sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A propósito do Ebola

E da entrevista que tiveram, imediatamente, a bondade de me mostrar, diziam que não, que eu só dizia disparates, que devia era estar calada, que o Dr Manuel Pinto Coelho, quem quer que seja o Dr Manuel Pinto Coelho, suponho que seja médico, assim como assim veste uma bata de médico, tentei saber quem era mas não consegui, sei, todavia, que não é especialista em virologia. Mas dizia eu que esse médico compara o ébola ao HIV e diz que não há risco nenhum. Mais aqui, se quiserem ver.
Ora pois que andava eu a ver noticias quando, nem de propósito, me deparo com isto, com isto e com isto.

(mas suponho que a Directora Geral da OMS também não perceba nada disto, que a coisa não seja de todo grave, que estamos todos muito bem preparados para enfrentar uma pandemia, Portugal à cabeça.)

(curiosamente, também ouvi, nas noticias da manhã, que continua a haver uma série de professores por colocar...)

53 comentários:

  1. Nada de novo no caso das farmacêuticas... Porque é que continuam a investir tanto no estudo do cancro? Porque é uma doença que atinge os "países ricos", em que os doentes têm possibilidade de pagar o tratamento.

    No artigo do Público dos 5000 a 10000 casos, era importante de referir que a OMS tb disse que em dezembro poderia atingir estes valores mas que depois iria haver um descréscimo, como em todas as doenças atinge o seu pique e depois decresce. Não é relativizar nem tentar negar a gravidade que o ébola é, mas já aborrece este jornalismo em que transmitem só metade da notícia...

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    1. Parece-me simples: as farmacêuticas são empresas privadas. Na realidade indigna-me mais que uniões como a UE ou os EUA, a ONU, etc não financiem esse tipo de estudos para que, no final, ficassem disponíveis para os cidadãos. É que são 5, 10, 15 anos de estudos ou mais, de material, a pagar a cientistas... quando os medicamentos chegam ao mercado já custaram milhões às empresas privadas. Apesar de parecer injusto é óbvio que eles, para além de lucro, querem repor o que perderam.
      A anónima trabalharia 20 anos a fio de borla? Eu não.

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    2. Também me parece que, mais que às farmacêuticas, essa responsabilidade deverá ser dos países. A farmacêutica só terá interesse em investir se houver expectativa de retorno. E isso só acontece se houver massificação. É triste mas umas centenas de mortos em África não são suficientes...

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    3. Eu não me apercebi, do que li, que Dezembro seria o pico da doença.
      E achei os números um bocado assustadores...

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    4. Pois a mim não me parece assim tão simples...

      Mas quem é que falou em trabalhar à borla? Acha mesmo que as farmaceuticas com o que ganham não têm meios para realizar outros estudos? Nem estou a falar da caridadezinha. A ONU financiar? Mas então decida-se lá as farmacêuticas não podem trabalhar à borla mas a ONU (organização não governamental) já pode andar a financiar a torto e a direito? Já agora vá lá o site da ONU ver o trabalho que realmente fazem, antes de dizer mais parvoíces e juntar tudo no mesmo saco.

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    5. A senhora sugere trabalho gratuito. A troco de nada. O facto de terem dinheiro para tal não significa que depois vão ter retorno, que não vão ter prejuizo. Logo, é trabalhar de graça. A senhora não o faz da mesma forma que não pega no seu ordenado e não o dá totalmente a quem precisa dele. Eles também não o querem fazer.
      Lá porque têm lucro para investir em outras investigações não o vão perder com o que não dá lucros.

      Falei das nações unidas por serem precisamente nações unidas - logo, servem o propósito de todos - ou deviam. Falei de entidades como a UE ou os EUA precisamente por serem muitos países juntos ou estados que têm um propósito em comum. E, por exemplo, como se juntam no G20, G8,etc que se fazem por questões economicistas e politicas também se poderiam juntar para financiar estudos que revertessem a favor da humanidade ou dos cidadãos.

      Para si não é simples porque não é a senhora que vive/trabalha disso e se fosse a senhora a investir provavelmente também não o iria investir caso soubesse que estava a fazê-lo "pro bono". A senhora trabalha de borla? não. Lá está... mas mandar os outros trabalhar de graça é fácil.
      Claro que revolta muito saber que há medicamentos que salvam vidas e estão inacessíveis à maioria, ou saber que eles têm o dinheiro para isso. Simplesmente não têm obrigação. A "obrigação" quando muito poderia ser dos governantes mas esses fogem a sete pés da responsabilidade. Nesse aspecto a OMS não é melhor, porque eles são os que estão ali a regular mas também ninguém os vê a fazer nada para acabar com o comercialismo em que se tornou a vida humana.

      Ps: acreditar que só porque uma organização como a ONU é não governamental é pobre mostra bem que não faz ideia da realidade que a rodeia.

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    6. A ONU nao e uma organizacao nao-governamental. A ONU e uma organizacao supranacional, compostaprecisamente por representantes dos governos dos Estados que fazem parte da ONU.

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  2. É claro que é como o HIV. É necessário usar protecção integral dupla.
    Não sei como é com os meus camaradas mas, por hipocondria, sempre usei dois, dois de cada vez, um sobre o outro. E não tem nada a ver com o tamanho, não se ponham com ideias.

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    1. Um sobre o outro rompe os preservativos muito mais facilmente e provocam uma maior facilidade de gravidez, transmissão de DST...

      Espero honestamente que o seu comentário seja irónico. Se não for, fica a informação.

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    2. Raios, só agora percebi como chegamos aos 5 filhotes.

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  3. então destas leituras também retirou que do histerismo em volta das notícias sobre o ébola, vem mais perigo que da própria doença

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    1. Sim, principalmente para os países mais pobres que correm o risco de ficar isolados.
      Mas também é complicado não haver algum histerismo quando as pessoas sabem tão pouco sobre isto, quando só se ouvem noticias sobre contágios, quando há claras falhas nos protocolos.... Mantenho a minha opinião, Portugal não está preparado para isto.

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    2. mantém e mantém bem,... por todo o país estão a haver reuniões e protocolos que estão a ser feitos para que se saiba o que se faz nessa sítuação. É uma doença nova na fora d'Africa, um pouco de preocupação esxite, antes de se saber o que vai fazer. Nada como informar todos em como agir e proceder.

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    3. Nenhum pais está preparado para isto.

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  4. Esta situação é um daqueles casos onde, se por um lado não se deve criar o pânico, por outro não se podem descurar os príncipios básicos no que respeita a medidas preventivas no combate à disseminação da doença. O problema é que já tivemos há cinco anos o alarmismo em torno do surto de gripe A que afinal se veio a revelar uma campanha muito bem orquestrada pelas farmacêuticas envolvidas e agora existe a suspeita da situação se repetir. Isto tudo para referir que cada vez mais me lembro da história de Pedro e o Lobo.

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    1. Tem toda a razão. Mas não me parece, pelo que tenho lido, que as farmacêuticas andem a empolar o que quer que seja. Isso tem sido feito sim, mas pela comunicação social.
      E também me parece claro que as medidas preventivas não estão a funcionar, além do que tem havido falhas graves no protocolo.

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  5. Não percebo uma coisa: se a indústria farmacêutica só investe quando há quem possa pagar (diz a oms), e uma vez que o ebola consiste numa ameaça à escala planetária (segundo a oms), ... a indústria farmacêutica não aproveita?! Andam distraídos?...

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    1. Provavelmente ainda não haverá o nº de casos suficientes que o justifique, não é?
      Esperemos que as falhas recentes de protocolo e prevenção da disseminação, parem. E que isto não se torne efectivamente mundial.
      O vírus sobrevive 5 horas nas superfícies. Imagine o que ísto é, se houver disseminação global.

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    2. Não me parece que seja por haver poucos casos. Mesmo antes desta epidemia havia várias linhas de investigação mas que estavam em fase animal. E claro que agora estão a começar a ser usadas em humanos doentes mas não se consegue de um dia para o outro. E claro que se se conseguisse descobrir uma cura e se controlasse o ebola vinha logo meio mundo dizer que foi tudo um empoçamento e uma conspiração para vender medicamentos caros...

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    3. Ao que li, a única coisa que há é um soro experimental, feito a partir de anticorpos de sobreviventes.

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    4. Há anticorpos de síntese, há vacinas, tudo a ser desenvolvido.

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  6. Saber ler não é a mesma coisa que perceber. Se conseguir entender os artigos que recomendou, talvez consiga entender algumas das coisas que foram comentadas. Experimente perceber, por exemplo, isto:
    " "Nunca vi uma ocorrência de saúde ameaçar até a sobrevivência de sociedades e governos de países já muito pobres", afirmou a directora-geral da OMS, durante uma conferência nas Filipinas, citada pela BBC. E acrescenta: "Nunca vi uma doença infecciosa contribuir tão fortemente para o potencial fracasso dos Estados".

    Evocando dados do Banco Mundial, Chan alertou para os perigos de o pânico se "propagar mais depressa do que o vírus": 90% do custo que o ébola terá virá de "tentativas irracionais do público para evitar a infeção."

    Vá leia o artigo todo outra vez e depois discutimos a parte do mediatismo e das farmacêuticas, ok?
    Quer acurar os 3 artigos aqui ou consegue pensar pela sua cabecinha?



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  7. Bah, não acreditess nessa gente. Hiperbolizam a situação. Aredita no governo eles é que sabem e ainda morremos todos de fome antes do ébola chegar...
    Bom uique-ende
    Kis:=)

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  8. O que eu acho é que estão todos focados no problema e não vejo ninguém focado na solução, enquanto isso assistimos todos os dias a novos infectados a quebras de protocolo grosseiras e comparações com vírus que nada tem a ver com este, o que é assim mais ou menos tentar comparar a Estrada da Beira com a beira da estrada. Mas ok, quem sou eu? Nem sequer tenho formação na área da saúde....

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    1. Há um soro experimental, feito a partir de anticorpos de sobreviventes. parece-me que é o único remédio, mas ainda nem está aprovado.
      A mim, o que me preocupa, são todas as falhas de protocolo a que temos assistido, com consequentes contaminações. Se isto acontece quando há 1 infectado, como é que vai ser com 200 ou com 3000?

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    2. Exactamente, aliás se pensarmos em termos de proporção, já temos mais contágios nos países ditos desenvolvidos, do que em África. Basta pensar quantos casos de contágio de doentes para pessoal médico são conhecidos em África, para a proporção de doentes / pessoal médico nos EUA e Europa.... é assustador!! supostamente cá do lado de cima temos mais condições e mais cuidado, então porque é que por cada novo infectado há 2 ou 3 profissionais de saúde contagiados??

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    3. O protocolo para despir o equipamento individual de proteção e muito difícil de fazer sem erros, especialmente quando tem de se fazer todos os dias, várias vezes ao dia. Nos países desenvolvidos há ainda muitos mais profissionais de saúde envolvidos no tratamento de cada doente. E sempre fácil chamar erros grosseiros aos erros dos outros, especialmente se não sabemos os procedimentos em causa. Ainda por cima as pessoas que correm o maior risco são os profissionais responsáveis pela limpeza...

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    4. Ninguém está a dizer que são erros grosseiros. Apenas que tem havido falhas no protocolo e que a coisa, a manter-se assim não funcionará.

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    5. Pois não. O pior e saber isso e ter o risco de ter de vestir o fato...

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  9. Sobre este assunto o meu parecer já foi suficientemente escalpelado nos posts precedentes.
    Reitero. Se há quem não possa viver sem alarmismos desnecessários, pois bom proveito e que a felicidade seja por todos compartilhada por igual.

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    1. O assunto preocupa-me, assumo. E não me considero mesmo nada alarmista.

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    2. Claro que sim. A mim também e com certeza ao resto das pessoas.
      Mas não é mais que um vírus entre milhares deles que assolam a humanidade, uns mais perigosos que outros, sendo que esse nem é o mais letal.
      Um BFS.

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    3. Bolas Corvo, mortalidade média acima de 50%... Parece que esta estirpe é das mais agressivas, a mortalidade vai até aos 90%... Não é dos mais letais?
      Bom fim‑de‑semana!

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    4. Tendo em conta a facilidade de contágio e a percentagem de mortalidade lamento informar mas é sim uma das mais letais.

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  10. Pronto, alguém teve o atrevimento de contrariar a menina, nos próximos 10 posts ninguém a atura enquanto não massacrar tudo e todos até ao limite.

    Este blogue é cada vez mais o espelho de uma menina birrenta.

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    1. E eu estou cada vez mais farta de si. Essa sua fixação está a ultrapassar os limites do bom gosto.
      Como sou uma pessoa bem educada, não o vou mandar para a real da pata que o pôs. Mas vou cortar-lhe o pio.
      Divirta-se.

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  11. Pipocante Azevedo Delirante17 de outubro de 2014 às 14:12

    deviam perguntar ao António Costa, futuro Primeiro, qual a sua opinião. Não existe solução, deve ser a resposta

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    1. Para mim a culpa é do Sócrates. Ou do Pinto da Costa. Só pode.

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    2. Com esse estaremos bem lixados. Parte da solução é limpar: lavar as mãos muitas vezes ao dia, desinfectar superfícies, esfregar. Ele não é amigo das limpezas....

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  12. Que engraçado, não sei se fui a única, mas eu deixei aqui o link desta notícia. E, quando o fiz, fi-lo meramente por apoiar parte da minha opinião, não andei em busca dele (foi de facto uma coincidência tê-lo lido enquanto trocávamos argumentos) nem pretendia demonstrar que a tua opinião era disparatada ou que devias estar calada.
    É evidente que a forma como esta doença se tem propagado é assustadora, mas também me parece evidente que a forma como o assunto tem sido tratado na comunicação social tem como objectivo a exploração do medo. E o Medo vende muito e dá muito jeito para desviar as atenções de outros assuntos...

    O que disse, no último post, e volto a repetir, é que depois da forma como a Gripe A foi tratada (e na altura, por ter um familiar próximo que fazia parte de um dos grupos de risco, posso dizer que estive muito atenta às informações que eram passadas, nomeadamente por parte da OMS - e eram muito similares a estas...), fiquei muito céptica no que respeita a estes alarmismos (cujos perigos, aliás, são referidos nos artigos que linkastes) . Não pretendo, aliás, nunca pretendi em momento algum da minha existência evangelizar o mundo, é para mim pouco importante "ter razão". Dei apenas a minha opinião... que vale o que vale...

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    1. Bolas, claro que não foste a única e claro que o recado não era para ti (ou para qualquer pessoa que tenha expressado a sua opinião, educadamente). Estás a estranhar-me?
      O recado é para uma das minhas carraças, uma única, que tem sempre a amabilidade de me tentar passar atestados de estupidez.

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  13. Picante, a melhor forma de lidar com isto é não se pensar muito nisto, continuarmos a viver a nossa vida como sempre, sem espectros de Ebola ou seja do que for e confiarmos que as pessoas das respectivas áreas, que essas sim, não podem porque é o trabalho delas fazer de conta que não existe, cumpram a sua função, claro que inicialmente há deslizes e isso é a coisa mais natural, é normal que auxiliares e enfermeiros sejam infectados porque as pessoas antes de saberem lidar com as situações têm de aprender e nesse meio termo os erros acontecem, até ser atingida a forma óptima de se lidar com um problema vão existir muitos erros, é assim com tudo. Quanto ao nosso país vou dizer-lhe que confio inteiramente na nossa preparação para lidar com estas questões, eu sei que é nossa característica estarmos sempre a dizer mal do que cá se passa, mas Picante na área da saúde nós somos excelentes, a verdade é que as coisas funcionam mesmo e em casos de aflições maiores nós temos demonstrado estarmos sempre preparados, sim, apesar das típicas queixas sem as quais parece que não saberiam viver 80% dos portugueses, o que é certo é que as coisas lá vão funcionando é claro que não somos 100% infalíveis, mas como vê, os outros países também não são.

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  14. Há aqui certas imprecisões. Risco e Perigo são conceitos diferentes, um pouco à semelhança de Precisão e Exactidão.

    Quando ao medo, ora aí temos um conceito universal. Tenho medo, muito medo, quando o cidadão deixa de acreditar no político, ou no cientista politizado, apascentado pelo sistema, que nos vem garantir que está tudo controlado. O caso daquela senhora aqui no burgo foi o melhor exercício de acidente simulado que alguma vez poderíamos ter tido acerca deste assunto. E a nossa histérica comunicação social é um peixinho de aquário que esquece tudo aquilo que desapareça do campo visual durante alguns segundos. África é um cemitério. é a vergonha, o escarro da corrupção do sistema a que chamamos humanidade, é algo digno da atenção de um proctologista divino.

    Minha cara Picante, mais vale esquecer os estados. Os estados são teatros de marionetas.
    Quanto às farmacêuticas, sim, claro, tenho imensa pena delas, coitadas, tanto dinheiro em investigação não remunerada, tantas patentes para pagar e tanto serviço público, tantas pinguinhas a escorrer para os bolsos de tantas pessoas em comités tão interessantes de contratação pública e de acesso tão restrito. Felizmente, na sua suprema caridade e boa vontade, conseguem miraculosamente manter-se em funcionamento com lucros que pasmam qualquer jovem estudante de aritmética.

    Não sejamos ingénuos. A generalidade dos estados existe para manter a aparência da ordem. O poder está algures noutro local, sinistro e imoral. O sistema é distribuído e indestrutível, e em boa parte já nem sequer está em mão humanas, demasiado lentas na decisão.
    Mas viveremos felizes na nossa ignorância. E em boa verdade o que é que podemos fazer senão aceitar o cada vez mais parco repasto que ainda vão distribuindo?

    Por vezes interrogo-me. Será ingenuidade? As pessoas vêem o futuro como uma extensão do presente e alicerçam todas as suas projecções e estimativas numa visão estática da tecnologia e do seu impacto na sociedade. Daqui a 10 anos isto, daqui a 20 aquilo.

    Não há qualquer salvaguarda, não há santos milagreiros nem governos que possam, ou queiram, proteger os seus cidadãos. Não há qualquer sensação de segurança que não passe de uma mera ilusão.

    Dois terços da humanidade vive na profunda abjecção. Engolimos diariamente químicos que nem suspeitamos, sujeitamos outras formas de vida a autênticos apocalipses, raios, alguns lunáticos disfarçados de humanos sujeitam milhões de pessoas a autênticos apocalipses.
    E no entanto o nosso rudimentar cerebrozinho pleistocénico, concebido para caçar e fornicar, só se assusta com aquilo que "vê" à frente dos olhos e continua a acreditar que vivemos numa "civilização".

    Avançamos em longas passadas para algo diferente. Saberemos o que será quando lá chegarmos, ou não.
    Se não for o ébola será outra coisa qualquer. Pergunte-se a qualquer africano. Eles sabem, com toda a propriedade.

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    1. Valha-nos pois Quiescente o nosso "rudimentar cerebrozinho" e lá está, não pensar muito nisso, até porque o próprio Quiescente considera a engrenagem indestrutível, calculo, porque já terá atingido proporções que fugiram ao controlo, como se todas as criações ao mesmo tempo tivessem superado os respectivos criadores e não da melhor maneira, não é? portanto o que sugere? que nos suicidemos todos? eu por exemplo prefiro acreditar nessa segurança que a existência dos estados me vão dando, mesmo que cá bem no fundo pense que é só uma ilusão, afinal é o que fazemos sempre não é? viver a fingir que não temos a morte certa, quem consegue fingir isso, consegue fingir tudo e é esse fingimento que nos salva, olhe se não for de outra coisa, salva-nos pelo menos de uma valente depressão.

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    2. Eu por acaso até estou mais convencida de que os Estados existem para se bastar a si próprios (e aos tios, sobrinhos, primos...). Posto isto têm algumas responsabilidades,que isto não é só comer.
      Mas concordo, em parte, o mundo é dominado por uma Mafia financeira, que vai mexendo cordelinhos aqui e ali, conforme as conveniências.
      De resto, a vida ensinou-me que não adianta fingir, o segredo da felicidade está mesmo em saborear o presente, tentando planear o futuro, na medida do possível, com algum jogo de cintura, que isto as coisas nem sempre correm como queremos, ele há coisas que nos fogem ao controlo.
      (o diabo é quando essas coisas que nos fogem ao controlo são mortais...)

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    3. "Viver a fingir que não temos morte certa?! ... que nos suicidemos todos?!"

      Estas superam toda a verborreia que deixei acima. É quase como usar anzol para caçar patos. Ocasionalmente resulta.

      Garanto-lhe, minha cara, por experiência própria, que abandonar crenças/superstições, mesmo mascaradas de ciência, tiranias mentais, e aceitar a inevitabilidade da morte nos dá uma sensação de leveza inigualável.

      Triste é ter de ser iludido para permanecer funcional.

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    4. Então meu caro, pretendi também eu demonstrar uma mente iluminada para não destoar, já somos tantos a saber o diagnóstico, são pois precisos os que tragam soluções para as curas e já agora as ponham em prática, ah mas esta parte é que é realmente muito mais difícil, ora bolas, na volta é outra ilusão...

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  15. Anónima das 01:09
    A melhor solução para a cura é assim uma coisa parecida com a maneira de nos livrarmos dos resíduos tóxicos, que é qualificá-los de não tóxicos.
    Olhe! Em África já aprenderam a livrar-se da moléstia. No Senegal já não há ébola, e na Nigéria, o país mais populoso de África, já acabou também.
    Não dou uma semanita que a malvada ébola,- a pouquinha que está mais resilente, - não faça as malas em África e migre todinha para a Europa.

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    1. É verdade, essas têm sido as soluções encontradas para as curas, sim, são as curas por decreto.

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    2. São as curas naturais, as curas sem a interferência da imprensa sensacionalista e dos interesses das farmacêuticas.
      Toda a vida desde que o mundo é mundo existiram bactérias. Aliás, existiram bem antes de nós e até antes de toda a vida animal. Segundo dizem até foram os primeiros. Logo, são nossos avós.
      Agora mostrem-me quantos morreram com as doenças nos últimos 40 anos descobertas. Que sempre existiram mas como as pessoas desconheciam, não alarmavam por não conhecimento de causa.. Ninguém questiona o que desconhece, não é verdade? Sida, cólera, gripe asiática, das aves, dos porcos, das vacas, dos borregos, das ovelhas e dos patinhos em embrião? Quantas? Só uma constipação mal curada mata mais que elas todas juntas.
      Depois quando bem explorada, acaba e vem outra.
      Entretanto a imprensa vendeu milhões e as farmacêuticas muitos milhares de milhões.

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    3. Tal e qual, se deixarmos (e a maioria deixa) podemos não passar de peões de um jogo, marionetas, manipuladas às mãos de alguns, daí o meu primeiro comentário, há coisas às quais não ligo nenhuma, tendo a pensar que é mais um histerismo colectivo, passageiro, como depois se tem vindo a verificar que é em casos semelhantes, isso da angústia por antecipação traz normalmente consequências muito mais adversas, olhe, põe-nos doentes :).
      Cumprimentos caro Corvo, é sempre um gosto conversar consigo.

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