terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dúvidas que me assolam frequentemente

Qual é exactamente o problema de descrever alguém como "gordo"? Se uma pessoa é gorda, e se isso a caracteriza, por que raio é que é socialmente condenável dizê-lo? Mas então não é mais facilmente identificável "aquela morena, de cabelo encaracolado curto, gorda que anda sempre com umas calças de cintura descaída que mostram o rego e umas carteiras leopardo que parecem ter sido compradas na loja do chinês" que "aquela mulher morena e bem educada, super prestável mas com um gosto para além de duvidoso"?
Só dificultam, é o que é....

93 comentários:

  1. Eu andei a vida inteira a ser chamada de "magra", same thing. Se sou, é normal que o digam.

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    1. Mas é mesmo magra, ou apenas normal? É que para mim descrever alguém como magra, é alguém peso abaixo do normal para si... É que tenho uma espécie de clube que adora chamar-me de magra quando sou perfeitamente normal! Mas adora referir-se a mim como esquelética e mimos que tais (mas acredite que sou mesmo normalíssima!).

      Quanto ao referir-se a gorda para caracterizar alguém, acho que é tudo uma questão de tom. Mas também acho que referir-se a alguém em virtude às características físicas que não "favorecem" a pessoa, só pode soar mal e até rude.

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    2. Além de que é feio!

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    3. Hum... então e se as características apenas definirem a pessoa? Género "aquela gorda de cabelo ruivo lindíssimo?

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    4. Sou normal, a meu ver, já que a minha saúde está no ponto e isso é o que mais me interessa. Mas o que eu acho não é o que as outras pessoas acham, e embora eu me esteja a marimbar para isso, sempre ouvi aqueles discursos do "ahh, tão magrinha filha, tu comes?" E eu já cheguei a responder "não, não como, sobrevivo só do ar".

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  2. Esse tema já é velho por aqui, arranje lá melhor inspiração e traga algo de novo. Reposts já por aí andam muitos e quem o faz até já foi condenado neste mesmo blogue.

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  3. Pipoca, querida, anda com falta de visitas? É que este é o típico post de caça ao comentário e além do mais - boring!! - já escreveu sobre isto.

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  4. Caramba, vocês sabem melhor que eu, o que escrevo. Não ne lembro de já ter falado sobre isto, embora me lembre de uma polémica sobre o assunto, en passant.

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  5. (E, respondendo à sua pergunta, ando com falta mas é de tempo, isto anda em serviços minimos)

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  6. Vá, agora venha lá dizer outra vez que o post da Cocó sobre as aulas de inglês da filha são uma "rubrica do programa". Que são só mais uma das façanhas familiares que ela adora escarrapachar no blogue. Que aquele link e demais informações sobre a escola são totalmente inofensivos e inocentes. Que não são publicidade encapotada. Repito: que não são publicidade encapotada.

    Não, não tenho nada a favor da PN ou de qualquer outra das suas musas, nem tenho procuração para as defender. Mas não percebo porque é que umas não podem dizer um "ai", que é logo um Deus Nos Acuda e outras passam sempre entre os pingos da chuva e está tudo bem, arranja-se sempre uma justificação qualquer, ainda que mal amanhada.

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    1. Por acaso, aquele sim, também me pareceu publicidade. Não garanto que seja mas pareceu. Ou preparação de publicidade.
      (Que quer? Simpatizo com a rapariga, não acho que se ande a armar aos cucos, o que não quer dizer que lhe faça amen a tudo o que diz...)

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    2. Calhando as que vão passando por entre os pingos de chuva são aquelas magras, assim para o magrinho, não?
      Corvo.

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    3. Calhando a rapariga está gravidíssima, magra só se for nas pálpebras...

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    4. Para mim, a Cocó é das piores da blogolândia. Cagona, sempre à espera de aplausos mas fazendo tudo parecer casual. Tem uma necessidade de auto-afirmação que roça a patologia.

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    5. O post é sobre a Cocó?
      Se não é, porquê aprovar a publicação destes comentários?

      não entendo...

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    6. Das piores não será seguramente. Cagona é uma força de expressão, enfim. A parte da patologia, acho forçadíssima, não vamos tão longe.

      Agora quanto à parte dos aplausos, embora querendo dar a entender que é tudo muito casual, concordo inteiramente.

      Acho que é a pessoa típica que veio do nada, acha que alcançou qualquer coisita, que chegou longe e quer desesperadamente mostrá-lo. E não me refiro só às coisas materiais, atenção. Falo também do lado familiar, profissional, etc. Acho óptimo que se orgulhe de todo um percurso que fez, pessoal, profissional e matérial. Mas o desespero em anunciá-lo parece-me óbvio. E exagerado.

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    7. Eu não sei de onde ela veio, não me interessa minimamente, não acho nada que se arme em importante, acho só que optou por transcrever parte da sua vida para o blog. E que isso gera visitas que, por sua vez, geram banners. Se partilha demais? Sem fúvida. Se o faz pela aprovação externa? Posso estar enganada mas não acredito, acho que começou por o fazer pelo divertimento, hoje em dia áquilo é uma fonte de rendimento.
      (Anónimo das 16.08, tem toda a razão, mês culpa, as pessoas não me largam com este tema mas eu não deveria ter aprovado nada, o assunto aqui era outro)

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    8. Exacto, Picante. Uma fonte de rendimento.
      E será que paga os impostos inerentes? É que ainda não me esqueci do escarcéu que a Picante fez por causa dos negócios de Facebook, contra os quais a Picante dizia não ter nada contra, a não ser a fuga aos impostos que aquilo representava, o que de todo não podia ser porque isso era ir ao bolso de todos nós.

      Dois pesos e duas medidas?

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    9. Eu não faço escarcéus...
      Mas, respondendo à sua pergunta, acho que sim, que paga impostos. Para receber das agências de compra de espaço tem de passar um recibo.

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    10. Refere-se ao espaço que a Chicco comprou por 2 posts de uma cama-berço? Ou a Cytothera pelo post do kit de células estaminais? Terá passado recibo ou recebeu os artigos de oferta?

      É que posts são coisas diferentes de banners publicitários.

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    11. Anónimo, eu não sei se esses posts são publicitarios. Podem ser, mas também podem não ser. Há posts que se vêem a léguas que são publicitarios, até porque aparecem em vários blogs ao mesmo tempo, estou a lembrar-me das pastilhas para a louça ou do leite. Lembro-me de ter falado nesses dois. Há posts que podem ou não ser publicidade disfarçada. São o caso desses dois que refere. Eu prefiro só falar nas coisas tendo a certeza, ou pelo menos tendo quase a certeza.
      (Mas se forem realmente publicidade, então tem toda a razão)

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  7. Curioso que "a gorda" soa sempre pior que "aquela mais cheínha" e, contrariamente, dizer "a magra" soa muito melhor que "aquela magricelas".

    A gorda é redutor. Todos somos mais que isso. Se é uma maneira mais fácil de nos fazermos entender a quem nos referimos? Sim, mas, lá está, temos de ver quem nos escuta, lembrando que caminhamos também com os nossos rótulos (e, oh, se os temos).

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    1. Gordo é diferente de cheínho, dizer que alguém é "forte" ou "cheínho" é condescendente em quanto a mim, bem pior.
      Gordo é tão redutor como magro, alto ou baixo. São características e servem para nos definir. Parcial e fisicamente, bem entendido.

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    2. Por acaso, se alguém me chamasse "cheiinha" era bem capaz de levar um directo nas fossas nasais...

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    3. Preferia que me chamassem gorda que cheiinha, sem dúvida! Não bastava ser gorda que ainda tinha de levar com paternalismos dos outros, não? Contudo, acho que fica mais correcto dizer que está, do que dizer que é; o peso não tem que definir a pessoa no seu todo, a não ser que venha de alguém com preconceito em relação a pesos.

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    4. NM e a sua já habitual tendência para resolver as situações da forma mais "cordial" que encontra à mão...

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    5. Ahahahahahahah ahahahahahahah oh anonima nunca ouviu dizer aquilo do cão que larda não morde?? isto aqui somos nós a falar...

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  8. A Blogger sempre encheu farinheiras e fez publicidade às custas dos filhos.

    Desde correr para o computador, a fim de publicar não uma, não duas, mas quatro ou cinco fotos do filho ferido, usar a filha como modelo para a roupa de lojas que queria publicitar, promover, por entre posts bastante preocupantes, gurus das dietas, etc.

    Sempre que a leio, ou me parece burra ou sem noção.

    Entendo que a Picante não goste da PN, mas se o critério é a mediocridade, a falsa caridade, a publicidade encapotada e a falta de brio profissional, também não se compreende como é que a Cocó escapa às críticas.

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    1. Discordamos. Não me lembro de ter visto ali falta de brio profissional ou falsa caridade. Também não me lembro de ver publicidade encapotada óbvia, para além de um fim de semana num qualquer hotel, no Algarve.
      O que eu realmente não gosto é da exposição em demasia das crianças, qualquer pessoa que conheça a Expo sabe onde moram, estudam e afins. E disso não gosto.
      E escapa a críticas porque a personagem me é simpática e não me apetece criticá-la. E em não me apetecendo, não critico. Simples.

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    2. Concordo em absoluto com o que disse o anónimo aqui de cima. E não se faça de desentendida, que além desse fim de semana no Algarve, houve as férias deste ano em Marrocos (na mesma cadeia de hotéis, ou vai dizer que não deu por isso?) and so on, and so on...

      E sabe bem que viu publicidade encapotada e até da tal preocupante que o anónimo ali em cima refere. Ou acha que não li a troca de palavras azedas que teve com ela, na caixa de comentários dela, a propósito dos comprimidos Alli?

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    3. Dei pelas férias em Marrocos. Acontece que nunca me passou pela cabeça que fossem publicidade encapotada. Não me lembro qual era a cadeia, em, questão, não faço ideia se era ou não a mesma do Algarve. Mas, em tendo tempo, hei-de ir ver.
      Caramba, eu não assumo que todo e qualquer post que mencione uma marca, restaurante ou afins, seja publicidade encapotada. Vocês são muito piores que eu.

      (eu lembro-me do Alli, achei uma vergonha e disse-lho)

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    4. Mas são publicidade, Picante. Só que ela tem carteira profissional de jornalista e tenta colocar as coisas de maneira a poder defender-se em caso de processo disciplinar.

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    5. Não assume isso desde que não seja a PN. Ou a Mamã das Baby C. Em sendo essas, até um espirro que deram foi para publicitar um qualquer comprimido para a constipação., De forma "encapotada", claro, palavrinha que os hate-bloguers tanto adoram e que a Picante assume a toda a hora que a irrita. Mas só a a irrita em algumas.

      Olha se calha a ter sido a PN a ir a Marrocos e a fazer aquela foto-reportagem toda!... Já duas fotos de umas minas ou lá o que era no Alentejo (e que nem continha nomes ou marcas) foi o que foi...

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    6. Só pus a fotografia da lagoa porque era de águas ácidas e achei um piadão.
      E a mamã das Cês dá-lhes pastilhas da louça para "brincar". Acho mesmo que não há comparação possível.

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    7. Vamos la a ver uma coisa, não há nada que impeça um jornalista de ter um blog onde vende publicidade. O que não pode fazer é publicidade em artigos. É muito diferente.

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    8. Não há nada q o impeça a não ser a consciência. É claro q a matéria blogues/publicidade ainda não está regulada, q essa é uma realidade recente, e tds sabemos como as instituições custam a reagir, neste país. Agora, lá q é publicidade é, e lá q ela é jornalista e deontologicamente não o deve fazer, não deve.

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    9. Só se escrever enquanto jornalista. O que um jornalista não pode fazer é meter publicidade no meio de um artigo. E que eu saiba a Sónia não faz isso.

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    10. Claro, claro, a Sónia nunca faz nada que possa ser considerado pouco ético, quanto mais ilegal.

      Grosseiro e imperdoável, profissionalmente falando, foi, por exemplo, a PN publicar uma consulta que podia perfeitamente ser uma situação simulada, uma situação-teste, que não permitia a identificação de absolutamente ninguém, mas que, por pura má fé, foi de imediato conotada como sendo a exposição de uma consulta concreta dela enquanto psicóloga. Lembro-me bem da linguagem que usou nessa altura, dos termos a que se referiu a ela. Qual ironia, qual achincalhamento, qual quê! Cólera pura!

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  9. A verdade é que uma pessoa pode descrever alguém como gordo tendo em vista a sua identificação e a coisa por si só não chegar tendo em conta a quantidade de pessoas gordas que há por aí, mas está bem que à cautela a Picante já fez toda uma descrição da indumentária e a coisa torna-se mais difícil de falhar.

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  10. Não é o que se diz, mas como se diz. Prefiro o termo "rechonchuda", "roliça" e afins.

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    1. Pipocante Azevedo Delirante30 de setembro de 2014 às 22:38

      Gosto mais delas roliças do que com as ossadas todas à mostra, como a Patrocinio. E diria que a maioria dos homens concorda comigo. Verdade ou mito?

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    2. Eu sempre gostei de chamar as coisas pelos nomes. O resto soa a condescendência e isso sim, é ofensivo.

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    3. Pipocante Azevedo Delirante30 de setembro de 2014 às 22:53

      Em doses moderadas, ou intensivo? Em jejum ou depois das refeições?

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    4. Vou fazer um estudo. Já volto ao assunto.

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    5. Pipocante Azevedo Delirante30 de setembro de 2014 às 23:09

      Ofereço-me desde já para o estudo (a Sónia Araujo e a Kate Upton andam com umas depressões , ao que sei).

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    6. "Rechonchuda"??? Ahahahahahahah Alguém me adjectivava assim e era não só um directo nas fossas nasais como uma joelhada nos genitais... Rima e é verdade... (Não é nada que eu não faço mal a uma mosca.) Mil vezes "gorda" ... Mil!

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    7. O sexo? Outra vez? Toda gente sabe que sexo é com VHS, e toda gente faz de conta que é a sério, ninguém admite que espanca o palhaço. Tão certo como eu ser gordo, poças.

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    8. VHS? Isso ainda existe?

      (cheguei à conclusão que o sexo cura tudo, desde a depressão moderada à dor de cabeça forte, pelo menos é o que dizem...)

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    9. Ai sim? E então a tendinite?!
      VHS pois claro. Actualmente há uma obsessão depilatória alarmante. Morrem os velhos mestres e só ficam aprendizes.

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  11. Pipocante Azevedo Delirante30 de setembro de 2014 às 22:37

    Gordo... badocha... bola... redondo...
    Agora não há gordos, como não cegos (há invisuais), surdos ou manetas. Ou baixotes, apenas gajos com estatura abaixo da média europeia.
    Ah, e também não há mentirosos, há quem diga inverdades.

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    1. Nem bêbados, apenas gente alcoolicamente divertida.

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    2. Pipocante Azevedo Delirante30 de setembro de 2014 às 22:48

      Etilizados. Ébrios.

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    3. PAD, não é verdade. Os cegos continuam a ser cegos, e não essa coisa horrorosa de invisuais! Basta que lhes pergunte, aos cegos ou aos médicos, por exemplo. Só não são deficientes, mas sim, portadores de uma deficiência, porque lá está, as pessoas não são só olhos. ;)

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    4. Mas o deficiente é exactamente o portador de uma deficiência. As pessoas não são só olhos, mas também são olhos. Mais uma vez o politicamente correcto no seu melhor. Deixem é de lado a carga pejorativa e chamem os bois pelos nomes.

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  12. Lá vêm as polémicas balofas. Tu não és gorda, és forte?! Badocha e está o assunto arrumado. Poupem-me ao politicamente correto!

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  13. "Gorda" é depreciativo.
    "Obesa" descreve, "gorda" caracteriza.
    Parece-me que está no âmbito do "preto" vs "negro".
    Ana

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    1. Obesidade é o estágio superior, se formos a ser exactos. E ainda há a obesidade mórbida, um termo delicioso.

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    2. Para sermos exactos, em "sobrepeso" não é identificada como gorda a característica a identificá-la, uma vez que a população está em boa percentagem, nesse patamar.
      Desculpe, Picante, adoro-a, mas está a ser tendenciosa.

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    3. Eu tive a preocupação de dar um exemplo, no qual referi mais características. Gordo ajuda tanto à identificação como magro, moreno, ou baixo. Mas ajuda.

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  14. É muito simples, sim. É simples chamar gorda e gordo, atribuir valores morais ao peso, é simples mandar outras mulheres, nomeadamente feministas para a puta que nos pariu, num outro blog, e depois invocar altos valores tradicionais, que, supostamente, distinguem da escumalha.

    Quando comecei a ler o seu blog, parecia que a Picante criticava devido a motivos concretos: publicidade, etc, etc, mas os seus posts e respostas demonstram que, depois de decidir se simpatiza ou não com a pessoa, é que procura ou não os motivos para a criticar.

    A Picante sabe bem que a Cocó e a PN gostam de pedir dinheiro para os amigos, mas a segunda ainda inventa umas justificações idiotas, como lojas, etc. A primeira ficou muito aborrecida quando, num comentário, lhe perguntei para que era o dinheiro que nos estava a pedir.

    Lamento não ter percebido logo a simplicidade de tudo, mesmo continuando a Picante a falar de boa educação após o puta que nos pariu.

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    1. Eu não visito o blog da Sónia, diariamente. Talvez seja por isso que muita coisa me escape, até posso admitir. Nunca a vi a pedir dinheiro para os amigos, nunca a vi a dizer mal da família, nunca a vi a dizer mal de pessoas para depois se fazer de amiga, nunca a vi a apregoar a sua vida sexual na internet, sempre me aprovou todo e qualquer comentário, ainda que discordasse dela. É preciso continuar? Não é, pois não?

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    2. (e quem está a atribuir valores morais ao peso é a senhora, eu limito-me a dizer que um gordo é gordo, nada de moral, tudo factual)

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    3. Além disso é uma mulher muito bonita e o seu sorriso irradia uma simpatia cativante.
      Corvo.

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    4. Ó Picante, é preciso ter lata!
      Um dos tais comentários que ela lhe aprovou foi um em que a Picante a criticava por ter alinhado numa corrente de pedir ajuda monetária, na sequência de uma reportagem que ela fez, para um casal que ia perder a casa por pura inconsciência e precipitação. A Picante atirou-se ao ar (e eu acho que tinha toda a razão, note-se), ela não gostou e atirou-se a si e a Picante manteve-se na sua, que aquela era uma causa indefensável (e era!), quando há tanta gente a precisar de ajuda por motivos incontornáveis!

      E agora vem dizer que nunca a viu pedir dinheiro? Não seria para os amigos propriamente ditos, mas que era para dar relevo à reportagem que tinha feito, era.

      Picante, um pingo de coerência, sff, um pinguinho só, vá lá!

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    5. Já nem me lembrava disso. É verdade, sim senhora. Mas não encarei a coisa como pedir dinheiro para os amigos, assumi que fossem desconhecidos. E não vejo qualquer problema em ela falar, no blog, acerca das reportagens que faz, a sério que não consigo ver.
      (eu critiquei a parvoíce de o casal se ter posto nessa situação, acho que há causas muito mais justas)

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    6. Claro que não consegue ver. É sempre tão ceguinha (invisual?) para o que lhe convém...

      Mas quando são as outras a servirem-se dos seus blogues para se auto-promoverem, acaba-se a cegueira (invisualidade?) em menos de um fósforo.

      Chama-se a isso "ter vista selectiva"

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  15. Outra vez o assunto do índice de massa corporal ou lá o que é. Critérios objectivos, normalizados, lógica difusa ou como raio se chama nesta língua. É o que nos falta, à gente como nós que emprenha d'ouvido e dispara para o ar.

    Pois eu sou elegantemente gordo e careca e gosto de senhoras avantajadas e com heranças. Poças, isso não faz de mim político...

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    1. Mas faz de si um homem com mau gosto e interesseiro Quiescente...;)

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    2. Mau gosto? Por gostar de chicha e de dinheiro?!!!

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    3. Não percebem nada disto, Quiescente.
      (eu também gosto de dinheiro...)

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  16. Eu sou gorda, balofa, redonda, cuzuda e resolvida quanto a isso tudo. Se me chamassem burra era bem capaz de me empertigar contra o comentário. Se alguém me chamar gorda, tenho a perfeita consciência de que, por exemplo, esse alguém não é cego. É um facto é não me incomoda.

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    1. Até porque, tenho cá para mim, que isso da gordura é coisa para ser muito mais fácil de resolver que a burrice. Em querendo, M D, pode tornar-se também escultural, porque pelo que se vai lendo dos seus comentários, burrice é mal de que não padecerá.

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  17. A ver. Mas porquê chamar gordo/da a alguém? Quanto a mim opta-se pelo nome próprio de cada um/a, não se ferem susceptibilidades, a pessoa continua a enfardar sem complexos porque o verdadeiro drama do gordo/da não é o sê-lo mas dizer-lho.
    No caso feminino far-lhe-ia melhor soluçar, gritar, dilacerar o rosto, arrancar os cabelos, uivar à lua como uma loba enlutada do que ouvir o terrificante epíteto, sobremaneira agravado se vier de uma magrela esfaimada.
    Nos homens já a coisa muda substancialmente de figura, para muito mais dramático. É mais que sabido que o homem contemporâneo quer-se demasiado lavado, demasiado bem vestido, demasiado escanhoado, uma voz demasiado normal, viril apenas para não se tornar vulgar e distinta o suficiente para não se mostrar amaricado. Um tipo perfeito talhado para a esposa perfeita, um casal perfeito para um mundo exigentemente perfeito onde nem gordos nem gordas têm lugar.
    Ou pelo menos ninguém lhes lembra tal
    Corvo.

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    1. Penso que a Picante se estava a referir àqueles casos, em que ao identificar-se uma pessoa pelo nome a alguém, a pessoa não consegue identificar porque não a conhece ainda e então vão buscar-se características que possam identificar de quem se está a falar, pelo menos foi o que eu interpretei, se não era isto, então não cabe ou não devia caber na cabeça de ninguém não se optar pelo nome da pessoa, claro.
      E quanto a isso dos homens demasiado escanhoados não gosto, gosto que a parte feminina do casal seja eu, sem sombra de dúvidas, são para mim o tipo de diferenças que dão mais picante (olhe, picante eh!eh!) às coisas, mas confesso, que essa parte da gordura, não lhe consigo achar mesmo formosura nenhuma, pronto, são gostos, diz-se que não se discutem.

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    2. Obviamente.
      Ainda não aderi à moda do "Ó Elsa" em versão gorda.

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  18. Hum, eu acho que depende de como se diz. Conhecia uma senhora a quem as pessoas que não gostavam dela chamavam "a gorda". Ela era, de facto, bastante gorda, mas a forma como era dita era depreciativa, como se, ao chamarem-lhe gorda, estivessem a menorizar tudo o resto de bom que ela era. Tipo: "é gorda, não vale nada". A verdade é que essa é uma mensagem passada por milhentos estímulos à nossa volta (revistas, moda, dietas e nutricionistas do dia, etc) e por isso chamar ou descrever alguém como gordo passou a ter uma conotação depreciativa, ao contrário de magro. Magro (ou magra) é bom. Gordo é mau. Por exemplo, se chamar esqueleto ou saco de ossos a uma pessoa, aí já é negativo. Não vem mal ao mundo por se dizer que alguém é gordo. Mas se podemos utilizar outras palavras que dizem o mesmo sem espetar logo uma conotação negativa na pessoa e sendo menos rudes ou mais graciosos (tipo gordinha, gorducha, roliça, etc) porque não fazê-lo?

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    1. Porque, quanto a mim, é condescendente. E, aí sim, ofensivo.

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    2. Agree to disagree Picante, não acho que seja condescendente, acho que é delicado.

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  19. Do mestre Gervais:
    http://www.youtube.com/watch?v=l4YZiKbklAE

    MO

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    1. Maravilhoso. Não tinha visto, obrigada!

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    2. Maravilhoso mesmo, obrigada a quem veio aqui partilhar.

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  20. Quando alguém me descreve outra pessoa como Gordo, fico logo elucidada não quanto ao peso do terceiro, mas quanto à falta de classe do que fez a descrição.

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    1. Pipocante Azevedo Delirante1 de outubro de 2014 às 14:49

      Aquele senhor que apresenta o Preço certo ao lado das boazo... senhoras visualmente atractivas, não me lembro do nome, como hei-de dizer, ele é assim para o... posso dizer gordo e baixo?

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    2. Que parvoíce. Gordo é uma palavra da língua portuguesa que pode e deve ser aplicada na adjectivação. Se uma pessoa é gorda não sei porque devemos utilizar eufemismos. São os preconceitos que estão errados. Um careca é um careca. E não me venham dizer que é falta de classe adjectivá-lo assim e que devo dizer que é uma pessoa com pouco cabelo. As palavras não valem mais que as pessoas...

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  21. Porque às vezes podemos através da palavra não estar indicações directas. Há pessoas que são efectivamente gordas, e ainda todos as consideram gordas. Há pessoas na linha de excesso de peso que não é considerada obesa. e há gente que dentro das linhas da "normalidade" são roliças e para uns parecem gordas, para outros são normais.

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  22. Mas "Olha aquela magra" toda a gente diz e ninguém leva a mal.

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    1. Porque "magra" ao contrário de "gorda" não tem conotação negativa! Irrita-me um bocado essa comparação. Ser magra, aos olhos da sociedade, é uma coisa boa. Se disser "olha aquele pau de virar tripas" já é ofensivo, claro. Tudo está no como se diz.

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