segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Das coisas que realmente me aborrecem e deprimem

Ela tinha dezanove anos. Ele tentou violá-la. Ela respondeu-lhe com uma facada. Ele morreu. Ela foi presa, diz que o julgamento não foi por aí além de justo, não sei. Ela foi enforcada, sete anos depois. Tinha vinte e seis anos e foi condenada à morte, por se ter defendido.

E eu? Eu detesto esta religião fundamentalista, que trata a mulher como um objecto, uma coisa inferior, sem direitos iguais mas cheia de deveres. Pardon my french mas puta que os pariu a eles, ao maomé, sim é com minúscula, e mais às interpretações do corão, sim, não me aborreçam, que fazem a seu bel-prazer, tal como a seu bel-prazer ditam o infortúnio de milhares de mulheres e crianças.

26 comentários:

  1. A notícia também me deixou revoltada... Porque essa é apenas a ponta do véu (irónico, não?). Quantas mais atrocidades se comentem sem que cheguem aos olhos/ouvidos do público?

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    1. Há muitos anos li alguns livros sobre a cultura muçulmana. Relatos na primeira pessoa, para chocar. E chocam.

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  2. Quer as interpretações do Corão quer as interpretações da Bíblia são feitas ao "bel-prazer", de acordo com o que ao longo dos tempos foi dando mais jeito a alguns, de acordo com as sensibilidades de outros, portanto o Todo Poderoso, atendendo pelo nome de Maomé ou de Deus, será o que menos culpa tem, cada cabeça sua interpretação, mas como a maioria até escolhe não ler, acaba subjugado ou a dizer Amém a interpretação alheia.

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    1. Tem razão. A interpretação é feita por homens. Acontece que os cristãos, que também cometeram muita atrocidade, evoluíram, desde a Inquisição.
      Estes por lá estao, a excisar meninas, a casar crianças, a mandar matar, em nome da honra masculina, a tapar, a proibir e sei lá mais que barbáries.

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  3. http://visao.sapo.pt/o-melhor-medico-do-mundo=f799388

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  4. A dita sociedade, ainda tem muito para evoluir!

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  5. Não é a Religião cara Picante, é o Fundamentalismo.

    (e pode crer que sou agnóstico, humanista 'secular', antigo benfiquista, social democrata apartidário, essencialmente nominalista, gongórico, vagamente ególatra e jacobino, utopicamente anarca pós-escassez)

    Havia um interessante jingle da antiga, e fantástica, Voxx: sem clube, sem partido, sem religião

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    1. O problema é que se trata de uma religião que é fundamentalista. Mesmo os moderados são muito mais fundamentalistas que a generalidade dos cristãos.

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  6. Meu caro, seguindo este seu registo descritivo, também foi benfiquista aclubístico, ninguém que realmente tenha sido de um clube deixa de o ser, muito menos quando esse clube é o Glorioso.

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    1. Ora, ora, sou a prova viva do contrário.

      Não tendo tido a infeliz doutrinação fanática que tantos concidadãos recebem dos progenitores, nem num aspecto nem no outro, fui católico benfiquista circunstancial na minha muito tenra idade (todos os imaturos gostam da facção vencedora).

      Depois cresci e endureci, perdi a atracção gregária da manada.
      Fui o rapazinho de óculos e pasta de engenheiro quando todos os colegas usavam mochila, jogavam bilhar e 'liam' revistas porno.

      Dou por mim por estas terras da blogo, solto e renascido, terno passarinho adejando em brisa primaveril.

      Prontos, vou medicar-me e deitar-me, hoje sem pândega, triste fado dos velhos filóginos alimentados de memórias. Fosse só hoje, diacho. Maldita médica, diz-me que com estas tensões está interdita a bênção da pastilha da viril felicidade.

      Chamo-me Colibri, o Pica-Flor.

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  7. Não consigo ter consideração por humanos desumanos.

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  8. PUTA QUE OS PARIU!!!! FUNDAMENTALISTAS DE MERDA!!!!( Desculpe mas não me consegui controlar)!!! ABOMINO ESSA GENTE FANÁTICA!!!

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  9. o perigo é mesmo o fundamentalismo. aqueles que, em nome de uma entidade divina, interpretam linhas escritas por mão humana, e por isso, carregadas de subjetividade, imprimem na sociedade a que pertencem um clima de terror em nome da cultura e da tradição. eu não sou contra crenças, para isso existiram as cruzadas e a inquisição, sou é contra a imutabilidade de pensamento de um grupo de canalhas (pra mim não têm outro nome) que gozam de uma impunidade sem limites. o perigo depois é pensarmos: a liberdade que lhes damos aqui, nos nossos países, tem paralelo nos países deles? é tão fácil inflamar grupos a partir destas premissas. isto do multiculturalismo...é muito bonito. mas como respeitar/compreender gente assim?

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    1. Obviamente que não tem. Eles aproveita-se da tolerãncia e fragilidade da democracia. Pode ser que paguemos isso caro, embora haja cada vez mais vozes a levantar-se. A ver.
      (nem de propósito, ontem li um artigo sobre o regresso do jihadistas ao Canadá, hei-de pôr aqui o link)

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  10. Infurtúnio ou infortúnio? Acho que o primeiro não existe. Confira, Picante.

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  11. Que horror, pá, mexem-me cos nervos.

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  12. Tás a ver agora porque é que temos de ser feministas? E não é só lá, não. Só esta semana mais duas mulheres mortas pelos "queridos" companheiros.

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    1. Isto não tem nada a ver com feminismo, tem a ver com direitos humanos. Daqueles mesmo básicos.
      Eu tenho a estranha convicção de achar que toda, mas mesmo toda a gente deverá ser tratada por igual, independentemente da raça, credo ou género. Nada a ver com "o poder à mulher".

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    2. O feminismo não tem a ver com "o poder à mulher", mas sim com ter os mesmos direitos que os homens.

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    3. Se números clausus para mulheres em funções de chefia não é "poder à mulher"...

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  13. Até hoje ainda não percebi (e já sou velha, já cá canta mais de meio século) como é que alguém com meio neurónio acredita nessa m*rda da religião, seja essa ou outra qualquer. Onde estava o amiguinho imaginário, que vive algures no meio das nuvens, quando essa atrocidade e outras do género aconteceu? Ah! Deus não existe para nos ajudar quando precisamos. Então, para que c*ralho é que serve?

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    1. Deus não está nas nuvens, está dentro de nós. É, se quiser a nossa consciência, dá-nos a capacidade de distinguir o bem do mal. Mas também nos dá o livre arbítrio. Cabe a nós, humanos, tratar as outras pessoas como gostaríamos de ser tratados. Não é uma espécie de guarda costas que nos safa da maldade alheia, é antes uma espécie de Pai que nos orienta para o bem. Se cada um ouvir essa Voz, se tratar o próximo como gostaria de ser tratado, então um mundo ficará muito melhor, estou segura do que afirmo.

      Filosoficamente, a religião serve para imprimir um sentido à vida, incute a esperança de continuidade, de um não acabar tudo com a morte do corpo. É importante, para o homem, que assim seja.

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  14. Ah, Picante, sabe muito bem que não é isso que a maioria das pessoas pensa. E se deus é a nossa consciência e nos orienta para o bem, volto a dizer, anda muito distraído. Isto está cada vez pior.
    Eu, pessoalmente, não preciso de ninguém que me oriente. Eu oriento-me sozinha.
    E o que se nota, na maioria das pessoas, é que essa orientação não existe.

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    1. Uma espécie de...
      E não é Ele que anda distraído, somos nós.
      (e tem razão)

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