações que não sejam estritamente necessárias, ou seja, passava o pessoal médico e mais nada(...)"

      de facto não fala de África em particular mas, ou existe para aí outra zona do mundo com um foco de doença que desconheço, ou estará inerente nas entre-linhas. está com medo, é natural, e optou pela solução fácil, não me venha agora dizer que não escreveu o que acabou de escrever.

      e repito o que escrevi mais acima: quando não se sabe do que se fala, o melhor é mantermos-nos em silêncio, pesquisar, procurar saber antes de opinar. se em menoridades é de somenos importância aquilo que pensa, em assuntos destes fica bem o recato. não falarmos do que não sabemos. o mesmo se aplica ao cão e ao seu infeliz comentário.

      não vou discutir consigo, tenha um bom dia.

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    3. Onde no teu texto falas em viagens de negócio?
      Devias ficar pelas criticas aos blogues e deixar de verter tanta estupidez! Estes pensamentos que demonstras ter, neste post e no anterior, guarda-os para ti. Se não, por ti, estamos todos a voltar às cruzadas e às fogueiras! Tem dó! Tem vergonha na cara e acaba lá com estes teus devaneios públicos!

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    4. Pipocante Azevedo Delirante8 de outubro de 2014 às 11:30

      Tem razão Frederica
      Tentar restringir epidemias com zonas de isolamento é tão demodé. O melhor é mesmo pensamento positivo, e dar aos infectados uma dose de mirtilos matinal e uma semana num boot camp para recuperarem a forma.

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    5. Então como em África já existe, vamos mas é espalhar por todo o lado para ninguém se ficar a rir... Sim?
      Penso que podem haver soluções que possam minimizar o risco de contágio e sim, porque não uma quarentena? Só saiam desses países quem estivesse sob observação durante o período de incubação, para garantir que não estava infectado.

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    6. Mas não seria melhor, ainda que difícil, conter o vírus o mais possível? Eu não gostaria de ser responsável por trazer essa doença para outros países, independentemente de ser 1º, 2º ou 3º mundo. Não me parece estúpido pensar que a melhor solução, por agora, seria limitar com mais informação quem sai de África. E com isto não estou a falar em deixar pessoas entregues a si, ou até mesmo matá-las. Acho que quando mais se conhecer e estudar o vírus, melhor.
      Relativamente ao cãozinho, se tem o vírus, que se tome as medidas necessárias possíveis para um cão. Duvido que a medicina veterinária tenha medidas dessas para os animais, mas posso estar enganada.

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    7. "suponho que ninguém pense em suspender deslocações que não sejam estritamente necessárias"
      É isto que diz o texto. As viagens de negócios, na sua grande maioria, não são estritamente necessárias. E quem sai deveria ficar em quarentena, sim. 21 dias, até se ter a certeza que não era portador do vírus.
      Isto não é estúpido, nem é deixar o 3º mundo entregue à sua sorte. Estupidez é trazer uma vírus que se propaga facilmente, que não tem cura e pode causar até 90% de mortalidade para o resto do mundo. Mas pronto, a Frederica e o Anónimo das 11.27h devem achar que é mais bonito e solidário morrermos todos com uma pandemia. Isso sim, é que é verdadeiramente inteligente. Oxalá não se cruzem com alguém infectado, numa dessas viagens de negócios tão necessárias e não mudem de opinião.

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    8. A Frederica não é a favor do isolamento das doenças, é a favor da propagação das mesmas.
      Uma especie de generosidade global , espalhar a morte por todos , acompanhando o processo com cantigas e pensamentos positivos.

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  4. "E dá-me vontade de rir, um país que não consegue colocar professores a tempo e horas nas escolas, está preparado para uma epidemia que pode ser a nova gripe espanhola de mil novecentos e quinze"- Fantástico Pipoca. Sem mais palavras.

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  5. Ainda ontem lia , salvo erro no Expresso, sobre um antigo director do Partido Republicano da Carolina do Norte ou do Sul não estou agora certo , defender que as pessoas infectadas com ébola deveriam ser executadas. Extermino em massa e sanitização com napalm. Não fazia a coisa por menos.

    Adianta alguma coisa perguntarmo-nos diariamente qual é o real tamanho da estupidez?

    ( digo-lhe que está aqui um manancial imenso de entretenimento para blogolândia perfeitamente ao nivel de aquando da Gripe em todas aquelas variações, mas muito mais grave )

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    1. Li isso, Todd qualquer coisa. Ao que parece é recorrente no debitar de alarvidades como essa.

      (ao que parece está a haver problemas com o isolamento, que o pessoal médico contraia a doença lá eu até percebo, sabemos as condições miseráveis em que trabalham, mas cá?...)

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  6. É tanta ignorância que não sei se lhe chame estupidez, egoísmo ou falta de cérebro... Talvez me fique pela última!!

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    1. Já esse comentário, é revelador de enorme inteligência e poder argumentativo. Parabéns.

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    2. “Never argue with stupid people, they will drag you down to their level and then beat you with experience.”

      Eu poderia argumentar ou apenas explicar-lhe a quantidade de tolices que diz no seu post mas vou apenas deixá-la a pensar com uma frase que é sua (ou não!!)
      "...que não se propaga pelo ar mas que se propaga por todo e qualquer líquido humano...
      E deixo-lhe também um link, talvez lhe apeteça ler pessoas que realmente sabem do que falam: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/virus-ebola-o-embuste-1668502

      Bem haja!

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    3. Eu já conhecia o artigo. Tive a preocupação de ler várias coisas, de várias fontes, ao contrário de si, que se baseia numa única opinião de um médico que não faço ideia quem é.
      Não disse nada que não fosse verdade, ou as fezes, sangue, urina e vómito não são excreções humanas?
      Resta acrescentar que, não havendo vacina ou tratamento disponível, não há nenhuma farmacêutica que lucre com isto, pelo menos para já, ao contrário do que aconteceu com o H5N1. .
      E não sei por que raio falar em quarentena, acerca de uma doença contagiosa, é ignorância. Mas está certo. Anónima é de certeza muito iluminada, saberá muito mais que eu. Ou então não.

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    4. Eu não me limitei apenas a ler uma opinião de um médico que a menina não sabe quem é, eu apenas lhe dei a oportunidade de perceber que o alarmismo é uma prática ignorante de quem não sabe do que fala. E nem sequer percebeu onde eu queria que chegasse ao fazê-la reler aquilo que escreveu mas também não vou perder tempo a explicar. Nem sequer vou falar do desgraçado do cãozito ou das percentagens que passam de "até 90%" para de "25 a 90%" nos seus próprios comentários. Ou da "gripe espanhola" para um afinal "pode ser a cominicação social a mediatizar as coisas" ou "também podem existir farmacêuticas à mistura, ah, espera não, afinal não há vacina!!!
      Formidável, responda-me só a uma questão, tendo em conta toda a sua formação médica wikipédica:
      O vírus anda por "cá" há tanto tempo sem cura e de repente dois norte americanos são infectados, aparece um tratamento milagre de um dia para o outro e eles voltam para casa curados, coisa do demo será?? (Leu sobre isto, certo?!)

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    5. Nada do que eu disse é contradição. A menos que alguém queira deturpar as coisas, que é obviamente o seu caso.
      Claro que há empolamento da comunicação social, há sempre. O que não quer dizer que não haja o risco de uma epidemia. Que é especialmente grave por não haver cura. Não há. Há gente que sobrevive, há um soro experimental. Mas não há cura. Os que sobrevivem são os que conseguem safar-se. Há um enorme desconhecimento médico sobre este assunto. Leu sobre isto, certo?
      E sim, a mortalidade é entre os 25% e 90%, sendo que a mortalidade média está acima dos 50%, se não estou em erro. Onde está a contradição?
      E eu não estou a ser alarmista, nem estou a falar como especialista. Estou a dar uma opinião, à qual tenho todo o direito, com base em variadíssimos artigos que li. E que é sensata, já agora, a quarentena e isolamento são maneiras eficazes de conter a coisa. Por mais que queira não o pode negar.

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    6. Isso de não haver vacina, antes da gripe das aves se propagar em humanos, também não havia...

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    7. Eu já não me lembro bem mas havia o tamiflu. Não era vacina, pois não? Era apenas para ser tomado em caso de infecção contraída. A vacina apareceu depois.
      (acho que não estou a dizer nenhuma asneira mas realmente já não me lembro bem)

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    8. Pois, normalmente os que sobrevivem são os que conseguem safar-se, são também esses os que não morrem e os que morrem são os que não sobrevivem e que, eventualmente, não conseguem safar-se!!

      Onde eu queria chegar, caso queira entender, é onde chegou em alguns dos seus comentários, talvez alertada pelas diversas opiniões que aqui chegaram. Sim, pode haver risco de contaminação. Sim, algumas pessoas morrem. Sim, a quarentena pode vir a ser importante (até para os canitos que não se sabe se estão infectados e não sou dos direitos dos animais!!). Mas sim, a comunicação social empola a situação. Sim, outros interesses se levantam. Sim, há países como os EUA que têm a cura em cima da mesa mas não interessa saber pois há demasiados interesses económicos, etc, etc, etc
      Pode dar a sua opinião, claro, aliás o blog é seu, contudo tem de ter o discernimento de pôr todos os factos em cima da mesa quando se trata de algo tão grave como isto. Afinal não estamos a falar mal de sapatos, dietas ou dos blogs dos outros.

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    9. Mas eu alguma vez neguei isso? Não neguei pois não?
      É verdade que não o referi no post principal, o qual também não pretendia ser um artigo rigoroso sobre os perigos do ébola. Limitei-me a dizer que não percebia por que razão não havia zonas de quarentena e a referir que Portugal não estaria preparado para fazer face a uma eventual pandemia. Disse alguma mentira?
      O bom dos blogs é isto mesmo, a troca e acrescento de pontos de vista.

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    10. (além de que escrevi isto na qualidade de leiga, toda a gente sabe que não sou especialista em infecto-contagiosas, desculpe mas declino a responsabilidade que me quer atribuir)

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    11. pois....ainda há pessoas que acreditam que a lepra nunca existiu ou que o homem não foi á lua e pior que o holocausto foi uma invenção.
      Agora é esta; a ebola é uma ilusão optica

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  7. Não me leve a mal a pergunta, não tenho intenção de provocar ou de discutir o assunto, porque cada um tem a sua forma de pensar. Gostava de compreender melhor a sua opinião, para poder pesar as coisas, que uma pessoa sozinha vê um bocado do mundo, mas duas vêm dois bocados. Porque é que, para a Picante, o cão não merece os 21 dias (ou mais) de quarentena, se o dono quiser dar-se a esse trabalho e risco?

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    1. Porque se sabe que os animais são portadores da doença (antílopes e macacos, com toda a certeza, foram eles que a passaram aos humanos).
      Porque o vírus é altamente contagiante, sem cura e mortal até 90% dos casos.
      Porque acho que não merece a pena arriscar uma vida humana a manusear sangue de um animal possivelmente infectado, assim como as suas fezes.
      Porque não é em Madrid que se fazem estudos sobre a evolução do vírus (ele existe pelo menos desde a década de 70) e não serviria ao interesse público estudar o animal.
      Porque é muito diferente arriscar a vida para salvar uma pessoa (é o que faz o pessoal médico que trata os infectados, a maior parte das vítimas ocidentais são médicos e enfermeiras) ou arriscar a vida para salvar um cão. Eu adoro cães mas caramba, o risco é demasiado elevado.
      (o dono está no hospital, em isolamento até se perceber se contraiu ou não o vírus)

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    2. Deixe-me só acrescentar, Picante, que o Ébola é natural nos morcegos (sem lhes causar quaisquer sintomas). Pelo que sei, chegou aos humanos devido ao hábito de incluir morcegos na alimentação, em África.

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    3. O risco não é elevado.
      O vírus não é altamente contagioso. Desde 1976, até Janeiro de 2013, registaram-se 1800 pessoas infectadas, 1300 mortes. É certo que, uma vez a pessoa infectada, a probabilidade de morrer é perto de 90%. Mas é um vírus relativamente difícil de apanhar por pessoas comuns, que não tratem directamente com doentes sem as protecções devidas.
      O cão é um animal que os humanos escolheram domesticar e com isso vem o compromisso de que vai ser cuidado com civismo. O cão merece, sim, que se faça uma análise ao seu sangue, merece sim, ter cuidados médicos. O cão merece que se faça uma análise à justiça do seu abate. Ter respeito pelos animais não é descer o nível dos humanos ou do cuidado aos humanos. Ter respeito pelos animais é ascender na nossa ética. Se os animais são menos importantes e forem bem cuidados, o que não acontecerá com crianças, homens, mulheres, idosos? A nossa sociedade é demasiado podre, precisa de exercitar actos que a elevem. Para mim, o acto seria analisar o estado do cão, para si, seria o abate sem pensar duas vezes. E no entanto, queremos as duas o melhor para todos. Não nos desentendamos, então, por causa disto.
      Boa tarde.

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    4. Vem originalmente dos morcegos, sim. Mas acho que não é passada directamente aos humanos. O que li dizia que os morcegos as passavam aos macacos e antílopes (via dentada) que, por sua vez, adoeciam e a transmitiam aos humanos.

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    5. Concordaremos em discordar. Eu acho que não compensa o risco.
      Aquilo transmite-se pelas fezes, urina, sangue, vómito. Qualquer pessoa que cuide de um doente o poderá apanhar, como tem acontecido com o pessoal médico.
      Já disse aqui, que nos dois surtos anteriores (acho que foram só dois) a situação era diferente: aldeias isoladas em vez de campos de refugiados, muito menor tráfego aéreo. Foi por isso que foi tão facilmente controlado.

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    6. Eu tambem acho que não compensa o risco nem o custo monetario. Para alem dos medicos e enfermeiros que tinham que analisar o cão e colocar as suas vidas em risco por causa disso.

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  8. Picante, picante...
    A questão não está em abater o cão porque também está infectado com o vírus.
    A questão é abater o cão só porque sim, porque sem mais nem menos alguém se lembrou disso sem sequer tentar perceber se os cães podem ou não estar infectados, podem ou não ser vectores de contágio.
    E mais, se o cão efectivamente estivesse infectado não seria muito mais vantajoso tentar estudar mais qualquer coisa sobre o vírus através dele?

    Mas pronto, os cães são sempre os elos mais fracos e quem ousar tentar defender a vida de um animal, quando sem justificação lhe decretam uma pena de morte, será sempre um maluquinho.

    Nem tanto ao mar, nem tanto à terra cara Picante.

    AB

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    1. A resposta que dei acima é válida para si. A questão não é abater porque apetece. A questão é abater porque é mais seguro. Não há hesitação possível, quanto a mim, claro.
      (e quanto às autoridades sanitárias, também, graças a Deus não sou a única a pensar assim)

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    2. Para mim os animais são todos iguais e merecem todos os mesmos direitos, por isso defendo a analise a todos os passaros, insectos e roedores que poderam ter estado em contacto com o viros.

      São todos iguais, ou não ?

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  9. Ébola já existe há quase vinte anos e só agora se deram conta dela? O que tem a mais do que o Virus da Sida, por exemplo. Ou do cancro? ou de qualquer tumor maligno? Mas com isso as pessoas vivem sem temores porque já faz parte da mobília.
    Não conhecem o que são jornais e as notícias sensacionalistas, por acaso?
    Existe sim, o ébola, é perigoso mas nada mais que isso, como tantas outras doenças que existiram, existem e existirão.
    Alguém se interroga quantos milhões de pessoas morrem todos os anos infectados com a malária? Ou até a quantidade que morrem com uma simples gripe, ou com uma ainda mais simples constipação?
    Primeiro foi a difteria, mas antes e desde sempre, a málaria; depois a tuberculose, a seguir a pneumonia, a seguir a cólera, veio a sida, pelo meio as vacas doidas, a gripe das aves, dos porcos, dos gansos, dos periquitos, e agora o ébola.
    E tanto quanto se saiba nem e tão facil de contrair como as outras todas.

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    1. Pipocante Azevedo Delirante8 de outubro de 2014 às 12:05

      Não sendo propriamente um gajo alarmista (veja lá que nem tomei o tamiflu), confesso que este tipo de surtos descontrolados causa algum desconforto.
      Ora o protocolo, segundo vendem, passa por um período de quarentena. Porque não aplicá-lo a quem vem de zonas de risco?
      Se um gajo hoje, no aeroporto, é revistado de cima a baixo, porque pode levar um cinto explosivo ou uma água das pedras com sabor a nitroglicerina, e é por isso considerado uma ameaça, porque não levar a sério a questão do ébola?
      Claro que o ébola sempre existiu, e dizem que tão cedo não passa de moda, mas tal como todas as doenças, o ponto fulcral passa por limitar o seu espaço de actuação. O que parece não estar a acontecer.

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    2. Corvo, por favor.... Sei que gosta de me contrariar mas não vamos comparar o ébola ao cancro, não? Nem ao HIV ou a uma simples gripe.
      O ébola é altamente contagioso, a prová-lo tem uma série de médicos e enfermeiras que foram infectados, apesar de todas as precauções que, estou segura, usaram.
      A mortalidade é até 90%.
      Se há uma mutação do vírus e se ele se começar a propagar pelo ar estaremos todos lixados.
      A única razão pela qual os surtos anteriores foram facilmente controlados foi porque apareceram em aldeias isoladas, no interior e com pouca população. Hoje em dia tem uma guerra civil que leva milhares de pessoas até campos de refugiados, onde existem as condições ideais ao contágio. Por outro lado, viaja-se incomparavelmente mais. Quer comparar as viagens que se faziam na década de 70 com as que se fazem hoje em dia?

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    3. Em 1982 encontrava-me a trabalhar em África, no Gabão.
      Quando pessoal africano começou a faltar ao trabalho, soube-se que estavam doentes com ébola. Ah! Faltou porquê? Está doente, tem ébola: era a resposta. Ia para o hospital e passadas umas semanas voltava para o trabalho. Isto sucedia amiúde. Tanto quanto soubesse era uma doença, ia-se para o hospital e curava-se.
      Ninguém falava em contágio nem isolamento, nem propagação nem cuidados mais especiais. Eu por acaso trabalhava com uma equipa composta por dezasseis africanos, oito paquistaneses e dois franceses, não me lembro de quantos casos de doença ocorreram na minha equipa, mas sei que foram mais de seis durante os oito anos que chefiei essa equipa. Foram para o hospital em Libreville e uns mais tarde outros nem tanto, todos voltaram ao trabalho.
      A Sida, o conhecimento dela viria uns mesitos depois. Ora eu estive sempre em contacto com esses infectados, o resto do pessoal também e nada aconteceu.
      Agora, se entretanto a doença evoluiu para uma maior perigosidade, ou se, simplesmente é alarmismo desmesurado, isso não sei. Vou a África uma ou duas vezes por ano, meto-me por onde me devo meter, (e digo-lhe que não é nenhuma cidade) e continuarei a ir sem o mínimo receio

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    4. " Uma série de médicos e enfermeiros, bla, bla, bla " Eh, lá! E não, não usaram protecções.
      Veja lá a quantidade de médicos e enfermeiros e voluntários que estão nos países onde o surto está activo e não foram contagiados. Faça lá continhas!

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    5. Corvo, não sou médica, muito menos especialista em doenças contagiosas.
      Mas pelo que me diz, provavelmente não seria Ébola. Li várias coisas sobre o assunto, em todas li que a mortalidade é elevada, entre 25% a 90%, para ser exacta. E não li em lado nenhum, nada sobre uma mutação do vírus, que o tenha tornado mortal. Mas o facto é que vários médicos e enfermeiras foram infectados, neste surto. Alguns morreram.

      Se há alarmismo da comunicação social? Sem dúvida. E provavelmente haverá alguma farmacêutica metida ao barulho, também. Mas não me parece que seja um assunto a ser tratado com ligeireza.
      (mas posso estar enganada, claro que posso...)

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    6. (e eu também não tomei tamiflu, fiz a vacina normal da gripe, como habitualmente...)

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    7. Há cinco tipos de vírus ébola, um deles não atinge o ser humano, por exemplo. Se calhar o Corvo estava numa região onde o tipo de vírus mais comum não era tão mortal.

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    8. Eu nem isso nem a vacina normal da gripe, como de resto, nunca tomei.
      Como nunca estive doente nem sei o que é uma gripe ou constipação, ou quaisquer outros sintomas, tipo dor de costas ou de cabeça e afins; não sinto necessidade de tomar nada.

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    9. Corvo

      As pessoas ficam doentes e morrem.
      É normal terem gripes , dores de cabela, pneunomonia, artrite, cancro etc.
      O corvo é uma excepção e como tal deve perceber que os outros ficam contaminados com doenças e que há consequencias por isso.
      Não minimise as doenças dos outros só porque faz parte de um grupo muito restrito que nunca ficou doente na vida.

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    10. É normal, sim senhor. Sei que é. Certamente sou eu anormal porque nunca conheci nada de doenças. Não sei o que é uma gripe, uma constipação, uma dor de cabeça, como de tudo; aliás, uso e abuso dos enchidos, dos queijos, sobretudo os gordos amanteigados, tomo litradas de café por dia, fumo e durmo umas duas ou três horas por noite. E não sei o que é uma gripe nem o que é um rastreio. Sei porque ouço, porque falo com homens da minha idade que não saem dos hospitais, porque senão não sabia.
      Claro que vou morrer, e se quer mesmo saber a minha opinião, a morte para mim já vem tarde porque vivi tão intensamente que acho que já vivi de mais.
      Não sei se morrerei de doença ou de acidente ou até de um AVC, provavelmente como nunca tive nada a primeira que me der será de vez, mas acredite que a morte é a última das minhas preocupações.
      Como uma vez disse por aí algures, em verso. Levas-me sim, mas fui eu quem sempre ganhou.
      Como vê, não minimizo as doenças dos outros. Eu é que sou assim. Se não sei o que é uma doença, minimizo a saude alheia por o dizer?

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  10. Claro que a vida humana tem mais valor do que a de um animal. Mas é preciso tratar do assunto com leviandade? E já pensou que divulgar o caso do animal eventualmente infectado também serve para empolar a histeria do ébola?

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    1. Ana, de acordo quanto ao papel histriónico que a comunicação social desempenha em todo e qualquer processo de alarme. Querem vender e estão-se nas tintas.
      Mas não consigo concordar que evitar riscos de mortes humanas seja tratar do assunto com leviandade. Leviandade seria poupar o cão e ver o que aconteceria.

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    2. Leviandade porque não se estão a dar ao trabalho de estudar a questão. Pô-lo em quarentena a sério (e não como está agora, fechado em casa com acesso a uma varanda - isso sim, parece-me arriscado) tal como fazem às pessoas, é pôr vidas em risco? Significa, então, que a quarentena não é eficaz? E tentar verificar se o animal (em geral) pode, de facto, contrair e espalhar o vírus (analisando a coisa em laboratório, não vamos deixá-lo andar por aí a dar lambidelas, sim?)? É que, assim se repente, não fazia mal saber! Quando animais tiveram contacto com doentes infectados em África? Não hão-de faltar, certo? Quando foi o boom de notícias sobre o HIV, também havia quem acreditasse que as melgas podiam espalhar o vírus ao picar uma pessoa infectada. Por isto tudo é que falo em leviandade.

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    3. Pois Ana, discordamos. Eu acho que há risco humano em estudar-se a questão. E pelos vistos as autoridades espanholas também acharam. Não me parece que lhes tenha apenas apetecido matar o cão.

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    4. «Eu acho que há risco humano em estudar-se a questão.»

      Uau...

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    5. as autoridades espanholas , são as mesmas que julgaram que era uma gripe? Uau para elas também.

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    6. Simplesmente Ana, até se tirarem conclusões rubostas e estatisticamente suportadas que envolvam doenças com humanos decorrem largos anos (sem contar com as possibilidades de mutação e da existência de diferentes estirpes do mesmo vírus que implicam quase que o recomeço das experiências). Isto porque é impossível haver experiências controladas. Ninguém vai infectar um cão de propósito e pegar num ser humano saudável e pô-lo a mexer nas fezes contaminadas do animal para ver se contrai o virús ou não: isto multiplicado por centenas de experiências claro (um cão não ter fezes contaminadas não significa que isso não seja possível). Podem fazer-se abordagens alternativas em culturas celulares mas o grau de certeza nunca será de 100%. De qualquer das formas, neste caso em particular, tal estudo (se ainda não está feito, não sei) nunca seria realizável em tempo útil e nunca com total grau de certeza se poderia dizer se o cão (ainda que infectado) pode ou não transmitir o vírus.

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    7. Estava a ser simplicista. O que quis dizer é que deverá haver risco humano em tratar o cão, como se trataria uma pessoa, isolá-lo e fazer-lhe testes a fim de ver se é ou não portador. Aliás é isto que estão a fazer ao marido da enfermeira. Mas ele é um homem, não é um cão.

      Quanto ao usar o cão para se estudar o vírus, além do que a NM já disse, ainda se dá o caso de isso, supostamente, não ser feito em qualquer lado e laboratório. Sei que o fazem em Atlanta, hão-de o fazer em mais sítios. Mas não estamos a falar de doenças e análises comuns.
      Não sou médica nem especialista em infecto-contagiosas, mas as autoridades não decidiram matar o cão só porque sim, não vos parece?

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    8. Não estando automatizadas para a espécie em causa este tipo de análises têm preços incomportáveis.

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  11. Só vou comentar o caso do cão: quarentena, vigilância, investigação. Parece-me tudo muito mais sensato do que matar um animal "só porque sim", sem sequer se verificar se está doente, e contra a autorização do dono.

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    1. Olhe S, eu gosto de si, acho que é uma boa menina, e como tal relevo essa espécie de cegueira que tem em relação aos animais.
      O risco não compensa. E o dono não tem nada a dizer já que o animal pode infectar qualquer pessoa que não o dono.

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    2. Claro até poderia imaginar o diálogo das autoridades:
      - Embora lá matar o cão?
      - Mas, chefe, acha que devemos matá-lo porque pode constituir um risco muito sério e grave para a saúde pública, pondo em risco vidas?
      - Nãaaa (encolhendo os ombros). É só porque sim!

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    3. S* , eu vejo o mesmo que tu e só lamento que, por ver outra coisa diferente do que as "visionárias", sejamos consideradas "cegas". É por estas coisas que o mundo não evolui, não tem como. Não há uma partilha de pensamento, há uma batalha onde uns se querem impor aos outros. Havendo quem pense como a S* e eu, havendo voluntários que queiram cuidar do caso do cão, sem risco para os que não pensam como nós, porque é que este tem de ser abatido? Se fossem tantos casos que não houvesse mãos a medir... Enfim. Morte para a frente.

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    4. Não sei Anónimo, deixe-me lá pensar... porque, se realmente o cão estiver infectado, pode contagiar os voluntários que cuidarem dele? E porque esses voluntários terão, por sua vez, de ser tratados em hospitais públicos, pondo em risco a segurança de mais pessoal médico? E porque podem contagiar as respectivas famílias?
      Às tantas é por isso...

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    5. Picante, com luvas, óculos, máscaras, fatos, não há esse perigo. É pôr comida e água ao cão, lavar a sujidade diariamente. Ninguém está a dizer para o cão andar à solta, ou ser trata sem a devida cautela. É um assunto sério, sim.

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    6. Vai-me desculpar mas esse é o tratamento dado a pessoas e não a animais. Nó fundo há aqui uma discordância de base, eu ão acho, nunca achei, que os animais devessem ser tratados como pessoas.
      Isso deve custar uma fortuna ao erário público. Desculpe a crueza mas é só um cão, não é um homem.

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    7. Picante, para quem dorme com os animais, essa sua explicação é ridícula, afinal eles são tratados como filhos.

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    8. Ridícula e ofensina, naturalmente.

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    9. Ridícula e ofensiva, naturalmente.

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    10. Não concordo. Mas, lá está, eu não acho que um cão seja somente um cão. Os cães não são inferiores a nós nem menos que nós. Pelo menos não para mim.

      E isso não é cegueira, são opiniões. Considerar os animais com quem partilho a vida tão importantes como as pessoas, para mim, não é cegueira, é amor.

      Mas não vale a pena explicá-lo a quem não sente o mesmo. Apenas peço para não lhe chamarem cegueira.

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    11. Os cães não são superiores a nenhum dos outros animais. Se pretende dar previlégios aos seu cães, muito bem. Pague as mordomias do seu bolso.

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    12. Amor não é isso. Amor é tratá-los bem, dar-lhes comida e mimos.
      E são menos que nós, obviamente que são, é por isso que dormem em casotas e comem em tigelas.

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    13. Picante, comer em tigelas e dormir em casotas não é sinal de inferioridade. Apenas é sinal de que estão domesticados.

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    14. Alguns dormem com os donos

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    15. O cão não ser inferior a nós para ti S* significa o quê exactamente? Que merecem ser tão bem tratados como nós? Concordo. Levas o cão a passear, ao veterinário, dás lhe comida, água, abrigo e mimos, cuidas dele como um elemento da família. Mas e o que é que ele pode fazer por ti? Pode cuidar de ti quando estás doente? Pode ir contigo ao médico, por exemplo? Pode ir ao supermercado comprar comida para ele ou para ti? Não pode! Logo, o cão É efectivamente inferior a ti, tu tens autonomia e racionalidade para uma série de tarefas para as quais ele não tem, e devido às quais se torna dependente de ti.

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    16. S*, não estás sozinha, compreendo-te bem :) estas alminhas são pouco evoluídas, há que dar-lhe o desconto, é o que eu faço todos os dias para não lhes partir a cara...

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    17. Anónimo das 16:15, isso é uma lógica do caraças. Se alguém da minha família ficar doente e inválido, torna-se inferior a mim porque não me é útil?

      Os meus animais dão-me amor. Compreendem. Dão carinho. Não preciso que me dêem mais nada!

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    18. Há gente doente...

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    19. S*, se alguém da tua família ficar doente e inválido tu podes tomar conta dessa pessoa, o teu cão não. Não tem a ver com utilidade para ti, tem a ver com capacidade. O cão não tem nem nunca terá as mesmas capacidades que um humano, logo, por esse prisma, é efectivamente inferior. É a mesma coisa que dizer que um elefante é maior que um tijolo, é uma constatação de um facto e isso não é uma coisa "relativa" ou senão chegamos a um ponto em que tudo nesta vida é relativo. Mas nem vou discutir mais porque tu conseguiste a proeza de equiparar um cão a um familiar inválido e à utilidade relativa de cada um na tua vida e enfim, não vamos chegar a lado nenhum...

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    20. Os teus animais dependem de ti e situam-te a um determinado nível nas suas escalas hierárquicas. Por isso têm para contigo determinada postura. Tu baseias a relação que tens com eles no "serviço" emocional que eles te prestam. Cru e simples!

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    21. A S. realmente parece boa pessoa, mas é tão tarada por animais _ corrijo é tão tarada por ALGUMAS especies de animais , que perde sempre o boms senso nestas discusoes. O fanatismo fala sempre mais alto.

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    22. A S* tem toda a razão no que diz e muitíssimo pertinente a pergunta que fez ao anónimo das 16:15, boa comparação de que este de certeza não estava à espera e tentou de seguida deturpar e desvalorizar, distorcendo o óbvio subjacente à pergunta. Picante também entendo perfeitamente o seu ponto de vista, percebo que pense que no caso do cão, a tentativa de "salvamento" podia acarretar maiores riscos, mas eu ainda acho que um grande sinal civilizacional passa por tratarmos as outras espécies condignamente e não como meros objectos utilitários ao nosso serviço e que são logo os primeiros a serem mortos pelo sim, pelo não, porque é disto que se trata, o animal pode estar perfeitamente saudável, mas por via das dúvidas matasse, desculpe Picante, mas não consigo mesmo concordar com isto, para mim é uma questão de razoabilidade e acho que o dono do animal demonstrou ser um ser humano de grande qualidade ao pensar, mesmo podendo ele próprio estar doente, no bem estar do seu animal de estimação.

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    23. A S* pegou no que lhe interessou pegar que foi pela questão da utilidade. Só leu o que quis ler e pelos vistos não foi a única. A minha resposta está dada.

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    24. Obviamente que qualquer animal deverá ser sacrificado antes do homem, mas é que isso nem está em questão. Essa teoria do avanço civilizacional é bonita mas só depois de erradica a fome no mundo. E a injustiça.

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    25. Picante: Agora é que disseste tudo!

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    26. Anónimo8 de Outubro de 2014 às 19:07

      Um bom ser humano é aquele que faz tudo para controlar uma doença e não que prefere propaga-la se assim lhe derem a escolher.
      Ele não foi um ser humano.
      Embora em perceba que ele fique triste e abalado com tudo o que se esta a passar na vida dele.

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  12. Então, para si, um ser-humano é tratado com uma tigelinha de água diária, uma tigela de ração e uma mangueirada na sua casota. É assim o seu tratamento para o Homem. Então entendo que, para si, o tratamento para o cão seja a morte.
    Por favor, não diga que adora cães. A Picante, no máximo, aceita ser entretida por cães, tem simpatia. Mas gostar, não gosta.

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    1. Não distorça o que digo. Ou bem que quer conversar, e trocar pontos de vista, ou bem que quer provar-me que não tenho razão. Se apenas lhe interessa provar que não tenho razão, leve a taça, eu dou-lhe razão e não perco tempo consigo.
      Agora, se quiser ser inteligente e ter uma conversa normal...

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    2. O meu comentário é legítimo e segue o que a Picante disse. Em cima disseram que é possível tomar conta de um cão, usando fatos. A Picante diz que isso é tratamento para um humano. Tratar de um cão envolve somente dar-lhe uma tigela com água, uma tigela com comida, higienizar o local onde este está. O tratamento dado a um cão não dá trabalho nenhum. Quer matar um cão porque a si lhe dá jeito. Se houver pessoas a quem lhes der jeito fazer a quarentena do animal em segurança, porque é que se vai matar um cão? É só isso.
      Sou inteligente e tenho uma conversa normal. A Picante é que, pelo que vejo, não hesita em pôr em questão a inteligência ou a visão dos outros, quando estes lhe mostram a sua própria imagem.
      Até vou apagar o histórico para não ter acesso a este blogue de novo. Até me tirou o apetite.

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    3. Por favor.... acha mesmo normal ir tratar de um cão com fatos de protecção? E gastar dinheiro ao erário público a fazer as análises, sabe-se lá durante quanto tempo, para ver se o cão é ou não portador do vírus? E, repito, pôr humanos em contacto com sangue e fezes do animal que podem estar contaminadas?
      É que não estamos a falar de pôr uma tigelinha na casota e dar uma mangueirada. Não é assim que a coisa funciona... Claro que o tratamento dá trabalho, custa dinheiro e envolve risco.

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    4. Boa!!!! Vamos então construir alas especiais, destinadas a cães e outros animais de companhia. Vamos redigir protocolos. Estabelecer critérios de avaliação. Vamos dotar pessoal especializado com equipamento para fazer isto tudo. E vamos esperar que os fundos necessários para fazer face a estas despesas extras venham directamente do bolso dos cidadãos!!!!!

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    5. Sim, é essa a normalidade que quero no mundo. Além disso, eu estou a falar da quarentena! Se ele estiver doente, então justifica-se a eutanásia.

      O que quero dizer é: Eliminar o cão implica eliminar o risco, sim. Mas eliminar o risco não implica matar o cão. Matar cão e eliminar risco não são coisas equivalentes. É só isso. Há alternativas.

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    6. Estas pessoas doentes por caes metem-me medo. Atenção que eu não digo por animais(porque tenho a certeza que não percebem nada de animais no geral), digo por caes.

      Acho que são tão maus seres humanos. Sao totalmente desiquilbrados.

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    7. Estas pessoas doentes por caes metem-me medo. Atenção que eu não digo por animais(porque tenho a certeza que não percebem nada de animais no geral), digo por caes.

      Acho que são tão maus seres humanos. Sao totalmente desiquilbrados.

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  13. Que me desculpe a S* e todas as S*´s deste planeta, mas são tão fundamentalistas como as testemunhas de jeová, que se recusam a doar sangue a um filho, mesmo que este corra risco de vida.

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    1. Concordo. Daria a minha vida por um filho, mas nunca por um cão, por mais que fique doente sempre que vejo o nosso companheiro de 4 patas fragilizado.
      Em tempos, o que eu chorei quando o meu pai se viu obrigado a mandar abater uma pastora alemã, por ter contraído uma doença que nos colocaria em risco, sem se se saber como lhe pôr fim.
      Neste caso, as dúvidas são tantas que não há tempo para investigações.

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    2. Fundamentalismo seria não querer abater o cão se estivesse doente. Não é isso que eu digo. Apenas pedia para que fosse VERIFICADO se estava doente. Se estivesse doente, abatia-se. Se não estivesse doente, naturalmente não se abatia.

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    3. Está a ver S é aqui que as coisas se tornam dúbias, ora se os animais têm que ser tratados como seres humanos então porque é que já é correto para si abater se estiver doente? Faria isso a um ser humano? Claro que não, logo a própria S está a dizer que são diferentes com tratamentos diferentes.

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    4. S, fundamentalismo é achar normal que se gaste o dinheiro público que se gasta a tratar um humano com um cão.
      Fundamentalismo é achar razoável, um humano correr risco de vida a fazer a quarentena a um cão, só porque o faz a outros 50 humanos.
      É fundamentalismo e cegueira, vai-me desculpar mas um cão é um cão, um homem é um homem.
      Eu detesto ver animais abandonados ou doentes. Ficaria lixada da vida no dia em que abrissem um centro de "terceira idade" para cães, à custa dos meus impostos. Ou de cuidados palestinos. Ou que lhes fizessem operações para lhes prolongar a vida por meia dizia de meses, como vejo muito particular fazer.
      É um cão, porra. Não é suposto um homem morrer para salvar um cão, a coisa funciona ao contrário.

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    5. Paleativos...
      Palestinos, era capaz de não ser boa ideia, pobre cão.

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    6. Picante, lá está, eu acho que Portugal deveria investir nos hospitais veterinários e nos cuidados dos animais. Acho que as vacinas deviam ser gratuitas (as obrigatórias), bem como a colocação de chips. Mas isso sou eu, que amo mais o meu cão do que amo alguns familiares que nunca me fizeram bem nenhum.

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    7. Sim, S. Acho muito bem, sobra-nos o dinheiro, portanto vamos a isso. Ainda que mal lhe pergunte, cortamos onde? Damos aos cães e tiramos na saúde? Educação? Subsídio de desemprego? Que sugere?

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    8. É que só podes estar a brincar. Quem quer ter animais de estimação que suporte as suas despesas. Então os meus impostos servem para pagar as vacinas ao seu cão??????

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    9. Picante, não se faça de crédula, que eu sei que não é... está a gozar? Em Portugal há tantoooo por onde cortar. Obviamente que não na educação e no subsídio de desemprego. Mas nos tachos, nos assessores, nos salários milionários, nas reformas douradas, nos carros de luxo, nas despesas de representação absurdas, nas luvas...

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    10. Eu sugiro no abono das crianças. Toda a gente sabe como elas conseguem ser incomodativas.

      A pena que eu tenho por não ter conseguido vir aqui em tempo útil..

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    11. Teria sido engraçado, Filipa. Não tenho a menor dúvida.

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    12. Há muito por onde cortar mas olha que há aí muita gente a passar mal. Não faz sentido dar prioridade às vacinas para animais de companhia quando há gente neste país a passar fome, sem acesso a cuidados de saúde...etc.

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    13. S com asterisco, não se faça a menina de crédula, ele há coisas que nunca serão cortadas, isto a vida é como é.

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    14. Picante, e como as coisas são como são, tenho de dizer que para os animais não deve haver nada? Não. Lá porque as coisas estão erradas, não significa que as aceite.

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  14. De facto será preciso sempre levar estes assuntos em consideração,mas devemos prevenir antes de remediar, isso está bem!

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  15. Acho que é cinismo toda esta questão porque se trata de um cão (animal de companhia da família). Segundo li o vírus chegou à Nigéria porque alguém matou para comer um animal (vaca, cabra) infectada, criando o primeiro foco de infecção naquele país. Quem defende desta forma a dignidade dos animais de companhia por acaso incomoda-se com as condições em que as vacas, frangos, peixes são criados para abate? Incomodava-se se se tivesse de matar 100 vacas lá na Nigéria, por exemplo, por suspeitas de infecção? Ou uns merecem mais compaixão porque são fofinhos e puros e fazem companhia em casa e os outros são meramente carne para encher o vosso bandulho (e que já só se vê embalada no supermercado)? Tenham dó! Este tipo de raciocínio revela efectivamente uma cegueira, porque discrimina entre uns animais realmente merecedores de compaixão e outros de segunda categoria e, pior, discrimina entre animais e humanos!

    Já vi muito boa gente a dizer que entre o seu gato de estimação e um desconhecido salvava sem hesitar a vida do gato (com o argumento de que o gato é puro e bom e o desconhecido pode EVENTUALMENTE ser um violador assassino)! Gostava MESMO de ver quem defende isto a sacrificar a sua própria vida para o seu gato ou cão poder viver.

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    1. Fico a pensar se esta gente não terá a mesma índole daquela que faz filhos uns atrás dos outros e os deixa à mercê de si próprios.
      Parece-me que há valores subvertidos.

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    2. Eu não sei quanto aos outros, mas se forem como eu, pode crer que uma vaca e um cão são a mesma coisa. Não como nenhum, não uso a pele de nenhum, nem nenhum produto meu foi testado em nenhum animal.

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  16. Opah, desculpem lá, vou dizer uma valente patacoada, mas apetece-me mesmo e, ao mesmo tempo, acho que não destoa nada no meio desta "discussão": - Mas porque é que estas gajas não se limitam a escrever nos blogues sobre a melhor maneira de esturgir o mexilhão ou dicas para os souflés não descaírem ao sair do forno?, ou sobre moda, trapinhos e unhas de gel, depilações a laser e esse tipo de assuntos que lhes ocupam a mente e sobre o que talvez percebam alguma coisa? por que raio insistem em intercalar artigos dessa índole com estas supostas opiniões??? é para mostrar que pensam? que têm cursos e que lêem livros? Ó façam-me um favor! e fiquem-se pelas "senhoras marikinhas" que são, sejam felizes assim, não queiram parecer aquilo para o que não têm competência! É tão mau juntar ignorância com estupidez!...

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    1. Ignorância e estupidez é o que mais se sabe que há desde que o mundo criou e difundiu a Internet.

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    2. Foi isso que lhe aconteceu anónimo?

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  17. Pois eu compreendo a Picante, mas também os que se insurgem contra a morte do animal.
    Quando se olha para uma imagem assim...
    http://www.ionline.pt/artigos/mundo/excalibur-querem-matar-cao-da-enfermeira-contagiada-ebola
    ...dá uma tremenda agonia!
    Não haveria, mesmo, outra solução, que não pusesse em risco humanos nem arruinasse os contibuintes?

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    1. Claro que dá dó. Mas agora pense se quereria o seu filho a analisar sangue ou fezes do animal. Ou a tratar dele. Ainda que de fato.

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  18. "A propagação do ébola em animais é um terreno pouco explorado pela investigação científica e, portanto, "seria importante, do ponto de vista científico", que ele fosse estudado, disse ao El País Eric Leroy, o maior especialista mundial na área. "Deve isolar-se o cão de Madrid, fazer-lhe um acompanhamento, estudar os seus parâmetros biológicos, ver se está infectado e averiguar se expele vírus", explicou Leroy, que dirige um centro de investigação no Gabão."

    No Público.
    Ah, mas esperem, temos aqui outra grande especialista, quem é ela mesmo? A Pipoca? A mais Picante? Lá que me arde, arde.

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    1. Ao contrário de si não sou especialista. Mas, apesar disso, sei que fazer experiências com uma única cobaia é o mesmo que nada, tem zero de valor científico.
      Talvez as autoridades espanholas também o saibam...

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    2. Quem disse isto foi Eric Leroy, não fui eu. E o cão não serve de cobaia, serve de análise de caso clínico, com valor científico, sim, minha senhora. Mas olhe, rejubile, já lhe mataram o cão. Adeus.

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    3. É curiosa esta vontade/necessidade de enxovalhar a Picante. Estará ela por detrás da decisão? Picante, reconheço a sua inteligência, mas não a sabia tão influente.

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    4. Rejubile?! Esta gente é louca!

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    5. Atente no que está entre aspas:
      Os apelos do marido da paciente e de grupos de defesa dos animais não foram suficientes para impedir o abate do animal, uma medida preventiva, "dolorosa, mas correta".

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    6. Isso já não interessa descrever...

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    7. Pois. Julgar-se-á, certamente, que decisões como esta são tomadas de ânimo leve.

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    8. Para a investigação científica não é o próprio do cão que tem interesse mas sim o seu material biológico, que seria eventualmente crio-preservado até se terem amostras suficientes para tirar conclusões sérias. Provavelmente isto será feito. Ou o interesse é o cão em si (em cujo caso fariam uma análise individual para ver se está infectado e só em caso negativo teria hipótese de sobrevivência) ou o interesse é a investigação científica e aí o final do animal seria o mesmo.

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  19. O Drama!! O Horror!!!
    Cada vez gosto mais dos media... Se o ébola é grave? Sim é! Se há motivo para tanto alarmismo? Pois já não sei... Basta um branco europeu/americano fica infectado e é o circo que se vê...

    http://www.npr.org/blogs/health/2014/10/02/352983774/no-seriously-how-contagious-is-ebola?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=npr&utm_term=nprnews&utm_content=202402

    http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs103/en/

    A muitos dos anónimos que para aqui estão... Deixem de ler a Maria e o Correio da Manhã

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  20. O que eu sei é que se fala mais do cão do que das pessoas que já morreram neste surto.

    Quanto ao resto, estamos a falar de um cão com 12 anos, 12 anos, acham mesmo que, e caso fosse possível, iam ter tempo de fazer testes e mais testes ao pobre do animal?

    A verdade é que quem aqui vem defender que um cão deve ser tratado como um ser humano também diz que concordaria com o abate caso se confirmasse a doença, então eu pergunto: Devemos então abater os humanos que estão neste momento contagiados?

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    1. Era uma via tão legítima como matar os animais de outras espécies infectados, tendo em conta que neste momento são os donos que estão a infectar os seus animais de estimação e não o contrário era de facto muito mais contraproducente matar os donos, até porque estes podem infectar outros humanos e agora? polémico e corrosivo não é? mas alguma mentira?

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    2. Está a brincar, não está? Qual é a lógica de achar que o homem e o cão são iguais?

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    3. Estava a provocar um bocadinho(dão) estava, apeteceu-me :)

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    4. Ó anónimo se acha que sim, que faria todo o sentido abater os seres humanos doentes como se faz aos animais aconselho que procure tratamento psiquiátrico urgente.

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    5. Também achei que sim.
      (mas depois do que li...)

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  21. Para terminar a minha prelecção sobre o assunto, que por sinal já vai por demais alongada, tenho a dizer o seguinte:
    É facto objectivo e concreto que a Sida existe há tempos imemoriais. Só que as pessoas desconheciam e todas as mortes por ela provocadas eram atribuídas ao cancro, que esse pelo conhecimento que desfrutava, arcava com as culpas próprias e as dos outros.
    Posto isto tenho a dizer que se de facto não nasci em África, pouco menos. Aos cinco anos fugia para as senzalas e ia com os pretinhos tomar banho na lagoa onde os bichos defecavam e alguns fossavam. Se tivesse sede era dessa mesmo que bebia. Comia com eles carne de veado, macaco, cobras e lagartas fritas em óleo de palma, e comia a funge. Devo recordar que essa carne não tinha os cuidados de refrigeração e as temperaturas eram assaz bastante elevadas. E também se comia dois ou três dias depois, que era como quem diz, enquanto houvesse. Como eu adorava essa vida.
    Fui crescendo assim. Às vezes lá vinha o paludismo e quando isso acontecia vinha sempre para uma meia dúzia deles. Íamos todos ao enfermeiro que com a mesma agulha dava uma injecção a cada um e ele, o paludismo, ia a vida dele e nós à nossa.
    Depois fui para a guerra. Ai também teve que se lhe diga. Era o início, 1962, a malta não estava prevenida, chovia sem parar e bastava eles fazerem um rego num ponto estratégico na picada para a chuva se encarregar de o transformar num rio caudaloso. Reparar nem pensar que saia fogo da mata de criar bicho. Resultado; ir caçar macacos, veados uma pacaça ou um jacaré desprevenido e toca a comer. Vinham cheios de carraças, mas ninguém as comia e portanto estava tudo bem. Também havia cajus e mangas pelo chão, que as das árvores os macacos davam vencimento, a malta aproveitava essas, limpava-as das larvas das moscas, corria com os escaravelhos e as borboletas, baptizávamo-las de figos e goela abaixo. Hum, delícia!
    Tudo isto para quê? Pois, pasme-se mundo. Doenças? Onde? Quem? É malta! Alguém está doente por aqui? Não?! Óptimo! Afivelem as cartucheiras, não esqueçam as granadas, subam para o Unimog e vamos para o baile.
    No entanto, todas as doenças já existiam, ninguém as fabricou agora. E como toda a gente sabe, o que não se sabe não incomoda.
    O que se fabricou foi a NET, e pronto! Palavras para quê?
    E se se deixassem de alarmismos? Hem?! Nem imaginam como seriam tão mais felizes.

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    1. Corvo, que há alarmismos fáceis por conta da internet e da própria comunicação social é certo, mas o facto é que nos dias de hoje há muito mais viagens entre países e continentes o que faz com que certas doenças, que há 50 ou 60 anos, ou mais, ficavam contidas a pequenas aldeias remotas, hoje se propaguem com maior facilidade.

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    2. Corvo,
      O que era já lá foi. Os humanos ficaram mais fortes, os macacos mais espertos, e a bicheza hospedeira (vírus, bactérias e coiso e tal) lá se foi aperfeiçoando à medida.
      Mas aqui o caso é outro.
      É o medo.
      Estamos todos cheios de medo. Essa porcaria que veio lá das entranhas de África, dos morcegos, dos macacos, ou lá do que foi, mata, já matou, e vai continuar a matar.
      Ninguém quer morrer. Todos precisamos de saber com o que podemos contar, todos precisamos de saber o que fazer. Quem são os infetados, quantos são, onde estão.
      O instinto de sobrevivência é maior que tudo.
      Entre o cão infetado e vivo e o humano saudável e vivo, poucos são os que escolheriam o cão, numa situação limite.
      Ainda no outro dia ouvia um relato impressionante sobre um refugiado, que dizia: "os pais roubavam o pão aos filhos e os filhos roubavam o pão aos pais. Só queríamos sobreviver."
      Ai está o motivo único do alarmismo. Só queremos que esta porcaria desapareça, que a doença desapareça, que se isolem os infetados, que tomem medidas nos hospitais, que protejam os animais.
      Mais nada.
      A ver, uns dizem que se transmite assim, outros dizem assado. Já li que era por fluídos, já li que macacos em jaulas diferentes sem se tocarem, foram infetados.
      A calma tem de vir da segurança que as autoridades têm o dever de transmitir através da informação. O que está a ser feito? Como está o dispositivo nos aeroportos? Os hospitais estão preparados como? Quem são os profissionais que vão dar a cara?
      O Ébola existe a uma escala planetária que a sida não conheceu na sua época de disseminação por todos os motivos que ali salientaste, mas então se espalharam a notícia de forma global, agora devem saber lidar com o alarmismo que criaram.
      É a velha máxima: no news, good news.
      Na parte que me toca estou alarmada, mas estou alarmada porque só oiço coisas perdidas no ar sobre o tema. Falem agora ou calem-se para sempre. Não deixem é as pessoas neste estado de estupidez aleatória.

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    3. Olha, Uva e também à atenção da Lady.
      Os humanos não ficaram mais fortes, e muito pelo contrário.
      Os cuidados desmedidos das mamãs contemporâneas enfraqueceram a imunidade fisiológica desta geração, e mais enfraquecerão a vindoura. Preocupam-se com tudo que possa fazer mal à criança, ai que não pode comer a torrada que caiu ao chão na cozinha, ai que o iogurte já passou o prazo dois dias e não pode comer, ai que não pode molhar os pés que apanha uma gripe, ai que tem de mudar já a camisola que esta apanhou umas gotinhas de chuva, ai ai ai...
      Nós somos animais, apenas. E como animais a natureza dotou-nos de defesas naturais contra as moléstias, também naturais. Para tudo o nosso organismo tem defesas, ou para quase tudo. Agora, se nós não nos vacinarmos naturalmente, e se, pelo contrário enfraquecermos as nossas defesas, aí é certinho que tudo nos vem.
      Dizes que há casos comprovados de morte pelo ébola. E daí? E da malária? E das gripes? Até de uma simples constipação. De tudo se morre, e principalmente agora que como expliquei, os cuidados exagerados dos progenitores enfraqueceram a geração.
      É portanto muito natural que essas doenças que já existiam e se manifestavam num ou noutro caso, agora tenham margem de progressão muito maior.
      Mas, reitero. Quanto a mim é alarmismo a mais. E se se pensar diferente, então quem o fizer vai passar uma vida de inferno. Pelo menos durante uns largos tempos depois que os interesses de quem os tiver, ache que já e suficiente e arranje uma doença nova.
      E o que eu penso. Mas, posso estar enganado. Como nunca soube o que era uma doença na minha vida, calha falo de barriga cheia, talvez.

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    4. Concordo inteiramente consigo Corvo, tanta protecção desmedida, tanto antibiótico, tanto exagero higiénico só contribuiu para diminuir a capacidade do nosso sistema imunitário, li um seu comentário anterior em que relatava as experiências pelas quais passou e outro em que dizia que nunca esteve doente e neste volta a dizer o mesmo, provavelmente as experiências pelas quais passou também lhe aumentaram as resistências do corpo e diminuiu-lhe a fragilidade de cair ao primeiro vírus que aparece.
      Cumprimentos para si :)

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    5. Isso é verdade, a superprotecção. Um exagero mesmo. Mas os humanos estão mais fortes no sentido de conseguirem defender-se contra mais doenças. És um miúdo saudável. Ainda bem Corvo. E que infância tão boa, hem? Esperemos que tudo não passe de um surto e que tudo se acalme e se resolva. O cão é que já não teve tanta sorte.

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    6. Para o anónimo das 19:52 e para a Uva.
      Há uma superprotecção dos pais para os filhos, principalmente quando são de terna idade, que ao invés de os proteger só os enfraquece. Não fazem por mal nem por ignorância, mas o amor por eles é tanto que não raciocinam convenientemente.
      Eu fui de Portugal para o mato angolano e só saí de lá aos sete anos para ir para a escola, em Luanda, mas dos quatro anos até aos sete, já perto dos oito porque entrei tarde para o colégio. pintei a manta. Sempre metido na senzala nessas peripécias todas. A minha mãe deixava porque pensava que o grandalhão que tomava conta de mim, com 40 anos, era responsável, mas na verdade tinha menos responsabilidade do que eu com cinco, depois seis e sete, quase oito.
      Aos sete anos, empoleirado numa árvore, com ele a "guardar-me", pois claro; via a onça (pantera) a encurralar caça e os mabecos e as hienas a perseguirem a presa.
      O que eu vivi! Dificilmente alguém, sobretudo um menino dessa idade, viveu o mesmo.
      Hoje quando vejo a superprotecção prestada a rapazes com catorze, quinze anos e mais, olho para mim e rio.
      Nunca estive doente, não senhor: Nunca necessitei de cuidados hospitalares nem de médicos. Nunca fiz nenhum rastreio a nada, nunca me doeu a cabeça, as costas, nunca me canso por ai além, não utilizo elevador. Fiz há tempos umas análises a instâncias da minha filha que é médica e aproveitou eu precisar renovar a carta para me obrigar. Fiz a tudo para a calar e quando as recebeu nem queria acreditar.
      Ela também não compreende e diz que tanto quanto ela saiba, sou caso único.
      Mas eu desconfio que o filho dela, meu neto com dois anos, vai pelo mesmo caminho. Oxalá Deus o encaminhe e nunca lhe tire a iniciativa.
      Um Abraço para os dois.

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    7. Deixou-me aqui com um sorriso nos lábios.
      (eu sou pelo "o que não mata enrija" e tem razão nisso da super protecção)

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    8. A propósito da informação confusa e do medo que se fomenta, lembro-me sempre do que se passou com a gripe A... uma golpada para vender vacinas.

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    9. Pois olhe amigo Corvo, a mim não me surpreende nada essa sua saúde... Como toda a gente sabe os necrófagos têm um sistema imunitário do caraças... Uma tremenda vantagem evolutiva, portanto! :) (Um beijinho.)

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    10. Parece-me que aqui o caso é ligeiramente diferente. Quanto mais não seja porque não há vacina ou cura. Pode ser apenas a comunicação social, não faço ideia.
      (e dado o número de incidências não sei se se justificaria a vacinação massiva, provavelmente seria mais interessante o tratamento)

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    11. Para a gripe A também não havia vacina...


      (Nê :DDDDDDDDD)

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    12. (só apareceu depois... quando o pânico já estava instalado)

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    13. Mas havia o Tamiflu. Lembro-me que esgotou...

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    14. Quantos milhões gastou o Estado em vacinas ?

      (E quantos ganhou a farmacêutica do Tamiflu? Acho que ainda tenho ali as quatro caixas)

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    15. Vacinas que acabaram no lixo... por não terem sido usadas...

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    16. Pois eu não comprei Tamiflu. E não vamos comparar uma gripe que apenas era perigosa para quem tinha imuno-deficiências, asma e afins, uma gripe que não causava muito mais vítimas mortais que a gripe sazonal, com uma doença cuja mortalidade média se cifra acima dos 50%. É diferente, acho eu...

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    17. Olha... nem de propósito... acabei de ler isto:

      http://www.publico.pt/ciencia/noticia/virus-ebola-o-embuste-1668502

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    18. (e a verdade é que muita mas mesmo muita gente foi infectada, houve mesmo uma epidemia)

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    19. Já tinha lido.
      (se é assim de tão difícil contágio porque será que o pessoal médico fica doente?)

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    20. Porque, muito provavelmente, estão em contacto com as ditas secreções -e, no epicentro da epidemia/contágio, as condições de higiene não devem ser as melhores-... as pessoas que estão a ser tratadas devem estar, seguramente, a vomitar e com diarreia (é essa a manifestação da doença). Ontem estive a falar com uma médica de uma construtora com obras na Serra Leoa e ela pareceu-me muito tranquila... que era preciso seguir os procedimentos normais de higienização, mas que o contágio não era, nem de longe nem de perto, tão fácil como o da gripe.

      (olha... espero que assim seja! Porque, como é evidente, também fico um bocado amedrontada com estas notícias...)

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    21. Olá NM. Agora disse tudo!
      Esse é um pássaro de outro mundo. Um resistente. Um sobrevivente nato!
      E dura, e dura, e dura :)
      Há-de experimentar uns gafanhotos fritos esturricadinhos com sal e gindungo. Vai ver que fica fã.
      Não disse no seu espaço que também quer ser uma dondoca comme il faut? Então?
      Quando as dondocas encartadas vierem para cá debitar postas sobre um sushi requintado, A NM espeta-lhes com a receita dos gafanhotos que elas ficam logo de cara à banda. :)
      Obrigado e retribuo o beijinho.

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    22. A enfermeira espanhola foi contaminada em Madrid, num hospital com todas as condições.
      Claro que a gripe é mais contagiosa, propaga-se pelo ar, ao contrário do ébola. O drama é se há mutação do vírus, aí está tudo lixado.

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    23. Picante, apesar de não ser de alrmismo, o problema da gripe A foi as faixas etárias que atingiu, enquanto a gripe sazonal atinge mais idosos e crianças a gripe A não fazia distinções. Não havia desigualdade de géneros ;)

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  22. Questiono-me onde andarão as mãezinhas anti vacinas neste momento... :) Tanta malta preocupada com o ébola, e ninguém (vá mto poucos) se preocupará que existe a (muito real) possibilidade de uma epidemia de sarampo quando o número crítico de vacinados não for atingido para garantir a imunidade de grupo... e essa vai ser uma epidemia do primeiro mundo

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    1. Não posso garantir, mas em Portugal essa situação ainda é recente. Na américa é que existem zonas, até com um razoável nível sócio-económico, onde se está a tornar um caso sério.

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    2. A tornar-se um caso sério já com mortes infantis registadas...
      Sobre o caso de Ébola detectado em Madrid já há dezenas de pessoas em quarentena. Não me parece que alguns "erros", como ter tocado com as luvas que usava nas mãos na face, sejam apenas o meio de transmissão da doença...

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    3. Isso é que é avançar. O primeiro caso mortal devido ao ébola, na América, foi só esta tarde, e só um.
      Faltou-me ha bocadinho dizer à Uva, mas aproveito e digo aqui.
      Por tudo se morre. Uns é por falta de ar, outros é um ar que lhes deu..
      Sosega, menina. E sempre que possas vai passear com a tua menina.

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    4. Não houve só uma morte de pessoal médico. Tenho a certeza de ter lido sobre várias, onde é que já não sei.

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    5. Pois olhe! A Renascença avança com a primeira morte na América, hoje.

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    6. A sério?? Morreu uma pessoa na América? Têm a noção da quantidade de pessoas que a malaria mata? A diarreia mata? É o caos pq morreu uma nos estados unidos? Não estou a dizer que não sejam tomadas medidas de prevenção, mas senhores menos alarmismo!

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    7. Morreu nos EU mas era Liberiano....

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  23. Quanto ao cão, se fosse meu, era eu o primeiro a tratar dele, era o mínimo, nunca iria por a vida de um enfermeiro, auxiliar de saúde ou veterinário em risco de vida e a toda a sua família por um cão meu. A única coisa que a minha consciência obrigaria era ser eu a fazer o "serviço", não o deixaria morrer ás mãos de um estranho.
    Quanto ao resto fechava o acesso a áfrica ao estritamente necessário, e todos os que fossem e viessem 21 dias numa choldra hospitalar, entretanto colocava lá os ciganos e jihadistas todos a passar umas férias grátis, ficávamos todos muito melhores ;)

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  24. Penso que, o que falta aqui a algumas pessoas, é bom senso. Nada de fundamentalismos.
    Picante, tenho pena que pense desta forma "Desculpe a crueza mas é só um cão, não é um homem." Há muitos cães com mais sentimento e carinho por humanos que outros seres humanos que conheço.
    Já agora e porque me apetece "divagar" existem cães-guias e cães que ajudam surdos a identificar os sons...não são apenas cães.

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    1. São cães guias. Usados ao serviço do homem. Cães.

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    2. Tambem há muitas galinhas com boa indole de certeza e não deixam de ser galinhas, da mesma forma que os caes não deixam de ser caes. Os animais são ou não sao todos iguais?

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  25. Do post das 21:26 "Há muitos cães com mais sentimento e carinho por humanos que outros seres humanos que conheço. "
    Isto meu senhores chama-se bater no fundo... tenho pena de si, muito sinceramente, por favor procure um médico ;)

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    1. PaiNatal,
      já procurei :D E também já estive do "outro lado" :D Consegue dizer o mesmo? :D

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    2. Como assim "do outro lado" ? Já foi cão?! Ceguinha seja eu se não são só fenómenos que aqui descubro!

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    3. Para o Anónimo9 de Outubro de 2014 às 07:12
      Uma palavra apenas para si: pena :D

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  26. Blá, blá, blá, blá, blá, blá, digam o que disserem, os animais têm espírito como as pessoas. Caso contrário, seríamos todos e apenas umas meras «postas de carne». O cãozinho deveria ter ficado em quarentena como as pessoas suspeitas da doença. Mas não, já foi abatido. «Adeus, és o elo mais fraco!»

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    1. Daqui a nada está a dizer-me que raciocinam como as pessoas.
      Felizmente há quem pense que a vida humana vale mais. Mas está certo, fique na sua.

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    2. Está na moda ser pelos cães. São modas. De repente descobriu-se que podiam "dar" amor. E pessoas mal amadas procuram nos cães aquilo que deveriam procurar entre os seus pares. Gostar-se dos cães, proteger-se, tudo bem. Mas o que vejo por aí são pessoas que para afirmarem o quanto gostam de animais, demonstram desprezo pelo ser humano. E isso, senhores, não vou compreender nunca.

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    3. sim.....e depois ? todos os seres vivos tem espirito, até uma alforreca.
      Nunca ninguem disse que os animais não tem espirito, nunca se colocou isso em causa.

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  27. Não raciocinam como as pessoas, pelo menos como a maioria das que conheço, tomaram elas raciocinar como os animais, pelo menos não haveria de certeza tantas cavalgaduras de duas patas!
    E certas «vidas humanas» que ordenaram genocídios valem mais que a vida de animais inocentes?

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    1. Valem, obviamente que valem. São humanas. Nem que seja para apodrecer na cadeia valem, não há discussão possível quanto a isso.

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    2. Sim valem, a vida de um humano vale mais do que a vida de uma lagartixa.
      tenho pena que lhe custe aceitar isso, mas é assim anonimo, a sua vida vale mais do que a vida de um animal.

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    3. Ó querida, então leve alguns membros do Boko Haram para casa e reabilite-os. Afinal são vidas humanas que valem bastante!

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  28. Confesso que por vezes escreve "coisas" que me irritam, mas a coragem que demonstra neste post defendendo o que para mim é inquestionável, aumentaram o meu respeito por si.
    Helena

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  29. Estou com o Corvo, isto é puro alarmismo. Faz agora um ano que fui ao aeroporto, receber um familiar que vinha bastante doente de um país africano. Lá, depois de inúmeras análises não conseguiram diagnosticar o problema. Apenas diziam que os sintomas apontavam para dengue, malária ou qualquer outra "doença tropical". Seguindo as indicações da linha saúde 24, seguimos do aeroporto directamente para o Hospital Egas Moniz. Lá, enquanto esperávamos para ser atendidos, doentes e acompanhamtes estavam juntos na sala de espera. Havia dezenas de pessoas com sintomas de doenças tropicais ainda por diagnosticar. Em nenhum momento vi os profissionais de saúde tomarem as devidas precauções pra prevenir contágios. No aeroporto, o meu familiar estava de tal modo debilitado que tinha dificuldades em andar. Ninguém da segurança do aeroporto, do sef, etc. tomou as medidas necessárias para prevenir um possivel contagio de uma doença ainda pior diagnosticar. Naquele mesmo voo, vieram várias pessoas bastantes doentes e a tripulação também nada fez. Por isso tenho poucas dúvidas que o ébola há muito que está na europa. Do mesmo modo que também dúvido que se detecte e contenha atempadamente um possivel surto da doença. Não depois do que vi.
    É grave se chegar o ébola em força? Claro que sim! Mas a gripe A também continua cá, com novas estirpes, o H1N1 comparado com as novas estripes até é um fofinho agora e não se fala disso.

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  30. Depois disto...
    Eu adoro cães, fiquei triste com a notícia de que iam matar o cão, claro que fiquei.
    Muitos defendem que deviam ter aproveitado para estudar o cão, ver primeiro se ele estava doente ou não. Certo. Como muitos já referiram, a monitorização da saúde do animal acarreta riscos. Riscos graves e implica um conjunto de medidas de segurança. Uma coisa tão simples como as fezes do animal... o que lhes faziam? Davam uma mangueirada e esgoto com elas? e depois? alguém sabe o que acontece ao vírus? Não... pois.
    Há uma série de factores a considerar e creio que neste caso, fazendo uma análise ao nível de risco envolvido e potencial recompensa de manter o animal vivo, o mais seguro foi mesmo o abate.
    Outra questão, manter o animal vivo num laboratório para ser estudado... parece-me que vai contra os princípios dos defensores dos animais (digo cães) até porque não vi ninguém a insurgir-se contra o abate dos milhares de vaquinhas, porcos, galinhas e outros pássaros sempre que uma destas espécies era considerada foco de contágio de um ou outro vírus. Lá está, são animais "menores"...
    Quanto à criação de um foco do vírus na europa, de acordo com os especialistas, as condições existentes (climatéricas, sanitárias, etc.) não permitem que isto aconteça. A transmissão será sempre por contacto directo...

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  31. Bom dia

    Eh pah, sinceramente acho que a morte do cão, ou pelo menos, a divulgação do abate do bicho, serviu sobretudo para entreter as massas, a discutir sobre o direito dos animais.
    É claro que se há risco para a saúde humana, as autoridades sanitárias têm é que tomar as medidas necessárias para diminuir esses riscos e evitar catastofres, epidemias o que seja. E não, não acho que o direito dos animais se sobreponha ao direito à vida humana.
    Agora neste caso em concreto, e pela importância que se deu ao assunto, sinceramente não senti essa decisão como uma medida de de proteção civil. Caramba se o bicho tinha de ser abatido porque raio esperaram tanto tempo? porque é que ficou o tempo que ficou fechado num edifício onde vivem outras pessoas? Porque raio só o apartamento onde ele estava foi desinfetado, e então os parques e jardins onde o cãozinho andou aliviar-se nos dias anteriores.

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