quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Eu ainda não...

...mudei um pneu, não é que nunca tenha tido um furo, muito pelo contrário, houve uma altura da minha vida em que isso me sucedia com uma frequência irritante, não me esquece aquela aziaga noite, chovia como se o mundo fosse acabar, passei por cima de um buraco tão grande que consegui dar cabo de duas jantes, o automóvel já nem saiu dali, ninguém acreditou que eu não vi o buraco por este estar repleto de água, aliás a estrada parecia um rio. Mas dizia eu que, independentemente dos "PAAAAASSSSS" que ouço, nunca mudei um pneu, eu até sei fazer a coisa, aquilo é simples que dói, tenho luvinhas no carro e tudo, nem a desculpa das unhas há. Acontece que, estando eu a preparar-me para iniciar o trabalho físico, aparece sempre um gentilhomme que acaba por fazer o trabalho todo. Ontem também.

(e ainda dizem mal dos taxistas...)
(viu-me com o macaco na mão, disse-me que aquilo não era a chave de fendas, tirou-mo da mão e ajoelhou...)
(claro que eu fiz o sorriso mais parvo que consegui, enquanto lhe agradecia, que aquilo era uma enorme confusão, que nem tinha força para desapertar as porcas...)

26 comentários:

  1. Picante, olhe que ficava mais sexy a mudar o pneu do que a fazer o tal sorriso de quem não percebe nada daquilo.

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    1. Vera, acredite que eu fiquei extremamente sexy. Quando sair o post da tarde já lhe explico....

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    2. Loira, muito me espanta que esteja a dar um conselho desses, não há nada mais sexy para um homem, que o tal sorriso de quem não percebe nada daquilo, melhor, que percebe muito pouco seja do que for, o contrário é coisa para lhes provocar grande irritação, claro que nenhum lhe admitirá tal coisa, cabe-nos a nós ir percebendo isso, sem precisar que nos digam e ir fazendo o tal sorriso a bem da humanidade em geral e do nosso bem em particular.

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    3. Eu só mudei um pneu uma vez e foi, obviamente na bicicleta. Posso dizer que nunca me senti tão sexy como naquele dia.

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    4. Vera, a minha t-shirt era branca. Já lhe disse que fiquei encharcada? Estava extremamente sexy.

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  2. Aproveite a Mirone que ela explica-lhe a técnica dos pneus furados, que assim já poupa nos sorrisos de agradecimento.
    Corvo.

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    1. A minha experiência não será a melhor, Corvo.
      E se depois também lhe chamam forreta?

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    2. Ó Mirone! Então não foi uma boa experiência?! Pelo menos má não foi.
      Para a BRISA que foi lá mudar-lhe o pneu é que não terá sido assim tanta. :)
      Forreta não lhe chamam, assevero! Basta ela dizer que é a Picante que ainda lhe pagam por cima para se porem ao fresco a tempo.
      Corvo

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    3. Digamos que foi uma experiência inesquecível (para mim e para alguns leitores do blog).

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  3. Nada nos atrai mais que uma indefesa donzela à chuva! E ainda se diz que os novos brinquedos tornam os homens obsoletos...
    (nunca tive essa sorte, estar furado à chuva e aparecer uma donzela simpática... enfim, nós homens temos de fazer tudo à mão...)
    Bem, vou trabalhar. Hoje até parece que estou desocupado.

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    1. E em estando de t-shirt branca, ainda por cima...

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  4. Pipocante Azevedo Delirante11 de setembro de 2014 às 14:28

    Que querem? Um homem que se preze, tenha ou não blog, vê uma senhora em apuros ne berma, e vai ajudar. São restícios do tempo da outra senhora, mas não se preocupem, com a neo-educação e doutrina da igualdade, na próxima geração esses actos ditos de cavalheirismo, tal como abrir a porta à dama ou pegá-la ao colo para que não molhe as sapatas na lama, estarão extintos. E ainda bem.

    Nas minhas únicas experiências em mudar pneus alheios de senhoras, as donas do veículo nem sabiam onde o sobressalente estava... ou o que era um macaco. Por isso...

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    1. Adoro actos ditos de cavalheirismo e acho que era incapaz de mudar um pneu, confesso e há diferenças, que só contribuem acho eu, para enriquecer as relações entre homens e mulheres e adorava que se mantivessem, mas há coisas em que vocês sabem perfeitamente que nós temos razão, fazem-se é de desentendidos e são essas que deviam ser tidas em conta e dar-se-lhes a devida atenção, no que chama neo-educação e doutrina da igualdade, é claro que vos dá jeito, propositadamente, confundir tudo, que é para a coisa ficar no domínio do ridículo, e não, estou muito longe de ser feminista, mas as coisas são como elas são e por esse motivo também fiz o comentário das 13:33 e sabe que mais, gostava mesmo muito de não ter razão.

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    2. Acho que é o síndrome D. Quixote, todos os homens o têm e ainda bem, que se mantenha por largos anos.

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    3. Pipocante Azevedo Delirante11 de setembro de 2014 às 16:54

      Há vários modos de imaginar a intenção do homem:

      1) tem um complexo de superioridade que o impele a ajudar o ser mais fraco e deste modo mostrar que ainda é o macho dominante da zona

      2) genuinamente quer ajudar alguém (não sei como é, mas na escola de condução não me ensinaram a mudar pneus) que está com problemas

      3) vê ali a primeira cena de um filme que termina com a donzela a exprimir a sua gratidão (ao som de uma musiquinha manhosa)

      Anyways...

      Não deixo de achar interessante que algumas ditas feministas puxem do slogan de que já não há "tarefas de mulher" (tipo passar, cozinhar), mas quando chega a hora de montar o armário, colocar o varão do cortinado, ou arrastar a mobília, isso já é "coisa de homem"

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    4. Eu acho que há mesmo tarefas de homem. Todas as que envolvem força física que eu não tenho.
      Quanto ao resto... Se eu sei usar um berbequim, ele pode bem aprender a usar o ferro ou o fogão. Não há géneros, há jeitos e disponibilidades.
      (e eu não sou feminista, acontece que também não sou empregada de limpeza lá de casa...)

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    5. E não é que tem toda a razão, anónima das 15:53.
      Pode ter a certeza absoluta, se bem que me pareça não ter significativas dúvidas, que todos os homens, todos, todinhos sabem isso de ginjeira. Aliás, até acho que já nascem com esse conhecimento.
      Não é feminista nenhuma, não senhor! Acho; acho não! Tenho a certeza de que é bem feminina e com muita, mas mesmo muita inteligência por debaixo dos seus caracóis.
      Daí, não desconhecer que por algum lado teremos de esconder a nossa vulnerabilidade.

      Corvo.

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    6. Caro Corvo, é a isso que eu chamaria, chamaria não, chamo, um comentário do caraças, vá, tem por aí outros que também não estão nada mal, nada mal mesmo, aqui neste, só não acertou nos caracóis, mas não esteve muito longe, porque é ondulado.

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  5. Respostas
    1. Pipocante Azevedo Delirante11 de setembro de 2014 às 17:00

      Irei sempre dizer mal dos tachistas!

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    2. Confesso que tenho uma certa inveja desses...

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    3. Nas rotundas e dos que param pela avenida da liberdade!

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